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O 57º Barcelona International Boat Show 2018

Clima de Optimismo

Texto e Fotografia Antero dos Santos

em Barcelona

O Salão Náutico de Barcelona que decorreu entre os dias 9 e 13 de Outubro, encerrou num clima que se caracterizou por um sentimento de forte optimismo devido às boas perspectivas dos expositores e ter recebido 56 mil visitantes, sendo o maior contingente da França, Alemanha, Itália e Reino Unido.

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e facto, durante os cinco dias do evento, milhares de visitantes interessados, quase que se empurravam nos estreitos corredores entre os stands, mostrando que já estão a faltar espaços para expor no Salão Náutico de Barcelona. As actividades náuticas em Espanha estão numa ampla recuperação, mostrando que já contemplam as actividades económicas com um bom mercado. Este ano no Salão Náuticode Barcelona foram apresentados 120 novos modelos 2

de embarcações, mostrando a aposta firme dos estaleiros e boa previsão quanto à recuperação do mercado. O Salão Náutico é organizad pela Fira de Barcelona em parceria com a ANEN (Associação Nacional de Empresas Náuticas) e a deste ano tinha em foco a inovação, sustentabilidade e empreendedorismo, consolidando o evento como a maior plataforma comercial e promocional de navegação de recreio da Espanha e uma das mais importantes na Europa. Com um crescimento de

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8% em relação a 2017, este ano estiveram no evento 275 expositores e 700 barcos em exposição com 171 na água, nas docas Moll de la Fusta e Moll d’Espanya, no Port Vell, sempre com visitantes à espera para entrarem nos barcos, promovendo uma extensa actividade comercial e estabelecendo basatntes contratos de venda. A notícia foi que este ano fizeramse bons negócios no Salão de Barcelona. Jordi Freixas, diretor da Boat Show, acredita que “a excelente resposta das empresas do sector e do público

em geral significa que devemos manter este de evento com espectáculos para continuar a atender ao interesse do público pela animação “. Freixas afirma que “o nosso objectivo para 2019 é que o Salão Náutico tenha mais exibições, mais negócios e mais actividades e também vai introduzir mais vela, para interessar todos os tipos de público”. No Salão Náutico de Barcelona foram apresentadas novidades de marcas que têm representação em Portugal. Vamos apresentar algu-


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Stand Jeanneau área dos Cap Camarat

mas dessas novidades. JEANNEAU NAUTISER CENTRO NÁUTICO Em Portugal é a Nautiser/

Centro Náutico o importador exclusivo das embarcações a motor do estaleiro francês Jeanneau. No stand Jeanneau encontravam-se três dos seis novos modelos de barcos com motores fora de borda, o topo da gama Merry Fisher, o 1095, o Cap Camarat 9.0 CC e o Cap Camarat 6.5 CC Série 3. O Merry Fisher 1095, com 10,50 metros de comprimento, foi desenhado para tirar o máximo patido do espaço que ocuparia um motor

Jeanneau Cap Camarat 9.0 CC

interior, pois é um cruzeiro com motores fora de borda e dispõe de dois ou três camarotes. Tem um salão com cozinha, um enorme poço e solário à frente. A cabina de pilotagem está encostada a estibordo e por isso o piloto tem uma porta lateral para circular para a proa ou para o poço. O Cap Camarat 9.0 CC, com 9,12 metros de comprimento, é um barco elegante, estilo barco pescador USA com hard-top, agora tam-

bém o topo da gama Cap Camarat. Tem uma série de inovações para a pesca e que também amplia a comodidade nos passeios familiares. O casco foi desenhado por Michael Peters, e comporta um ou dois motores. O interior é muito ergonómico, com a consola de condução ao centro, bancos à popa e à frente da consola. Tem uma cabina com cama e quarto de banho O Cap Camarat 6.5 CC Série 3, é um barco des-

Jeanneau Merry Fisher 1095 2018 Dezembro 384

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SanRemo 865 CC / T-Top portivo e familiar com 6,86 metros de comprimento, que apresenta um design de cockpit ergonômico muito confortável. A consola de condução comporta um hard-top com transportador de canas.O poço tem um banco em forma de U com uma mesa ao meio. O piloto e o copiloto têm bancos individuais e giratórios, muito bem estofados. Existem

bancos à frente convertíveis em solário. O casco, desenhado por Michael Peters, garante excelente conforto e navegabilidade. SÃO REMO A San Remo continua a ser o único estaleiro português a expor em Barcelona. Devido a isso já existem muitos San Remo nas marinas espanholas.

As embarcações San Remo são todas inafundáveis, construídas com grande robustez, casco em V profundo para um bom desempenho no mar e com um excepcional bom acabamento e bom gosto, principalmente nos interiores. A SanRemo produz 20 modelos, da gama Cruzeiro tem 13 barcos dos 6,35 aos 9,30 metros e da gama

Stand Suzuki 4

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Pesca/Big Game 7 barcos também dos 6,35 aos 9,30 metros. Mais uma vez a San Remo apresentou uma novidade no Salão de Barcelona, desta feita um modelo dedicado aos pescadores, o SanRemo 865 CC / T-Top


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SanRemo Offshore Pro

e cama para um casal pernoitar e o desenvolvimento da zona da proa e do poço, para os passeios com a famila e os amigos, com bancos estofados à proa e no poço. O posto de comando tem três lugares e está muito bem protegido, pelo párabrisas, janelas laterais e um tecto em fibra,apoiado numa estrutura em tubo, com porta canas para seis canas. Para o convívio e os piqueniques, pode-se montar uma mesa à frente e outra no poço. Os pescadores dispõem de

Suzuki DF350A

que estava também acompanhado em exposição pelo Offshore Pro. O SanRemo 865 CC / T-Top, com 8,60 metros de comprimento apresenta a linha clássica dos pesqueiros dos USA, com a inovação da cabina com quarto de banho

Suzuki DF100B 2018 Dezembro 384

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Stand Tohatsu cinco porta canas na borda, porões para o peixe e palamenta e viveiros para isco vivo. Para apoiar as pernas, os pescadores têm em toda

a volta, o interior da borda estofado. A motorização mínima é de 300 HP e a máxima 2 x 300 HP. O SanRemo Offsho-

Tohatsu MFS 250 6

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re Pro tem 7,99 metros de comprimento e é um barco para cruzeiro, com um salão na coberta superior com o posto de comando e cozinha. Na coberta inferior tem dois quartos e quarto de banho. O poço tem um banco em Le uma mesa, convertível em solário e no convés à frente existe outro solário. Para o piloto o barco está equipado com o novo sistema de navegação, comandado por joystick da marca Teleflex.Este sistema permite atracagem lateral , posição de homem ao mar e de fundeio , com precisão de 1 metro ( em relação à margem de erro ) em relação à posição exacta onde queremos parar ou nos manter , tendo também incorporado própria função de piloto automático e evidentemente com ligação à posição de GPS SUZUKI – MOTEO A Suzuki que tem em Portugal a Moteo como importadopr exclusvo, estava com toda a gama em exposição

no stand de um dos distribuidores espanhóis. Dos novos motores Suzuki em destaque estava o novo.DF100B e o DF350A, com três motores montados em semi rígidos Brig. O novo Suzuki DF100B, com 1.502 cm3 de cilindrada, 4 cilindros em linha DOHC com 16 válvulas e o peso de apenas 157 Kg, é o mais leve da sua categoria, O DF100B está equipado com tecnologia de ponta, integrando uma combinação de uma elevada potência, eficiência de consumo de combustível e fiabilidade. O motor tem como relação de caixa 2.59:1, a maior da sua classe, para maior eficiência na propulsão, navegação com cargas pesadas e grande eficácia com hélices de grande diâmetro. Tem instalado o sistema de detecção de água que protege o motor de água no sistema de alimentação com um filtro de combustível. Disponível em duas cores: preto ou branco. O Suzuki DF350A é um motor com 4.390 cm3 de cilindrada, V6 com 55°, DOHC com 24 Valvulas. O DF350A é o topo da gama Suzuki, onde se incorporaram todas as novas tecnologias Suzuki, muitas delas premiadas pela NMMA. O DF350A tem o Sistema de Admissão ‘Dual Louver’ com um deflector duplo na entrada de ar para remover a água do ar, tem dois injectores por cilindro para maior rendimento e eficiência de combustível. Todos os êmbolos com tratamento especial. Um dos sistemas é Lean Burn Tecnologia de Controle de Combustível fornece a mistura de combustível / ar ideal para o motor para economizar combustível em velocidades de cruzeiro. Sistema de propulsão com duas


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Salão de Barcelona a noite hélices. O DF350A utiliza uma alta taxa de compressão 2.29:1.

TOHATSU GROW IBÉRICA A empresa portuguesa

GROW Ibérica, é a distribuidora dos motores fora de borda Tohatsu para Portugal

Stand Touron 8

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e Espanha e dos motores Honda para Portugal. No Salão Náutico de Barcelona um dos seus agentes, a Nautirent apresentava a gama Tohatsu, com o MFS 250 em grande destaque. O Tohatsu MFS 250 é o mesmo motor Honda BF 250 VTEC. Tem um bloco motor com 3.583 cm3 de cilindrada, V6 com 24 válvulas, (SOHC). Fabricado pela Honda, o motor responde ao conceito de produto e de objectivos da gama de alta potência, através da incorporação das tecnologias exclusivas Honda. Tem um arranque rápido e com elevada potência durante todo o regime de rotação, graças ao sistema VTEC, que é o controlo electrónico do comando e abertura variável das válvulas. As acelerações rápidas devem-se também ao sistema BLAST, binário aumentado a baixa


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Os novos Mercury V6 e V8 rotação. O motor tem o sistema PGM-FI, a injecção programada de combustível, que faz o controlo da injecção de combustível, reduz o consumo e aumenta a performance no arranque.

Outra tecnologia é o sistema ECOmo, que consegue baixos consumos em velocidades de cruzeiro em rotações entre as 3.000 rpm e 4.500 rpm. O motor tem a ligação NMEA 2000 que permite

Exposição dos 60 anos da Touron

Os novos Quicksilver Activ 675 Cruiser e Bowrider 2018 Dezembro 384

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Stand Yanmar visualizar, em dispositivos compatíveis, informações sobre o funcionamento do motor. TOURON A Touron, representante e importadora em exclusivo para a Península Ibérica da Mercury, Bayliner, Quicksil-

ver e de outras marcas do grupo Brunswick, estava a comemorar o seu 60,º aniversário.Em virtude disso fez um stand especial com um grande espaço e decoração dedicados á sua história, desde os seus fundadores e dos 60 anos da Touron dedicados à náutica de recreio.

Como as novidades eram muitas, a Touron apresentou os barcos Quicksilver e Bayliner no espaço habitual e as novidades da Mercury noutro espaço. Da Mercury foram apresentados os novos motores V6 e V8. Os Mercury V6 e Mer-

O novo Yanmar 4LV250 com coluna Yanmar ZT370 Sterndrive 10

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cury V8 com um design agressivo e desportivo, considerados os motores da nova era, destacavam-se aos visitantes. Os Mercury V6 são a expansão da gama comercial SeaPro FourStroke de 175 a 225 HP que foi desenvolvida na nova plataforma V 6 de 3,4 litros da Mercury, projectada para ser potente, leve, compacta e de baixo consumo. Com um baixo peso, apenas 216 Kg, este motor é o mais leve da sua classe. Os Mercury V8 de 4,6 litros foram também projectados, desenvolvidos e fabricados internamente. São também motores de aspiração natural e compartilham a unidade de tracção de quatro válvulas (QC4) da Mercury Racing, com cabeças de cilindro de quatro válvulas de alumínio e árvore de cames dupla (DOHC) Com o Mercury V8 são os Verado 250 e 300 HP e os 225, 250 e 300 HP Pro XS Os novos Mercury 3,4L V6 e 4,6L V8 completam a nova gama da Mercury, líder de mercado na faixa de 175 a 300 HP. Quanto a novidades de barcos, destavam-se os novos Quicksilver Activ 675 Cruiser e Quicksilver Activ 675 Bowrider. Quicksilver Activ 675 Cruiser, com 6,48 metros de comprimento, é um barco com uma linha elegante e desportiva, espaçoso e com uma cabina para duas pessoas dormirem. A cabina tem um banco em U que se converte em cama de casal, wc marítimo opcional e um albói no tecto. O piloto e o copiloto Têm bancos indivduais. O poço, com o bom aproveitameto do espaço, parece maior. Tem um banco em forma de L à popa que converte-se facilmente num solário. Colocando uma mesa ao meio fica disponí-


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O Salão de Barcelona recebeu 56 mil visitantes vel para os piqueniques. A motorização máxima é de 225 HP Quicksilver Activ 675 Bowrider tem 6,48 metros

de comprimento e é polivalente em bowrider e cruzeiro, com uma cabina com casa de banho, lavatório e geleira e duas camas para

dormir.O poço é versátil, com um banco em forma de L, pode ser facilmente transformado em solário ou numa área de convívio e refeições

Stand Yamaha

pois os bancos do piloto e do copiloto são individuais e giratórios. É uma embarcação desportiva, que pode montar uma torre de Wakeboard para os amantes do esqui aquático, A potência máxima do motor é de 225 HP. YANMAR YACHTWORKS, Lda A Yanmar tem em Portugal YACHTWORKS, Lda como representante e importador exclusivo.No stand da Yanmar encontrava-se exposto bem destacado o novo motor interior a diesel para embarcações, com coluna Zdrive, um modelo da Série 4LV - 230/250 O Yanmar 4LV250, tem 4 cilindros em linha, 2.755 cm3 de cilindrada, 250 HP de potência e o peso de 332 Kg. É um motor diesel a 4 tempos, com sistema de arrefecimento e refrigeração a água. O sistema de combustão é por Injecção direc-

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foi projectada, construída e comprovada pela Yanmar. É o Yanmar ZT370 Sterndrive,que serve para motores até 370 HP e da Série 8LV.Tem um ângulo de direção 30 graus, ângulo de inclinação de 51 graus e Trim Zone de 6 a 10 graus. A gama de hélice é de 22/24/26/28 polegadas.

A estrela Yamaha, o V8 XTO Offshore de 425 HP. ta com sistema common rail. Tem turbo-compressor.

