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Notícias do Mar

Nauticampo 2018

Sector Económico Aposta com Convicção

Depois de vários anos com uma pequena participação na Nauticampo, as actividades económicas da náutica de recreio apostaram com grande convicção no salão de 2018, que vai decorrer entre os dias 4 e 8 de Abril, e vão participar este ano todas as principais empresas do sector.

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erão cerca de 100, as empresas expositoras presentes, cobrindo todas as 2

áreas de negócio de produtos e serviços da náutica de recreio. A Nauticampo teve no ano

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passado 63.500 visitantes, esperando-se para este ano muitos mais. E aguardam-se mais in-

teressados em barcos, porque para além da melhoria da situação económica do país saíu a notícia que existe uma nova lei, do Sistema Nacional de Embarcações e Marítimos (SNEM, já foi promulgada pelo Presidente da República e para entrar em vigor aguarda apenas a publicação no Diário da República e está em consulta em diversos ministérios um novo Regulamento da Náutica de Recreio, enviado pelo Miniistério do Mar. Com a Lei do SNEM acabam-se com as famigeradas vistorias em seco e na água, efectuadas pelas Capitanias às embarcações novas e termina também a prepotência de muitos Capitâes do Porto na classificação dos barcos, para se efectuar o seu Registo. O novo Regulamento da Náutica de Recreio segue a Directiva Comunitária 2013/53/UE, passando a existir uma correspondência entre as categorias de concepção das embarcações de recreio e as respectivas áreas de navegação. Deixa de haver limitações de potência nas cartas de navegador de recreio. Prevê-se ainda que a aquisição dos pirotécnicos obrigatórios passe a ser feita directamente no estabelecimento de venda e que o pagamento do Imposto Único de Circulação e da taxa de farolagem e balizagem seja realizado simultaneamente. Deixando de haver a pe-


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Texto Antero dos Santos

BOAT CENTER apresenta CHRIS CRAFT Launch 28 GT sada burocacia das Capitanias, obrigando a elevados custos para o Registo das embarcações, vai aparecer mais interessados em se iniciar na náutica de recreio. Vamos dar em resumo algumas das novidades que serão expostas na Nauticampo e que as empresas nos enviaram. Novidades na Nauticampo BOAT CENTER Como habitual, no stand da Boat Center vão estar barcos das suas marcas representadas. CHAPARRAL Novo modelo da linha SUNCOAST, o 191, https://www.boatcenter.pt/pt/ novos-suncoast-191 e assim a linha dos outboards SUNCOAST fica com o 191, 210, 230 e 250

Na linha SSX: o 247 e o 267 https://www.boatcenter.pt/pt/ novos-247-ssx https://www.boatcenter.pt/pt/ novos-267-ssx Ficando assim com o 227, 247, 257, 267, 287, 307   e 337 A linha  SURF  cresceu para os modelos: 21 H2O Surf , 227 SURF SSX, 257 SURF SSX, 246 SURF Ssi, 244 SURF SUNESTA e 264 SURF SUNESTA  CHRIS CRAFT Launch 28 GT (imagens em anexo) Toda a elegância de um Chris Craft num design diferente. Novo tablier, novos acessos, novos detalhes... http://www.ybw.com/newsfrom-yachting-boatingworld/chris-craft-launch-28gt-miami-boat-show-65628 GREENLINE Yachts

Na GROW o LOMAC 540 IN com HONDA BF80

BOAT CENTERr com CHAPARRAL SUNCOAST 91 3G+ (2 versões open e cabin, c/ motorização Fora de bordo a gasolina, diesel ou 100% eletrico) Greenline Class - 44 Fly https://www.greenlinehybrid. si/yacht/greenline-44-coming-soon/ Greenline Ocean Class - 57 OC e 96 OC https://www.greenlinehybrid. si/yacht/greenline-57-oceanclass/ https://www.greenlinehybrid. si/yacht/greenline-96-oceanclass/ AUSTIN PARKER 48 Sundeck http://www.austinparker. it/range/48-sundecknew#content JOKER Boat Clubman 24 https://jokerboat.it/en/project/clubman-24/ GROW A GROW Produtos de Força

Portugal é o importador exclusivo dos motores fora de borda HONDA MARINE e TOHATSU e das embarcações semi-rígidas do estaleiro italiano LOMAC. HONDA Estarão quatro novos motores, BF80, BF100, BF40 e BF50 que incorporam as mais recentes tecnologias exclusivas e avançadas desenvolvidas pela Honda, com as quais oferecem óptimos níveis de performance com os mais baixos consumos Os motores BF80/100 com 1.496 cm3 de cilindrada, tem 4 cilindros em linha, 16 válvulas. Tecnologias introduzidas são: BLAST, binário aumentado a baixa rotação para rápida planagem das embarcações, ECOmo para obter baixos consumos em velocidades de cruzeiro, PGM-Fi injecção programa-

GROW com TOHATSU MFS15 2018 Março 375

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GROW com CHEETHA MARINE 9 da de combustível e NMEA 2000 para os dispositivos electrónicos. No BF100 tem Trolling Control para baixa velocidade e pesca ao corrico. Os BF40/50 têm um bloco com 808 cm3 de cilindrada, com três cilindros em linha, com 6 válvulas. As tecnologias introduzidas são BLAST,para as embarcações planarem mais rapidamente, ECOmo, para baixos consumos em velocidades de cruzeiro, PGM-FI, a injecção programada de combustível e.NMEA 2000 para os dispositivos electrónicos. TOHATSU Dois novos motores TOHATSU, o MFS15 e MFS20 os mais leves motores a 4 tempos de injecção de combustível com funcionamento sem bateria. Os motores Têm 2 cilindros com 333 cm3 de cilindrada e o peso de 48 Kg e com nova gera-

ção de injecção electrónica de combustível EFI BENETEAU - BARRACUDA 8 com 2 motores Honda BF150 AK2 XU/ XCU - ANTARES 5.5 LOMAC - LOMAC 540 IN - LOMAC 500 OK - LOMAC 460 Open GL BMW - BWA Sport 18GT CHEETHA MARINE - CHEETHA MARINE 9 , Estaleiro inglês de Catamarãs para utilização profissional, com produção em Portugal. SAN REMO - SANREMO 8.60 Bluesky - SANREMO 7.50 Fisher WHALY Gama complete da marca WHALY GRUPO SAN REMO O Grupo SanRemo estará

SAN REMO 8.60 Bluesky 4

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presente na Nauticampo com as embarcações SanRemo e Whaly. SAN REMO A SanRemo irá apresentar o modelo 860 Blue Sky com Flybridge e o modelo 750 Fisher. O San Remo 860 Blue Sky, com 8,60 m de comprimento, é uma proposta do estaleiro aos clientes que querem uma embarcação com a máxima utilidade e o maior conforto. Tem cabina de pilotagem com salão e cozinha e um camarote com quarto de banho com acomodação para quatro pessoas dormirem. San Remo 750 Fisher, com 7,49 m de comprimento, é um barco polivalente, vocacionado para a pesca lúdica e preparado para os passeios de fins-de-semana ou férias, devido ao equipamento e à confortável acomodação das cabinas. WHALY Também irá ser apresentada a gama completa das embarcaçõesWhaly. Whaly 210, 270, 310, 370, 435, 500 e 500 R Profissional) fabricadas na Holanda através do processo de Rotomoldagem, fazendo com que estas sejam mais resistentes, estáveis e seguras. Com este Stand pretende-se dar um oferta diver-

sificada tanto em funcionalidades, como de soluções adaptadas às necessidades e gostos pessoais de cada cliente. GRUPO SIROCO   O Grupo Siroco estará presente no stand 1A04, com as empresas : Sea Way, Siroco Yacht Brokers e Siroco Equipamentos Náuticos.  SEA WAY A SeaWay apresenta o  Jeanneau Sun Odyssey 349. Um dos barcos com maior sucesso da Jeanneau, com mais de 500 unidades vendidas, o Sun Odyssey 349 é um pequeno grande barco com muito espaço interior e um surpreendente cockpit. Com 9.97 metros de comprimento no registo, o barco tem soluções apenas encontradas em barcos maiores . O cockpit é bastante amplo com duas rodas de leme, plataforma de popa com uma manobra facilitada. O aproveitamento interior é excelente, sendo possível a escolha de 2 ou 3 cabines. A SeaWay faz um convite especial aos visitantes para conhecerem este Jeanneau no stand 1A04 do Grupo Siroco. SIROCO YACHT BROKERS Siroco Yacht Brokers, especialista em barcos usados ,

SAN REMO apresenta WHALY 500 R Profissional


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SEA WAY apresenta o JEANNEAU Sun Odyssey 349 estará presente com uma vasta seleção de barcos a vela e a motor, onde os clientes poderão obter mais informações sobre os mesmos e escolher o seu barco de sonho estará mais próximo de si!. SIROCO EQUIPAMENTOS A Siroco Equipamentos, líder no seu seguimento, apresenta varias novidades da PLASTIMO, NUOVA RADE, LOFRANS, TESSILMARE, SIKA e as novas representadas HEMPEL, LIQUI MOLLY : Hempel, Liqui Molly MOTEO SUZUKI No stand Moteo, importador exclusivo para Portugal dos motores Suzuki Marine, encontram-se os novos modelos DF350, DF325 e DF100B. O novo DF350A é o topo de gama, que já venceu o Prémio de Inovação, o prestigiado prémio atribuído pela Associação Norte-americana de Fabricantes (NMMA). O DF350 possui uma capacidade de 4,4lt, sendo o V6 com maior capacidade e com a mais elevada taxa de compressão Sistema de dupla hélice coaxial (excelente aceleração) Sistema de admissão de ar directo e duplo injec2018 Março 375

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MOTEO com SUZUKI DF350A tor por cilindro (combustão eficiente e possibilidade de utilizar uma elevada taxa de compressão) Sistema ‘Dual Louver’ (separação do ar e da água na admissão) Baixo consumo de combustível DF325 é um motor V6 de 55 ° DOHC 24 valvulas e 4,390L de cilindrada e a relação de engrenagem de 2.29: 1.Tem um poder impressionante e impulso, com excelente eficiência de combustível e confiabilidade. É um motor compacto e leve onde se aplicaram sofisticadas tecnologias, usando a turboalimentação ou a sobrealimentação, como o sistema directo de admissão e o sistema Dual Louver, para fornecer elevadas performances e grande economia no consumo. DF100B é um motor com um bloco de quatro cilindros em linha e 1.502cm3 de cilindrada. Aproveita ao máximo a construção compacta e ligeira do DF90A e comporta

um peso de apenas 157kg que se posiciona como o mais leve da sua categoria, respondendo ao interesse dosclientes que procuram motores compactos e ligeiros mas com um nível de prestações elevados Outra tecnologia é a Instalação do sistema de detecção de água que protege o motor da presença de água no sistema de alimentação, graças à utilização de um filtro de combustível com essa característica. O motor está disponível em duas cores: preto ou branco. A Moteo vai promover na Nauticampo uma Campanha de Retoma Suzuki Marine

tos de ecrã maior. - Cross Touch: comando tátil e pelo teclado. - Ecrãs grandes (10, 12 e 15”) e de alta definição. - Multifunções com Sonda CHIRP, Sonar MEGA, Sonar 360, Radar Chirp, e Digital com MARPA, GPS/Carta eletrónica, AIS, dados do motor/NMEA2000. - Sensor de GPS incorporado e opção, externo - Rede Ethernet para interligações. Bluetooth.

- AUTOCHART LIVE: automapeamento instantâneo dos fundos. FURUNO - Nova série de combinados, GPS/Chartplotter/sonda, com opção RADAR Wireless. Trata-se de dois multifunções, um com 7” e outro com 9” (resolução de 800xc480 pixels. O comando é tátil diretamente no ecrã, podendo ter uma opção de comando remoto sem fios, com teclado. Têm Incorporado a ante-

NAUTEL HUMMINBIRD – Série SOLIX, com MEGAIMAGING, combinação perfeita e com o máximo de funcionalidades do mercado, agora também com uma unidade com 10,1” de display permitindo às embarcações mais pequenas aceder às mais-valias dos equipamen-

NAUTEL com HUMMINBIRD SOLIX Series 6

MOTEO apresenta SUZUKI DF100B

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NAUTEL com EM-TRAK Soluções especializadas de AIS


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NAUTEL apresenta STERLING baterias de Lítio NAUTEL com FURUNO série de combinados GPS- Chartplotter-sonda na de GPS, sonda (CHIRP e RezBoost), e o Chartplotter. Faz controlo direto no ecrã do novo Piloto Automático Furuno NavPilot 300 e do Navpilot 711C. .Fazem a função ACCU-FISH (cálculo do tamanho dos peixes isolados até mais ou menos 70m de profundidade) e Bottom Discrimination (discriminação dos tipos de fundo Rocha, areia, gravilha, lama). A cartografia usada é a C-MAP 4D. NASA – Com novos produtos e melhorias na série de instrumentos de veleiro, CLIPPER, através de incorporação de novas funcionalidades. O instrumento CLIPPER WIND desta série passa a ter não só saída NMEA0183, como também entrada e o mesmo ocorrerá para o CLIPPER DUET e

DEPTH. Como os instrumentos estão ligados em rede e tem entrada NMEA0183 de forma económica e rápida pode-se substituir outros antigos de outras marcas, sem por em causa a continuidade do sistema geral de instrumentação instalado a bordo. EM-TRAK - Soluções especializadas de AIS a juntar à gama existente, foram lançados vários transcetores de AIS. Destacam-se o A200 e o B400. O que têm de especial é terem ecrã a côres para cartografia, ou seja, são GPS/Chartplotter/ AIS integrado, e têm WiFi para as informações serem partilhadas por multifunções de outras marcas que tenham também WiFi. Este equipamento interessa para quem tenha que ter AIS, e não tenha GPS (caso da na-

NAUTISER CENTRO NÁUTICO com FJORD 42 8

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vegação fluvial). SPECTRA - Nova marca na NAUTEL para inversores e reguladores de carga de painéis solares. É apresentada uma gama de inversores de onda quasi-sinusoidal e onda pura. Para 3 níveis de potência em cada série. A variante de onda pura e 2200W, ideal para alimentar a 12VDC as máquinas de café, micro-ondas, pequenos frigoríficos etc. Reguladores de carga para 10, 20 e 30 A, que dão tanto para 12 como 24VDC, e têm display de monitorização STERLING - Uma solução equilibrada para as baterias de lítio nas embarcações. Para as instalar em veículos, ou barcos não era simples e exigia conhecimento especializado. e o menor cuidado no seu uso poderia resultar em danos caros. Agora são mais fáceis com as novas baterias da STERLING. A incorporação dum módulo especial

(BMS da AMPS) cria um sistema de segurança que desligará a bateria em caso de uso indevido As vantagens estendem-se à duração das baterias onde estudos comprovam que a vida das baterias de Lítio podem ser 20 vezes superiores às de AGM. NAUTISER / CENTRO NÁUTICO Alem das já habituais JEANNEAU  e  COBALT, as novidades a expor na Nauticampo são as novas representadas  FJORD  e  GLASTRON. FJORD  irá estar presente com o modelo  42. É um Sport Cruiser de linhas modernas, com 12, 59 m de comprimento e dois motores Zdrive. Tem um hardtop a cobrir o posto de comando e o poço e solários à popa e à proa.Comporta uma cabina com uma dinette com cozinha, quarto de banho e acomodaçao para 4 pesso-

