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Notícias do Mar

56º Salão Náutico de Barcelona

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Salão Ilustra Recuperação do Sector Náutico

Com mais inovação tecnológica, maior participação, e melhores negócios, o Salão Náutico de Barcelona que se realizou entre os dias 11 e 15 de Outubro no Port Vell, foi o melhor que se realizou no novo formato, ao ar livre e durante apenas cinco dias.

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Stand Beneteau 2

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m Espanha, graças ao interesse do seu Governo pelo sector económico da náutica de recreio, não regrediu o número de praticamtes nem diminuiu o número de registo de embarcações, nem foram abatidos barcos, como acontece em Portugal desde 2004. No país vizinho apenas a crise afectou o sector económico náutico que de momento está com uma forte tendência de crescimento. O Salão Náutico de Barcelona é organizado pela Fira de Barcelona com a colaboração da ANEN, a Associação Nacional das Empresas Náuticas. Este ano, devido ao interesse de maior participação, a Fira aumentou em mais 11% da


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superfície expositiva tanto na área flutuante como em seco, onde participaram 275 expositores, mais 7% que em 2016 e no final recebeu 56.000 visitantes. Estiveram em exposição 700 embarcações das quais180, com mais de 8 metros de comprimento, estavam dentro de água a receber a visita do público. O certame deste ano apresentou 120 novidades em embarcações, mais 16% que no ano passado e foi também a edição com mais inovações tecnológicas. O crescimento das actividades náuticas em Espanha tem sido o motor da economia neste sector. Melhor legislação daquela que Portugal tem e porque esta é sobretudo de grande motivação para os novos praticantes. Havendo mais desportistas náuticos, é óbvio que se vendem mais barcos. Segundo a ANEN desde Janeiro até Setembro de 2017 registaram-se em Espanha 4.492 embarcações, mais 9,69% que em 2016 no mesmo período, das quais 3.910 (90,3 %) abaixo dos 8 metros. No respeita às Cartas de Navegador de Recreio, devido à nova legislação, o desenvlvimento nestes dois últimos anos é surpreendente

e já supera o registado em 2007, o ano de maior crescimento da náutica de recreio em Espanha. Em 2016 foram concedidas 30.363 Cartas e este ano desde Janeiro até Agosto foram atribuídas 20.922. Desde 2013 que as Licenças de Navegação concedidas pelas Federações de Vela e de Motonáutica são para embarcações de recreio até 6 metros de comprimento com o motor adequado segundo o fabricante (portanto sem a limitação da potência dos 60 HP, como está estabelecido em Portugal), podendo fazer navegação diurna até 2 milhas de um porto, marina ou lugar de abrigo e nas águas abrigadas. Este foi um estímulo precioso para a iniciação. Em Portugal para se navegar em águas abrigadas com um motor de 80 HP ou mais tem que se tirar a Carta de Patrão Local. No final deste Salão de 2017, os dirigentes da Fira de Barcelona e da ANEM estavam felicíssimos e já a pensar no êxito do próximo ano. Segundo o presidente do salão Luis Conde “Os bons resultados económicos do sector, vão também ajudar na recuperação do certame, encontrando-se em linha com a tendência

Monterey 378 SE

Novo Beneteau Barracuda 6 positiva da indústria náutica espanhola, que cresceu. Este ano registouse uma intensa actividade comercial nos stands dos expositores, que geraram vendas, contactos e novas operações. O volume de negócio no Salão gera 50% das vendas anuais do sector e este ano assistiuse a um importante núme-

ro de visitantes com boa capacidade de compra”. Continuámos a ver muitos portugueses a visitar o Salão. Com o novo formato, apenas ao ar livre, tornou-se mais simples e rápido a sua visita, pois está tudo junto. Antes o evento estava montado em pavilhões e no Port Vell, e os visitantes tinham que fazer duas visitas ao

Camarote do Monterey 378 SE 2017 Novembro 371

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O salão de Barcelona é ao ar livre Salão para verem os barcos na água. O Salão Náutico de Barcelona é agora para os portugueses que querem “namorar” barcos, o mais perto e económico, porque em dois dias veem o Salão e em 700

embarcações encontram certamente o barco que lhes interessa. E ainda lhes sobra três dias para iniciar um negócio que provavelmente vai acabar cá, porque a maioria das marcas estão representadas em Portugal.

Com o encerramento de muitos estaleiros espanhóis e dificuldades financeiras dos restantes, apenas a Rodman,o maior de todos, estava presente. Dos estaleiros franceses destacavam-se a Beneteau

Sessa Marine KL 27 4

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e a Jeanneau e a Lagoon. Enquanto os catamarans Lagoon são para um mercado muito reduzido, a Beneteau e a Jeanneau, só não fabricam semi-rígidos que representa 16,6 % do mercado e têm embarcações à vela e a motor para todo o restante De Portugal, relativamente a estaleiros, estava a San Remo e a Vanguard, construtores porftugueses que há vários anos têm apostado com resultados no Salão Náutico de Barcelona. Das diversas novidades que recolhemos, uma delas diz respeito aos motores fora de borda Evinrude que vão ser representados em Portugal pela Milfa, que representa as motas de água Sea Doo. Quanto às novidades de embarcações que têm representação em Portugal e estavam em destaque em Barcelona vamos dar algumas informações. PORTI NAUTA O estaleiro francês Beneteau tem em Portugal a Francisco Ramada, Lda como importador exclusivo dos barcos à vela e a motor. No Algarve é a Porti Nauta, do grupo Angel Pilot, o distribuidor dos barcos a motor Beneteau,


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motorizados com os fora de borda Honda. No Salão de Barcelona estava assinalada como novidade Beneteau um novo modelo da gama Barracuda, o Barracuda 6, com 6,5 m de comprimento, agora o mais pequeno da linha. Tal como os modelos maiores, este é um barco dedicado aos pescadores, com a cabina de pilotagem tipo pesqueiro profissional encostada a bombordo, com uma porta lateral para o piloto, de acesso ao corredor do poço para a proa. O Barracuda 6 é um barco para pesca, versátil e robusto, com um plano de convés otimizado para os pescadores e o cruzeiro costeiro, com um poço largo e um compartimento à popa para peixe, iscos ou viveiro. Para além dos portacanas colocados na borda do poço, o Barracuda 6 tem cinco transportadores de canas no tecto da cabina. A cabina de pilotagem tem dois bancos e porta para uma cabina à frente com cama e wc marítimo. Existe um enorme número de equipamentos standard e opcionais para aumentar a funcionalidade do barco na pesca.

Stand Sunseeker

Cabina do Sessa Marine KL 27 2017 Novembro 371

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Área dos equipamentos LIMATLA Rui Ferreira, da Limatla, era um homem feliz e atarefado a receber clientes de Portugal. Importador da Monterey dos USA e agente da Rodman, Sessa Marine e Starfisher, tinha que apresentar

as novidades aos clientes. Em grande realce estava o novo modelo Monterey 378 SE que representa, com o seu projecto e as imensas inovações incorporadas, uma nova filosofia de polivalência para um BowRider. A

Monterey é especial a inovar e todos os anos apresenta novas ideias. Com este 378 SE vai marcar muitos pontos. Com 11,30 m de comprimento, o barco consegue ter tudo, para satisfazer o

Jeanneau Cap Camarat 9.0 WA 6

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mais exigente. Com um solário à popa, o poço é um salão com bar que se converte em várias formas para os banhos de sol. Ao meio existem poltronas para o piloto e o copiloto, e á frente o bow rider em forma de U tem uma mesa ao centro. O posto de comando fica a estibordo e sob ele existe um camarote com cama de casal, TV, microondas, bancos e armários. A bombordo encontra-se um quarto de banho. Da Sessa Marine há novo Key Largo Ventisette com 7,48 m de comprimento e para motores fora de borda até 2 x200 HP. Este KL 27 melhorou muito agora com maior conforto para os finsde-semana e férias. A cabina tem mais luz com a aplicação de janelas laterais, dispõe de dinette convertível em cama de casal e posui um quarto de banho e frigorífico. O solário à proa tem novos estofos e encosto de recostar. O posto de comando tem dois bancos indviduais giratórios e o poço dispõe de banco à popa em L e armario com bar e lavatório. NAUTISER CENTRO NÁUTICO A Nautiser / Centro Náutico é o importador exclusivo dos barcos a motor do estaleiro francês Jeanneau. No Salão estavam dois novos modelos Jeanneau da gama Cap Camarat com motores fora de borda, o Cap Camarat 9.0 WA e o Cap Camarat 7.5 BR. O Cap Camarat 9.0 WA, com 8,60 m de comprimento, é uma imponente e polivalente lancha desportiva para o laser, relax, desportos aquáticos, pesca e cruzeiro, com uma cabina. O posto de comando encontra-se numa ampla consola com um largo para-brisas até à passagem walkaround para o grande


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solário à proa. Todo o espaço à frente é para os banhos de sol. O poço tem um banco à popa em L e armário com frigorífico atrás dos bancos do piloto e do copiloto que são individuais. A bombordo do copiloto encontra-se um armário bar com lavatório. Na borda tem dois pota-canas e na popa tem fixada uma torre para ski. A cabina com entrada ao meio da consola de comando, tem dentro uma dinette convertível em cama de casal, cozinha e quarto de banho, com duche e wc marítimo. As grandes janelas laterais dão imensa luz ao interior. O Cap Camarat 7.5 BR, com 7,74 m de comprimento é um clássico bowrider, com a passagem ao meio do cockpit, onde o piloto e o copiloto dispõem de confortáveis e anatómicos bancos individuais e giratórios. O poço tem um banco em L junto à popa e um armário com bar, frigorífico e lavatório atrás do banco do piloto. Existe um compartimento com WC na consola do copiloto. À frente o barco tem dois sofás encosto para os banhos de sol e escada de banhos à proa. Na popa tem duas plataformas e escada de banho a estibordo. Em virtude das muitas características de bowrider que comporta, este modelo foi nomeado para barco do ano de 2018.

Stand Evinrude

SAN REMO Mais uma vez a San Remo apostou no Salão Náutico de Barcelona, pois o mercado de Espanha tem sido satisfeito com agrado por este estaleiro português, que constrói barcos insubmersíveis desde os 6,35 m aos 9,30 m de comprimento e com a característica de prévia personalização de todos os barcos que saem do 2017 Novembro 371

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Jeanneau Cap Camarat 7.5 BR estaleiro. Porque são barcos para o mar, têm o casco com um V profundo e são de um sensacional desempenho seguro e confortável. Dentro de água estava o San Remo 900 Fisher Pro,

com 7,99 m de comprimento, um barco pesca passeio, com acomodação para quatro pessoas dormirem. Tem o poço amplo com quatro porta-canas e um banco ou caixa para o peixe à popa. Sem porta, o poço tem en-

trada directa para a cabina de pilotagem que é um salão, onde comporta um banco com mesa a bombordo e o posto de comando a estibordo. Atrás do piloto fica um armário que pode ter bar, cozinha, lavatório ou

San Remo 900 Fisher Pro 8

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frigorífico. Na coberta inferior existe uma cama em V á frente, outra cama de casal sob o salão e um quarto de banho com wc marítimo e duche. Em seco estava o San Remo 860 Blue Sky, com 8,60 m de comprimento, um barco com flybridge para passeio e cruzeiro com diversas propostas inovadoras como os painéis solares. Uma das características deste barco é a porta lateral do piloto, para melhor acesso à proa e à popa. A cabina de pilotagem tem porta de correr para o poço. Dentro tem banco com mesa a bombordo e o posto de comando a estibordo onde tem um atrás um armário com cozinha, lavatório e frigorífico A cabina à frente está numa coberta inferior e tem uma dinette convertível em cama de casal e um quarto com uma grande janela. A cabina tem ainda um quarto de banho e um armário roupeiro. O poço tem um banco à popa e uma inovadora escada em meio caracol a bombordo para o flybridge. Para os banhos de sol, pode-se montar um solário no flybrfidge ou sobre o con-


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San Remo 860 Blue Sky vés à proa. TOURON O stand da Touron apresntava diversas novidades. Dos barcos Quicksilver, estavam o Quicksilver Activ 875 Sundeck e o Quicksilver Activ 555 Cabin. O Activ 875 Sundeck, com 8,06 de comprimento, vem completar e ampliar a gama dos Sundeck. É uma embarcação imponente, perfeita para navegação costeira, com lotação até dez pessoas na categoria B e doze na categoria C. O Activ 875 Sundeck inclui soluções inovadoras e recorre às últimas tecnologias disponíveis Combina a máxima co-

Stand da Touron modidade com elevado sentido prático para simplificar a vida a bordo e oferecer o máximo prazer e conforto. Tem um amplo posto de comando ergonómico. O poço é muito versatil, convertendo-se facilmente em zona de refeições ou solário. A cabina multifuncional é muito ampla e tem espaço para quatro adultos passarem a noite a bordo, porque foi projectada para viagens de fim-de-semana ou de férias com cozinha e quarto de

Quicksilver Activ 875 Sundeck

banho. Tem muita luz e arejamento, com grandes janelas laterais no casco, vigias ajustáveis e uma escotilha central. No Novo Quicksilver Activ 555 Cabin, com 5,50 m de comprimento, podem-se fazer fins-de-semana ou pernoitar com o maior conforto, ou passear, ir à pesca e fazer desportos aquáticos, em virtude do amplo conceito polivalente deste modelo. È um barco robusto, rápido e desportivo. Junto à consola de co-

mando existem dois confortáveis bancos individuais giratórios para o piloto e o copiloto se virarem para a mesa que se pode montar no meio do poço. Junto à popa há um banco corrido para quatro pessoas que se pode converter num solário. A cabina é espaçosa com assentos em forma de U e mesa, que converte-se na base numa ampla cama de casal Apresentado como novidade Bayliner, o Heyday

Bayliner Heyday WT-1 SC 2017 Novembro 371

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Stand Yamaha WT-1 SC com 5,94 m de comprimento é um dos mais inovadores barcos de wakesurf, projetado para agitar o mundo do wakesurf, prático e de baixo preço. É um barco criado e construído de proposito para wakesurf. A chave do sucesso é o ângulo à popa com 117 graus, projetado para dar forma a uma onda de surf de competição sem recorrer a guias e dispôr da popa larga. O casco comporta “BailingStrakes” ™, projetado para reduzir o atrito aumentar a performance e criar uma

maior onda. YAMAHA No stand da Yamaha encontravam-se em grande destaque, junto de toda a gama de motores fora de borda, os novos F150G e F175C, que incorporam o famoso controlo mecânico do F150D e F175A e agora contam com a mais recente tecnologia DBW, disponível até o 350 HP. São motores com 4 cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC (Dupla árvore de cames), com a cilindrada de 2785 cm3.

