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Foto: Divulgação

Exxon Valdez

O preço do petróleo vai para U$ 15,20 o barril. 2005 – Cotação chega a níveis recordes e atinge U$ 70,85 o barril, com a passagem do furacão Katrina pelo Golfo do México, nos EUA, e pelo crescimento econômico da China. 2006 – A cotação do barril do petróleo manteve-se acima de U$ 70 a partir de abril, atingindo o recorde de U$ 78, em maio, em função do conflito entre Israel e o Hezbollah, no sul do Líbano. Outros fatores, como a crescente tensão entre Estados Unidos, Coréia do Norte e Irã também influenciam no preço do óleo no mundo. 2007 – O preço do barril do petróleo atinge, em setembro, novo recorde, cotado acima dos 90 dólares na Bolsa de Nova York. A alta do petróleo é impulsionada por temores em relação ao fornecimento do produto, associados às tensões na fronteira da Turquia com o Iraque e pela desvalorização do dólar frente ao euro. A cotação do barril já vinha sendo crescente desde agosto, com a crise das hipotecas imobiliárias de alto risco nos Estados Unidos (o subprime). 2008 – Novo recorde: o preço do barril do petróleo é cotado a US$ 140,00.

Natureza e origem O petróleo é uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água, com cheiro característico e de cor variando entre o negro e o castanho escuro. Embora objeto de muitas discussões no passado, hoje se tem como certa a sua origem orgânica, sendo uma combinação de moléculas de carbono e hidrogênio. Admite-se que esta origem esteja ligada à decomposição dos seres que compõem o plâncton – organismos em suspensão nas águas doces ou salgadas tais como protozoários, celenterados e outros – causada pela pouca oxigenação e pela ação de bactérias. Estes seres decompostos foram, ao longo de milhões de anos, se acumulando no fundo dos mares e dos lagos, e, por serem pressionados pelos movimentos da crosta terrestre, transformaram-se na substância oleosa que é o petróleo. Ao contrário do que se pensa, o petróleo não permanece na rocha onde foi gerado – a rocha matriz – mas desloca-se até encontrar um terreno apropriado para se concentrar. Estes terrenos são denominados ‘bacias sedimentares’, e estas são formadas por camadas ou lençóis porosos de areia, arenitos ou calcários. O petróleo aloja-se ali, ocupando os poros rochosos como forma de “lagos”. Ele se acumula, formando jazidas. Ali são encontrados o gás natural, na parte mais alta, e petróleo e água nas mais baixas. A natureza complexa do petróleo é resultado de mais de 1.200 combinações diferentes de

hidrocarbonetos. E ele pode ocorrer nos estados: sólido – asfalto; líquido – óleo cru e gasoso – gás natural. O petróleo constitui a principal fonte de energia na atualidade. O fato de o petróleo ser um recurso esgotável, aliado ao seu elevado valor, fizeram com que o combustível se tornasse um elemento causador de grandes mudanças geopolíticas e socioeconômicas em todo o mundo. Além de servir como base para a fabricação da gasolina, principal combustível para os veículos automotores utilizados no mundo, também resulta em vários outros produtos, como nafta, querosene, lubrificantes, etc. Por ser a principal fonte energia do planeta, o petróleo já foi motivo de algumas guerras. Entre elas, têm destaque a Primeira Guerra do Golfo, a Guerra Irã-Iraque, a luta pela independência da Chechênia e, a mais recente, a invasão do Iraque por tropas norte-americanas, em 2003. Sem dúvida, a existência de petróleo é sinônimo de riqueza e poder para um país. O combustível se tornou ainda mais valorizado após a criação, no Oriente Médio, da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que nasceu com o fim de controlar preços e volumes de produção. Hoje, os dez maiores produtores de petróleo do mundo são: Arábia Saudita, Rússia, Estados Unidos, Irã, China, México, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Venezuela e Noruega.

Bacias sedimentares As rochas sedimentares são derivadas de restos e detritos de outras rochas preexistentes. TN Petróleo Estudante

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TN Petroleo Guia do Estudante 2008  

Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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