A coluna Sterndrive que equipa o Yanmar 4LV250

YAMAHA Em Potugal a Yamaha está na Yamaha Motor Europe N.V. Sucursal em Portugal. No Salão de Barcelona, no stand da Yamaha, a estrela era o novo e poderoso Yamaha V8 XTO Offshore de 425 HP. O Yamaha V8 XTO é um motor de 5,6 litros de cilindrada, a 4 tempos, com 8 cilindros, 425 HP de potência, 32 válvulas, DOHC e o peso de 442 kg, a 463 kg. O V8 XTO tem a alimentação por injecção directa de alta pressão de combustível e é o primeiro motor a 4 tempos na indústria a usar a injecção directa. Este

As novas moto Yamaha Waveruner 12

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avançado sistema Yamaha possui nada menos que cinco bombas de combustível e gera na injecção pressão até 200 Bar. O V8 XTO dispõe da tecnologia de fusão a plasma nas camisas do cilindro. Como a superfície microtexturizada é 60% é mais dura e mais leve que o aço, há maior capacidade do motor sem aumentar as suas dimensões e peso. O menor atrito ajuda a maximizar a economia de combustível. Outra estreia na indústria do V8 XTO Offshore é o seu sistema de direcção eléctrica totalmente integrado, o primeiro do seu tipo em qualquer motor de popa. Não tem cabos ou ligações hidráulicas e responde mais rápido e suavemente que os sistemas convencionais. Consegue-se o máximo de manobra com o sistema de controle da embarcação Helmmaster com joystick. O V8 XTO é um motor com uma explosiva aceleração, devido também ao enorme binário e à incrível taxa de compressão de 12.2: 1. As novas hélices especiais XTO OS completam o enorme torque do motor e. produzem mais impulso, tanto para frente quanto para trás e graças ao novo sistema de expulsão de gases de escape, elas agarram a água no sentido inverso, conseguindo-se manobras e controle mais fáceis. Das motos de água Yamaha Waveruner estavam bem destacas as novas FX Cruiser e EXR. A nova FX Cruiser, totalmente renovada, é uma moto de longa distância, rápida, com banco confortável para três pessoas. A nova EXR é uma moto desportiva muito potente, versátil e fácil de manusear, com revolucionária tecnologia RiDE.


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Texto e Fotos João Carlos Reis Fotos do Mergulho Nuno Vasco Rodrigues

II Conferência “Mar em Português”

É tudo Mar em Português!

Mais de 130 pessoas reuniram-se no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, para debaterem o mar português como ponto estratégico no desenvolvimento e crescimento económico do país. O “Mar em Português” que já vai na sua 2ª edição decorreu no passado dia 23 de Outubro, onde juntou empresas e entidades de várias actividades relacionadas com o mar em geral.

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urante um dia várias entidades e personalidades abordaram temas transversais relacionados com a economia do mar em geral, a Náutica, a I&D, a soberania, a sustentabilidade, a pe-

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riferia, o crescimento azul, numa lógica construtiva e a olhar para o futuro. O Mar é consensualmente estratégico pelo que é necessário definir os passos seguintes. Com esta conferência pretendeu-se fazer

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um ponto de situação do potencial e da riqueza do Mar e do seu futuro. O sector tem de se unir e criar respostas mais eficazes O debate começou com a Mesa-Redonda, Oportunidades e Desafios do Turismo Náutico em Portugal, que juntou Hugo Bastos (Douroazul), Martinho Fortunato (Marina de Lagos), Rui Palma (Palmayachts) e José Eduardo Candeias (PuraVida Divehouse). Foram abordados o novo Regulamento da Náutica de Recreio (RNR), as vantagens e as oportunidades de Portugal no panorama global e Europeu. As várias opções e

ofertas, como trabalhamos o posicionamento, na promoção e face à concorrência. Para Martinho Fortunato: “o mês mais forte em Lagos é o mês de Outubro e este mês tivemos constantemente 4, 5 barcos no cais de recepção que não tinham lugar dentro da Marina e recusámos muitas embarcações por não ter lugar. Maioritariamente são embarcações estrangeiras, é essa a realidade do mercado”. Quanto ao RNR “é complicado conciliar os interesses de todos e talvez por isso tenha demorado tanto tempo a sair a nova legislação. Que eu acho tem vários factores positivos e dinamizadores da nossa actividade, o que é bom. Eu diria que o mais importante neste


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momento, é enquadrar as actividades que mais estão a crescer, como as actividades marítimo-turísticas, o mergulho, os charters e por aí fora, estão a crescer brutamente no nosso país, por via do outro turismo e da procura de experiência únicas e nós temos na nossa costa imensas experiências únicas, para terem uma ideia, na nossa marina 10% da ocupação, já são embarcações de marítimo-turísticas. Portanto isso mesmo coloca-nos, aos gestores de Marinas, vários desafios aos quais temos de corresponder e a legislação também tem de o fazer.” Segundo Rui Palma: “O novo regulamento trás algumas novidades interessantes e provavelmente serão mais as boas que as más notícias, embora para o negócio dos charters, no artigo referente aos nautas estrangeiros, extracomunitários, que nos querem alugar as embarcações e que não podem, porque a lei não o permite, se mantenha grosso modo na mesma, basicamente deixa ao livre-arbítrio da DGRM fazer a aprovação, desses pedidos”. O problema é que “neste ano que passou, continuamos com um rácio de 0 pedidos aprovados pela DGRM, portanto qualquer nosso cliente extracomunitário, que pretenda alugar um barco, não pode. Nós não podemos estar limitados exclusivamente ao mercado da União Europeia, porque a lei basicamente diz que podem comandar embarcações com pavilhão nacional Cidadãos da União, o que agora com a saída eventual do Reino Unido, poderá trazer aí mais um problema.” Já para José Eduardo Candeias: “para podermos ser competitivos, para podermos competir principalmente com alguns destinos,

uns emergentes, outros que estão neste momento a recuperar, há um longo caminho que temos de traçar e esse longo caminho é no fundo uma coisa que nos falta há muito tempo e é a estratégia, a necessidade de criar uma estratégica para o Portugal Náutico, para o desenvolvimento do Turismo Náutico”. Hugo Bastos acrescentou que é preciso actuar ao nível dos recursos humanos: “A Náutica de Recreio deve evoluir num sentido de exigência, maior formação, de competências adquiridas durante um determinado período e de uma validação dessas competências. Porque se queremos fazer bem, em relação aos serviços que vamos prestar, isso só é possível, dando uma boa formação de base, dando acompanhamento e com algum grau de exigência.” Continua Hugo Bastos “Existe uma dicotomia de legislação europeia e em Portugal e aí, sim achamos que há uma grande diferença e de que deveria haver uma uniformização nas regras e nos procedimentos, mas isso é um caminho que temos de fazer e também ajudar a fazer e é o próprio sector que tem de se unir e tentar criar aqui umas respostas mais eficazes”

Cacho (Administração dos Portos de Sines e do Algarve), Lídia Sequeira (Porto de Lisboa e Porto de Setúbal), Luís Baptista (ENIDH) e Carlos Santos (Liscont). Miguel Marques, da PwC (cujo Centro Mundial para a Economia do Mar é desde este ano em Portugal), falou-nos do Mar no Mundo, com um ponto de vista do impacto a nível internacional e conduziu a mesa redonda subordinada ao tema “Sucessos Azuis no Contexto Internacional”, com enfoque nos bons exemplos de Portugal no panorama global. Contou com a participação de Manuel Tarré (Gelpeixe), Ricardo Ferreira (Lisbon Cruise Port) e Gonçalo Esteves (CNCascais). Na Sessão da Tarde com Um olhar azul, Frederico Dias (EMEPC) apresentou-

nos o Projecto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal, situação presente e perspectivas futuras, a prospecção feita pelo ROV e a identificação dos recursos vivos e não vivos. Antero dos Santos, director do jornal Notícias do Mar fez um balanço sobre a náutica de recreio, onde apontou os principais problemas que têm restringido esta actividade, o seu estado actual e as soluções para o seu desenvolvimento. Sobre o novo Regulamento da Náutica de Recreio (RNR), o especialista lembrou que “passados 18 anos de ter sido aprovado, com o Decreto-Lei 567/99, um desmotivante RNR e que aniquilou o seu desenvolvimento», o Ministério do Mar fez um novo, que aguarda apenas a sua publicação no DR para

Vantagens e oportunidades de Portugal Seguiu-se “A Centralidade de um País Periférico”, com questões ligadas às vantagens e oportunidades de Portugal no panorama global e Europeu. O alargamento do canal do Panamá, a nossa localização estratégica (embora periférica no mapa Europeu), as rotas Sul/Norte, os serviços de valor acrescentado, Transhipment. Intervieram José Luís 2018 Dezembro 384

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entrar em vigor. “Agora, que vamos ter um RNR com uma Legislação adequada para aumentar o interesse pela iniciação e de acordo com quase tudo o que foi solicitado pelos sectores desportivo e económico das actividades náuticas de recreio, é o momento de agir para implementar o seu desenvolvimento, porque já se encontra há muitos anos parado e no fundo”, afirmou Antero dos Santos. Existem muitas modalidades com actividades lúdicas e desportivas que se praticam no mar e em águas interiores, que exigem barco para navegar. É o caso da vela, pesca embarcada,

pesca de alto mar, pesca submarina, motonáutica e mergulho com garrafas. Apresentação da Bienal do Tejo Carlos Salgado, co-fundador e presidente da Tagus Vivan – Confraria Cultural do Tejo Vivo e Vivido. anunciou uma nova iniciativa cujo conceito e proposta de princípio foram criadas pela Tagus Vivan, como resposta para dar continuidade ao Congresso do Tejo, o terceiro, que teve lugar nos dias 16 e 17 do passado mês de Fevereiro na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos. O conceito e a proposta de princípio de uma Grande

Festa do Tejo com as suas Gentes, a Bienal do TEJO, que para além de ser uma festa na borda d´água terá um programa pró-activo de elevada qualidade onde são enquadradas como principais actividades: Fóruns, Seminários ou Worshops, para discutir o Rio, uma ExpoTejo, uma Feira de Turismo do Tejo, arraiais e convívios e um grande festival náutico, com destaque para uma Tagus Race Cup. Este evento tem a particularidade de ser aberto ao maior número de parceiros, players, stakeholders e associações cívicas como coorganizadores, a realizar de dois em dois anos por um município ribeirinho, como patrono, na condição de ser alternado geograficamente. Mar em Português, a olhar em frente Às 15h30 a mesa redonda Fazer em Português, na primeira pessoa por estaleiros Portugueses com Tomás Costa Lima (Luso Yacht), Dora Silva (OBE & CAR-

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MEN), Jorge Martins (Rom Boats) e António Baptista (San Remo Boats), onde se vai debateu o papel que Portugal tem tido e poderá ter no sector da construção naval e indústria. Porque o futuro começa no presente e a nova economia azul é sustentável, foi apresentado já no final do dia o caso prático da SEAentia, que nos faz uma proposta pioneira de produção de Corvina em Sistema de Aquacultura em Recirculação (RAS). Com o objectivo de produzir 1000 toneladas de Corvina por ano, atendendo à Biosegurança e com uma lógica de sustentabilidade energética, será utilizado um modelo de Economia Circular (com aproveitamento da lama orgânica, usando os nutrientes dos efluentes ou usando os restos do processamento para produção de óleo de peixe e farinha de peixe). A acabar porque o dia foi longo, deu-se um Mergulho na Biodiversidade, com Nuno Vasco Rodrigues, que nos guiou por algumas das riquezas do Mar Português e que rico que é. Uma imagem vale mais do que 1000 palavras, por isso publicamos nesta reportagem algumas das fotos apresentadas. O “Mar em Português” é uma organização do Jornal Notícias do Mar, Media 4U, empresa de eventos, e do Sea of Portugal, participação conjunta na BOOTfeira internacional de náutica e desportos náuticos e contou com o patrocínio da Nautel, Mútua dos Pescadores, Yamaha, Suzuki Marine, Torrestir, BOOT Düsseldorf, Boatcenter e o apoio do Museu Nacional de Arqueologia. Trata-se de um evento gratuito e em 2019 há mais!


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Conferência “Mar em Português”

Portos em debate no “Mar em Português”

A conferência Mar em Português, que decorreu no dia 23 Outubro no Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia, abordou o sector portuário, com o tema «A Centralidade de um País Periférico». José Luís Cacho, presidente dos Portos de Sines e Algarve, de Lídia Sequeira, presidente dos Portos de Lisboa e Setúbal, Carlos Santos, director geral da Liscont / Yilport, e Luís Baptista, presidente da ENIDH abordaram a importância e o potencial estratégico dos portos portugueses.

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ortugal é um país central, na perspectiva do mar, mas há «muito por fazer para potenciar esta centralidade», considerou José Luís Cacho, lembrando o exemplo do Algarve, que «faz fronteira, do ponto de vista marítimo, com Marrocos e Espanha.

