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Foto: Claus Mayer, Petrobras

biocombustíveis

Gás natural E

ncontrado no subsolo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos, o gás é o resultado da degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de microorganismos que, em eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorâneas dos mares da época. Essa matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isto, sua degradação se deu fora do contato com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes pressões. ‘Gás natural’ (GN) é a designação genérica de um combustível de origem fóssil, formado pela mistura de hidrocarbonetos leves que permanecem no estado gasoso nas condições de temperatura e pressão, entre os quais se destaca o metano ( CH4), sendo

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encontrado na natureza em geral em reservatórios profundos no subsolo, associado ou não ao petróleo. A composição do gás natural pode variar bastante dependendo de fatores relativos ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento, processamento e transporte. Do mesmo modo que o petróleo, o gás natural é resultado da decomposição de matéria orgânica originada de grandes quantidades de organismos que existiam nos mares no período préhistórico. Os movimentos de acomodação da crosta da Terra causaram o soterramento dessa matéria orgânica a grandes profundidades e essa decomposição se realizou em ausência de ar, a grandes temperaturas e sob altas pressões. Tal e como é extraído das jazidas, o GN é um produto inco-

lor e inodoro, não é tóxico e é mais leve que o ar. Além disso, é uma energia livre de enxofre e a sua combustão é completa, liberando como produtos da mesma o dióxido de carbono (CO2) e vapor de água. Sendo tais produtos não tóxicos, o GN é uma energia ecológica e não poluente. Os tipos de GN são: GNV (Gás Natural Veicular) – uma mistura combustível gasosa, proveniente do gás natural ou do biogás, destinada ao uso veicular e cujo componente principal é o metano, observadas as especificações estabelecidas pela ANP. GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) – uma mistura de hidrocarbonetos líquidos obtidos em processo convencional nas refinarias, quando produzido a partir do petróleo cru. Pode ser também produzido a partir do gás natural, em unidades de processamento de gás natural (UPGNs). É popularmente conhecido como “gás de cozinha” pois sua maior aplicação é na cocção dos alimentos, mas também é utilizado em várias aplicações industriais e agrícolas. Em estado líquido, o GLP é mais leve do que a água e pode ser facilmente armazenado a uma pressão moderada. Em estado gasoso, ele é mais pesado que o ar, o que faz com que se concentre próximo do solo em caso de vazamento. Por ser invisível e inodoro, adiciona-se um odorizante não tóxico, como medida de segurança. Por sua facilidade de armazenamento, transporte, grande eficiência térmica e limpeza na queima, o GLP é muito usado em todo o mundo. Cerca de 85% do gás de um botijão encontram-se em estado líquido e 15% em estado gasoso, o que

TN Petroleo Guia do Estudante 2008  

Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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