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MANIOC.org Bibliothèque Alexandre Franconie Conseil général de la Guyane


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LES

RICHESSES DE

GUYANE

LA

FRANÇAISE ET

DE

L'ANCIEN C O N T E S T É FRANCO-BRÉSILIEN

MANIOC.org Bibliothèque Alexandre Franconie Conseil général de la Guyane


GEORGES

LES

BROUSSEAU

RICHESSES DE

LA

GUYANE FRANÇAISE ET DE

L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN ONZE Ouvrage

honoré

d'une

ANS

subvention

D'EXPLORATION par

M.

le

Ministre

des

Colonies

ORNÉ DE NOMBREUSES PLANCHES HORS TEXTE, DE NOMBREUSES GRAVURES ET DESSINS

—3—

— 1 — Le P a y s

Exploitation des Forêts

Les Habitants

Chasses et Pêches

Les Forçats

—4—

Les Placers

L'Ancien Contesté franco-brésilien (LE PAYS)

—2—

L'Or — Les F i l o n s

Agriculture

L a Houille

Colonisation Élevage du Bétail

SOCIÉTÉ

PARIS

D'ÉDITIONS SCIENTIFIQUES 4,

RUE

ANTOINE DUBOIS,

1901

4


PERSONNAGES

1

re

CITÉS

Partie

†LALOUETTE, conduite d'eau LEVAVASSEUR, conduite d'eau. †DELESCLUZE.

DANS CET O U V R A G E

HAYES, ingénieur agronome. Balata. †Alexandre VOLMAR, distil. des bois. †GOUDIN, essen. de rose. †MM. BAR, colons.

URSLEUR, député, ancien maire. MELKIOR, ingénieur civil. ELEUTHÈRE LEBLOND, président Conseil général.

CLÉOBIE et F. POTIN, cacaoyer.

G. VERSCHUUR, voyageur. HAGHETTE, éditeur.

PIERRET, café. DICK, Roucou. † VITALO, canne à sucre.

DELBOIS, cacaoyer.

LECOMTE ET C. CHALOT, cacaoyer. ADMINISTRATION PÉNITENTIAIRE.

LEBON, ancien ministre des colonies. †FRANCONIE, bibliothèque. DELTEIL, id. BORNEVILLE, directeur de l'école primaire †SAGOT et RAOUL, manuel de cultures supérieure. coloniales. †Mère JAVOUHEY, fondatrice de Mana. †ST-MICHEL DUNEZAT, manguier. ADMINISTRATION PÉNITENTIAIRE.

M

me

CHATON, cocotier.

†MÉLINON, fondateur de Saint-Laurent. DECAUVILLE.

3 Partie e

†PORTAL.

APATOU, compagnon de Crevaux. †CREVAUX, explorateur. GRODET, gouverneur. CHAUMIER

LEVAT, ingénieur civil. DE BRETTES, explorateur.

2 Partie e

†GUIZAN, préparation des terres basses.

†HOURY, terres basses, plantes fourragères. †Constant BAR, naturaliste. Jules BOURQUIN, culture potagère, vigne. † HÉRARD, méd.-vétérinaire de Cayenne, animaux domestiques. F. GAILLOT, élevage du bétail. †DE FÉROLE, bois. RODRIGUEZ LIMA et C

ie

caoutchouc.

ADMINISTRATION PÉNITENTIAIRE, id.


PERSONNAGES CITÉS DANS CET OUVRAGE

VI

Docteur WEBER, ancien directeur de de l'école de médecine militaire du Val de Grâce. Henry RICHARD, président de la Chambre d'agriculture de Cayenne. Balata. Pierre LUGE, chasses. 4

E

Partie

COUDREAU, explorateur. L'abbé FABRE, mission apostolique au territoire contesté. † POMME, ancien député de la Guyane à la Convention.

SOCIÉTÉ

FRANÇAISE DE L'AMÉRIQUE

ÉQUATORIALE.

PEDRO de FRÈTAS, Mapa Grande.

THOMÉ, Maranan. † GERMANE, chercheur d'or.

Clément TAMBA, id. découvreur de l'or. † Pierre VILLIERS,

id.

LAURENS,

id.

ONEMARCK,

id.

SANNEMOUGON,

id.

DE LAPPARENT, de l'Institut, géologue.


PREMIÈRE

LA

GUYANE

LES COMMUNES. —

PARTIE

FRANÇAISE

COLONISATION. —

LES P L A C E R S . —

CONCLUSION

LE

MARONI


LA

GUYANE

La G u y a n e ! C a r e n n e ! le b a g n e , divistes,

des

évocation

malfaiteurs

de

toute

FRANÇAISE

le pays

des f o r ç a i s , des

catégorie ;

vision

de

réci-

crimes,

de v i c t i m e s

sanglantes

et

de fan

tômes

vivants,

mar-

chant

lentement

à la

mort sous la f é r u l e des garde - chiourmes s o u s le s o l e i l de

l'équateur !

ce qui ment

rentre dans

la

Voilà subite pensée

du paysan et d e vrier vous

français parlez

et

torride

de

à

l'ouqui

CAYENNE. — LA RADE

cette

(d'après une photographie de l'auteur)

colonie. Et p o u r t a n t c e t t e G u y a n e , si d é n i g r é e et si m é c o n n u e , n e m é r i t e pas p l u s q u e ses v o i s i n e s , le Para et D é m é r a r i , les é p i t h è t e s salubre située

et d ' i n h a b i t a b l e . immédiatement

Para est u n e

sous

l'équateur,

ville

de cent

mille

à l'embouchure

de

d'inâmes, deux


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

4

grands dont

fleuves

la

qui

charrient

population

dépasse

des cent

vases mille

malsaines, habitants,

et se

Démérari,

trouve

les m ê m e s c o n d i t i o n s c l i m a t é r i q u e s q u e Cayenne et le

dans

Maroni.

T o u t le m o n d e c o n n a î t sa p o s i t i o n g é o g r a p h i q u e : au n o r d l ' O c é a n a t l a n t i q u e et la m e r des A n t i l l e s ; à l ' o u e s t , le

fleuve

s u d , la c h a î n e des T u m u c - H u m a c

ou

et

l'Oyapock

M a r o n i ; au

l'ancien

terri-

toire contesté franco brésilien. Cette

immense

étendue

p a r t o u t la f o r ê t v i e r g e breuse

territoire

h u m i d i t é d e la forêt o ù

de toutes On

de

ne

est a b s o l u m e n t

inculte ;

a v e c ses hôtes m y s t é r i e u x , p a r t o u t la t é n é pourrissent

des débris

organiques

sortes. voit

guère

mètres d'altitude,

de

montagnes

dépassant

m ê m e au T u m u c - H u m a c

cinq

et, e n

ou

six

cents

g é n é r a l , pas d e

relief bien saillant. T o u t e f o i s , le pays est d é c o u p é par des r é s e a u x nombreux

de ruisseaux

et de r i v i è r e s q u i

et laissé des t é m o i n s d e l e u r

ont creusé

des v a l l o n s

érosion.

Le p l u s s o u v e n t , on se t r o u v e en p r é s e n c e de d y k e s et de breux

nom-

c ô n e s é r u p t i f s d e d i o r i t e et d e diabase d e c e n t c i n q u a n t e à

t r o i s c e n t s m è t r e s d ' a l t i t u d e , dans le gneiss g r a n i t o ï d e , p o r p h y r o ï d e , le g n e i s s g r i s , les m i c a s c h i s t e s , et la g r a n u l i t e q u e l q u e f o i s ,

suivant

des d i r e c t i o n s c o m p r i s e s e n t r e le N . - E . , S . - O . et l ' E . - O . C'est a u p r è s de ces d y k e s et d e ces c ô n e s d i o r i t i q u e s c r i b l é s d e filons et d e f i l o n n e t s de quartz q u e l ' o n t r o u v e le p r é c i e u x

métal.

En g é n é r a l , le faciès g é o l o g i q u e p e u t se d i v i s e r en L a u r e n t i e n et H u r o n i e n de

Hart ; le Laurentien composé

de

r o c h e s très

cristal

l i n e s déjà c i t é e s , et le H u r o n i e n f o r m é par des roches inoins

cris

tallines : q u a r t z i t e s , schistes m i c a c é s et c h l o r i t e u x . m i n e r a i s de f e r en g r a n d s d é p ô t s . schistes a r g i l e u x ,

On y r e n c o n t r e aussi des g r è s f e r r u g i n e u x , des a r g i l e s et des c o n g l o m é r a t s

quartzeux

des auri-

fères p r o b a b l e m e n t c o n t e m p o r a i n s du D é v o n i e n et du C a r b o n i f è r e ? Los

r i v i è r e s principales, après le M a r o n i

et l ' O y a p o c k

sont,

en

partant d e l'Est. l ' A p p r o u a g u e , le Mahury ou Comté-Orapu, le K o u rou,

le Sinnamary

et

dans

l'Océan ;

affluents

Beïman,

les

Abounamy,

M a r o u a n i ; le C a m o p i pock.

la Mana. Inini,

du

déversant Maroni

Aroua,

et le Y a r o u p i .

directement leurs dans

grossie affluents

la de

eaux

Haute-Guyane : l'Awaqui

de g a u c h e d e

et

le

l'Oya-


VUEGÉNÉRALEDECAYENNE PRISE DU FORT CÉPÉROU (d'aprèsunephotographie de M. Chaumier).


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN T o u t e s c e s r i v i è r e s sont à l'état t o r r e n t i e l , au-dessus des

5

points

o ù a r r i v e n t les m a r é e s , et la n a v i g a t i o n , a c c e s s i b l e s e u l e m e n t aux p i r o g u e s i n d i g è n e s , y est très

dangereuse.

S u r la côte, u n e z o n e d e v i n g t à trente k i l o m è t r e s moyenne

possède

abandonnés

de

vastes

savanes,

anciens

de

appareils

largeur littoraux

par la m e r q u e c e t t e d e r n i è r e e n v a h i r a et délitera

j o u r sans q u ' a u c u n e f o r c e h u m a i n e p u i s s e l ' a r r ê t e r , p o u r les

un

refor-

m e r e n s u i t e s e l o n ses c a p r i c e s . Les par

îles du Salut s o n t trois r o c h e r s séparés ainsi du

l'érosion

de

la m e r .

hydroxydé, qu'on De l ' O y a p o c k

au

Le

grès

t r o u v e à l'île

coquillier

Maroni. l'uniformité

plage, bordée de palétuviers,

cimenté

Saint J o s e p h , en

continent par

est u n e

le

fer

preuve.

plate et m o n o t o n e d e la

n'est i n t e r r o m p u e

q u e sur

quelques

points. V o i c i d ' a b o r d la m o n t a g n e d ' A r g e n t (90 m è t r e s d ' a l t i t u d e ) , nisée a u t r e f o i s p a r les J é s u i t e s , et o ù la l é g e n d e assure e n t e r r é des t r é s o r s . A u j o u r d ' h u i , l ' A d m i n i s t r a t i o n

colo-

qu'ils

ont

pénitentiaire

y

r é c o l t e du café e x c e l l e n t a v e c un d é t a c h e m e n t de f o r ç a t s . Ensuite, à peu p r è s à m o i t i é chemin, t i r s pittoresque, avec son g r o u p e (150 mètres d'altitude)

de

l'île d e Cayenne, d'aspecl

cinq

montagnes

couvertes de forêts où

principales

se d é t a c h e n t , p a r ci

par là. sur un f o n d b l e u m o i n s f o n c é , des p o i n t s blancs qui sont des

habitations.

Et les îlets r o c h e u x , n o n l o i n d e la c ô t e : La M è r e , le P è r e , v é r i tables sanatoria d o n t la c o l o n i e n'a pas su a p p r é c i e r j u s q u ' i c i

l'im-

portance et la v a l e u r , le G r a n d C o n n é t a b l e , o ù u n e c o m p a g n i e a m é r i c a i n e e x p l o i t e un g î t e très a b o n d a n t de p h o s p h a t e d ' a l u m i n e , îlets

Mélingue

et

Diable

et le r o c h e r - p h a r e

de

les

l'Enfant-Perdu.