E sem esquecer as ilhas, as Canárias, os Açores e a Madeira», que representam um grande potencial não apenas na questão da carga, mas também no dos passageiros, em ferries. Também Lídia Sequeira salientou o valor estratégico dos portos e a sua integração em

«zonas ricas» em vias de transporte, nomeadamente fluviais e ferroviárias, alertando para o impacto que a ferrovia teve no crescimento do porto de Sines e para a enorme capacidade exportadora dos portos de Lisboa e Setúbal. Carlos Santos lembrou que o mar é uma mais-valia, pois para chegar aos mercados principais da Europa é necessário «fazer milhares de quilómetros de camião, que toda a gente está a taxar e a criar problemas». Aposta nos RH e em novos investimentos Sobre o que está a ser feito para desenvolver o potencial dos portos, Luís Baptista falou na importância de mão-

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de-obra qualificada, sendo que actualmente, a Escola Náutica, tem um total de 750 alunos, dos quais 300 estão na área dos transportes, logística e da gestão portuária. No terreno, os responsáveis presentes nesta mesa redonda abordaram a importância do investimento em tecnologia, infraestruturas e transportes. O director geral da Liscont / Yilport anunciou um investimento de 40 milhões em Leixões e de cerca de 100 milhões de euros em Lisboa: «Há necessidade de pavimentar, reforçar e construir alguns edifícios novos, adequados, para as autoridades aduaneiras e sanitárias; e necessitamos de mais equipamentos — as gruas que existem neste


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momento em Alcântara, por exemplo, são de 1986. Em termos de estrutura, estão em condições, mas em termos electrónicos têm alguns problemas. Por outro lado, temos de olhar ao futuro e entender quais são os navios que vamos querer. E, aí, as gruas, que terão de ser maiores, têm um programa de substituição, para chegarmos a 2030 com cinco gruas». Sobre os portos que administra, Lídia Sequeira referiu a necessidade «da electrificação da ferrovia na sua ligação ao porto de Setúbal». «No caso de Lisboa, o grande projecto é a navegabilidade do Tejo. Em Setúbal, se queremos que o porto se afirme como essencial à região, é indispensável proceder ao aprofundamento e ao alargamento do seu canal de acesso. A tecnologia como elemento diferenciador No que se refere à tecnologia, a aposta passa pelo investimento em sistemas como o VTS (um moderno sistema de controlo de tráfego portuário já em vigor em Lisboa e Setúbal, com impactos nas actividades de carga, de recreio, de passageiros, etc.), a Janela Única Portuária (JUP) e a Janela Única Logística (JUL). «A questão do despacho electrónico e da associação dos sistemas de informação à gestão é muito mais simples num porto que tem carga geral e carga a granel, porque as unidades de carga têm um único cliente e um único fornecedor, mas quando se entra na malha fina da carga contentorizada a exigência é muito maior. E como pretendíamos, em Setúbal, entrar nesse mercado, a JUP tem neste momento as mesmas características

que o porto de Lisboa», revela Lídia Sequeira. Um investimento que se justifica, segundo esta responsável, porque «hoje, nenhum navio se conforma com a ideia de chegar a um porto e ter de esperar dois dias, como acontecia há dez anos, para obter todas as autorizações necessárias ao desembaraço e à importação das mercadorias. Hoje, em qualquer porto nacional, um navio chega, já traz, com antecedência de dois ou três dias, todas as autorizações, obtidas por via electrónica, para, assim que chegar ao porto, poder começar imediatamente a fazer o desembaraço. Meia hora depois, as mercadorias estão a sair do porto.» Porém, a JUP não é o final da evolução, como explica Lídia Sequeira. A JUL vai mais além do interface porto / navio e vai incluir os modos de transporte que saem do porto — o ferroviário, o rodoviário e o fluvial. E acompanhará a mercadoria até ao seu destino. Para José Luís Cacho, a expansão também se faz com acordos internacionais: «Estamos a trabalhar afincadamente na viabilização de um conjunto de ligações marítimas que achamos que têm um grande potencial para contribuir

para o desenvolvimento dos portos do Algarve, em especial o de Portimão: com a Madeira, com as Canárias, com Marrocos, com Espanha», revela. A relevância do transhipment Numa área em que o porto de Sines apresenta «um crescimento sustentado, de 50% nos últimos sete anos», o seu administrador revelou que estão a ser preparados investimentos «para aproveitar esta oportunidade de captar carga, em que estamos a ser mais competitivos do que Espanha e Marrocos. Há aqui uma oportunidade, à escala global, e para sermos mais competitivos temos de estar atentos às ferramentas que temos ao nível da operação portuária. Somos bastante eficientes,

comparativamente com outros portos; naturalmente, procuramos estar na linha da frente em relação às soluções informáticas e tudo para aproveitar esta oportunidade que temos, e que temos conseguido trabalhar nos últimos anos». Lídia Sequeira partilha o optimismo, graças à capacidade do transhipment para «aumentar a nossa centralidade»: «um navio que não se consegue encher para os EUA só com carga nacional pode ter três ou quatro linhas, como tem Sines, e completar a sua carga com este tipo de mercadoria, permitindo uma ligação directa a outras paragens, mais longínquas, que sem o transhipment não poderia ter. E essa é a aposta, neste momento, do porto de Lisboa, socorrendo-se da sua posição geográfica».

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Náutica

Notícias GROW

Honda Marine Apresenta a nova gama de motores V6 BF175, BF200, BF225 e BF250

A Gama V6 de 3.6L, passa a equipar os modelos BF175, BF200, BF225 e BF250.

A

nova gama V6 foi aperfeiçoada e para além do novo bloco de motor, recebe também um novo design e importantes melhorias técnicas com o objectivo de aumentar a facilidade de manutenção, durabilidade e melhorar os consumos de combustível. Os novos motores V6 BF175, BF200, BF225 e

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BF250, foram projectados para permitirem a máxima eficiência e fiabilidade em todo o tipo de utilizações. Desde barcos de recreio até aos profissionais que exploram ao máximo as capacidades da nova gama V6! Entre todas as novidades da nova gama Honda Marine V6 destacamos os seguintes pontos:


Náutica

● Motor V6 3.6 Litros BF175, BF200, BF225 VTEC e BF250 VTEC ● Novas caixas de comando, manómetros e ignição com comando remoto ● Novo Design ● Máxima protecção anti corrosão: novo revestimento Nickel – Zinco quimicamente tratada ● Custos de manutenção reduzidos ● Disponível com caixa de comando eletrónica ou mecânica ●Tecnologia: TEC®; PGM-

FI, BLAST™,ECOmo Os novos motores V6 são a mais recente evolução tecnológica da Honda, integrando um novo design, máxima fiabilidade e performance, baixo custo de utilização e manutenção. Para reforçar a importância dos mais recentes modelos do maior construtor de motores mundial, a Grow Iberia vai comercializar estes motores em Portugal com uma Garantia de 5 anos! 2018 Dezembro 384

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Náutica

Notícias GROW Ibéria

No 5º Aniversário a GROW Ibéria Comemora 70 Anos da Honda

A GROW Ibéria convidou todos os seus concessionários e a imprensa para no passado dia 20 de Novembro, no Dolce Campo Real, hotel de luxo em Torres Vedras, comemorar os 70 anos da Honda e o 5º aniversário da GROW Ibéria, importador exclusivo para Portugal da Honda Marine e dos Produtos de Força desta marca.

A

Honda Motor Co Ltd, passados 70 anos da sua fundação por Soichiro Honda em 1948, tornou-se na 20ª maior empresa do Mundo.

O seu fundador foi o dono de um grande império de empresas, fabricando automóveis, aviões, motocicletas, equipamentos elétricos.e uma enorme diversidade de

Soichiro Honda 22

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tipos de motores, para os mais variados fins. A Honda é hoje o maior fabricante de motores do Mundo Durante a tarde, António Gaspar, Director Geral, da GROW Ibéria, promoveu uma reunião com todos os convidados onde recordou a história da Honda e apresentou os resultados dos cinco anos de actividade da GROW, não apenas como importador e distribuidor da Honda Marine e Power Equipment, mas tmbém como importador exclusivo da Tohatsu, motores fora de borda,Lomac, embarcações semi-rígidas, Pellenc, produtos para jardins e agricultura, e Twin Disc, equipa-

mentos para embarcações e máquinas. Todos os anos o crescimento da GROW tem sido cerca de 10% e António Gaspar espera que para 2018 será de 23%. Salientou que estes resultados tão positivos devem-se ao trabalho e esforço da rede de concessionários em vendas realizadas, sendo distinguidos no final alguns dos concesionários com prémios. António Gaspar anunciou que devido à empresa ser também o importador exclusivo dos motores fora de borda Tohatsu para Espanha, foi constituída a GROW Ibéria, para trabalhar melhor o mercado espanhol, com


Náutica

enorme potencial para a marca Tohatsu, razão pela qual a equipa GROW está a ser reforçada com mais elementos. Foi comunicado também que a GROW fez um acordo com a empresa náutica Nautiser/Centro Náutico, para esta dispor, nas suas instalaões em Palmela, de um espaço onde se vão expor sete modelos de semirígidos do fabricante italiano Lomac. A GROW vai ter um stand na Nauticampo, onde vai lançar um novo sistema de financiamento, que segundo António Gaspar, vai interessar muito os clientes interessados na compra de motores e barcos. Para animar a confraternização, a noite terminou com um jantar, fogo-de-artifício e um espectacular serão animado pelo cantor José Cid.

António Gaspar, diretor geral da Grow Ibéria na reunião com todos os convidados Os 70 anos da Honda A Honda foi sempre uma empresa industrial que produz produtos, razão pela

qual actualmente tem: 237 181 colaboradores. 64 fábricas em 5 continentes. 440 empresas. Factura116 mil milhões de

Euros por ano quase o PIB de Portugal que é 190 mil milhões. Fabrica 31 milhões produtos ano.

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Náutica

Soichiro Honda, fundou em 1948 a Honda Motor Co Ltd, na qual permaneceu presidente até se reformar em 1973, e mesmo assim permaneceu como director da

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empresa e foi nomeado “assessor supremo”, passando a ocupar-se também da Fundação Honda até 1991, ano da su morte. Durante a sua presidência

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e desde 1953 a Honda fabrica mais de 100 milhões de produtos de energia em todo o mundo. A Honda continua a ser líder no desenvolvimento de motores de quatro

tempos de baixa emissão, com baixo consumo de combustível e ambientalmente correctos para usar em motores fora de borda, geradores, bombas de água, cortadores de relva e muitas outras aplicações de equipamentos de energia. Desde 1959, a Honda é o maior fabricante de motocicletas do mundo bem como o maior fabricante mundial de motores de combustão interna, produzindo nesse ano mais de 14 milhões de motores de combustão interna. Em1964 a Honda apresenta o primeiro motor fora de borda de quatro tempos. A Honda aperfeiçoa continuamente a linha de motores fora de borda, incorporando tecnologias altamente avançadas do património automóvel e dos Fórmula 1 de competição. Em virtude disso, muitos dos motores fora de borda Honda incluem recur-


Náutica

Honda Dream D-Type1949 sos tecnológicos exclusivos, encorporados nos motores dos automóveis mais populares da Honda, incluindo o Honda Ridgeline, o Pilot, o Odyssey, o Accord, o CR-V e o Element. Em 1990 o Honda BF45 ganha o Prêmio IMTEC de Inovação. Em 1994 o protótipo Honda BF90 ganha o Prêmio IMTEC de Inovação. Em 1998 a Honda Marine é o único fabricante de motores fora de borda que tem uma gama com mais de 15 modelos de quatro tempos. Em 2001 a Honda lança o primeiro 225 HP a quatro tempos do mundo com a tecnologia VTEC, também uma inovação em motor marítimo. Em 2011 a Honda apresenta o novo motor BF250, o motor de popa mais potente da gama, e vence o Prémio Inovação IBEX 2011 pela tecnologia de motor de

popa. Em 2013 a Honda mais uma vez ganha o CSI Industry Award da NMMA, marcando o nono ano consecutivo em que a empresa foi reconhecida pela excelência na satisfação do cliente Em 2016 Honda vence o IBEX Innovation Award pelo novo BF6 e também vence novamente o CSI Industry Award da NMMA, marcando o 13º ano consecutivo em que a empresa foi reconhecida pela satisfação superior do cliente. Em 2017 O BF6 também é reconhecido pela Boating Industry por seus principais novos produtos. Em 1986 a Honda foi o primeiro fabricante de automóveis japonez a lançar uma marca de luxo, a Acura. Além das suas principais empresas de automóveis e motocicletas, a Honda também fabrica equipamentos de jardim, motos e gerado-

res de energia e outros produtos. Desde 1986, a Honda está envolvida na pesquisa de inteligência artificial / robótica e lançou seu robô ASIMO em 2000. A Honda também se aventurou no sector aeroespacial com a criação da GE Honda Aero Engines em 2004 e da Honda HA-420 HondaJet, que começou a produção em 2012. A Honda possui três joint-ventures na China, a Honda China, Dongfeng Honda e Guangqi Honda. Em 2013, a Honda investiu cerca de 5,7% de suas receitas, US $ 6,8 mil milhões, em pesquisa e desenvolvimento. Também em 2013, a Honda tornou-se a primeira empresa de automóveis japonesa exportadora para os Estados Unidos, com 108.705 modelos Honda Acura.

Honda 4 tempos GB30 4 HP 1964

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Notícias do Mar

Notícias Docapesca

“A Pesca por um Mar Sem Lixo” Arranca na Figueira da Foz Figueira da Foz é o 4° porto de pesca a aderir ao projeto

D

epois do arranque em Peniche, Ilha da Culatra e Aveiro, o projeto “A pesca por um mar sem lixo” foi agora alargado ao porto de pesca da Figueira da Foz, numa iniciativa do Ministério do Mar que está a ser desenvolvida pela Docapesca em parceria com a Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM). Na Figueira da Foz, a inicia-

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tiva conta com a adesão das organizações de produtores e associações do setor que operam neste porto (arrasto, cerco e pesca artesanal), tendo sido criados cinco pontos para deposição dos resíduos recolhidos em terra. O projeto conta com a participação da Cooperativa de Produtores de Peixe do Centro Litoral, da Figpesca – Associação dos Pescadores e

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Armadores do Centro Litoral, da ADAPI - Associação dos Armadores das Pescas Industriais, do For-Mar, da Câmara Municipal da Figueira da Foz, da Junta de Freguesia de São Pedro e da TRIU – Técnicas de Resíduos Industriais e Urbanos. O projeto-piloto iniciou-se no porto de pesca de Peniche (2016) e foi depois implementado, em agosto de 2017, no núcleo piscatório da Ilha da Culatra (Faro) e no porto de pesca de Aveiro. Até ao momento, nestes três locais, já foram recolhidos 284 m3 de embalagens (o equivalente a nove contentores marítimos de 20 pés) e 863 m3 de resíduos indiferenciados (26 contentores), num total de 1.147 m3 (35 contentores). Estão envolvidos 835 pescadores, 256 embarcações, 15 entidades parceiras e oito associações e organizações de produtores. “A pesca por um mar sem lixo” tem como objetivo a redução dos resíduos no mar, através do apoio à adoção de boas práticas ambientais por

parte dos pescadores, promovendo a valorização e reciclagem desses resíduos. Ao promover a recolha seletiva dos resíduos gerados a bordo e capturados nas artes de pesca e disponibilizando as infraestruturas adequadas para a sua receção em terra, este projeto vem unir pescadores e portos na melhoria das condições ambientais da zona costeira portuguesa e na preservação dos ecossistemas marinhos. Todos os anos, milhões de toneladas de lixo chegam aos nossos oceanos. Uma garrafa de plástico leva 450 anos a decompor-se, as redes e cordas de pesca demoram 600 anos, uma lata de alumínio entre 80 e 200 anos e uma beata de cigarro de um a cinco anos. A Docapesca – Portos e Lotas, S.A. é uma empresa do Setor Empresarial do Estado tutelada pelo Ministério do Mar, que tem a seu cargo, no continente, o serviço da primeira venda de pescado e o apoio ao setor da pesca e respetivos portos, dispondo de 22 lotas e 37 postos.


