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Circulação Quinzenal Distribuição Gratuita

Edição 07

de 08 a 21 de julho

Ano I

Lorena sofre com o descarte irregular de lixo Carolina Haddad

problema do lixo é uma questão que deve ser discutida em toda a nossa região. Na maioria das cidades é possível encontrar ruas, terrenos, linhas férreas e áreas desabilitadas tomadas por todos os tipos de resíduos: entulhos, restos de podas de árvores e muito, mas muito lixo doméstico. Um trabalho de conscientização começa a ser elaborado em algumas cidades, como em Lorena, por exemplo. Nesta edição, confira vários locais da cidade em que o acúmulo de lixo traz, cada vez mais, o risco da proliferação de doenças.

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Até sofás são descartados às margens da linha férrea na Vila Nunes

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Acessibilidade: Inclusão Real? Entrevista do Mês: Acessibilidade: O quanto já avançamos? O que ainda precisa ser feito? Em Lorena as vias públicas ainda apresentam diversos obstáculos para cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida. Carolina Haddad

Layla Mulinari

Bailarina e coreógrafa em ascensão no cenário nacional, Layla revela seus planos e aprendizados com a dança e as artes. Arquivo Pessoal

Obstáculos e entraves criam problemas para a real inclusão das pessoas com deficiência

Seminário do COMMAM sobre Usina Termelétrica acontece na rua em Canas

Começa hoje Festival de Inverno "Acordes da Serra" em Cunha

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Acontece em Paraty a FLIP- Feira Literária Internacional de Paraty

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Grupo realiza ação popular para conscientização e limpeza em Lorena

Página 03 Confira na Internet a versão eletrônica do Jornal no endereço: www.issuu.com/jornalvalevivo

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O trabalho com o movimento é um dos pilares da arte de Layla Mulinari

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Copa USP MTB: Esporte e Solidariedade juntos em Lorena Página 07 Em entrevista exclusiva, representante da AES Tietê responde questionamentos sobre possíveis danos ambientais que possam ser causados pela Usina Termelétrica Página 05


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de 08 a 21 de julho

A SEGURANÇA NÃO DESCANSA

Editorial Editorial Precisamos tomar uma atitude já. Cada vez mais necessitamos de ações conjuntas entre os Poderes Públicos, órgãos relacionados e população. Podemos analisar a questão do lixo. Nossas cidades estão cada vez produzindo mais lixo e com isso, necessita-se de cada vez mais espaço para descartálo. Nesse quadro vemos um aumento significativo de locais como terrenos, ruas, beiras de estrada e linhas férreas tornandose verdadeiros lixões no centros das cidades. Em Lorena, por exemplo, essas áreas são cada vez mais comuns. Além da poluição visual, o acúmulo de lixo resulta na maioria das vezes na disseminação de diversas doenças. Outro assunto que merece nossa atenção imediata é a Acessibilidade. O quanto a legislação vem sendo respeitada? Fala-se tanto em inclusão, mas o que efetivamente tem sido feito para que ela aconteça? Muitos movimentos conjuntos tem conseguido propagar seus resultados. O COMMAM - Conselho Municipal de Meio Ambiente de Lorena, vem trabalhando em conjunto com diversas áreas da sociedade, no sentido de esclarecer a população a respeito da possível vinda de uma Usina Termelétrica para a cidade de Canas. Independentemente da sua opinião a respeito do assunto, ações como essa produzem resultados efetivos, para que cada um possa, tendo informações sobre o que acontece na cidade, tirar suas próprias conclusões e preparar-se para as eleições do próximo ano... Vemos que a mobilização é o meio mais eficaz de produzirmos resultados. Para o Meio Ambiente, para a Educação, para a Cultura...Para nós mesmos. Procure como ajudar. Cada pequena ação, de cada pequeno grupo - ou mesmo as individuais- produzem grandes resultados quando somadas!!

Expediente Jornal Vale Vivo CNPJ: 13.463.982/0001-08 Lorena - SP Jornalista Responsável: Carolina Haddad - Mtb 45.002 carolinahaddad@jornalvalevivo.com.br Reportagem e fotos: Carolina Haddad Departamento Comercial: Ricardo Mendes Diagramação: Rafael Gomes de Andrade (12) 9186-3127 / 8140-1119 Assessoria Jurídica: Pedro Américo Azevedo Alcântara - OAB SP 265.459 Tiragem: 5.000 exemplares Distribuição quinzenal nas cidades: Lorena, Aparecida, Cachoeira Paulista, Canas, Cruzeiro, Guaratingetá, Piquete, Potim e Roseira

É período de férias, onde aliviamos a rotina e buscamos o lazer e o descanso junto à nossa família e amigos, porém, acho que a questão da segurança não pode ser esquecida, aliás, em alguns casos até aumenta a preocupação com segurança, pois em geral viajamos ou então temos nossas crianças circulando pelas cidades, que hoje apresentam um trânsito perigoso, exigindo assim maior cuidado com o período escolar. As viagens de férias devem ser planejadas, com manutenção dos veículos e programação de paradas para que todos possam aproveitar a viagem, sempre lembrando do uso do cinto de segurança como fator de preservação de vidas em caso de acidente. Além disso, a escolha de horários e trechos menos movimentados vão proporcionar um passeio agradável aos passageiros, e não ao motorista porque esse está conduzindo, evitando até mesmo o sofrimento com congestionamentos ou outras situações de risco. Na cidade, sempre é bom lembrar que pedestres devem andar nas calçadas, que ruas devem ser atravessadas nos locais adequados, - faixa de pedestres - e essa lembrança deve ser posta para as crianças como dever, e como algo que faz muito bem a elas, porque nas férias as crianças querem brincar na rua, andar de bicicleta com os amigos, enfim, curtir o ser criança, ainda mais quando se está nas merecidas férias.

Outro fator que cabe salientar, em especial na nossa região, que tem forte o turismo religioso, é que inúmeras pessoas aproveitam essas mesmas férias para visitar nossas cidades, e acabam tornando o trânsito relativamente calmo num trânsito mais movimentado, com maiores riscos e probabilidades de acidentes, exatamente na época em que nossas crianças querem brincar e andar pelas ruas e calçadas. Assim, o período de férias traz muitas coisas boas, oportunidades de se aproveitar a vida junto aos familiares, amigos, de se visitar um lugar desejado, e não pode ser oportunidade para prejuízos materiais e muito menos humanos, para isso, vamos ter mais cuidado e atenção nessas férias, especialmente com as crianças, para que se tornem adultos responsáveis e cidadãos.

João Bosco Ribeiro (Torrada) Engenheiro e Superintendente da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo

CULPA DA CULTURA? É muito comum abordarmos um assunto que merece atenção com uma introdução sobre a cultura em que vivemos. Daí temos uma cultura machista, uma cultura capitalista, uma cultura homofóbica, uma cultura de interesse político, uma cultura de corrupção, enfim, algo de errado que esteja arraigado na sociedade comumente passa por uma justificativa cultural. Não que a análise da cultura construida até então não seja útil à abordagem dos problemas sociais que enfrentamos, mas certamente acabamos por nos justificar na cultura e abordamos o problema e apresentamos soluções sem um comprometimento, sem uma consciência sobre a real linha de causa do problema, afinal, quem faz a cultura? Teriam sido os portugueses há mais de quinhentos anos? Ou a miscigenação que permeia nossa formação étnica? Ora, a violência e a inversão de valores ainda está presente na sociedade, e temos a cultura da impunidade, ao menos para aqueles com quem não temos nenhum tipo de relação ou interesse, e assim alimentamos a cultura da violência. A cultura da aplicação da pena e da ressocialização está insculpida no ordenamento jurídico, que por sua vez é feito pelos legisladores, que adotam uma cultura de punição amena, até por-

que em função de termos um sistema prisional falho encontra-se uma justificativa para a cultura onde a prisão é um mal maior que apenas em último caso deve ser aplicada. Daí a sensação de impunidade, ou a impunidade mesmo, aumenta. Quanta cultura! E pasmem, cultura, como o próprio nome diz, é cultivar, é manter e cuidar para que algo se mantenha e cresça. Assim, até quando vamos ficar passivos em relação a uma cultura que apenas depende de cada um e que anda prejudicando nossa vida? Seria o caso do ser humano estar sendo cultivado? Se respondermos que pode ser cultivado pela sociedade, repergunto: quem compõe a sociedade? Alienígenas?

Ângelo Marion Bel. em Ciências Jurídicas e Sociais, profissional de segurança pública e palestrante angelo.marion@hotmail.com

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17ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Roseira realizada no Plenário Vereador João Caltabiano em 20 de Junho de 2011 REQUERIMENTO N° 091/2011 Considerando que o mundo todo tem se mobilizado através de ações em defesa do meio ambiente. Considerando que nós vereadores somos procurados pela população sempre que algum problema está acontecendo no município. Considerando que no bairro de Roseira Velha, precisamente atrás da escola Francisco de Paula Santos, existe uma estação de esgoto da Sabesp, a qual, tem causado grande incômodo com o mau cheiro, pois se trata de esgoto in natura, lançado no curso d'água ali existente que é um afluente do ribeirão Roseira Velha. Considerando que tal poluição se agrava, por estar dentro de um residencial e nas proximidades de uma escola, sendo um péssimo exemplo, pois a conscientização para com a preservação e recuperação do meio ambiente, se atribui principalmente a nossas crianças, jovens e adolescentes que representam o futuro do nosso país. Pelos considerandos, requeiro, após ouvir o Plenário, ao Ilmo. Senhor José Fonseca Marcondes Júnior (Gerente de Divisão da Sabesp), informações sobre a possibilidade de uma definitiva solução para o referido problema, que muito tem incomodado aos moradores daquele bairro, com tamanha agressão ao meio ambiente que é dever de todos de estar preservando. Que deste se dê conhecimento ao senhor Prefeito Municipal Marcos de Oliveira Galvão. Plenário vereador João Caltabiano, 20 de junho de 2011. Vereador José Augusto Coelho Pereira Autor do Requerimento Vereador Claudinei Ramos