NAUTISER CENTRO NÁUTICO apresenta COBALT 23SC com Yamaha F300


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as dormirem. GLASTRON serão apresentados modelos BowRider, barcos para navegação familiar, passeios confortáveis, banhos de sol e perfeitos para os desportos aquáticos: GT 180 com motor fora de borda, com5,40 m de comprimento, GTS 185 de 5.50 m de comprimento com motor Mercuiser 4.5 200Hp e o GT 225 com 6,70 m de comprimento e motor Mercruiser 4.5 de 250 Hp. COBALT irá estar representada com o novíssimo 23SC, um bowrider com 7.06 m de comprimento e motor fora de borda, um barco que oferece o máximo conforto, simples para o embarque nas praias, adequado para a prática dos desportos aquáticos, os banhos de sol e fazer passeios náuticos. Também estarão os modelos Cobalt CS22, R7,R5 e R3. JEANNEAU irão estar os Cap Camarat 4.7, de consola cenmtral de condução com  4,65 m de comprimento., os modelos bowrider 5.5Br e 6.5Br, com 5,58 m e 6,59 m comprimento, respectivamente,o modelo walkaround 6.5 Wa com 6,59 m de comprimento, um barco com cabina para pernoitar. Estará também o Merry Fisher 795 com 7,43 m

de comprimento, um barco pesca/passeio, que é já uma referência do mercado, com um design e características marinheiras. Tem uma cabina para quatro pessoas dormirem, com um grande número de inovações para melhorar o conforto a bordo, quarto de banho e cozinha. NAUTIRADAR AQUAPAC - apresenta soluções de proteção estanque em três novidades – a bolsa estanque multiusos Small Whanganui, a bolsa à prova de água para rádios de VHF TrailProof VHF Pro Case e uma nova versão das robustas mochilas à prova de água Toccoa Daysack BLUEFIN LED - as mais recentes novidades em iluminação subaquática, duas novas gamas: Orca e Manta Ray. Série Orca: ideiais para instalação em painel de popa, com 13.000 Em duas versões de 24V – cor única (Azul, Branco e Verde) e “Color Change” Série Manta Ray, as luzes LED tem um desempenho fora de série e uma proteção extra, garantida por um parafuso de vedação, duas versões de cor única e outra Color change, com 13.000 lúmenes C-POD LITE, a solução

NAUTIRADAR com Aquapac 654 Small Whanganui

NAUTISER CENTRO NÁUTICO mostra JEANNEAU Merry Fisher 795 simples de proteção e rastreio do seu equipamento. O dispositivo de Localização e Seguimento por GPS C-POD Lite foi concebido para localizar e seguir equipamentos, veículos, barcos, motores fora de borda, em qualquer lugar, de forma simples, através de um smartphone, tablet ou PC. DOMETIC Cool-Ice CI – Arcas Térmicas Passivas Portáteis com renovação da gama de arcas térmica passivas, com a gama Cool-Ice CI, que apresenta uma grande variedade de acessórios como suportes, divisórias e almofadas como assento. FISCHER PANDA 4000s.NEO – Gerador Marítimo de Velocidade Constante e 3.4kW o gerador marítimo mais compacto da sua linha, equipado com o motor

a diesel FPE 320. FUSION SÉRIE 755 – Sistemas de Entretenimento Marítimo, a Série 755 composta pelos sistemas de entretenimento MS-AV755 e MS-UD755, suportam os mais difíceis ambientes marítimos e, incorporaram a real definição da filosofia de design True-Marine. GLOMEX - weBBoat 4G Lite Sistema Compacto de Antena de Internet Costeira 3G/4G/Wi-Fi, com um só cartão SIM, para navegar na internet – weBBoat 4G Lite. ICOM IC - M330E/GE – Novos Rádios Fixos de VHF Marítimo, um dos rádios fixos de VHF/DSC mais pequenos do mercado. A face frontal do IC-M330E/GE é tão compacta que se equipara às dimensões de um smartphone moderno. Pos-

NAUTIRADAR com ICOM IC M330GE 2018 Março 375

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NAUTIRADAR mostra MCMURDO EPIRB’s Smart Find G8 NAUTIRADAR com STEINER Commander 7x50 LRF sui todas as características do estilo ICOM, utilização fácil e desempenho. MASTERVOLT – Nova bateria de Iões de Lítio MLI-E 12/1200, criando uma ponte entre a gama de baterias compactas MLS e a baterias de elevada capacidade da gama MLI Ultra. Ideal para aplicações onde a longa duração, peso leve, carga rápida e dimensões reduzidas são aspetos importantes. MCMURDO - EPIRB’s SmartFind G8, nova gama de EPIRB’s SmartFind G8, apostando num conceito de inovação, potência e maior rapidez de deteção. Os modelos E8/G8 e G8 AIS serão compatíveis com a futura constelação de satélites MEOSAR que irá melhorar a velocidade e precisão do

sistema SARSAT.e possuem uma proteção contra falsa ativação da EPIRB. Nestes modelos está integrado um recetor avançado GNSS de 72 canais. OCEAN LED - Nova Luz Subaquática S3166s Multicolor de 3.500 lúmenes da Série Sport, a luz LED subaquática RGBW ideal para pequenas e médias embarcações. RAYMARINE - Novos Displays Axiom Pro, concebidos para os navegadores que querem tudo. Disponível com o RealVision 3D, sonda CHIRP de 1kW e o controlo Raymarine HybridTouch, o Axiom Pro é o novo standard para displays multifunções “tudo-em-um”. SCANSTRUT – Novidades ROKK Wireless – Carregador Wireless à Prova de

PORTINAUTA com CAPELLI Tempest 700 com Yamaha F175C 10

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Água, primeiro carregador sem fios e à prova de água, de 12-24V, do mundo. Com uma estanquicidade IPX6. STEINER - Commander 7x50 LRF- Novo binóculo com medidor de distâncias a Laser, juntamente com a ótica de elevada definição da Steiner, de 50 mm de diâmetro e amplificação de sete vezes. Combina um instrumento de navegação de topo com a mais inovadora tecnologia de medição de distâncias em tempo real, com laser e ótica da mais elevada qualidade. PORTINAUTA Empresa do Grupo Angel Pilot, a Portinauta vai ter no seU stand as seguintes embarcações: BENETEAU powered by HONDA

- Beneteau Barracuda 8 com 2 motores Honda BF150 AK2 XU/XCU - Beneteau Flyer 5.5 SPACEdeck com motor BF100 AK1 XRTU SUNCHASER powered by YAMAHA -Sunchaser 8524 com motor Yamaha F115BETL ZODIAC powered by SUZUKI - Zodiac N-ZO 680 com motor Suzuki 200APX - Zodiac Cadet RIB ALU 240 com motor DF2.5S - Zodiac Cadet RIB ALU 300 com motor Suzuki DF15AS Os dois Zodiac Cadet são modelos NOVOS, acabados de apresentar em Portugal e são muito interessantes porque pela primeira vez depois de muitos pedidos de clientes a Zodiac tem modelos

PORTINAUTA apresenta SUNCHASER 8524


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SOPROMAR apresnta Highfield classic 340 tender em alumínio. Vamos testá-los no dia 23. CAPELLI powered by YAMAHA Capelli Tempest 700 Yamaha Experience Edition com motor Yamaha F175CETX mais detalhes aquihttps://www. portinauta.com/barcos/Capelli/Tempest-700-Work/587 Capelli Tempest 425 EASY ORANGE EDITION – mais detalhes aqu: https://www.portinauta.com/ barcos/Capelli/Tempest-425 -Easy/588 Capelli Tempest 650 Versão personalizada – mais detalhes aqui:  https://www.portinauta.com/ barcos/Capelli/Tempest-650 -Trendy/502 Capelli Apnea 51 – mais detalhes aqui:  h t t p s : / / w w w. p o r t i n a u t a .

com/barcos/Capelli/Apnea51/590 OUTROS O Grupo Angel Pilot irá ainda apresentar a divisão de aluguer PRO RENT com a exposição do Beneteau Flyer 5.5 SPACEdeck powered by Honda que estará no stand da Honda e será uma das embarcações disponíveis para aluguer e para o Beneteau Boat Club. SOPROMAR Nesta edição da Nauticampo, a Sopromar, além dos serviços com que se referencia no mercado, fará a sua representação reforçada com a presença da Soproyachts e Centro Náutico de Algés, num único stand, onde irá destacar-se na secção da Sopromar marcas

SOPROMAR com TIDEMAN Boats 12

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SOPROMAR com motor OXE Diesel tais como: HIGHFIELD Boats as embarcações semi-rigidas Highfield, destacam-se pela característica especial de terem o casco em alumínio. Os tubos dos semi-rígidos Highfield são fabricados em tela PVC Valmex ou em Tela Hypalon ORCA. São importados pela Sopromar os seguintes modelos: - Série RollUp, com modelos dos 2,00 m aos 3,10 m de comprimento - Série Ultralite, com modelos dos 2,40 m aos 3,40 m de comprimento - Série Classsic com modelos dos 2,60 m aos 3,80 m de comprimento - Série Ocean Master com barcos dos 3,50 m aos 5,90 m de comprimento - Série Deluxe com mode-

los dos 3,50 m aos 6,40 m de comprimento. OXE Diesel o primeiro fora de bordo de alta eficiência de combustível a diesel do mundo e baixas emissões, com tecnologia enovadora. Motor de 4 cilindros em linha, com a cilindrada de 2.0 L, potência de 200 HP às 4.100 rpm e o peso de 340 Kg TIDEMAN Boats barcos de Trabalho Indestructíveis, construídos em polietileno de alta densidade (HDPE) e são de Corrosão Zero e portanto zero de manutenção e para trabalho em um ambiente difícil. A gama são onze modelos desde os 6,20 m aos 11,50 m de comprimento, para motorização fora de borda e interior.

CENTRO NÁUTICO DE ALGÉS assiste os veleiros da 52 SUPER SERIES


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TOURON com MERCURY V6 EFI F225 SOPROYACHTS Representar-se-á com as marcas da FONTAINE PAJOT, SESSA MARINE e WILLIAMS, num espaço onde o cliente/visitante poderá desfrutar das mais recentes novidades em embarcações de recreio, tanto vela como motor. CENTRO NÁUTICO DE ALGÉS Seguirá a vertente da SOPROMAR, marcando a sua presença com a representação do Estaleiro e seus serviços, assim como Master Dealer de V OLVO PENTA, YANMAR, CATERPILLAR e MAN. Ao juntar a força das empresas do grupo Sopromar num único espaço, onde os seus clientes encontrarão certamente tudo o que é preciso para a sua embarcação.

TOURON A Touron Portugal irá ter, como vem acontecendo nos últimos anos, 2 stands. O principal para motores e embarcações e um stand dedicado exclusivamente a acessórios náuticos. No  stand principal, entre muitos produtos, destacamos cinco novidades de embarcações, três QUICKSILVER, ACTIV 755 BOWRIDER, ACTIV 555 e CABIN ACTIV 555 BOWRIDER,   um BAYLINER  VR4 BOWRIDER, um HEYDAY   WT-1 SC  e ainda dois novos  pneumáticos QUICKSILVER Quanto a motores fora de borda MERCURY, estarão expostos a nova gama V6 EFI 175/200/225 cv e ainda o novo MERCURY F15 ML EFI QUICKSILVER - ACTIV 805 CRUISER  (com 2 X MER F150 XL EFI)

TOURON apresenta BAYLINER VR4

TOURON mostra QUICKSILVER Activ 555 Cabin - ACTIV 755 WEEKEND (com MER F250 XL Verado) - NOVO - ACTIV 755 BOWRIDER  (com MER F300 XL Verado) - NOVO  - ACTIV 555 CABIN  (com MER F115 ELPT EFI) - ACTIV 555 OPEN (com MER F100 ELPT EFI) - NOVO  - ACTIV 555 BOWRIDER  (com MER F80 ELPT EFI) BAYLINER  - NOVO  - VR4 BOWRIDER (com MER F115 ELPT EFI) - ELEMENT XR7 (com MER F150 XL EFI) HEYDAY    - NOVO  - HEYDAY  (com Mercury MerCruiser 6,2 MPI 320 cv) QUICKSILVER Pneumáticos - NOVO - 200 TENDY SF - NOVO - 250 AD MERCURY Motores

Fora de Borda  Cerca de 2 dezenas de motores em exposição, onde destacamos - NOVA  gama V6 EFI 175/200/225 CV - MERCURY F400R VERADO - NOVO  - MERCURY F15 ML EFI MERCURY MERCRUISER  Gama de motores remanufacturados - 3.0 ALPHA PLUS SERIES   YAMAHA A Yamaha estará em dois stands, Stand Yamaha e Stand Powered by Yamaha, serão 900m2 de produtos para satisfazer as expectativas e necessidades de cada Cliente. YAMAHA apresenta 5 novidades de motores fora de borda: F25G,F80D, F100F, e F150G DBW / F175C DBW

TOURON mostra HEYDAY WT-1 2018 Março 375

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Motor YAMAHA F150G DBW Da gama de motores fora de borda, os visitantes encontrarão a gama quase completa, mostrando as várias linhas de modelos e com diversas variantes, pois estarão mais 23 modelos expostos, com todas as cavalages dos 2.5 cv até ao 350 cv, mais motores elétricos A gama de motos de água, denominada Yamaha Waverunners, estará a novidade VX – novo modelo com motor TR-1 com sistemas RiDE. Estarão ainda as novas EX e EX Deluxe. E nos topos de gama teremos a lendária novidade – GP1800 e alguns modelos da restante gama para que os visitantes tenham uma visão de todos os tipos de motores e diferentes cascos. Tudo para que cada cliente encontre a sua solução perfeita. Estarão igualmente em exposição mais 29 embarcações das marcas parceiras Powered by Yamaha. YAM a marca da casa,

este ano apresentará 3 novidades muito interessantes ao público em geral, que serão semi-rígidos de pequena dimensão e casco em alumínio ( entre os 2,4m e os 3,10). Adicionalmente existirá a gama de pneumáticos, dos 2,20 até aos 3,80m em 3 versões possíveis. SIRIUS a conhecida marca Portuguesa estará no stand com alguns modelos da sua Gama, desenhada a pensar nas águas nacionais e construídos com a qualidade com que já habituaram os clientes. A marca é construída pelo Estaleiro Obe&Carmen e é comercializada nos Concessionários Yamaha Marine, de forma exclusiva. OBE FISHER é provavelmente a mais antiga marca de barcos de pesca Portuguesa, construída pelo Estaleiro Obe&Carmen e comercializada também pelos concessionários Yamaha

YAMAHA apresenta DIPOL P-680 Dolphin 14

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YAMAHA Waverunners VX-Deluxe Marine. Teremos a novidade da marca, o novo OBE FISHER 625. DIPOL o estaleiro Espanhol Dipol, de Huelva, comemora este ano 30 anos de fabrico e estará em força no nosso stand com o novo Dipol P-680, com 2 versões – Dolphin e Táxi - dentro de 3 versões possíveis, que estamos certos farão as delícias dos visitantes. CAPELLI a prestigiada marca italiana, representada em Portugal pelo Concessionário Yamaha Marine BG/ ANGEL PILOT/PORTINAUTA, terá algumas soluções bastante criativas, sempre com o glamour com que já nos habituou. Pela primeira vez em Portugal, estará um Tempest 700 Work MT em exposição, já com uma personalização para o Yamaha Experience. JEANNEAU a requintada marca francesa, em Portugal importada pelo Concessionário Yamaha

Marine NAUTISER Centro Náutico, terá um stand próprio, mas também estará no stand Powered by Yamaha. SUNCHASER a marca americada de jangadas ou pontoon boats perfeitas para águas interiores e para uma navegabilidade totalmente versátil, representada em Portugal pelo Concessionário Yamaha Marine BG/ANGEL PILOT/ PORTINAUTA. RANCRAFT a marca italiana representada em Portugal pelo Concessionário Yamaha Marine NAUTICOLOUR, em Faro, marcará a sua presença com uma possível novidade. CAP FERRET a marca italiana pertencente à B2Marine é representada em Portugal pelo Concessionário Yamaha Marine MOTOLUSA, em Carnaxide e terá as embarcações 662, 552 e 522 Open no stand Powered by Yamaha à sua disposição.