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Náutica

Teste Isonáutica Sport Cruiser 560 com Suzuki DF90A

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Barco Rápido de

Em Setembro passado testámos na Ria de Aveiro o modelo Isonáutica Sport Cruiser 560, um barco polivalente e vocacionado para o mar que mostrou muita segurança e boas performances.

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Náutica

Pesca e Passeio

Isonáutica Sport Cruiser 560

O

estaleiro Isonáutica mantém uma produção clássica dos barcos

construídos em poliéster reforçado com fibra de vidro PRFV e constrói os cascos com os reforços

estruturais longitudinais e transversais muito robustos, porque a sua produção destina-se a embar-

cações para navegar no mar. A gama Isonáutica, dirigida aos pescadores

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Náutica

560, 570 Açor, 550 Master e 480 Open.

Posto de comando

lúdicos e recreio náutico, foi desenhada com a mesma preocupação, barcos para sairem com segurança as barras para

o mar. Quanto à estética, têm uma linha elegante e casco marinheiro, com um V bastante acentuado desde a proa e a ter-

minar bem marcado à popa. A gama actual Isonáutica tem os seguintes modelos: Sport Cruiser

Sport Cruiser 560 O Sport Cruiser 560, com 5,60 metrtos de comprimento, com lotação de 6.pessoas, é uma embarcação equipada para uma fácil utilização polivalente, oferecendo ainda uma cabina para duas pessoas pernoitarem Na zona do comando, o piloto e o copiloto têm bancos individuais, reguláveis e giratórios para se sentarem voltados para a popa, na pesca ao corrico ou usarem a mesa de piqueniques. O posto de comando está bem protegido com um largo e alto pára-brisas arredondado que envolve todo o posto.

O Sport Cruiser 560 curva com muita segurança 30

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Náutica

O Sport Cruiser 560 tinha montado o Suzuki DF90

A entrada para a cabina encontra-se à frente do copiloto. A.cabina tem uma cama para duas pessoas, vigias laterais e um albóio no tecto para arejar e iluminar o interior. O poço tem à popa um banco estofado com encosto, para duas pessoas. Na hora dos piqueniques, pode-se montar uma

mesa ao meio do poço. O acesso à proa é à volta do posto do comando. Para facilitar as manobras de fundear a proa tem um pequeno púlpito,uma roldana, e dois cunhos de amarração. Junto fica o porão para o ferro. Quanto às arrumações, o barco tem bastante espaço. Tem um porão sob

Entrada da cabina à frente do banco do copiloto

o banco da popa e compartimentos na cabina. Para os pescadores o Sport Cruiser 560 está bem equipado. Na plataforma de bombordo da popa tem um viveiro de isco vivo. Os porta canas estão montados num varandim à popa, onde se fixa também a torre de esqui. No poço estão fi-

xados transportadores de canas. O casco do Sport Cruiser 560 tem um V profundo, planos de estabilidade laterais salientes, um robalete de cada lado e uma quilha quase a 2/3 do casco. Salientamos o excelente acabamento do barco bem como a gama

No poço pode-se montar uma mesa para os piqueniques 2018 Dezembro 384

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Náutica

Casco com um V profundo e planos de estabilidade laterais salientes

de acessórios standard e opcionais, que amplia a satisfação dos clientes, numa variada utilização do Sport Cruiser 560. Uso polivalente e boas performances Equipado com o Suzuki DF90A o Sport Cruiser 560 tinha um motor de

elevado binário e poder de arranque na popa. E foi o que vimos logo no arranque pois em apenas 1,56 segundos o barco já planava. No teste de aceleração até às 5.000 rpm, para avaliar a sua prestação no ski, os 25,9 nós em 8

Viveiro de isco vivo numa plataforma à popa 32

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segundos, este conjunto também satisfaz os adeptos dos desportos aquáticos. No teste do mínimo de velocidade a planar, os 8,9 nós às 3.000 rpm mostrou que o casco descola rápido da água, porque plana com poucos nós.

Atingimos a velocidade máxima de 33,6 nós às 5.800 rpm, uma excelente performance. Muito bom igualmente foi a velocidade de cruzeiro na rotação dos 4.000 rpm a fazer 21,3 nós. Devido ao casco com um V profundo e um ân-

Transportador de canas


Náutica

O Sport Cruiser 560 tem uma oferta polivalente, oferecendo um pack económico

Suzuki DF90A O

Suzuki DF90A partilha com o Suzuki DF70A o mesmo motor. Tem 4 cilindros em linha com a cilindrada de 1502 cm3, DOHC com 16 válvulas e pesa 158 Kg. São motores fora de borda que foram projectados a partir do zero, com uma construção compacta e ligeira, para proporcionar um desempenho emocionante juntamente com uma excelente eficiência de combustível. Estes motores apresentam muitas das conquistas de engenharia que tornam a Suzuki lider em tecnologias inovadoras nos motores a 4 tempos e são a escolha perfeita para uma grande variedade de barcos Nas tecnologias introduzidas nos DF70A/DF90A destaca-se o LEAN BURN, que funciona usando processos e sensores de computador em tempo real, para optimizar a admissão de combustível, fornecer uma mistura ar-combustível precisa, e alcançar notáveis ​​reduções no consumo de combustível. O motor tem excelente capacidade de aceleração, devido a um elevado binário em baixa e média rotação, e uma relação de caixa de 2.59:1, que oferece uma maior eficiência na propulsão, navegação eficiente com cargas pesadas e enorme eficácia com de hélices de grande diâmetro. Outras Tecnologias: - Injeção de combustível electrónica sequencial multi-ponto. - Sistema de arranque facilitado Suzuki. - Veio de transmissão desviado. - Sistema de comando de Cames de duas fases. - Corrente de distribuição banhada em óleo. - Sistema de arrefecimenton de admissão.

- Computador de 32 ites. - Engrenagem de rfedução de duas fases. - Cambota forjada inteiriça. - Sistema de auto-diagnóstico. - Alternador arrefecido a ar. - Ignição directa. - Caixa de velocidades simplificada. - Controlo do ar do ralenti. - Bujão do dreno do óleo de fácil acesso. - Contra Rotação disponível. - Padrões RCD (EO1). - CARB 3 estrelas: Emissões ultra-baixas (EO3). - Sistema de limitação do TILT. - Rampa de injecção refrigerada a água. - 2 terminais de lavagem com água fresca - Sistema de ignição totalmente transistorizado. - Sistema de aviso de mudança de óleo. - Sistema anti-corrosão Suzuki. - Sistema Troll Mode Suzuki.(opcional) - Leme Muli-funções ((DF90ATH/70ATH (opcional)

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Náutica

A navegar o Sport Cruiser 560 deflecte muito bem a água

gulo bastante marcado à popa, o barco cortou a água sem bater atrás e ofereceu uma navegação muito confortável. Os planos de estabilidade laterais muito salientes, mantiveram o barco direito a navegar e curvar com segurança, sem adornar demasiado nas curvas. A navegar o Sport Cruiser 560 deflecte muito

bem a água para longe, sem molhar o convés e o poço O Sport Cruiser 560, tem uma oferta polivalente, com uma cabina para pernoitar, e está bem equipado para os pescadores. A motorização está equilibrada, oferecendo um conjunto barco/motor performante e num pack económico.

Performances Arranque

1,56 seg.

Aceleração 5000 rpm

25,9 nós em 8 seg.

Velocidade cruzeiro

21,3 nós às 4000 rpm

Velocidade máxima

33.6 nós às 5800 rpm

Mínimo a planar

8,9 nós às 3000 rpm

3500 rpm

17,5 nós

4000 rpm

21,3 nós

4500 rpm

25,2 nós

5000 rpm

28,3 nós

5500 rpm

32 nós

5800 rpm

33,6 nós 5800 rpm

Características Técnicas

Operação de lavagem do motor com água doce 34

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Comprimento

5,60 m

Boca

2,27 m

Massa s/motor

817 Kg

Deslocamento

1.472 Kg

Calado

0,40 m

Lotação

6

Carga máxima

655 Kg

Categoria CE

C

Potência máxima

140 HP

Motor em teste

90 HP

Preço barco/motor

29.030 € C/IVA

Estaleiro / Importador ISONÁUTICA Edificio Nautica Argus Estrada Nacional 109, 3800-533, Cacia, Aveiro - Portugal Telefone: 916 011 329 - isonautica@sapo.pt MOTEO Portugal, SA Rua João Francisco do Casal, S/N, 3800-264 Aveiro Tel: 234300760 - geral@veiculoscasal.pt - http://www.suzuki.pt


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Electrónica

www.nautel.pt

Notícias Nautel

Novas HELIX 8 e 9

Novos Multifunções com DualSpectrum CHIRP, Bluetooth, Ethernet para radar e demais interligações...

A

HUMMINBIRD® passa a ter duas novas séries, que partilham o mesmo tipo de unidade de ecrã, sendo que numa está um display de 8” e noutra, 9” . A designação, ainda que não apareça na face dos equipamentos, fica conhecida como G3N. O G3 designa 3ª geração, o “N” é para “network”. Ou seja, o multifunções pode acomodar antena de Radar, ter segunda estação, e outras formas de rede. A antena de radar é uma opção, e pode ser adquirida logo de início, ou mais tarde quando tal for desejado. A antena tem 54cm de diâmetro, permite escalas até 24mn na imagem, e é tipo “CHIRP/Solid State”. Tem estanquicidade IPX6, e pesa 5,6Kg. Por outro lado, estas unidades, tendo Ethernet, podem fazer parte de um sistema que tenha por exemplo duas estações, uma de 10” e outra de 7”. Ou seja também, numa embarcação de pesca ao Achigã, num equipamento com sonar SI ou DI, pode o barco ter esta unidade de 7” como segunda estação de comando, a partilhar informação com a outra. 36

A juntar a tudo isto, está a conetividade Bluetooth. O equipamento pode ser operado por via de um compacto comando de mão. Nos equipamentos combinados com GPS é possível gravar imagens uma a uma (snap shot) ou em contínuo Usam cartografia Navionics GOLD ou Platinum. Outras funcionalidades de destaque AUTOCHART LIVE: Ca-

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pacidade de auto-mapeamento instantâneo dos fundos, no próprio equipamento, sem recurso a qualquer tipo de processamento externo, e de uma forma simples e intuitiva. Podem usar também o software de PC, Autochart e Autochart PRO. Trata-se de um software especial, agora também já residente nas Helix. Foi inicialmente concebido, e ainda existe também nesse formato, como um Software Científico para PC, de coleta de

dados de GPS e Sonda para se construir uma carta do fundo, com muito mais batimetria, precisão, e informação atualizada ao momento. O poderoso algoritmo matemático do AUTOCHART LIVE, exclusivo da Humminbird, consegue iniciar a criação e visualização, mal a embarcação


Electrónica

comece a navegar, e a função estiver ligada. DualSpectrum CHIRP: Todas as unidades Combo (GPS/Chartplotter/Sonda) executam a sondagem na base desta nova técnica exclusiva da Humminbird. XD-Extreme Depth: Para aqueles que procuram deteção dos fundos a

maior profundidade, tipo de 500 a 700m, as unidades vêm agora com a possibilidade de pelos menus mudarem a frequência para 50/200KHz, e adquirindo os respetivo transdutor para painel de popa, para casco em plástico ou bronze. Possibilidade de ligação a antena externa de GPS: Para barcos com cabines em ferro, ou madeira.

Outras especificações - Dupla ranhura para cartões de memória micro SD. Estanquicidade IPX7. - Autochart LIVE (direto nos aparelhos) – Auto-mapeamento instantâneo dos fundos. Opção Autochart Pro. - Ligação em rede ETHERNET, para uso por exemplo de dois ecrãs a partilharem dados. - Podem ligar a antena de Radar Humminbird, e ter segunda estação. - Opção de comando remoto manual sem fios (Bluetooth). Frequências de 50/83/200KHz. Em Dual Spectrum CHIRP opera de 150 a 220KHz. - Transdutores : Na versão standard : XNT 9 HW T (83/200KHz com abertura de feixe : 20, 42 e 60 graus). - Frequência adicional de

50/200KHz, com transdutor opcional XNT-9-DB 74T, para XD (Extreme Depth). - Potência da sonda : 500W (1Kw quando ligado a transdutores Airmar específicos, ,B175, B265 etc). - Entrada NMEA2000 para ligação a motores e visualização de consumos e dados. Saída/Entrada NMEA0183. Ligação a AIS. - Dimensões – : A16,84 x L30,48 x P 10,49cm - Nº de pixels – 800x480. - Funções GPS : 2750 waypoints, 45 rotas, 50 rastos com 20.000 pontos cada . GPS diferencial por satélite EGNOS/WAAS - Alimentação : 12VDC (24VDC com conversor opcional)

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Notícias do Mar

Tagus Vivan

Crónica Carlos Salgado

Para Mais Tejo?, Mais Investimento! A Tagus Vivan foi convidada para participar no simpósio “O Mar Em Português” que teve lugar no dia 23 de Outubro passado no auditório do Mosteiro dos Jerónimos onde o presidente desta Confraria Cultural do Tejo Vivo e Vivido fez o anuncio do Conceito e Proposta de princípio genérica de uma nova iniciativa na continuidade do Congresso do Tejo III, complementado por um vídeo, a realizar de dois em dois anos, tendo como patrono uma edilidade do corredor fluvial do Tejo desde a foz até à fronteira alternadamente, que consiste numa grande Festa do Tejo com as suas Gentes, que pela interatividade das componentes do programa, algumas especialmente realizadas de fora para dentro e de dentro para fora do Rio, com a condição de ser aberta à participação ativa de diversos parceiros relacionados com o Tejo, pelo que merece ter o estatuto de uma bienal, a BIENAL do TEJO.