à

huit k i l o m è t r e s au n o r d d e C a y e n n e . C'était b i e n ici en effet q u e devait se

fixer

l'attention des c o l o -

nisateurs. Plus l o i n ,

après quarante-cinq

nouveaux

kilomètres

de

v i e r s , le p é n i t e n c i e r d e K o u r o u , e n face du g r a n d c e n t r e tiaire des îles du S a l u t ,

palétupéniten-

m o n t r e au v o y a g e u r ses r o c h e r s de gneiss

é m e r g e a n t d e la m e r , s u r m o n t é s d ' é d i f i c e s , d o n t la b l a n c h e u r , sous les c o c o t i e r s , térieur.

t r a n c h e sur le f o n d

plus s o m b r e

des forêts de

l'in-


PLACE DES PALMISTES, ALLテ右 CENTRALE (d'aprティs une photographie de l'auteur).

LE MONUMENT SCHELCHER ET LA BANQUE DE LA GUYANE (d'aprティs une photographie de l'auteur).


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

7

Enfin les p a l é t u v i e r s r e p r e n n e n t en maîtres p o s s e s s i o n de la c ô t e , en quelques

p o i n t s sur p l u s i e u r s k i l o m è t r e s d'épaisseur,

jusqu'au

M a r o n i , qui se d é v e r s e m a j e s t u e u s e m e n t dans l'Océan par une seule embouchure de dix k i l o m è t r e s de l a r g e u r . fleuves

Les

rant venant

de la G u y a n e n ' o n t pas de delta, à cause du g r a n d c o u de

l'Amazone,

qui

a v e c une vitesse de trois et et tout

le f o n d du g o l f e

emporte

leurs

alluvions

et

passe

m ê m e quatre n œ u d s , l o n g e a n t la côte

du M e x i q u e , p o u r aller e n s u i t e f o r m e r le

Gulf-Stream. L'île de C a y e n n e fait exception nient

à cette

r è g l e et

n'est, à p r o p r e

p a r l e r , q u e le delta de l'Oyac ou C o m t é , réuni

par un canal

a v e c la r i v i è r e d e C a y e n n e (l6 k i l o m è t r e s de hase sur 28 de hauteur) mais

un

delta granitique

et

montagneux

assez

peuplé.

Quelques

b o n n e s r o u t e s y sont tracées, o ù les v o i t u r e s et les bicyclettes peuvent,

en

toute s é c u r i t é , faire des c o u r s e s de cinquante

kilomètres

d'un seul tenant. Quant

à la v i l l e m ê m e de C a y e n n e , elle ne manque pas

d'étran-

geté et m ê m e d e b e a u t é a v e c sa majestueuse place des Palmistes, sa b e l l e p l a c e du

Gouvernement,

ses maisons de b o i s disparates, ses

rues d r o i t e s et b i e n o u v e r t e s c o u p é e s perpendiculairement en é c h i q u i e r , la p l u p a r t b o r d é e s de magnifiques trottoirs tout

neufs.

Il n'y a pas b i e n longtemps e n c o r e q u e les p o u l e s et les canards g r o u i l l a i e n t dans l ' h e r b e et la vase des fossés r e m p l i s d'eau stagnante. Mais a u j o u r d ' h u i , la v i l l e s'assainit et s ' e m b e l l i t , g r â c e à l'initiative i n t e l l i g e n t e de n o t r e a n c i e n

m a i r e , M . Henri

U r s l e u r . avocat dis-

t i n g u é ( M . Henri U r s l e u r a été élu d é p u t é de la G u y a n e en mai 1898, en

remplacement

de

M. F r a n c o n i e ) et de ses a d j o i n t s , M.

n i e u r c i v i l M e l c h i o r et M . El ' L e b l o n d , a c t u e l l e m e n t th

l'ingé

président

du

Conseil général. A j o u t o n s à cela u n e b e l l e c o n d u i t e d'eau qui a ses b r a n c h e m e n t s dans c h a q u e m a i s o n . Q u e l q u e s r u e s restent e n c o r e a v e c l'herbe et les fossés d'eau c r o u pissante o ù les u r u b u s v i e n n e n t d é v o r e r des détritus sans n o m

et

a i d e r au n e t t o y a g e des v o i e s p u b l i q u e s . Encore une o m b r e qui

à c e tableau : c e s o n t les tinettes de v i d a n g e

n e s o n t pas i n o d o r e s et q u e des forçats

t r i m b a l l e n t en

plein


8

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

jour

sur

des

véhicules

cahotants. Bouchez vous

le

nez

et

passez

vite. Mais

l'œuvre

se

c o n t i n u e , et, dans

quelques années,

tout

sera

assaini, t e r m i n é . L ' a v e n u e d'Estrées, le b o u l e v a r d J u b e l i n , la p l a c e des A m a n d i e r s , e n t i è r e m e n t e x p o s é e a u x brises d e la m e r . la p l a g e des C o c o t i e r s à c ô t é du P é n i t e n c i e r , et la c r i q u e o u endroits

c h e r s à l'habitant

petit p o r t

p o u r la p r o m e n a d e

m a r c h a n d , s o n t des du s o i r et

m a n c h e , s u r t o u t q u a n d les d e u x m u s i q u e s c i v i l e s se f o n t

du

di-

entendre

sur l'un ou l'autre d e c e s p r i n c i p a u x p o i n t s .

CAYENNE. — HÔTEL DU GOUVERNEUR.

(d'après une photographie de l'auteur.)

Quant à m o i , il est d e u x e n d r o i t s p r e s q u e i n c o n n u s des Cayennais q u e j'affectionne de p r é f é r e n c e . L e p r e m i e r est le F o r t qui c o u r o n n e la p e t i t e c o l l i n e

granitique

le C é p é r o u , d ' o ù l ' o n a u n e m a g n i f i q u e v u e d e C a y e n n e . T o u t e la v i l l e est à vos p i e d s : A g a u c h e , la c a s e r n e d ' i n f a n t e r i e d e m a r i n e , très vaste, p o u v a n t l o g e r d e u x m i l l e h o m m e s , et les v i e u x c a n o n s de la batterie a c c r o u pis sur leurs affûts et q u i s e m b l e n t d o r m i r au c h a n t b e r c e u r de la v a g u e qui vient m o u r i r à l e u r s p i e d s ; la b e l l e p l a c e du

Gouverne-


9

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN m e n t , a v e c sa f o n t a i n e

monumentale en c i m e n t , la c a s e r n e de

la

g e n d a r m e r i e et le bel hôpital m i l i t a i r e , où les malades sont si bien traités. En f a c e , les b â t i m e n t s de l ' a r t i l l e r i e a v e c p r e s q u e aussi

haute

leur haute

cheminée,

q u e les p a l m i s t e s , q u i v i e n n e n t e n s u i t e . Et la

v u e en enfilade des p r i n c i p a l e s rues d e C a y e n n e : C h r i s t o p h e C o l o m b , de la L i b e r t é , de la P r o v e n c e et L a l o u e t t e ( 1 ) , qui v o n t en s'amincissant, se p e r d r e

au

loin

dans

une perspective

de f e u i l l a g e s et de

fleurs o ù se j o u e n t toutes les n u a n c e s , sous le c l a i r s o l e i l . C'est u n e débauche

de

couleurs

à

rendre jalouse

la

palette

d'un

peintre,

d e p u i s le j a u n e et le vert t e n d r e , j u s q u ' a u v i o l e t f o n c é et l ' i n d i g o sur l e s q u e l s éclatent p a r f o i s r e s p l e n d i s s a n t s , les b o u q u e t s j a u n e s d e l'ébénier entre

les

et les r o u g e s maisons

apparaissent

fleurs du

inégales

des j a r d i n s

l ' h e u r e é n e r v a n t e de

et

flamboyant.

l'échiquier

mystérieux

Partout, devant

des

rues

soi,

transversales,

et o m b r a g é s o ù , q u a n d vient

la sieste, de l a n g o u r e u s e s c r é o l e s aux

grands

y e u x de v e l o u r s , au teint mat, de c u i v r e o u d e b r o n z e , r e p o s e n t et rêvent

à l ' o m b r e des a r b r e s , sur des nattes o u

dans des hamacs.

T o u t e s , riches o u p a u v r e s , à cette h e u r e , s o n t vêtues de légere,

ce vêtement

créole qui

peignoirs

m o u l e si c o m p l a i s a m m e n t , la brise

c o m p l i c e aidant, leurs f o r m e s p l u s o u m o i n s s c u l p t u r a l e s . Et du m i l i e u d e c e d é c o r de r ê v e t r o p i c a l ,

s ' é l è v e , de ci, de

m a j e s t u e u x c o m m e un s y m b o l e , q u e l q u e t r o n c s o l i t a i r e de ou

là,

palmier

de c o c o t i e r , étalant o r g u e i l l e u s e m e n t dans le c i e l , l ' é v e n t a i l

de

ses b r a n c h e s . A u f o n d , là bas, le M o n t - T a b o et la m o n t a g n e T i g r e , b o r n e n t l ' h o r i z o n a v e c l e u r manteau de v e r d u r e p l u s s o m b r e , e t , là haut,

tout

là-haut, dans l'azur, les v a u t o u r s p l a n e n t , c o n s t e l l a n t le c i e l d e leurs é t o i l e s s o m b r e s et m o u v a n t e s .

L e s e c o n d e n d r o i t o ù se plaît ma r ê v e r i e , c'est le p r o m o n t o i r e de r o c h e s g r a n i t i q u e s q u i se p r o l o n g e sur la m e r d e r r i è r e le p é n i t e n c i e r .

(1) Lalouette est le n o m d'un g a r d e p r i n c i p a l d'artillerie, q u i , le p r e m i e r , dota C a y e n n e de la r e m a r q u a b l e c o n d u i t e d'eau

d u Rorota (16 k i l o m . )

réparée et

a g r a n d i e r é c e m m e n t par M . L e v a v a s s e u r , c o n d u c t e u r des p o n t s et c h a u s s é e s .


10

LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

C'est là q u e je vais m'asseoir sur le b a n c de pierre où Delescluze, fuyant l ' o b s e s s i o n de ses propres pensées, apprenait à lire aux petits n o i r s du v o i s i n a g e ,

n o n sans j e t e r quelquefois

un

regard

vers

le

l a r g e , vers le Nord, vers la France. C e s t là que ma triste rêverie me

PÉNITENCIER (d'après une photographie de l'auteur).

m è n e s o u v e n t , c e l l e des j o u r s s o m b r e s , des j o u r s sans s o l e i l , où le c i e l est d e p l o m b , o ù les v a g u e s en c o u r r o u x v i e n n e n t se

déchirer

s u r les r o c s aigus a v e c des s a n g l o t s . C'est là q u e le s o i r m e s u r p r e n d i s o l é dans

la f r a î c h e u r d e la b r i s e , les y e u x

grand carré sombre

du b a g n e ,

s o n g e u r s fixés sur le

auprès duquel

se

profile

une

si-

l h o u e t t e d e c h a p e l l e t o u t au b o r d des flots, e s p o i r de salut p o u r les naufragés d e la v i e .


CAYENNE.