Os novos Yamaha F150G e F175C 10

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Graças à fiabilidade desta nova tecnologia, têm um desempenho com excelente precisão na mudança de velocidades e fornecimento de potência sempre sob o controlo Drive-by-Wire (DBW). Para o utilizador a vantagem é uma maior facilidade de utilização, relativamente ao controlo e funcionamento da embarcação. Os motores comportam o sistema de Injeção eletrónica de combustível multiponto EFI e têm o Sistema de Ignição por Microcomputador TCI Outra vantagem destes

novos Yamaha é a compatibilidade total com o sistema digital em rede exclusivo da Yamaha que proporciona a disponibilidade de um impressionante conjunto de outras funções e opções de controlo, incluindo uma vasta gama de manómetros digitais claros e de fácil leitura. Muito importante é disporem do sistema de VTS (velocidade de ajuste variável), porque proporciona uma velocidade em ralenti inferior ao normal, que permite controlar a embarcação em baixa velocidade em ajuste de 50 rpm a partir de 650 e até 900, ideal para pesca ao corrico ou velocidade nas marinas. Todas com o sistema RiDE, as motos de água Yamaha Waverunner para 2018 despertavam a maior atenção. Não existe nenhum novo modelo mas foram introduzidos novas pinturas e gráficos. A Série EX continua sendo composta por três modelos, EX, EX Sport e EX Deluxe. Na Série VX estão VX, VX Deluxe, VX Cruiser, VX Limited. Na Série Performance Race, os modelos GP 1800, VXR e SuperJet. A Série FX continua a incluir FX HO, FX Cruiser HO, FX SVHO, FX Cruiser SVHO e FX Limited SVHO

Motos de água Yamaha Waverunner


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Economia do Mar

Mar em Português

em debate nos Jerónimos

Mar em Português No dia 17 de Outubro decorreu no Salão Nobre do Mosteiro dos Jerónimos a conferência intitulada “Mar em Português”, que contou com diversos oradores que abordaram o mar como ponto estratégico no crescimento económico do país. Foram apresentados case-studies, tendências e as melhores práticas do sector, numa sessão que durante um dia reuniu mais de 150 participantes.

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ste evento integrado no ciclo de conferências Adamastor, conjunto de sessões relacionadas com a economia do mar, foi organizado do Jornal Notícias do Mar, Media 4U, e revista Cargo. E contou com o patrocínio dos Portos de Sines e do Algarve, Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A., Porto de Lisboa, Porto de Setúbal, Altran, Nautel, Mútua dos Pescadores, Yamaha, Torrestir e Docapesca, bem como o apoio do Museu Nacional de Arqueologia. Numa altura em que o Mar é consensualmente estratégico, é necessário definir uma estratégia bem deline12

ada a médio e longo prazo, que faça a ponte entre sectores tão diversos como o Turismo, a Construção Naval, a Energia, os Portos, a Logística, a náutica de recreio, os desportos aquáticos, entre outros. «Com o Mar em Português quisemos fazer um ponto de situação do potencial e da riqueza do Mar, da estratégia e do seu futuro. A economia do mar tem tantas manifestações e é tão transversal, sectorial e geograficamente, que não pode ser apenas um chavão sem visão, que nada desenvolve e constrói», adianta João Carlos Reis, director da Media 4U Sessão da Manhã.

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A manhã começou com uma mesa redonda sobre “Turismo Costeiro, a Náutica e os Desportos Aquáticos” que contou com a intervenção de Isabel Feijão Ferreira (Chefe de Equipa Multidisciplinar -Turismo de Portugal), Pedro Bacalhau (CEO Algarexperience), Rui Palma (Director Geral da Palmayachts), Alberto Braz (Gestor de projecto de recifes artificiais na Subnauta / Ocean revival). De salientar os resultados positivos do Turismo Náutico e o seu crescimento, numa altura favorável para o Turismo Português em geral. Apesar desta evolução ficou patente a dificuldade que as restrições e a burocracia impõem à actividade.

Havendo necessidade de agilizar processos e de facilitar contactos com entidades decisoras e que intervêm no sector. Sendo necessário, por isso, uma maior concertação entre os órgãos de decisão como o Turismo de Portugal e os operadores. Abordou-se o projecto Ocean Revival que visa a reutilização dos navios e criar uma estrutura de recifes artificiais que constitua um factor distintivo para a atração mundial de Turistas Subaquáticos, contribuir para o regenerar da biodiversidade e preservar a memória dos navios da Marinha de Guerra Portuguesa. A associação e a colaboração entre todos, no-


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meadamente através de participações conjuntas tem muitas vantagens e propicia melhores resultados. Sendo esse o caso do Sea of Portugal, que esteve com 19 entidades na boot 2017 (o maior salão náutico do mundo), em Düsseldorf. O Sea of Portugal conta com a participação de algumas câmaras, entidades regionais e empresas que já estão a colaborar e a promover Portugal lá fora. Para Rui Palma a escala dá “vantagem na promoção do destino Portugal, pois é com a Turquia, com a Croácia, com Espanha que nós estamos a concorrer, não uns com os outros”. O turismo e o seu crescimento são um grande impulsionador para o crescimento da Náutica e dos Desportos Aquáticos (e vice-versa). Estamos a falar de actividades que se estimulam mutuamente, o que implica poten-

ciar as condições naturais únicas que Portugal tem e que são de excepção na Europa, assente numa variedade e diversidade que são em si uma oportunidade à espera de ser aproveitada. No ano em que se comemora os 40 anos do primeiro campeonato nacional, (Ericeira) e da primeira prova internacional em solo nacional (Peniche), o Surf em Portugal continua a dar cartas. Vicente Pinto (Vice-presidente da Câmara Municipal de Espinho), João Moraes Rocha (Magistrado Judicial), Miguel Pedreira (Jornalista) e João Valente (Director SurfPortugal Media) debateram o presente e o futuro de um sector que factura na ordem dos 400 milhões de euros com margem para continuar a evoluir, com escolas de Surf de norte a sul, uma reserva mundial, provas internacionais, a maior onda do Mundo e jovens valores que

Mesa Redonda sobre Turismo Costeiro, a Náutica e os Desportos Aquáticos 2017 Novembro 371

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Mesa Redonda sobre o Surf

Mesa Redonda sobre Marinas e Portos de Recreio 14

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aparecem cada vez com mais frequência e que dão cartas em vários palcos. Os oradores falaram ainda da dinâmica das ondas e da importância da sua defesa. Destaque ainda para a melhor onda do norte e o papel que a Câmara Municipal de Espinho tem desempenhado na definição do destino Espinho como palco de eventos e para a prática de Surf. A manhã prosseguiu ainda com a apresentação “Flying Sharks: o pai de todos os transportes”, levada a cabo por João Correia, fundador da Flying Sharks e professor associado na Escola Superior de Tecnologia do Mar – Politécnico de Leiria que falou no transporte aéreo de 3.100 espécies marinhas, capturadas em Olhão, Peniche, Funchal e Horta, para Istambul. Abordou os muitos desafios com que esta operação se deparou ao nível da captura, manutenção e transporte, bem como as-

pectos legais, deontológicos e ambientais. Depois de 6 meses de capturas e manutenção, mais de 50 pessoas envolvidas, o transporte de 44 tanques foi feito em dois aviões. Vindo depois a intervenção de Miguel Marques, sócio da PwC, que apresentou ‘Sentir o Mar – Uma perspectiva’, com base no barómetro LEME sobre a Economia do Mar. O Mar e as fileiras a ele ligadas, como a Pesca e a Indústria do Pescado, o Turismo e a Náutica de Recreio, a Construção e a Reparação Naval, a Logística e os Transportes Marítimos, têm potencial para melhorar a nossa balança comercial e criar riqueza. A Economia do Mar (Crescimento Azul) tem uma visão integrada das indústrias do mar com o objectivo de promover o desenvolvimento sustentável (económico, social e ambiental). A manhã encerrou com o painel dedicado à “Logís-


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tica Marítima” que reuniu Lídia Sequeira (Presidente da Associação dos Portos de Portugal e Presidente do Porto de Lisboa e Porto de Setúbal), Fernando Cruz Gonçalves (Coordenador das Licenciaturas de Gestão na ENIDH), José Simão (director-geral da DGRM) e Paulo Ferreira (director de Infra-estruturas e Transportes da ALTRAN). Os portos são a ligação umbilical de Portugal ao mar e verdadeiros impulsionadores de uma economia que se quer marítima. Num mundo cada vez mais global, o transporte marítimo assume maior importância a cada dia que passa. Esta sessão debateu o posicionamento de Portugal no sector marítimoportuário que se encontra em profunda mudança. Houve espaço para o reconhecimento dos méritos dos resul-

tados portuários dos últimos anos e dos avanços tecnológicos do sistema portuário nacional – nomeadamente com a JUP que em breve vai evoluir para a JUL. Sessão da Tarde O período da tarde arrancou com o debate sobre “Indústria de Construção Naval”, onde os oradores Bruno Costa (gestor da Atlanticeagle Shipbuilding), Rui Roque (administrador da Nautiber), Filipe Rosa (Desenvolvimento de negócio da West Sea – Estaleiros Navais/Martifer) e João Santos (director-geral da Sun Concept) reflectiram sobre os esforços de um sector com tradição que continua a apostar na inovação e a acompanhar o progresso, quer na área da sustentabilidade energética e económica, quer na própria correlação de forças entre

competidores. Num mercado internacional muito competitivo, nem sempre é fácil manter uma incorporação nacional elevada. Todos os presentes valorizaram essa incorporação, admitindo no entanto que o elevado custo da tecnologia (quase toda estrangeira, como a propulsão e a electrónica) limitarem o número dos fornecedores Portugueses. Alguns projectos têm aberto a porta a novos projectos. A título de exemplo a construção de barcos para o Douro criou uma oportunidade, mesmo com operadores estrangeiros, que operam no Douro. Vivemos tempos de inovação com incorporação de novos materiais em cascos e de novas alternativas energéticas para a propulsão, por exemplo. A Indústria de Construção

Naval é um pilar, um sector com história e tradição em Portugal, que tem feito o seu percurso e trabalhado a olhar para o futuro. A capacidade deste sector temse demonstrado através do seu know-how, das encomendas, da inovação e dos clientes satisfeitos. Seguiu-se a intervenção de Rúben Eiras, em representação do Ministério do Mar, que abordou as potencialidades do GNL (gás natural liquefeito) e as oportunidades que Portugal poderá captar enquanto ‘hub‘ de ‘transhipment‘ deste novo elemento energético de consumo – um tema que faz parte da “Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária. Após uma sessão de degustação de pescado das lotas portuguesas (organizada pela Docapesca) decorreu