C

om efeito, esta Bienal do Tejo pretende por um lado levar as populações para a borda d´água para se aproximarem mais do seu rio, conviverem com ele, fruírem-no e amarem-no para passarem a senti-lo como seu numa grande Testa do Tejo com as suas Gentes,

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uma verdadeira “Tagíada”, e por outro lado ter como condição para além de discutirse o Tejo, os seus problemas e as suas valências em encontros, fóruns e workshops, ser complementada por uma Expo-Tejo, uma Feira de Turismo do Tejo e a tal “Tagíada” (arraiais, concertos, artes, ofícios e autores, desportos variados de ar livre, quer terrestres quer náuticos, demonstrativos e incentivadores da salutar e mais frequente aproximação e convivência das comunidades com o seu Rio. É desejável que a primeira Bienal do Tejo tenha a sua primeira edição no ano 2020, e já estão em marcha os contactos com os parceiros para criar as sinergias indispensáveis para a preparação do seu programa e a da sua respe-

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tiva materialização. Posto isto passamos a abordar o tema em título desta crónica, “Para Mais Tejo?, Mais Investimento!” e para esse efeito começamos por citar um conjunto de recomendações e alguns princípios da Carta de Lisboa, como segue: Nós, cidadãos, reconhecemos que um fator limitativo do nosso desenvolvimento social e económico é o capital natural, isto é, a água, a atmosfera, o solo e a biota. Devemos pois investir neste capital, em particular o da água, respeitando as seguintes prioridades: • investir na conservação dos recursos hídricos (águas superficiais, reservas de água subterrânea) e dos ecossistemas fluviais e ribeirinhos; • investir em projetos que reduzam a pressão sobre os recursos hídricos, segundo os princípios da abordagem designada por DPSIR (driving forces, pressures, state, impact, responses), subjacente às modernas políticas de gestão da água; • melhorar o desempenho final dos serviços ambientais (por exemplo, abastecimento de água, agricultura, pesca, energia, navegabilidade); • garantir o bom funcionamento dos organismos, nacionais, regionais e lo-

cais, responsáveis pela boa gestão dos recursos hídricos e ambientais, designadamente ao nível do planeamento, da monitorização, do licenciamento e da fiscalização; Porque o Tejo é Ainda um Grande Filão Inexplorado Consideramos que deve investir-se também noutras áreas do Tejo que têm características e atributos muito particulares que em comparação com os dois corredores fluviais com sucesso no país, o Douro e o Alqueva, mas cuja paisagem e as culturas ancestrais são sempre as mesmas, isto é as diferenças entre elas devem-se apenas à sua localização geográfica, uma no Norte outra no Sul, porque em cada uma delas a paisagem que se vê tem muito poucas nuances enquanto que no Tejo, quer o cidadão português quer o turista estrangeiro encontram numa viagem fluvial uma grande diversidade de paisagens e de culturas incomparável porque este Rio tem a particularidade de atravessar pelo menos quatro ou cinco unidades de paisagem cultural completamente diferenciadas umas das outras, tanto nas tradições como na gastronomia, com inúmeras comunidades bordejantes com portos e portinhos


Notícias do Mar

para atracação ou amarração nas duas margens, das quais se destaca a capital dos descobrimentos, Lisboa, e no estuário marítimo de transição onde emerge outra paisagem muito particular com os mouchões e os sapais, um verdadeiro santuário da biodiversidade de avifauna da Reserva Natural do Estuário do Tejo e para montante segue-se a rica região do Ribatejo com extensas campinas de solos férteis graças ao rio, com valiosos patrimónios materiais e imateriais e de outra reserva da biodiversidade no Paul do Boquilobo (Golegã), e entra-se a seguir na tranquila paisagem alentejana com a reconhecida peculiaridade muito própria dos seus os usos e costu-

mes, na margem esquerda, e na margem direita surgem os montes com os seus “terraços” que se estende até entrar na Beira Baixa que a partir de certo ponto começa a ter uma certa morfologia de terreno irregular e acidentado em altura no Alto Tejo Português com a sua serrania e entra-se na região das pinturas rupestres pré- históricas, que pelo facto de 80% delas terem ficado submersas pelas águas da albufeira do Fratel que em nada são inferiores às de Foz Coa, antes pelo contrário, que por estarem a descoberto tiveram muita fama, a fama, mas as do Tejo continuam a ser descobertas mais algumas pelos arqueólogos, espalhadas por uma área mais vasta

pelas serranias limítrofes. A partir daí entra-se no Tejo Internacional e passa-se a deparar com encostas escarpadas quartzíticas e com ricos fósseis geológicos a par de um santuário da biodiversidade selvagem, quer de mamíferos quer de aves de rapina, por toda uma vasta zona do Geopark Naturtejo da Unesco. É caso para perguntar bem alto, perante toda esta riqueza extraordinariamente diversificada que o Tejo possui, do que é que os investidores, os empreendedores, os operadores de turismo e o próprio Turismo de Portugal estão à espera para investir a sério neste rico filão que a natureza e o homem construíram desde a

foz até à fronteira? Para Que o Tejo Seja Sustentável... Quer ambientalmente quer economicamente, porque os portugueses precisam, é indispensável investir mais nele como é óbvio, antes que a “ Galinha dos ovos de ouro” deixe de ser poedeira, para além de ser preciso também investir numa fiscalização mais frequente e eficaz, porque há órgãos para isso e autoridades, mas também as leis e os tribunais devem estar mais atualizados e sensibilizados para a realidade atual que comprovadamente mostra que o crime está a compensar significativamente, em vários casos.

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Tagus Vivan

Carta de Lisboa

Compromisso e Participação no Processo Mais Tejo Mais Futuro

Nós, cidadãos portugueses, signatários da presente carta, comprometemo-nos a trabalhar em conjunto, e com as instituições da gestão territorial, para alcançarmos a sustentabilidade em geral, e a do rio Tejo em particular, aprendendo com a experiência passada e com uma visão de futuro. A evolução verificada nos últimos anos relativamente às políticas de

recursos hídricos é de certo modo semelhante à evolução observada em muitas outras políticas, assistindo-se a um evoluir dos mecanismos de decisão que tornam necessário um conjunto cada vez mais alargado de entidades, públicas e privadas, de âmbito central e regional, e ligadas quer à oferta quer à procura da água. Para além disso, os meios e as formas de informação

Mesa da abertura do Congresso do Tejo III – da dir.»esq. – Prof. Miguel Azevedo Coutinho, Prof. António Carmona Rodrigues, Carlos Salgado, Eng. João Matos Fernandes, Min. do Ambiente, Prof. Francisco Nunes Correia, Pres. Do Congresso, Eng. João Soromenho Rocha e Dr.ª Lídia Sequeira, Pres. APL. 40

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são cada vez mais vastos e mais rapidamente acedidos, motivando uma crescente dinâmica social na gestão dos recursos hídricos. Da evolução das formas de gestão de recursos hídricos experimentadas no passado, há que progredir na direcção de um modelo que represente a procura de uma visão social e ambientalmente equilibrada. Uma questão central continua a ser a vertente de integração de políticas, procurando-se uma articulação dos compromissos entre diferentes forças e a razoabilidade da consideração simultânea da eficiência económica e da eficácia social, numa perspectiva de salvaguarda do princípio da precaucionariedade com vista a um desenvolvimento sustentável.

Encorajamo-nos mutuamente a desenvolver iniciativas que contribuam para ajudar o planeamento e a gestão da água no rio Tejo, bem como a promoção da informação e da participação, reforçando assim a cooperação com todas as entidades envolvidas e em particular as diversas autoridades competentes, enquadrando este processo nas melhores práticas da política de gestão dos recursos hídricos. Tentaremos apoiar as acções de empreendedorismo que favoreçam a sustentabilidade ambiental e das comunidades, no sentido de atrair ou criar empregos e produtos viáveis de acordo com os princípios da sustentabilidade. Apoiaremos todos os esforços na cooperação


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entre todos os actores envolvidos, uma vez que desejamos assegurar a todos os cidadãos e grupos de interesse, o acesso à informação, bem como a oportunidade de participarem nos processos de decisão em matéria de planeamento e gestão da água. Apoiaremos também a promoção da educação e formação com vista à sustentabilidade e resiliência, não só para a população em geral, mas também para os representantes eleitos e os membros da administração. Nós, cidadãos, reconhecemos que um factor limitativo do nosso desenvolvimento social e económico é o capital natural, isto é, a água, a atmosfera, o solo e a biota. Devemos pois investir neste capital, em particular o da água, respeitando as seguintes prioridades: • investir na conservação dos recursos hídricos (águas superficiais, reservas de água subterrânea) e dos ecossistemas fluviais e ribeirinhos; • investir em projectos que reduzam a pressão sobre os recursos hídricos, segundo os princípios da abordagem designada por DPSIR (driving forces, pressures, state, impact,

responses), subjacente às modernas políticas de gestão da água; • melhorar o desempenho final dos serviços ambientais (por exemplo, abastecimento de água, agricultura, pesca, energia, navegabilidade); • garantir o bom funcionamento dos organismos, nacionais, regionais e locais, responsáveis pela boa gestão dos recursos hídricos e ambientais, designadamente ao nível do planeamento, da monitorização, do licenciamento e da fiscalização; Procuraremos apoiar o estabelecimento de novos sistemas orçamentais ambientais que disponibilizem meios para a gestão dos recursos hídricos, em moldes análogos aos que se aplicam a outros tipos de recursos. Convidamos todas as autoridades da administração central e local a participarem neste processo, adoptando e subscrevendo a presente carta. Convidamos também organizações da sociedade civil a participar neste processo, adoptando e subscrevendo a presente carta. Propomos identificar sistematicamente os problemas relacionados com

Prof. António Carmona Rodrigues proclamando a Carta de Lisboa “Mais Tejo, Mais Futuro, na sessão de encerramento do Congresso do Tejo III.

Castelo de Almourol, memória do Tejo medieval. o Tejo, bem como as suas causas. Propomos examinar e avaliar as estratégias alternativas do desenvolvimento para o Tejo. Propomos que seja organizado em cada ano o “prémio do Tejo sustentável”. Propomos apoiar os diversos decisores e dar contributos para a sustentabilidade do Tejo. Propomos divulgar todas as iniciativas que se venham a realizar no âmbito deste Processo. Comprometemo-nos, em conjunto com as entidades competentes, a ajudar a verificar se as condições institucionais são apropriadas e eficientes para garantir o estabelecimento e implementação de um planeamento e gestão sustentáveis para o rio Tejo, a longo prazo. Pode-

rão ser necessários esforços para melhorar a capacidade de organização das nossas instituições, nomeadamente no que diz respeito às disposições políticas, aos processos administrativos, aos métodos de trabalho colectivos e interdisciplinares, aos recursos humanos disponíveis e à cooperação entre as diferentes autoridades, incluindo as mais diversas associações e redes que contribuam para mobilizar todos aqueles que aspiram a MAIS TEJO, MAIS FUTURO! Lisboa, 17 de Fevereiro de 2018 A Comissão Organizadora do Congresso do Tejo III Francisco Nunes Correia, Carlos Salgado, António Carmona Rodrigues, Manuel Lacerda, João Soromenho Rocha e Miguel Azevedo Coutinho

O Tejo com caudal ecológico insuficiente 2018 Dezembro 384

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Notícias do Mar

Voo do Guarda-rios

O Encontro do Tejo com o Turismo

A Tagus Vivan e o Guarda-Rios (GR) são uns indefetíveis defensores do incremento do Turismo no Tejo e já vêm desde há muito a pugnar pela prática desta atividade lúdica e cultural que deve incluir as modalidades de Turismo da Natureza, Turismo Cultural e Turismo Náutico.

O

Turismo no Tejo é um tema sobre o qual a Tagus Vivan e o Guarda-Rios têm falado neste jornal ao ponto de terem criado em parceria com a colaboração de outros parceiros, o NTN- Clube Náutico-Turístico do Tejo e a TagusNatur – um conceito 42

inovador de turismo da natureza a navegar para fruição da paisagem cultural e das valências naturais e culturais que o Tejo possui porque ele não é só água. O Turismo Náutico no Tejo O GR faz questão de a partir deste número passar

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a dar preferência à abordagem e à defesa desta causa do Turismo Náutico no Tejo, pugnando também para que ele passe a ser um rio navegável o que é indissociável, e portanto tenciona por um lado falar sobre esta modalidade de turismo que está a ter para além de um gran-

de sucesso e um resultado económico e financeiro muito significativo noutros rios da Europa, e por outro lado falar também no contributo válido que quer o NTN-Clube Náutico-Turístico do Tejo quer no projeto TagusNatur quer ainda no novo Projeto Tejo de Jorge Froes & Cia,


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e constatou que a navegação fluvial nos 8.501 km da rede de vias navegáveis francesa movimentou em 2002 uma cifra de negócios de 600 milhões de euros e que apesar de possuir a maior rede de vias nave-

gáveis da Europa a França não a utiliza apenas para o transporte de mercadorias, porque nem toda a rede está adaptada à escala e às normas europeias e porque faltam também alguns canais de ligação para de-

terminadas partes da rede. As suas vias fluviais com capacidade de transporte com mais de 1.000 toneladas têm uma extensão de 1.800 km, outras são constituídas por trechos isolados que se ligam entre si e que são usa-

que podem dar um contributo muito válido à implementação e incremento para que o Turismo de qualidade e de excelência faça o encontro definitivo com o Tejo. Como o GR sabe que nos rios de França o Turismo Náutico está em grande expansão, encheu-se de folego e voou até lá para conhecer melhor o que lá se passa sobre esta atividade, no intuito de nos pôr ao corrente 2018 Dezembro 384

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dos preferencialmente para o turismo náutico. A expansão do projeto do Sena para o norte da Europa visa ligar a bacia parisiense à rede fluvial do norte e do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), através de um canal com grande extensão. Em França a maior parte da rede fluvial de 6.800 km, está concessionada pelo estado às Vias Navegáveis da França (VNF), mais uma parte de aproximadamente 1.000 km, que foi concessionada às províncias, e os 700 km que restam estão sob a gestão direta do estado. Entretanto alguns trechos são geridos por concessões aos sindicatos ou aos portos marítimos. No ano de 2000, um total de 2.200 barcaças, outras embar44

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cações e comboios de empurra, transportaram 59 milhões de toneladas de carga e quanto ao turismo náutico a rede fluvial francesa foi utilizada por 300  bateauxmouches,  1.000  barcos  de turistas e 50.000 barcos de lazer, num total 8,5 milhões de pessoas fizeram cruzeiros fluviais apesar da França não contar com  muitas unidades de embarcações de luxo. O GR encerra esta primeira parte do relatório da sua viagem a França destacando o seguinte: Após o ano de 2016 que foi marcado pela queda desta atividade devido à ameaça terrorista, o Turismo Náutico em 2017 conseguiu quase atingir o nível do recorde de 2015 com 11,2 milhões de passageiros transportados em 2017 (+ 13% em relação a 2016), o turismo fluvial voltou a crescer.  Embora o número total de dormidas (1,8 milhão) tenha diminuído

5,55% em relação ao mesmo período do ano anterior devido principalmente ao encurtamento das estadias   “o setor quase

atingiu o nível de 2015, ano recorde “ Os clientes estrangeiros - representando 70% da clientela total - estão de volta, incluin-

do os americanos, depois de terem evitado os rios e canais franceses em 2016, após os ataques terroristas de 2015.