YAMAHA expôe CAPELLITempest 700 Work MT


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Notícias do Mar

Economia do Mar

Desenvolver a Economia da Amêijoa do Tejo

Centenas de pessoas na apanha da amêijoa japónica

Já foi aberto concurso público para a construção da Unidade de Depósito e Transformação de Bivalves no Barreiro, para receber a amêijoa que for apanhada no Tejo.

N

o seguimento do compromisso público da Ministra do Mar, Eng. Ana Paula Vitorino, foi publicada a abertura de concurso público para adjudicação da empreitada de construção da Unidade

de Depósito e Transformação de Bivalves do Tejo, no Barreiro. Depois de um período de desenvolvimento dos estudos técnicos obrigatórios para desenvolver um projeto sólido e assim maximizar o

impacto socioeconómico da unidade a instalar, o projeto avança agora para concurso público. Esta infraestrutura tem por base um protocolo entre o Instituto Português do Mar e Atmosfera, I.P., a Docapes-

A Ministra do Mar no local da construção da Unidade 16

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ca – Portos e Lotas, S.A., a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, a Administração do Porto de Lisboa, S.A., e a Câmara Municipal do Barreiro, que inclui ainda um Plano Sanitário do Estuário do Tejo, a desenvolver pelo IPMA, para assegurar as melhores condições de salubridade e valorização dos produtos. O objetivo é regular a atividade de apanha de bivalves no Estuário do Tejo, assegurando a sustentabilidade das comunidades ribeirinhas, a valorização económica dos bivalves, a garantia da qualidade dos bivalves e proteger a saúde pública. O projeto terá um valor global de um milhão e quatrocentos mil euros, sendo o valor da construção da infraestrutura agora a concurso orçamentado em 731.707,32 EUR, mais IVA, estimandose um prazo de execução da obra de 6 meses, após a finalização dos procedimentos contratuais.


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Náutica

Notícias Suzuki Marine

Porti Nauta nomeado novo concessório

Suzuki Marine

A Porti Nauta – B.G. Equipamento Náutico e a Moteo Portugal estabeleceram um acordo de concessão para os produtos Suzuki Marine que engloba a comercialização e assistência técnica para os motores fora de borda da conceituada marca japonesa.

E

ste acordo de concessão agora oficializado abrange a zona de Portimão e irá permitir aos inúmeros clientes desta reputada casa do barlavento algarvio aceder à completa gama de motores da Suzuki Marine, com uma oferta totalmente focada na tecnologia a quatro tempos e propondo modelos desde o portátil DF2,5 até ao recente DF350, internacionalmente galardoado com os mais prestigiados prémios do sector devido à sua evoluída tecnologia, de onde se destaca a revolucionária 18

propulsão através de duas hélices coaxiais contra rotantes. A partir da sua loja localizada no complexo dos Estaleiros Navais, no Parchal, a

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Porti Nauta estará a partir de agora disponível para prestar todo o tipo de serviço comercial ou de após-venda aos utilizadores profissionais ou de recreio que prefiram

os produtos Suzuki Marine, dispondo de uma equipa experiente e profundamente conhecedora do mercado náutico, e de instalações de primeira linha capazes de corresponderem a todas as exigências. A Moteo Portugal, enquanto importador e distribuidor exclusivo da Suzuki Marine para o nosso país, congratula-se com esta nova parceria e deseja que todos os atuais e futuros utilizadores de motores fora de borda Suzuki possam usufruir da qualidade dos serviços do novo concessionário da marca em Portimão.


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Electrónica

Notícias Nautel

Enorme Versatilidade nos Instrumentos NASA

Para além dos novos produtos, há melhorias na série de instrumentos de veleiro, CLIPPER, através de incorporação de novas funcionalidades.

A

ssim, o instrumento CLIPPER WIND desta série passa a ter não só saída NMEA0183, como também entrada. Em breve o mesmo ocorrerá para o CLIPPER DUET e DEPTH. Isto cria uma enorme

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versatilidade, e passa a permitir aos instrumentos estarem ligados em rede e entregarem os seus dados a sistemas de outros fabricantes que tenham entrada NMEA0183. Ou seja, de forma económica e rápida um destes instrumentos pode

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Electrónica

substituir outros antigos de outras marcas, sem por em causa a continuidade do sistema geral de instrumentação instalado a bordo. Ainda relacionado com esta situação, são introduzidas duas novas unidades de mastro (V2) uma com cabo e outra sem fios (wireless). O padrão de ambas é que a saída de sinal é em NMEA0183, numa cadência de 10Hz, que permite uma atualização mais rápida da informação afixada no display. OsnovosClipperWind(conjunto instrumento+sensor) já virão então com estas unidades, uma na versão com cabo e outra “wireless”. O produto ficará mais compacto, a embalagem será mais pequena e leve, embaratecendo nos portes de envio. Estes novos sensores não funcionam com os antigos WIND (não V2). Estas novas unidades de mastro serão também usadas na série CRUISER. A mesma unidade pode alimentar até 10 entradas NMEA0183 diferentes. Também está pronto um novo Receptor de Navtex: BT-3 Bluetooth Trata-se de um recetor de Navtex , de dupla frequência, mas que aproveita o ambiente natural nas tecnologias atuais Smartphone/Tablet, para nos mesmos afixar a informação e guardar as mensagens usando a ligação

Bluetooth. Para tal é só descarregar gratuitamente a App de controlo (ANDROID), telefone ou tablet com Bluetooth. O recetor é projetado para funcionar continuamente, e as mesnagens descarregadas por ação do operador. As mensagens armazenadas são baixadas sem fio quando exigido pelo usuário.

Podem ser armazenadas 400 mensagens e se a memória alocada para as mesmas encher, serão apagadas as mais antigas, para as mais recentes entrarem. O equipamento vem com a antena e cabo. A popular série de instrumentos para veleiros, CLIPPER, passa a incorporar um para indicação de Vento

Verdadeiro. A NASA chama-lhe o ‘Clipper Tactical Wind System’. Tem uma taxa de atualização dos dados em 10Hz o que permite mostrar alterações praticamente instantâneas da velocidade do vento e sua direção, essencial para regatas ou manobras complicadas.

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Náutica

Teste Semi-rígidos Lomac com Motores Honda

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Semi-rígidos Lomac à Medida do Cliente Nos passados dias 8 e 9 de Fevereiro, a convite da GROW, importador exclusivo para Portugal do estaleiro italiano Lomac, testámos em Tróia três semi-rígidos Lomac equipados com motores Honda que mostraram como este pioneiro fabricante italiano deste tipo de barcos, inovou a sua produção, para satisfazer as necessidades a 100% do cliente.

F

undada há mais de 50 anos, a Lomac, empresa familiar hoje dos mais prestigiados fabicantes de semi-rígidos, foi o primeiro estaleiro italiano de embarcações insufláveis e também o primeiro europeu a introduzir na Europa e a comercializar a ideia mais revolucionária na altura, os tubos colados a um fundo de fibra de vidro. A ideia dos semi-rígidos e as suas enormes vantagens eram tão evidentes, que passaram-lhes a chamar os 22

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O Lomac 660 Big Game com o Honda BF175 faz excelente velocidade de cruzeiro


Náutica

volvendo e inovando uma ampla gama de acessórios de modo a servirem com a enorme seleção de modelos da gama, as necessidades e o gosto do maior número de clientes. A Lomac diz que para servir o cliente com o melhor, cada modelo é projectado e construído para um uso muito específico e resulta dos amplos estudos feitos pelos arquitectos navais do estaleiro. Para isso ser possível e haver um Lomac à medida de cada um, a produção da Lomac actualmente inclui 58 modelos, agrupados em 7 linhas, desde os mais pequenos, os barcos insufláveis​​ flexíveis de 2,00 metros de comprimento até aos modelos de trabalho no mar com 11,00 metros de comprimento. Os tubos são feitos com o melhor tecido que se fabrica, em Hypalon/ Neoprene da Orca Pennel Industries. E para darem maior rigidez aos barcos, são colados por fora ao casco e por dentro totalmente às cobertas.

Posto de comando na consola de navegação

Lomac 660 Big Game 4X4 do mar e rapidamente foi introduzida a sua produção nos estaleiros europeus, principalmente em Itália. Uma nova temporada começou para o que agora é considerado o tipo mais seguro de embarcação. É conhecido o cuidado e competência dos designers italianos, em projectar qualquer tipo de embarcação, muito especialmente semi-rígidos, onde existe uma forte concorrência de dezenas de estaleiros em Itália. Por isso a filosofia da Lomac foi constantemente interpretar bem as tendências do mercado, estudando e construindo uma variedade de embarcações, ​​bem como desen-

O Lomac 660 Big Game com viveiro de isco vivo e lavatório 2018 Março 375

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Náutica

Motor Honda BF175 U

O motor Honda BF175 equipava o Lomac 660 Big Game Lomac 660 Big Game com Honda BF175 A linha Big Gme foi sem dúvida criada e desenvolvida por pescadores, para satisfazer bem os pescadores lúdicos e desportivos, que são dos

clientes mais exigentes. A Lomac fabrica quatro modelos Big Game, 540, 600, 660 e 760, com comprimentos de 5,35 metros a 7,68 metros O estaleiro desenvolveu para a linha Big Game um

Os porta canas nos modelos Lomac Big Game

Banco encosto do piloto para a condução de pé 24

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ma das cacterísticas dos fora de borda Honda é a incorporação de tecnologias avançadas da indústria automóvel. O Honda BF175 tem um bloco V6, 24 válvulas, 3.471 cm3 de cilindrada Tecnologias incorporadas desenvolvidos pelos engenheiros da Honda, fazem do Honda BF175 um motor amigo do ambiente, com elevado desempenho, silenvioso e com grande economia de consumo. O motor tem o sistema PGM-FI, a injecção sequencial de combustível, que oferece um arranque fácil e seguro, respostas instantâneas ao acelerador, superior eficiência no consumo de combustível e aumenta a performance no arranque. O Honda BF175 Incorpora o sistema BLAST, tecnologia, exclusiva da Honda, binário aumentado a baixa rotação, aumentando o binário do motor durante as acelerações rápidas, reduzindo o tempo necessário para a embarcação planar. Com o sistema ECOmo, foi introduzida uma tecnologia de combustão pobre de segunda geração, para obter óptima economia de combustível, com um consumo especialmente reduzido em velocidades constantes de cruzeiro. Assim consegue-se baixos consumos em velocidades de cruzeiro em rotações entre as 3.000 rpm e 4.500 rpm. O BF175 está em conformidade com a norma NMEA 2000 para ligação aos equipamentos electrónicos de bordo, permitindo apresentar e visualizar os dados de gestão do motor pelo piloto. O Honda BF175 tem 3 anos de garantia impressionante leque de acessórios, para todos os quatro modelos, para que nada falte aos pescadores nas suas jornadas de pesca, incluindo porta canas colados nos tubos, e viveiros de isco vivo. O modelo que testámos, o 660, com 6,48 metros de comprimento, foi adquirido por Vitor Ganchinho, da Go

Fishing, e já vinha preparado com os acessórios que melhor se adaptam ao seu tipo de pesca. Como esta linha Big Game dispensa bancos à popa, todo o espaço atrás é amplo e está desimpedido. Sobressai também nesta linha a larga, funcional e alta consola de condução, naturalmente fixada ao meio do


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Náutica

O casco do Lomac 660 Big Game tem um V muito profundo barco, dispondo do painel de comandos com as ligações NMEA do BF175, rádio VHF e a electrónica. À frente da consola há um banco estofado com encosto. O piloto tem um banco encosto duplo para a con-

dução de pé. O banco tem em cima um corrimão em aço inox para apoio, com o barco a navegar, de quem vá em pé atrás do piloto De cada lado, junto ao banco do piloto, para rápida utilização, está colada uma

Banco à frente da consola de navegação 26

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peça em fibra, com dois porta canas cada uma. A proa tem um largo reforço em borracha, muito útil na pesca de spinning ou ao fundo junto às rochas e poder-se encostar de proa para um pescador sair ou entrar. Em cima está colado um cabeçote em fibra para o apoio do ferro. Junto à proa fica um porão para o ferro e os cabos. Para maior protecção dos tubos estes são reforçados com borracha nas zonas de maior utilização. Com cinco tiras na parte de fora nas entradas laterais e também à frente da consola e atrás junto à popa. Para arrumar a palamenta, os Big Game têm um

compartimento dentro da consola de condução, outro no banco do piloto e ainda mais um sob o assento à frente da consola. Quanto ao tipo de casco, para privilegiar a boa navegação no mar, é largo à proa, tem um V muito profundo e robaletes laterais. Excelente velocidade de cruzeiro Nos dias dos testes, o Sado na zona de Tróia estava com a água mexida pelo vento, provocando mareta. Como o cliente deste barco pretende fazer uma navegação o mais económica possivel a navegar grandes distâncias e horas a pescar ao corrico, a GROW, após vários testes, montou no motor Honda BF175 um hélice de passo 21, que mostrou ser a mais adequada. O teste mais relevante foi determinar qual a velocidade de cruzeiro mais económica. Assim, com o hélice 21 e o motor às 3.000 rpm, no início do sistema ECOmo, o barco atingiu a velocidade de 22/23 nós. Não podia ser melhor. Também no arranque, a conjugação do sistema BLAST e a facilidade do barco sair da água, bem apoiado pelos tubos à popa, em apenas 1,53 segundos o Lomac 6.6 planou. O mínimo de velocidade a planar foi de 11,2 nós às 2.400 rpm e o máximo de ve-

Viveiro de isco vivo


Náutica

Lomac 540 IN locidade foi 39 nós às 5.000 rpm. Velocidade que raramente se consegue fazer no mar, pois é preciso que ele esteja plano e sem vento. Salientamos ainda o conforto do barco a navegar, cortando a água sem bater e curvar com enorme segurança, graças ao V profundo do casco. Lomac 540 IN com Honda BF80 A linha IN salienta-se na es-

tética e na funcionalidade, marcada já pelo prestígio da marca e pelo desempenho em navegação. A linha IN está no topo da produção da Lomac, com o objectivo de produzir modelos para uma oferta ao mercado também com uma escolha mais completa. A linha IN apresenta nove modelos, desde o 540, com 5,35 metros ao 1100, com 10,88 metros de comprimento e duas versões de

O motor Honda BF80 equipava o Lomac 540 IN 2018 Março 375

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Náutica

O casco do Lomac 540 IN incorpora o sistema “twinshell”

Motor Honda BF80 O

motor Honda BF80 Incorpora as mais recentes tecnologias exclusivas e avançadas desenvolvidas pela Honda, com as quais oferece óptimos níveis de performance com os mais baixos consumos. O motor tem 4 cilindros em linha, com 16 válvulas e 1.496 cm3 de cilindrada. As principais tecnologias introduzidas são: BLAST, binário aumentado a baixa rotação para aumentar a potência e o binário do motor. Isto resulta numa explosiva aceleração, de forma a obter rápida planagem do casco da embarcação. ECOmo é outra importante tecnologia, de economia controlada do motor que faz o controlo de combustão pobre em modo de velocidade constante, ajustando-a de forma a obter baixos consumos em velocidades de cruzeiro em rotações entre as 3.000 rpm e 4.500 rpm. Exclusiva tecnologia PGM-Fi, injecção programada de combustível, o resultado é uma elevada eficiência do combustível com baixas emissões. Trolling Control é uma nova tecnologia de controlo de rotação a baixa velocidade. Com este sistema navega-se devagar a num porto ou numa marina e controlar a pesca ao corrico com ajustes automáticos de 50 rpm, Tem a ligação NMEA 2000 que permite o motor ficar totalmente compatível para a ligação a dispositivos electrónicos de GPS, chart plotters e sonares e disponibilizando todas as informações vitais do motor. Estes novos instrumentos possuem o indicador “Eco Light” exclusivo da Honda, que informa quando o motor está em modo ECOmo, portanto, na sua maior eficiência de combustível.