Vereador Francisco de Assis Moura Vieira

Vereador João Vilaça Guimarães Vereador Edson Chagas Rodrigues Vereador José Roberto da Palma Vereador Espedito Duarte Rodrigues MOÇÃO Nº 021/2011 Considerando que é dever do Vereador, enaltecer, destacar e reconhecer publicamente, organizações e pessoas que contribuem com o bem estar da População, na qual está inserida as instituições religiosas. Considerando que, a Assembléia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos. Considerando que, as Assembléias de Deus brasileiras estão organizadas em forma de árvore, na qual cada Ministério é constituído pela igreja-sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de pregação (subcongregações). Considerando que, o texto de Marcos deixa claro que Jesus não fez um pedido aos seus discípulos, ele deixou uma ordem a ser seguida por eles e pela igreja e, que o "Ide" de Jesus é um imperativo na vida cristã e de maneira nenhuma deve ser visto como um pedido ou um conselho sábio e edificante. (At 5.42) Considerando que, segundo a Bíblia o desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1Tm 2.4) e, que é dever de todo cristão se conscientizar do grau de importância em se obedecer à ordem do "ide" de Jesus. Considerando que, em 18 de Junho de 1911, foi organizada e fundada a Missão de Fé Apostólica, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus. Considerando que, as igrejas que professam a fé cristã, através da Palavra de Deus produzem Fé, Arrependimento, Conversão, Regeneração, Adoção, Justificação, Santificação e Glorificação. Apresento com satisfação, Moção de Congratulações as Igrejas, Congregações e Pontos de Pregação, da Assembléia de Deus em Roseira, pelo centenário de sua chegada e instalação no território brasileiro, comemorada no dia 18 de Junho, cumprindo o "ide" estabelecido por Jesus, anunciando a Palavra de Deus a toda criatura de boa vontade, para a alegria e satisfação de seus Membros, no desejo sincero de que Deus abençoe sobremaneira essa denominação cristã.

PROJETO DE LEI Nº 10/2011, de 17 de junho de 2011 REF.: DENOMINAÇÃO DE LOGRADOURO. Autor: vereador Joel Polydoro A Câmara Municipal de Roseira aprova: Art. 1º Fica denominada "José Moreira dos Santos", a rua existente, que dá acesso a rua João Miguel, paralela a rua Benedito Silva Costa, no bairro do Pedro Leme, nesse município. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Plenário vereador João Caltabiano, 17 de junho de 2011. Vereador Joel Polydoro

18ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Roseira realizada no Plenário Vereador João Caltabiano em 27 de Junho de 2011 REQUERIMENTO N° 092/2011 Considerando, que o papel do Vereador, além de legislar, é também encaminhar as reivindicações ao Executivo Municipal, sendo o principal elo de ligação entre a comunidade que representa, e o poder público municipal. Considerando, a necessidade de melhorar o trabalho dos funcionários da Creche no Bairro do Pasin, em Roseira Velha onde são atendidas mais de cinquenta crianças. Considerando que a referida Creche possui uma área privilegiada nos fundos e nas laterais e ainda não conta com um parquinho para que as crianças possam ter momentos de entretenimentos. Pelos considerandos, requeiro após ouvir o augusto plenário, ao Exmo Senhor Prefeito Municipal Marcos de Oliveira Galvão, providências no sentido de adquirir ou construir um parquinho para que as crianças possam brincar. Plenário vereador João Caltabiano, 27 de junho de 2011. Vereador João Vilaça Guimarães Autor do Requerimento Vereador Claudinei Ramos

Plenário vereador João Caltabiano, 27 de junho de 2011. Vereadora Marlene Pereira de Siqueira Silva Autora da Indicação

Vereador Francisco de Assis Moura Vieira

Vereador Claudinei Ramos

Vereador Joel Polydoro Vereador José Roberto da Palma Vereador Claudinei Ramos

Vereador José Augusto Coelho Pereira Vereador João Vilaça Guimarães

INDICAÇÃO Nº 034/2011 Considerando que o dever do vereador é atender nossa população e lutar pelo bem estar e segurança de todos. Considerando que existem várias lombadas nas vias públicas de nosso município, como também faixas para pedestres próximas as escolas e creches. Considerando que as mesmas encontram-se com a pintura desgastada, devido ao tráfego de veículos, dificultando a visibilidade das mesmas. Pelos considerandos, Indico ao Exmo. Senhor Prefeito Municipal Marcos de Oliveira Galvão, que sejam executadas as pinturas de todas as lombadas das vias municipais e também das faixas para pedestres já existentes, e nas proximidades das escolas e creches que não possuem estas faixas, providenciar a criação das mesmas. Plenário vereador João Caltabiano, 20 de junho de 2011. Vereador Joel Polydoro Autor da Indicação

MOÇÃO Nº 022/2011 Considerando a importância de preservar o meio ambiente em nosso município. Considerando a necessidade de preservar o bem estar das pessoas através da conservação ambiental. Considerando o potencial ambiental destacado pelo autor da matéria meio ambiente de Roseira do Jornal O Lince, como fonte de desenvolvimento econômico de nossa cidade. Pelos considerandos, apresentamos Moção de Parabenização ao Prof. Gerson de Freitas Junior, mestrando em Geografia Física pela Universidade de São Paulo e Prof. da Faculdade de Roseira (FARO), pela excelente matéria sobre o potencial ambiental da cidade de Roseira, publicada na edição nº 39, do Jornal O Lince, veiculada no dia 20 de junho próximo passado, e disponível na Internet, através do site www.jornalolince.com.br, levando o nome de nossa cidade a todos os cantos do planeta. Finalizo esta Moção na qual desejamos ao Professor Gerson de Freitas Júnior e família, muita saúde e que Deus o abençoe, pois respeitar o meio ambiente é preservar a vida. Que desta se dê conhecimento a Faculdade FARO. Plenário Vereador João Caltabiano, 27 de Junho de 2011. Vereador Joel Polydoro Autor da Moção

Vereadora Marlene Pereira de Siqueira Silva Vereador José Roberto da Palma Vereador Claudinei Ramos INDICAÇÃO Nº 035/2011 Considerando que é dever do vereador ajudar a administração levando ao conhecimento do Executivo, tudo que possa estar somando em favor do bem estar da população. Considerando que atrás do Centro Comunitário do Bairro de Roseira Velha, existe um muro que teve que ser parcialmente destruído por estar represando a água da enchente causada pela chuva tempos atrás. Considerando que o referido problema vinha acontecendo com freqüência por falta de uma tubulação extra para escoamento d'água que proporcionasse maior vazão ao ribeirão na época da cheia, problema este que foi solucionado já há alguns meses, quando foi realizada a pavimentação e a instalação de uma nova rede de manilhas no local. Pelos considerandos, indico, ao Exmo. Senhor Prefeito Municipal Marcos de Oliveira Galvão, que promova a reconstrução do referido muro, atendendo assim os pedidos de mães de alunos da escola próxima ao local. Plenário vereador João Caltabiano, 20 de junho de 2011. Vereador José Augusto Coelho Pereira Autor da Indicação Vereador Claudinei Ramos Vereador João Vilaça Guimarães

Vereador Francisco de Assis Moura Vieira Vereador Edson Chagas Rodrigues

Vereador José Roberto da Palma Vereador Espedito Duarte Rodrigues

Vereador Edson Chagas Rodrigues Vereador Espedito Duarte Rodrigues

INDICAÇÃO Nº 036/2011 Considerando, que o dever do vereador é atender nossa população e lutar pelo bem estar e segurança de todos. Considerando que no velório há um muro onde faz lateral com a Casa da Agricultura. Considerando que este muro está prestes a cair e está muito perigoso, e também as árvores estão levantando os canteiros com sua raizes, tornando o local perigoso. E, pelos considerandos, indico ao senhor Prefeito Municipal Marcos de Oliveira Galvão, que acione o DSM - Departamento de Serviços Municipais, que tomem providências a respeito do assunto citado.

Plenário Vereador João Caltabiano, 20 de Junho de 2011. Vereador Edson Chagas Rodrigues Líder do PMDB - Autor da Moção Vereador José Roberto da Palma

Vereador Francisco de Assis Moura Vieira

Vereador José Augusto Coelho Pereira Vereador José Roberto da Palma

Vereadora Marlene Pereira de Siqueira Silva Vereador José Roberto da Palma Vereador Claudinei Ramos PROJETO DE LEI Nº 09/2011, de 16 de Maio de 2011. (APROVADO) Estabelece a possibilidade do agendamento telefônico de consultas para pacientes idosos, para pessoas com deficiências físicas e para gestantes já cadastrados nas Unidades de Saúde do Município de Roseira e dá outras providências. A Câmara Municipal de Roseira aprova: Art. lº Os pacientes idosos, as pessoas com deficiências físicas que causem dificuldades de locomoção e as gestantes poderão agendar, por telefone, as suas consultas nas Unidades de Saúde da cidade de Roseira (Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família e Ambulatórios de Especialidades). Art. 2º Para os fins desta lei considera-se idoso a pessoa que comprovar idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos na data da consulta. Art. 3º O agendamento de que trata esta lei somente será possível nas Unidades de Saúde onde o paciente já estiver cadastrado. Art. 4º Para receber o atendimento agendado por telefone, o paciente deverá apresentar, na ocasião da consulta a sua carteira de identidade ou o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). Art. 5º As Unidades de Saúde deverão afixar, em local visível à população, material indicativo do conteúdo desta lei. Art. 6º Caberá à Secretaria Municipal de Saúde baixar as demais normas visando à implantação e ao cumprimento das disposições desta lei. Art. 7º Esta lei será custeada por dotação orçamentária própria. Art. 8º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Plenário vereador João Caltabiano, 16 de maio de 2011. Vereador Claudinei Ramos Autor do Projeto PROJETO DE LEI Nº 09, DO EXECUTIVO, QUE ESTABELECE AS DIRETRIZES A SEREM OBSERVADAS NA ELABORAÇÃO DA LEI ORÇAMENTÁRIA DO MUNICÍPIO PARA O EXERCÍCIO DE 2012 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (APROVADO) PROJETO DE LEI Nº 15/2011, DO EXECUTIVO MUNICIPAL, QUE DISPÕE SOBRE SUPLEMENTAÇÃO. (APROVADO)