Debate sobre Indústria de Construção Naval 2017 Novembro 371

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Notícias do Mar

uma mesa redonda sobre “Marinas e Portos de Recreio / Infra-estruturas, Investimento, Turismo e Valor Acrescentado”, que contou com a presença de Martinho Fortunato (presidente do CA da Marina de Lagos), Hugo Henriques (administrador da Sopromar Centro Náutico), Marina Correia (da comissão executiva da Associação de Turismo de Portimão) e Pedro Vale (fundador da BoatCenter). Os presentes falaram sobre a importância das Marinas e os investimentos necessários para aumentarem a rentabilidade do sector. Estes especialistas abordaram o papel de uma Marina, numa estratégia para o Turismo Náutico e Desportos Aquáticos, como Infra-estrutura turística, e a forma como acrescentam

valor e são um factor de desenvolvimento local, que deve estar integrado numa estratégia regional e nacional. Nesta mesa foi apresentado o facto da procura dos serviços das marinas ser cerca de 80% de barcos estrangeiros, porque a náutica de recreio em Portugal tem praticamente o seu desenvolvimento parado. A causa foi atribuída ao Regulamento da Náutica de Recreio em vigor que promove o desinteresse de se ser proprietário de uma embarcação, devido aos problemas com o registo das embarcações e à burocracia das Capitanias. Também as pesadas coimas para pequenas infracções são um factor extremamente desmotivador. Foi apontado também

como muito prejudicial para a náutica de recreio o Imposto Único de Circulação, com uma taxa de 1€ por cada 2,17 KW para as embarcações a motor, considerado altamente oneroso, porque para muitos proprietários triplica o que pagavam antes. Portugal pouco ganha com este imposto, porque foram muitos barcos abatidos, os grandes iates não são registados em Portugal e nada pagam, e cada vez se vendem menos barcos. Hugo Henriques, da Sopromar, disse que não há nenhuma política de desenvolvimento da náutica de recreio em Portugal. Antes pelo contrário estão constantemente a saírem medidas que impedem a iniciação e prejudicam os praticantes. Mesmo para as

actividades económicas, há uma permanente burocracia agarrada à legislação, que impede que os projectos avancem. O “Mar em Português” encerrou este dia de trabalhos com um painel composto por Luís Cacho (conselheiro da APLOP e presidente do Porto de Sines), Luís Baptista (presidente da ENIDH) e Nuno Teixeira (da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, responsável pela promoção do Registo Internacional de Navios da Madeira – RIN MAR), no qual foram debatidos temas relacionados com o investimento na formação marítimo-portuária, o crescimento do MAR nos últimos 4 anos e o contínuo potencial de crescimento de produtividade do Porto de Sines.

Painel o Mar Português no Mundo 16

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Náutica

Aniversário dos 30 Anos Dipol

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Comemoração num admirável Meeting em El Rompido O estaleiro espanhol Dipol de Huelva, cujas embarcações são motorizadas pela Yamaha, organizou em parceria com a Yamaha Sucursal de Portugal, um excelente meeting em El Rompido junto a Huelva, nos dias 25 a 28 de Outubro, para comemorar o aniversário dos seus 30 anos.

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ara este meeting foram convidados, os concessionários Dipol de Portugal Espanha, França, Itália e Marrocos, distribuidores Yamaha de Portugal e a imprensa especializada que se

Dipol P680 é uma grande novidade 18

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Náutica

Cala D-400

instalaram no Hotel Nuevo Portil Golf, que serviu como base do evento. O objectivo foi apresentar e testar todos os dez modelos da gama de 2018, com quatro modelos novos que incorporam, para além de um novo visual,

Dipol P-680

símbolo e novas características, bem como apresentar as novidades Yamaha: os novos F25G, F80D, F100F e também o F150G DBW.e F175C DBW, ou sejam as versões electrónicas. Desde que iniciou a construção de embarcações em PRFV, o estaleiro Dipol começou por fornecer barcos para a pesca profissional. Para melhor satisfazer os pescadores, o estaleiro construiu as embarcações com as características mais adequadas para navegarem no mar, com estabilidade, robustez e fazerem boas performances com motores de potências reduzidas. Isto foi conseguido desenvolvendo a construção do casco com as estruturas longitudinais e transversais, muito reforçadas e serem semi-planantes à popa. Quando a Dipol começou a construir embarcações

Cala D-400

Cala D-400

Dipol P-680

para o recreio, o estaleiro manteve o mesmo conceito quanto às características dos cascos, com um V evolutivo muito acentuado à frente, que se atenua no último terço do casco e é semi planante na popa. Por essa razão, os barcos Dipol para o recreio continuaram a ter facilidade no arranque e um bom desempenho com motores de baixa potência. Outra característica de

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Náutica

Cala D-450 todas embarcações Dipol é ser concebidas e equipadas para servirem os pescadores lúdicos e desportivos. Para tal ser possível, incorporam quase tudo o que é preciso para uma jornada de pesca que está no equipamento standard ou nos opcionais e todos os modelos são autoesgotantes. A equipa Dipol / Yamaha Marine iniciou o evento com uma sessão de fotoshooting com o registo de fotos e vídeos para um novo catálogo e a página web Dipol. Num espaço quase perfeito, a partir de uma pequena e muito funcional marina, seguiram-se os testes dos

jornalistas e dos distribuidores. Com uma organização perfeita a equipa Dipol / Yamaha Marine conseguiu que toda a gente ensaiasse todos os modelos e ainda provasse as famosas “tapas” espanholas nos intervalos de passagem de barco para barco. O plano de água calmo em El Rompido é excelente para os testes de arranque, aceleração e atingir as velocidades máximas, facilitando excelentemente o nosso trabalho das medições. Como as embarcações Dipol não exigem altas potências para terem boas per-

Cala D-450 20

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formances no desempenho, foi muito interessante o resultado do equilíbrio barco/ motor que medimos Dipol P-680 com Yamaha FT50 JETL Barco para pescadores profissionais e inafundável com 6,70 m de comprimento, equipado com motor de punho. Este barco foi preparado para ser exportado para Marrocos com quatro separadores fibrados dentro do barco ao piso e ao casco, para colocar redes ou covos de pesca. À proa o barco tem dois

compartimentos, um para palamenta e o outro para o ferro. Na borda estão fixados espigões para colocar remos. Neste barco a altura no interior até à borda é de 87cm, mas o estaleiro vai fazer um duplo fundo com 10 cm e colocar uma coberta para se adaptar melhor ao mercado de Portugal para o recreio, pesca profissional ou marítimo- turística. O casco em V à frente e a proa com um perfil muito deflector, mostra que o barco tem características de mar. Teste No teste de arranque em 1,95 segundos já planávamos a fazer 11,4 nós Muito bom foi termos atingido a velocidade máxima de 22 nós com um motor de apenas 50 HP. Quanto à estabilidade, verifica-se que quase não adorna nem balança, condição necessária para a pesca profissional, para se trabalhar junto à borda. Preço pack standard com IVA: 18.250€ Cala D-400 com Novo Yamaha F25 GEL Barco de casco tipo trincado com 3,99 m de comprimento, de convés aberto e com consola de condução central com para-brisas em acrílico. O piloto tem um banco

Cala D-450


Náutica

corrido e existem dois assentos à popa e à proa. Na proa está um porão para o ferro e sob os assentos existe um porão para a palamenta. Os bancos à popa têm um compartimento com tampa para guardar equipamentos ou iscos Para os que são pescadores, na borda existe um porta-canas de cada lado. Novo Yamaha F25G O novo e inovador Yamaha F25G, conhecido por ser Quase tão leve como uma pena, é cerca de 25% mais leve que o anterior F25 o que proporciona uma performance peso/potência sem paralelos. O F25G tem 2 cilindros, 4 válvulas, SOHC e 432 cc de cilindrada e pesa apenas 56 Kg. O motor é muito funciona,l com uma utilização dentro e fora de água bastante simples, graças ao peso reduzido e facilidade de transporte devido ao novo design prático da pega e dispor de duas almofadas de amortecimento bem posicionadas para o armazenamento. Tem um novo sistema de injeção eletrónica de combustível (EFI) sem bateria que assegura sempre um arranque fácil. Tem opções de arranque manual ou elétrico/manual. Tem compatibilidade total com o sistema digital de rede avançado

Fragata 510 exclusivo da Yamaha com uma vasta gama de manómetros digitais. Incorpora o sistema VTS (velocidade de ajuste variável) para ralenti e velocidades baixas, em passos de 50 rpm, para pesca ao corrico Tem opcional o sistema de proteção antirroubo YCOP. Teste Quando arrancámos, em 2,34 segundos o barco planou com a velocidade de 9 nós. Com um motor de apenas 25 HP na velocidade máxima atingimos 20.5 nós às 5600 rpm. Quanto a uma

velocidade económica de cruzeiro, não passando das 4500 rpm deu 10/11 nós. O casco mostrou bem a característica de estabilida-

de da Dipol, fundamental para estes pequenos barcos Preço pack standard com IVA: 9.273€

Fragata 510

Fragata 510

Fragata 510 2017 Novembro 371

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Náutica

atingimos 25,5 nós às 5800 rpm De realçar a velocidade de cruzeiro de 19/20 nós às 4500 rpm Circula-se muito bem dentro com o barco parado, graças à sua enorme estabilidade. Preço pack standard com IVA: 17.250€

580 Open Cala D-450 com Yamaha F30 BETL É um barco de casco tipo trincado com 4,40 m de comprimento. Tem o convés aberto com uma consola de condução ao centro que dispõe de um para-brisas com vidro acrílico. O piloto tem um banco corrido e há dois bancos à popa e dois assentos à proa. Para se guardar equipamentos ou iscos, os bancos da popa têm um compartimento com tampa. Sob os assentos à proa podem-se guardar palamenta e o ferro.

Neste barco pode-se montar um toldo bimini e um solário à proa, como opcionais. Os pescadores têm um porta-canas de cada lado na borda. Teste No arranque planámos em 1,79 segundos a fazermos10,9 nós. Em velocidade máxima fizemos 23 nós às 5800 rpm. Com o 30HP em velocidade de cruzeiro na rotação económica de 4.500 rpm manteve os 15/16 nós Estas excelentes performances devem-se também á estabilidade do barco e facilidade de saída da água do casco.

580 Open 22

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Preço pack standard com IVA: 10.857€ Fragata 510 com Yamaha F70 AETL Barco open de casco tipo trincado com 5,05 m de comprimento, com consola de condução central que incorpora um para-brisas em acrílico. É um barco para a pesca lúdica, com mesa e solário. O Banco do piloto é duplo, estofado e com o encosto amovível. Na popa o barco tem dois assentos. Á proa os assentos em U podem ter mesa ao meio ou serem convertíveis num solário. Para as arrumações, os assentos à popa têm um compartimento com tampa e à proa existe o porão para o ferro e sob os assentos um compartimento para a palamenta. Para os pescadores na borda estão dois porta-canas e se estiver muito sol abrem o toldo bimini, opcional. Teste No teste de arranque em 1,56 segundos já planávamos a fazer 12,3 nós. Em velocidade máxima

580 Open com Novo Yamaha F100 FETL Barco polivalente com 5,77 m de comprimento para a pesca lúdica e passeio, com um púlpito na proa. O posto de comando é numa larga consola com um para-brisas com vidro acrílico. O banco do piloto é duplo tem encosto amovível e é estofado. No poço tem à popa um banco corrido estofado. Na proa existe um asento em U com estofo, que pode ter uma mesa ao meio ou ser convertível em solário. A mesa também pode ser montada no poço. Os pescadores podem guardar o peixe num açafate ou numa caixa dentro do porão que existe no poço. Na borda existem dois portacanas. Para arrumações de equipamentos e palamenta, existem compartimentos sob o banco da popa e o assento da proa. A popa termina em duas plataformas com a escada a estibordo Na proa encontra-se o porão do ferro e o púlpito tem uma roldana. Novo Yamaha F100F Motor muito mais leve e mais compacto que o F100, foi a forma da Yamaha, criar o novo F100F de última geração, mais rápido e mais potente que proporciona uma potência limpa, suave e económica. O F100F tem 4 cilindros,


Náutica

com 1.832 cm3 de cilindra, 16 válvulas (SHOC) e Injeção eletrónica de combustível (EFI). O Yamaha F100F é o mais recente motor de gama média alta com mais potência, mais velocidade e uma aceleração de saída ainda mais acentuada. O motor, tem níveis de som e de vibrações extremamente reduzidos, graças ao novo design do sistema de escape. . Por ter uma performance notável e ser tão silencioso, é indicado em especial para desportos aquáticos, pesca em alto mar e atividades de lazer. Tem compatibilidade total com o sistema digital de rede avançado exclusivo da Yamaha com uma vasta gama de manómetros digitais. Dispõe do controlo VTS (velocidade de ajuste variável), em passos de 50 rpm, para ralenti ou velocidades baixas e é ideal para a pesca ao corrico. Tem o exclusivo sistema de proteção antirroubo YCOP. Teste No arranque a planagem foi em 1,72 segundos aos 11,82 nós. Na velocidade máxima chegámos aos 28 nós às 5600 rpm Boa referência a velocidade de cruzeiro de 21/22 nós às 4000 rpm Salienta-se a oferta de muita utilização que dá o equipamento incorporado A Série Open tem o casco em V bem marcado e uma proa alta com um perfil deflector. Dispõe também, bastante salientes os planos de estabilidade laterais desde a proa até à popa, razão pela qual o barco é muito estável e corta bem a água à proa. Preço pack standard com IVA: 23.501€