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motorização,para este barco, interior Zdrive e fora de borda. O Lomac 540 IN tem uma consola de condução individual, com um párabrisas em vidro acrílico bem protegido por um corrimão em aço inox, encostada a estibordo para deixar larga a bombordo a pasagem da popa para a frente. A consola comporta um banco estofado à frente. O piloto dispõe de um banco duplo, cujo encosto se pode baixar para trás. À frente existe um assento almofadado em V sob o qual se encontra o porão do ferro e um porão para guardar a palamenta. Na hora dos banhos de sol, toda esta área pode-se converter num amplo solário, incluindo o banco à frente da consola. Na proa está colado um cabeçote em fibra com uma roldana e um cunho de amarração do lado de dentro, para facilitar as manobras de fundear. Para arrumação de equipamentos existe espaço também sob o banco do piloto, dentro da consola e sob o banco que fica à frente. O casco tem um V profundo, robaletes laterais e incorpora o “twinshell” que

se forma junto aos tubos por baixo desde a proa e termina em ligeira concha à popa. Trata-se de um casco adequado para um bom desempenho com águas mexidas e saídas rápidas da água. Confortável e boas performances Iniciámos o teste com o arranque e em 1,97 segundos o barco já planava. O sistema BLAST no Honda BF80 está lá para isso e o Lomac 540 IN correspondeu bem a sair rápido da água. No teste de velocidade de cruzeiro mantivemos o barco nos 21/22 nós às 4.000 rpm, dentro dos parâmetros do ECOmo do motor, entre as 3.000 e as 4.500 rpm. No mínimo de velocidade a planar, verificámos 8,5 nós às 2.800 rpm, graças ao casco “twinshell”, que descola mais rápido o casco da água à popa. Em velocidade máxima atingimos os 31 nós às 5.600 rpm, uma boa performance com este regime de rotação do motor. Devemos realçar o desempenho confortável do Lomac 540 IN, cortando a água agitada do vento no rio Sado com suavidade. O comando do barco é excelente e sem esforço, e notámos que, em virtude das características do casco, o barco a curvar teve um desempenho sempre muito seguro. Lomac 500 OK com Honda BF50 A linha OK foi desenvolvida para servir o cliente com um barco funcional, cómodo e polivalente, para servir para muitos usos. O casco do tipo “twinshell” tem alta eficiência e oferece desempenhos confortáveis. O interior tem privilegiado os espaços para o relax e os banhos de sol. A linha OK é constituída por cinco modelos, o maior,


Náutica

Lomac 500 OK o 580 OK tem 5,70 metros de comprimentos, o mais pequeno, o 400 OK tem 3,97 metros de comprimento. O Lomac 500 OK, com 4.89 metros de comprimento, tem a consola de condução individual e o banco duplo do piloto encostados a estibordo, deixando um bom espaço livre a bombordo para a entrada no barco pela escada à popa e circular do poço para a frente. A consola de condução tem um pára-brisas em vidro acrílico, com um corrimão em aço inox de protecção

por cima. A consola tem incorporado um banco estofado à frente. Existem junto à proa dois porões, um para o ferro e outro para a palamenta ou guardar uma caixa para peixe. Em cima destes porões podem-se montar almofadas, para formar um solário com o banco à frente da consola. Na proa está colado um cabeçote em fibra com uma roldana para o cabo de fundear. Quanto ao casco, tem um V profundo, robaletes

O motor Honda BF50 no Lomac 500 OK

Motor Honda BF50 OHonda BF50 pertence à nova geração da marca japonesa, incorporando também tecnologias sofisticadas que os engenheiros da Honda desenvolveram para as potências mais elevadas. Tem um bloco motor com 808 cm3 de cilindrada, com três cilindros em linha, com 6 válvulas. Quanto às tecnologias introduzidas, uma das mais relevantes testa-se no arranque, com o sistema BLAST, binário aumentado a baixa rotação, para obter acelerações rápidas principalmente no arranque, para as embarcações planarem mais rapidamente. O motor tem o sistema PGM-FI, a injecção programada de combustível, que reduz o consumo e tem baixas emissões. No que respeita à eficiência de combustível, com o sistema ECOmo, o Honda BF50 consegue baixos consumos em velocidades de cruzeiro em rotações entre as 3.000 rpm e 4.500 rpm. O BF50 tem também a ligação NMEA 2000 que permite visualizar em dispositivos compatíveis diversas informações sobre o funcionamento do motor. O Honda BF50 é um motor muito silencioso Quanto à garantia para o Honda BF40 é de 3 anos. O holandês, na conferência de imprensa final, lançou as bases para o próximo ano: “A velha dama tem-se portado bem. Mas precisamos de um barco novo para ficarmos ao mesmo nível competitivo que os nossos adversários”, salienta.

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Náutica

No casco do Lomac 500 OK evidencia-se o sistema “twinshell” laterais e comporta o sistema “twinshell” que se forma por baixo dos tubos na proa e termina em ligeira concha à popa. Este tipo de casco dá um bom desempenho em águas mexidas e favorece os arranques rápidos. Excelente desempenho a navegar Depois de testarmos dois Lomac maiores, o 6.60 Big Game e o 540 IN, em virtude da água em Tróia se manter com as mesmas condições, tinhamos interesse em ava-

liar o comportamento do 500 OK, um barco apenas com 4,89 metros de comprimento. No arranque o barco levou 2,35 segundos para planar, mostrando que o sistema BLAST do BF50 funcionou. Procurámos qual a melhor velocidade de cruzeiro e medimos que às 4.000 rpm do motor o 500 OK navegava a 18/19 nós, velocidade excelente para um barco deste tamanho e dentro dos limites do sistema ECOmo

do motor que vai das 3.000 às 4.500 rpm. No teste do mínimo de velocidade a planar, em virtude do tipo de casco “twinshell”, manteve-se com apenas 7,5 nós às 3.000 rpm Para vermos qual a velocidade máxima, acelerámos depois até ao limite das rotações do motor que foi até às 6.000 rpm e o 500 OK atingiu a velocidade de 28 nós. Ao atingirmos esta velocidade num plano de água mexido como o rio estava, sempre em segurança, confirmámos o excelente desempenho do casco deste Lomac a navegar.

Características Técnicas 660 Big Game

540 IN

500 OK

Comprimento total

6,48 m

5,35 m

4,89 m

Boca

2,55 m

2,38 m

2,10 m

Dimensão interior

1,44 x 5,38 m

1,23 x 4,40 m

1,10 x 3,80 m

Peso

800 Kg

300 Kg

270 Kg

Câmaras de ar

6

5

5

Diâmetro tubos

0,56 m

0,58 m

0,54 m

Lotação

18

10

8

Potência máxima

180 HP

80 HP

70 HP

Classe CE

C

C

C

Motor teste

Honda BF175

Honda BF80

Honda BF50

Preço barco/motor

48.218€

31.475€

23.489€

Performances

660 Big Game

540 IN

660 Big Game

540 IN

500 OK

Tempo para planar

1,53 seg.

1,97 seg.

2,35 seg.

Velocidade máxima

39 nós 5000 rpm

31 nós 5600 rpm

28 nós 6000 rpm

Velocidade de cruzeiro

22/23 nós 3000 rpm

21/22 nós 4000 rpm

18/19 4000 rpm

Velocidade mínima a planar

11.2 nós 2400 rpm

8,5 nós 2800 rpm

7,5 nós 3000 rpm

2500 rpm

15 nós

3000 rpm

23 nós

13,2 nós

3500 rpm

27 nós

17 nós

14 nós

4000 rpm

30 nós

21,7 nós

18 nós

4500 rpm

35 nós

23 nós

19 nós

5000 rpm

39 nós

26,6 nós

22 nós

29 nós

25 nós

5500 rpm 6000 rpm

Importador Exclusivo GROW Produtos de Força Portugal Rua Fontes Pereira de Melo, 16 Abrunheira, 2714 – 506 Sintra Telefone: 219 155 300 geral@grow.com.pt www.honda.pt

Lomac 500 OK 30

28 nós

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Notícias do Mar

O Voo do Guarda-Rios

Fotografia: Jornal O Expresso

Pensar Grande …

O

Guarda Rios foi ao Congresso do Tejo III nos dias 16 e 17 do passado mês de Fevereiro no auditório da Gare Marítima da

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Rocha do Conde de Óbidos, que estava cheio de participantes devido ao grande interesse que despertou na sociedade do conhecimento e na socie-

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dade civil, e quanto a ele foram excedidas todas as expectativas, tanto pela escolha das matérias abordadas, debatidas e avaliadas com substância e rigor

técnico e científico, graças ao elevado conhecimento dos especialistas que as comunicaram, avaliaram e procuraram encontrar as soluções para mitigar alguns dos problemas do nosso Tejo, bem assim como para resolver outros não menos importantes, para que as Conclusões e Recomendações finais sejam tomadas em consideração tanto pelo Governo como pela Assembleia da República, tendo como desígnio supremo contribuir para que na prática possamos vir a ter Mais Tejo, Mais Futuro. Curiosamente, entre as várias mensagens, preocupações, recomendações todas pertinentes, que o Guarda Rios (GR) ouviu durante os trabalhos e os debates, houve duas que ele reteve em particular: uma foi a ex-


Notícias do Mar

pressão “Pensar Grande”, dada a força que ela transmite e incute, a outra foi a preocupação muito séria dos agricultores em geral devido aos graves problemas que estão a enfrentar pela falta do caudal de água doce suficiente vinda de montante e para além desta realidade que já por si é bastante adversa, isso permite que a língua salina da maré suba cada vez mais para montante, o que também preocupa bastante a Empresa Portuguesa das Águas Livres, a EPAL. Se estes fenómenos continuarem a verificar-se como parece inevitável devido às alterações climáticas que estão a contribuir para que a precipitação nas cabeceiras dos rios esteja a diminuir, e também devido ao facto da água que ainda corre dessas cabeceiras esteja a ser

unilateral e desproporcionadamente retida a montante, num Rio partilhado internacionalmente pela vizinha Espanha e Portugal, quer desviando-a para transvases, quer retendo-a nas suas megabarragens para a produção de energia hídrica, situação essa que é agravada pelo aquecimento global do Planeta responsável pela seca severa e extrema a jusante, ou seja em Portugal Continental. Após o encerramento do Congresso o Guarda Rios voou para outras paragens preocupado com os problemas que lá tinha escutado, eis senão quando após três dias passados, por interessante e curiosa coincidência, precisamente no dia 20 de Fevereiro, quando ele por acaso sobrevoava o Tejo à vista da antiga aldeia piscatória do Patacão situada

na frente de água de Alpiarça, decidiu mudar de rumo para terra e ao sobrevoar a Quinta da Lagoalva de Cima sentiu, graças à sua sensibilidade apurada de vigilante, que ali estava a passar-se algo muito importante, e sem uma explicação aparente o seu sexto sentido, não se sabe se as aves terão mais, levou-o a recordar as tais duas mensagens que reteve em particular no Congresso do Tejo, ou seja “Pensar Grande” e a preocupação séria dos agricultores pela escassez de água do rio vinda de montante, o que o deixou curioso, e não obstante ter uma agenda sobrecarregada nesse dia, não resistiu a pousar para espreitar de perto o que estava a acontecer. Ainda chegou a tempo para ouvir o que o presidente da Sociedade Agrícola

da Quinta da Lagoalva de Cima, Manuel Campilho disse na abertura da apresentação de um Projecto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste “: esta seca que nos assusta e estas alterações do clima que estamos a sentir terão consequências devastadoras se não alterarmos muitas das práticas correntes. O que pretendemos suscitar é um construtivo e alargado debate sobre a água e o Tejo. Sem água no Tejo, não há Ribatejo, e numa visão mais alargada, sem água no interior, é difícil combater o despovoamento com as dramáticas consequências que daí resultam” e acrescentou noutra passagem do seu discurso, “A Lagoalva vive, desde sempre, de braço dado com o Tejo, e preten-

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Notícias do Mar

de dar um modesto contributo para unir vontades. É preciso que pensemos na protecção e combate aos incêndios com a criação de zonas para armazenamento de águas, garantindo as chamadas descontinuidades florestais, como facilmente se entende. É também preciso pensar nas novas gerações garantindo o acesso à água com o consequente investimento nacional e estrangeiro”, mas como o GR tinha ainda mais incumbências para esse dia não pôde ficar mais tempo, mas não deixou de continuar curioso para saber mais sobre aquele projecto, no entanto a sua curiosidade foi satisfeita nos dias seguintes por terem vindo à ribalta algumas notícias nos órgãos de comunicação que lhe permitiram ficar mais esclarecido para poder partilhar com os leitores do jornal Notícias do Mar que está sempre aberto à sua colaboração amiga. PROJECTO TEJO – Apro34

veitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste – Um projecto de rega para cobrir uma área territorial de 300 mil hectares, que corresponde ao dobro do Alqueva, que pode abranger o Ribatejo, a Península de Setúbal e a Região do Oeste, e deve custar 4,5 MM€, a 30 anos. Este Projecto Tejo para “Dar Vida ao Tejo” de grande envergadura, foi criado na tentativa de solucionar o grave problema com que os agricultores das regiões abrangidas pelo corredor fluvial do rio Tejo se debatem hoje devido às alterações climáticas que estão a provocar situações de seca extrema e severa e também à diminuição significativa do caudal de água que ele traz de montante. Na apresentação deste projecto onde estiveram presentes alguns especialistas e figuras públicas, para além de contar com as presenças do secretário de Estado da Agricultura Luís Vieira que se com-

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prometeu a levar o projecto à análise do Governo, do consultor Augusto Mateus que foi ministro da Economia, do professor catedrático e especialista em questões agrícolas Francisco Avilez e do especialista Jorge Froes da área do planeamento, que fazem parte da comissão que estudou e elaborou este projecto a convite e desafio dos irmãos Manuel e Miguel Campilho, empresários agrícolas e administradores da Quinta da Lagoalva de Cima, está orientado para o aproveitamento da água que corre livremente para o mar, quando as alterações climáticas já prenunciam anos de seca extrema e é crucial para o desenvolvimento e sustentabilidade deste vasto território que engloba o Ribatejo e o Oeste, que poderá vir a juntar os municípios das comunidades intermunicipais da Lezíria, do MédioTejo e do Oeste numa nova região a criar e que vem na sequência das negociações para o novo quadro comunitário que se seguirá a 2020.

Este ambicioso projecto de regadio e navegabilidade do rio Tejo associado à rega de uma vasta área do território nacional, à sua drenagem, ao controlo das cheias e ainda ao controlo da cunha salina que sobe pelo rio Tejo acima nos períodos mais secos, e aponta para a navegabilidade do rio com as vantagens daí decorrentes, nomeadamente ao nível do turismo, do lazer, da pesca, da aquacultura e do transporte fluvial entre outros, surge também a tempo da sua inscrição como grande investimento nacional no próximo quadro comunitário, assim o governo e os partidos parlamentares o entendam. É digno de registo o facto de, ao que parece, o actual governo ter um ouvido aberto para escutar os autores e interessados em avançar com este projecto, atitude que leva o GR a considerar positiva e também a recordar-se de que isto nunca se verificou no passado quando, por exemplo, foi apresentado o projecto de navegabilidade e navegação comercial com multiusos do Tejo, apresentado por Mendes Godinho, que ficou numa gaveta secreta ou foi liminarmente arquivado verticalmente no cesto dos papeis. O Projecto Tejo prevê uma rede de aproveitamento hidráulico da água existente à superfície na bacia do Tejo, com funções múltiplas (turísticas, agrícolas, ambientais) e que permite compatibilizar o antigo sonho da navegabilidade do rio Tejo entre Lisboa e Abrantes, para transporte fluvial ligeiro com açudes e eclusas, drenagem do leito do rio, controlo de cheias e da salinidade da água do Tejo, rega agrícola, retoma da actividade da pesca e da aquacultura, levando ainda água à região do Oeste, as-


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sociando a isto a produção de energia renovável e garantindo reservas e capacidade de abastecimento de água também para os meios urbano e industrial. Pretende também permitir futuramente a navegabilidade do Rio Tejo, o transporte das mercadorias, pessoas e bens, o turismo e o desporto náutico e potenciar uma nova realidade de turismo no Ribatejo. A própria navegabilidade vai potenciar na região, as visitas, as dormidas, o enoturismo, os produtos regionais e a abertura a novos negócios. Essa navegabilidade permite uma vigilância constante para uma melhor qualidade da água e um controlo efectivo dos eventos poluidores, para além de trazer uma nova vida ao Tejo. Os mentores acreditam que o projecto trará rique-

za ao país. As vantagens são gerais e abarcam mui-

tas áreas “não agrícolas”. É muito mais do que “apenas”

agricultura, defenderam os responsáveis.