—RUECHAUSSÉE-SARTINES

(d'après une photographie de M. Chaumier, de Cayenn


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

11

Qui p o u r r a j a m a i s d i r e c e q u ' i l y a de s o m b r e h o r r e u r , d'anathèm e s et d e m a l é d i c t i o n s planant au-dessus d e c e l i e u , c o m m e un mauvais sort q u e le vent e m p o r t e et é p a r p i l l e aux q u a t r e c o i n s de la v i l l e . —

Et q u i sait si c e n'est

pas là

l'influence

occulte

et fatale qui

p è s e sur ta d e s t i n é e , ô C a y e n n e ! . . . C o m b i e n de s o u f f r a n c e s , c o m b i e n de sanglots é t o u f f é s , c o m b i e n de c r i s de d é s e s p o i r

et de rage sont i n c r u s t é s

dans

ces m u r s ,

d'où

s ' é c h a p p e u n e a c r e et f a u v e o d e u r de r e l e n t h u m a i n ! C'est là q u e les f o r ç a t s sont p a r q u é s c o m m e un vil t r o u p e a u o u isolés dans d ' o b s c u res et é t r o i t e s c e l l u l e s . Je les r e v o i s en v i l l e passer, é g a l e m e n t en t r o u p e a u , quatre fois par j o u r p o u r se r e n d r e à leurs c h a n t i e r s ou

p o u r en

revenir.

vont d'un pas a u t o m a t i q u e , l'air m o r o s e , l'œil a t o n e , la figure

Ils

flétrie,

le c o r p s f a t i g u é et usé par tous les v i c e s . Et les s u r v e i l l a n t s , a r m é s de r é v o l v e r s , qui les c o n d u i s e n t , savent p o u r t a n t se faire o b é i r par tous ces c o r p s sans â m e , ces m o r t s vivants q u i e x i s t e n t sans v i v r e . Et, r e n t r é s au p é n i t e n c i e r , la n u i t , bienfaisante p o u r les i n c o n s o lés qui p e u v e n t un instant s ' a b î m e r dans l ' o u b l i , est a u t r e m e n t rible p o u r le g r a n d n o m b r e , les f a n f a r o n s du c r i m e , q u i

ter-

ont hor-

r e u r de l ' o m b r e et du s i l e n c e , h o r r e u r du s o m m e i l q u i l e u r a p p o r t e des v i s i o n s sanglantes de v i c t i m e s , de j u g e s en r o b e r o u g e , et

de

g u i l l o t i n e . P o u r é c h a p p e r à l e u r p r o p r e a n g o i s s e , ils a p p e l l e n t les c a m a r a d e s , et, a l o r s , il se dit des c h o s e s affreuses, i n é n a r r a b l e s ; il se c o m m e t des a t r o c i t é s sans i n d i v i d u e l l e serait e n c o r e le

n o m . . . ( L e r é g i m e de

la séparation

meilleur...)

A u s s i , m a l h e u r à c e l u i q u i , par hasard, e n t r e là i n n o c e n t — cela arrive quelquefois,

hélas ! — il est p e r d u à t o u t jamais ; car

pour

les h o m m e s tels q u e le b a g n e les fait, c'est le c r i m e d'un seul j e t . le v i c e h o n t e u x et les p l u s a b j e c t e s d é b a u c h e s . Et c e p e n d a n t , au dessus d e ces m a u d i t s , j'ai vu l u i r e , c o m m e

une

a p o t h é o s e , l ' é c l a i r r a d i e u x d ' u n e a u r o r e n o u v e l l e : u n e n o u v e l l e vie sous

un

autre

n o m , dans

b o n h e u r p o u r le

une

nouvelle

p a t r i e . C'est là

qu'est

le

forçat.

Et c'est ainsi q u e , chassant les f a n t ô m e s et les s o n g e s

mauvais,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

12

l'ange de l ' e s p é r a n c e v i e n t p a r f o i s l e u r s o u r i r e et les c o n s o l e r en l e u r murmurant tout bas des p l a n s d ' é v a s i o n . Evasion ! v o i l à le m o t m a g i q u e , voilà l'idéal qui les fait v i v r e et les fait m o u r i r s o u v e n t .

Cayenne possède une bibliothèque

p u b l i q u e , assez r i c h e , d o n de

M. Franconie, le p è r e de l ' a n c i e n d é p u t é . On

y t r o u v e tous les p r i n c i p a u x j o u r n a u x de F r a n c e , p o l i t i q u e s ,

a r t i s t i q u e s et s c i e n t i f i q u e s . Et, c e n'est pas là u n e des m o i n d r e s d i s t r a c t i o n s . D i s o n s en passant q u ' i l est b i e n r e g r e t t a b l e q u e c e t asile d e travail et de p a i x , n e s ' o u v r e q u e trois fois par s e m a i n e , le m a r d i et le vendredi de c i n q à sept h e u r e s du s o i r et le dimanche d e heures à onze Il y a aussi

huit

heures. un c o l l è g e

d'enseignement

secondaire,

deux

écoles

c o m m u n a l e s l a ï q u e s de filles et u n e d e g a r ç o n s , et d e u x é c o l e s c o n gréganistes l i b r e s ; s œ u r s de S a i n t - J o s e p h de C l u n y , et f r è r e s de la doctrine chrétienne. L ' é c o l e communale des g a r ç o n s , d i r i g é e par M. Borneville, est d e b e a u c o u p la p l u s i m p o r t a n t e . Elle c o m p r e n d c i n q c e n t s é l è v e s , r é p a r tis en d o u z e classes, a v e c seize m a î t r e s . J'ai vu des c a h i e r s d'enfant de

huit a n s , sachant

faire

les

quatre

r è g l e s et de p e t i t e s

dictées

f a c i l e s , de q u i n z e à v i n g t l i g n e s , a v e c pas p l u s de trois à c i n q fautes. La v i l l e sera b i e n t ô t é c l a i r é e au gaz e t , dans d e u x ans e l l e aura un j o l i théâtre o ù l ' o n j o u e r a

l'«

A f r i c a i n e » et,

« P l u s b l a n c h e q u e la b l a n c h e h e r m i n e

»

a v e c un égal s u c c è s p r é t e n d - o n ? Il y a aussi, o u t r e le J o u r n a l officiel d e la c o l o n i e , o ù paraissent les d é p ê c h e s du c a b l e s o u s - m a r i n , un p e t i t j o u r n a l h e b d o m a d a i r e , q u i s o u t i e n t b r a v e m e n t les i n t é r ê t s de la c o l o n i e et c r i t i q u e en

même

t e m p s les actes du Gouvernement. Assainissement

physique

et m o r a l .

Ce

double

résultat

obtenu,

C a y e n n e , a v e c ses d i x à d o u z e mille habitants, d e v i e n d r a une r é s i d e n c e aussi s u p p o r t a b l e q u e c e l l e des v i l l e s de population.

France

de

même


CAYENNE. —RENTRÉEDESFORÇATS AUFÉNITENCIER(d'après une

Photographie de l'auteur).


LES

COMMUNES

Dans l'île d e C a y e n n e se t r o u v e n t e n c o r e d e u x autres c o m m u n e s rurales. R é m i r e , à l'Est, a p p r o v i s i o n n e le c h e f - l i e u d e lait, d e l é g u m e s , d e b a n a n e s et d e c a c a o . La situation d e c e t t e c o m m u n e est a d m i r a b l e et s a i n e ,

exposée

aux vents alizés du N . - E . , à l ' e m bouchure du M a h u r y . La tous

ville de Cayenne serait, à les p o i n t s

vue,

bien

p l a c é e ici q u e là o ù e l l e

mieux est

de

a c t u e l l e m e n t , au m i l i e u

de

vases malsaines qui o b s t r u e n t d e plus

en p l u s

le véritable

son p o r t ,

travail

de

malgré Sisyphe

auquel doit se livrer l'Adminis tration

locale.

C'est vers Rémire et le Mahury q u e se t r o u v e n t

les

habitations

de plaisance des commerçants ri-

FEMME NOIRE DE CAYENNE

(d'après une photographie de l'auteur).

ches et d e s b o u r g e o i s d e la v i l l e . A u s s i , le samedi s o i r et le d i m a n c h e , les routes d e c e t t e c o m m u n e sont

plus particulièrement

a n i m é e s p a r les p i é t o n s ,

les v o i t u r e s ,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

14

les b i c y c l e t t e s , les cavaliers et les v é h i c u l e s d e tous g e n r e s , d e p u i s l'humble

bourriquet

c h a r très bas,

traînant

suspendu

bandes joyeuses

p é n i b l e m e n t un c a b r o u e t ( e s p è c e

au-dessous de d e u x

chantant des

essieux), chargés

refrains c r é o l e s ,

jusqu'à

de de

l'équipage

d e l u x e qui passe rapide et g o u r m é . La c o m m u n e d e T o u r - d e - l ' I s l e o u M a t o u r y au S u d - O u e s t ,

produit

s u r t o u t du c h a r b o n d e b o i s et d e la c a s s a v e , galette p l a t e d e d e m a n i o c — la rassara,

farine

c e p a i n c a r a ï b e , si c h e r à C h r i s t o p h e C o l o m b .

A u S u d , d e l'autre c ô t é d e la p o i n t e du d e l t a , se t r o u v e la c o m m u n e d e R o u r a d o n t le c h e f - l i e u , sur la r i v i è r e C o m t é , p o s s è d e u n e vingtaine de maisons, parmi

l e s q u e l l e s u n e é g l i s e , un

u n e é c o l e d e g a r ç o n s et de filles, u n e J u s t i c e de p a i x .

presbytère, L'hinterland

d e la c o m m u n e se p e r d dans les f o r ê t s du c ô t é du T u m u c - H u m a c . Roura produit de

l'or,

des b o i s d e

construction

et

d'ébénisterie.

A l'Ouest d e C a y e n n e , les c o m m u n e s d e M o n t s i n é r y et d e T o n n é grande

produisent

ainsi q u e du Ensuite, Makouria

aussi

d e s b o i s de

construction

et

d'ébénisterie

charbon.

longeant qui

la c ô t e ,

envoie

toujours à l'Ouest,

journellement

au

marché

cassaves, du lait, des b a n a n e s , d e s l é g u m e s ,

la

commune

de

du

chef-lieu

des

d e s fruits

et des

vo-

lailles. La c o m m u n e de K o u r o u , r i c h e en p o r c s et en v o l a i l l e s . Et enfin

Sinnamary,

I r a c o u b o et Mana, les t r o i s

p l u s i m p o r t a n t e s et les plus r i c h e s après La

commune

de S i n n a m a r y .

ancien

b o u r g c h e f lieu assez p i t t o r e s q u e ,

sur

communes

Cayenne.

lieu

de

déportation,

la r i v e d r o i t e du

m ê m e n o m , à un k i l o m è t r e à p e i n e d e son e m b o u c h u r e . rues y sont

tracées, bordées

d'assez

les

belles maisons,

a un

fleuve

de

Quelques

outre

la g e n -

d a r m e r i e , le p r e s b y t è r e , l ' é g l i s e , le t é l é g r a p h e , la m a i r i e et la mais o n d ' é c o l e . L e s petits n a v i r e s et les bateaux à v a p e u r n e calant pas p l u s d e trois m è t r e s p e u v e n t ,

en t o u t e s é c u r i t é ,

e n t r e r dans s o n

p o r t q u i e x p o r t e d e l ' o r , d e s b œ u f s , des c o c h o n s

et des v o l a i l l e s .

On r e m a r q u e

ici, parmi

la p o p u l a t i o n ,

pas mal d e

mulâtresses

et de m u l â t r e s au t y p e p r e s q u e e u r o p é e n et d e s c e n d a n t des a n c i e n s c o l o n s et des d é p o r t é s p o l i t i q u e s . Quelques Indiens, derniers rejetons de

la f a m i l l e c a r a ï b e , d e la


SINNAMARY

(d'après une photographie de l'auteur).


16

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

tribu des Gallibis (50 à 6 0 e n v i r o n ) se l i v r e n t à la p è c h e

et à la

c o n f e c t i o n des g a r g o u l e t t e s (alcarazas). L e s savanes, ici et à I r a c o u b o , s o n t vastes et r i c h e s en p â t u r a g e s e x c e l l e n t s , et l ' é l e v a g e

du bétail p o u r r a i t s'y faire en g r a n d ,

tout à C o r o s o n i , tout p r è s d u

bourg.