600-Sport com Novo Yamaha F100 FETL Barco do tipo polivalente de pesca e passeio com 6,70 m de comprimento com um púlpito à proa e uma cabina para pernoitar. O posto de comando é largo, tem para-brisas e proteções laterais em vidro acrílico e uma porta para a cabina. O piloto e o copiloto têm bancos individuais reguláveis e giratórios. O poço tem dois bancos à popa e pode levar uma mesa ao meio. No piso existe um porão para guardar peixe num açafate, ou meter palamenta. Para os pescadores existem prateleiras laterais no posto de comando e no poço. Na borda encontramse dois porta-canas. A cabina tem estofos em U convertíveis em cama de casal e escotilhas laterais para entrada de luz. Na popa existem duas plataformas com a escada a estibordo Novo Yamaha F100F Motor muito mais leve e mais compacto que o F100, foi a forma da Yamaha, criar o novo F100F de última geração, mais rápido e mais potente que proporciona uma potência limpa, suave e económica. O F100F tem 4 cilindros, com 1.832 cm3 de cilindra, 16 válvulas (SHOC) e Injeção eletrónica de combustível (EFI). O Yamaha F100F é o mais recente motor de gama média alta com mais potência, mais velocidade e uma aceleração de saída ainda mais acentuada. O motor, tem níveis de som e de vibrações extremamente reduzidos, graças ao novo design do sistema de escape. . Por ter uma performance notável e ser tão silencioso,

580 Open é indicado em especial para desportos aquáticos, pesca em alto mar e atividades de lazer. Tem compatibilidade total com o sistema digital de rede avançado exclusivo da Yamaha com uma vasta gama de manómetros digitais. Dispõe do controlo VTS (velocidade de ajuste variável), em passos de 50 rpm, para ralenti ou velocidades

baixas e é ideal para a pesca ao corrico. Tem o exclusivo sistema de proteção antirroubo YCOP. Teste No teste de arranque planámos em 1,91 segundos com 12,4 nós. Em velocidade máxima fizemos 27,6 nós às 5700 rpm Em velocidade de cruzei-

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Náutica

600-Sport ro mantivemos os 21/22 nós às 4500 rpm. O poço como está muito desimpedido é útil para os pescadores que facilmente se movimentam com a van-

tagem de estarem num barco extremamente estável. O casco deste Sport é igual aos Open em V e possui uma proa alta e defletora. Tem também, bastante

600-Sport

600-Sport 24

2017 Novembro 371

salientes os planos de estabilidade laterais desda a proa até à popa. Por este motivo o barco é muito estável e corta e deflecte bem a água à proa. Preço pack standard com IVA: 27.430€ 600 Open com Novo Yamaha F150 GETL Barco bastante polivalente para a pesca ou o passeio com 6,70 m de comprimento que termina na proa com um púlpito. Para o comando, há uma consola de condução larga com para-brisas alto em acrílico. O piloto tem um banco duplo estofado com

encosto amovível. O poço tem um banco de cada lado na popa e podese montar uma mesa ao meio. Na borda existem dois porta-canas. No piso existe um porão que dá para colocar um açafate com peixe ou guardar palamenta. À frente da consola existe um asento em U com estofo, que pode ter uma mesa ao meio ou ser convertível em solário. Para arrumações existem compartimentos sob os bancos e na consola. Na popa encontram-se duas plataformas com a escada na de estibordo. Do interesse dos pescadores é o poço ser muito espaçoso e o encosto do banco do piloto amovível permitir sentar-se virado para a popa. NovoYamaha F150G DBW É o motor de menor potência da Yamaha com a tecnologia Drive-by-Wire (DBW), agora disponíveis até o 350 HP. A tecnologia DBW permite que sob o seu controlo o motor tenha um desempenho com excelente precisão na mudança de velocidades e no fornecimento de potência. Graças à fiabilidade desta nova tecnologia de funcionamento simples, é uma enorme vantagem para o utilizador no controlo e funcionamento da embarcação.

600-Sport


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Náutica

600 Open O motor tem 4 cilindros em linha, com 2.785 cm3 de cilindrada, 16-válvulas, DOHC (Dupla árvore de cames à cabeça), e comporta o sistema de Injeção eletrónica de combustível multiponto EFI. Tem o Sistema de Ignição por Microcomputador TCI Tem compatibilidade total com o sistema digital de rede avançado exclusivo da Yamaha, com uma vasta gama de manómetros digitais. Dispoe do sistema VTS (velocidade de ajuste variável) para ralenti e velocidades baixos, em passos de 50 rpm, ideal para a pesca ao corrico. Tem incorporado o siste-

ma de proteção antirroubo Y-COP. Teste Quando arrancámos em apenas 1,44 segundos entrámos a planar a fazer 13,4 nós. Na velocidade máxima atingimos os 35,7 nós às 5600 rpm Verificámos uma velocidade de cruzeiro rápida de 24/25 nós às 4000 rpm O poder do motor de 150 HP e o casco deste Open facilitam as saídas da água. O casco tem um V bastante marcado e possui uma proa alta com um perfil defletor. Desde a proa até à popa os planos de estabilidade laterais também são muito

600 Open 26

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salientes. Essa é a razão deste barco ser muito estável e cortar e deflectir muito bem a água à proa Preço pack standard com IVA: 30.850€ 580 Timonera com Novo Yamaha F80 DETL Barco pesca passeio com 5,77 m de comprimento, com cabina de pilotagem e cabina para pernoitar à frente. Há passagem à volta da cabina para a proa que termina num púlpito e tem junto o porão do ferro. O assento no contramolde à frente da cabina é um excelente apoio para as manobras de fundear.

O para-brisas e as janelas laterais são em vidro acrílico e têm aberturas de correr. No tecto existe uma escotilha para arejamento. O posto de comando tem dois bancos individuais reguláveis e giratórios. O piloto está a estibordo e ao meio existe uma porta para entrada da cabina. A cabina numa coberta inferior tem estofos em U convertíveis em cama de casal e duas escotilhas laterais para entrada de luz. O poço tem um banco à popa e no piso existe um porão para guardar peixe num açafate ou numa caixa, ou meter a palamenta. Na borda estão dois porta-canas Na popa existem duas plataformas com a escada a estibordo. Novo Yamaha F80D Motor que dispõe das mais recentes tecnologias da Yamaha, com 4 cilindros, têm 1.596 cm3 de cilindrada com 16 válvulas e DOHC (dupla árvore de cames à cabeça) e injecção electrónica de combustível (EFI) Tem o módulo de controlo do motor ECM, que controla o avanço da ignição e da injecção, para a combustão ser optimizada em qualquer posição de aceleração. Dispõe de um sistema de redução de ruídos e vibrações no painel de popa, resultando numa navegação

600 Open


Náutica

calma e relaxante, tanto a baixa como a alta velocidade. Comporta o sistema de dupla queima de combustível e o sistema de retorno dos vapores do combustível que beneficiam o ambiente e a eficiência do combustível, proporcionando uma navegação sem fumos nem cheiros. Dispõe de compatibilidade total com o sistema digital de rede avançado exclusivo da Yamaha, com uma vasta gama de manómetros digitais Tem o controlo VTS (velocidade de ajuste variável) para ralenti e velocidades baixos, em passos de 50 rpm, utilizado para a pesca ao corrico. Tem incorporado o sistema de proteção antirroubo Y-COP Teste No arranque em 1,81 segundos estávamos a planar com 11,7 nós Em velocidade máxima atingimos 31,6 nós às 5800 rpm Realçamos a velocidade de cruzeiro de 20/21 nós às 4000 rpm Estas performances com o motor de 80 HP devemse também ao tipo de casco dos Dipol, que têm bastante salientes os planos de estabilidade laterais desde a proa até à popa, facilitando a saída rápida da água no

580 Timonera arranque e são muito estáveis. O casco em V e a proa alta com um perfil deflector corta a água à proa e deflecte-a bem para fora. Preço pack standard com IVA: 25.675€

janelas laterais com aberturas de correr em vidro acrílico. No tecto existe uma escotilha para arejamento. No posto de comando o

piloto está a estibordo. Existem dois bancos individuais reguláveis e giratórios do piloto e copiloto. Ao meio existe uma porta para entra-

600 Timonera com Yamaha F115 BETL Barco pesca passeio com 6,70 m de comprimento com cabina de pilotagem e cabina à frente para pernoitar. A cabina tem uma passagem à volta para a proa que termina num púlpito. Junto está o porão do ferro com um molinete manual. A ampla cabina de pilotagem tem o para-brisas e as

580 Timonera

580 Timonera

580 Timonera 2017 Novembro 371

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Náutica

bombordo para a plataforma com escada na popa. Junto á passagem está montado o duche de água doce, como equipamento standard. O poço tem estantes laterais para colocar equipamentos de pesca, na borda comporta quatro porta-canas e no piso existe um grande porão onde se pode meter um açafate ou uma caixa para guardar peixe. Junto à proa encontra-se Características Técnicas P-680 Pescador Comprimento

6,70 m

Comprimento casco

600 Timonera da da cabina que fica numa coberta inferior. A cabina tem os estofos em U, convertíveis em cama de casal. Para entradas de luz há duas escotilhas laterais. Há um banco estofado com encosto de cada lado na popa. O poço está completamente desimpedido para a pesca e no piso existe um porão para guardar peixe num açafate ou numa caixa. Na borda estão dois portacanas. Existem duas plataformas na popa com a escada na de estibordo Teste

Quando arrancámos no teste em 1,97 segundos planámos, a fazer 12.5 nós Quanto à velocidade máxima fizemos 32 nós às 5600 rpm Na velocidade de cruzeiro navegámos a 21/22 nós às 4000 rpm Também neste conjunto barco/motor as performances são excelentes. Consideramos que é graças à característica do casco com os planos de estabilidade laterais muito salientes desde a proa até à popa, permitindo que o barco seja rápido e muito estável para os pescadores. Outra característica é o V do casco

600 Timonera 28

2017 Novembro 371

e a proa alta com um perfil deflector cortando a água à proa e deflectindo-a bem para fora. Preço pack standard com IVA: 30.000€ D-25 CC com Novo Yamaha F175 CETX Barco desportivo e polivalente para a pesca, desportos aquáticos e passeio, com 7,47 m de comprimento. O D-25 CC está muito bem fornecido de equipamentos para responder o mais possível às exigências da navegação no mar e quando se passeia facilitar o convívio e o relax. A consola de condução é alta e larga com um para-brisas acrílico arredondado. À frente tem um banco e dentro um compartimento com sanita química. O banco do piloto é duplo, estofado e com encosto. Levantando uma tampa o banco tem também dentro um lavatório e pode ter um frigorífico opcional. Nas costas do banco está montada uma mesa em madeira rebatível. Na popa encontra-se um banco estofado com encosto. Tem uma passagem a

Boca

2,35 m

Lotação

9

Potência máxima

150 HP

Classificação CE

C/D

Motor em teste

FT50JETL

Preço Pack com IVA

18.250€

Performances P-680 Pescador Tempo para planar

1,95 seg. 11,4 nós

Aceleração 5000 rpm Velocidade cruzeiro Mínimo a planar

7,6 nós

3.000 rpm 3.500 rpm 4.000 rpm 4.500 rpm 5.000 rpm 5.500 rpm Velocidade máxima

22 nós


Náutica

600 Timonera

Fragata 510 Cala 400

Cala 450

3,99 m

4,40 m

5,05 m

580 Open 5,27 m

600 Sport

600 Timonera

600 Open

6,70 m

6,50 m

5,95 m

5,95 m

580

600

Timonera

Timonera

5,77 m

6,70 m

D-25 CC 7,47 m

5,95 m

2,00 m

2,00 m

2,05 m

2,28 m

2,36 m

2,36 m

2,28 m

2,36 m

2,60 m

5

5

5

5

6

6

5

6

6/8

40HP

40 HP

80 HP

115 HP

150 HP

150 HP

115 HP

150 HP

300 HP

C/D

C/D

C/D

C/D

C/D

C/D

C/D

C/D

B/C/D

F25GEL

F30BETL

F70AETL

F100FETL

F100FETL

F150GETL DBW

F80DETL

F115BETL

F175CETX DBW

9.273€

10.857€

17.250€

23.501€

27.430€

30.850€

25.675€

30.000€

47.900€

Os preços apresentados são para packs com equipamento standard (poderão deferir dos equipamentos presentes nos modelos testados). Não incluem montagem, nem transporte desde o Estaleiro DIPOL, em Huelva, Espanha.