AS PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA APRESENTAÇÃO DO PROJECTO SÃO AS SEGUINTES - Pretende-se suscitar um construtivo e alargado debate sobre a água e o Tejo; - É necessário envolver diversas entidades no esforço de desenvolvimento de um projecto que procure enquadrar as melhores soluções de aproveitamento da água do Tejo - Pretende-se suscitar um construtivo e alargado debate sobre a água do Tejo; - Há que juntar vontades para conceber e executar esse projecto, considerado decisivo para o País; - O projecto terá que ser inovador e assumir uma dimensão nacional e regional; - Trata-se de um projecto da maior importância estratégica, que fortalece as políticas de coesão; - O projecto terá que ser competitivo e sustentável em termos energéticos; - Torna-se fundamental a criação de uma estrutura que permita arrancar com o projecto; - Terão que se encontrar oportunidades de financiamento dos estudos necessários para concretização do projecto em causa.; A propósito, o GR soube entretanto que a Junta de governo da Confederatión Hidrográfica del Tajo (CHT) sugeriu que seja proposta ao Governo de Madrid a declaração de seca na parte espanhola da sua demarcação. Uma medida que se deve à acentuada diminuição do nível de água acumulada em comparação com o ano anterior e a média dos últimos dez anos. O comunicado recorda ainda que na Junta de governo da CHT estão representados a administração geral do Estado, os consumidores, e as cinco comunidades autónomas com território na bacia do Tejo: Aragon, Castilla-La-Mancha, Castilla y Leon, Extremadura e Madrid e recordou ainda que o Real decreto de Seca permite alterar temporariamente em situações excepcionais das condições de uso do domínio público hidráulico.” Uma última nota: Ao bom estilo português já se ouvem os Velhos do Restelo sobre a inexequibilidade deste Projecto Tejo, sobretudo aqueles que não foram convidados para colaborarem nele.

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Notícias do Mar

Tagus Vivan

Crónica Carlos Salgado

Pelo Tejo, sempre …

Na prossecução do nosso objecto de Observar, Avaliar e Ponderar para poder opinar ou agir sobre tudo o que diga respeito ao nosso rio Tejo, e nomeadamente quando os problemas estão a agravar-se e sentimos que é chegado o tempo da mudança, nós cidadãos amigos do Tejo, da Tagus Vivan, ao tomarmos disso consciência deixamos de ser apenas observadores para passarmos a agir, traçando um rumo certo, bem orientado ao farol do futuro, para não navegarmos em estratégias que preferencialmente optam pela crispação e populismos, porque não resolvem os problemas de fundo.

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om efeito, o Congresso do Tejo III realizado nos dias 16 e 17 de Fevereiro passado, na Gare Marítima da Rocha Conde d´Óbidos, conseguiu ser um verdadei-

ro sucesso, que segundo a opinião de algumas entidades até excedeu as suas expectativas, quer pelo programa com uma abrangência notável e criteriosa dos temas e matérias a abordar,

quer da qualidade das intervenções de um grupo de especialista de elevado conhecimento técnico e científico sobre as matérias a abordar e a avaliar, para além de corresponderem plenamente à

Mesa da Sessão de Abertura do Congresso, da esq. » dir., Prof. Miguel Azevedo Coutinho, Prof. António Carmona Rodrigues, Carlos Salgado, João Matos Fernandes Ministro do Ambiente, Prof. Francisco Nunes Correia, Presidente do Congresso, Eng. João Soromenho Rocha e Dr.ª Lídia Sequeira, Presidente da APL a intervir. 36

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procura e ao encontro das propostas das melhores soluções, o que cumpriu o principal desígnio deste evento, com produtividade, que foi por nós assumido como um compromisso nacional, desenhado e preparado previamente para conseguir iniciar a construção realista dos alicerces indispensáveis para a construção de Mais Tejo, Mais Futuro, para deixarmos às gerações vindouras. Como é sabido, para conseguir levar a cabo uma obra destas de forma a atingir o patamar qualitativo ou melhor, que o seu principal objectivo seja o de fazer uma abordagem aos problemas concretos do Tejo com realismo e a seriedade cívica e científica exigível para conseguir obter os melhores resultados, sem manobras de diversão, com o apoio dos maiores especialistas


Notícias do Mar

nessas matérias, oriundos das melhores universidades e empresas da especialidade, exigiu um trabalho preparatório que acabou por levar três anos, baseado num diagnóstico prévio efectuado por um Ciclo de cinco Conferências regionais realizadas pelo corredor fluvial do Tejo português acima até à fronteira, a partir de 2015, para identificar os problemas e caracterizar de uma forma tão rigorosa quanto possível os aspectos mais positivos e mais negativos de cada região. Mas valeu a pena porque para nós cidadãos amigos do Tejo, da Tagus Vivan, somos pelo Tejo, nosso, Sempre, sistematicamente. O programa dos trabalhos deste Congresso do Tejo III foi recheado de um conjunto significativo de componentes, como quatro Painéis

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, na sua comunicação ao Congresso

A Dr.ª Lídia Sequeira, presidente da APL a saudar os congressistas na qualidade de anfitriã.

O Prof. Francisco Nunes Correia a dirigir-se aos congressistas na qualidade de presidente do Congresso.

O Prof. António Carmona Rodrigues da Comissão Organizadora na sua mensagem de Boas Vindas na Abertura do Congresso.

Carlos Salgado, presidente da Tagus Vivan e da Comissão Organizadora, na sua mensagem de Boas Vindas aos Congressistas. 2018 Março 375

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Notícias do Mar

Foto da assistência ainda incompleta na Abertura do Congresso que foi aumentando em número de presenças à medida da progressão dos trabalhos. com debate final cada, uma Mesa Redonda, uma Conferência de Encerranento, uma Sessão de Abertura presidida pelo Ministro do Ambiente, Eng. João Matos Fernandes e outra de Encerramento presidida pela Ministra do Mar, Eng.ª Ana Paula Vitorino, sob as se-

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guintes temáticas no 1.º Dia, a saber: 1.º Paiinel – Presente e Futuro: Os Usos da Água e Potenciais Conflitos - Agricultura e rega; Abastecimento urbano; Produção de energia; Actividade portuária e navegabilidade; Turismo e Valores ambientais e culturais, seguido do 2.º

Painel – Presente e Futuro - Administração Pública e Participação: Administração Central; Riscos de cheias e de secas; Directiva-Quadro da Água; Impactos Ambientais; Participação pública, seguido do 3.º Painel – Pre-

sente e Futuro: Planeamento Estratégico e Desenvolvimento - Recursos hídricos; Ambiente; Desenvolvimento regional e Marketing territorial, a que se seguiu a Mesa Redonda com debate e as Conclusões do 1.º Dia de trabalhos. E o segundo dia começou pelo 4.º Painel – Mais Tejo, Mais Futuro com cinco especialistas convidados e respectivo debate tendo lugar a Conferência de Encerramento – Tejo, um Rio Luso-Espanhol com debate a que se seguiu a Sessão de Encerramento onde foi lida uma proposta da Carta de Lisboa “Mais Tejo, Mais Futuro” seguida de um Tejo de Honra no Salão Almada Negreiros daquela Gare Marítima da Rocha Conde d´ Óbidos. Como serão editadas a seguir, mensalmente, neste

O Alm. Alexandre da Fonseca, director da Revista de Marinha e o Cmt. João Afonso Gill, Capitão do Porto de Lisboa.

Mesa do1.º Painel -Eng. Vitor Silva da EDP - Produção, Eng. José Sardinha, presidente da EPAL, Prof.ª M.ª Graça Saraiva (FA/UL), Alm. José Bastos Saldanha, presidente da Tagus Universalis e Eng.º Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP Eng. José Sardinha, presidente da EPAL

O Alm. José Bastos Saldanha, moderando o 1.º Painel.

O Eng. Eduardo Oliveira e Sousa

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Notícias do Mar

Alguns congressistas entre eles da esq. » dir. João Soromenho Rocha (Tagus Vivan), Dep.ª Maria da Luz Rosinha (vice-presidente do grupo parlamentar do Ambiente) Prof. Rodrigo Oliveira (IST/UL) e Prof. Veiga da Cunha (UNL)

O Eng. José Sardinha

Prof. Luís Mota Figueira (IPT)

Cmt. Pedro Virtuoso representante da ETE. mesmo jornal Notícias do Mar, nosso principal arauto, todas as informações sobre os trabalhos e os resultados obtidos neste memorável Congresso do Tejo III, aconselha o bom senso que devamos passar a par-

tir deste mês a relatar essas informações em fascículos mensais, o que contribuirá também para se continuar a ler e ouvir falar sobre o nosso Tejo. CONTINUA NO JORNAL DE ABRIL

Prof.ª Maria da Graça Saraiva (FA/UL)

Moldura humana significativa 2018 Março 375

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Notícias do Mar

O Tejo a Pé

Texto e Fotografia Carlos A Cupeto

Vinhas em Cascais

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o último domingo solarengo antes do abençoado inverno um numeroso grupo de amigos e caminheiros juntou – se no Mercado da Vila em Cascais e andou pelo campo desta terra. O convite foi-nos feito pela famosa ribeira das Vinhas. Fomos guiados pelo Pedro L., nascido e criado no local e por isso bom conhecedor da ribeira e de outras histórias, como convém. Poucos minutos depois, sempre pela

O início de uma excelente infraestrutura, apenas iniciada, que se espera concluída o mais brevemente possível – ir de Cascais a Sintra a pé com conforto e segurança. 40

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Notícias do Mar

Esperámos durante meses para que a ribeira levasse água… felizmente, entretanto, o cenário mudou para muito melhor. margem da ribeira, à data quase sempre seca, estamos no campo. Um campo com cabras, galinhas, laranjeiras, alfaces e tudo o resto como se tivéssemos em Trás - os - Montes, Beira ou Alentejo. Esta é uma das maravilhas do nosso país. Saímos do centro de Cascais e minutos depois

vivemos o campo verdadeiro. O passeio foi tão agradável que não demos pelos quilómetros. Uma das mais valias do percurso é facilitar a deslocação, pedonal ou ciclável, ao centro de Cascais aos muitos moradores que habitam as inúmeras urbanizações que se instalaram no topo das arribas do vale.

“Mesmo ali” temos campo sem humanidade.

Património natural magnífico acessível a todos com total segurança e conforto. Felizmente a vegetação cumpre na integra e, cá debaixo, pouco é o betão que se vê. Chegados ao Parque da Marmeleira as vistas alargam-se e a serra de Sintra está mesmo ali. Deixou-nos a vontade de em breve sairmos de Cascais e caminharmos até Sintra. Este tipo de percursos, para o interior ao

longo de linhas de água, tem enorme sucesso em muitos países europeus. Depois de alguns anos de intenção parece que Cascais e Oeiras, provavelmente motivados pela saturação dos passeios do litoral, começam a olhar de maneira diferente para as suas ribeiras. O Tejo e nós muito gratos ficamos.

Oito dias depois a vida na ribeira era bem diferente… 2018 Março 375

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Electrónica

Notícias Nautiradar

Raymarine Lança NOVO Transcetor de AIS com Repartidor de Antena Integrado A Raymarine, acaba de anunciar o lançamento do seu novo Sistema de Identificação Automática (AIS) com repartidor de antena integrado.

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novo AIS700, transcetor de classe B, permite aos navegadores partilharem a mesma antena do equipa-

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mento de rádio de VHF que possuam a bordo, tornando a instalação do AIS700 mais fácil, ordenada e mais económica.

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Apresentando o melhor desempenho da sua classe, o AIS700 utiliza as tecnologias de ligação em rede mais recentes, para uma atualização

mais rápida, maior largura de banda e melhor alcance. Concebido para uma integração perfeita com os Displays Multifunções da Raymarine, instrumentos e sistemas de navegação baseados em PC com opções de conectividade expandida. Em embarcações de menor dimensão, o espaço para instalação das antenas de comunicação é muitas vezes limitado. Considerando que os transcetores de AIS e os rádios de VHF das embarcações operam na mesma banda de frequências, é possível partilhar uma única antena entre esses dois aparelhos. Em espaços mais reduzidos, a arquitetura “tudo-em-um” do AIS700 da Raymarine permite uma instalação mais simples e fácil. Tudo se liga ao AIS700, minimizando assim as ligações e o espaço ocupado. Em termos económicos a instalação acaba por ser mais simples e rápida já que não é necessário um repartidor de antena extra. Com um recetor de GPS de 72 canais dedicado, e em conformidade com a norma RAIM para uma precisão superior, o AIS700 liga-se aos displays multifunções da embarcação através dos protocolos NMEA2000 e SeaTalkng mais recentes. Um multiplexador NMEA0183 integrado, permite uma integração mais fácil do AIS700 com rádios e displays multifunções mais antigos. O modo de silêncio do AIS700 permite aos utilizadores suspenderem a transmissão dos dados de identificação da sua embarcação e em simultâneo continuar a


Electrónica

receber dados de embarcações nas suas imediações. Esta funcionalidade é particularmente vantajosa para pescadores desportivos que estejam em competições e que não queiram revelar a sua posição a outros participantes. Outra situação onde este modo de silêncio é extremamente importante é a de evitar ações de pirataria, onde o AIS é muitas vezes utilizado por perpetradores para localizarem embarcações em aproximação. Ao optar pelo modo de silêncio em águas perigosas, as embarcações poderão aumentar o nível de segurança e evitar situações de potencial ameaça. Para mais informações sobre este novo produto da Raymarine, por favor visite o site www.nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50. Acerca da FLIR Systems, Inc: Fundada em 1978 e com sede Wilsonville, Oregon, a FLIR Systems é um fabricante, líder mundial, de sistemas de sensor que melhoram a perceção e aumentam a consciência situacional, ajudando a salvar vidas, melhorar a produtividade e a proteger o ambiente. Através de quase 3.500 funcionários, a visão da FLIR é “The World’s Sixth Sense” (“O Sexto Sentido do Mundo”) alavancando a tecnologia de imagem térmica e outras relacionadas para fornecer soluções inovadoras e inteligentes para vigilância, segurança, monitorização ambiental e de estado, atividades outdoor, visão mecânica, navegação e deteção avançada de ameaças. Para mais informações visite o site www.fli.com e siga @flir.

eletrónico para os mercados da náutica de recreio e comercial marítimo. Desenhados para um desempenho elevado e utilização simples, os galardoados produtos são disponibilizados através de uma rede global de agentes e distribuidores. As linhas de produtos da Raymarine incluem radares, pilotos automáticos, GPS, instrumentos, sondas de pesca, sistemas de comunicação e sistemas integrados. A Raymarine é uma divisão que pertencente à FLIR Systems, um fabricante líder em imagem térmica. Para mais informação visite a página www.raymarine.eu.

Acerca da Raymarine: A Raymarine é um fabricante de eletrónica marítima, líder a nível mundial, que desenvolve e fabrica uma vasta gama de equipamento 2018 Março 375

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Electrónica

Notícias Nautiradar

Raymarine Anuncia Radar CHIRP Quantum 2 com Tecnologia Doppler A Raymarine anunciou o seu radar marítimo de estado sólido mais avançado, o Quantum 2 com tecnologia doppler de identificação de alvos.

