Loucos

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LOUCOS por Empreender

Julho, 2019/Edição um

mulher na liderança


Edição : N° 1 julho de 2019. Editora: Luana Moreno Projeto gráfico-editorial: Luana Moreno Textos: Luana Moreno Fontes: Crimsom text , Oswald Varieté e Bison Imagens: Unsplash e Comunica! 2 Loucos/Julho, 2019/Edição um

Esse trabalho é experimental, sem fins lucrativos e de caráter puramente acadêmico, criado e editado pela acadêmica Luana Moreno como exercício de projeto gráfico-editorial para a disciplina de Laboratório de Produção Gráfica do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no semestre 2019-1. Não será distribuído, tampouco comercializado. Seu conteúdo e suas opiniões são de inteira responsabilidade dos acadêmicos , isentando assim a UFSC e o docente da disciplina de qualquer responsabilidade legal por essa publicação.


Sumário

4.

Editorial

5. 10. 14. 17. 22. Entrevista

Fica Ligado

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Junior só no nome

Perfil

Como fazer

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EDITORIAL

Ao leitor A

revista Loucos pretende atender ao público de empresários jovens que estão inseridos no Movimento Empresa Júnior ou que tem interesse no movimento. O nome foi criado a partir de um trecho do hino da Federação Catarinense de Empresas Juniores, FEJESC, que diz “Louco, Louco, Louco sou da FEJESC”. E Representa a loucura de empreender ainda na graduação, tocando negócios inovadores e muitas vezes que vão além do que aprendem na Universidade. O MEJ é acima de tudo idealismo, idealiza levar mais educação para o Brasil por meio da vivência empresarial. Por isso a máxima do movimento é “Formar empreendedores, comprometidos e capazes de transformar o Brasil”. Nesta edição o leitor pode conferir uma entrevista com atual presidente da FEJESC, Ana Beatriz Cesa. Ana cursa administração na Udesc, universidade Estadual de Santa Catarina e tem muita vivência de MEJ para contar. A seção de entrevistas sempre trará boas histórias de pessoas que fazem e fizeram a diferença para o Movimento Empresa Júnior. Na seção Fica ligado, você pode entender como é o novo planejamento estratégico da Brasil Júnior, BJ, e o que isso afeta nas metas da Empresas Juniores e no sistema de clusters que agora contam com outros critérios. Será que existe a possibilidade da sua EJ descer de cluster ou subir? Como cada batalha proposta pela BJ é possível de ser cumprida pelos membros das empresas? Tudo isso será explicado na reportagem “O futuro do movimento Júnior”.

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Como nasce uma empresa? além de força de vontade precisa de muito trabalho, e depois tem, ainda, o desafio de se federar. Conheça a história da Ejifar, primeira EJ de farmácia do estado de Santa Catarina, na reportagem da terceira seção, a Junior só no nome, “Primeira EJ de farmácia de Floripa”. Depois, uma reportagem perfil da Luíza Fregapani, bombeira, jornalista, encantada com literatura e fundadora da Comunica!, Empresa Júnior de Jornalismo da Universidade Federal da Santa Catarina, UFSC. No final você confere, dicas sobre marketing digital e vendas, para aumentar o faturamento da sua empresa com estratégias rápidas e eficientes.

Luana Moreno Editora da Loucos


entrevista

A mulher na liderança do MEJ Reportagem: Luana Moreno

Ana Beatriz Cesa é Graduanda de Administração da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), atual Presidente da Federação de Empresas Juniores de Santa Catarina (FEJESC), já passou pelas áreas de projetos e Presidência na Inventório, Empresa Junior de Design da UDESC, comunicação e relacionamentos da FEJESC

Foto: arquivo pessoal

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Em qual fase da graduação você está? Qual é sua carga de aulas? Era pra eu me formar esse semestre (2019.1), mas como eu fui pegando menos matérias ao longo da faculdade eu estou mais ou menos na sexta fase. Eu faço 4 matérias, o normal seria 5 e eu divido elas no horário da tarde e da noite pegando o máximo a noite porque como uma das minhas principais interfaces é com empresas de mercado sênior eu preciso ter o máximo de tempo livre em horário comercial, então é isso que eu faço pra conseguir facilitar a minha vida.

Como você lida com as responsabilidades de ser Presidente da FEJESC e a carga da graduação? É bem complicado pra ser sincera, eu acabo em alguns momentos ficando bem atrapalhada por conta de ser uma carga muito grande de trabalho, principalmente com o time reduzido e por a faculdade cobrar bastante também. Mas eu consigo adaptar bastante interfaces com a faculdade. Por exemplo, se tem que fazer um trabalho sobre uma organização eu uso a FEJESC ou eu preciso encontrar empresas de mercado pra fazer Bench eu consigo usar bastante as da FEJESC também. Então acaba que o Movimento Empresa Junior me ajuda a aplicar muita coisa dentro da minha grade curricular. Tenho que ter sem-

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Foto: arquivo pessoal


pre uma conversa muito franca com os professores explicando o que eu faço, que de uma maneira ou de outra estou levando o nome da universidade pra frente também. Então, alguns momentos eu preciso que eles estejam bastante empáticos com o que eu faço também, mas no geral eu tento não me sobrecarregar muito e ir fazendo bastante coisa durante o semestre para no fim do semestre as coisas estarem bem encaminhadas.