Mais q u i t r i o m p h e r a de l ' a p a t h i e et du tants p o u r y c r é e r c e g e n r e

sur-

m a u v a i s e s p r i t des

habi-

d'exploitation.

Les j a l o u s i e s et les s o u r d e s r a n c u n e s de r a c e n e m a n q u e r o n t d e s ' é l e v e r c o n t r e l ' é t r a n g e r , le « V e n t q u i sert à d é s i g n e r dans le pays c e l u i

Méné » , que

t e r m e de

pas

mépris

les n a v i r e s à v o i l e o n t

amené. Voici

Mana. N o u s a r r i v o n s p a r le fleuve du m ê m e n o m : sur la

rive gauche, nous apercevons apparence, une

belle

un quai b o r d é d e m a i s o n s de

place o m b r a g é e

des sœurs d e S a i n t - J o s e p h et

de

m a n g u i e r s ; le

belle

couvent

l ' é g l i s e en b o i s , s u r m o n t é e d ' u n c l o -

c h e r v e r m o u l u . C'est la s u p é r i e u r e J a v o u h e y , c h e v a l i e r d e la L é g i o n d ' h o n n e u r , la sainte f o n d a t r i c e Cluny,

qui a tout

créé.

Rien

des r e l i g i e u s e s n'existait

de Saint J o s e p h

ici avant e l l e : la

de

brousse

s e u l e m e n t sur u n e savane d e s a b l e . Q u o i q u e la p r o s p é r i t é a g r i c o l e d e c e b o u r g

de deux mille

âmes

soit b i e n d é c h u e , le n o m de Mana d o i t ê t r e c o n n u du m o n d e e n t i e r à cause d e s o n r h u m d é l i c i e u x et d'un b o u q u e t si rare q u e les r e l i g i e u s e s de S a i n t - J o s e p h o n t su lui

donner.

Mana e x p o r t e aussi de l ' o r , du c o u a c et un p e u de r i z . Des d é c o u v e r t e s a u r i f è r e s i m p o r t a n t e s v i e n n e n t d ' ê t r e faites vers les du

fleuve,

sources

à quinze jours de canotage.

A l'est d e C a y e n n e , de l'autre c ô t é du M a h u r y , s o n t e n c o r e trois communes. C'est d ' a b o r d arrosées où pays

Kaw,

a v e c ses c o l l i n e s fertiles et ses p l a i n e s

se c u l t i v e n t

avec succès

tous

les v é g é t a u x

utiles

t r o p i c a u x . On devait a u t r e f o i s y f o n d e r u n e i m p o r t a n t e

nie a g r i c o l e ; tres qui

bien des colo-

mais c e p r o j e t , le seul b i e n c o m p r i s , après tant d'au-

avaient

si

misérablement

des c h a n c e s d e r é u s s i t e , a été

échoué,

le seul qui

put

avoir

abandonné.

La vie est facile à K a w . Le g i b i e r d e t o u t e e s p è c e y a b o n d e ; aussi les habitants y

travaillent

le m o i n s p o s s i b l e . De t e m p s en t e m p s ,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

17

cependant, ils v i e n n e n t en c a n o t à C a y e n n e , a v e c des chargements d ' o r a n g e s et d'autres fruits. Approuague,

sur la r i v e d r o i t e du fleuve de c e n o m , p r o d u i t

de

l ' o r , du c o u a c o u f a r i n e de m a n i o c p o u r les p l a c e r s . des b o i s d e rose et d ' é b é n i s t e r i e et un p e u d e r o u c o u . Enfin, sur la r i v e g a u c h e de l'Oyapock.

touchant

au C o n t e s t é

Saint-Georges-d'Oyapock,

qui

franco-brésilien,

produit

du

couac

la c o m m u n e

de

très

du

estimé,

t a p i o c a , des b o i s d e r o s e et d ' é b é n i s t e r i e , et de l ' o r . Il se fait e n c o r e ici

un petit c o m m e r c e

haut

Oyapock

chiens

et du

dressés

notamment

à la

des

d ' é c h a n g e a v e c les I n d i e n s d e l'Ouassa, Camopi

chasse

(Haute-Guyane) ;

et

h a m a c s en

divers

coton

produits

inusables,

ils a p p o r t e n t de

des

leur

du des

industrie,

poteries

et

des

pagaras. L e pagara ( m o t c a r a ï b e ) est un p a n i e r o r d i n a i r e m e n t a v e c l ' é c o r c e lisse et d i v i s é e en l o n g u e s p a i l l e t t e s , d ' u n mier

nain,

appelé

vulgairement

c a r r é , fait petit pal

L e tissu d o u b l e de

arrouma.

ces

p a n i e r s est si h a b i l e m e n t tressé q u ' i l est i m p e r m é a b l e . A cette p r é cieuse

qualité

pagara est

le

s'ajoute bagage

la l é g è r e t é et la b i z a r r e r i e des d e s s i n s . Le léger

et c o m m o d e ,

indispensable

à tout

le

m o n d e dans la c o l o n i e , p o u r v o y a g e r . P r e s q u e t o u t e s les c o m m u n e s au vent et sous

de C a y e n n e ,

le vent

c o m m e o n dit i c i , o n t l e u r h i n t e r l a n d qui se p e r d

dans l ' i n c o n n u

du T u m u c - H u m a c . En t o u t , la p o p u l a t i o n parmi

lesquelles

2.000

du littoral s'élève à e n v i r o n Européens

en

comptant

la

25.000 âmes, troupe

et

les

f o n c t i o n n a i r e s et 4 à 500 I n d i e n s . Il faut y a j o u t e r 2 . 5 0 0 à 3 . 0 0 0 forçats et r é c i d i v i s t e s , 1.000 n è g r e s bonis

et b o s c h s

rive

droite

du

Maroni,

et

5.000 I n d i e n s dans la

Haute-Guyane. Les

blancs

créoles

de

Cayenne

sont

en

petit

nombre

et

n o m b r e va t o u j o u r s d i m i n u a n t . II y a b i e n e n c o r e u n e v i n g t a i n e f a m i l l e s d o n t les s o u v e n i r s p e u v e n t r e m o n t e r j u s q u ' a u

siècle

ce de der-

nier. En g é n é r a l , la p o p u l a t i o n Cayennaise d i m i n u e : les d é c è s e x c é d a n t les naissances ; mais les v i d e s sont h e u r e u s e m e n t c o m b l é s p a r les A n t i l l a i s , q u i sont déjà p l u s de 2 . 0 0 0 dans la v i l l e et ses e n v i r o n s . Quant a u x p o p u l a t i o n s

des q u a r t i e r s m a n q u a n t

d e r o u t e s et d e 2


18

LA GUYANE FRANÇAISE ET

ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

m o y e n s d e c o m m u n i c a t i o n faciles a v e c le c e n t r e c o m m e r c i a l et c i v i lisé, C a y e n n e , e l l e s s o n t p o u r ainsi d i r e a b a n d o n n é e s à e l l e s - m ê m e s . Elles n e f o n t d ' a g r i c u l t u r e

que

ce q u ' e x i g e n t leurs besoins i m m é .

diats ; et, m a l g r é les l o u a b l e s efforts d e s i n s t i t u t e u r s et i n s t i t u t r i c e s et des c u r é s d e q u a r t i e r s q u i

les fanatisent, e l l e s se l i v r e n t

encore

aux p r a t i q u e s o c c u l t e s d u f é t i c h i s m e et du piaï q u ' e l l e s ont

conser-

CRÉOLES A BORD DU COURRIER

(d'après une photographie de l'auteur).

v é e s . Un b e d e a u est u n

h o m m e très i m p o r t a n t et s u r t o u t un agent

é l e c t o r a l très r e d o u t é . P o u r le v o y a g e u r q u i t r a v e r s e ces q u a r t i e r s , en suivant u n e r o u t e sablonneuse

ou

marécageuse, à peine

tracée, l'impression

est sur-

tout p é n i b l e . De t e m p s

à a u t r e , dans

une

éclaircie

et s o u v e n t

dans la f o r ê t

m ê m e , il a p e r ç o i t u n e c a s e , e n p l a n c h e s g r o s s i è r e s o u en g a u l e t t e s , c o u v e r t e a v e c des f e u i l l e s d e p a l m i e r . Là vit u n e f a m i l l e , de p è c h e , d e chasse et d e p r o d u i t s

n a t u r e l s d u s o l . D e c u l t u r e , p r e s q u e pas ;

tout au p l u s u n p e t i t c a r r é de j a r d i n

où poussent, parmi

m e s et les patates, q u e l q u e s a r b r e s f r u i t i e r s : m a n g u i e r s , c i t r o n n i e r s , o ù s'abritent

les ignaorangers,

quelques poules.

Dans les h a b i t a t i o n s les p l u s r i c h e s , c o u v e r t e s e n b a r d e a u x , il y a en p l u s q u e l q u e bétail : b œ u f s et p o r c s , v i v a n t dans le b o i s o u la


(Paru au Tour du Monde).

INDIENSGALLIBISDEL'OYAPOCK(d'après

une

photographie)


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

19

s a v a n e , et l'abatis de m a n i o c q u e l'on a b a n d o n n e tous les d e u x ans p o u r un n o u v e a u . Ce qui f r a p p e le p l u s , c e sont les r u i n e s des a n c i e n n e s habitations qui marquent

u n e è r e de p r o s p é r i t é

restes d e p o u l i e s , de v o l a n t s , d e

déjà l o i n de n o u s ,

dont

des

r o u e s d'engrenage, de c h a u d i è r e s ,

e t c . . q u i é m e r g e n t du m i l i e u des r o n c e s et des lianes,

rappellent

le s o u v e n i r . L e s lézards et les s e r p e n t s s o n t a u j o u r d ' h u i les h ô t e s solitaires de ces l i e u x a u t r e f o i s p l e i n s d e v i e , o ù d e n o m b r e u x travailleurs m a n i p u l a i e n t le c a c a o , le c a f é , le c o t o n , le r o u c o u , le g i r o f l e , la v a n i l l e , la c a n n e à s u c r e , le r i z , e t c . Ces r u i n e s f u r e n t la suite et la c o n s é c q u e n e b r u s q u e de l ' a b o l i t i o n de l ' e s c l a v a g e .

du c o n t r e - c o u p

trop


COLONISATION

C o n d i t i o n s de la

Vie

Les c o l o n s o u les g r a n d e s compagnies qui v o u d r a i e n t s établir en ne d o i v e n t

Guyane, pays. gent

qu'à

promet de

pas

Les n o u v e l l e s

trop

u n e c h o s e : la

des b é n é f i c e s

la c h a n c e .

L'or est

leur

Chaussées,

beaucoup

etc.

pays,

à ceux

a l l o u e t t e s qui une

ne

de

l'exploitation

ayant

le

de

ces

l'or qui

sur les e m p l o i s du

ont

attire.

instruction

comme

places

son

qui

les

bonne

est d ' e n t r e r

nombre

du

main-d'oeuvre arrivent,

employé

à l'Administration p é n i t e n t i a i r e , aux

Comme

se rabattent

et

la qui

considérables

première a m b i t i o n

au Secrétariat g é n é r a l , et

et

le m i r o i r aux du

sur

d'ouvriers

recherche

immédiats

Quant aux j e u n e s g e n s élémentaire,

compter

générations

est

Ponts limité,

c o m m e r c e o u des pla-

cers. La g r a n d e c u l t u r e . sont

de

grande

plus

en

entreprise

introduisant

une

l ' é l e v a g e du

bétail,

l'exploitation

plus a b a n d o n n é s . Aussi n e agricole

et

immigration,

industrielle une

des

faut-il s o n g e r en

forêts à une

Guyane, qu'en

main-d'œuvre

y

étrangère

(1).