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oncebido para integração com os galardoados displays multifunções Axiom da Raymarine, o Quantum 2 melhora a consciência situacional do navegador ao identificar de forma inteligente alvo estáticos e em alvos em movimento a distâncias tanto curtas como longas. Utilizando processamento Doppler avançado, o Quantum 2 está especificamente adaptado para detetar alterações nas frequências de radar recebidas de alvos

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estáticos e de alvos em movimento. O código de cores único do Quantum 2 identifica o alvo como estando a aproximar-se (vermelho) ou a afastar-se (verde). Além disso, o Quantum 2 apresenta a nova funcionalidade “Safety Sector” que realça, através de um código de cores, potenciais alvos estáticos perigosos até 200 metros à frente da embarcação, tornando mais fácil o reconhecimento imediato de perigos à navegação. Utilizadores avançados

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e profissionais irão apreciar a funcionalidade MARPA – rastreio automático de alvos, com capacidade de acompanhar até 25 alvos em simultâneo. Desenvolvido originalmente para embarcações da Guarda Costeira dos Estado Unidos e para outras embarcações rápidas, a funcionalidade MARPA do Quantum 2 funciona com a ajuda da tecnologia doppler, garantindo que os alvos em aproximação sejam automaticamente adquiridos pelo display de radar. Isto elimina a necessidade de adquirir alvos manualmente ou definir zonas de segurança, facilitando todo

o trabalho do navegador em áreas de muito tráfego marítimo. O Radar Quantum 2 possui ainda a tecnologia de Compressão de Impulsos CHIRP, recorrendo a impulsos de radar comprimidos, para apresentar alvos como embarcações, marcas terrestres, superfícies rochosas, e fenómenos meteorológicos com uma resolução e separação sem igual. Com apenas 5.6 kg, o Quantum 2 pesa até 50% menos do que as antenas de radar convencionais de magnetrão. O design flexível do Quantum 2 permite uma conectividade Wi-Fi a displays multifunções da Raymarine ou via configuração tradicional por fios, tornando a sua instalação muito simples ao eliminar a necessidade para cabos adicionais ou caixas de interface. A antena de radar Quantum 2 irá estar disponível a nível mundial no segundo trimestre de 2018, através da rede autorizada de distribuidores e agentes. Para mais informações sobre este novo produto, por favor visite o site www.nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.


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Náutica

Notícias Touron

Mercury Apresenta Nova Gama de Motores Four Stroke V-6 e Expansão da Gama Comercial SeaPro

A Mercury Marine, líder mundial em motores e tecnologia marítimos, teve o prazer de apresentar a sua nova gama de motores fora de borda FourStroke V-6 e a expansão da sua gama comercial SeaPro no Salão Náutico Internacional de Miami 2018. A nova gama de motores, sustentada no êxito dos fora de borda de 75150 CV a 4 tempos da Mercury, conta com motores fora de borda de 175, 200 e 225 CV e um motor fora de borda comercial SeaPro V-6 de 200 CV.

O

s novos motores fora de borda FourStroke e SeaPro da Mercury foram desenvolvidos na nova plataforma V-6 de 3,4 litros da Mercury, projectada para ser potente, leve, compacta e de baixo consumo. Os novos mo-

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tores V-6 foram desenvolvidos com grande precisão, desde a quilha atá à capot. “Esta nova plataforma posicionará a Mercury como líder na categoria de motores fora de borda de 175-225 CV e atenderá à procura global

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do consumidor” afirmou John Pfeifer, presidente da Mercury Marine. “Estes novos motores fora de borda estão direccionados tanto a aplicações de recreio como comerciais e fortalecem a nossa gama principal de produtos”.

O motor de 3.4L V-6 de grande cilindrada, de aspiração natural e com secção media comprovada, emprega sistemas próprios do sector automóvel. Adicionalmente, estes novos fora de borda são excepcionalmente versáteis, oferecendo a opção de comando mecânico ou digital, direcção hidráulica ou assistida, cor da carcaça preta ou banca, assim como grande variedade para usar em remotorizações. “Estes motores fora de borda já são a nova referência no sector marítimo”, assinalou Pfeifer. “São os mais silenciosos, os mais leves, os mais suaves e os mais rápidos, sendo que o seu nível de consumo é o mais baixo de todos os que fabricamos nesta gama”. Apesar da sua grande cilindrada, o novo motor FourStroke V6 é excepcionalmente leve, com apenas 216 Kg, o menos pesado do seu segmento. Ágil e eficiente, o fora de borda


Náutica

FourStroke 3.4L V-6 conta com a melhor aceleração da Mercury e com 20 % mais de binário, a velocidade cruzeiro, que o motor da concorrência de quatro cilindros mais similar. O seu baixo consumo não é comparável com qualquer outro, o novo 3.4L V-6 FourStroke está calibrado para reduzir o consumo, poupandose até 15% em comparação com o concorrente de quatro cilindros mais próximo. Outras inovações que diferenciam ainda mais o motor 3.4L V-6 - Registo de serviço na parte superior da carcaça que facilita a verificação do nível de óleo e o seu enchimento (caso necessário) sem necessidade de tirar o capot, pelo que a manutenção regular fica mais simples e fácil. - Capacidade de gestão da bateria com carga inactiva que impede que se gastem as baterias quando se utilizam múltiplos dispositivos electrónicos. Com a maior saída de carga de rede da sua classe: 20 amp a 650 RPM. - Controlo adaptativo da velocidade que mantem as RPM independentemente das mudanças na carga ou das condições, melhorando a experiência de navegação. “Esta nova gama é uma magnífica incorporação na nossa carteira de produtos”, afirmou Martin Bass, presidente da Mercury Marine EMEA. “Estes motores são leves e silenciosos, dispõem dum V-6 que é, inclusive, mais leve que o quatro cilindros, verdadeiramente incrível”. Gama FourStrokes V-6 de Mercury (175-225hp) O motor fora de borda 3.4L 200 CV FourStroke de Mercury tem uma grande cilindrada. Com 216 Kg, este motor é o mais leve da sua classe e pesa 16 kg menos que o produto actual desta gama. Com um design de dupla árvore de cames e quatro válvulas, idealizado para máximo rendimento, este motor alcança, mais rapidamente, velocidades mais elevadas. Por outro lado, este fora de borda é o único do seu segmento que mantem as RPM independentemente das alterações na carga e nas condições, proporcionando sensações mais

desportivas aos nautas. Um nível de consumo excepcionalmente baixo Os novos motores também consumem menos combustível, o que se traduz numa grande poupança para o consumidor. Em cruzeiro e a RPM máximas (WOT), os novos motores fora de borda a 4 tempos aproveitam a calibração «Advanced Range Optimization» (ARO), patenteada pela Mercury, para conseguir maior eficiência no consumo que a do motor que substitui e do concorrente mais próximo de quatro cilindros. Opções de cor adicionais Para além dos lendários motores pretos da Mercury, esta nova gama oferece motores em branco para os fora de bordas de 200 e 225 CV. Pela primeira vez, a Mercury também vai disponibilizar quatro cores para os painéis, existindo também a opção de painéis totalmente limpos para facilmente personalizar. Ruido, vibrações e resitência (NVH) Os novos motores 3.4L V-6 apresentam um nível de NVH excelente, o que constitui um grande avanço em relação aos produtos actuais. Entre as características chave que melhoram o NVH, incluem-se: • O design V-6 disfruta dum equilíbrio natural. • A admissão de ar em múltiplas câmaras reduz o ruido de indução. • As coberturas dos injetores de combustível reduzem o ruido de alta frequência. • As características específicas da carcaça impedem que o ruido chegue ao nauta. 200 CV V-6 SeaPro O fora de borda SeaPro 200 CV 3.4L V-6 a 4 tempos da Mercury é o de maior cilindrada na sua gama de potência na marca. É também o motor mais leve no seu segmento, pesa 11 Kg menos que o motor que substitui. Tal como todos os motores fora de borda SeaPro da Mercury, o 3.4L V-6 quatro tempos foi desenhado

para durar e ter elevada fiabilidade, estando calibrado para utilização comercial. Do mesmo modo que os novos motores fora de borda FourStroke 3.4L V-6 de 175-225 CV, o novo motor V-6 SeaPro de 200 CV dispõe de calibração «Advanced Range Optimization/ARO», que foi desenvolvida pelos engenheiros da Mercury para optimizar o consumo de combustível em modo cruzeiro. A unidade de controlo do motor (ECU) ajusta o consumo de combustível de forma automática quando as condições sejam as adequadas. Fá-lo tão suavemente que o nauta não o sentirá, nem ouvirá. A calibração ARO consegue um consumo de combustível óptimo e proporciona aos utilizadores a confiança necessária para permanecer mais na água. Mais informação sobre a Mercury Marine em www.mercurymarine. com. Imagens em alta resolução dos novos motores disponíveis em https://mercurymarine.widencollective.com. Testemunhos “O novo produto é realmente assombroso” assinalou Dave Wallace, vice-presidente sénior e COO da Scout Boats. “É muito mais daquilo que se esperava. É muito silencioso e a aceleração é incrível”. “A porta de acesso rápido para manutenção do motor situada na parte superior é tudo o que necessitavam os utilizadores” manifestou Rob Kaidy, vice-presidente de engenheira da SeaVee Boats. “Não há nada igual no mercado actualmente, quando se abre a tampa superior, em vez de tirar o capot e se rime unicamente um botão, tirando uma manilha. É brilhante, uma ideia simples posta em prática de forma adequada, algo excepcional para o cliente”.

res, embarcações, serviços, consumíveis e acessórios para a náutica de recreio, comercial e governamental a nível mundial. O portfólio de marcas líderes da indústria inclui os motores fora de borda Mercury e Mariner; motores interiores Mercury MerCruiser; motores eléctricos MotorGuide; hélices Mercury; pneumáticos Mercury; electrónica Mercury SmartCraft; consumíveis e acessórios Mercury e Quickislver; acessórios náuticos Attwood e Land ‘N’ Sea. Mais informação disponível em www.mercurymarine.com.

Sobre a Mercury Marine: Com sede em Fond du Lac, Wisconsin (EUA), a Mercury Marine é líder mundial no fabrico de motores marítimos para a náutica de recreio. Como divisão da Brunswick Corporation, 2 biliões de dólares (NYSE: BC), a Mercury fornece moto2018 Março 375

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Náutica

Notícias Touron

Mercury Marine Anuncia Lançamento do Novo Fora de Borda 150 PRO XS

A Mercury Marine tem o prazer de anunciar o lançamento do novo motor fora de borda 150 Pro XS no Salão Náutico Internacional de Miami 2018. No seguimento do êxito do lançamento do Mercury 115 Pro XS em 2016, o novo 150 Pro XS estabelece um novo padrão na categoria de potência de 150 CV no que concerne a aceleração, velocidade máxima e durabilidade.

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s amantes da pesca e os profissionalizes sempre consideraram os fora de bordas Mercury Pro XS como os mais resistentes, fiáveis e com melhor rendimento nos circuitos de competição de pesca desportiva. Este novo motor a 4 tempos mantem a tradição, mas é também a potência ideal para embarcações de fibra de vidro, alumínio ou tipo pontões. “O novo 150 Pro XS tem como base uma das plataformas de motor de 48

maior sucesso, o Mercury 150”, disse John Buelow, vice-presidente de gestão de categoria global da Mercury Marine. “Fabricado a partir desta sólida base de motor, os engenheiros da Mercury conseguiram que o novo 150 Pro XS seja o motor mais rápido,

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mais leve e com a potência mais avançada no seu segmento.” O novo Mercury 150 Pro XS oferece - Aceleração mais rápida: o motor apresenta a aceleração de 0-20 mph mais rápida

na sua classe. Nas competições de pesca, fracções de segundo podem fazer uma grande diferença. Uma aceleração mais rápida proporciona aos pescadores uma ventagem que lhes permite chegar à frente e evitar as ondas produzidas pelas outras embarcações. - Peso mais leve: Com um peso de 207 Kg, o novo 150 Por XS é 9 Kg mais leve que o motor da concorrência mais próximo. Os pescadores sabem bem que cada quilo conta.


Náutica

- Grande cilindrada: Com 3.0L, o novo 150 Pro XS tem a maior cilindrada na categoria dos 150 CV. - Binário extra: A Transient Spark Technology, uma tecnologia exclusiva da Mercury que optimiza os tempos de ignição, proporciona binário adicional na velocidade máxima. Este binário adicional traduz-se em aceleração mais rápida, uma vantagem essencial nas competições de pesca desportiva. - RMP máximas mais altas: O aumento das RPM máximas do motor de 5.800 a 6.000 permite uma seleciona mais ampla de passos de hélice e um melhor rendimento, tanto para uma maior potência

de saída como velocidade de ponta. - Eficiência no consumo de combustível melhorada: O novo Mercury 150 Pro XS continua a missão da Mercury focada na produção de nova tecnologia que proporcione uma substancial poupança no consumo de combustível. - Carter de engrenagens de alto rendimento: O novo 150 Pro XS vem com uma redução de engrenagens a 2.08:1, o que proporciona maior binário ao veio da hélice para uma aceleração superior. Para além das entradas de água laterais na transmissão, este motor também incorpora quatro entradas de água extras. Isto proporciona maior flexibilidade para instalações de motor a maior altura, facilita a instalação jack plate, tem um trimar mais agressivo na navegação, permitindo optimizar o rendimento sem sacrificar o fluxo de água de entrada para refrigerar o motor. - Suportes do motor melhorados: A melhoria nos suportes do motor proporciona melhor estabilidade a altas velocidades. - Sistema de carga e gestão da bateria de primeira qualidade: O novo 150 Pro XS caracteriza-se pela saída de carga de 60 amp de primeira classe e a capacidade de recarga ao ralenti, protegendo o utilizador de inconvenientes descargas da bateria devido à utilização de equipamentos electrónicos a bordo ou navegação a baixas rotações. - Suave rendimento: O novo 150 Pro XS conta com níveis de vibração significativamente mais baixos em comparação com os seus principais concorrentes no segmento de potência de 150 CV de alto rendimento. Por outro lado, o novo 150

Pro XS tem protecção superior contra a corrosão. A liga com baixo teor em cobre, exclusiva da Mercury, torna este motor mais resistente aos elementos, incluindo os rigores do funcionamento

em água salgada. A Mercury dá uma garantia, líder na indústria, de 3 anos contra a corrosión. Mais informação sobre a Mercury Marine em www. mercurymarine.com. 2018 Março 375

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Pesca Desportiva

Viagens de Pesca

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho

Pargo com Laranja Vocês não desistam de mim! Chamo-me Vitor Ganchinho e estou perfeitamente convicto de que ainda posso vir a ser um elemento útil à sociedade.

Poucas vezes alguém já pescou com tantas garrafas de saquê por perto. Reparar na isca dentro da caixa: laranja.

D

eixei-me por completo daquela coisa de assaltar Multibancos com botijas de gás. À noite arrefece muito e eu andava a apanhar carraspanas seguidas. Tinha sempre o nariz vermelho, pingando ranho, e não ganhava para os Anti-Gripines. As bilhas do gás pesam a valer e eu já não vou para novo. Os fósforos muitas vezes ganham humidade, e eu levava horas para conseguir riscá-los e rebentar com as máquinas do dinheiro. 50

Além disso a rapaziada das lojas já me franzia o sobrolho quando eu tentava pagar com notas tingidas de corde-rosa. Até ver, dessas cenas estou limpo. Também o meu programa de metadona está quase a acabar, e pese embora as coisas não estarem a decorrer exactamente como era esperado, por vezes a sorte muda. A esperança é a última a morrer e eu tenho uma outra ideia que também rende muito dinheiro: escrever um artigo sobre pesca à linha.