O que te fez querer entrar para uma empresa Junior? Foi primeiro porque eu achava muito legal o que a Inventório fazia, então eu tinha vontade de aprender e tinha amigos que já tinham participado e eu sabia que era um ambiente legal e diferente, queria testar isso também. E eu queria medicina no início quando eu saí do terceirão, eu passei um bom tempo no cursinho tentando. E quando eu entrei pra faculdade eu prometi que eu ia me doar pra tudo que eu pudesse pra entender se administração era o que realmente supriria a minha vontade. Então, eu sabia que a atlética era um lugar que eu não iria me encaixar, diretório acadêmico era a minha segunda opção, mas quando eu fiz o processo seletivo da Inventório, eu tinha acabado de entrar também em um estágio novo. Eu estava me entregando para várias oportunidades.

Você começou sua trajetória no MEJ trabalhando na Inventório, por quê? Já que faz administração e poderia ter entrado na Esag. Jr. Eu escolhi a Inventório principalmente por fit cultural, eu senti que a Esag. Jr. Não seria o ambiente que eu conseguiria expressar da melhor forma as coisas que eu ainda precisava melhorar, mas tam-

bém o que eu já tinha pra contribuir. Eu gostava muito do produto que a Inventório oferecia também, queria aprender mais sobre Design aprender mais de outros cursos e fugir do que seria o normal assim e sabia que caso eu não gostasse da Inventório ainda teria tempo pra entrar na Esag. Jr. Foi muito mais uma questão de pensar fora da caixa mesmo.

Dentro da Inventório, por quais cargos você passou? Na Inventório eu entrei como trainee e fui alocada pra área de projetos porque eu pedi. Na sequência eu fui assessora de projetos também, cheguei a gerenciar alguns projetos aí eu fui vice-presidente e depois Presidente.

Como você conseguia estar na área de Projetos não sendo do Design? Eu olhava como os outros faziam, estudava as técnicas e ia atrás. Principalmente na área de gerência que o que tem que ser é um farol pra tua equipe, estar ali a disposição ir atrás pra ajudar. Aprendi muito rápido sobre ilustrator. Photoshop eu nunca consegui porque eu não sei usar direito. Mas as ferramentas que eram necessárias eu ia atrás de aprender, o que eu não conseguia aprender a gente delegava dentro da equipe mesmo pra quem soubesse fazer, ia atrás de professor, ia atrás de metodologia. Enfim, foi aonde eu mais aprendi assim. Fora a parte de diretoria que eu aprendi muito sobre liderança, com isso eu consegui aprender muito na prática coisas que eu não veria dentro da sala de aula e eu sempre falo que até hoje eu uso muito das metodologias criativas que a Inventório me passou pra aprender sobre solução de problemas. Hoje eu percebo que uma das minhas softskills é olhar pra um problema e conseguir resolver ele de várias outras maneiras.

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Se eu tenho dificuldade no meu processo de vendas, por exemplo, eu consigo por conta do que eu desenvolvi na Inventório olhar de várias maneiras diferentes para aquilo e encontrar várias soluções diferentes sabe.

Qual a diferença entre liderar uma Empresa Junior, sendo presidente, e liderar uma federação sendo responsável por tantas Empresas Juniores? A principal diferença que eu vejo na forma de liderar uma Empresa Junior e liderar o movimento é a forma de trabalho. Em uma Empresa Junior a gente trabalha sob controle, então eu via que os resultados não estavam bons eu conseguia chamar todas as pessoas envolvidas naquilo, a gente fazia uma reunião traçava um objetivo e acompanhava se estava dando certo ou não, trabalhava em cima daqueles objetivos com a mão na massa mesmo. Hoje, como presidente de uma federação é um trabalho muito mais complexo, a gente precisa prever muito os problemas que vão acontecer, a gente não trabalha sob controle, como é na Empresa Junior, a gente trabalha sob influência. Então, como aconteceu durante o Concej(Congresso Catarinense de Empresas Juniores) a gente passa diversos estímulos e tem que esperar que a rede reaja a eles. Então são estímulos muito mais demorados do que necessariamente o da empresa Junior, então precisa ter uma visão sistêmica muito maior pra entender que tu lida com realidades diferentes, pessoas diferentes, comunidades diferentes. Para conseguir falar a língua de todas elas.

O que você faz na presidência da FEJESC? O meu dia-a-dia ele é dividido em três frentes que geralmente são as frentes da área da federação mesmo, que é a captação, uma área bastante comercial que era

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o meu principal foco especialmente no pré-Concej que era um evento que estava precisando de muita inserção de parceiros, que precisava que a gente tivesse um aporte grande financeiramente ali para que ele fosse uma experiência boa. A área de representatividade, então ir às Empresas Juniores, estar presente na rede pra conseguir entender o que eles estão precisando. E uma área de conexão com o terceiro setor que seria universidades e instituições públicas. Essas são as três principais frentes, mas hoje as que mais me puxam é a área comercial, então prospecção. Lidar com o meu cliente parceiro e o meu cliente empresário Junior. Conseguir fazer reuniões para fechar propostas, depois entregar o que foi prometido. Esse é o que mais me pega no meu dia-a-dia.