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Conexão Moda Brasil-Europa: Por: Carolina Haddad e Ana Cândida Azevedo

Olá Gorgeous! Na Europa no verão está um espetáculo, muito picnic, concertos nos parques, festivais de rock... Mas é sobre frio que vamos conversar com você, porque, disso, meu bem, a Ana Cândida entende... A cidade onde ela mora fica ao norte da Escócia, Aberdeen. No inverno a temperatura atinge 20 graus negativos, tá amore?? Então, pense bem antes de reclamar que o frio está insuportável aqui, acredite em mim... Tem lugares que são beeem piores. Mas com esse frio todo de novembro a fevereiro, sabe quantos casacos ela tem lá? Apenas 5, contando desde um de algodão curto ate um 7/8 de tecido de lã. Isso significa que quando a temperatura despenca não dá para variar muito o modelito? Isso mesmo. A criatividade tem que aflorar. E é aí que entram os acessórios de inverno!!! Luva, cachecol, chapéu, boina, toucas, meias-calça, amamos TODOS!!! Na Europa os casacos não são tão caros como no Brasil, mas mesmo assim não dá para ter 10. Mas dá para ter 10 cachecóis, 3 pares de luvas, 2 toucas, 1 chapéu, 1 boina, vááárias meias-calça e mudar completamente o look, sua loka! Vamos dar várias dicas sobre casacos, mas falaremos sobre isso na próxima edição (toma seu calmante e espera!!!) No inverno não adianta: a única alternativa é fazer com que o look "cebola" - em que várias roupas são sobrepostasfique charmoso e elegante. Não tem coisa mais feia do que a mulher que não consegue segurar a produção! Por exemplo: usar micro saia e ficar puxando a saia para baixo... ainda, ficar se contorcendo de frio... aff vai trabalhar no circo, sua loka!! Se está frio, use roupas com tecidos QUENTES e pesados e abuse dos acessórios. Amamos luvas, principalmente para usá-las em um show a céu aberto... As de couro são uma paixão: preta, roxa, caramelo, cinza, com cores fortes para descontrair em um passeio ao ar livre em um final de tarde romântico... Compre-as em lojas de departamento, e até nos camelôs das feiras livres; não precisa se acabar no cartão: o bolso agradece. As de lã são sempre fofas. Na Europa existe um modelo em que a parte dos dedos é cortada, mas que vem com uma capinha do mesmo tecido para cobri-los. É uma ótima alternativa para quem perde muito tato quando as usa. Os cachecóis abrem as portas para uma infinidade de combinações... Os de fio grosso de lã e que são costurados formando um círculo formam uma produção muito chique. É só colocálos no pescoço dando voltas tipo um elástico de cabelos gigante, sabe?! É um luxo. Para completar o visual é só fazer um coque meio desajeitado no cabelo e pronto, diva!! Na Escócia é comum que cada família tenha a sua própria padronagem de xadrez, que é chamada de tartan. Um dos mais bonitos é do da família Mcmillan, com uma incrível combinação de cores. As meias-calça são um capítulo à parte. Estampadas, listradas, de coração, coloridas, azuis marinho; são itens indispensáveis neste inverno. Nossa grande amiga Ana Lectícia Soares escreveu em seu blog um artigo ótimo sobre elas (visite: analecticiasoares.blogspot.com). Os chapéus viram um vício... De lã com cabelo solto fica um luxo, tipo jogador de golf, a infinidade de modelos permite criar diferentes estilos com um único acessório. Querida, a dica está dada! Use e abuse. Faça o teste do espelho, gostou? Então, passou!! Nesta estação só vai bancar a contorcionista quem quiser!!! Passar frio no inverno é cafona!!

Gastronomia Regional

Começa hoje Festival de Inverno em Cunha Banda Blitz se apresenta no Festival dia 16 de julho Carolina Haddad

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oje, 08 de julho, às 20 horas, acontece a abertura oficial do 18º Festival de Inverno "Acordes na Serra 2011". Com extensa programação cultural, a cidade fica até o final do mês em festa. Artes Plásticas, as famosas cerâmicas de Cunha e todas as expressões de arte estão presentes no evento que reúne artistas e participantes de toda a região. A abertura oficial acontece com a Exposição "Pássaros da Mata Atlântica", uma parceria com o parque Estadual da Serra do Mar, Secretaria Municipal de Educação e o Projeto "Cunha para o Cunhense". A Exposição fica no Espaço Cultural Parque Lavapés. No Centro de eventos a banda de reggae D'Jahga, de Ubatuba, anima a noite a partir das 22 horas. No sábado, dia 09, as atrações musicais começam suas apresentações no Centro de eventos ás 17 horas. No domingo, a dupla sertaneja Ricson e Renan se apresenta a partir das 22 horas. Atividades religiosas também marcam o evento. A tradicional Festa do Divino, tem início no dia 08 com a Novena que será realizada na Igreja Matriz a partir das 16h30min. Os Violeiros de Cunha também se apresentam na Praça do Rosário, na rua Dr. Casemiro da Rocha, todas as noites a partir das 08 e meia da noite. A grande atração musical deste ano é o show com a Banda Blitz, de Evandro Mesquita, que fez muito sucesso durante as décadas de 80 e 90. A Blitz se apresenta no Centro de Eventos Lavapés, no sábado, 16 de julho, às 10 da noite. A atração é gratuita.

Feira Literária Internacional de Paraty traz David Byrne ao Brasil Em sua 8ª edição, a FLIP - Feira Literária Internacional de Paraty, traz mais uma vez atrações nacionais e internacionais relacionadas com o mundo das artes. Literatura, artes plásticas, jornalismo... Diversas formas de cultura são analisadas e discutidas, promovendo uma troca de experiências inigualável. Pessoas de todo o mundo vão Carolina Haddad

Guaratinguetá e suas doçuras... Guaratinguetá é uma região privilegiada por sua localização geográfica, onde temos desde as várzeas até a linda região de montanhas. Sempre imponente é uma referência pra todos, tanto economicamente quanto historicamente, a estes fatos ocorreu o aglutinamento de várias etnias vindas das mais diversas regiões deste Brasil e de outros continentes. Não poderia ser diferente; mineiros, baianos, paulistanos... Africanos, italianos, árabes, enfim, é muita diversidade cultural em uma mesma região, e deu "nisso", uma cidade repleta de sabores dos mais variados gostos, andar em Guaratinguetá é viajar nos sabores da culinária internacional e nacional e também deparar-se com oportunidades de vivenciar os ritos e sabores da culinária regional. A cultura gastronômica salta aos olhos e paladar de quem resolve dedicar alguns momentos nesta cidade que tem um lindo e saboroso "cardápio" marcado por muitos anos de história e formação e a este "cardápio" declino-me em salientar que se deve principalmente ao amor de seus habitantes. Na área urbana temos uma infinidade de doçarias com os mais saborosos doces, restaurantes para todos os paladares, sem deixar de mencionar as infinidades de combinações dos pipoqueiros do centro da cidade e a oportunidade de se fazer uma pequena viajem nos temperos e iguarias do mercado municipal... Na região montanhosa do Gomeral e o entorno do Rio das Pedrinhas não poderia ser diferente, muitas combinações e oportunidades para os mais diversos paladares, desde a culinária caipira e até mesmo o requinte dos pratos com trutas criadas na mesma região, quem ainda não visitou a região esta perdendo uma oportunidade impar para as mais saborosas vivencias gastronômicas. Na zona rural, temos um leque de oportunidades para degustarmos a autêntica culinária caipira, desde o torresmo a pururuca, leitoa pururuca, galinha caipira... Enfim não é possível nominar a infinidade de iguarias que a "ruralidade" da cidade tem para oferecer aos seus visitantes, o "jeito" é visitar e degustar. Sobre as doçuras da cidade, ressalta dois pontos mágicos; O primeiro refere-se à grandiosa Festa de São Benedito quando temos lindas apresentações folclóricas e também a distribuição de dezenas e dezenas de quilos de doces caseiros, cuja distribuição retrata um antigo costume do período dos senhores de escravos, mas os doces trazem a doçura e magia para a festa. E falando em sabores, festas e doces de Guaratinguetá, não poderia deixar de mencionar o famoso Agostinho doceiro que há muitos anos leva o nome da cidade para todos os cantos com a sua infinidade de doces, paçocas dos mais variados tipos e também seus contos e histórias da região... E você? Quando vai aproveitar para degustar as doçuras de Guaratinguetá...

CHEF ANDERSON RODRIGUES Turismólogo e Pesquisador de culinária regional Vale do Paraibana rodriguesanderson@yahoo.com.br

Interior da Igreja Matriz em Cunha

FLIP acontece desde 2003 em Paraty

a Paraty em busca de novas ideias e ações culturais que estão acontecendo pelo mundo. Atraindo autores de diversas nacionalidades, a FLIP proporciona um contato direto e real com as diferentes culturas por meio do mundo mágico dos livros. No evento, despertar a leitura das crianças também é um desafio. A Flipinha - espaço dedicado exclusivamente a autores voltados para o público infantil e infanto-juvenil- busca formar leitores críticos e cada vez mais interessados pelo mundo literário. As escolas municipais da cidade são envolvidas na realização de apresentações e mesas abertas, o que estimula a participação infantil na literatura, na dança, música e teatro. Neste ano a FLIP traz como um de seus destaques o artista David Byrne. Byrne fala sobre suas atividades desde o período em que era líder da banda Talking Heads passando por seus trabalhos posteriores relacionados ao cinema e artes plásticas. David Byrne também vai discutir sobre projetos relacionados com a implantação do urbanismo sustentável, baseado em suas experiências de viagem relatadas no livro "Diários de Bicicleta". A FLIP começou no último dia 06 de julho. As programações culturais acontecem até o domingo, dia 10.