2018 Março 375

Já sei que não fui bem sucedido com os textos anteriores, mas desta vez vou tentar surpreender-vos favoravelmente com algo meio estranho, mas que garanto nada ter a ver com efeitos do LSD, ou outros psicotrópicos. Trata-se de pescar pargos com laranja. Nem precisam de me torturar, eu digo-vos tudo, e não guardo segredos Aí vai alho: Não se trata de pato com laranja, nada disso. Falamos de pescar pargos com

laranja, aquilo que todos os meus queridos dois leitores acham que não é possível. Afinal de contas, levamos a vida a ouvir dizer que as laranjas só valem se forem comidas depois da pescaria acabar. E que em caso de contacto acidental com citrinos, devem lavar-se muito bem as mãos antes de voltar a iscar. Os peixes não mordem no anzol, blá, blá, blá. Pois bem, …está errado! Tudo mentira! Dou-vos o enquadramento: Nakayhama, Japão, 20


Pesca Desportiva

Aí está o bicho! Pargo com laranja. de Janeiro de 2018. Eu e o Pedro Rosa fomos metidos num táxi, sem venda nos olhos, sem algemas nas mãos, e sem os pés atados com muita corda. Para além disso, viajámos no banco de trás, e não no escuro da bagageira. O meu amigo Fuminobu seguia junto ao condutor, gesticulando muito com os braços e fazendo vénias

em japonês. Pelo nome, terão pensado que ele, a exemplo do Pedro Rosa, era do Pinhal Novo. Errado: ele é do Japão, e vive perto de Osaka. Julguei de início que nos iriam abater com balas Chegámos a um lugar meio

As faixas de boas vindas à entrada do restaurante.

O meu pargo feito em sushi em seis minutos. Zero espinhas…extraordinário trabalho! escuro, uma rua estreita e acatitada, sem vivalma. O táxi parou. Coloquei um pé fora, no asfalto frio. Olhei para cima, e não vi atiradores furtivos, pelo que deduzi que os snipers estavam escondidos. A entrada do restaurante é discreta, e tem as inevitáveis faixas vermelhas à porta. Uns dizem que é para dar sorte, mas eu fi-

quei a pensar que seria para enrolar os corpos e não se verem as manchas do nosso sangue. Lá dentro, um cheiro a maresia indicava não estarmos muito longe da costa. Mas estávamos efectivamente a muitos quilómetros do mar. A meio do restaurante, um barco de madeira assentava em água do mar, um enorme reserva-

Detalhe das tabelas de preços. 2018 Março 375

51


Pesca Desportiva

As manas japonesas à pesca do carapau.

Hana, 7 anos, na sua faina de pescar o jantar. 52

2018 Março 375

tório, com cerca de 1,5 mt de profundidade. Os peixes circulam por todo o perímetro, sendo que num dos lados existem gaiolas com mariscos que podem ser colhidos à colherada. Existem por todo o lado tabuletas com o nome dos peixes e o preço de cada um. O consumo é feito de acordo com a carteira e entusiasmo pela pesca de cada cliente. Todos os dias camiões cisterna trazem mais exemplares vivos e estima-se que os peixes não fiquem por lá mais de 3 dias, em média. Julguei de início que nos iriam abater com balas. A ideia deles afinal não era bem essa. Queriam acabar connosco, mas à força de comer muito. Leva muito mais tempo, e fiquei a pensar se não seria a opção errada. Por mim, escusavam de estar com despesas, uma bala chegava muito bem. Começaram por nos tra-

Detalhe dos cardumes de peixe. Pesca-se à volta do barco.


2018 Marรงo 375

53


Pesca Desportiva

Carapaus iguaizinhos aos nossos, com olhos …redondos.

Como pode ser melhor? O avô ensina, o neto, atento, ….aprende. zer umas entradinhas de sushi em taças pequenas, acompanhadas de molho de soja. Comida envenenada, pensei. Apertei o nariz e mandei tudo goelas abaixo. Adeus canas e carretos da Daiwa, adeus família, adeus malta amiga do ginásio. Adeus amostras de vinil e adeus fios entrançados de 0.06mm. Adeus Pedro Rosa, és um fixe!

Bem visível a isca na caixa: cubos de laranja! 54

2018 Março 375

Agora vais pescar um pargo para o teu jantar A coisa passou sem acidentes de maior. De olhos abertos, bebi um copinho de saqué, que pressupus para me anestesiarem. A seguir, disseram-me: agora vais pescar um pargo para o teu jantar! Com cubinhos de laranja! Quando chegou a esse ponto, percebi que já nada havia a fazer pela vida de nós os dois. Seguramente essa era prova que nunca iriamos superar, e daí até à morte seria um passinho. Deram-me uma cana de pesca com cerca de 1 metro, com 80 cm de linha e um anzol grande e meio ferrugento. Colocaram-me junto a uma caixa com cubos de laranja e disseram-me que ou pescava, ou não jantava. Era evidente que não que-


Pesca Desportiva

Simpática japonesa com um lavagante…anzolado. riam que eu pescasse nada. Não havia facas à vista e pareceu-me despropositado tentar cortar os pulsos com o par de pauzinhos. O meu cérebro trabalhava a duzentos à hora, na tentativa de encontrar uma saída. Pensei em enfiar os pauzinhos pelo nariz e provocar uma morte rápida. Ocorreu-me que, com a quantidade de malta que anda com piercings no nariz, e argolas e bugigangas dessas, talvez a morte não fosse assim tão repentina. Foquei-me então na possibilidade de adiar o inevitável e tentar pescar. Na verdade, já apanhei dias de pesca com muito menos peixe, e com ele a picar pior. O sistema funciona da seguinte forma: os peixes não são alimentados, e há muitos. Quase tantos pargos como no meu pesqueiro 21, a norte de Sines. A pôrra de não ter nem sardinha fresca, nem lula, nem gan-

so coreano, nem sequer ao menos um filete de cavala ou uma Rapala, afligia-me. Iam a vinham, olhavam para

Luta de 3 segundos: o pesqueiro era baixo. a laranja e faziam-me um manguito. Retirei a laranja da água e provei: autêntica laranja da baía, mas sal-

gada. Retirei da caixa das iscas mais um cubinho de laranja, isquei bem, com o anzol todo escondido e colo-

Carinha “larocas” de uma futura pescadora: Hana no seu melhor. 2018 Março 375

55


Pesca Desportiva

Dois “asiáticos” tentando sobreviver longe dos entrecostos grelhados…. quei a isca bem à frente dos olhos de um dos pargos. Ou porque o animal era estrá-

bico, ou porque o “apetite” o impeliu a isso, a verdade é que picou! Afiambrei-me a

ele como quem se agarra à vida. Trabalhei o animal com cuidado, como os desgraçados que fazem concursos de pesca de costa do Pinheiro da Cruz à praia da Aberta-aNova se agarram à picada de um pequeno peixe-aranha. Veio de lá um dos japoneses de olhos em bico e meteulhe o xalavar por baixo. Era nosso! Pensei nas minhas filhas, na família, no meu sogro, e achei que tantos anos a dar luta às sarguetas belicosas, às cabronas das choupas de 9cm, aos piços, esses velhacos de boca pequenina e apetite grande e descomunal, afinal tinham surtido efeito. Na verdade, quem consegue pescar as miudezas que pululam na baía de Setúbal, consegue pescar tudo! Muitos risos, uma curta canção, pelos vistos um hábito daquele lugar, e todos os clientes a baterem palmas. Senti que talvez não nos quisessem abater, ou pelo menos que teríamos ganho a possibilidade de escolher uma morte mais honrosa, por exemplo

Lagostas, para ferrar com fateixa tripla, por onde der… 56

2018 Março 375

fazendo um hara-kiri depois de experimentarmos uma das japonesas de perna branquinha e roliça que havia no local. Minutos depois já tínhamos o meu pargo Dada a quantidade de gente que pescava, pensei não estar muito longe da Pedra de S. Luis, em Setúbal. Não havia chocos, mas havia solhas, carapaus, lagostas, lavagantes, pargos, etc. Os ajudantes não davam mãos a medir, acudindo com os xalavares, levando os exemplares para a cozinha, onde eram preparados em minutos, sempre com a inegável perícia japonesa para tudo o que é trabalho em peixe. Minutos depois já tínhamos o meu pargo todo alinhado em finíssimos filetes, prontos a comer com um banho de molhos estranhos e de gosto diverso. Não tenho a menor dúvida de que, molhando bem na soja e com filetes daqueles tão bem feitos, sem qualquer ponta de espinha, no tamanho certo, e com uma irrepreensível apresentação, eu seria capaz de comer o meu par de peúgas sujas. Fizemos amizade com uma família de japoneses cujas filhas, de 7 e 12 anos, estavam de olhos em bico e perdidas de riso a pescar carapaus, utilizando para o efeito uma fateixa tripla. A técnica é simples, era puxar e puxar até ferrar um pela barriga. Após comer a carapauzada, voltavam à carga, a pescar mais um, sempre com a diligente mãe a olhar por elas. Tal como eu faço com a rapaziada que sai comigo no barco Go Fishing: sempre de olho para evitar tentativas de suicídio dos clientes. Abraço! vitor@gofishing.pt


2018 Marรงo 375

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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Nem tudo é o que parece Confusão com linhas de pesca

Comparar multifilamentos nem sempre é uma tarefa fácil, sobretudo quando se adquirem linhas provenientes de várias origens. Os casos mais gritantes são os das linhas japonesas e norte-americanas, sujeitas a classificações bem diferentes. Para quem observa os rótulos isto pode ser revelador de muita confusão e a mesma linha pode estar sujeita a diversas classificações. Por isso, se um amigo lhe disse que comprou uma linha X, e se quiser a mesma medida de linha, certifique-se da classificação indicada no rótulo. Pode não ser igual…

E

xistem muitas questões em torno da resistência dos multifilamentos. É um tema bastante confuso mas neste artigo partilharemos toda a informação disponível, sabendo que no Japão a clas-

sificação é feita tendo em conta o diâmetro (mm) e nos Estados Unidos tendo em conta a força tênsil, em libras. Na Europa esta classificação é feita de ambas as formas, em diâmetro e força tênsil (mm e kg ou lb).

A realidade japonesa Antes de iniciar qualquer explicação convém referir que no Japão a classificação se apoia na denominação PE que tem uma correspondência em diâmetro (mm). A

Embora alguns fabricantes o refiram com resistência ao nó, certos vendedores indicam esse valor como resistência da linha. Por estes

motivos é muito difícil comparar linhas diferentes 58

2018 Março 375

tabela 1 é exemplificativa do que referimos. O diâmetro acaba por ser um valor standard. Nem todas as linhas seguem com precisão esta tabela dada a dificuldade em fazê-lo. O multifilamento em PE é classificado por denier, isto é, o peso de 9.000 metros de linha, de acordo com a tabela apresentada. De referir que o diâmetro do multifilamento não pode ser medido com muita precisão pois este material espalma sob pressão. De qualquer forma, as linhas no Japão também são classificadas em libras (lb) ou


Pesca Desportiva

Texto Totos Ogasawara Fotografia: Redação / Mundo da Pesca

quilogramas (kg), havendo linhas que o referem e outras que não. Mas este peso é diferente do peso usado nos Estados Unidos. É isto que confunde os pescadores. Há dois tipos de bitolas. Bitola japonesa e americana O peso nos Estados Unidos (Pound Test) é indicado por PTL, TEST (lb) ou lbT e atesta que a linha NÃO VAI PARTIR à tração referida. No Japão é diferente e a bitola é Pound Class, indicada por PCL, CLASS (lb) ou lbC e significa que a linha VAI PARTIR ao esforço de tração referido. Podem parecer semelhantes mas os valores podem ser bem diferentes e para o efeito segue um exemplo concreto. Suponha que tem uma linha classificada com 10 lbC. Está garantido que a linha vai partir com 10 lb, mas também pode partir com 7 ou 8 lb. Mas se ela não partir nunca com 6 lb pode ser classificada com 6 lbT. Um exemplo de uma linha classificada de 10 lbC e 6 lbT. Por isso, não esquecer: o Japão usa Pound Class e os Estados Unidos usam o Pound Test. Na Europa é um misto, não estando as coisas bem definidas. No Japão também é verdade que alguns fabricantes referem a força máxima usada e outros a média. Uns indicam MAX ou AVE e ou-

A classificação de linha típica japonesa é numérica que se apoia na denominação PE. Como se pode ver na imagem trata-se de um PE2 ou #2. tros nem indicam nada. O mais provável é assumir que a força é a máxima pois isso fará as marcas vender mais. Com maior grau de especificidade, alguns fabricantes referem a “resistência ao nó” (knot strenght); isto faz todo o sentido pois é o nó que enfraquece a resistência da linha. Embora alguns fabricantes o refiram com resistência ao nó, certos vendedores indicam esse valor como resistência da linha. Por estes motivos é muito difícil comparar linhas diferentes. Fica mesmo à responsabilidade

Classificação Númerica Japonesa Classific. Núm. Jap.

Diâmetro (mm)

1.0

0.165

1.2

0.185

1.5

0.205

2.0

0.235

2.5

0.260

3.0

0.285

3.5

0.310

4.0

0.330

Tabela 1 2018 Março 375

59


Pesca Desportiva

Uma linha made in USA, onde se afere o Pound Test, que garante que a linha não parte a esse determinado valor de tração. do pescador e seu bom senso determinar aquilo que realmente vale a pena. O caso do Fireline A conhecida linha Fireline é um produto norte-americano, vendido em todo o Mundo.

No Japão também, mas não como linha importada pois é a Berkley Japan que classifica as linhas de acordo com as normas japonesas. O que isto cria é alguma confusão devido às diferenças existentes em termos de peso. Falámos com respon-

Classificação Númerica Japonesa

sáveis da Berkley Japan e questionámos ao que é que correspondia a classificação japonesa relativamente à norte-americana. O Fireline foi remodelado entretanto e a Berkley Japan chamou-o de Super Fireline. É exatamente o mesmo pro-

Super Fireline Japonesa

duto que o Fireline Original norte-americano. A tabela 2 seguinte mostra a correspondência entre as diferentes classificações. Como se pode verificar a Fireline feita no Japão não mostra o diâmetro. Isto deve-se à regulamentação

Fireline Fused Original USA

Classific. Núm. Jap.

Diâmetro (mm)

PCL

Diâmetro (mm)

PTL

Diâmetro (mm)

1.0

0.165

16 lbC

?

4 lbT

0.12

1.2

0.185

20 lbC

?

6 lbT

0.15

1.5

0.205

24 lbC

?

8 lbT

0.17

2.0

0.235

30 lbC

?

10 lbT

0.20

2.5

0.260

40 lbC

?

14 lbT

0.22

3.0

0.285

45 lbC

?

N/A

N/A

3.5

0.310

N/A

N/A

N/A

N/A

4.0

0.330

50 lbC

?

20 lbT

0.30

Tabela 2 60

2018 Março 375


Pesca Desportiva

japonesa que usa o denier (peso da linha) nos multifilamentos; por isso mesmo a Berkley Japan classifica as linhas em classes representadas por números de acordo com esta regra. Nos Estados Unidos os multifilamentos são medidos por laser. Deve ser mais preciso e é percetível que a linha é muito mais fina que a classe onde está inserida. Por isso mesmo é que o diâmetro das linhas PE no Japão pode ser muito diferente na mesma classe. Como esta classificação é baseada no peso da linha o diâmetro pode depender muito, sobretudo da forma como é entrançado, mais solto ou apertado, de 4, de 8

ou, atualmente de 12 fiadas de fibra. Diferenças notórias A propósito, há uns tempos encomendei Fireline de um site chinês. Pensei “que se lixe”, pois era ridiculamente barato. Correu tudo bem na entrega mas verifiquei que o multifilamento era ridiculamente grosso e descalibrado. Só me consegui rir e deitei-o fora. O Fireline verdadeiro é uma linha com revestimento, o que se chama de coated. Não consigo dizer como é que o peso deste revestimento afeta a classificação da linha. De qualquer forma é seguro dizer que o Fireli2018 Março 375

61


Pesca Desportiva

Muitos rótulos já são feitos a pensar em muitos mercados e por isso não é raro encontrar classificações mistas.