Qual é a maior dificuldade? A maior dificuldade é que como hoje eu estou sem ninguém no meu time eu acabo não conseguindo dar atenção pras três frentes e isso complica muito porque alguma delas não está sendo bem feita e eu precisaria que todas estivessem muito redondas. E principalmente que eu não consigo ter braço para ir em todas as Empresas Juniores, para conseguir entender a realidade de todas e por mais que isso seja um trabalho muito mais de desenvolvimento essa conexão é um pouco falha ainda e eu queria conseguir melhorar.

Tem dificuldades ali dentro causadas pelo fato de ser mulher? E dificuldades por ser mulher com certeza, o tempo inteiro. Principalmente quando ainda tinham homens que trabalhavam junto e às vezes a gente ia a uma reunião e o cliente conversava com o homem e não comigo. Eu que tinha feito toda a prospecção, toda a negociação, mas quando chegava na reunião eles preferiam conversar com o homem e não comigo. Eu já tive casos em que eu me sentia muito desconfortável com o cliente porque


“Quando entrei pra faculdade prometi que ia me doar pra tudo que pudesse pra entender se administração era o que supriria a minha vontade” Foto: arquivo pessoal

eu sentia que ele passava dos limites, me convidava pra jantar e coisas assim. Então, já existiram alguns problemas sim, mas no geral eu acho que lido com pessoas com um nível de consciência um pouquinho elevado e tenho bastante respeito das pessoas com quem eu lido, enfim principalmente da rede, nunca me senti menosprezada por ser mulher.

Dentro do time Bopex (Batalhão de operações especiais da FEJESC) como era o seu trabalho sendo assessora de relacionamentos? O meu trabalho de assessora de relacionamentos era bastante comercial. Eu fazia prospecção encontra empresas que eu achava que faziam sentido trazer para perto do movimento, então eu marcava a primeira reunião, fazia a proposta e no fim quem apresentava era o Werlang ( Presidente da FEJESC no ano de 2018 ). Mas eu acompanhava bastante ele em toda essa trajetória. Enquanto assessora de relacionamentos essa era a minha principal entrega.

Como foi a decisão de ser Presidente da FEJESC? Algo que já vinha pensando desde que entrou time da federação? Eu não pensava em ser Presidente nem quando eu estava na Inventório, nunca achei que eu tivesse capacidade pra ser Presidente da Federação.

Ana Beatriz no Concej 2018, Congresso Catarinense de Empresas Juniores

Quando eu entrei no time eu sabia que eu ia querer ser diretora, mas presidência era a última coisa que passava na minha cabeça. Mas dentro do Bopex quando eu parava pra olhar o que eu queria mudar quais eram os pontos que eu achava que eu podia entregar melhor, o que eu sentia falta na rede, o que eu sentia falta no movimento eu comecei a perceber que era na área da presidência que eu conseguiria solucionar, então foi ali mais ou menos em abril/ maio que eu comecei a pensar sobre, conversei com o Werlang e foi aí que a gente decidiu que no segundo semestre eu ia pra área de relacionamentos para ver se era o que eu realmente queria e caso sim começar a me preparar para e foi assim que eu me meti a ser Presidente da Federação.

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Fica ligado

O futuro do movimento júnior Reportagem: Luana Moreno

A Confederação Nacional de Empresas Juniores está trabalhando com um novo planejamento estratégico. Entenda como funciona o PE da rede e como começou o Movimento Empresa Júnior O Movimento Empresa Júnior (MEJ) surgiu em 1967, na França. Alunos da L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales criaram a Empresa Júnior (EJ) Jr. Entreprise. Em 1969, depois de mapearam mais de 20 Empresas Juniores, os empresários juniores decidiram criar a Confederação Francesa de Empresas Juniores .Quase vinte anos depois , a França atingia seu marco de 100 Empresas Juniores e o movimento começou a expandir fronteiras, chegando a países como Bélgica, Holanda, Alemanha, Portugal e Itália. O Movimento veio para o Brasil apenas em 1987.Quando João Carlos Chaves, Diretor da Câmara de Comércio Franco-Brasileira, orienta alunos de Administração da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo a fundarem a primeira EJ do Brasil, a Empresa Júnior – EJFGV. A Confederação Brasileira de Empresas Juniores foi criada em 2003, a Brasil Júnior (BJ) que é responsável por todas as EJs do Brasil. Desde a sua criação ela vem sofrendo mudanças, a fim de melhorar o suporte dado às EJs. Um das formas encontradas foi o planejamento estratégico (PE), feito de forma trienal, sendo os

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últimos 9 anos responsáveis pelo maior crescimento do MEJ já contabilizado. O PE de 2010-2012 tinha como objetivo tornar o Movimento Empresa Júnior conhecido pelos diversos atores da sociedade, a maior conquista foi a oficialização do selo EJ. No segundo ciclo, 2013-2015 a meta era “ser o principal movimento de empreendedorismo universitário do país e construir resultados de maneira integrada para potencializar a formação empreendedora e o desenvolvimento do Brasil ”. Já o último triênio, 2016-2018, teve a visão de “Brasil em Rede: fortaleceremos a educação empreendedora no país , alcançando 27 federações e 800 empresas juniores, sendo 430 de alto crescimento”. Foi onde nasceu o sistema de clusters, que no novo PE da rede, 2019-2021, sofre uma mudança, assim como as metas das EJs. A construção coletiva, não apenas com representantes de federações e grandes empresas parceiras, mas sim com a contribuição de 10.162 pessoas. Para isso, foi usado o Design Participativo, em que o usuário participa ativamente e acompanha o processo de criação. A BJ deu três grandes passos para engajar a rede em sonhar coletivamente. O primeiro foi a criação de uma identidade visual, que esteve em todas as interações visuais do projeto. O Segundo: criar momentos de cocriação com a Rede, onde todos pudessem expor seus medos, anseios e sonhos para coletivamente sonhar o futuro do MEJ. Esses momentos foram possibilitados em eventos regionais, reuniões com o Conselho BJ e coletas em Empresas Juniores. E por fim, foi criado um site www.futurodomej. com.br, onde todos podiam acompanhar a construção por meio da Newsletter e repasses para o Conselho BJ. Fotos: Comunica! Empresa Junior de Jornalismo