Fragata 510

580 Open

600 Sport

580

600

Timonera

Timonera

1,44 seg 13,4 nós

1,81 seg 11,7 nós

1,97 seg 12.5 nós

1,72 seg 11,1 nós

21 nós 6,94 seg.

27,8 nós 6,47 seg

20,8 nós 7,41 seg

22,5 nós 6,56 seg

30,5 nós 11,68 seg

20/21 nós 4000 rpm

21/22nós 4500 rpm

24/25nós 4000 rpm

20/21 nós 4000 rpm

21/22 nós 4000 rpm

22/23nós 4000 rpm

7,4 nós 2600 rpm

8,9 nós 2800 rpm

8 nós 2800 rpm

9,7 nós 2700 rpm

8,2 nós 2700 rpm

9,1 nós 2800 rpm

10,6 nós 2700 rpm

8,5 nós

11,3 nós

9,4 nós

15,1 nós

11,2 nós

11,2 nós

13,5 nós

8,7 nós

11,6 nós

15,6 nós

12,9 nós

20,4 nós

16,4 nós

16,4 nós

20,3 nós

13,2 nós

14,2 nós

20,3 nós

17 nós

23,9 nós

20,6 nós

21,2 nós

22,7 nós

10,8 nós

15,8 nós

19,3 nós

23,8 nós

21 nós

26,4 nós

23,3 nós

24 nós

27,3 nós

16,8 nós

20 nós

21 nós

26,2 nós

24 nós

29 nós

25,8 nós

27,5 nós

30,7 nós

18 nós

21 nós

23,2 nós

27,8 nós

26,2 nós

33,8 nós

28,2 nós

30,8 nós

36 nós

20,5 nós 5600 rpm

23 nós 5800 rpm

25,5 nós 5800 rpm

28 nós 5600 rpm

27,6 nós 5700 rpm

35,7 nós 5600 rpm

31,6 nós 5800 rpm

32 nós 5600 rpm

36,7 nós 5600 rpm

Cala 400

Cala 450

2,34 seg. 9 nós

1,79 seg 10,9 nós

1,56 seg 12,3 nós

1,72 seg 11,82 nós

1,91 seg 12,4 nós

12 nós 4,64 seg.

19 nós 8 seg.

23,8 nós 8,91seg

21,3 nós 6,47 seg

10/11 nós 4500 rpm

15/16 nós 4500 rpm

19/20 nós 4500 rpm

7,6 nós 4000 rpm

8 nós 3400 rpm

600 Open

D-25 CC

Estaleiro DIPOL GLASS, S.L. La Lobera S/N – 21510, San Bartolomé de la Torre (Huelva) – Espanha, Tel: 959 387 543 dipolglass@dipolglass.com Importador YAMAHA MOTOR EUROPE N.V. Sucursal em Portugal, Rua Cidade de Córdova 1 - Alfragide, 2610-038 Amadora, Tel.: 214 722 125 Mob: 926 486 572, www.yamaha-motor.pt

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Náutica

D-25 CC um assento em U, convertível com os estofos em banco ou solário. No meio pode-se montar uma mesa. A proa com a forma de um púlpito, tem junto o porão para o ferro. Dentro existe espaço para um montar um opcional molinete eléctrico.

Novo Yamaha F175C DBW O Yamaha F175C e o F150G incorporam o mesmo bloco motor e compartilham todas as sofisticadas tecnologias das novas gerações dos motores Yamaha. O motor tem 4 cilindros

D-25 CC

D-25 CC 30

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em linha, com 2.785 cm3 de cilindrada, 16-válvulas, DOHC (Dupla árvore de cames à cabeça), comporta o sistema de Injeção eletrónica de combustível multiponto EFI e tem incorporada a nova tecnologia DBW. Graças à fiabilidade desta tecnologia, o motor tem um desempenho com excelente precisão na mudança de velocidades e fornecimento de potência sob o controlo Drive-by-Wire (DBW), de funcionamento simples e uma enorme vantagem para o utilizador no controlo e funcionamento da embarcação. O Sistema de Ignição é por Microcomputador TCI. O sistema digital de rede avançado exclusivo da Yamaha, com uma vasta gama

de manómetros digitais, é compatível com o motor Tem o sistema VTS (velocidade de ajuste variável) para ralenti e velocidades baixos,em passos de 50 rpm, o ideal para a pesca ao corrico. O sistema de proteção antirroubo Y-COP setá também incorporado Teste Ao testarmos o arranque em 1,72 segundos fizemos 11,1 nós No ensaio da velocidade máxima tingimos 36,7 nós às 5600 rpm Em velocidade de cruzeiro fizemos 22/23 nós às 4000 rpm Com o motor F175C DBW, uma das novidades da Yamaha, o D-25 CC fez muito boas performances, também resultado do tipo de casco rápido que tem, pois logo a partir da proa os planos de estabilidade laterais são também bastante saídos até à popa. A navegar é a proa alta com um perfil deflector e o V bastante marcado do casco que corta com conforto a água e deflecte-a para fora e para trás, sem molhar o interior. Em conclusão, consideramos que o D-25 CC tem uma relação preço/qualidade muito boa, para a classe onde se insere. Preço pack standard com IVA: 47.900€

D-25 CC


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Notícias do Mar

Tagus Vivan

Crónica Carlos Salgado

Tudo apontava para que o grande debate sobre o rio Tejo tivesse lugar nos dias 24 e 25 do corrente mês de Novembro no auditório principal da Gare Marítima da Rocha Conde d´Óbidos em Lisboa, durante os trabalhos do Congresso do Tejo III, mas em boa verdade, quando se opta por elevar o patamar do conhecimento e da qualidade de um programa ou debate, passa-se a ter obrigações e complicações acrescidas. Mas como surgiu um inesperado constrangimento à ultima da hora que lamentavelmente foi impeditivo da realização deste acontecimento naquelas datas, o que nos obriga a adiá-lo para meados de Fevereiro de 2018, porque como é sabido os meses de Dezembro e Janeiro não são propícios para organizar debates desta importância, mas como para nós o Tejo merece que o rigor e a verdade venham ao de cima, para um evento deste significado vamos sempre a tempo.

C

omo podem constatar a logo-marca deste Congresso do Tejo III só por si evidencia que este evento foi desenhado e preparado para navegar numa onda de mudança estando bem orientado para o futuro. Como não é da nossa cultura ou desígnio, nem nunca foi, ter a veleidade 32

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de organizar algo que resulte apenas numa feira de vaidades para dar nas vistas ou para que conste, mas acabe por no fim de contas não resultar em nenhum benefício efectivo para o bem em causa, porque o rio Tejo sempre nos mereceu o maior respeito e consideração, não abdicamos de levar as coisas até ao fim, custe o


Notícias do Mar

que custar. Com efeito, pela qualidade do programa temático deste evento e do elevado conhecimento dos técnicos, cientistas e outros especialistas convidados para intervirem sobre as principais matérias substantivas a debater e a avaliar, este congresso está determinado a marcar a diferença, e a ser uma Pegada significativa no maior corredor fluvial do nosso país. Se por um lado, o conceito e principal desígnio do referido programa que foi preparado com rigor, realismo e saber para serem avaliadas criterio-

samente algumas situações preocupantes que têm causado vulnerabilidades e insuficiências ao Tejo português, que contribuem para incapacitálo como recurso natural importante que já foi, e a partir daí procurar encontrar as melhores soluções, bem como as formas, os modos e os meios mais adequados e eficazes para a sua implementação que conduzam à revitalização efectiva do bem em causa, voltando a darlhe força para continuar a criar vida, riqueza e para que também fique apto a melhorar a qualidade de vida das suas gentes. Por

outro lado é seu desígnio também escutar e registar opiniões, sugestões e propostas para o melhor aproveitamento das valências que o nosso Tejo ainda possui, ambientais, paisagísticas, da biodiversidade, da navegabilidade, para além dos ricos patrimónios culturais, materiais e imateriais, para que ele possa ser uma alavanca forte para o crescimento económico do país. Não podemos ignorar que rio Tejo formou a sua ba­cia hidrográfica no espaço português que se esten­de desde a fronteira até ao oceano Atlân-

tico e que abrange 1/3 do território de Portugal Continen­tal, integrando as regiões desde a serra da Estrela e Beira Baixa, passando pelo Alto Alentejo, o Médio Tejo, a Lezíria do Tejo (Ribatejo), vindo a espraiar-se num grande Estuário, que se não for o maior, será um dos maiores da Europa. Cada uma dessas regiões que ele atravessa possui características e atributos bem diferenciados, umas das outras como nenhum outro rio português possui, devido à sua geografia e ao próprio clima que contribuem para criar uma pluralidade

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Notícias do Mar

de paisa­gens, e gerar uma grande biodi­versidade e culturas, usos e costumes fora do comum, o que determinou a classificação de inúmeros Parques, Reservas Naturais e Zonas de Protecção Protegida e também uma rica panóplia de ofertas turísticas que devem ser aproveitadas e potencia­das com carácter prioritário para que o Tejo seja a tal alavanca do crescimento económico do nosso país. É motivo para que se reconheça que a preparação deste grande debate que está a ser feita desde os princípios de 2015, com as cinco conferências regionais já realizadas com êxi-

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to por esse rio acima, tem tido a importância relevante de conseguir que os portugueses tenham ouvido, lido e falado sobre o Tejo durante quase três anos, o que contribui, por certo, para que o país passe a interessar-se mais pelo seu Tejo, que é mais do que um Rio, porque ninguém ama ou protege o que desconhece. Cantado por Camões, Pessoa e tantos outros poetas, pintado por grandes pintores, presente em muitos romances como personagem e metáfora, inspirador de músicos, figurado em esculturas, o Tejo é para nós portugueses, uma


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referência constante na nossa história e na nossa cultura. (…) Meio de comunicação entre os dois países da Península Ibérica, o Tejo ao mesmo tempo caracteriza e revela as diferenças. O Tajo de Toledo é, simultaneamente, o mesmo e muito diferente do Tejo de Vila Franca de Xira. Este rio é bem um símbolo do desafio moderno de harmonizarmos as

necessidades do desenvolvimento económico e do aproveitamento das riquezas com a exigência de preservarmos o património natural para as gerações futuras. A gestão da água é, como sabemos, uma questão capital no nosso tempo. Jorge Sampaio, no exercício do cargo de Presidente da Repúbli-

ca Portuguesa Jorge Sampaio, no exercício do cargo de Presidente da República Portuguesa O que o ex- Presidente da Republica disse há cerca de duas décadas, coincide com o que nós conhecemos do Tejo ao tempo, mas hoje o estado de salubridade do Rio, está muito diferente, lamentavelmente para pior.

É por isto que o grande debate do Congresso do Tejo III vai sempre a tempo, para avaliar situações e procurar encontrar soluções, com critério, realismo e verdade, consiga contribuir para que um Tejo como o descrito por Jorge Sampaio volte a correr no nosso território, para bem do país, dos portugueses e das gerações vindouras!

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Notícias do Mar

Texto Carlos Cupeto Fotografia Natividade Silva

O Tejo a Pé

Serras de Aires e Candeeiros Um dia é muito pouco

O Xico acompanhou-nos durante todo percurso e ainda teve a gentileza de carregar algumas mochilas e as incontornáveis garrafas de vinho para o almoço.

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O mar de pedra calcária e lindas e centenárias árvores é a paisagem dominante. 36

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epois de muitas e muitas caminhadas no Tejo a pé, poucas vezes os nossos passos nos levaram tão longe. Os culpados foram a própria Serra e a família do Xico, as três gerações encabeçadas pela avó Emilia. O amigo Nuno Valente, um dos andarilhos presentes, escreveu: “tenho para mim, em especial de há uns anos a esta parte, que o caminho, tal como a vida, faz-se de encontros. Encontros com Deus, com os outros, connosco próprios. Justamente por isso, e por tanto quanto no Tejo a Pé se viveu ontem, quero agradecer ao Bruno, à Avó Emília, à Mãe Emília, ao Tio Pedro, à Sandrina e ao Fábio, sem esquecer o “Xico e o Simba” pela caminhada/encontro que nos


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Esta é a família do Xico que tão bem nos recebeu e que tanto nos ensinou. proporcionaram ontem, domingo 12, pelos trilhos da serra nas Serras de Aires e Candeeiros. É esta forma de estar na vida, que nos ajuda a perspetivar tudo de uma maneira diferente, a saborear o que fazemos, a acolher e a integrar quem chega e passa. Percorrer o caminho

da vida com a perseverança de quem acredita naquilo que faz não pode deixar-nos indiferente.” Acrescento, um dia para tanto foi muito pouco. Depois da caminhada e do almoço houve ainda o privilégio de visitar a magnífica produção biológica de cogumelos, Mushrooms

“Os antigos sabiam qualquer coisa que parecemos ter esquecido” (Albert Einstein): apesar da seca a ancestral cisterna está cheia. Mountain: http://mushroomsmountain.com/. Saber popular das Serras de Aires e Candeeiros: Terra que possas. Terras que consigas cuidar e manter limpas e cultivadas. Casas que caibas.