(1) L ' A n g l e t e r r e n o u s a y a n t refusé l ' i m m i g r a t i o n d e s c o o l i e s de l ' I n d e ,

alors

q u ' e l l e a c c o r d e ce p r i v i l è g e à nos v o i s i n s de S u r i n a m , n o t r e M i n i s t r e d e s c o l o nies p o u r p o r t e r r e m è d e au m a n q u e de b r a s , a o b t e n u du G o u v e r n e m e n t h o l l a n d a i s , l'autorisation d ' i n t r o d u i r e à la G u y a n e f r a n ç a i s e , des travailleurs j a v a n a i s .


22

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Il

faut

autant

pas la l a n g u e duits

aux

encore

que

du

mines

quelque

possible

pays, d'or,

sans la

vitalité,

que cela

seule

ces ils

immigrants seront

industrie

ne

parlent

détournés

du pays

qui

et

con-

conserve

mais q u i se m e u r t , c o m m e t o u t le r e s t e ,

CORVÉE DE FORÇATS RUE NATIONALE

(d'après une photographie de l'auteur)

parce qu'on pour le

elle.

budget

n'a

pas su

Pourtant

ce

La

voulu

l'encourager ; on

les m i n e s

et

les

n'a

mineurs

rien

fait

qui

font

l o c a l !!

Et la m a i n - d ' œ u v r e

étant

ou sont

main-d'œuvre donnés

pénale,

pénale

les r è g l e m e n t s

dira-t-on ?

revient actuels,

plus

cher

et

surtout

que

toute

la paresse

autre, innée


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN ou

voulue

du

sion,

et

forçat ; sans

pénitentiaire,

nistration

enfin

m e s s i e u r s du

le

compter

les

la r e s p o n s a b i l i t é

danger

d'être

accusé

b a g n e , et p o u r s u i v i

tracasseries

de

e n c o u r u e en de

l'admi-

cas

complicité

sur un s i m p l e r a p p o r t

23

d'éva-

avec

ces

de

l'un

d'eux. En

r é s u m é , il

n'y a pas à c o m p t e r sur

la m a i n - d ' œ u v r e p é n a l e

pas p l u s q u e sur la main d ' œ u v r e du p a y s .

CAYENNE.

- UN COIN DU MARCHÉ

(d'après une photographie de l'auteur).

Dans les q u e l q u e s f a m i l l e s b o u r g e o i s e s

d e C a y e n n e , il est i m p o s -

s i b l e de c o n s e r v e r à d e m e u r e un d o m e s t i q u e o u u n e b o n n e q u e l'on paie p o u r t a n t assez c h e r : 40 à 50 francs par m o i s la b o n n e o u c u i s i n i è r e et 90 à 100 francs le d o m e s t i q u e . Pour

une

simple

observation

qui

n'est

pas de

leur goût,

vos

d o m e s t i q u e s disparaissent sans m ê m e v o u s p r é v e n i r . En o u t r e d e c e l a , la vie est c h è r e . Quoi q u ' i l n'y ait pas p r é c i s é ment d'hôtel

p r o p r e m e n t dit,

une pension

b o u r g e o i s e y c o û t e 150

à 180 francs par m o i s ; et les d e n r é e s les p l u s o r d i n a i r e s : le de 2

vache francs

s'achète le

1 fr. et

l fr. 20 le

kilog ; depuis l'année

1899,

litre ;

la v i a n d e d e

la v i a n d e

des

lait bœuf

bœufs

de

l'Orénoque est l i v r é e à 1 fr. 20 et 1 fr. 30 le k i l o g , par M. H e n r y Richard, fournisseur

de l ' A d m i n i s t r a t i o n .

Le poisson

vaut 1 f r a n c


24

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

le k i l o g ,

les œufs 0 f r . 30 la p i è c e ;

la

morue

de

terre

oignons

2

francs

importés de

30

kilogramme,

0 fr.

60

le

un poulet

les

Les

légumes

sont

de 30 à 40 c e n t i m e s ; un

centimes

;

un

5 à 6

haricots et

francs ;

les

pommes

kilogramme ; les l e n t i l l e s

0 fr. 80 à I f r a n c .

une tomate c o û t e sil.

le

maigre

pied

de

petit

salade.

hors

et les

de

paquet

de p e r -

50 c e n t i m e s ;

fruit : m a n g u e , s a p o t i l l e ou orange, c o û t e 20 c e n t i m e s ; un vaut

de

5 à

6 francs

15 l i t r e s , s'achète Les

logements

; une

dame-jeanne

12 à 15 f r a n c s , sont

à

de

prix,

vin

un

melon

ordinaire

de

etc..

l'avenant : on

loue

50 à 6 0

francs

par

m o i s u n e chambré g a r n i e à p e u p r è s c o n v e n a b l e , et 75 à 100 francs d e s petits l o g e m e n t s d e deux Les

pièces

les p l u s p r a t i q u e s

vêtements,

c e u x de t o i l e b l a n c h e ;

mais g a r e

avec

une

p e t i t e cuisine.

et les p l u s h y g i é n i q u e s ,

sont

a u x blanchisseuses, qui gardent

v o t r e l i n g e un m o i s et p l u s , et v o u s le r a p p o r t e n t le p l u s

souvent

usé et rapé par le f r o t t e m e n t de la b r o s s e en c h i e n d e n t . d o n t l'usage i m m o d é r é , r é d u i t en c h a r p i e v o s faux c o l s et v o s m a n c h e t t e s . La r e d i n g o t t e o u la jaquette sont de r i g u e u r p o u r les visites qui se f o n t d e 5 à 7 h e u r e s du s o i r . C'est, en effet, l ' h e u r e p a i s i b l e du crépuscule t r o p i c a l o ù la brise se fait d o u c e et f r a î c h e . Los

maisons

tristes et fermées au

soleil de la j o u r n é e , s ' o u v r e n t à la j o i e créoles, avec

leurs meubles

qui

l'Europe,

rappelle

s'emplissent de

se

et au

grand

b o n h e u r ; les salons

légers et é l é g a n t s et l ' i n é v i t a b l e piano font

promeneurs,

a i m a b l e s et

et le

hospitaliers,

les

rues

mouvement et la v i e s u c c è d e n t

à la maussade t o r p e u r d e la sieste. Les

jours

de c o u r r i e r

français

(départ

de

Saint-Nazaire

le

9,

a r r i v é à C a y e n n e le 28 o u le 29 d e c h a q u e m o i s , d é p a r t de C a y e n n e le 3 du m o i s suivant) quais

le r e n d e z v o u s

d e d é b a r q u e m e n t . On va

recevoir

les p a r e n t s et a m i s de r e t o u r d e Les

brunes filles

couleurs

du

pays,

voyantes accourent

rire é b l o u i s s a n t ,

dévisager

du T o u t - C a y e n n e

en

les n o u v e a u x

est sur les arrivés

ou

France. toilettes

rieuses,

les

c l a i r e s et f o u l a r d s yeux amoureux,

et d é t a i l l e r les n o u v e a u x

le

aux sou-

v e n u s : offi-

c i e r s , f o n c t i o n n a i r e s o u autres qui n ' o n t qu'à se bien tenir. Ensuite le r e n d e z - v o u s nouvelles.

est à la p o s t e , o ù

tout le i n o n d e a c c o u r t a v i d e de


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

25

Les j o u r s d ' a r r i v é e et de départ des c o u r r i e r s sont des j o u r s d e fête à Cayenne. Beaucoup de v o y a g e u r s et

d'auteurs

ont

parlé avec

exagération

d e la t e n d a n c e à la vanité et à la jalousie de la race noire, comme si

tout

n'était

Ainsi

pas

vanité et rien que vanité en

je lis dans « Voyage aux

ce bas m o n d e .

trois C u y a n e s et aux A n t i l l e s » .

de M. C . Verschuur, Hachette éditeur, page 120 : « Le n è g r e

civilisé, celui

surtout

qui a fait le v o y a g e d'Europe

» et y a reçu son é d u c a t i o n , rapporte parmi ses b a g a g e s , une

LE

QUAI

DE

CAYENNE

LE

JOUK

DE

L'AIIIUVÈE

DU

COUKHIEH

DE

dose

FRANCE

(u'ap:ès une photographie de l'auteur).

» de vanité et d ' a r r o g a n c e qui v o n t en o mesure i) sur

q u ' i l se sent

ses s e m b l a b l e s .

» f o n d reste

le m ê m e ,

» transformation » o ù L'élément

ne

acquérir

11 a beau se p o s e r la paresse

s'accomplit

innée

en

homme

revient

pas. A u s s i ,

prépondérance

à la

sérieux,

le

surface,

la

m a l h e u r aux

colonies

n o i r est investi de f o n c t i o n s d i r i g e a n t e s , où la race

)> b l a n c h e laisse a m o i n d r i r son

influence par la suprématie

)> des n a t u r e l s du p a y s . N o u s n ' a v o n s » la M a r t i n i q u e

se d é v e l o p p a n t au fur et à

u n e p l u s grande

et

la

Cuadeloupe

collective

qu'à j e t e r un c o u p d'œil sur pour

nous

rendre

compte

de


26

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

» l'effet

général

produit

par

le s y s t è m e

adopté

en

ces

derniers

» temps... » En g é n é r a l , il est c e r t a i n q u e les n o i r s o n t d ' a b o r d ropéen

pris

à l'Eu

p l u t ô t ses mauvaises q u a l i t é s ; m a i s , o n n e c h a n g e pas

race en quarante ou cinquante ans. Pour être juste,

une

il faut r e c o n -

naître aussi, q u e , m a l g r é l e u r s d é f a u t s , les n o i r s p o s s è d e n t des q u a lités d ' e n d u r a n c e

à

la f a t i g u e et a u x

privations,

q u i les

rendent

p r é c i e u x dans la forêt v i e r g e , le c a n o t a g e dans les r i v i è r e s et l ' e x p l o i t a t i o n et la r e c h e r c h e des g i s e m e n t s a u r i f è r e s . savoir,

p o u r en

tirer

parti,

les

traiter a v e c

Il

ne

douceur

faut

que

et sans fai

blesse. Le croisement

a v e c la race

pas t o u j o u r s , hélas ! — tout b o n s o u que

la

tout

blanche produit

le p l u s s o u v e n t

des sujets r e m a r q u a b l e s . Les m u l â t r e s s o n t

m a u v a i s ; mais il est c o n s o l a n t d e

majeure partie

forme

avec

la r a c e

c o n s t a t e r ici

blanche,

la

classe

la

p l u s i n t e l l i g e n t e et la p l u s p r o s p è r e de la c o l o n i e . On a aussi fait r e s s o r t i r un p e u

t r o p la h a i n e d e r a c e : e l l e n'est

pas p l u s v i v e q u e n e l'est e n E u r o p e la h a i n e des classes. D'ailleurs,

aux

grands

maux

les g r a n d s

permis d'espérer

que nos gouvernants,

samment

désormais,

armés

remèdes.

suffisamment

couperont

dans

ses

Il

nous

é c l a i r é s , suffi-

racines

o d i e u x , q u i a déjà fait s o n œ u v r e a u x A n t i l l e s et q u e d e s leurs c o l o n i a u x ,

sans s c r u p u l e s , e n t r e t i e n n e n t

est

ce

mal

politirail-

et e x p l o i t e n t à l e u r

p r o f i t . Un d e n o s m i n i s t r e des c o l o n i e s . M. L e b o n , a d o n n é l ' e x e m p l e ; il n'a pas c r a i n t d'aller c o m p t e . Que

d'autres

l u i - m ê m e au S é n é g a l

aillent

p o u r se

a u x A n t i l l e s et à la G u y a n e ,

rendre et

les

c h o s e s i r o n t de m i e u x en m i e u x . Les

fièvres

communes

paludéennes

à la G u y a n e ,

sont

mais

des

maladies

a v e c des

endémiques

précautions

h y g i è n e o n n'a pas à c r a i n d r e les a c c è s p e r n i c i e u x

assez

et u n e b o n n e qui

deviennent

d e p l u s en p l u s rares. V o i l à b i e n le r e v e r s d e la m é d a i l l e , hélas ! mais cela

n'empêche

p o i n t d ' a i m e r c e beau pays et d e r e c o n n a î t r e q u ' o n p e u t y c o l o n i s e r sans p l u s d e r i s q u e s q u ' e n Malgré