O Governo espanhol pretende começar a encerrar as centrais nucleares do país à medida que estas cumpram 40 anos de atividade, prevendo que um dos reatores da de Almaraz seja desligado em setembro de 2023 e o outro em julho de 2024. 2018 Dezembro 384

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Notícias do Mar

Voo do Guarda-Rios

O Clube Náutico-Turístico do Tejo (NTN) Devido ao facto da Náutica de Recreio estar em franca decadência no nosso país devido a vários fatores dentre os quais a “crise” foi fundado em 2014 o Clube Náutico-Turístico do Tejo

Q

uando dizemos que a “crise”é responsabilizada, sejamos sinceros porque não foi só ela a responsável, foram também as associações regionais e outros clubes náuticos por evidente carência de dirigentes à altura, e sobretudo o regulamento da náutica de recreio bafiento e manipulado por inte-

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resses nebulosos antes de, graças à indignação dos verdadeiros desportistas náuticos praticantes com consciência, terem conseguido “mover céu e terra” para estar em vias de ser aprovado um novo regulamento de verdade e mais realista. Como íamos dizendo, perante aquele cenário anterior de obscuridade ter causado graves danos, alguns deles provavelmente irreparáveis, isso levou alguns fundadores da Tagus Vivan a tomarem a iniciativa de fundarem o Clube Náutico-Turístico do Tejo (NTN) que foi formalizado por escritura pública

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Notícias do Mar

no SNPC o, em 20 de Fevereiro de 2014, com o seguinte objeto: A formação em, e a dinamização da náutica de recreio e do turismo náutico e da natureza do Tejo. O NTN é um clube inovador no seu conceito porque a sua praxis é diferente da de um clube náutico convencional porque os seus fundadores, pela experiência e nowhow, quer como praticantes de várias modalidades náuticas quer como dirigentes de associações e clubes náuticos, aliado aos contactos a que tem acesso com parceiros relevantes dos meios náutico e da construção na-

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Notícias do Mar

val inclusivamente, tem por desígnio despertar o interesse dos municípios ribeirinhos e das comunidades da borda d´água para voltarem ao seu rio, incentivando-os a criarem condições para a animação da náutica de recreio e do turismo da natureza no corredor fluvial do Tejo e criarem localmente condições de acesso à água e os devidos equipamentos para o convívio com o rio e a sua fruição, complementado por iniciativas de animação e oferta

turística local nas suas frentes de água, o que contribuirá para o crescimento da economia do concelho e da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas e também para criar emprego. Na prossecução desse objeto, uma das principais ações do NTN que é polivalente, quer prestar a sua colaboração efetiva à náutica de recreio, aos clubes e aos municípios, porque domina um conjunto de conhecimentos, tanto administrativos

como técnicos e operacionais, nomeadamente em estruturas e equipamentos quer terrestres quer aquáticos, de que um clube náutico ou uma frente de água com animação turística devem ser dotados para poderem desenvolver um trabalho profícuo e eficaz, quer na formação e prática das atividades, quer ainda dos projetos e da sua implementação, gestão, manutenção e desenvolvimento e também na construção de fluvinas

(marinas fluviais) e dos espaços e equipamentos mais adequados que devem ser instalados nas frentes de água, inclusivamente clusters náuticos, para além de ter experiência na organização pontual ou calendarizada de regatas, festivais náuticos e cruzeiros temáticos, e na sua promoção, marketing e divulgação mediática, quer por iniciativa própria ou em parceria com outros clubes náuticos e associações cívicas.

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Notícias do Mar

O Tejo a Pé

Ericeira

reserva mundial de tudo Muito, mas muito mais que reserva mundial de surf a Ericeira e a sua costa de sonho é uma reserva mundial de tudo. Que poucos o saibam para não estragar. Os estrangeiros sabem-no, os portugueses, para o bem e mal, como em quase tudo, andam distraídos.

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APERCIM, o João e a Susana que tão bem representam todos os colegas presentes. Obrigado do Tejo a pé a vocês. 50

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partir de Lisboa, mesmo ali, na A8 depois de Loures a paisagem começa a respirar Oeste, mas é na A21 que a coisa é a sério. Só mesmo um país riquíssimo, em divida e impostos a quem trabalha, se pode dar ao luxo de ter acessos destes a pequenas e “despovoadas” praias, mesmo que estas sejam das melhores do mundo. Se tivermos dúvida, quando chegamos a Ribeira d’ Ilhas a coisa confirma-se. O magnífico apoio de praia e demais infraestruturas levam-nos, desde logo, ao céu. Com os anos, e já lá vão dez ou mais, o Tejo a pé aprimorou-se e está um Reserva do melhor, uma daquelas colheitas que só


Notícias do Mar

Texto e Fotografia Carlos Cupeto (Universidade de Évora – Escola de Ciências e Tecnologia)

O Tejo a pé é para todos os que vêm por bem. Às vezes o Hugo ajuda com uma corda.

Na Ericeira não é só a costa e o mar que são soberbos. acontecem de quando em vez. Fomos poucos, para além de tudo o que o lugar e os amigos nos proporcionam, tivemos um enorme presente: a presença de alguns jovens da APERCIM - Associação Para a Educa-

ção e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Mafra, no âmbito da iniciativa “sai para a rua”. Foi um privilégio andar e partilhar o dia com estes jovens. Muita gratidão à Luísa, Ana Cristina e Hugo que na APERCIM, que todos

Em quase metade do percurso de 12 km o silêncio dominou; todos os sentidos foram poucos para abarcar tanta beleza.

os dias dão o seu trabalho e amor a quem mais necessita. Simplesmente maravilhoso, obrigado amigos e que se possam juntar a nós muitas vezes. E sobre a caminhada? Bom, escrever sobre a caminhada fica difícil nesta paisagem. Vimos, cheirámos e tocámos como mais ninguém o pôde fazer, só quem anda a pé e lá esteve. O sublime

deste lugar não nos deixa escrever mais. Paz e prosperidade são os nossos votos para todos, voltamos no dia 27 de janeiro em Monsanto, Lisboa. PS: “O Tejo a Pé” é um grupo informal de amigos que se junta para andar. Para ser convidado basta enviar um mail: cupeto@uevora.pt

Quando somos guiados por quem sabe aprende-se mais. Ficámos a conhecer a sinalética do grau de dificuldade das várias tipologias de ondas. Não é só ter boas ondas, a CM de Mafra e os clubes locais sabem trabalhar, fazem o que devem. 2018 Dezembro 384

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Electrónica

Notícias Nautiradar

NAUTIRADAR lança Campanha com o lema “…aproveite este Natal para poupar até 50% no presente perfeito!”

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Nautiradar acaba de criar uma campanha com uma seleção de produtos para este período com preços muito atrativos. 52

Conheça o catálogo que contempla vários produtos nos setores da Eletrónica, Eletricidade, Entretenimento, Segurança, Conforto e Óptica.

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Neste Natal a Nautiradar dá-lhe a oportunidade de adquirir o presente perfeito! Campanha válida até 31 de Dezembro de 2018 e li-

mitada ao stock existente. Para mais informações, por favor visite o site: www.nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.


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Pesca Desportiva

Aventuras de Pesca

Texto Vitor Ganchinho

GO Fishing

Factos e curiosidades de saídas de pesca Mini tornado junto a Setúbal, num dia pouco dado a pescas Por sugestão do director deste jornal, o meu grande amigo Antero dos Santos, faço-vos hoje o primeiro relato de situações ocorridas a bordo dos barcos GO Fishing.

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Barco GO Fishing, com capacidade para 8 pescadores 54

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que se pretende é apenas a descrição de factos pouco habituais, ou acontecimentos correntes, mas pouco “marinheiros”. Por total falta de interesse em ferir as susceptibilidades de alguém, serão por vezes omissos os nomes dos participantes e eventuais fotos de algumas situações. Noutros casos, não há sequer necessidade de qualquer reserva, pois são os próprios intervenientes que publicitam nas suas redes sociais as “peripécias” vividas, pelo que avançamos com tudo,


Pesca Desportiva

aos pés juntos, …e sem medos. Vamos passar a publicar uma situação destas por mês. Apertem os cintos! 1- Brasil enjoado Dois ilustres turistas brasileiros resolveram sair connosco para a pesca. Um daqueles dias de vento com rajadas, nuvens baixas carregadas de água e mar encapelado, com espuma. Pergunta sacramental: “ Isto não está famoso, rapazes. Vocês querem mesmo ir?” _ Sim, vamos, isto para nós não é nada!...dizia o Evandro Rego. O seu colega, o Marcão, do alto dos seus 1,98 mts, jurava a pés juntos que era impossível enjoar, que um corpo com aquela musculatura não podia fraquejar, que aguentava tudo. Dois clientes que alugam um barco de 8 pessoas só para si, merecem todo o nosso esforço. Pois seja, lá fomos direito às pedras dos pargos. Na viagem, os brasileiros comentavam o facto de nós, portugueses, termos descoberto meio mundo, à vela, e eu ter colocado reticencias a fazer uma saída de mar, a uma hora do porto de Sesimbra, com um barco com dois motores de 200 HP. Pois sim. É certo e sabido que ninguém enjoa durante a viagem. O vento na cara durante a deslocação, a estabilidade do barco, etc, fazem milagres. Porque ambos recusaram os comprimidos para o enjoo oferecidos, senti-me respaldado relativamente ao que viesse a acontecer. Chegados às pedras, ferro ao fundo e canas preparadas para a acção. O barco GO Fishing III balançava ao sabor das ondas altas, e a estabilidade a bordo era relativa. O vento nesse dia tinha previsão para aumentar, pelo que não se esperavam muitas melhoras, pelo con-

trário. Resolvi acelerar os procedimentos, de forma a garantir pelo menos os resultados mínimos. Nós fazemos regularmente almoços com parte do peixe pescado e o objectivo desse dia também era esse. Passei uma cana ao Evandro e coloquei isca na cana do Marcão. Olhou para mim com uns olhos meio mortiços, como que a adivinhar o que se iria seguir. Ensinei-o a levantar a alça do carreto e deixar ir

o chumbo para baixo. Ficou a olhar para a montagem, que descia vertiginosamente para o fundo. Trocava os olhos como se fosse e não fosse estrábico. Agora era, agora não era. Os olhos rodavam para dentro, rodavam para fora. O chumbo chegou ao fundo, a 60 metros. Pensei que ele iria baixar a alça, e preparar-se para ferrar. Em vez disso, mudou a cor da pele para branco, abriu a mão e largou a cana

para dentro de água. Eu já não consegui fazer nada, fui apanhado completamente desprevenido, e fiquei parado, de boca aberta, sem crer no que estava a ver. Colocou as duas mãos na amurada e lançou carga ao mar. Eram quase três dias de carga ao mar. Pedaços de laranja, pão, queijo, tudo misturadinho e bem compactado. Foi tudo. _Tem outra vara de pesca, cara?!....

A pesca do pargo em alto mar 2018 Dezembro 384

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Pesca Desportiva

Pescar pargos grandes, com peso e manha, com cavalas vivas

Os barcos GO Fishing, por razões de segurança de clientes e tripulação, são equipados com dois motores 56

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Eu ter …até tinha, mas dado o estado do penitente, sugeri-lhe ficar na popa, a apanhar ar na cara, retirando o casaco grosso. Que não, que não queria ter frio, e que bom mesmo era ir-se deitar. Não era a melhor opção, mas cliente é cliente e manda, pelo que aceitei. O Evandro estava bem, sacou uns quantos pargos, e estava particularmente animado com o local de pesca. A sonda marcava peixe de bom tamanho no fundo, os pargos naquele local podem ser muito interessantes, acima dos 5 quilos. Deitado numa cama à proa, o Marcão lamentavase de um “golpe de azar”, de algo que não devia ter acontecido: _ Sabe cara, eu já fiz um cruzeiro num paquete de uma semana, em Belo


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Pesca Desportiva

Visão panorâmica de um barco GO Fishing Horizonte, e nunca enjoei. Isto só pode ter sido do suco da laranja misturada com o café… Respondi-lhe dizendo que era muito normal aquilo

acontecer. E que a má disposição iria voltar, passados alguns minutos, não mais de quinze. O que lhe fui dizer… _ Ó jóia, você sabe quanto é que eu levanto de pe-

sos lá na Academia? Não há ninguém em S. Paulo com a minha força! A verdade é que quando se debruçava da amura, o barco adornava um pouco,

É bom nem falar em comida a quem está enjoado. Mas para os outros….a mesa está sempre posta 58

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à conta dos seus 130 kgs. Tentei explicar-lhe que não era uma questão de força, que estas coisas têm a ver com habituação aos balan-


Pesca Desportiva

ços, que tem a ver com os nossos sensores de equilíbrio, de erros de informação ao cérebro sobre a posição do corpo, e que é uma reacção orgânica muito corrente e normal. Continuou deitado. Daí a pouco, o Marcão irrompia fora do porão do barco como os touros aparecem nas ruas de Pamplona, nas festas de S. Firmin: completamente desembolado e em corrida acelerada. Meteu um pé dento de um balde que eu tinha colocado com água do mar, para lavarmos as mãos. Mais uma sessão de vomitar o que tinha e o que não tinha. _ Vocês querem ir embora? Perguntei eu, a antecipar a fase seguinte, enquanto o ajudava a desencravar o balde do pé. _ Vitor, o Marcão aguenta, ele é forte….dizia o Evandro, interessado em fazer mais uns peixes. Olhei pelo canto do olho para o brasileiro almareado. Estava deitado no poço do barco, a babar-se e a vomitar amarelo por cima do peito. A argamassa desliza-

va devagar para as calças. De olhos fechados, respirava pausadamente num sofrimento atroz. Saiam uns sons guturais da sua boca, e de quando em quando, mais um pouco de massa amarela escorria-lhe pelo pescoço abaixo. Voltei a perguntar: Não querem mesmo ir embora? _ Não Vitor, ele está bem. Olha aí, dá para o Marcão uma cerveja, que ele anima. Passei-lhe uma lata de cerveja que deu pelo menos para o brasileiro bochechar e lavar a boca do sabor amargo da bílis. Daí a poucos minutos, outra vez um ataque de vómitos, outra vez o Marcão aflito. Já só saia uma pasta amarelada e pouco mais. A má disposição tinha-o completamente prostrado, sem forças para sequer levantar a cabeça. Os olhos fechados a respiração ofegante, eram para mim sinais mais que evidentes que teria de tomar uma decisão. Resolvi levantar âncora,

Duas camas, para quem quer ir para o pesqueiro a dormir, ou pelo menos a descansar 2018 Dezembro 384

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Pesca Desportiva

meter rumo a Sesimbra e tentar dar algum conforto ao nosso cliente de S. Paulo. Retornar a terra nestas situações é um carinho que se faz à pessoa que está mal, mas é uma facada no peito para quem está bem e a tirar peixe grande. Mas tem de ser, e o comandante do barco tem de gerir a situação pelos mais fracos, e

não pelos mais fortes. O elo mais fraco tem de ser protegido. Normalmente o que fazemos nestas situações é devolver o pagamento aos restantes clientes, mas voltamos a terra. _ Marcão, por sua causa não fiz uma pescaria monstruosa hoje! Como é possível?! Dizia o Evandro, desconsolado.