De referir que o diâmetro do multifilamento

não pode ser medido com muita precisão pois este material espalma sob pressão

ne é fino para a sua classe. Não existe PE 3.0 nos Estados Unidos, é um produto específico para o mercado

japonês, da mesma forma que o Super Fireline “Colored”, uma linha especificamente produzida pela Berk-

Como a classificação japonesa é baseada no peso da linha o diâmetro pode depender da forma como é entrançado, se mais solto ou apertado, se tem 4, 8 ou 12 fiadas de fibra. 62

2018 Março 375

ley Japan para satisfazer as necessidades dos slow pitch jiggers japoneses terem a linha com cor diferente a cada 10 metros. De qualquer forma é surpreendente como estas classificações podem ser diferentes. A japonesa é 3 a 4 vezes maior que a americana. Atualmente a diferença é menor em linhas de

topo. Os norte-americanos têm tecnologia precisa para produzir linhas uniformes. Também há que “chamar as coisas pelos nomes”: o Fireline não é propriamente uma linha de topo e na verdade nem é bem um entrançado e assim que a sua cobertura fica danificada tem tendência a degradar-se ligeiramente. No entanto, é uma linha excelente para slow jigging, com propriedades acima da média e que tem um preço bastante competitivo. Só tem é que ser renovado a cada época.

O diâmetro das linhas PE no Japão pode ser muito diferente dentro da mesma classe, o que obriga a uma atenção por parte de quem compra.


2018 Marรงo 375

63


Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Pesca Grossa

Durante o Azores Airlines Thournament Big Game Fishing Graças ao empenhamento e dedicação pela modalidade, para a manter em actividade, dos dirigentes da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva de Alto Mar, do Clube de Vela de Lagos e do Clube Naval de Ponta Delgada, organizaramse competições em 2017 de Pesca Grossa e ficou também estabelecida uma equipa campeã nacional.

N

o ano passado em Lagos entre os dias 25 e 27 de Agosto disputou-se o Campeonato Nacional da FPPDAM e em Ponta Delgada disputou-se o Azores Airlines Thournament Big

Game Fishing 2017, organizado pelo Clube Naval de Ponta Delgada, de 8 a14 de Setembro. Para recordarmos as características desta modalidade de pesca lúdica e desportiva, reproduzimos aqui a sua definição feita pela FPPDAM. Pesca Grossa O Big Game é uma modalidade de pesca embarcado, que consiste na captura dos grandes peixes pelágicos, nomeadamente espadins, espadartes, atuns, algumas espécies de tubarões e dependendo das zonas do Planeta, outras espécies de

64

2018 Março 375

peixes pelágicos, tais como os dourados. Esta modalidade é considerada o topo da pesca desportiva e pode-se praticar em 3 modalidades: - Corrico com amostras ou isca (viva ou morta) - Fundeado com isca (viva ou morta), também chamado de bromeo - Deriva, com isca (viva ou morta) Na primeira hipótese, como o próprio nome indica, pesca-se com o barco engatado avante, podendo a velocidade variar em função do tipo de corrico que se vai praticar. No caso de corrico com

amostras, as velocidades mais praticadas são entre os 7 e os 8 nós, utilizandose para o efeito amostras

XIV Torneio Internacional Pesca Grossa – Campeonato Nacional 2017


Pesca Desportiva

tipo lulas de cabeça em resina ou silicone, com saias de borracha, onde se encontram escondidos os anzóis. Estas amostras trabalham á superfície, fazendo movimentos erráticos que atraem os grandes predadores e os levam a atacar. Por se tratar de um corrico rápido, é indicado para mares onde não haja grande concentração de peixe numa única zona, permitindo assim a prospeção do peixe em largas zonas, durante uma jornada. O corrico também se pode fazer com isca viva ou morta, sendo que neste caso, as velocidades baixam para 3 a 4 nós, sendo indicado para zonas onde haja grande concentração de peixe e não haja a necessidade de ir á procura do peixe. Os iscos mais utilizados são pequenos tunídeos, cavalas e tainhas. A segunda hipótese, pesca-se fundeado, engodando a zona, normalmente com Sardinha cor-

Azores Airlines Thournament Big Game Fishing 2017 tada aos bocados, no meio da qual se colocam 3 ou 4 canas com cavala viva ou sardinhas mortas. O objetivo é chamar á zona os grandes predadores, tais como os grandes atuns e tubarões. Esta modalidade é bastante efetiva na captura do

atum rabilho. A terceira hipótese é similar á segunda, com a particularidade de não se estar fundeado, mas sim á deriva, deslocando-se o barco ao sabor do vento e da corrente. É uma modalidade muito praticada na pesca do espadarte, a grandes profundida-

A equipa Alabote a libertar um espadim azul 2018 Março 375

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Pesca Desportiva

des, durante o dia ou mais superficialmente, durante a noite. Na prática do Big Game, utilizam-se normalmente carretos de grande capacidade de linha, de tambor, canas de pequeno comprimento e grande resistência, linhas que podem ir até ás 130 lbs (cerca de 60 Kg) de ponto de rotura e podem-se adoptar dois tipos de combate, devendo o material ser adequado para cada um deles: Stand Up Cadeira de Combate No caso do  Stand Up, o combate é efetuado em pé sendo o pescador ajudado por um arnês e uma base para o cabo da cana, que se apoia nas pernas. O arnês apoia-nos a zona lombar e fixa-se á parte su-

Equipa Campeã Nacional – Jigging Clube de Portugal/Albatroz V 2017 perior do carreto. Esta modalidade é ideal para barcos pequenos, que não tenham espaço para montar uma cadeira de combate e dá muito prazer, uma vez que há muita interacção entre o pescador e o peixe. Para se praticar Big Game nesta modalidade, convém estar em muito boa forma física, uma vez que os comEquipa Aprígio vencedora do Azores Airlines Thournament Big Game Fishing 2017

Nos Açores a equipa Barca Velha a mudar amostras

bates se podem prolongar por várias horas. No caso da cadeira de Combate, trata-se um combate fisicamente menos exigente, já que o pescador dispõe de um arnês que pode ser tipo colete ou lombar e que nos ajuda a combater o peixe com o peso do nosso corpo. A cadeira de combate dispõe de um tinteiro onde se encaixa o cabo da cana e o arnês fixa-se nas orelhas superiores do carreto, permitindo que com movimentos do nosso tronco, para a frente e para trás conjugados com o enrolar do carreto possamos

ir encurtando a distância que nos separa do peixe. Trata-se de uma modalidade muito gratificante, que nos permite capturar exemplares de várias centenas de Kgs, com uma dose relativa de esforço físico. De salientar que cada vez mais, tanto em competições como em pesca de lazer, os pescadores de Big Game, na sua grande maioria, privilegiam a captura com libertação, sempre que os peixes apresentam condições de sobrevivência, assegurando assim a preservação das espécies para as gerações futuras.

Campeonato Nacional da FPPDAM

Nos Açores o francês April Gérard a montar uma “big lula” 66

2018 Março 375

Equipa

25 Ago.

26 Ago.

27 Ago.

Total

ALBATROZ V

2800

1600

800

5200

CPNDA -HIDRA

800

400

400

1600

JOCANANA

1052

0

0

1052

ÁTILA

750

0

50

800

EVADER

400

0

0

400


2018 Marรงo 375

67


68

2018 Marรงo 375


2018 Marรงo 375

69


Surf

Capítulo Perfeito Powered by Reef na Nazaré

William Aliotti vence na Nazaré O português Pedro Boonman em 5º ganhou o Troféu de Atitude O francês William Aliotti honrou o convite de última hora com vitória categórica na Praia do Norte na Nazaré, no passado dia 24 de fevereiro, a 6ª edição do Capítulo Perfeito powered by Reef na Nazaré derrotando na final Cory Lopez que terminou em 2º, Lucas Chianca (3º) e Balaram Stack (4º).

O

O francês William Aliotti foi o vencedor 70

2018 Março 375

surfista francês de 24 anos, que entrou no evento como convidado de última hora para substituir o wildcard Aritz Aranburu, vencedor da edição passada, foi dominante ao longo de toda a prova. Naquela que foi a sua estreia no Capítulo Perfeito e a primeira vez a surfar na Nazaré, Aliotti revelou o talento e resiliência próprios de um campeão, superiorizando-se aos seus adversários numa final em que a formação tubular das ondas acabou por ficar prejudicada pela mudança na direção e intensidade do vento. Feliz com a vitória, o fran-


Surf

O Podium

cês elogiou a organização da prova e as ondas da Nazaré. “Soube que vinha para

a Nazaré ontem ao fim da manhã. Estou muito contente por ter vencido. Tudo ajudou: a organização, as pessoas, as ondas. Quando passas o dia inteiro a surfar bons tubos, especialmente num beachbreak como este, só tens de te deixar levar”, declarou. Quem também se destacou na Praia do Norte foi o havaiano Anthony Walsh, protagonista da melhor onda

(8,25 pontos em 10 possíveis) e melhor pontuação combinada (15,75 pontos) de toda a competição logo na primeira ronda. Walsh conquistou, assim, os prémios de melhor tubo (€1000 oferecidos pela Estores Bandarra) e melhor score (€500 oferecidos pela G-Shock), coroando da melhor forma aquela que foi a sua primeira participação neste evento. Entre os atletas, desta-

que ainda para o português Pedro Boonman, que a lidar com um corte de seis pontos no pé e uma interferência assinalada na 3ª ronda, alcançou ainda assim as meias-finais, terminando num honroso 5º lugar. Boonman, que foi assim o melhor português em prova, foi galardoado com o troféu Ricardo dos Santos Atitude, sucedendo a Tiago Pires (2015) e Balaram Stack (2016) na

As estruturas na Praia do Norte 2018 Março 375

71


Surf

Anthony Walsh fez o melhor tubo lista de vencedores deste prestigiante prémio, destinado a destacar o surfista mais comprometido e consistente da competição. Depois de uma espera atipicamente longa, o Capítulo Perfeito powered by Reef realizou-se no dia 24de Fevereiro em condições perfeitas, premiando a organização pela decisão de suspender a prova (o período de espera original terminou em dezembro) e reati-

var uma segunda janela no início de 2018, com a Praia do Norte a provar mais uma vez ser um dos melhores e mais versáteis surf spots da Europa. Da lista de surfistas que disputaram a 6ª edição do Capítulo Perfeito powered by Reef fizeram ainda parte Pedro Scooby, Miguel Blanco, Bruno Grilo, Tiago Pires, Alex Gray, Alex Botelho, Bruno Santos, João Guedes, António Silva e Filipe Jervis.

Estatísticas Final 1- William Aliotti- 8.40 2- Cory Lopez- 7.45 3- Lucas Chianca- 3.85 4- Balaram Stack- 3.70 Troféu Ricardo dos Santos – Atitude Pedro Boonman (PRT) Troféu Estores Bandarra - Melhor Tubo Anthony Walsh (EUA) 8.25 Prémio G-Shock - Melhor Score Anthony Walsh (EUA) 15.75

Praia do Norte 72

2018 Março 375

Ex-campeões Tiago Pires (2012) Nic von Rupp (2013) Nic von Rupp (2014) BrunoSantos (2015) Aritz Aranburu (2016)


2018 Marรงo 375

73


Vela

Notícias do Clube de Vela de Lagos

Equipa do CVLagos Lidera Ranking Junior Classe 420

Manuel Fortunato e Frederico Baptista, velejadores do Clube de Vela de Lagos, modalidade vela, classe 420 (barco duplo), disputaram nos dias 10 a 12 de Fevereiro a 2ª Prova de Apuramento Nacional, em Vilamoura.

T

Manuel Fortunato e Frederico Baptista na regata em Vilamoura

erminaram a prova no 3º lugar da classificação geral, repetindo o bom resultado alcançado na primeira prova de apuramento (Cascais, 1-3 Dezembro 2017), e em 1º júnior, entre 44 tripulações nacionais e de Espanha. 74

Esta é a segunda época da equipa nesta classe e, depois de uma primeira época com resultados excepcionais, culminando na liderança do ranking nacional sub-17, 3º lugar no ranking júnior e 6º lugar no ranking geral masculino, está ago-

2018 Março 375

ra em boa posição para conseguir o apuramento para o Campeonato Mundial da Juventude da World Sailing (Federação Internacional de Vela), que decorrer em Corpus Christi, E.U.A., em Julho de 2018, em que participam apenas os primeiros classifica-

dos do ranking júnior, masculino e feminino. A época desportiva tem o seu próximo evento entre 28 e 31 de Março, com o Campeonato de Portugal de Absolutos e Juniores, a decorrer em Sesimbra, palco do campeonato Europeu de Juniores da


Vela

Manuel Fortunato e Frederico Baptista

Classe 420 em 2018, em Julho. A equipa tem o apoio fundamental do Clube de Vela de Lagos, a sua base de treino, da Caravela–Companhia de Seguros, S.A., da Azimute Seguros; Lda., da Real Peritos e da Alpha Ropes, a quem agradece a generosidade e confiança

neles depositada. Mais informações disponíveis em: Página Facebook da equipa - Manuel Fortunato/Frederico Baptista Sailing Team Página Web da Associação portuguesa da Classe 420: www. apc420.com/classificacoes

Entrega de prémios em Vilamoura

Manuel Fortunato e Frederico Baptista com os prémios 2018 Março 375

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Notícias do Mar

Últimas 6ª Etapa da Volvo Ocean Race 2017/18

Fotografia: Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Cinco veleiros a disputar a chegada em Auckland

Team Akzonobe venceu 6ª Etapa

F

oi com uma enorme pressão a luta de cinco veleiros até ao final, na chegada da 6ª Etapa no dia 27 de Fevereiro a Auckland, na Nova Zelândia, navegando à vista uns dos outros separados por poucos minutos com o “AkzoNobel” à frente. Ao fim de vinte dias terminou a 6ª Etapa, com uma che-

gada que vai ficar para a história. Até parecia que os veleiros tinham participado numa regata inshore. Devido à falta de vento nas últimas 100 milhas os veleiros de trás foram-se aproximando dos da frente, acabando por ficarem quase todos juntos, excepto o “Vestas” que não participou nesta etapa e foi transportado para Auckland para reparações.

O Vestas voltou à prova e vai à frente

O veleiro holandês “AkzoNobel”, com Simeon Tienpont em skipper,cortou a linha de chegada 2 minutos à frente do barco de Hong Kong o “Sun Hung Kai/Scallywag” que tem António Fontes como navegador, seguido pelo “Mapfre” de Espanha, 10 minutos depois, e com inter-

valos de 2 minutos também os chineses do “Dongfeng Race Team” e o “RaceTurn the Tide on Plastic”, o veleiro da fundação Mirpuri com as cores portuguesas, de cuja tripulação fazem parte os dois velejadores olímpicos portugueses, Bernardo Freitas e Frederico Melo. Duas horas depois, em 6º lugar, chegou o outro veleiro holandês em prova, o “Brunel”. Foi a primeira vitória da equipa “AkzoNobel” e ganhou 8 pontos importantes para a tabela de classificação. “Foi uma regata irreal”, disse Simeon Tienpont no fim. “Eu nunca disputei uma regata assim na minha vida. Nós estivemos sempre à vista uns dos outros, principalmente com Scallywag. Eles nunca pararam de lutar e nós nunca parámos de defender. Estou muito orgulhoso da nossa equipa”. Entretanto, a frota largou para a 7ª Etapa no dia 18 de Fevereiro de Auckland rumo a Itajai no Brasil, já com o Vestas em prova que se tem mantido à frente. Todos os veleiros vão agora a navegar para Sul e a velocidades de 23 nós,.antes de virarem para Leste em direcção ao Cabo Horn.

O Mapfre vai em 1º no conjuntro das etapas

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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2018 Março 375

Notícias do Mar n.º 375  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 375, Março de 2018.

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