Luiz Bettoni realiza Ação na FLIP em Paraty Pelo sexto ano consecutivo ambientalista busca promover a conscientização ambiental durante o evento Pelo sexto ano consecutivo o Ativista e Fundador da ONG Reflorestar é Viver (reflorestareviver.org.br) de Guaratinguetá, vai até a FLIP - Feira Literária Internacional de Paraty fazer mais uma Ação Ecológica. "A ação busca voltar a atenção dos participantes do evento para as questões relacionadas ao aquecimento global e o desmatamento, destacando o tema não só aqui no Brasil, aproveitando que neste evento se reúnem pessoas do mundo todo", ressalta o ambientalista Luiz Bettoni. Levando na bagagem aproximadamente 1000 mudas de árvores as ações serão realizadas palas ruas de Paraty. No dia da Ação, serão deixados por vários pontos da cidade mudas de árvores com livros. Alguns dos exemplares distribuídos são de autores de Guaratinguetá, como dos autores Aurea Porto, Elias Jorge e Padre Peixoto levando assim, além de conscientização ambiental a disseminação da cultura regional em um pólo

frequentado por pessoas de diversos países e naturalmente, interessadas em artes e literatura. Sem contar um apoio real para as Ações Ecológicas que vem realizando pelo país, o ambientalista conta exclusivamente com a ajuda de parceiros. Para a realização da Ação na FLIP 2011, Luiz Bettoni contou com a colaboração de parceiros como o AutoPosto Dip de Guaratinguetá, Srª Cida Castro (Presidente da Câmara Municipal de Aparecida), Maze Super Mercado Máximo, Posto Arco Iris, Sr. Luiz Ribeiro, da Imobiliária Cajamar em Paraty, Sr. Wilson, da Ferragens Santa Rita em Aparecida, Jornal Vale Vivo e amigos que vem colaborando de todas as formas divulgando o trabalho e contribuindo para juntos melhorar nosso Planeta. Luiz Bettoni agradece a todos e destaca a importância de que cada vez mais parceiros atuem juntos para uma mudança real no quadro da questão ambiental da nossa região.


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COMMAM realiza Seminário sobre a Termelétrica em Canas Mesmo tendo o local previsto para o evento negado a manifestação aconteceu na rua a última quarta-feira, dia 06 de julho, O COMMAM Conselho Municipal de Meio Ambiente de Lorena realizou um Seminário em Canas, apresentando para a sociedade local dados sobre a Usina Termelétrica que poderá ser instalada na cidade. Por questões ainda não esclarecidas, o local que havia sido liberado para a realização do evento por meio de ofício enviado à direção da escola, encontrava-se fechado no horário do evento. Segundo presentes, o grupo chegou a sentir-se intimidado com a presença da Polícia Militar nas imediações da escola. Sem ter um local para realizar a Reunião, representantes do COMMAM, representantes de diversas áreas da sociedade e pretensos participantes acabaram por reunir-se na rua, em frente a Associação Rural da cidade. A Associação foi o único lugar cedido para a reunião, porém com espaço reduzido e com a adesão de mais de 60 pessoas (entre população local, representantes de setores da sociedade, autoridades e população lorenense) ficou impossível a realização no interior do prédio. Assim foram colocadas as cadeiras em frente ao prédio da Associação e o Seminário pode acontecer.

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Com apresentação de estudos e dados técnicos, o seminário tinha como objetivo alertar a população sobre os possíveis danos e riscos ambientais e com influência direta na saúde da comunidade. Dr. Fernando Pesquero, pesquisador do INPE- Insituto nacional de Pesquisas Espaciais a credita que todo o estudo a respeito da dispersão dos ventos apresentada pela empresa AES Tietê no EIA/RIMA possa estar comprometida. "No estudo não existe a Serra da Mantiqueira. Com isso, o estudo de dispersão das emissões atmosféricas está completamente equivocado. No estudo não foi levado em conta que estamos dentro de um Vale e que, sendo assim, os gases terão uma dispersão muito mais difícil", ressaltou o pesquisador. A realização do Seminário mesmo com todos os impedimentos, prova que a mobilização social tem grande força e poder, e que, diante de nossa República Democrática, todos temos direito a manifestar ideias, pensamentos e ações. Independentemente da posição assumida em relação à vinda e instalação de uma usina geradora de energia na região, atitudes repressoras ou intimidadoras nos levam a novamente repudiar os atos de censura e a cada vez mais acreditar na força da união popular. Fotos: Moisés Aquino / Andréia Marcondes

Representantes do COMMAM, população de Canas e Lorena além de representantes de diversas áreas da sociedade e autoridades locais fizeram o Seminário nas ruas de Canas

Ação popular visa conscientização sobre o lixo em Lorena Buscando uma ação efetiva no que diz respeito a limpeza da cidade e uma solução para os problemas gerados por este acúmulo, entidades de Lorena uniram-se para a realização de um mutirão de limpeza e um trabalho de conscientização entre os munícipes. O grupo Lorenenses Contra a Dengue é formado por cidadãos, e membros de outros grupos afins, preocupados com a probabilididade de reincidência da epidemia de dengue que castigou os moradores da cidade durante o último verão. Contando com a ajuda de voluntários, o Grupo vai realizar uma ação na linha férrea do bairro Vila Geny. Visando conscientizar e mobilizar a população local a respeito da responsabilidade de cada um no descarte correto do lixo e consequentemente em uma diminuição de possíveis focos de criadouros da dengue o Grupo e parceiros como a EEL/ USP, Rotary, Acial, Secretaria de Saúde de Lorena, Doutores da Natureza, Pro Life Reciclagem, USP Recicla, Paróquia Cristo Rei, Colégio Adventista, SEMEAR, MRS Logística entre outros, vai se reunir no dia 17 de julho o evento. A Vigilância Sanitária da cidade alerta que Lorena ainda corre o risco de uma nova epidemia quando voltar o período das chuvas. "Há expectativa de que aconteçam centenas de mortes assim que a estiagem acabar e uma nova epidemia de dengue se espalhar na cidade", ressalta David Quadros, Educador de Saúde da Vigilância Sanitária de Lorena. O mosquito da dengue utiliza qualquer local com água parada como criadouro. Assim, até mesmo um saquinho plástico que acumule uma pequena quantidade de água da chuva serve de "berçário" para o Aedes Aegypt. Os resíduos descartados no lixo doméstico como, por exemplo, embalagens de achocolatados, latas de molhos, potes de margarina, caixas de leite facilmente acumulam água e assim viram criadouros perfeitos, contribuindo para uma proliferação cada vez maior do mosquito. A mobilização popular é uma das melhores formas de obter resultados práticos em curto prazo e com benefícios percebidos por toda a comunidade. Se cada um realizar pequenas ações e cuidar da sua parte na preservação ambiental, as cidades poderão ver os resultados em pouco tempo. O Grupo Lorenenses contra a Dengue vai realizar uma reunião onde haverá palestras, treinamentos de voluntários e esclarecimentos à população acerca da DENGUE por representantes da Secretaria de Saúde e da SUCEN. O Grupo convida a população a se apresentar como voluntária e ajudar na conscientização e multiplicação dessas ideias. O encontro acontece no domingo, dia 10 de julho, na Paróquia Cristo Rei às 15 horas. No dia 17 de julho, a partir das 7 horas acontece o Mutirão de limpeza, juntamente com um trabalho de conscientização da população local. Neste dia, como ato simbólico, será feita uma varredura às margens da Linha Férrea entre a Escola Adventista e a Paróquia Cristo Rei, local onde há acúmulo significativo de lixo. (Confira fotos do local na matéria sobre os Flagrantes de Problemas Ambientais- Lixo, na página 05 desta edição). Participe. Convide a sua família a participar. A responsabilidade sobre o lixo produzido é de todos.


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Descarte de lixo é preocupação em Lorena A

questão do lixo, seu descarte e seus impactos ambientais é uma grande preocupação e um grande problema para todas as cidades do nosso país. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, cada pessoa produz cerca de 1 kg de lixo por dia. Se esse número for analisado e multiplicado pelo número aproximado de moradores poderemos ver a imensa quantidade de resíduos que é produzida por toda a cidade. Todos os dias. Multiplique-se essa quantidade por semanas, meses, anos... E para onde vai esse lixo todo? Ele deveria ser depositado em aterros sanitários legalizados, que possuísse a estrutura correta para recebê-los. Além disso, a legislação federal determina que a partir de 2014 todas as cidades do país passem a ter aterros, eliminando de vez o problema dos lixões a céu aberto. Mesmo com tudo isso, é possível observar que na maioria das cidades não é isso que acontece. Na cidade de Lorena, por exemplo, o lixo se espalha pelas ruas de toda a cidade. Na maioria dos bairros a situação é a mesma: entulho, lixo doméstico, restos de poda de árvores...Tudo no mesmo lugar, onde não deveriam estar: nas ruas, linhas férreas, margem de rios e córregos, terrenos baldios. O acúmulo destes materiais em locais incorretos causa inúmeros problemas à saúde e ao meio ambiente. Quando descartados, por exemplo, próximo a rios e córregos, materiais como óleos, resíduos de lâmpadas fluorescentes, que são extremamente tóxicos, ficam depositados na água podendo trazer problemas para os animais e plantas que consomem essa água, sem contar que ela ainda pode ser captada para consumo humano. Além disso, ainda existe o risco de que essa água seja usada para irrigação em plantios de verduras e legumes. O lixo jogado em ruas, linhas férreas e terrenos também traz uma enorme variedade de riscos. Muitas vezes, os restos de caminhões de lixo (sacos que caem no meio do caminho e não são recolhidos) ficam nas ruas por dias, até serem praticamente esmagados pelo trân-

sito fluente. Animais que rasgam os sacos que seriam recolhidos também ficam por dias nas ruas. Essa parte do problema poderia ser sanada com a apresentação de um quadro para os munícipes com os horários do recolhimento de lixo realizado pela empresa contratada. Assim, os moradores poderiam se programar para colocar seu lixo nas ruas em horários mais próximos ao recolhimento. Os descartes em terrenos baldios poderiam ser minimizados com o cumprimento da lei municipal que determina que os proprietários murem a extensão de seus terrenos. Cabe à Administração Pública notificar os proprietários de tais terrenos para que as devidas obras sejam realizadas. E cabe também ao proprietário cumprir tal determinação das prefeituras. O lixo descartado no ambiente favorece a proliferação de doenças e a presença de insetos e pequenos animais peçonhentos ou vetores de doenças. Escorpiões, aranhas, ratos e pombos são os