Conjunto de fotos ilustram grupos de empresários juniores no Concej, Congresso Catarinense de Empresas Juniores, 2019.

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Aspirações para os próximos 12 anos “O Movimento Empresa júnior se destaca internacionalmente no trabalho em rede com suas práticas de colaboração e estratégia compartilhada que impulsionou o crescimento dos seus resultados, superando a marca de 1 bilhão de reais investidos em formação empreendedora na educação brasileira, apenas neste ano. “

“ Diversas cidades brasileiras começam a apresentar grandes melhorias em seus Indicadores de Progresso Social (IPS): um dos fatores predominantes, segundo estudos, é o forte ecossistema empreendedor, influenciado pela grande rede local de empresas juniores e pó-juniores”

“ Há 12 anos as Empresas Juniores replicavam as boas práticas do mercado. Hoje, o mercado está aprendendo com as inovações trazidas pelas Empresas Juniores, que desenvolveram uma forte conexão com o ecossistema de inovação universitário, desenvolvendo e levando tecnologia e boas práticas para todos os setores do país ”

“As empresas juniores são reconhecidas pela OCDE como referência na solução do skill gap da juventude mundial: hoje, o Movimento que engaja mais 100 mil jovens está presente como um pilar fundamental nas universidades mais empreendedoras do mundo”

“O que várias das grandes lideranças do Governo e das maiores empresas brasileiras têm em comum? Conheça a história dos pós-juniores e veja como o Movimento Empresa Júnior é um dos principais celeiros de líderes do país há mais de 40 anos”.

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Foto: Comunica! Empresa Junior de Jornalismo

Grupo de jovens empresários Juniores no Concej, Congresso Catarinense de Empresas juniores, em Araranguá, 2019

A missão da Brasil Júnior é Formar, por meio da vivência empresarial, empreendedores comprometidos e capazes de transformar o Brasil. Tal missão se desdobra em valores compartilhados por todos os empresários juniores do país. Que são: O compromisso com resultados; buscamos gerar valor para nossas partes interessadas e nos comprometemos com a superação das suas expectativas, de forma perene. A sinergia; a despeito de nossa diversidade, somos unidos por visões compartilhadas e trabalhamos em cooperação, para fazer com que o conjunto de nossas forças seja maior que a soma de suas partes. O orgulho de ser MEJ ; somos apaixonados pelo nosso propósito e trabalhamos por um movimento em que acreditamos. Nosso orgulho de ser júnior é o que nos faz gigantes pela própria natureza. A transparência ; somos transparentes em todas as nossas ações, acertadas ou erradas. Temos plena consciência que um futuro melhor se faz com ética e compromisso com a verdade. E, por fim, postura Empreendedora; para formar empreendedores no MEJ, é necessário que sejamos empreendedores. Inconformismo, visão para oportunidades, pensamento inovador e capacidade de realização são características que nos definem. Para o novo triênio, a Brasil Junior traçou a visão “Mais fortes e conectados, em todo o Brasil, for-

mando líderes que fazem mais projetos de alto impacto”, que se abre em cinco batalhas: “Mais fortes” “Conectados” “Em todo o Brasil” “Líderes que fazem” “Projetos de alto impacto”. Esse sonho grande define as novas metas da Brasil Júnior. Na batalha de mais fortes, os indicadores são: quantidade de projetos executados e faturamento, uma vez que fazer projetos é essencial para a formação empreendedora e impacta positivamente o mercado. Também federações e núcleos de alto crescimento, ou seja as instâncias que alcançarem suas metas anuais, na estratégia da rede. Já para a de Conectados, o número de EJs conectadas, a avaliação é feita a partir das ações em conjunto, metas de alto crescimento, participação em eventos e alinhamento dos membros com o propósito da rede. Para estar em todo o Brasil, a BJ estabeleceu metas de número de EJs confederadas, quantidade de instituições de ensino com EJ e Juniores. Para cumprir a líderes que fazem, o critério é a quantidade de EJs de alto crescimento, já que para alcançar suas metas os líderes precisam otimizar processos, trabalhar em equipe e ser a melhor versão de si mesmos. A última batalha, projetos de alto impacto, é contemplada pelos projetos de impacto e avaliação positiva dos clientes, Net promoter Score (NPS).