O colega brasileiro nem tinha forças para lhe responder. Daí a meia hora, já mesmo a poucas centenas de metros de chegar ao porto de Sesimbra, novamente o Evandro, lixado com o amigo, voltou à carga: _ Como é possível que você não tenha tomado as pilulas do enjoo?!! A esta hora tínhamos uma

caixa de pargos!! Resposta do matulão, depois de olhar para a curta distância que faltava percorrer para entrarmos na Marina: _ Olha aí cara, eu nem sei porque é que o piloto voltou para terra!....Por acaso eu estava mal?!! Eu estou aqui firme, gente!!

Cana vergada, sinal de pargo na linha… 60

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Notícias do Mar

Notícias do Ministério do Mar

Torre Windfloat ao largo de Viana do Castelo

Impacto na Actividade Piscatória da Instalação do Parque Eólico Flutuante “WindFloat Atlantic” Sobre o impacto na actividade piscatória da instalação do parque eólico flutuante “WindFloat Atlantic” importa esclarecer que a Ministra do Mar Ana Paula Vitorino tem reunido com representantes dos pescadores e com a autarquia de Viana do Castelo.

O

Porto de pesca de Viana do Castelo 62

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projeto Windfloat Atlantic é um projeto pioneiro a nível mundial, que visa a exploração do recurso eólico em águas profundas. Este projeto de energia renovável oceânica assume especial importância para o país e para a região de Viana do Castelo, abrindo um novo campo de exploração dos recursos energéticos sustentáveis no mar e de produção de energia renovável, criando um novo setor industrial e muitos novos postos de trabalho. Inegável é também a importância do setor das pescas para Portugal e, mais concretamente, para a re-


Notícias do Mar

Bóia a assinalar uma rede de emalhar de fundo gião de Viana do Castelo. De resto, a preocupação pela atividade piscatória e pelos seus profissionais foi sempre tida como prioritária em todos os processos e particularmente no do Windfloat Atlantic, razão pela qual foram inclusive feitas alterações no desenho inicial do projeto, de forma a impactar o menos possível nas atividades de pesca já instaladas na zona. Em todo este processo, o Ministério do Mar fez um esforço significativo de conciliação entre as atividades de pesca já existentes e o novo projeto Windfloat Atlantic, estando hoje seguro que o resultado final se traduz numa harmonização entre as atividades. Importa ainda salientar que

o projeto Windfloat Atlantic foi alvo de várias iniciativas de esclarecimento em Viana do Castelo, quer junto da Câmara Municipal quer junto da população local, em particular da comunidade piscatória de Viana do Castelo. No entanto, o esforço de conciliação continua e continuará enquanto alguma das partes entender necessário. Entendendo que esta proximidade e conciliação de interesses, deverá continuar a ser preservada, a Ministra do Mar Ana Paula Vitorino teve também no passado dia 23 de Novembro, uma nova reunião com o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria da Costa, e com representantes da comunidade piscatória de Viana do Castelo.

Chegada da pesca em Santa Clara 2018 Dezembro 384

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Notícias do Mar

Economia do Mar

Terminal XXI investe em novos equipamentos

Quatro novas gruas de parque e um novo pórtico de cais para entrar em operação no início de 2019

A

PSA Sines, concessionária do Terminal XXI, continua a investir na melhoria das condições operacionais do terminal de contentores do Porto de Sines com a aquisição de novos equipamentos

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de movimentação de cargas. Quatro novas gruas de parque “RTG E-one” combinam as tecnologias diesel e elétrica, proporcionando uma otimização do consumo de combustível e bai-

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xas emissões de dióxido de carbono. Estes novos equipamentos, que têm capacidade para movimentar contentores até 41 toneladas, iniciam agora uma fase de testes com vista a estarem totalmente operacionais no

início de 2019. Também no começo do próximo ano estará já em operação o novo pórtico de cais que atualmente está a ser assemblado dentro da instalação portuária. Este que será o décimo pórtico pertence à última geração de gruas Super Post-Panamax que oferecem um alcance de 72,5 metros, permitindo movimentar até 24 fiadas de contentores a bordo dos navios. Estes novos equipamentos de movimentação de contentores irão reforçar as condições operacionais do Terminal XXI, demonstrando a aposta da PSA Sines em oferecer um serviço de excelência aos clientes do Porto de Sines, posicionando-se de forma ainda mais competitiva no mercado de movimentação dos maiores navios do mundo.


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Náutica

Notícias Touron

Novo Quicksilver Activ 675 Bowrider em Contacto com a Água

O novo Quicksilver Activ 675 Bowrider distingue-se pelo layout único que disponibiliza muito espaço no deck, típico dum bowrider, em combinação com uma cabina que pode ser equipada com casa de banho, lavatório e geleira.

P

ermite uma lotação de 7 pessoas que poderão desfrutar ao máximo da embarcação, aproveitando os benefícios duma cabina. A experiência de navegação é levada a nível de topo, graças à nova geração de motores Mercury que oferecem desempenho sólido e consumo de combustível reduzido. Os nautas que procuram uma sensação desportiva, mas com controlo total, podem ter acelerar com os 225 cv de potência máxima. A força extra será, certamente, apreciado pelos amantes do esqui aquático e do wakeboard. Estes últimos podem aproveitar o ainda mais com a nova torre

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Náutica

de wakeboard, uma opção que foi adicionada à procura acentuada dos nossos clientes. Novas opções como o Zipwake Dynamic Control e o Active Trim garantem uma navegação sem esforço com estabilidade e desempenho inigualáveis, reduzindo ainda mais o consumo de combustível. Esta nova embarcação desportiva completa a gama bowrider com um novo modelo intermédio entre o Activ 605 Bowrider e o Activ 755 Bowrider. O Activ 675 Bowrider apresenta uma grande variedade de características, tais como: Deck versátil e personalizável e pode ser facilmente transformado numa área de convívio e refeições ou em solário O encosto pode estar virado para a frente, para trás ou ser colocado horizontalmente para prolongar ainda mais o solário e facilitar o acesso à água. A mesa de

deck é usada como suporte para transformar a área num solário extra-grande A área do cockpit é profunda com bordo elevado, o que proporciona segurança para crianças e adultos quando

se sentam ou se movimentam à volta da embarcação, facilitando a deslocação da proa para a popa. Painel de instrumentos amplo e ergonômico com espaço de instrumentação

e montagem para uma plotter GPS/Chart de 9” e muito espaço para instrumentação adicional. Um layout exclusivo da plataforma que garante fácil à cabina e à área do arco.

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Náutica

225 hp, conseguida com a nova geração de motores Mercury e novos equipamentos, como a torre de wakeboard, esta embarcação afirma-se como um conjunto ideal para nautas desportistas e fãs de desportos aquáticos. O Activ 675 Bowrider chega numa altura perfeita, já que a procura por bowriders está a aumentar”.

Porta de acesso à proa, equipada com um sistema de drenagem para manter a cabine seca. Zona da proa conversível em grande solário Grande espaço para arrumação Uma cabine com WC marítimo (opcional), geleira e lavatório. Assentos duplos reforçados montados numa base de poliéster para uma melhor experiência de pilotagem Múltiplas configurações de motor fora de borda Mercury de 115 até 225 hp. O Quicksilver Activ 675 Bowrider está disponível com o Edição SMART, que

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inclui assento a estibordo, duche de deck, mastro de esqui, geleira, mesa de deck em teka real, duche de deck, solário de popa e luzes LED de cortesia. O Edição SMART inclui ainda o Pack Eletrónica (GPS 9” Simrad NSS evo3, Aparelhagem Estereo Fusion e interface digital Mercury VesselView). Esta edição vem com prazos de entrega mais curtos, além de uma redução de custo médio de 10% em comparação à escolha das opções individualmente. Esta edição tem prazos de entrega mais curtos, além duma redução de 10% no custo médio em comparação com a escolha

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das opções individualmente. O Activ 675 Bowrider foi apresentado na Feira de Cannes, França, de seguida também na Feira Náutica de Génova, Itália Mais tarde, será apresentado nas feiras de Paris e Düsseldorf. Para mais detalhes, consulte o calendário de eventos e feiras em www.quicksilverboats.com. O Director de Vendas para a Europa da Quicksilver, Benoit Verley, comentou: “O design exclusivo do novo Activ 675 Bowrider está na combinação das vantagens dum day-boat com o conforto duma cabine. Com muita potência, até

Equipamento standard Casco e Deck Molinete eléctrico Escada de banho Luzes de Navegação Poço da âncora Deck auto-esvaziante Vigias laterais Plataformas de banho Posto de Comando Velocímetro e tacómetro SmartCraftt Cockpit Assento do piloto com base giratória ajustável Assento do co-piloto Assento de popa com encosto reclinável Espaço de arrumação debaixo dos assentos de deck Almofadas de deck Mesa de deck Cabina 2 camas Espaço de arrumação debaixo das camas Almofadas de cabina Luzes de cabina Vigias com abertura Vigia de teto


Náutica

Lavatório Equipamento Sistema de bateria única Monitor CO Extintor portátil Direcção Hidráulica Bomba de esgoto eléctrica e manual Limpa para-brisas de estibordo Pré-instalação fora de borda Coberturas Cobertura de fundeio

WC marítimo Geleira Kit de amarração Molinete eléctrico de proa Flaps eléctricos Bimini-top Bimini-top com fecho

Solário de deck Mesa de deck em teka real Duche de deck Assento de estibordo retráctil Geleira Plotter 9” NSS evo3 com HDI Transducer

Edição SMART Pack Electrónica Mastro de esqui Luzes LED de cortesia

Pack Electrónica Interface digital VesselView Link Radio estéreo Fusion com 2

altifalantes Simrad GPS/Chart Especificações Gerais Comprimento total- 6,48 m Boca máxima- 2,46 m Peso a seco- NDA Depósito de combustível- 230 l Categoria CE- C Lotação máxima- 7 Potência Máxima- 225 hp

Equipamento Opcional Torre de Wakeboard com bimini-top Mastro de esqui Piso em teka laminada Cor do casco (cinzento escuro) Solário de proa Active Trim Aparelhagem DAB Stereo com antena Solário de popa Mesa de deck em teka real Duche de deck Assento de estibordo retráctil 2018 Dezembro 384

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Náutica

Notícias Touron

Novo Quicksilver Activ 675 Cruiser Elegante, Desportivo e Espaçoso

O Novo Quicksilver Activ 675 Cruiser destaca-se pelo seu design elegante e linhas indeléveis que lhe dão um visual clássico e desportivo.

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visual da embarcação anda de mãos dadas com o seu desempenho: até 225 cv fornecidos pela nova linha de motores Mercury, este barco oferece verdadeiro prazer de pilotar com excelente manuseio, mesmo para os nautas mais exigentes. Até 7 pessoas podem desfrutar duma extraordinária sensação de navegação, com total despreocupação assegurada por um design que coloca a segurança em primeiro lugar. Este novo modelo substitui o actual Activ 645 Cruiser, com um melhor aproveitamento do espaço, fazendo com que a embarcação pareça ainda mais espaçoso:

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Náutica

o acesso à proa é facilitado pelos grandes degraus de bombordo liberando espaço extra no centro da embarcação que conduz à porta de acesso à cabina. Sabendo o quão importante é o espaço de arrumação num barco deste tamanho, analisou-se todo o espaço disponível e instalaram-se áreas de arrumação dedicadas para os resguardos, para o Biminitop, que desaparece completamente debaixo do deck, e outras áreas de arrumação debaixo dos assentos e da cabina.

facilitando a deslocação da proa para a popa. Painel amplo e ergonômico com espaço de instrumentação e montagem para uma plotter GPS/Chart de 9” e muito espaço para instrumentação adicional. Um layout exclusivo da plataforma que garante acesso conveniente à cabina e à proa. Os degraus de proa, localizados a bombordo, liberam espaço no centro da embarcação, possi-

bilitando a instalação duma grande porta de cabina. O assento da cabina em forma de U pode ser facilmente transformado num confortável beliche duplo que acomoda 2 adultos para passar a noite a bordo: com 2m x 1,77m, oferece ainda mais espaço de arrumação nas laterais. A portinhola de abertura e a tampa do deck também fornecem luz e ventilação para a cabina. WC marítimo opcional.