Até monitores de computador são encontrados em meio ao lixo na Av. Dr. João Pinto Antunes, atrás da delegacia, no bairro Vila Geny

O local de descarte de entulho acaba Visão do local- Novo Horizonte sendo também como lixão no bairro Novo Horizonte

A linha férrea na Vila Geny é um local com grande acúmulo de lixo- mesmo havendo placas com a legislação proibitiva no local

principais moradores desses lixões. Em Lorena o problema relacionado ao acúmulo de água em locais assim é o favorecimento para o surgimento de criadouros do mosquito da dengue, que no verão passado fez diversas vítimas na cidade. A doença tornou-se tão comum na cidade que a maioria dos moradores se não teve, conhece alguém que contraiu a doença. A preocupação agora é que uma nova epidemia poderia aumentar significativamente os casos de dengue hemorrágica, forma mais agressiva da doença, que é contraída quando se tem contato com um sorotipo diferente do primeiro contágio. A conscientização sobre a responsabilidade do lixo deve começar a fazer parte do cotidiano dos munícipes de todas as cidades hoje, para que assim possa se atingir resultados reais na diminuição dos problemas e riscos relacionados à contaminação ambiental. Confira aqui as fotos de diversos locais de Lorena com problemas relacionados ao descarte de resíduos. Fotos: Carolina Haddad

Colchões descartados: a espuma leva cerca de 150 anos para se decompor e o tecido cerca de 01 ano

Na CECAP até almofadas são deixadas Margem do Ribeirão na Av. São José, Também na CECAP o lixo chega a ser em terreno na entrada do bairro próximo a escola Milton Ballerini queimado pelos moradores- até restos de móveis são encontrados

Rua Professor Joaquim Lorena, na Vila Brito

Atrás da delegacia, na Vila Geny a quantidade de lixo e a variedade de materiais e resíduos descartados é impressionante

AES Tietê responde a questionamentos sobre possíveis danos ambientais Em entrevista exclusiva ao Jornal Vale Vivo a AES Tietê, responsável pela possível implantação de uma Termelétrica na cidade de Canas, responde a questionamentos a respeito das emissões atmosféricas, a provável existência de um sítio arqueológico no local e a outras dúvidas em relação aos impactos ambientais produzidos pela Usina. Responde também sobre a possível realização de uma nova reunião entre representantes da empresa, Poder Público e sociedade em Lorena. Durante a entrevista, Rodrigo Sartori, gerente de projetos da AES Tietê, explicou que realizou todos os estudos em relação à possíveis danos ambientais e também á saúde da população da cidade de Canas e de áreas diretamente afetadas , como Lorena e Cachoeira Paulista. Segundo Sartori, os níveis de emissão de poluentes estão todos abaixo dos determinados pelos órgãos competentes e que não só atendem como estão bem abaixo dos aceitáveis pela CETESB- Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo. Sartori ressalta ainda a importância da manutenção do pilar Meio Ambiente-Sociedade para que a questão da Sustentabilidade seja atingida de uma maneira completa, podendo gerar benefícios para a sociedade e para o meio ambiente. Veja a seguir a entrevista enviada por e-mail e complementada com a conversa ao telefone. Jornal Vale Vivo - Entre os questionamentos apresentados na Audiência Pública em Canas, alguns poderiam ser sanados com investimentos de alto nível na região. Como é o caso do possível sítio arqueológico dentro dos limites da instalação. Esse possível sítio poderia ser completamente destruído durante o processo de terraplanagem do terreno, o que causaria um dano irreversível ao patrimônio histórico da região. A realização de uma inspeção no terreno por meio de uma prospecção profunda de solo poderia diminuir as chances da existência desse patrimônio histórico. A realização deste feito não está entre os quesitos principais para a obtenção da licença de instalação. A empresa possui algum planejamento, projeto ou estudo próprio em andamento em relação ao tema? A AES vai realizar este estudo mesmo que com recursos da própria empresa? Rodrigo Sartori - Sim. Já na elaboração dos Estudos de Impactos Ambientais (EIA) foi contemplado o diagnóstico arqueológico da área em que o empreendimento pretende ser instalado. Esse diagnóstico previu um levantamento arqueológico realizado por especialistas e foi constatado que a área tem potencial para ocorrência de remanescentes arqueológicos. A partir disso, foi elaborado um programa de Acompanhamento e Prospecção Arqueológica Intensiva, que prevê a prospecção arqueológica no local a fim de identificar possíveis sítios arqueológicos e resgatá-los antes do início da obra, e a execução de um projeto de educação patrimonial. A AES Tietê já possui em suas usinas hidrelétricas o Programa de Manejo Arqueológico, que visa a realizar ações de reconhecimento, valorização e preservação do manejo do patrimônio arqueológico existente na borda dos reservatórios, a partir de três eixos básicos: a preservação do patrimônio envolvido, a utilização de valores científicos e culturais e a educação patrimonial. A abordagem do programa envolve a identificação e inserção geográfica, ambiental e temporal dos sítios arqueológicos das áreas, assim como o resgate e estudo dos remanescentes de cultura material a eles associados. Em fevereiro de 2011 o IPHAN (órgão responsável por este tema) concedeu seu parecer de aprovação ao Programa de Manejo Arqueológico proposto pela AES Tietê para o Projeto Termo São Paulo. Esse parecer favorável já se encontra com a CETESB. Jornal Vale Vivo - Quanto aos estudos sobre emissões atmosféricas, os dados apresentados no EIA/RIMA foram obtidos por estudos com base na análise dos ventos da região de São José dos Campos. Quando questionada durante a Audiência Pública, a AES explicou o fato em função da necessidade dos estudos serem realizados com os dados apresentados a cada hora- dados indisponíveis na região, já que o INPE (órgão que poderia auxiliar nesse estudo) só fornece esses dados com base a cada 03 horas. Da mesma maneira, não seria interessante a realização desses estudos com os dados do INPE - em função da diferença de relevo entre os dois locais e até mesmo da direção dos ventos na região? Rodrigo Sartori- Para a confecção do EIA/RIMA a AES Tietê elaborou um estudo bastante completo sobre a dispersão atmosféricas dos gases. Esse estudo seguiu as diretrizes da CETESB e para isso foi utilizado como base os dados de dispersão de São José dos Campos, que são horários e oferecem um longo histórico. Para se ter uma idéia foram utilizados mais de 10.000 mil dados horários, analisados em um período de 05 anos. No momento, a AES Tietê aguarda o parecer técnico da CETESB em relação aos estudos de dispersão e, caso sejam solicitadas complementações, a empresa as fará prontamente. O direcionamento da CETESB é importante, pois para realizar um novo estudo ou até mesmo complementações, a AES Tietê necessita de novas diretrizes, ou seja, a empresa precisa saber quais complementações são necessárias.