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junior só no NOME

Primeira EJ de farmácia em Floripa

A

fundação de uma Empresa Júnior começa na união de estudantes interessados, esse foi o caso da Ejifar, primeira Empresa Júnior de Farmácia de Santa Catarina. Bem novinha a empresa tem apenas 3 anos e meio, fundada no início de 2016. Levou dois anos para se federar, mas foi um tempo necessário. Conta karine Rosa que “Nós demoramos 2 anos mais ou menos para fundamos e dizer ok agora vamos vender”. Um dos requisitos necessários para uma Empresa Júnior ser federada é já ter feito projetos e para isso precisa vender. O processo de se federar é fazer parte de uma federação, para isso a empresa precisa cumprir alguns requisitos tais quais ter um contador, uma sede física, um número mínimo de membros, entre outros fatores. Esse processo pode ser facilitado pela equipe de expansão da federação do estado onde a EJ está situada. A Ejifar tendo dificuldades para vender, já que era um negócio novo sem experiência de mercado apostou no contato quente, isto é direto com o cliente, pois não conseguiam vender por telefone, no modelo de prospecção “cold call”, usado na maioria das Empresas Juniores. Rosa relata que divulgou nos grupos de farmácia se alguém tinha um conhecido, pai, mãe, vizinho que pudesse se interessar pelos serviços da Ejifar. E surgiu uma farmácia comercial que estava para entrar em contato com o Sebrae, foi então o

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primeiro projeto da Empresa Júnior de farmácia. Nas tentativas de vender, o time vendeu seu segundo projeto antes mesmo de executar o primeiro, dessa vez com um laboratório. O trabalho na farmácia foi na área de gestão, a equipe ajudou o cliente a implementar um sistema financeiro, e separar o pessoal do profissional. O que acontecia era o fato do cliente tirar dinheiro da empresa para suprir suas dívidas pessoais e a farmácia acabava com saldo negativo. Foi um serviço de consultoria. Esse trabalho é possível, pois o curso de farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, é mais generalista incluindo áreas como laboratório de análises clínicas, farmácia comercial, indústria, alimentos e manipulação. E o intuito da EJ é trabalhar com todas elas. Já no laboratório o trabalho foi de regulamentação para seguir as regras da anvisa. “Nós criamos o POP, procedimento operacional padrão, como você deve lavar as mãos, tudo deve ser padrão, todo mundo precisa fazer igual e isso deve estar escrito como se fosse lei”, relatou karine. A Ejifar criou o POP para a coleta de sangue, que é usado até hoje no laboratório de análises clínicas, segundo cliente da empresa. O catálogo de serviços que guiou a venda foi criado, antes mesmo da Empresa Júnior ter CNPJ, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.Tudo começou com reuniões convocadas por um ex-membro da Caltech, Empresa Júnior de Engenharia de alimentos da UFSC. No período pessoas de farmácia poderiam ingressar na Caltech, depois passou a não poder e era hora de criar uma EJ na farmácia. A partir das reuniões um grupo de mais ou menos 20 membros, na época, começou a definir logotipo, nome da empresa, missão, visão e valores, até chegar no planejamento estratégico, todo esse processo foi uma ideia no papel. Chegado o momento de fundar a empresa, a equipe precisava do apoio dos professores e quem


Foto: arquivo pessoal

auxiliou nesse processo foi a FEJESC, Federação Catarinense de Empresas Juniores. Eles apresentaram a ideia, o nome, e o catálogo de serviços, mas quem colocou o brilho nos olhos, de acordo com Rosa, foi a Federação. “Apresentaram resultados, dados, o quanto estavam impactando na educação, isso em 2016 ainda”. Nenhum professor foi contra, mas tiveram aqueles que realmente apoiaram, na elaboração de propostas e aprovação de projetos. Para apresentar aos alunos, afinal o que era uma EJ e o que esses membros faziam, a Ejifar criou um evento o “Conexão Ejifar”, com o intuito de apresentar o MEJ, Movimento Empresa júnior. A maioria dos participantes eram calouros, pois queriam conhecer a universidade, e as possibilidades que tinham lá dentro. Vinicius Boff é assessor de projetos e foi efetivado no início deste ano, era Trainee quando a EJ de

Membros da Ejifar no Se Joga na Rede, 2019, evento promovido pela federação de Empresas juniores de Santa Catarina

“Apresentaram resultados, dados, o quanto estavam impactando na educação, isso em 2016 ainda” farmácia foi finalmente federada. Ele conta que participou da Sabatina e de toda a preparação, mas só começou a entender o movimento esse ano. “Quando eu era Trainee conversava com o pessoal, me animava e ajudava mas ainda não sentia realmente aquilo” Só que fácil não foi, a então diretora de projetos relata a agonia de não conseguir cumprir os

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prazos. “Então, a gente tinha um prazo e aquele prazo não estava rolando porque não conseguíamos vender nosso primeiro projeto”. O processo da sabatina foi depois de um Lidere, evento da FEJESC voltado a formação de lideranças, e lá Karine participou de uma dinâmica ,voltada a MEJ não federado ,com

“Então, a gente tinha um prazo e aquele prazo não estava rolando porque não conseguíamos vender nosso primeiro projeto”

Sobre a Fejesc A Federação de Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina, nasceu no ano de 1994, com o objetivo de tornar Santa Catarina um estado ainda mais empreendedor. Ela surgiu por conta de estudantes que, inquietos com a sua realidade, criaram empresas juniores, para aplicar na prática conteúdos vistos em sala de aula. Sua principal função é dar suporte para as EJs crescerem, com a missão de por meio da vivência empresarial formar empreendedores comprometidos e capazes de transformar o Brasil.

