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biocombustíveis

eletricidade. Quimicamente, a fotossíntese é representada de acordo com o esquema abaixo: 6H2O + 6CO2 + energia solar = C6H12O6 + 6O2 Se o processo de transformação da biomassa em energia for executado de maneira eficiente e controlada, a queima resultará em água (H2O) e dióxido de carbono (CO2), além da própria energia. Por isso, a biomassa é considerada uma fonte totalmente renovável e, se empregada da forma correta, não poluente. Produzida de modo eficiente, a biomassa também pode representar uma parcela significativa da energia total gerada em um país. Hoje, utilizam-se sobretudo quatro formas de conversão da biomassa em energia:

• Pirólise: com esta técnica, a biomassa é exposta a altíssimas temperaturas sem a presença de oxigênio, visando acelerar a decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases (metano/CH4, monóxido de carbono/ CO e dióxido de carbono/CO2), líquidos (óleos vegetais) e sólidos (basicamente carvão vegetal). • Gaseificação: assim como na pirólise, aqui a biomassa também é aquecida na ausência do oxigênio, gerando como produto final um gás inflamável. Este gás ainda pode ser filtrado, para a remoção de alguns componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato de a gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás.

• Combustão: a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigênio, produzindo vapor a alta pressão. Este vapor em geral é utilizado em caldeiras ou para movimentar turbinas. É uma das formas mais comuns hoje em dia, e sua potência situa-se na faixa de 20 a 25%. • Co-combustão: esta prática propõe a substituição de parte do carvão mineral utilizado em uma termelétrica por biomassa. Desta forma, reduz-se bastante a emissão de poluentes (principalmente dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, responsáveis pela chuva ácida). A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, sendo por isso uma opção bem atrativa e econômica.

O H-BIO É UM DIESEL que utiliza fontes renováveis na sua composição (óleos vegetais como os de mamona, girassol, soja ou dendê), mas tem as características físico-químicas finais semelhantes às do óleo diesel mineral. O H-BIO não é capaz de reduzir as emissões dos veículos diesel, mas é renovável e tem ciclo fechado de emissões dos gases do efeito estufa. Entretanto, produz menos óxidos de enxofre, que provocam chuvas ácidas. Desenvolvido e patenteado pela Petrobras, o H-BIO consiste em inserir o processamento de matéria-prima renovável no esquema de refino de petróleo e permitir a utilização das instalações já existentes. O óleo vegetal ou animal é misturado com frações de diesel de petróleo para ser hidroconvertido em Unidades de Hidrotratamento (HDT), que são empregadas nas refinarias, principalmente 38

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para a redução do teor de enxofre e melhoria da qualidade do óleo diesel, ajustando as características do combustível às especificações da ANP. Principais vantagens: • Permite o uso de óleos vegetais de diversas origens; • Não gera resíduos a serem descartados; • Incrementa a qualidade do óleo diesel, diminuindo o percentual de enxofre; • Complementa o programa de utilização de biomassa na matriz energética, gerando benefícios ambientais e inclusão social; • Flexibiliza a composição da mistura (carga) a ser processada na HDT e otimiza a utilização das frações de óleo diesel na refinaria; • Perspectiva de minimização de testes veiculares e laboratoriais, sendo o produto final o próprio diesel, já utilizado pela frota nacional;

Foto: Banco de Imagens Petrobras

H-BIO: o diesel verde da Petrobras

• Requisitos normais de manuseio e estocagem. A decisão da Petrobras em adicionar óleo vegetal ao diesel contribui para o programa de biodiesel do governo e o biodiesel em geral, na medida que os produtores têm um comprador a mais para suas oleaginosas. Embora a Petrobras tenha sinalizado que utilizará apenas óleo de soja. Apenas entre 2009 e 2011 teremos ampla distribuição deste combustível.

TN Petroleo Guia do Estudante 2008  

Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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