Entretanto, a AES Tietê continua aberta a discutir seus estudos de dispersão com a sociedade, como tem feito desde o início do projeto, e caso seja elaborado um parecer técnico, que aponte a necessidade de novos estudos, utilizando, por exemplo, os dados do INPE, a empresa está disposta a realizá-los. Até a presente data, ainda não recebemos nenhum parecer técnico nesse sentido. Jornal Vale Vivo - Os estudos apresentados pela EIA/RIMA expõem sobre a liberação desses efluentes, mas não sobre seus danos ao Meio Ambiente e à população do entorno da instalação da termelétrica em longo prazo - mesmo que de forma estimativa. Esse estudo será realizado pela empresa? Rodrigo Sartori - O EIA/RIMA traz informações sobre todas as emissões que serão liberadas pelo projeto Termo São Paulo, entre as informações estão: o que são essas emissões, quais gases serão liberados, quais os níveis e concentrações em que esses gases serão liberados e os programas de controle e monitoramento. Os estudos preliminares apontaram que nenhuma das emissões previstas no projeto Termo São Paulo afetará a qualidade do meio ambiente seja a saúde das pessoas, a vegetação, os animais, as construções ou qualquer outro componente ambiental. As concentrações das emissões calculadas para o Projeto Termo São Paulo estão bem abaixo dos parâmetros permitidos pela legislação e não apresentarão danos à saúde das pessoas e dos animais e ao meio ambiente. Essa, inclusive, foi uma preocupação da AES Tietê durante a elaboração do projeto: garantir que as emissões estejam abaixo dos parâmetros da legislação ambiental. Para isso, a empresa estudou e optou pela utilização de turbinas e equipamentos de última geração, que atuam para que a usina emita menos gases, não oferecendo nenhum risco a fauna, flora e seres humanos. Jornal Vale Vivo - Existe a possibilidade da realização de uma Audiência Pública ou reunião para exposição do projeto e resposta aos questionamentos na cidade de Lorena? Como a AES pretende fazer esse contato com os Lorenenses? (Sabemos que a AES já realizou diversas ações na cidade. O questionamento refere-se a uma reunião na presente data, já que o assunto chegou ao conhecimento da população em geral há bem pouco tempo e hoje é discutido pela cidade como um todo.) Rodrigo Sartori- A audiência pública faz parte do processo de licenciamento ambiental e é definida pela CETESB. A AES Tietê não tem qualquer poder de solicitar uma audiência pública. No entanto, a empresa, desde o início do projeto, preocupou-se em levar informações sobre a Termo São Paulo à sociedade de Canas, Lorena e Cachoeira Paulista (municípios que estão na área de influência do projeto) e para isso, elaborou um plano de comunicação, implementado em março, que contou com 32 reuniões com diferentes públicos, entre eles poder público, escolas, hospitais, instituições religiosas, associações comerciais e rurais, entidades relacionadas ao meio ambiente, entre outros segmentos dos três municípios. A empresa disponibilizou ainda um canal de comunicação para esclarecimento de dúvidas (termosaopaulo@aes.com) e um site com informações sobre o projeto (www.aestiete.com.br/termosaopaulo). O plano de comunicação é permanente e continuará em execução. A AES Tietê tem todo interesse em se reunir com as comunidades para levar informações sobre o projeto e esclarecer dúvidas. A empresa continua à disposição da população de Canas, Lorena e Cachoeira Paulista para realizar novas reuniões. A versão completa do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) também ficou disponível à consulta das comunidades dos três municípios. Jornal vale Vivo - Em que fase está o licenciamento junto ao órgão ambiental? A empresa já foi requisitada sobre a apresentação de novos dados ou estudos? Rodrigo Sartori - Os órgãos ambientais competentes estão analisando toda a documentação sobre o projeto. Ainda não foram solicitados à AES Tietê novos dados ou estudos. Jornal Vale Vivo - Outro questionamento apresentado tem relação com os efluentes que serão liberados no Ribeirão Canas, que além dos altos níveis poluentes também estarão em temperatura diferente da apresentada pelo Ribeirão. A AES tem algum projeto para a minimização do impacto ambiental que esse descarte traria? Existe algum projeto a respeito da possível construção e instalação de estação de tratamento para esses efluentes? Rodrigo Sartori - O projeto prevê a construção de uma estação de tratamento de água, que inclui também um separador de água e óleo. Todo o efluente gerado na operação da usina passará pelos tratamentos adequados, nesta estação de tratamento, e parte deste efluente já tratado será lançado no Ribeirão Canas, seguindo as normas exigidas pela legislação ambiental. Vale ressaltar que o efluente não conterá altos níveis de poluentes, como afirmado na pergunta. A água captada no Rio Paraíba do Sul será tratada e utilizada basicamente para geração de vapor e resfriamento das turbinas quando em operação. A AES Tietê ressalta que nenhum material será adicionado à composição da água. O efluente gerado e descartado no Ribeirão Canas tem, dessa forma, composição semelhante à água

do Rio Paraíba do Sul após tratamento, não causando alterações no ambiente do Ribeirão Canas. A água será lançada no Ribeirão Canas a 24°C. No Brasil a legislação determina que a temperatura da água a ser descartada não ultrapasse 40ºC e a diferença entre a água do rio e a água a ser descartada pode variar até 3ºC. Para atender essa legislação, antes do lançamento no Ribeirão Canas, a água será resfriada em 8 torres de resfriamento, o que deixará a temperatura nos parâmetros exigidos pela legislação - o estudo mostra que a variação de temperatura está abaixo de 3º graus e bem inferior aos 40° - e não irá interferir na qualidade do Ribeirão Canas ou do Rio Paraíba do Sul. O Projeto também prevê o monitoramento dos efluentes líquidos, a fim de garantir que todas as condições mencionadas sejam cumpridas. Jornal Vale Vivo - A AES já possui algum projeto desenvolvido com exclusividade para a cidade de Canas e áreas diretamente afetadas - como as cidades de Lorena e Cachoeira Paulista, a Floresta Nacional de Lorena além do Ribeirão Canas e Rio Paraíba, bem como para os possíveis danos causados à saúde da população deste s locais? Rodrigo Sartori - Nenhuma das emissões previstas no projeto Termo São Paulo afetará a qualidade do meio ambiente - seja a saúde das pessoas, a vegetação, os animais, as construções ou qualquer outro componente ambiental. Todas as emissões calculadas para o Projeto Termo São Paulo estão bem abaixo dos parâmetros da legislação. Além de planejar o empreendimento utilizando tecnologia de ponta para que todos os tipos de emissões, e outros impactos que o projeto Termo São Paulo possa causar ao meio ambiente, não só atenda a legislação, como esteja bem abaixo dos padrões estabelecidos pelos órgãos ambientais, a AES Tietê conta com programas de gestão ambiental, responsabilidade social, monitoramento e controle. Esses programas fazem parte da política de gestão da empresa e são aplicados em todos os locais em que a AES Tietê tem empreendimentos. O crescimento sustentável é a principal característica dos programas da AES Tietê, que tem ações voltadas para a promoção da cidadania, inserção social e desenvolvimento das comunidades no entorno das empresas. As iniciativas de sustentabilidade ambiental reforçam o alinhamento da empresa com as melhores práticas mundiais. Um dos exemplos é o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), aplicado nas usinas da AES Tietê, que avalia as atividades voltadas para o meio ambiente, define medidas de controle que levem à redução do impacto ambiental (qualidade do ar, água e solo) e prioriza o desenvolvimento de soluções que levem a população à conscientização do uso racional e seguro dos recursos naturais. No EIA/RIMA há uma proposta de compensação ambiental para a região, mas a AES Tietê irá além e discutirá seus programas sociais e ambientais com a população de Canas, Lorena e Cachoeira Paulista para desenvolver o plano de trabalho em conjunto com a comunidade. Jornal Vale Vivo - A Promotoria de São José dos Campos instaurou uma Portaria para Inquérito Civil sobre a minimização de danos relacionados à implantação da Termo São Paulo. A AES já se pronunciou a respeito? Como será realizado este trâmite? Em relação aos questionamentos apresentados na Portaria, qual é a posição da AES? Rodrigo Sartori - A AES Tietê informou ao Ministério Público que cumprirá o prazo assinalado, de trinta dias, para demonstrar a regularidade do licenciamento ambiental do projeto Termo São Paulo. A empresa informa que, no âmbito do processo de licenciamento do projeto Termo São Paulo, não só atendeu as normas legais e determinações do órgão ambiental licenciador, como propôs tecnologias e processos que vão além das exigências legais. Jornal Vale Vivo - Qual a posição da AES Tietê em relação às manifestações que vem ocorrendo na região contra a instalação da Termo São Paulo? Qual o planejamento da empresa em relação à "resposta social" a ser dada para as cidades que poderão de alguma forma ser atingidas pelos impactos ambientais em Canas? Rodrigo Sartori - Para a AES Tietê responsabilidade social começa com a forma como a empresa se relaciona com seus diversos públicos, sendo transparente e proativa no entendimento, atendimento e na antecipação das necessidades de cada um, esclarecendo dúvidas, acolhendo manifestações e respeitando o direito legítimo de questionar. Como foi dito anteriormente, os programas sociais e ambientais fazem parte da política de gestão da empresa e são aplicados em todos os locais em que a AES Tietê tem empreendimentos. Em responsabilidade social não existe projeto padrão. O sucesso depende da participação das entidades locais. Por isso, uma vez comprovada a viabilidade ambiental do empreendimento, a AES Tietê desenvolverá, dentro de seu plano de comunicação e em reuniões conjuntas com a comunidade, os projetos que visam melhor atender aos anseios da região.


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Concurso resgata romantismo por meio da Literatura em Lorena uscando resgatar uma prática um tanto esquecida, a Secretaria de Cultura de Lorena realizou o 10º Concurso Cartas de Amor. O objetivo é valorizar a expressão literária e trazer de volta a prática de demonstrar o amor com o intermédio das palavras. As cartas de amor podem ser descritas como uma das mais belas formas literárias, tanto pela espontaneidade quanto pela capacidade de traduzir sentimentos que muitas vezes são indescritíveis. Escrever cartas de amor é uma oportunidade de dar vazão

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aos mais íntimos sentimentos e pensamentos, sentimentos estes que transformados em letras emocionam e tornam-se testemunhas físicas de antigas histórias e amores. Foram 15 cartas inscritas que foram analisadas e avaliadas dentro da proposta de uma carta que fale de amor. Angélica Maria Villela Rebello Santos, de Taubaté, ficou com o primeiro lugar, seguida por Natália Rodrigues Teixeira, de Lorena e por Alberto de Albuquerque Filho também de Lorena. Os vencedores receberão um certificado pela participação e serão premiados durante a realização de um Sarau Litero

Divulgação

- Musical, que será programado ainda neste mês de julho. Acompanhe o Jornal Vale Vivo para saber quando este evento acontece. Quem quiser saber mais informações sobre a realização de outros concursos promovidos pela Casa da Cultura, pode entrar em contato pelo telefone (12) 3153 1518.