dominós. “Um dominó tem a potência de derrubar um dominó maior que ele, e são os dominós que vamos derrubando na nossa vida. Nós ganhamos um dominózinho simbólico, e aí era a Sabatina”. A apresentação foi feita conforme as orientações da FEJESC, e foi um momento de tranquilidade, como lembrou karine, mas também emoção. “Tínhamos muita gente da EJ na platéia assistindo e torcendo por nós. Foi um momento que eu me senti muito acolhida pela minha própria empresa, todos estavam lá para prestigiar, porque era o propósito da nossa empresa se federar”. Reportagem: Luana Moreno

Foto: arquivo pessoal

Acima as pulseiras verdes representam o compromisso com a empresa e em seguida o logotipo da Federação

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perfil

A princesa de All Star e Farda Formada em Jornalismo e Administração, Luiza Fregapani não seguiu nenhuma das duas áreas, encontrou seu amor no Corpo de Bombeiros; E recentemente lançou seu livro “O Ipê roxo e outras crônicas”, um sonho pessoal desde a graduação. Reportagem: Luana Moreno Foto: arquivo pessoal

Luiza Fregapani vestida com a farda do Bombeiro

Nas operações do bombeiro sua vontade de ajudar pessoas se tornou mais palpável. Subir no caminhão, vestida com farda fez mais sentido do que noticiar onde havia ocorrido o acidente. A Oficial do corpo de bombeiros, Luiza Fregapani, é responsável por quatro setores do quartel: Pessoal, Financeiro, Ajudante e de Relações Públicas. Sua vontade de ser bombeira veio depois de ter saído da faculdade, em que se formou em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2011, e um ano depois em Administração pela CESUSC. O desejo de seguir a profissão surgiu em 2013, até então, suas únicas imagens femininas na corporação eram mulheres super fortes, muito diferentes da versão que conhecia de si. Para passar no concurso, que abriu no final de maio daquele ano, precisou se preparar fisicamente e estudar os conteúdos da prova teórica. Fez cursinho de raciocínio lógico e matemática

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que, para ela, eram as matérias mais difíceis. Enquanto isso trabalhava como jornalista no especial de verão do G1 Santa Catarina. Apesar de trabalhar na parte administrativa do batalhão, Luiza sabe atuar em uma ocorrência. Em 6 de fevereiro de 2018 o Hotel Renar, da cidade de Fraiburgo, Oeste Catarinense, pegou fogo. Estavam no local 17 hóspedes mais os funcionários. Nas seis horas contínuas de fogo, apenas duas pessoas saíram feridas. Os bombeiros foram acionados às pressas e a equipe da cidade recebeu reforços de Curitibanos, base na qual trabalha Luiza. Ela não entrou no incêndio, sua função foi garantir que toda a equipe estivesse em segurança, além de atender à imprensa e afastar os curiosos. Uma máxima no Bombeiro é “se está folgado para um é porque alguém ficou sobrecarregado”, para evitar isso o trabalho em equipe é essencial, e um valor que Luiza carrega desde a graduação. Seu cargo exige, ainda, saber ouvir as pessoas. A sensibilidade de escutar foi adquirida no jornalismo, já o senso de liderança e o trabalho conjunto são provenientes do Movimento Empresa Júnior, MEJ. Trilhou uma trajetória inversa, em relação à hierarquia, pois primeiro esteve na Federação Catarinense de Empresas Juniores (Fejesc), seguiu na Confederação Nacional, a Brasil Júnior (BJ) e, então, teve a experiência de trabalhar em uma Empresa Júnior (EJ), a Comunica!, na qual foi fundadora e presidente.

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“A minha pretensão era ir para o marketing ou área de comunicação institucional, onde conseguiria juntar as duas coisas [jornalismo e marketing]” Para conciliar as duas graduações, Jornalismo e Administração, precisava ser muito organizada. Porém admite, o jornalismo tinha a maior parte da sua dedicação. “Eu era muito CDF. Tem coisa para entregar daqui a um mês vou começar agora, na escola eu já era assim”. As disciplinas favoritas da então aspirante a jornalista eram as de televisão e rádio. Para ela, um grande orgulho é o material produzido na disciplina Grande Reportagem em Vídeo, que foi reproduzido na TV UFSC. O vídeo falava do time de futebol americano florianopolitano chamado Istepô, palavra essa que no vocabulário manezinho significa o cara que incomoda. Esta foi a primeira disciplina ofertada pelo professor Antonio Brasil, que acabava de ingressar ao departamento. A matéria foi feita junto com outras seis, todas optativas, bem como do Trabalho de Conclusão de Curso, TCC. “Eu cheguei na última fase sem ter nenhuma optativa, tive que fazer todas”. Por gostar de escrever e ser curiosa, fazer jornalismo parecia o caminho natural. Mas, como também fazia administração, tinha dúvidas de qual área seguir. “A minha pretensão era ir para o marketing ou área de comunicação institucional, onde conseguiria juntar as duas coisas [jornalismo e marketing]”. Após se formar trabalhou com assessoria de imprensa, depois em uma startup com redes sociais, mas não era bem esse o caminho que a faria feliz. Um dia, ainda na graduação, viu no mural do departamento de jornalismo um panfleto indicando a vaga de assessora de imprensa na Fejesc, ficou interessada ser do MEJ. Aline Fregapani, irmã de Lui-