Europe.

les fautes c o m m i s e s , m a l g r é les d é m a r c h e s t r o p l o n g u e s


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN m a l g r é les j a l o u s i e s leur créant

contre

les

à

terre.

tout

un é l e v e u r ,

ce

E n s u i t e , il p o u r r a , s'il

savane

nouveaux

la G u y a n e . Dans les vastes savanes du

Iracoubo, à Sinnamary. à Kaw, à l'Oyapock

sera avant en

s'aiguisent

venus,

toutes sortes d ' e m b a r r a s ; m a l g r é t o u t , le c o l o n

péen doit venir à

qui

qui

le

et au

m ê m e ses c u l t u r e s i n d u s t r i e l l e s

c o t o n , tabac, maïs, canne à sucre, e t c . ,

:

Euro-

littoral,

Contesté,

il

remuer

la

d i s p e n s e r a de

a la m a i n - d ' œ u v r e

suffisante,

café,

27

cacao,

qui toutes se

faire

roucou,

contentent

de terres légères. Comme

p a r t o u t a i l l e u r s , il est n é c e s s a i r e

q u e le

colon

au m o i n s d'un petit c a p i t a l . 11 a r r i v e r a a v e c un s t o c k dises, parmi lesquelles farine,

le

il faut

tafia, les tissus

mettre

(toile

au p r e m i e r

b l e u e et

toile

de

dispose

marchan-

rang le

blanche,

r i z , la

cotonna-

d e s , i n d i e n n e s , c a l i c o t s , m o u c h o i r s , paliacas, b r o d e r i e s à b o n marché, etc..,)

parapluies,

tre, s u c r e en biscuits en

chaussures, chapeaux

de

paille

et d e f e u -

b o i t e s , h u i l e d ' o l i v e , lait c o n c e n t r é Nestlé o u

caisse,

pioches, pelles, houes,

a m é r i c a i n e s , fusils de

sabres d'abatis,

Gallia, haches

c h a s s e , p o u d r e , p l o m b et c a r t o u c h e s ,

A v e c c e l a , la v i e du c o l o n

sera d o u c e ; dès s o n a r r i v é e ,

etc. il réa-

lisera des b é n é f i c e s et. en toute s é c u r i t é , il p o u r r a s ' a c c l i m a t e r p r o c é d e r , sans se p r e s s e r , à u n e p l u s c o n f o r t a b l e l'avenir.

Bien

l o g é et b i e n

nourri,

on ne

installation

craint pas la

et

pour

fièvre

ni

le c l i m a t q u i , du r e s t e , est suffisamment t e m p é r é : 27° de m o y e n n e t h e r m o m é t r i q u e dans la saison la p l u s c h a u d e .


LES

Celui qui v o u d r a vra

tenter la f o r t u n e c o m m e

arriver

également

PLACERS

en

Guyane

avec

une

chercheur mise

d'or,

de-

fonds

de

sérieuse,

les

de

5 à 6 . 0 0 0 f r a n c s . S'il ne c o n n a î t pas le méfier, il fera bien de l'apprendre

d'abord,

en

s'engageant à n'imp o r t e quel titre

dans

un placer organisé. A u tant vaudrait p o u r lui jeter son argent à l'eau q u e de se confier à l ' e x périence

de

maîtres o u qui Avant

contre d'ouvriers

l'exploiteraient. d'avoir

de l ' o r o u

PIROGUES ET CANOTS DU PAYS

(d'après une photographie de l'auteur).

trouvé

m ê m e d'avoir c o m m e n c é une

v i v r e s seraient g a s p i l l é s et l ' e x p é d i t i o n

prospection

en c o m p l è t e d é r o u t e .

C'est

c e q u i est a r r i v é , hélas ! à n o m b r e u s e s e x p é d i t i o n s , q u e l q u e s unes c o m m a n d i t é e s à Paris et c o n f i é e s à des g e n s i n e x p é r i m e n t é s q u i n e savaient ni n e p o u v a i e n t rien o b t e n i r d e leurs e n g a g é s .


30

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN P o u r le c h e r c h e u r d ' o r q u i c o n n a î t son m é t i e r et q u i veut aller

à la

recherche

n u e s de la doit

de m i n e s d ' o r dans les p r o f o n d e u r s

forêt vierge,

se r e n d r e

moyennant

en

un

mot

c h e z un a r p e n t e u r

12 o u

15 francs,

prospecter,

du cadastre

un plan

de la

encore

au p r é a l a b l e ,

où o n

région

lui

l'autorisant

dite p r o d u c t i o n hommes

(revenir)

de r e c h e r c h e s .

robustes, expérimentés,

une

expédition

de six

avec

une

Ensuite, avec

c u i s i n e et autres m e n u s t r a v a u x . pour

un p e r m i s

à 10 c e n t i m e s l ' h e c t a r e , valable p o u r d e u x ans

à descendre

première femme

et

production,

il e n g a g e r a c i n q une

il

délivre,

à prospecter.

A v e c c e p l a n , il o b t i e n d r a de la D i r e c t i o n de l ' I n t é r i e u r de recherches,

incon-

ou

pour

faire

six la

Il a c h è t e r a les v i v r e s n é c e s s a i r e s

m o i s , la ration par

homme

étant

la

m ê m e q u e la ration d ' o r d o n n a n c e du s o l d a t , m o i n s le v i n . Les e n g a g e m e n t s

se font p o u r 156 j o u r n é e s de travail effectif, à

raison de 5 francs p o u r les c o n t r e m a î t r e s , 4 fr. 50 et 4 francs p o u l ies b o n s o u v r i e r s , 3 francs et 3 f r . 50 p o u r les o u v r i e r s o u m a n œ u v r e s , et 1 fr. 50 p o u r

médiocres

les f e m m e s ; les uns et les autres

n o u r r i s , l o g é s et m é d i c a m e n t é s a u x frais d e

l'expéditionnaire.

Dans la z o n e o r d i n a i r e des p l a c e r s de la G u y a n e , le p r i x

moyen

d ' e n t r e t i e n d ' u n o u v r i e r r e v i e n t à 7 francs e n v i r o n . S'il va dans la l é g i o n du M a r o n i , il n'a pas b e s o i n de se p r o c u r e r de c a n o t , les n è g r e s b o s c h s et les n è g r e s b o n i s f o n t le c a n o t a g e et le font

bien,

pourvu,

bien

entendu,

qu'ils

Quand la d e s t i n a t i o n est p o u r les autres se m u n i r d'un possible,

pour

ou deux les

ne

soient

fleuves

pas

trompés.

et r i v i è r e s , il faut

c a n o t s dans l e s q u e l s o n a r r i m e , le m i e u x

b e s o i n s du v o y a g e ,

les

marchandises

prises à

Cayenne et q u ' u n c a b o t e u r de l ' e n d r o i t t r a n s b o r d e dans les petits ports des e m b o u c h u r e s . C'est ici

que commencent

Il faut r e m o n t e r le

fleuve

véritablement

les g r a n d e s

difficultés.

et ses r a p i d e s , q u e l q u e s - u n s très d a n g e -

r e u x . Les p a t r o n s d é s i g n é s , c h a q u e m e m b r e d e l ' e x p é d i t i o n une

pagaye

et l ' o n

avance,

le p l u s s o u v e n t ,

vers

prend

l'inconnu.

Au

p r e m i e r r a p i d e , t o u t le m o n d e d e s c e n d dans l'eau et l ' o n h â l e , à la c o r d e l l e , le c a n o t c h a r g é , d e r o c en r o c , d ' a r b r e en a r b r e , j u s qu'au

bassin

supérieur où

trop dangereux,

les e a u x s o n t c a l m e s .

Si le r a p i d e

est

la p r u d e n c e c o m m a n d e d ' a l l é g e r le c a n o t .

Dans les sauts i n f r a n c h i s s a b l e s ,

les m a r c h a n d i s e s

sont transbor-


(Paru au Tour du Monde.

DÉPARTPOURLEPLACER

d'après une photographie de l'auteur.)


32

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

dées par terre et l'embarcation

est

passée à v i d e o u est traînée à

sec sur des r o n d i n s c o u p é s p o u r la c i r c o n s t a n c e . Le s o i r , o n c a m p e vers q u a t r e h e u r e s et d e m i e ; à la saison s è c h e , sur les b a n c s de sable ; à la saison p l u v i e u s e , sur la r i v e dans la f o r ê t m ê m e , o ù , d e u x par d e u x

ou individuellement,

les m i n e u r s

o n t v i t e c o n s t r u i t des toits d e f e u i l l e s d e p a l m i e r e n t r e d e u x a r b r e s a u x q u e l s ils attachent

leur

h a m a c . Le sabre o u machette

a bientôt

fait u n e p l a c e n e t t e . Les f e u x sont a l l u m é s ; les m a r m i t e s c h a n t e n t l e u r j o y e u x r e f r a i n . L e g i b i e r , chassé dans la j o u r n é e sur les b e r g e s du fleuve, embroché d'une b a g u e t t e d é p o u r v u e d e s o n é c o r c e , g r i l l e à p o i n t d e v a n t des brasiers et la b o n n e o d e u r q u i s'en e x h a l e , r é j o u i t les m i n e u r s f a t i g u é s . A p r è s un bain f r o i d , q u i d é l a s s e , le c o u p s e c (tafia) a v a l é , le c o p i e u x et

délie

l'heure

joyeusement délicieuse

dans s o n

de

repas du s o i r r é c o n f o r t e les

les l a n g u e s . fumer

une

h a m a c , en rêvant a u x

A

présent,

bonne êtres

C'est aussi l ' h e u r e des m e r v e i l l e u x

pipe,

c'est

récits

de

estomacs

pour

chacun

mollement

chers, aux

de

étendu

choses

aimées.

p ê c h e o u de c h a s s e ,

de trésors enfouis, d e forçats é v a d é s ( l ' a d m i n i s t r a t i o n

d o n n e 1 0 fr.

par tète de t r a n s p o r t é c a p t u r é , s o m m e d é r i s o i r e ) r e n c o n t r é s p e r d u s au f o n d des b o i s et c a p t u r é s après un c o m b a t é m o u v a n t . L e d i a b l e , les s o r c i e r s et aussi les p r a t i q u e s d i v e r s e s d e l ' e n v o û t e m e n t

(pïaï)

f o n t quelquefois les frais de ces récits naïfs q u e les m i n e u r s

noirs

aiment

passionnément.

C'est dans un de

ces c a m p e m e n t s

que j'ai e n t e n d u p a r l e r

pour

la première fois des M a s k i l i l i s , ces t r o g l o d y t e s d e la Guyane n e s o r t e n t d e l e u r s retraites q u e la n u i t et h a b i t e n t les

qui

montagnes

les p l u s r e c u l é e s de la f o r ê t . Ce sont des nains p l u s petits q u e

les

A k a s de l ' A f r i q u e . Ils o n t la p e a u r o u g e et de l o n g s c h e v e u x n o i r s . Ils vont

nus la nuit par b a n d e s , c o n d u i t s p a r un c h e f q u i

pousse

de t e m p s à autre un cri d e r a l l i e m e n t p a r t i c u l i e r , t o u j o u r s le m ê m e , et la b a n d e

répond

en chœur.