Revolução Constitucionalista de 1932: a luta dos Paulistas pela Democracia A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento do povo Paulista contra a instauração do Estado Novo, imposto pelo então Presidente Getúlio Vargas. A população queria a derrubada do Governo provisório de Getúlio e exigia a promulgação da Constituição para que os direitos civis fossem resguardados. Tudo começa com manifestações pacíficas que buscavam demonstrar ao Governo Federal o descontentamento do Estado com a política da época, que nomeou interventores do governo getulista para que comandassem os estados (com exceção de Minas Gerais). Em 23 de maio de 1932, estudantes paulistas participavam de uma manifestação pacífica quando a legião Revolucionária (órgão ligado a Getúlio) abre fogo contra os presentes. Durante a ação, morrem quatro estudantes que viram símbolo desta luta pela democracia, a famosa sigla M.M.D.C. A sigla é a junção dos nomes dos quatro estudantes: Moacir, Miragaia, Dráusio e Camargo. Depois deste episódio a população fica ainda mais revoltada. O Vale do Paraíba foi parte ativa do estado durante essa batalha. As cidades de Lorena, Cruzeiro, Piquete, Cachoeira Paulista e Caçapava tiveram intensa atuação. Segundo dados históricos, a região já se preparava para despontar militarmente desde a década de 20. Em 1923, o Estado Maior do Exército propõe que sejam trazidas

Carolina Haddad

mais unidades do Exército para São Paulo. Assim o 5º RI de Florianópolis é transferido para Lorena, tendo início em 21 de novembro de 1923 as atividades do 5º RI hoje 5° BIL. O 5º BIL teve participação histórica na revolução. Foi nas dependências do Batalhão, que na madrugada do dia 09 de Julho uma conferência define a adesão da cidade ao movimento. Ás 23 horas do dia 09 de Julho é desencadeada a Revolução. Cruzeiro também foi um importante ponto de resistência dos paulistas frente as tropas

federais. Com passagem para as Minas Gerais, o Túnel da Mantiqueira, que fica localizado na Garganta do Embaú, foi local de batalhas sangrentas pela democracia no país. Piquete também foi pólo dos "Constitucionalistas" e guarda histórias incríveis dos homens que nela lutaram. (Acompanhe as próximas edições do Jornal Vale Vivo). Cunha também esteve presente na revolução. Um fazendeiro do local ao ser preso pelas forças Getulistas é indagado se era paulista ou carioca. E veementemente responde: Sou

paulista. Paulo Virgínio foi preso e torturado por forças da marinha do Rio de Janeiro que cruzavam a Serra do Mar buscando um caminho para a capital. Durante as sessões de tortura, Virgínio era indagado sobre as posições das forças paulistas na região. O mártir resistiu bravamente às torturas e, sem revelar o paradeiro de nenhum dos constitucionalistas, foi obrigado a abrir a própria cova sendo depois covardemente fuzilado. A rodovia que liga as cidades de Guaratinguetá, Cunha e Paraty leva seu nome em homenagem. A Revolução de 32 foi o último grande conflito armado do país. Até hoje, nas imediações do túnel, podem ser encontradas cápsulas de munição deflagradas e vestígios da passagem dos militares pelo local. Quase três meses depois do início, no dia 01 de outubro de 1932 teve fim a Revolução Constitucionalista com a rendição dos paulistas, que ainda enfrentaram mais um combate dois dias depois. Assim podemos considerar o fim da Revolução Constitucionalista no dia 04 de outubro de 1932. Mesmo com a rendição, as batalhas fizeram com que o Estado de São Paulo voltasse a ser governado por paulistas e que foi decisiva para a promulgação da Constituição Federal de 1934. Acompanhe o Jornal Vale Vivo e descubra outros detalhes sobre a participação das cidades da região na maior mobilização cívica da história de nosso estado.


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Entrevista do Mês

Neste mês a entrevista é com a bailarina, diretora e coreógrafa Layla Mulinari Burgarelli Bomfim Arquivo Pessoal

À frente do Espaço Expressão desde 2003, Layla é uma artista reconhecida em todo o Vale do Paraíba, por seus trabalhos diferenciados e sempre voltados, além do aprendizado da dança, a um aprendizado do próprio corpo. Apesar de jovem, a artista tem um extenso currículo de participação e importantes premiações em festivais. Este ano recebeu em Paraty e em Campos do Jordão as premiações de 1° lugar conjunto contemporâneo e conjunto de jazz avançado, Layla ainda recebeu o título de melhor bailarina intérprete do festival de Campos do Jordão e o grupo, críticas muito construtivas do corpo de júri de ambos os festivais. Neste mês de julho, Layla e a Cia. se apresentarão no festival de dança de Joinville, considerado um dos maiores do mundo. Com sua graça, delicadeza, competência e sensibilidade, levando o nome de Lorena e região para cada vez mais longe, Layla é cada vez mais um orgulho para a cidade. Jornal Vale Vivo - Quando você começou a se interessar pela dança? Como foi esse início? Layla Mulinari - Comecei a gostar de dança desde pequena, pude fazer algumas aulas quando criança, mas nunca por muito tempo e nem em lugares que me davam uma boa qualidade técnica. Comecei mesmo a me engajar com esta história de trabalhar com o movimento corporal quando conheci o Pe. Pedro e a Lourdinha Batista na oficina de Expressão e Arte Isabel Cortez, lugar com ótimas propostas para a juventude que me estimulou a reconhecer meus talentos e conhecer muitos amigos com outros dons artísticos. Pe. Pedro, ao lado de meu pai e minha mãe foram anjos que me ajudaram, me incentivaram e incentivam até hoje. Assim, com 13 anos comecei ao lado do meu amigo Carlos Alves, meu companheiro até hoje em projetos de dança, a trabalhar nas paróquias Cristo Rei, Nossa Senhora das Graças e também Aldeias de Vida, um trajeto muito importante na minha vida. Quando fui embora, fazer faculdade, mantive os contatos com os amigos que fiz em Lorena, que participavam dos shows e eventos comigo, mas comecei a engajar nos estudos técnicos da dança. Conheci então a Cristina Cará, uma mestra que me ensinou tudo sobre o jazz, para ela dancei por 9 anos. Ao mesmo tempo já havia iniciado em mim a paixão pela dança contemporânea as diversas linhas que traziam a dança como uma atividade terapêutica, me mantive bailarina, dancei para Cias. Profissionais de dança contemporânea, conheci Gabriela Dellias, uma artista sem igual que me ajudou a descobrir um outro corpo e resgatar talentos expressivos importantes, e ao mesmo tempo não parei mais de estudar este maravilhoso mundo que é do movimento, da dança.

Layla Mulinari- Acredito nas faculdades e profissões que trabalham com a manutenção da saúde ( bio, psico, social e espiritual) partindo do pressuposto de que precisamos conhecer nosso próprio corpo, partindo da consciência de nossas possibilidades e limitações e potencialização do que nos faz bem e pode fazer bem para quem está perto da gente. Não suporto a manutenção da ignorância, no poder do "curador" e do "paciente", do aluno que somente aprende que só espera, que ouve, acata. Para mim o cliente, o aluno, paciente pode ser ativo, no pensar, no fazer e sinto que o Espaço Expressão toma estes cuidados e estimula o aluno a isto. Acho que foi por isto que resolvi me formar em Terapia Ocupacional, quando optei por estudá-la havia lido que uns dos primeiros passos era saber ouvir o cliente e se inteirar dos seus afazeres, do seu cotidiano, de seus talentos, isto me encantou, e em um segundo momento, dar-lhe chances de descobrir o conjunto de possibilidades que poderiam ser as melhores, envolvendo o que ele faz, como ele faz, e principalmente como gostaria de fazer, preservando assim talvez umas das coisas mais importantes do ser humano, a possibilidade de sonhar, de se conhecer, de ser responsável por si, de criar e recriar, de fazer disto arte, de fazer melhor, de ser melhor, de poder conseguir!

Jornal Vale Vivo- Você além de bailarina é Terapeuta Ocupacional. Como aconteceu essa escolha e qual a relação dela com a dança?

Jornal Vale Vivo - O movimento de cada ser acaba tendo relação com o movimento do mundo, certo? Layla Mulinari - A idéia, a motivação, a vida é movimen-

Cachoeira Paulista recebe 14ª JACAP A cidade de Cachoeira Paulista recebe a 14ª edição dos Jogos Abertos de Cachoeira Paulista - JACAP. O evento deste ano será realizado com a infraestrutura da Prefeitura de Cachoeira Paulista, que cederá suas instalações para a realização das competições. Com mais de 20 modalidades os Jogos Abertos recebem inscrições de diversas equipes do Vale do Paraíba. Sendo o único evento que realiza competições abertas na região, a cidade espera receber participantes de todo o Vale do Paraíba e vale Histórico. As inscrições serão aceitas até o dia 17 de agosto. Mais informações podem ser obtidas com o organizador do evento, Juan Pablo Aguirre, pelo e-mail jacapcachoeirapaulista@gmail.com ou pelo telefone (12) 9786 0463. Confira aqui as modalidades deste ano · Voleibol masculino livre; · Voleibol feminino livre; · Futsal feminino livre; · Futsal masculino livre; · Futsal masculino "sub 18" (atletas nascidos 1993, 1994); · Futsal masculino "sub 17" (atletas nascidos 1994, 1995); · Futsal masculino "sub 16" (atletas nascidos 1995, 1996); · Futsal masculino "sub 15" (atletas nascidos 1996, 1997); · Futsal masculino "sub 14" (atletas nascidos 1997, 1998); · Futsal masculino "sub 13" (atletas nascidos 1998, 1999); · Futsal masculino "sub 12" (atletas nascidos 1999, 2000); · Futsal masculino "sub 11" (atletas nascidos 2000, 2001); · Futsal masculino "sub 10" (atletas nascidos 2001, 2002); · Futsal masculino "sub 09" (atletas nascidos 2002, 2003); · Corrida de 5km; · Atletismo municipal masc/fem (sub 7, sub 9 e sub 11) "corrida de 50 m, 100 m e salto em distância" · Xadrez masculino e feminino "sub 21" (atletas nascidos em 1990); · Malha livre; · Futebol de campo masculino "sub 17" (atletas nascidos em 1994 e 1995); · Karatê "modalidade Kata" · Vôlei de Areia Livre "feminino e masculino"

Layla durante apresentação: corpo e alma apresentados no palco

to, é transformação, é superação - isto é dança! Tentar envolver este pensamento na dança é um encanto, pois é lindo ver o que o outro tem a oferecer, seus valores, sua bagagem, e daí pra frente evoluir, construindo novos saberes. Um dos aspectos que valorizo muito e sempre trabalho em minhas aulas e vivências é gerar a experiência do "sentir", a partir do sentir se vivencia um contato mais íntimo e profundo com o próprio corpo e então surgem as criações coreográficas ou apenas as vivências de alunos que às vezes só participam das aulas para se sentirem bem! Jornal Vale Vivo- Como vc define a dança na sua vida? Como vc acredita na dança como ação transformadora dos seres? Layla Mulinari - O corpo é um lugar sagrado! Meu trabalho consiste em ajudar que pessoas descubram, cuidem e amem este lugar. Minhas ferramentas são as atividades corporais terapêuticas e as aulas de dança. Eu também danço, e quando danço, meu ofício se torna a tentativa de construir uma vida mais leve, mais poética, mais humana e ao mesmo tempo mágica para mim e para o público. Deus me deu a benção de ter um ofício que me coloca em relação profunda comigo mesma e com o outro.... Um ofício que dá movimento a vida.... Sou feliz por dançar e engajar pessoas para viverem esta experiência que é maravilhosa!