Foto: arquivo pessoal

Da esquerda para a direita: Lucas Pasqual, Luiza Fregapani, Laís Mezzari, Oficial da Polícia Militar Paulo Storani, Diego Souza e Mariana Porto. A exceção do policial todos vestem a uniforme da Comunica!

za, havia trabalhado em uma EJ alguns anos antes e sempre contava que era legal. Por muito tempo aquele cartaz esteve ali, provavelmente por não ser uma vaga remunerada e até mesmo pela falta da disciplina de assessoria no currículo do curso. Segundo Luiza, o trabalho de assessor era muito estigmatizado e os alunos do Jornalismo, tinham a visão idealizada de ser repórter. No início de seu trabalho na Federação, a pesquisa pelo nome Fejesc no Google apontava “você quis dizer Fejesp, Federação de São Paulo”, com o tempo Luiza foi conquistando espaço no meio digital representando a federação. Mandava releases, ajudava na divulgação de eventos e fazia coberturas. A partir disso já era possível encontrar a federação de Santa Catarina no navegador. O passo seguinte foi mais ousado: a equipe de Imprensa da Brasil Júnior em Brasília. Ainda cursando Jornalismo e morando em Florianópolis, trabalhava online e participava das reuniões semanais pelo Skype. Quando ingressou no Jornalismo, a

Comunica!, Empresa Júnior do curso, há nove anos no mercado, não existia. Luiza, Mariana Porto, Laís Mezzari, Diego de Souza e Túlio Kruse formaram a primeira equipe. O apoio dos professores na fundação foi essencial, e quem fez o meio de campo foi a professora, do jornalismo, Tattiana Teixeira. Ela convidava o time para apresentar o projeto em reuniões de professores. O primeiro objetivo era ter uma sede, já que esta, era pré-requisito para a posterior federação da EJ. O espaço foi conquistado porque a professora Tattiana cedeu parte da sua sala para a empresa. A sede que era apenas uma “salinha”, precisava ter um ar de Empresa Júnior. Para tal, o grupo ganhou um arquivo, uma mesa e uma cadeira e pintou a parede. Um dia, saindo da aula, Luiza e Túlio, foram até uma loja de tintas na Lauro Linhares, com o cartão de visita da Comunica! em mãos. Escolheram a cor que se aproximava mais do Logotipo da empresa. Todo a trabalho foi feito por eles, “pingou todo o meu All Star na época”, conta Luiza. “Eu tenho até hoje o tênis sujo com a tinta que pintamos essa parede [parede da sede da Comunica!], era verde amizade o nome.” A parte mais difícil da fundação foi o preconceito dos ex-alunos, muitas pessoas criticaram e diziam que ela iria roubar clientes do mercado sênior. “Depois o pessoal viu que na verdade não, eram outros projetos, nós preenchemos um mercado latente, pessoas que gostariam de ter

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uma assessoria mas não pagariam o valor real pelo serviço”. Muitas pessoas não enxergavam a fundação da EJ como um projeto que iria formar pessoas, e não apenas uma empresa. O primeiro semestre da Comunica!, 2010.2, foi dedicado a resolver burocracias, em maior parte ao encargo de Luiza. Por estar fazendo administração e ter trabalhado na Fejesc, tinha uma boa noção dos processos, e quando surgiam dúvidas, recorria aos professores da administração. No dia do evento de lançamento oficial da EJ um jornal de bairro da Trindade foi cobrir. Muitos clientes se interessaram por conta da matéria no jornal. Um dos primeiros projetos foi a assessoria de um aplicativo. Contudo, o projeto mais completo foi a comunicação do ESEJ, Encontro Sul de Empresários Juniores. A Comunica! fez a assessoria prévia, divulgação por redes sociais, cobertura fotográfica e o vídeo de encerramento. A EJ faria também parte do TCC de Luiza e Mariana Porto, as duas estavam na oitava fase do curso de jornalismo, no semestre de lançamento da Comunica!. A ideia era construir um projeto de implantação da empresa e entregá-lo como conclusão do curso. O projeto foi feito, mas não no TCC das alunas. Elas aceitaram o desafio, proposto pela professora Tattiana de criar um planejamento estratégico de comunicação para o curso de Jornalismo. As alunas precisaram propor soluções para a or-

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Foto: arquivo pessoal

Luiza Fregapani em uma seção de fotos com a farda do Bombeiro. Tirando com o intuito de ter retratos uniformizada

ganização dos murais, site do departamento, reformulação da newsletter e, ainda, criar uma marca que representasse o departamento. O trabalho foi feito a partir do diagnóstico da comunicação interna do curso e pesquisa de público. As estudantes mapearam necessidades e expectativas dos alunos, professores e servidores, e também a cultura da organização. Todo o projeto foi feito em um semestre, Luiza conta que o desespero com o tempo a fez aprender uma lição: “Não relaxa, mas também não se estressa”, como dizia Mariana Porto. Elas perceberam que as notícias enviadas por email(da newsletter) não chegavam a todos os alunos e sempre retornavam respostas com dúvidas de quem as recebia. O site deveria ser atualizado. E os murais eram praticamente dos alunos, sendo que