Ils p a r c o u r e n t

ainsi

des

distances

c o n s i d é r a b l e s , sans laisser de traces, a v e c u n e a g i l i t é e x t r a o r d i n a i r e , ne coupant aucune b r a n c h e ,

si épais q u e s o i e n t les f o u r r é s

qu'ils

t r a v e r s e n t . Ils v i e n n e n t ainsi j u s q u ' a u x p l a n t a t i o n s d e c a f é , d e maïs et de c a n n e à s u c r e de la c ô t e , q u ' i l s p i l l e n t en un t o u r d e m a i n , sans dévaster ni d é t r u i r e les a r b r e s . Ils e n l è v e n t d e s enfants et les rendent e n s u i t e q u e l q u e s a n n é e s a p r è s , h é b ê t é s , i d i o t s , ayant p e r d u


33

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN le p l u s s o u v e n t l'usage femme, eux

et j'ai

Simona deux

Marie,

gardé

Idaric

longtemps,

comme —

connaît à

Cayenue

une

enlevée

par

un

contre maître,

mineur.

qui se rappelle a v o i r

dans des c a v e r n e s

o ù o n l'avait

d o u c e , de poissons crus, café

On

qui a été ainsi

Maskilili,

j e cite le n o m

ans ( d e 4 à 6)

d e Maskililis,

de la p a r o l e .

surnommée

habité

obscures, avec une famille

n o u r r i d e c r a b e s , de c o q u i l l a g e s

de fruits

d e la

forêt,

de

racines

d'eau et

de

crus.

Les I n d i e n s et les n o i r s o n t u n e t e r r e u r s u p e r s t i t i e u s e des Maskililis et q u a n d , par a v e n t u r e , ralliement, pour

dans la nuit

rien au

monde

on

entend

leur sifflement o u

a u t o u r des c a m p e m e n t s o u

un

indigène

ne consentirait

des

cri de

villages,

à aller voir ou

r e c o n n a î t r e ces êtres m y s t é r i e u x . Ces t r o g l o d y t e s , s'ils e x i s t e n t , a p p a r t i e n n e n t à u n e r a c e b i e n Inférieure ?

Peut-être

est-ce

le passage

tant

cherché

du

singe

à

l'homme ? Ils n e c o n n a i s s e n t ni le f e r , ni le f e u , et n ' o n t p o i n t de l a n g a g e a r t i c u l é . Est-ce une vérité ? est-ce u n e l é g e n d e ? Ce q u ' i l y a de certain et de formellement

r e c o n n u , c'est q u e des enfants dis-

p a r u s o n t été e n s u i t e r e t r o u v é s d e u x o u trois ans a p r è s , à l ' e n d r o i t même de leur disparition

; c'est e n c o r e

c e s êtres i n c o n n u s ,

par g r a i n , des p l a n t a t i o n s de café ; les

grain

traces q u ' i l s o n t laissées du s i f f l e m e n t ,

et

l e u r cri de

m o i t i é de la

voix

le p i l l a g e i n t e l l i g e n t ralliement,

h u m a i n e , et

tenant

que j'ai

e n t e n d u . J'ai essayé p l u s i e u r s fois d e les v o i r , mais

par

moitié

moi-même

j e n'ai jamais

réussi. Homme a là un

dégénéré ou singe

mystère à é c l a i r c i r

très a v a n c é , le Maskilili e x i s t e .

et

un

problème

scientifique à

Il y

résou-

dre ? La n a v i g a t i o n c o n t i n u a n t , o n a r r i v e vers les s o u r c e s des r i v i è r e s . C'est étale

à

ici q u e la

f o r ê t v i e r g e se m o n t r e dans t o u t e sa b e a u t é et

profusion,

aux

yeux

de

l'Européen

ébloui,

ses

richesses

tantôt

r o u l e ses

incomparables. La r i v i è r e é t r o i t e ,

tantôt

s'arrondit

en

bassin,

ondes c r i s t a l l i n e s sur les c a i l l o u x . A u d e s s u s , lianes se c r o i s e n t ,

se c o u r b e n t , s ' e n t r e l a c e n t

les b r a n c h e s et les

et s ' é c h e v è l e n t

de

la

f a ç o n la p l u s c a p r i c i e u s e , la p l u s i n n a t t e n d u e , la p l u s f a n t a s q u e et 3


34

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

forment

une

large

voûte de

feuillages

et d e

fleurs

impénétrable

a u x a r d e n t s r a y o n s du s o l e i l . N o u s s o m m e s dans la fraîcheur et les p a r f u m s , C'est u n e f é e r i e , un r ê v e ! De t e m p s «à a u t r e , par u n e é c h a p p é e , u n e fusée d e r a y o n s

DISPOSITION DES TROUS DE PROSPECTION LE LONG D'UNE CRIQUE.

passe

et

vient mettre

en

j o i e tout

un m o n d e

d ' i n s e c t e s d o r é s et

d ' a n i m a l c u l e s , dans la m o u s s e et les r a c i n e s p e n d a n t e s t r o n c v e r m o u l u q u i se p e n c h e tation de p a l m i e r s

d'un

vieux

sur l'eau ; o u , au m i l i e u d ' u n e v é g é -

nains et de f o u g è r e s ,

r é v e i l l e r le c r o t a l e

o u le

c o r a i l e n d o r m i s à c ô t é d ' u n e t o u t e p e t i t e fleur c h é t i v e q u i s ' é p a n o u i t .


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

35

Et l ' i g u a n e vert, à la c h a i r s a v o u r e u s e , friand de s o l e i l , g r i m p e l e n t e m e n t , attentif au m o i n d r e b r u i t , sur les b r a n c h e s d'où il se laisse t o m b e r tout à c o u p che d'un

ennemi

dans l'eau m o r t e , c o m m e

un p l o m b à l ' a p p r o -

o u d ' u n e b a n d e d e s i n g e s qui

cabriolent

d'arbre

en a r b r e . L e j a g u a r , la p a n t h è r e n o i r e , le p u m a , le b o a , d e s c o u l e u v r e s et des

serpents,

q u e l q u e s uns i n c o n n u s au M u s é u m , le p a c , le k a p i a ï ,

le tapir, le h o c c o , l ' a g o u t i , l ' a g o u c h i , des s a n g l i e r s , d e s c e r f s ,

des

r o n g e u r s de

des

toute espèce,

des s i n g e s , des c o c h o n s

sauvages,

aras, des p e r r o q u e t s , des p e r r u c h e s , des o i s e a u x c h a n t e u r s ,

notam-

ment l'aradda ( n o m i n d i g è n e ) , l e p e t i t r o s s i g n o l d o n t le c h a n t m é l o d i e u x n e se r é p é t e jamais —

« T o u t se tait p o u r é c o u t e r

l'aradda c h a n t e » , dit l ' I n d i e n — et les c o l i b r i s qui passent des é c l a i r s d ' é m e r a u d e

ou de

c h i d é e en o r c h i d é e , s o n t

feu

allant

de

(leur en

les h e u r e u x habitants

de

quand comme

fleur,

ces

d'or-

rives

en-

chantées. Mais il

ne faut pas

s'endormir

dans les

d é l i c e s de

cette autre

C a p o u e ; et le m i n e u r , tout en jouissant d e c e m a g n i f i q u e s p e c t a c l e , poursuit

sa r o u t e ,

la p a g a y e ou

la p e r c h e à la m a i n , p o u s s a n t l e

canot. Mais v o i c i q u ' e n

travers des r i v e s , des a r b r e s t o m b é s

barrent

le

passage ; il faut les c o u p e r a la h a c h e o u à la d y n a m i t e . Q u e l q u e f o i s l ' a r b r e est très g r o s et très d u r . tel un r o c ; a l o r s , il est p r é f é r a b l e de d é c h a r g e r le c a n o t et d e le passer au-dessus ou bien au-dessous d e l ' a r b r e , en le c o u l a n t , q u a n d la p r o f o n d e u r de l'eau le permet. La

r i v i è r e se rétrécit

toujours,

les

plus

expérimentés

vont

t e m p s à autre e x a m i n e r les quartz et l'aspect g é n é r a l des

de

terrains

e n v i r o n n a n t s et il est rare q u ' a u p r e m i e r c o u p d'œil, ils n e

recon-

naissent p o i n t s'ils sont a u r i f è r e s ou n o n . Dans le d o u t e , on campe un o u d e u x , o u m ê m e

p l u s i e u r s j o u r s et o n p r o s p e c t e

régulière-

ment. T o u s les p l a c e r s , g r a n d s o u p e t i t s , o n t d é b u t é ainsi. Si l ' a s p e c t est en la c o u p a n t

f a v o r a b l e , o n c o m m e n c e par r e c o n n a î t r e la r é g i o n

d e l i g n e s o u p a r c o u r s en l i g n e d r o i t e , m a r q u é s

au

sabre sur les a r b r e s , dans les p r i n c i p a l e s d i r e c t i o n s , afin d e r e c o n naître l'or

les c r i q u e s

alluvionnaire.

ou

différents

ruisseaux,

qui

Q u e l q u e f o i s , ces e x c u r s i o n s

peuvent

contenir

sont p o u s s é e s

très


36

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

loin dans l'intérieur. Quand cette première exploration est terminée, le croquis du terrain connu, d r e s s é , on baptise les criques et a l o r s commence la véritable prospection, celle qui doit d o n n e r des résultats

c e r t a i n s , définitifs,

au m o y e n

des

trous

de s o n d a g e . Ces

UNE BATTÉE DE PROSPECTION

(d'aprés une photographie)

(Paru au Tour du Monde.)

trous sont d i s p o s é s de d i s t a n c e en d i s t a n c e en travers du lit

majeur

de la c r i q u e . On r é p è t e la s é r i e des t r o u s en travers t o u s les 25 o u 3 0 m è t r e s et si la c o u c h e mètres

c u b e s de terre et de g r a v i e r , u n e m o y e n n e de 50 à 6 0 c e n -

times d'or, certain 2

d e g r a v i e r a u r i f è r e d o n n e par battée d e trois d é c i -

l'emplacement

;

si

les

francs

et

3

pour

le

bâtées francs,

chercheur

est e x p l o i t a b l e arrivent

alors,

d'or.

c'est

à

des la

au s l u i c e a v e c moyennes

fortune à

plus brève

bénéfice élevées, échéance


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Il

ne

ble,

en

lui

reste

pente

plus

qu'à

toujours,

et

choisir

un

emplacement

à débrousser

un

espace

o ù les a r b r e s et les b r a n c h e s s e r o n t

b r û l é s sur p l a c e ,

stériliser

germes

toutes

placement

ainsi

d'habitation, garde

du

les

racines

assaini,

puis

laissant

nouveau

et

les

il c o n s t r u i r a

quelques-uns

gisement,

il

ira

en

convena-

assez

vaste-

de façon à

terre.

ses magasins

37

Sur

et

l'em-

ses carbets

d e ses c o m p a g n o n s

au

chef-lieu

à

chercher

la

d'au

UN CHANTIER AURIFÈRE, COUPE EN LONG EN AVANT

(dessin de l'auteur).

tres

ouvriers

d'exploitation lera au

permis

de

recherches

à 50 c e n t i m e s l ' h e c t a r e .

et

changer

son

Le

plus souvent

p l u s vite un c h a n t i e r à l ' e n d r o i t

permis

il

instal-

o ù le p l a c e r est le

plus

15 o u 20 j o u r s d e travail,

une

r i c h e , de façon

à se p r o c u r e r , en

production

natif q u i lui p e r m e t t r a

d'or

en

d e faire

face

à ses o b l i -

gations. Le

procédé

employé

p o u r le

(plan

incliné

simple)

composé

mètres,

ajustées

bout

à

a m a l g a m a t i o n de m e r c u r e .

bout,

lavage de

est g é n é r a l e m e n t

plusieurs

quelquefois deux

dalles

le sluice

de

seulement

quatre avec


38

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Cinq

dalles,

personnes

occupent

deux piocheurs

qui

généralement

l ' i n s t r u m e n t et n e p e u v e n t passer sur les dalles à d é b o u r b e r personne

entretenir

l'écoulement

En se réglant santé, ne

les

bien

de

trois

cube

heures ; deux

l'instrument

à

cha-

personnes

r o c h e s , et u n e

retirer

le

sable

et

l'eau.

sur la q u a n t i t é

d'expérience,

laisseront é c h a p p e r

de

mètre

et à e n l e v e r les g r o s s e s

derrière

mineurs

chantier

ainsi p l u s d'un

c u n d e g r a v i e r dans u n e j o u r n é e d e huit cinquième

un

chargent également, chacun leur tour,

que

d'eau

avec

une pente

suffi

avec ce système de trois dalles,

le c i n q

p o u r c e n t d e l ' o r fin. un

peu

p l u s q u a n d la glaise est c o l l a n t e et se d é l a i e d i f f i c i l e m e n t . Dans c e dernier der,

cas. il a r r i v e s o u v e n t q u ' i l faut ralentir le l a v a g e et p r o c é -

comme

avec

le

long-town,

au

bricolage,

comme

disent

les

mineurs. Q u a n d les dalles

sont

en p l u s g r a n d

nombre

et q u e

l ' o n a la

p e n t e n é c e s s a i r e , par e x e m p l e q u a n d o n fait sa p r i s e d'eau à de

montagne,

on

peut

autres o u v r i e r s en

augmenter

nombre

r é d u i t à sa p l u s

grosses roches. Au mètres

par

point

A se t r o u v e

bien

p l a q u e , la

ajustées

plus

tre d u c h a n t i e r q u i a s o i n veille

simple

et

et les d e u x

la p r e m i è r e p l a q u e

sur le

importante,

expres-

et à l ' e n l è v e m e n t

d e u x p e t i t e s traverses d e un et d e m i

d'épaisseur

première

piocheurs

d a l l e , a p p e l é e d a l l e de p r i s e d ' e a u ,

tiers d e la s e c o n d e , s e r v e n t au d é b o u r b a g e supportée

des

proportion.

