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A ENGENHARIA DE ENERGIA É UMA profissão nova. Os primeiros profissionais – graduados pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – estão entrando no mercado em 2008 e têm como principais concorrentes economistas e engenheiros mecânicos e eletricistas. O engenheiro de energia lida com todas as formas de energia que compõem a matriz energética brasileira – seja ela renovável, como hídrica, solar, eólica ou de biomassa, seja não renovável, obtida de petróleo, carvão, gás natural ou material radioativo, como o urânio (usado em usinas nucleares). Na área pública, pesquisa e traça estratégias para o setor energético. Planeja, analisa e desenvolve sistemas de geração, transporte ou transmissão, distribuição e uso da energia. Avalia as necessidades de uma região ou setor e desenvolve projetos econômica e socialmente viáveis, sempre buscando soluções seguras e sustentáveis, que não agridam o meio ambiente. Além disso, ele coordena programas de contenção e uso racional da energia. Seu campo fundamental de trabalho inclui empresas de projetos de engenharia, como Promon e Setal, agências reguladoras, como Aneel, e organizações não governamentais. MERCADO DE TRABALHO – O empenho do governo federal em acelerar o crescimento econômico do país traz embutida a promessa de muito trabalho para o engenheiro de energia, sobretudo para quem trabalha com petróleo e biomassa (etanol e outros biocombustíveis). Os maiores empregadores são Petrobras, Eletrobrás, usinas de etanol e biodiesel e companhias de transporte de distribuição de gás natural como a Gasbol e a Congás. As melhores oportunidades estão nos estados de forte perfil industrial, como São Paulo,

Foto: Banco de Imagens Petrobras

Engenharia de Energia

Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os investimentos em usinas de etanol e biodiesel também criam boas chances de trabalho no interior de São Paulo e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, locais onde há grande produção de cana-de-açúcar. Salário médio inicial – R$ 2.000,00 O CURSO – Três escolas oferecem a graduação na área, com duração média de cinco anos. As disciplinas básicas são matemática, física, informática e economia. Na parte específica, o curso aborda as áreas como eletricidade, combustíveis, potenciais hidráulicos, energia solar, térmica, nuclear e eólica. Esses temas estão concentrados em matérias que definem como gerar, distribuir e monitorar energia levando em conta aspectos ambientais, sociais e econômicos. Os alunos estudam também a legislação e as normas que regulam o setor. O QUE VOCÊ PODE FAZER Diagnóstico – Avaliar, selecionar e implantar o melhor tipo de energia – entre renováveis e não renováveis – e as melhores condições de uso. Planejamento energético – Planejar e coordenar o processo de implantação de usinas e analisar os impactos ambientais, sociais e econômicos relacionados ao local de instalação. Desenvolvimento de tecnologia – Criar ou melhorar equipamentos para geração, uso final do consumidor e para transformação de energia.

TN Petróleo Estudante

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TN Petroleo Guia do Estudante 2008  

Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

TN Petroleo Guia do Estudante 2008  

Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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