Casas que sejam o suficiente para dormires e descansares da vida diária. Olival que não saibas. Oliveiras que não saibas de modo a que tenhas muito azeite para vender para que tenhas dinheiro para o sustento e luz para iluminação à noite.

Neste aprazível lugar (Valverde), mais água, descansámos, almoçamos e convivemos. 2017 Novembro 371

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Electrónica

Notícias Nautiradar

Gama Charge Mate PRO

A Aposta da Mastervolt na Eficiência do Processo de Carga

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ma segunda bateria a bordo requer uma solução de carga dedicada. O Charge Mate Pro 90 torna possível a distribuição da corrente do carregador ou alternador de um modo mais eficiente entre os dois bancos de baterias (arranque e serviço, por exemplo). O isolador de baterias Charge Mate Pro liga ambas as baterias durante a carga e mantêm-nas isoladas durante a descarga, reduzindo significativamente o risco da bateria de arranque ficar sem carga. O isolador de baterias Charge Mate Pro 90 oferece ainda uma vantagem face aos relés de carga mecânicos, ao limitar a corrente de 38

carga da segunda bateria. Desta forma, a bateria principal é carregada com prioridade. A corrente de retorno é automaticamente bloqueada, mesmo quando a bateria secundária possui uma voltagem mais elevada. O exemplo duma aplicação marítima é a ligação da bateria de um propulsor de proa à bateria de serviço. O Charge Mate Pro 90 garante que a bateria de serviço seja sempre carregada com prioridade. O bloqueio da corrente de retorno da bateria do propulsor de proa garante que a bateria deste se mantenha carregada e ao mesmo tempo, a limitação de corrente previna quebras de energia na rede elétrica a

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bordo. A gama Charge Mate Pro consiste em duas versões: 40A e 90A e ambas indicadas para aplicações com carregadores de baterias ou alternadores. O Charge Mate Pro 90 garante uma maior corrente de carga, como por exemplo quando se carrega baterias de Iões de Lítio. Também é perfeito para alternadores de maior capacidade até 180 A e pode ainda ser utilizado em paralelo com um alternador de 225 A, por forma a fornecer continuamente grandes quantidades de energia ao seu equipamento de bordo. Funcionalidades Ligações eletrónicas com re-

duzidas quedas de tensão. Carga Dupla efetiva. Adequado para todos os tipos de bateria, incluindo baterias de iões de lítio Corrente de carga da bateria secundária limitada a 40A ou 90 A. Alta Fiabilidade do sistema garantida pela priorização de carga da bateria principal. Unidirecional que bloqueia a corrente de retorno em todas as circunstâncias Previne os cortes de energia da rede elétrica a bordo. Adequado para todos os tipos de carregadores e alternadores. Monitorização de estado através de indicadores LED. Nível de Impermeabilização IP65 numa caixa resistente à corrosão com dissipadores de calor em alumínio. Instalação rápida e fácil. Aplicações: Náuticas de lazer e profissionais e aplicações em sistemas móveis. Trata-se de uma solução efectiva para necessidades de elevada potência e energia a bordo e/ou necessidade de priorização de cargas ou cargas de corrente limitada. PVP: 323,00€ (IVA incluído) Para mais informações sobre este novo produto da Mastervolt, por favor visite o site www.nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.


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Electrónica

Notícias Nautiradar

Volvo Ocean Race 2017/18 Powered by Mastervolt

A Mastervolt, líder mundial em Sistemas Elétricos e Componentes Marítimos, orgulha-se mais uma vez de ser o fornecedor dedicado da lendária Volvo Ocean Race. É precisamente aqui, no mais longo evento desportivo de nível mundial, que a Mastervolt cumpre com a sua ambiciosa missão: “The Power to be Independent”.

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ão estar dependente da energia de rede é o que a Mastervolt oferece às equipas durante as 45.000 milhas náuticas que percorrerão à

volta do mundo. Todas as embarcações participantes serão alimentadas pelo mesmo sistema elétrico inovador, centrado nas famosas Baterias de Iões de Lítio da Mastervolt

e Sistema de Controlo Digital CZone. A Mastervolt deseja a todas as tripulações uma viagem segura pelos quatro oceanos, passado por seis continentes

e 12 cidades anfitriãs, garantindo-lhes toda energia de que necessitam. VOLVO OCEAN 65 A introdução do modelo Volvo Ocean 65 revolucionou a prova, levando a uma maior competição e garantindo que esta é ganha nos oceanos e não na fase da conceção. Todas as embarcações participantes estarão equipadas com o mesmo Sistema Elétrico da Mastervolt, garantindo às tripulações o melhor desempenho. O SISTEMA A Volvo Ocean Race é o evento de vela profissional mais duro e competitivo totalmente tripulado à volta do mundo. A edição de 2017-18 promete ser ainda mais intensa, com toda a frota a percorrer distâncias ainda maiores e com mais paragens durante a corrida. Com base na prestação de um serviço de excelência

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Electrónica

e com tecnologia com provas já dadas, foi sem qualquer surpresa que a Mastervolt foi novamente selecionada para fornecedora oficial do evento. As suas instalações sustentáveis fornecem eletricidade a todos os sistemas, desde a quilha basculante ao dessalinizador e centro de comunicações midia. As corridas anteriores forneceram informação técnica extremamente valiosa: os alternadores apresentaram cerca de 88.2 milhões de rotações durante a competição, ao passo que as avançadas Baterias de Iões de Lítio descarregaram 275 vezes. Apesar da vida útil destas baterias ser três vezes superior à das baterias tradicionais, a sua utilização é cuidadosamente analisada. Os engenheiros no Laboratório de I&D da Mastervolt avaliam o desempenho de cada componente para refinar ainda mais o equipamento e garantir uma maior fiabilidade na sua função em condições extremas de temperatura e humidade.

A modelo Volvo Ocean 65 oferece agora mais espaço aos mais recentes desenvolvimentos de produtos da Mastervolt e CZone, especialmente concebidos para o Sistema de Controlo Digital CZone. Cada instalação deverá ser idêntica em cada embarcação: desde o mais pequeno parafuso às braçadeiras para os cabos. Isto significa que, apenas o desempenho da tripulação irá fazer diferença na utilização

e controlo do sistema elétrico a bordo. Para além disso, o Interface de Saídas Combinadas (COI) da CZone irá substituir o Módulo existente de Interface de Saídas, tornando todo o sistema de carga mais inteligente.

tema extra de carga gerado pela água. Todos os dados deste equipamento e de todos os outros pontos de carga poderão ser monitorizados em tempo real através da página Power Project no site oficial Volvo.

KEEP IT SIMPLE! Há uma grande ênfase em manter o sistema da Mastervolt tão simples e intuitivo quanto possível. As tripulações contam com atletas de topo que querem perder o mínimo de tempo possível a gerir os sistemas elétricos a bordo. A rede digital de controlo e monitorização CZone simplifica o sistema, já que permite às ligações complexas a interruptores e painéis de fusíveis serem substituídas por ligações modernas e robustas. Cabos NMEA são substituídos pelas versões Ancor para uma melhor resistência à água e o novo ecrã tátil à prova de água CZone Touch 5 com Wi-Fi fornece um controlo e monitorização total. Todos os componentes principais são também monitorizados remotamente e os dados obtidos permitem à Mastervolt aperfeiçoar continuamente os seus produtos. Para a competição de 2017-18, cada embarcação será equipada com um sis-

CONSUMO DE ENERGIA O total de consumo CC requer cerca de 7.1 kWh. Neste caso, a Mastervolt escolheu duas baterias MLI Ultra 24/5000, em paralelo, resultando num total de 10 kWh de potência. Não é aconselhável a descarga completa das baterias pelo que, se deverá apontar para 80% de descarga, ou seja, pelo menos 8 kWh. ESCOLHA DO SISTEMA O sistema de energia da Volvo Ocean Race encontra-se dividido em duas secções distintas. Secção MasterBus: 2x Baterias de Iões de Lítio MLI 24/5000 2x Alternadores 24/150 A 2x Reguladores de Carga Alpha Pro 2x Conversores Magic DC-DC 24/12-20A 1x Interface USB MasterBus 1x Contato Multiusos MasterBus

DESENVOLVIMENTO CONTÍNUO 2017 Novembro 371

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2x Relés de Proteção de 500 1x Distribuidor DC 500 1 x MasterShunt 500 Secção CZone: 1x Interface de Saídas Combinadas (COI) 1x Ecrã Tátil Touch 5 5x Interface de Saídas 2x Interface de Sinal 1x Interface de Medição 1x Interface de ligação CZone - MasterBus 1x Interface de Ligação de rede CZone Equipamento a ser Alimentado e Controlado pelo Sistema Elétrico Bombas de água de lastro de estibordo e bombordo Comunicações por Satélite Iluminação (interna e externa) Comunicações por Satélite FleetBroadBand 250 e 500 Displays Multifunções Rede LAN Displays Multifunções B&G Alarme de Gás Radar Bombas de esgoto Dois PC’s a bordo Rádio de VHF

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AIS (Automatic Identification System) Dessalinizador Bombas de água potável Bomba Elétrico-Hidráulica da quilha e controlos PLC Equipamento de midia dos repórteres a bordo Ambas as secções estão ligadas através de um Interface de Ligação CZone MasterBus e, coletivamente gerem a maioria das necessidades elétricas a bordo. O sistema permite a monitorização e controlo de praticamente tudo através do ecrã tátil CZone Touch 5. ESPECIFICAÇÕES Cada uma das embarcações Volvo Ocean 65 participantes possuem duas Baterias de Iões de Lítio MLI Ultra 24/5000, garantindo uma potência total de baterias de 10 kWh. As baterias têm uma fonte primária de carga através de dois alternadores Mastervolt 24/150 A, regulados por dois

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reguladores de carga Alpha Pro, capazes de carregar as baterias de Iões de Lítio em apenas uma hora. Para além disso, todas as embarcações estão equipadas com um sistema de carga alimentado por água. Cada embarcação está equipada com um Distribuidor DC 500, que protege os cabos com fusíveis e gera um alarme sempre que um fusível rebente. A monitorização de baterias é fornecido via o MasterShunt e os shunts internos integrados no interior das baterias. Estes componentes fornecem informação crítica do sistema que é comunicada via MasterBus e a ligação CZone Bridge para o ecrã tátil CZone Touch 5 e para os displays localizados na estação de governo e cabine. Existe uma monitorização de sistema compreensiva, fornecida pela rede CZone, que emite alarmes sonoros e visuais sempre que sejam neces-

sárias ações. A rede CZone também alimenta os sistemas de navegação, comunicação e hidráulicos equipados na embarcação. Quando em porto, o processo de carga das baterias é disponibilizada por um carregador ChargeMaster 24/30-3 da Mastervolt. Independentemente da rede disponível (90265 V, 50 ou 60 Hz), o ChargeMaster poderá carregar as baterias em qualquer parte do mundo. Diagnósticos detalhados do sistema e informações para resolução de problemas são fornecidos remotamente por parte da equipa técnica da Mastervolt, via software Master Adjust, Ferramenta de Configuração CZone e Mastervolt QS. Para mais informações sobre os produtos da Mastervolt aqui apresentados, por favor visite o site www.nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.


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Náutica

Notícias Rodman

Novo Rodman SPIRIT 42 em Versão Coupé

A Rodman apresentará no Salão Náutico de Londres, de 10 a 14 de Janeiro de 2018 a nova versão Coupé do modelo Rodman SPIRIT 42.