Esporte e Solidariedade juntos em Lorena Copa USP de Montain Bike faz doação para entidade de Lorena Juntando esporte e solidariedade aconteceu em Lorena, no último domingo, dia 03 de julho, a Copa USP de Montain Bike. Mais de 150 atletas participaram da prova que contou com dois percursos: o Pro, de 60 km, e o Sport, de 40 km. Os percursos deram de presente aos participantes belas paisagens e trilhas de tirar o fôlego. As duas categorias seguiram por 200m pelo Caminho Velho da Estrada Real, que passa pelo bairro Ponte Nova em Lorena, seguindo pela estrada vicinal conhecida como "Chico Nunes" por mais 8 km quando as duas categorias se separaram. A Sport seguiu pela Estrada das Posses, passando pela Colônia do Piaguí em Guaratinguetá, e voltaram pelo Caminho Velho da Estrada Real. O grupo da categoria Pro seguiu pela Trilha da Vereda das Brumas das Terras Ermas, percurso mais antigo de viagem do período colonial do Brasil. Com categorias divididas por faixa etária, era possível observar pessoas de todas as idades competindo. Com o evento, a ACAAL- Associação de Atendimento à Crian-

ça e ao Adolescente de Lorena foi beneficiada com a doação de 180 litros de leite. A doação foi um gesto de solidariedade da organização do evento, que comprometeu-se em doar um litro de leite para cada atleta inscrito. Ao todo foram 173 inscrições. Durante a entrega da doação, realizada na quarta-feira, dia 06, os organizadores Arapy Gomes de Assis, já formado pela EEL-USP e os estudantes Raul Acedo e Vandré Ugeda puderam conhecer um pouco da Associação e os trabalhos que são realizados no local. Hoje a ACAAL atende 24 crianças e adolescentes com idades entre zero e 17 anos. A Associação recebe crianças e adolescentes que pelas mais diversas razões são afastadas de sua família, ou que estão na fila para a adoção. As crianças recebem atendimento psicológico, pedagógico e muita atenção e carinho. A Associação é mantida com repasses de verbas municipais e com a ajuda de contribuintes. Hoje são gastos aproximadamente 15 litros de leite por dia para a alimentação das crianças. Nayara de Oliveira Rodrigues, funcionária da ACAAL acredita que a ação é muito importante. "A realização de atividades físicas em conjunto com atitudes solidárias são muito importantes. As duas geram estímulos que nos fazem bem." Segundo a organização, os atletas participantes da competição também se mostraram interessados em participar. "Para a próxima competição, vamos manter a doação de um litro por atleta inscrito e vamos estimular que os atletas também participem, assim poderemos dobrar o número de caixas", ressaltou Arapy Gomes. A próxima Copa USP MTB acontece no mês de agosto, em Lorena. Fotos: Carolina Haddad

Litros de leite doados pelos organizadores da Copa USP MTB Vandré Ugeda, Raul Acedo e Arapy Gomes são recebidos pelas educadoras da ACAAL Elaine Blodorn, Simone Pinheiro e Nayara Rodrigues


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de 08 a 21 de julho Fotos: Carolina Haddad

Lombofaixas na Av. Peixoto de Castro, em frente a FATEA: mesmo tendo sido instalada recentemente, a lombofaixa apresenta sérios problemas de acessibilidade

Acessibilidade ainda tem falhas em Lorena A

Acessibilidade ainda é um tema que precisa ser muito discutido pela sociedade. Mesmo com a inclusão tão em foco, as cidades ainda precisam oferecer melhores condições para que essa inclusão seja concretizada. Entre os maiores problemas está o da mobilidade. Cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida enfrentam verdadeiros "rallys" quando saem às ruas das cidades da nossa região. Especificamente em Lorena, vamos começar a tratar do assunto. Apesar dos diversos avanços na área, sendo, por exemplo, a primeira cidade a contar com toda a sua frota de transporte público adaptada, e a primeira a oferecer estacionamento gratuito nas áreas de zona azul do município, diversos pontos ainda precisam ser melhorados. A garantia à acessibilidade é lei e deve ser cumprida. A Lei Federal 10.098/00 define como a acessibilidade deve ser garantida e qual a responsabilidade do poder público no aspecto da manutenção dessas regras em vias públicas, por exemplo. O artigo 8º da referida lei dispõe o seguinte: "acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida". Mas infelizmente esta ainda não é a situação que encontramos. Nesta edição vamos mostrar alguns problemas relacionados à acessibilidade nas vias públicas de Lorena. São inúmeros os transtornos encontrados com um simples passeio pela cidade. Foram instaladas "lombofaixas" em vários pontos do município. Segundo matéria publicada no site oficial da Prefeitura de Lorena, em 22 de junho deste ano, a lombofaixa instalada na Av. Peixoto de Castro em frente a FATEA, tem como objetivo "conter a alta velocidade dos veículos, além de oferecer total acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, inclusive aqueles que fazem uso de cadeira de rodas". A questão é que esta e outras lombofaixas da cidade apresentam o mesmo ponto: é praticamente impossível um cadeirante conseguir atravessá-las. Para confirmar esses fatos, convidamos o Sr. Natanael Cardoso dos Santos, presidente da ADEFIL- Associação dos Deficientes Físicos de Lorena para acompanhar o Jornal Vale Vivo na realização do registro fotográfico destes questionamentos. A Secretaria de Trânsito e Transportes também foi convidada. Durante as fotos pudemos constatar diversos entraves. No que se refere à lombofaixa da Fatea, o maior problema é o canal para escoamento de água que foi deixado, e que faz com que as rodas da cadeira fiquem presas, possibilitando inclusive quedas. Dos dois lados da lombofaixa, existem esses vãos. Já em frente ao supermercado Vilela, outro problema: a calçada onde termina a lombofaixa é tão alta que é impossível para o cadeirante subir mesmo com ajuda de um terceiro. Questionada a respeito, a Secretaria de Trânsito e Transportes por meio de seu secretário, Marcelo Pazzzini, esclarece que especificamente na Av. Targino Vilela Nunes, o problema é a calçada, que foi construída irregularmente pelo proprietário, sem observação da legislação do código de postura municipal, sendo ainda que o proprietário será autuado e notificado a regularizar a calçada. No local, ainda existem carrinhos do supermercado que são deixados na calçada toda, impedindo a passagem de pedestres e dificultando ainda mais a dos cadeirantes. As normas de acessibilidade devem ser respeitadas e cumpridas por todos: do poder público ao cidadão comum. Outro problema freqüente na cidade são as calçadas irregulares. Cada proprietário constrói a sua sem atentar para a legislação e normas vigentes. Para um deficiente visual, por exemplo, esses desníveis são extremamente perigosos. Em Lorena os deficientes visuais ainda enfrentam um outro obstáculo: placas de propaganda que são colocadas a mais ou menos 1 metro de altura. O problema é que os pés dessas placas são vazados, o que muitas vezes "engana" a bengala utilizada para locomoção. Em várias esquinas do centro da cidade, essas placas impedem ainda o acesso às faixas de pedestres. Segundo o Secretário Marcelo Pazzini o decreto que regulamenta a instalação dessas placas será revogado e as mesmas deverão ser retiradas em até 90 dias. No calçadão da cidade existem ainda dois orelhões sem cabine, o que também pode causar um grave acidente a alguém que tenha deficiência visual. Na Rua Dr. Rodrigues de Azevedo, a rua principal, os transtornos continuam. Apenas duas das faixas de pedestres ao longo da via possuem guias rebaixadas dos dois lados. Em muitos casos, a guia existe de apenas um lado impedindo assim a subida de pessoas com diferentes tipos de deficiência. O presidente da ADEFIL destaca que estes problemas poderiam ser minimizados se houvesse um trabalho conjunto entre Poder Público e entidades. "Se a cada obra órgãos como o nosso fossem procurados, poderíamos expor quais os maiores problemas e como chegar às melhores soluções", ressaltou Natanael. Essa interação entre os diferentes setores da sociedade é proposta como "premissa básica" para a realização das adaptações urbanas. O Artigo 9º da lei 10.098 trata dessa necessidade de parcerias. A inclusão deve ser possibilitada efetivamente aos deficientes e não somente alardeada pela sociedade.

Um espaço para o escoamento de água da chuva entre a calçada e a obra impossibilita a passagem dos cadeirantes

Av. Targino Vilela Nunes: carrinhos de supermercado na calçada, calçadas sem guias rebaixadas na faixa (lombofaixa) e altas guias construídas pelos moradores sem atenção aos padrões causam sérios problemas

Faixas de pedestre na Rua Principal: a maioria só possui guia rebaixada de um só lado

Placas de propaganda em esquinas: armadilhas perigosas para os deficientes visuais

A lombofaixa em frente ao lar São José, na Av. Capitão Messias Ribeiro, também com o espaço para escoamento

Esquina das ruas Major de Oliveira Borges e Comendador Custódio Vieira: as placas devem ser retiradas em até 90 dias

Orelhões fora de cabines podem causar acidentes

Edição 7 do Jornal Vale Vivo.  

Edição 7 do Jornal Vale Vivo.

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