os recados da chefia de departamento eram ignorados. Para resolver o problema elas dividiram os murais em categorias: o dos alunos, o das organizações estudantis (EJ, Centro acadêmico e Atlética), o do departamento e o da coordenação do curso. Às vésperas da entrega, compraram cortiça e tachinhas novas para reformá -los. Em cima de um banquinho, com cola de sapateiro nas mãos, as alunas ficaram até perto das dez da noite no departamento, pois aquele era o horário menos movimentado, já que o curso é diurno. A apresentação estava cheia, “tinha uma galera da Comunica! vendo”. A dupla obteve nove e meio como nota pelo trabalho, mas para Luiza a melhor parte foi saber que o esforço

seria realmente aplicado, não ficaria acumulando pó na hemeroteca. A rotina no último semestre foi intensa, prestes a concluir a graduação “morava no curso praticamente”. “Tu imagina como era a minha vida, fazia o TCC, todas as disciplinas que eu precisava para me formar, início da Comunica!.” Porém, Luiza parece estar acostumada ao ritmo de vida acelerado, já que até hoje várias funções lhe ocupam o dia a dia. O único motivo de ter dado uma sossegada é o bebê que carrega nos braços em todas as entrevistas. Estevão tem apenas quatro meses e fica todo enciumado quando a mãe passa a dar mais atenção ao celular do que a ele, risadas e choros ficaram gravados nas nossas conversas. Recentemente realizou um sonho antigo, o lançamento de seu livro “O ipê roxo e outras crônicas”, um compilado tirado de seu blog pessoal: A princesa de All Star. Foto: arquivo pessoal

Luiza com seu filho Estevão em um parque de Curitibanos

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Como fazer

Marketing digital a seu favor O marketing digital é a forma mais eficiente de alavancar suas vendas. Por ser barato e precisar de relativamente pouca mão-de-obra, tem crescido sua aplicação. Pode ser feito em vários formatos, um deles é com redes sociais. Este será o foco das dicas desta edição, seguindo as seguinte dicas sua prospecção passiva será potencializada.

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Defina a sua persona

Defina a sua persona. As personas são baseadas em dados reais dos clientes, além disso deve imaginar o comportamento dele. Criar histórias pessoais, ver as motivações, objetivos, desafios e preocupações. Assim você vai saber quem é o consumidor do seu produto e pensar nas melhores estratégias para ele.

Foto :Helloquence on Unsplash

Homens usando computadores e escrevendo em uma folha de papel

Estabeleça uma jornada do cliente

Estabeleça uma jornada do cliente. Isto é as ações que a sua persona desempenha desde o primeiro contato com o seu produto até a compra. As etapas básicas são: Aprendizado e descoberta- o cliente em potencial tem um problema que gera curiosidade, ele vai procurar por palavras chave no Google algo relacionado. Consideração da solução- após identificar o seu problema começa a busca pela melhor solução. Decisão de compra- ele já sabe o que precisa para resolver sua dor, agora considera as opções que tem até para comprar. Se a sua empresa acompanha o cliente em todo esse processo as chances dele comprar da sua marca aumentam. Homem acessando o instagram por um smartphone

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Foto: Katka Pavlickova on Unsplash


Smartphone aberto no login do facebook ao lado peças formando o escrito Social Media( profissional que atua nas mídias sociais)

Facebook

Foto :William Iven on Unsplash

Principais Canais do Marketing Digital:

Redes Sociais - são a forma mais simples de comunicação com o cliente. Plataformas fundamentais para entender a dor do cliente e os canais mais usados para elogios e reclamações. As redes sociais são um termômetro para medir a imagem da empresa diante do público. Com um bom posicionamento nas redes, sua empresa será lembrada e as pessoas logo vão associar um benefício ao seu produto. O baixo custo também é uma vantagem, além da possibilidade de gerenciar crises, mostrando que está disposta a ajudar o consumidor.

Linkedin

É a maior rede social corporativa, interessante para empresas com o modelo de negócio B2B. Nele é possível fazer conexões com pessoas e empresas relacionadas aos seus interesses. É um bom meio para prospectar empresas grandes. O conteúdo deve ser voltado ao marketing de conteúdo, com textos longos e poucas imagens. Postar apenas imagens com legendas, como no instagram não resulta em conversão de clientes. As imagens colocadas devem ser retangulares, diferente do instagram onde são quadradas.

É dinâmico, já que cada usuário tem acesso aos conteúdos que lhe interessam em sua timeline. Tem uma audiência diversa: perfis com faixa-etária, interesses e hábitos diferentes estão na rede. Serve para prospectar clientes e deve ter uma linguagem mais séria, ao mesmo tempo interativa. O melhor horário para postar varia de cada página, é importante acompanhar as métricas do seu facebook para, então, optar os dias e horários das postagens

Instagram Por ser imagético é mais usado para fortalecer a identidade da marca. É interessante a postagem conteúdos voltados ao dia-a-dia da empresa, mostrando os funcionários. As publicações devem ser mais descontraídas. Ele constrói a empatia com o público. Dicas e datas comemorativas tem lugar garantido nessa rede, e porque não lembrar do aniversário dos seus funcionários!? Reportagem: Luana Moreno

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Loucos

Por empreender

Nesta edição: A primeira EJ de Farmácia em Floripa

Tudo de como começou a Ejifar e saiba também como você pode começar a sua Empresa Junior

O futuro do movimento junior

entenda como o novo planejamento estratégico da brasil junior pode afetar as metas da sua empresa


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