O assento do co-piloto duplo e o assento flip a estibordo tornam a socialização e o convívio ainda mais agradáveis. Múltiplas configurações de motor fora de borda Mercury de 115 até 225 hp. O novo Quicksilver Activ 675 Cruiser está disponível com ao Edição SMART, que inclui assento estofado, duche no cockpit, mastro de esqui, geleiraa, mesa de teka real, solário e luzes

O Activ 675 Cruiser apresenta uma grande variedade de recursos, tais como: Uma área de cockpit versátil que é personalizável e pode ser facilmente transformada numa área de convívio e refeições ou num espaçoso lounge para banhos de sol. O encosto pode estar virado para a frente, para trás ou ser colocado horizontalmente para prolongar ainda mais o solário e facilitar o acesso à água. A área do cockpit é profunda com bordo elevado, o que proporciona segurança para crianças e adultos quando se sentam ou se movimentam à volta da embarcação, 2018 Dezembro 384

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Náutica

LED de cortesia. A Edição SMART inclui também o Pack Eletrónica que oferece GPS 9 ”Simrad NSS evo3, o Stereo Fusion e interface digital Mercury VesselView. Esta edição vem com prazos de entrega mais curtos, além de uma redução de 10% no custo médio em comparação com a escolha das opções individualmente. O Activ 675 Cruiser foi apresentado na Feira Náu-

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tica de Génova e no Grand Pavois em La Rochelle, França. De seguida, será apresentado nas feiras de Paris e Düsseldorf. Para mais detalhes, consulte o calendário de eventos e feiras em www.quicksilverboats.com. O director de marketing europeu da Quicksilver, Fedra Generini, afirmou: “O Activ 675 Cruiser será o futuro clássico, pois combina um

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design elegante e desportivo. Acrescente ainda o design futurista dos novos motores Mercury, o que lhe dará um manuseio superior em combinação com grande eficiência de combustível, sendo um conjunto irresistível. No interior, a boa aparência continua: 2 espreguiçadeiras bem proporcionadas, uma mesa teka com espaço para 5 pessoas, uma ca-

bine espaçosa e soluções de arrumação inteligentes em toda a embarcação. Estou ansioso para apresentar o Activ 675 Cruiser no próximo Outono e aprender sobre a experiência do consumidor. ” Equipamento standard Casco e Deck Molinete eléctrico Escada de banho


Náutica

Luzes de Navegação Poço da âncora Deck auto-esvaziante Vigias laterais Plataformas de banho Posto de Comando Velocímetro e tacómetro SmartCraftt Cockpit Assento do piloto com base giratória ajustável Assento do co-piloto Assento de popa com encosto reclinável Espaço de arrumação debaixo dos assentos de deck Almofadas de deck Mesa de deck Cabina 2 camas Espaço de arrumação debaixo das camas Almofadas de cabina Luzes de cabina Vigias com abertura Vigia de teto Equipamento Sistema de bateria única Monitor CO Extintor portátil Direcção Hidráulica Bomba de esgoto eléctrica e manual Limpa para-brisas Pré-instalação fora de borda Coberturas Cobertura de fundeio

Edição SMART Pack Electrónica Mastro de esqui Luzes LED de cortesia Solário de deck Mesa de deck em teka real Duche de deck Assento de estibordo retráctil Geleira

Pack Electrónica Interface digital VesselView Link Radio estéreo Fusio com 2 altifalantes Simrad GPS/Chart Plotter 9” NSS evo3 com HDI Transducer

Especificações Gerais Comprimento total- 6,48 m Boca máxima- 2,46 m Peso a seco- 1.264 kg Depósito de combustível- 230 l Categoria CE- C Lotação máxima- 7 Potência Máxima- 225 hp

Equipamento Opcional Mastro de esqui Piso em teka laminada Cor do casco (cinzento escuro) Solário de proa Active Trim Aparelhagem DAB Stereo com antena Solário de popa Mesa de deck em teka real Duche de deck Assento de estibordo retráctil WC marítimo Geleira Kit de amarração Molinete eléctrico de proa Flaps eléctricos Bimini-top Bimini-top com fecho 2018 Dezembro 384

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Pesca Submarina

III Troféu Open António Bessone Basto de Pesca Submarina – Marisco na Praça

Tripla Vencedora

Tripla do Estoril Praia Vencedora O Grupo Desportivo Estoril Praia realizou o III Troféu Open António Bessone Basto de Triplas de Pesca Submarina – Marisco na Praça, no dia 8 de Dezembro de 2018, em Cascais, e a tripla vencedora foi a, do clube da casa, composta pelos atletas Rui Antunes, Pedro Ferreira e Luís Gonçalo Sá.

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epois dos consecutivos adiamentos, por não estarem reunidas as condições de mar para a prática em segurança desta modalidade desportiva, foi finalmente possível realizar a terceira edição do Troféu António Bessone Basto, cujo intuito é homenagear aquele que foi um atleta e, continua a ser, um praticante ímpar e de referência desta modalidade, com vista à promoção e desen-

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volvimento exemplar desta prática desportiva em apneia. Esta foi a última prova de 2018 a contar para a Taça de Portugal FPAS, participaram 18 atletas distribuídos por seis triplas apoiadas por embarcações e a prova teve a duração de 5 horas. O Sábado iniciou-se com a concentração e colocação das embarcações na água, a partir das 8 horas, no Cais dos Inventos

da Marina de Cascais, seguiu-se a Reunião técnica, o embarque e a concentração no mar, a meio da zona de prova, entre a Marina de Cascais e o Cabo Raso. A prova correu normalmente, embora com condições de mar difíceis e muita força de fundo, principalmente, no limite norte da zona de prova. No final do dia, as triplas de atletas participantes apresentaram bons enfiões, com muita variedade de espécies,


Pesca Submarina

Tripla Terceira classificada na Pesagem

Triplas Vencedoras 2018 Dezembro 384

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Pesca Submarina

Tripla Terceira Classificada

Tripla Quarta Classificada 78

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desde sargos, tainhas, abróteas, bodiões, safios e moreias. Com o atleta Paulo Silva a apresentar um enxaréu (Pseudocaranx dentex), uma espécie pouco habitual na nossa costa continental e mais comum, por exemplo, nas ilhas dos Açores e o maior exemplar desta prova foi uma tainha (Liza sp), com 1,850 kg, capturada pelo atleta Leonel Lopes. O pódio deste Troféu Open ficou ordenado em terceiro lugar a Tripla Miguel Ferreira/ Pedro Simões / Moisés Romão, com a pontuação percentual de 53,26%, em segundo lugar a Tripla Paulo Alves/ Paulo Silva/ Tiago Mota, com a pontuação percentual de 72,73% e em primeiro lugar a Tripla Rui Antunes, Pedro Ferreira e Luís Gonçalo Sá, com a pontuação percentual de 100%. A Pesagem, a entrega


Pesca Submarina

Tripla Quinta Classificada

de troféus e o sorteio de prémios, realizaram-se no Restaurante Marisco na Praça, na Marina de Cascais e no final também teve lugar a habitual oferta de capturas a uma instituição de solidariedade social, o Grupo Socio-caritativo das Paróquias de São Lourenço e São Simão. O Estoril Praia - Pesca Submarina agradece a todos quantos tornaram possível esta prova, nomeadamente, à  Outprostore - Loja Desporto Aventura,  Beuchat,  Marina de Cascais  e  Marisco na Praça Marina. Desde que criou a modalidade em 2014, o Estoril Praia já se sagrou campeão nacional por clubes, vencendo também os títulos individuais, por duplas e triplas, destacando-se também pela aposta na participação de atletas femininas na Pesca Submarina.

Tripla Sexta classificada 2018 Dezembro 384

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Surf

Notícias do Surf Clube de Viana

Assinatura do Protocolo de cooperação na Câmara Municipal de Viana do Castelo

Surf Clube de Viana Assina Protocolo de Cooperação com Viña Surfing Club

Criar valor para o surf, para os “clubes irmãos” e para as suas cidades berço é o objetivo geral do protocolo firmado entre o Surf Clube de Viana (SCV) e o Viña Surfing Club (VSC), originário da cidade chilena Viña del Mar, no passado dia 19, em Viana do Castelo.

A

proveitando a realização do Encontro Anual da Rede Internacional da World Surf Cities Network (WSCN), em San Sebastián, Espanha, e que ficou marcado pelo alargamento da rede à cidade Viña del Mar, o presidente da direção do VSC, Jorge Oliva

Ceballos, esteve em Viana do Castelo também para conhecer o modelo de gestão e a atividade do Centro de Alto Rendimento de Surf local (CAR Surf). Isto porque o clube chileno pretende criar um projeto de Centro de Alto Rendimento de Surf, o primeiro da América Latina.

Presidente da direção do VSC, Jorge Oliva Ceballos com João Zamith, presidente da direção do SCV, no CAR Surf de Viana 80

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Esta “geminação” entre os, agora, “clubes irmãos” aconteceu na Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo sido também ratificada pelo presidente do município vianense, José Maria Costa, e pela “alcadesa” de Viña del Mar, Virginia Reginato Bozzo. Para Jorge Oliva Ceballo, “com este protocolo podemos gerar sinergias e somar esforços, em prol do desenvolvimento do desporto de ondas, comigo a liderar um projeto de alto rendimento na América Latina e com o João Zamith aqui na Europa”. “O SCV, com quase 30 anos de vida e também como entidade gestora do CAR Surf, está a ganhar valor e a transferi-lo não

só à sua cidade mas também ao país ao qual pertence e mesmo à Europa. Ter gente capaz, com energia e com conhecimentos significa poder realizar sonhos”, refere. João Zamith, presidente da direção do SCV, considera que, “esta parceria representa também uma materialização da partilha do know-how acumulado pelo clube como entidade gestora do CAR Surf, desde 2013. O grande desafio de um Centro de Alto Rendimento é conseguir gerilo de forma sustentável, por isso, para nós, é motivo de orgulho servirmos de modelo ao projeto de alto rendimento de surf na América Latina”. Boas Ondas! Melhor Surf!


Surf

Última etapa do Circuito Nacional de Bodyboard

Teresa Padrela vence em Carcavelos Mariana Rosa e Teresa Padrela O Boogie Chicks que terminou em Carcavelos no passado dia 27 de Outubro, definiu o “Ranking Nacionl” Feminino de Bodyboard com Joana Schenker pela quinta vez campeã, seguida por Mariana Rosa, vice campeã nacional.

O

Evento teve ainda batismos de surf, aulas de yoga e um recorde de 100 bodyboarders femininas na água Mariana Rosa e Teresa Padrela foram as grandes vencedoras do Boogie Chicks 2018, derradeira etapa do Circuito Nacional Feminino de Bodyboard da Federação Portuguesa de Surf que terminou há pouco na praia de Carcavelos. Teresa porque venceu a etapa, Mariana porque, ao terminar em segundo lugar desta prova, assegurou o título de vice campeã, apenas atrás da agora pentacampeã nacional Joana Schenker, já matematicamente consagrada na etapa anterior, em Peniche, o mês passado, e que acabou por não se deslocar até à Linha para este

evento. Na final, a nazarena Teresa Almeida foi a terceira classificada e o quarto lugar coube a Madalena Valério. Foi um campeonato especial, apenas dedicado ao bodyboard feminino, incluído num evento mais vasto em que a animação foi bem além da competição, com batismos de bodyboard, aulas de bodyboard e yoga, além de um recorde de atletas na água: 100 mulheres munidas das suas pranchas. Quanto às duas atletas do dia, Teresa Padrela manifestou óbvio contentamento por revalidar o título desta prova, organizada sob a batuta da sua treinadora, a mítica sete vezes campeã nacional, Catarina Sousa: “É muito especial ganhar aqui em casa, num evento com o nome da escola em

que me formei. O ano passado ganhei este evento e um dos meus objetivos da época era repetir esse triunfo. Isto também me dá ânimo para o próximo ano em que estou a apostar fazer o circuito mundial na íntegra.” Já Mariana Rosa, de apenas 15 anos, não escondeu

o regozijo por um segundo lugar no Nacional que, mais que tudo, mostra um salto evolutivo extraordinário: “Estou muito feliz. O ano passado lutava para estar numa final e hoje estou como vice campeã, isso é muito gratificante e dá-me muita força para continuar a trabalhar.”

Pódio - Madalena Valério, Teresa Almeida, Mariana Rosa e Teresa Padrela 2018 Dezembro 384

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Notícias do Mar

Últimas Porto & Matosinhos Wave Series 2018

Concha Balsemão

Afonso Antunes e Concha Balsemão com passaporte directo para a final do Rip Curl GromSearch

A

s ondas do Porto e Matosinhos receberam, no fim-de-semana, de 1 e 2 de Dezembro, a terceira etapa nacional do Rip Curl GromSearch 2018. Em prova estiveram mais de 80 surfistas, de seis diferentes categorias, na praia Internacional do Porto, com boa disposição e ganas de vencer. Nos sub-12 masculino e 12 feminino, Matias Canhoto e Constância Simões repetiram as vitórias da etapa da Costa da Caparica e de Peniche. Na

categoria dos sub14, foi Francisco Ordonhas quem levou a melhor e, no feminino, Constância Simões, que voltou a subir ao pódio nesta terceira e última etapa. Competição ao rubro na categoria dos sub16, com Joaquim Chaves a terminar em primeiro lugar esta etapa, juntamente com a atleta Concha Balsemão que voltou a levar um troféu para casa. Com as três etapas concluídas, é Afonso Antunes e Concha Balsemão que vão agora representar Portugal na grande final mundial

Afonso Antunes

que será disputada num spot ainda a anunciar para “manter a excitação e o suspense até ao fim”. Em 2017, a prova teve lugar em Hossegor, França, e coroou Guilherme Ribeiro como campeão europeu GromSearch de sub16. A edição deste ano do Rip Curl GromSearch já viajou por 15 spots europeus e reuniu mais de 5 mil atletas nas diferentes provas. Em Portugal, a competição arrancou na Costa da Caparica, passando por Peniche, terminando agora nas ondas do Norte, inserida no cartaz do “Porto & Matosinhos Wave Series 2018”. Segundo a Rip Curl, metade dos campeões do GromSearch vingaram, mais tarde, no WSL World Tour. Uma das muitas razões que alicia os jovens surfistas para esta prova, onde têm a possibilidade de mostrarem o seu talento e partilharem experiências com os colegas. O Rip Curl GromSearch é or-

ganizado pela Onda Pura, em colaboração a Rip Curl e com as Câmaras Municipais do Porto e de Matosinhos, tendo ainda o apoio institucional da Federação Portuguesa de Surf, da Associação Onda do Norte e do Turismo do Porto e Norte de Portugal. Conta também com os apoios do Crédito Agrícola, Citroën, SMITH, Seventy One Percent, FCS, Gorilla e colaboração mediática da Fuel TV, Surf Total e Beachcam. O Rip Curl GromSearch é organizado pela Onda Pura, em colaboração a Rip Curl e com as Câmaras Municipais do Porto e de Matosinhos, tendo ainda o apoio institucional da Federação Portuguesa de Surf, da Associação Onda do Norte e do Turismo do Porto e Norte de Portugal. Conta também com os apoios do Crédito Agrícola, Citroën, SMITH, Seventy One Percent, FCS, Gorilla e colaboração mediática da Fuel TV, Surf Total e Beachcam.

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar n.º 384  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 384, Dezembro de 2018.

Notícias do Mar n.º 384  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 384, Dezembro de 2018.

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