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ovos conceitos de desenho, novas funcionalidades, com estilo próprio e personalidade única, uma embarcação que marcartá a diferença neste segmento de comprimento. O estúdio de desenho de Fulvio de Simoni e a equipa técnica da Rodman souberam combinar a perfeição do saber fazer bem de ambos e a experiência adquirida em colaborações anteriores no desenho e construção deste modelo. Desde o seu lançamento, o Rodman SPIRIT 42 converteu-se num modelo 44

de referência dentro do segmento de embarcações de cruzeiro flybridg dos 12 metros de comprimento. Agora, a Rodman lança no mercado uma nova ver-

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são coupé deste modelo, adiantando-se neste novo segmento de embarcações tão em expansão hoje. A nova versão também incorporará novos materiais

e novos recursos, mantendo a personalidade e o estilo do resto da gama Rodman SPIRIT, que se caracteriza por serem barcos que o convidam a viver e desfrutar a bordo, de forma única e acessível. Um barco versátil, voltado para uma ampla gama de públicos, para a própria concepção e para as possibilidades de configuração, que agora oferece em diferentes versões: HardTop e Flybridge. Nova imagem exterior e excelente


Náutica

luminosidade, características únicas do novo Rodman SPIRIT 42: O design exterior do Rodman SPIRIT 42 apresenta linhas verdadeiramente inovadoras, marcadas pelo seu antecessor na gama Rodman SPIRIT 31. Sua proa vertical quase dá-lhe uma imagem moderna enquanto recorda um estilo de barco mais clássico. A primeira impressão é a de um vaso robusto e poderoso, acentuado pela verticalidade do arco, característico dos navios do Atlântico, forte, seguro e confiável, em qualquer condição de navegação. Esta nova versão Coupé, incorpora um telhado elétrico deslizante, que dá todo o barco, uma linha mais des-

portiva e atual. No mesmo teto, mais dois cristais fixos foram adicionados à popa do barco, dando ao interior uma magnífica sensação de luminosidade e amplitude. Além disso, grandes janelas fixas foram incorporadas em ambos os lados do casco do navio com seus portlights integrados, incorporando também uma maior luminosidade no interior e na área da cabine. A decoração de interiores foi definida respeitando a luminosidade e naturalidade de todos os espaços e ambientes. Cores neutras, materiais confortáveis, madeiras leves e uma combinação de texturas atuais mas sóbrias, completam a definição de interiores projetados para desfrutar dos quartos a bor-

do do New Rodman SPIRIT 42 Coupé. Sem dúvida, este é um barco exclusivo, inovador, funcional, confortável, ao mesmo tempo, que robusta, poderosa e excelente navegação. O novo Rodman Spirit 42, se tornará a melhor escolha, para desfrutar de um ótimo cruzeiro, para aqueles que procuram uma alternativa diferente, qualidade, moderno e acessível. Novo Rodman SPIRIT 42 Coupé: performance ao mais alto nível O Rodman Spirit 42 combina perfeitamente a tradição, experiência, navegação e qualidade de construção do estaleiro, com o design, funcionalidade e inovação desses novos barcos. O motor escolhido para este novo modelo são dois motores Volvo IPS, em duas

opções de energia: IPS 400 ou IPS 500. Rodman foi pioneiro em todo o mundo no desenvolvimento e implementação do sistema IPS em seus navios. A experiência da equipe de engenharia de Rodman tem sido chave, então, mais uma vez, o acoplamento entre os motores Volvo Penta IPS e um barco Rodman tem sido um sucesso. Até agora, a Rodman instala este sistema em 6 dos seus 12 modelos atuais, e em unidades colocou no mercado mais de 300 embarcações com este sistema. O processo de construção seguiu os padrões permanentemente atualizados do Sistema de Qualidade Rodman (RQS), que inclui seus próprios processos de engenharia, design, solidez estrutural, segurança e construção naval com base na longa experiência da Rodman e que excedem os mais altos padrões da indústria.

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Pesca Desportiva

Recordes na Pesca

Texto Luís M. Borges

Goraz Record

Engº Emílio dos Santos Pereira com Goraz de 6,1 kg 46

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Pesca Desportiva

Goraz - Comprimento de 71 cm

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uando peixes excepcionais são capturados, surgem sempre, atitudes naturais de incredulidade: Não acredito! Mas, perante as evidências (imagens, peso e comprimento comprovados), alteram-se atitudes: Que peixe fabuloso. Parabéns Engº Emílio. Como foi? Foi, que no dia14 de Outubro de 2017o Engº Emílio dos Santos Pereira, capturou ao largo do Porto de Leixões, na sua embarcação Coral, um extraordinário GORAZ, com o peso de 6,100 Kgm e o comprimento total de 70,5 cm. Deu que falar este goraz, um exemplo de longevidade desta espécie. É que se a um goraz de 4 kg corresponde a bonita idade de 20 anos (de acordo com referências do Website Fish Base), este goraz de 6,100 kg, terá 30 anos. É claro, que a matemática vale o que vale (um jovem de 20 anos e 1,90 m de altura, pode pesar 100 kg). Para se ter a certeza da idade deste goraz, só um biólogo o poderia fazer. Assim, o Engº Emílio solicitou a Mike Weber, responsável da “Estação Litoral da Aguda” (um par-

que zoológico português, propriedade da Câmara Municipal de Gaia, localizado na Praia da Aguda, Arcozelo), que analisasse o fenómeno e tirasse as dúvidas. A primeira sensação do Engº Emílio foi de que o peixe lhe tinha fugido, pois tinha arrancado e levado uns 30 metros de fio, desengatando-se. Contudo, o peixe insistiu e acabou por ficar preso. Durante 15 minutos a luta prometeu, tendo-se até enleado noutra linha, pois começou a nadar para trás, a favor da corrente. A mestria do Eng.º Emílio fez o resto, tendo o xalavar salvaguardado o peixe. Para que esta magnífica captura invulgar fique registada através de notícia, o Jornal Notícias do Mar, irá publicar este feito de nível nacional e também europeu.

Homologação da Balança

Goraz - Peso 6,1 kg

Testemunhas à esquerda José M. B. M. Rodrigues; à direita Moacir S. Leite Ficha de Record - Comprimento: 70,5 cm - Peso: 6,100 Kg - Nome comum: Goraz - Nome científico: Pagellus bogaraveo - Comprimento X (65 cm) e comprimento XX (70,5 cm) - Perímetro Y (56 cm) - Data da captura: 14 de Outubro de 2017 ao largo de Leixões - Técnica de captura: pesca de fundo, à linha com cana “Playway Sea Bream”, carreto manual e multifilamento “Braid 8B Daiwa”, com uma resistência de 36 kg.

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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

O toque da dourada NĂŁo se deixe enganar!

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Pesca Desportiva

Texto Ricardo Lavandeira Fotografia Autor e Redação / Mundo d Pesca

A concentração na ponteira da cana tem começar mal a chumbada toca no fundo, por vezes antes. A d o u r a d a é u m p e i x e q u e to d o s querem apanhar. No entanto, e dada a s ua parti c u l ar fo r ma d e co m e r, não é de maneira nenhuma um peixe fácil de apanhar, seja quando é de pequeno ou grande tamanho. É por isso mesmo que Ricardo Lavandeira faz algumas recomendações do alto da sua experiência na pesca vertical em barco fundeado, para que esta pesca não se transforme num “bicho-de-setecabeças”. Não se deixe enganar!

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dourada é sem dúvida um dos peixes mais “inteligentes” que podemos encontrar nas nossas águas, um predador nato, um peixe que luta até ao final. Para capturarmos esta espécie, existem várias técnicas. Hoje vou-vos falar sobre como pesco às douradas em barco fundeado e na vertical. Fino...muito fino Eu sou apologista de usar sempre fios mais finos, o mais que puder, para que o isco tenha a apresentação mais suave e natural possí-

vel. Primeiramente, trato da madre; as madres que uso são normalmente efetuadas com micro missangas coladas e crossbeads. No entanto, e dada a resistência destes fios mais grossos, poderá sem qualquer problema ser usado o normal “nó de 8”. O fio que uso é o Tubertini Tatanka Neutral ou o Tatanka EVO, nas medidas entre o 0,35 e o 0,40 mm. Na construção da madre, que leva unicamente dois crossbeads - ou seja, para pescar somente com dois anzois -, temos o cuida2017 Novembro 371

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Pesca Desportiva

Esta será a curva correspondente à tensão máxima que poderemos aplicar na linha. do de o primeiro anzol estar levantado da chumbada no mínimo 30 cm, embora na maior parte das vezes o coloque a 50 cm. Isto porquê? Porque levantando assim a pesca conseguimos “fugir” aos peixes residentes, as famosas garoupas da pedra e afins. Portanto, o primeiro crossbead ficará no mínimo a 30 cm da chumbada, ficando o segundo a pelo menos 100 cm deste, mas se for a 120cm também não faz mal. Com esta amplitude, significa que estaremos a pescar em duas profundidades diferentes tendo assim mais hipóteses de ter sucesso. Depois do segundo crossbead, basta deixar 10/15 cm e colocar o destorcedor para unir a madre à linha do carreto, que poderá ser um multifilamento de espessura a rondar 0,16, 0,18 mm. Fios de empate e anzóis Aqui sim, é o que marca mais a diferença de ter ou não sucesso. Para esta es50

pécie eu somente uso o fio da Tubertini ON57. Trata-se de um fluorocarbono muito soft, ou seja, não é tão rijo como é habitual, é muito mais sedoso e absorve muito mais as movimentações da água, tornando assim a apresentação da isca espetacular. Eu uso linhas entre o 0,29 até ao 0,37, no entanto o 0,37 é o extremo. Temos que estar a falar de peixe grande, a dourada requer trabalho e sendo um peixe muito desconfiado não podemos ter linhas acima do 0,37, só se elas estiverem a “comer o barco”, mas que é uma situação quase impossível. Atenção que quando falo em douradas, não estou a falar de douradas de 500 gramas, mas sim peixes sempre acima do quilograma… A medida dos estralhos também é muito importante. Com mais corrente, estralhos maiores e vice-versa, mas nunca ter estralhos menores que 50 cm; podem ter

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Pesca Desportiva

a certeza que é fácil veremme a pescar com estralho de 80 cm a 1 metro; se as douradas estão difíceis é remedio santo… Os anzóis que uso são sempre os mesmos, a serie 561 da Tubertini ou os Owner 20561, que são exatamente iguais, nas medidas do 17 ao 20; esta numeração é como se estivéssemos a falar de anzóis do 4/0 até ao 7/0. Estamos a falar de um anzol branco, muito potente, com um bico e barbela impressionante; onde perfura já não saí. Além de que é um anzol extremamente leve, ajudando assim na apresentação da isca que se quer o mais natural possível. Sentidos alerta Em ação de pesca na vertical, é imperativo estarmos com todos os sentidos aler-

ta. Quando muitas das vezes pensamos que a chumbada levanta devido à movimentação da vaga, na maior parte das vezes quando esse movimento é feito é quando elas comem sem que nós tenhamos sentido qualquer toque. Devemos ter sempre a pesca com alguma tensão, a suficiente para que a ponteira da cana faça somente uma curvatura muito pequena, só assim poderemos sentir aqueles famosos toques de “faca e garfo”. Atenção que geralmente, e quando estamos em cima delas, os toques se dão mal a chumbada toca no fundo; daí a atenção aos aspetos que chamei à atenção ou seja, regular logo a tensão da linha de maneira a que a ponteira fique ligeiramente curvada e sintamos os toques. Se a linha estiver

Esperar pelo terceiro toque é quase sempre um erro. 2017 Novembro 371

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Pesca Desportiva

Devemos ter sempre a pesca com alguma tensão, a suficiente para que a ponteira da cana faça somente uma curvatura muito pequena, só assim poderemos

sentir aqueles famosos toques de “faca e garfo” completamente folgada isso é impossível, mas impossível também será se tivermos a pesca toda esticada, com a ponteira muito dobrada; a dourada sente essa tensão e come a medo.

Não há duas sem três? Este é um provérbio que, quando se pesca com dois anzóis, duas iscadas, não se verifica. Ou seja depois de termos dois toques rara-

mente temos o terceiro. As douradas são capazes de nos desiscar em menos de nada e esperar que las se ferrem é um erro tremendo, podendo custar um dia inteiro sem qualquer captura.

Por isso, isque você com pedaços de caranguejo ou caranguejo inteiro, assim que tiver um toque ferre, na pior das hipóteses emende a mão e vá ao segundo toque… se o tiver.

Pescar fino e apostar na sensibilidade tem as suas vantagens, como disso são exemplo estas capturas feitas pelo autor. 52

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Electrónica

Notícias Nautel

FURUNO modelo DFF-3D

Novo módulo de Sonda/Sonar Lateral Multifeixe

A FURUNO apresentou recentemente um novo produto que se incorpora na extensa familia NavNet. Trata-se do novo Sonar Multifeixe DFF-3D.

