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energia

Relatório de Energia da BP 2008

O RELATÓRIO ANUAL de estatísticas do setor de energia da BP para 2008, apresentado em julho deste ano, aborda a alta dos preços, o crescimento econômico e a demanda de energia, o mercado de óleo (crescimento do consumo, desenvolvimento do mercado, desafios do suprimento etc.), e outros combustíveis (gás, carvão, energia nuclear e renováveis). No que diz respeito ao consumo, o relatório aponta que o mundo está consumindo óleo mais rápido do que se está encontrando, mesmo com grandes reservas. O aumento dos preços afeta não apenas as operadoras, mas também, obviamente, o consumidor. A médio prazo, considera-se que a era da energia barata acabou. O consumo global cresceu, cerca de um milhão de barris por dia. A explicação para esta subida está nas economias emergentes que têm distorcido o mercado em nível mundial. Os preços do petróleo estão subindo há seis anos consecutivos, que é o maior período de crescimento de preços da história desde 1861. Há dez anos o petróleo de Brent custava 11,36 dólares o barril e desde 2003 o preço do óleo cru já aumentou 300%. Em 2007, o preço do Brent aumentou 63% dos 59 para os 96 dólares o barril, no que foi o maior aumento no período de um ano civil desde 1999. A BP explica esta subida com o controle da produção por parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), com o crescente controle estatal da produção e limitações ao investimento privado em algumas regiões do mundo, o que afetou a oferta de petróleo, e com o declínio natural da produção dos países da OCDE. Do lado da procura aumentou a pressão por parte dos países emergentes (Índia e Chi-

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TN Petróleo Estudante

Foto: Banco de Imagens BP

Alta dos preços, crescimento econômico e demanda de energia

na), sobretudo porque os preços dos combustíveis são subsidiados, não sofrendo os consumidores a pressão da alta dos preços. O relatório considera que os especuladores não tiveram grande influência na subida dos preços. A BP refere que não é possível estabelecer uma relação causal entre a especulação financeira e o aumento do preço do petróleo, mas que apesar dos mercados financeiros não terem capacidade para fazer subir os preços, têm capacidade para ampliar essa tendência. Apesar da falta de elasticidade da oferta ser uma das razões apontadas para a subida dos preços, a BP menciona que a situação em relação às reservas não é tão grave como por vezes se supõe. Segundo os dados da BP, as reservas provadas de petróleo têm aumentado mais do que o consumo anual, existindo ao ritmo do consumo de 2007, reservas de petróleo para 42 anos, reservas de gás para 60 anos e de carvão para 133 anos. • O consumo de energia dos chineses aumentou 7,7%;

• O consumo de energia primária no mundo aumentou 2,4% em 2007 • O consumo mundial de petróleo aumentou 1,1% em 2007. O crescimento do consumo foi forte nos países exportadores de petróleo. • Aumento de 6.5% no consumo de gás natural dos Estados Unidos. • Os chineses representam 52% no crescimento do consumo mundial de energia em 2007. • O carvão é o combustível que mais cresceu em consumo durante os últimos cinco anos. • O consumo de gás subiu 3,1% em 2007, ligeiramente acima da média de 10 anos. Os Estados Unidos representou este maior crescimento tanto na produção quanto no consumo. Ainda sobre o estudo estatístico da BP, o comércio global de GNL cresceu 7,3%, no ano passado. O Egito produziu 5,2 milhões de toneladas da commodity no primeiro semestre de 2008, mas têm potencial para 6,1 milhões de toneladas. O país árabe usou a maior parte do produto para consumo doméstico. No período, a Nigéria produziu oito milhões de toneladas, cerca de 72% de seu potencial.

TN Petroleo Guia do Estudante 2008  

Suplento da Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Biocombustíveis

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