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sta unidade comercializa-se portanto num formato de “Black Box / Caixa Negra”, sendo que se interliga com as unidades multifunções das séries NavNet TZtouch e NavNet TZtouch2, sendo nesses ecrãs que a imagen é apresentada. A DFF-3D é uma inovadora ferramenta especialmente útil para a localização de peixes e reconhecimen-

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to do perfil do fundo marinho. Combinando o avançado sistema de processamento de imagen da FURUNO com um transdutor de feixe múltiplo, extremamente compacto, consegue-se uma apresentação surpreendente, em alta definição e em tempo real. O sistema dispõe de diferentes modos de apresentação para adequar a sua visualização a cada

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momento de trabalho. Uma apresentação em modo sonda que permite selecionar entre um só feixe ou três feixes . A apresentação de três feixes ajudará a interpretar tanto a profundidade dos ecos de peixe como as condições do fundo do mar

e movimento dos peixes. O modo exploração lateral apresenta claramente a for-


Electrónica

ma da estrutura do fundo mediante uma imagen de alta definição na direção bombordo-estibordo. O modo secção transversal mostra o eco em tempo real na coluna de água, con uma amplitude de 120º de bombordo a estibordo, resultando muito útil para se avaliar a distribuição do pescado de e as condições da coluna de água. Por último, o DFF-3D dispõe de um modo histórico de sonda 3D que permite, entre outras coisas, selecionar o ponto preciso de pesca e una análise detalhada do fundo marítimo . O FURUNO DFF-3D é fornecido com um transdutor compacto, que pode ser em bronze para colocação através do casco, que vem com uma barquinha . Ou, num formato para a instalação no painel de popa. Ambos os transdutores incorporan um sensor de movimento que estabiliza a imagem mostrando-as assim mais claras e estáveis, mesmo em condições de mar adversas. O alcance de deteção é de 200m (mais de 650 pés) lateralmente, numa franja de 120º de bombordo a estibordo. Em águas profundas, a penetração do feixe principal directamente para baixo do barco é de aproximadamente 300m (mais de 980 pés ). Os modos de apresentação são totalmente configuráveis podendose combinar entre diferentes imagens, no ecrã . Em conclusão, os multifiunções NavNet TZtouch ou TZtouch2 continuam a poder contribuir para uma otimização nos custos de investimento, conjugando muitas funcionalidades num só ecrã (ou mais) a que se junta agora este so-

nar multifeixe que permitirá ver 120º de bombordo a estibordo, para apreciar mais claramente a profundi-

dade e, direção em que se movem os peixes ou cardumes, assim como se pode analizar as condições do

fundo, tudo em tempo real . Distribuidor oficial : Nautel Lda, 213007 030, www.nautel.pt

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Pesca Submarina

Pesca Submarina - Atlantic Spearfishing International Master e Nacional de Triplas

Foram Vencedores

Pedro Domingues e a tripla Miguel Ferreira/Paulo Ferreira/Dárcio Fonseca

Concentração zona Prova no domingo

A FPAS organizou, com a colaboração do Grupo Desportivo Estoril Praia, o “ IV Atlantic Spearfishing International Master” e cumulativamente, o Campeonato Nacional de Triplas de Pesca Submarina (para as triplas federadas) e o Open de Triplas Cidade de Oeiras - António Bessone Basto, nos de 6 a 8 de Outubro de 2017, em Oeiras, sagrando-se vencedores Pedro Domingues e a tripla Miguel Ferreira/ Paulo Ferreira/Dárcio Fonseca.

O

O anfitrião António Bessone Basto e o Diretor de Prova do IV Atlantic Master António Mourinha 58

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programa deste conjunto de competições teve início na sexta-feira, com a recepção e credenciação dos participantes, seguindo-se a reunião de atletas e comissários, e no final do dia foi oferecido um cocktail de boas vindas no restaurante do INATEL de Oeiras. Nesse fim-de-semana, as condições de mar para a prática da modalidade apresentaram-se com alguma dureza, pouca visibilidade e temperatura da água a rondar os 16 ºC, mas acabou por sair um diversificado conjunto de capturas que satisfez bem os atletas em


Pesca Submarina

competição, o público assistente que participou no sorteio dos maiores exemplares e contribuiu no primeiro dia para o Centro Social e Paroquial de São Romão de Carnaxide e no segundo para o Centro Social e Paroquial de N.ª Sr.ª de Porto Salvo. IV Atlantic Spearfishing International Master O IV Atlantic Spearfishing International Master realizou-se no Sábado, foram utilizadas 14 embarcações semi-rigidas e participaram 12 atletas, três em representação da Seleção Neozelandesa, três da Galiza em representação da Seleção Espanhola e seis portugueses que integraram duas equipas nacionais. A concentração dos participantes e briefing tiveram lugar às 8 horas, na Marina de Oeiras, a zona de prova foi desde o Cabo Raso ao Cabo da Roca e no final das 5 horas de prova os atletas apresentaram à pesagem uma boa variedade de espécies, o maior exemplar foi um Robalo com 2,655Kg capturado pelo Espanhol Jacobo Fernandez e a vitória foi para Pedro Domingues, com 20 peixes capturados, seguido pelos espanhóis Elias Menduiña e Ricardo Gonzalez, com 21 e 17 peixes, respectivamente A organização decidiu também atribuir troféus por países e o pódio teve a seguinte composição: em primeiro lugar a Espanha com 229,46% de pontuação percentual, em segundo lugar Portugal com 185,57% de pontuação percentual e em terceiro lugar a Nova Zelândia com 50,59% de pontuação percentual. Campeonato Nacional

Tripla vencedora do campeonato nacional de triplas 2017 de Triplas de Pesca Submarina e o Open de Triplas Cidade de Oeiras O Campeonato Nacional de Triplas de Pesca Submarina

e o Open de Triplas Cidade de Oeiras - António Bessone Basto tiveram lugar no Domingo, concentrando em ambas as provas, um total de 30 atletas, distribuídos por 10 triplas e também fo-

ram disputadas também com o apoio de embarcações semi-rigidas. A competição teve a duração de 5 horas, em condições idênticas às de Domingo, a zona de prova foi

Comissão Internacional de Pesca Submarina da CMAS_Liderada por António Júlio Cruz 2017 Novembro 371

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Pesca Submarina

Durante as pesagens

Sorteio de exemplares pelo público assistente desde a Marina de Cascais até ao Cabo Raso e as triplas de atletas também levaram à pesagem uma grande diversidade de espécies. O prémio do maior exemplar deste Campeonato Nacional de Triplas foi atribuído a Tiago Mota, que integrava a tripla juntamente com Paulo Silva e Paulo Alves, pela captura de uma abrótea com 2,105Kg.

A vitória foi para a tripla Miguel Ferreira/Paulo Ferreira/Dárcio Fonseca da equipa Pescasub–Salvimar, seguidos pelas triplas Paulo Silva/Paulo Alves/Tiago Mota e Gonçalo Sá/Catarina Santos/Arseny da equipa do Estoril Praia-Marisco Praça As Triplas em que todos os seus elementos se encontram federados participaram igualmente na classificação

Pódio IV Atlantic Master_Vencedor Pedro Domingues

Pódio por Países do IV Atlantic Master 2017 60

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Pódio Campeonato Nacional Triplas 2017


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do Campeonato Nacional de Triplas 2017, assim ordenada: 1º Estoril Praia-Marisco Praça 2º Pescasub-Salvimar 3º C.N.O.C.A. Todas as Triplas inscritas entraram automaticamente para a classificação do Open Triplas Cidade de Oeiras António Bessone Basto, que ficou ordenada da seguinte forma: 1º Ricardo Gonzalez/Elias Menduiña/Jacobo Frenandez - Espanha 2º Miguel Ferreira/Paulo Ferreira/Dárcio Fonseca Pescasub–Salvimar 3º Paulo Silva/Paulo Alves/ Tiago Mota - inividual Os prémios foram entregues pelos membros da Comissão de Pesca Submarina da CMAS-Confederação Mundial de Actividades Subaquáticas, que se deslocaram a Oeiras para participarem na primeira reunião de trabalho desta nova comissão técnica-desportiva, e pelo anfitrião António Bessone Basto que a propósito dirigiu, a toda a comunidade, algumas palavras de forte união e mobilização em prol da modalidade, pela qual tem particular carinho e que injustamente tem sido muito

prejudicada. A FPAS agradece a colaboração da Câmara Municipal de Oeiras, Marina de Oeiras, INATEL, Marisco na Praça, BEUCHAT – OutPro Store e da NAUTEL - Humminbird, entre outras empresas e instituições. E lança o desafio de repetir, anualmente, a realização deste tipo de provas que poderão ser uma boa forma de promover Portugal como referência internacional para a prática das actividades subaquáticas em geral e da pesca submarina em particular, contribuindo para o desenvolvimento do turismo e da economia local. A Comissão Internacional de Pesca Submarina da CMAS-Confederação Mundial de Actividades Subaquáticas, liderada por António Júlio Cruz ao longo de vários mandatos, aproveitou para fazer a sua primeira reunião, deste novo grupo de trabalho recentemente constituído, e que, de entre outros assuntos, aproveitou para fazer ponto de situação acerca da organização do próximo Campeonato do Mundo de Pesca Submarina a realizar, de 6 a 10 de Setembro de 2018, em Sagres.

Organização e atletas do IV Atlantic Master

Entrega Troféu de Maior Exemplar do Campeonato Nacional de Triplas ao atleta Tiago Mota

P

or ocasião do IV Atlantic Master 2017, em Oeiras, a FPAS apresentou Rui Torres como Seleccionador Nacional de Pesca Submarina. Um dos melhores atletas de sempre da Pesca Submarina de competição, que marcou várias gerações e inicia agora um novo ciclo como Seleccionador Nacional desta modalidade.

Rui Torres, 45 anos, natural de Lisboa, Atleta de competição de Pesca Submarina durante 25 anos e de entre os vários títulos conquistados, destacamos: o de Campeão do Master de Palma em 2004, Campeão da Europa e África em 2005, Campeão do Mundo por Equipas em 2006, Campeão do Master Ibérico em 2009 e Campeão Nacional em 94 e 2011, deixou a competição em Janeiro 2016. A FPAS decide, em Outubro de 2017, convidar o Rui Torres para Seleccionador Nacional, pela sua experiência, competência e reconhecimento nacional e internacional junto de praticantes e agentes da Pesca Submarina, bem como, por possuir o Titulo Profissional de Treinador Desportivo de Actividades Subaquáticas (TPTD). Desta forma, foi-lhe delegada a responsabilidade de conduzir os trabalhos da Selecção Nacional, nomeadamente, com vista à participação no próximo Campeonato do Mundo CMAS de Pesca Submarina, a realizar de 6 a 10 de Setembro de 2018, em Sagres

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Notícias do Mar

Últimas Volvo Ocean Race 2017/18

Emocionante Final em Lisboa

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uma empolgante final, sem vento e com os barcos quase parados, o “Vestas” foi o primeiro veleiro a cortar a linha de chegada no Tejo em Lisboa, seguido pelo “MAPFRE” e a “Dongfeng Race Team”, no dia 27 de Outubro, como vencedor da primeira etapa da Volvo Ocean Race, após 6 dias, 2 horas, 8 minutos e 45 segundos da largada de Alicante em Espanha. A Volvo Ocean Race 2017/18, uma das mais duras regatas à volta do mundo, começou no dia 22 de Outubro em Alicante com 7 barcos em competição. Todos os barcos em prova são do modelo Volvo Ocean 65 Onde Design e todos participaram na prova anterior, de 2014/2015, excepto o barco usado pela equipa do AkzoNobel, que é um barco completamente novo, porque se perdeu o anterior na edição de 2014/15. A Fundação Mirpuri de Portugal apostou nesta edição da Volvo Ocean patrocinando o “RaceTurn the tide on plastic”,

barco com bandeira portuguesa, e Nações Unidas de cuja tripulação fazem parte dois velejadores olímpicos portugueses, Bernardo Freitas e Frederico Melo. Após a largada em Alicante a frota dos7 veleiros, depois de entrarem no Atlântico, tinham que navegar até ao arquipélago da Madeira e rondar Porto Santo, antes de rumarem para Lisboa. A parte final da aproximação a Lisboa foi de extrema emoção. O “Vestas” vinha com 34 milhas de vantagem do “MAPFRE” que a pouco-e-pouco as reduziu para 10 milhas. Com a linha de chegada à vista, a corrente no rio empurrava o barco de volta ao mar e a equipa chegou a considerava a lançar o ferro ao fundo. Também o “MAPFRE” quando estava apenas a 1,5 milhas de cortar a linha, ficaram sem vento e tiveram que assistir a “Dongfeng Race Team” apressar-se no rio atrás deles, mas conseguiram terminar 15 minutos antes da equipe chinesa. O drama não terminou com

os lugares do pódio decididos. Pouco mais de uma hora depois, a tripulação do “AzkoNobel” foi forçada a defender o ataque do “Sun Hung Kai / Scallywag”, que tentou fazer um passe mágico, navegando um pouco mais perto da costa. Já tinha funcionado também. Mas, no final, o “AzkoNobel” terminam em quarto, com o “SHK / Scallywag “ se instalando para quinto. A regata para as duas posições

finais foi tão intensa como as outras antes. Embora fosse uma batalha pelo sexto e sétimo lugar, o “Team Brunel” e o “Turn the Tide on Plastic”, tudo fizeram para chegarem à frente do outro. Foi o “Turn the Tide on Plastic”, com os velejadores portugueses que passararm a linha 7 minutos depois, que fechou a classificação da primeira Etapa da Volvo Ocean Race 2017/18

“Turn the Tide on Plastic” da Fundação Mirpuri com a bandeira portuguesa

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar n.º 371  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 371, Novembro de 2017.

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