Dans le c h a n t i e r d e t r o i s d a l l e s , s i o n , la p r e m i è r e

le

flanc

fond.

C'est

q u e se tient

des

d'arrêt

à deux

centi-

devant

cette

le c o n t r e m a î -

d'y e n t r e t e n i r le m e r c u r e n é c e s s a i r e

p l u s p a r t i c u l i è r e m e n t , en

et

la r e m u a n t sans c e s s e d e bas en

haut a v e c la m a i n , à c e q u e la c o u c h e d e sable et de fin g r a v i e r ne durcisse pas. Ainsi, l'or entraîné m e n t dans

le

il est r e t e n u

fond

de

par s o n p o i d s , g l i s s e p l u s f a c i l e

la dalle c o n t r e

et a m a l g a m é . A u p o i n t

cette p r e m i è r e plaque

B se t r o u v e le rifle,

cuvette

plate en f o n t e , d i v i s é e en c o m p a r t i m e n t s o b l i q u e s et p a r a l l è l e s . Le rifle sert à a r r ê t e r et c o n t e n i r le m e r c u r e o u

l'amalgame

trop

fin

é c h a p p é à la p r e m i è r e p l a q u e . Il p r é s e n t e s u r t o u t u n e g r a n d e c o m m o d i t é p o u r l e v e r le g r o s de la p r o d u c t i o n . m e n t , c o m m e le rifle, le m ê m e b u t . On l è v e la p r o d u c t i o n tous les

soirs.

La p l a q u e C a é g a l e -


39

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Pour

procéder

à cette d é l i c a t e

opération,

on

arrête

le

charge-

m e n t des dalles et o n d i m i n u e la p r i s e d'eau d'un tiers. On

enlève,

en les lavant a v e c s o i n , les g r o s s e s r o c h e s . Quand il

n e reste p l u s , devant encore

d'un

les p l a q u e s , q u e le fin g r a v i e r , o n

tiers la p r i s e d'eau,

d e v a n t les p l a q u e s

que

la p r i s e d'eau à un

mince

nent

les p l a q u e s ,

en

le sable filet,

enfin

fin

et l ' o r a m a l g a m é , on

on relève

commençant

un h o m m e n e t t o i e a v e c s o i n ,

d'abord

lorsqu'il les

ne

diminue

et

reste p l u s

taquets qui

par c e l l e

de

réduit retien-

A,

puis,

a v e c u n e brossse en c h i e n d e n t ,

l'in-

COUPE EN TRAVERS DE LA CRIQUE ALLONS-VOIR A SPARWIN, MONTRANT DEUX CREUSEMENTS DE VALLÉE

(dessin de l'auteur). a. Terre stérile et humus ; b. Gravier aurifère ;

c. Glaise bleue ; d. Terre rouge de montagne ; f. Diabase ou diorite.

t é r i e u r de la d a l l e , p o u s s a n t ainsi

le sable fin et l ' a m a l g a m e dans

le rifle q u e le c o n t r e - m a î t r e e n l è v e p o u r en v e r s e r l e c o n t e n u dans un seau en

bois à demi plein d'eau.

On c o n t i n u e à b r o s s e r , o n l è v e la d e r n i è r e p l a q u e et le c o n t r e maître reçoit,

derrière

effet, le restant de l ' o r

l'instrument,

dans

sa batée

tendue

à

cet

amalgamé.

Il n e reste plus q u ' à n e t t o y e r , a v e c la b a t é e , l ' a m a l g a m e du sable qu'il

contient

et

à

le

débarrasser

ensuite de l'excédent

de

mer

c u r e . P o u r c e l a , o n é t e n d un c a r r é d e l i n g e de c o t o n m o u i l l é sur la b a t é e , d e soin

le

f a ç o n à f o r m e r u n e p o c h e dans l a q u e l l e o n verse a v e c

c o n t e n u du seau

en

bois,

puis on

relève

les

bords

du


40

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

l i n g e et serrant de p l u s en

p l u s , en les t o r d a n t ,

poche

m e r c u r e filtre

de

haut

en

bas. le

a m a l g a m é reste en grenats On

que

l'on

production

en

le seau

enlève

lavant

et

par

un

à

La mais

habileté

à

de

fortement

en

à cette

l'or, c o m m e

l'exploiteur

prise

suivant

que

pour éviter de

lavage

dans

pression

dans

cette

d'eau,

la

batée.

le l i n g e à

fois le

et, l ' o n

d'eau, la

pour

la chauffant

dans u n e

de

on

le

voit,

est

simple;

assez

g r a v i e r est

choses

ses

chantiers

qui

ne

plus ou

grande

avec

pente à donner à

de remanier t r o p

toutes

poële

opération.

installer

écoulement,

couche

surtout

d é b l a i , etc.,

culot

emporte

il faut u n e g r a n d e e x p é r i e n c e au p r o s p e c t e u r et u n e

deaux.

l'or

la p r o d u c t i o n de la j o u r n é e que l ' o n d é b a r -

uniquement

métallurgie

de

moitié plein

rasse du m e r c u r e par é v a p o r a t i o n en fer d e s t i n é e

au travers et seul

dernier

opération secouant

à mercure,

au c h e f - l i e u du p l a c e r

cette

a v e c quelques g r a i n s de sable et q u e l q u e s

la m ê m e

recommence

dans

culot

les plis de

bàtar-

l'instrument,

moins

délavable ;

s o u v e n t les terres que

s'acquièrent

stériles par u n e

l o n g u e p r a t i q u e . Ici. p l u s q u e partout a i l l e u r s , le temps c'est de et il faut au chercheur d ' o r u n e g r a n d e s û r e t é de c o u p d ' o u i d i v i s e r son

travail et o c c u p e r ses h o m m e s

façon à ne pas g a s p i l l e r c e

Sept

fois

sur d i x .

temps

dans la forêt

l'or, pour

v i e r g e de

si p r é c i e u x .

il a r r i v e q u ' u n e

prospection,

quoique

bien

c o n d u i t e , a b o u t i s s e à un i n s u c c è s : la t e n e u r en o r , par b a t é e , n'étant pas suffisante. Il ne reste p l u s , dans c e cas, q u ' à r e c o m m e n c e r sur un autre p o i n t . On c o m p r e n d , dès l o r s , q u e c i n q

mille

francs

n e suffisent

p o u r aller à la découverte de n o u v e a u x g i s e m e n t s . C e p e n d a n t ,

pas. on

voit tous les j o u r s des m i n e u r s r i s q u e r l e u r va t o u t dans u n e p r e mière

et u n i q u e p r o s p e c t i o n ;

mais c e

sont, p o u r

v i e u x c o u r e u r s des bois q u i ne m a r c h e n t Enfin, il

autant

faut, p o u r

le

la

plupart,

qu'à c o u p

sûr.

q u ' o n p u i s s e se baser sur les faits

déjà

moins,

15 à 2 0 . 0 0 0

francs

pour

arriver

de

connus, à

des

résultats à p e u p r è s s û r s , dans les r é g i o n s a u r i f è r e s de la G u y a n e Française.


LA

SOCIÉTÉ PHlLARARMOMONIQUE AU PLACER (d'après une photographie).


42

LA GUYANE FRANÇAISE

ET

L'ANCIEN

CONTESTÉ

FRANCO-BRÉSILIEN

La v i e des p l a c e r s a s o n c h a r m e p a r t i c u l i e r . A p r è s le travail de chaque

j o u r , qui finit à quatre h e u r e s , et

de fête, o n au m i l i e u

les d i m a n c h e s

et

jours

a tout le l o i s i r d e se distraire : à la p ê c h e , à la c h a s s e , de c e l l e nature si belle et si g r a n d i o s e . ( V o i r le c h a p i -

tre : Chasses et

Pêches).

P o u r l e s o u v r i e r s , les s o i r s du s a m e d i et du d i m a n c h e , les a c c o r d é o n s et les t a m b o u r s p r é l u d e n t à la d a n s e , q u i se c o n t i n u e avant dans la n u i t , alternant punch

au

lait

concentré,

avec

que

des

chants

les m i n e u r s

et

bien

des l i b a t i o n s

achètent

au

de

magasin

général avec leur pécule. La v i e d e s b o i s est u n e s c i e n c e qui n e s ' a c q u i e r t pas en un j o u r . Pour

celui

qui

ne

l'a

point

apprise,

la f o r ê t

vierge

n'offre

que

d é b o i r e s et difficultés ; mais p o u r c e l u i qui la c o n n a î t et qui y est a c c l i m a t é , e l l e est u n e s o u r c e de j o i e s et d e d i s t r a c t i o n s utiles et multiples. P o u r le m i n e u r , le c o u r e u r des b o i s , le n o i r et l ' I n d i e n , la f o r ê t v i e r g e est u n e m è r e d o u c e et c o m p l a i s a n t e q u i fusion,

leur d o n n e , à pro-

t o u s les é l é m e n t s utiles à l e u r s u b s i s t a n c e et à l e u r

bien

ê t r e . Ils n ' o n t q u ' à c o u p e r , f o u i l l e r , ramasser et c u e i l l i r . Au placer,

il n'y a q u ' u n s o u c i p o u r t o u s , q u a n d la

production

se m a i n t i e n t en un taux suffisant : l ' a r r i v é e des c a n o t s sionnement

qui

apportent

aussi d e s

nouvelles

du

d'approvi-

littoral

et

de

l ' E u r o p e , par des j o u r n a u x q u e l q u e f o i s v i e u x de d e u x m o i s . L'anxiété

est g r a n d e

quand

les c a n o t s

sont

p a r les c r u e s d e la saison des p l u i e s . L e s quer comme de

en

ou

du

propriétaire,

qui

n'a

v o y a n c e d ' e n v o y e r des v i v r e s de r é s e r v e en t e m p s L'exploitation

pas

eu

la

leur

oléagineuses,

donnent et

le

leurs

gibier

choux, et

faute pré-

utile.

d e l ' o r c e s s e a l o r s ; mais la f o r ê t n o u r r i t

cériens ; les p a l m i e r s graines

retenus

à b o r d du petit n a v i r e : mais c'est t o u j o u r s la

l'administrateur

leurs

retard,

v i v r e s v i e n n e n t à man-

leur

le p o i s s o n

les pla-

fécule sont

et une

ressource facile à o b t e n i r . La f o r ê t v i e r g e p r e n d le m i n e u r c o m m e la m e r p r e n d l e m a r i n . Q u a n d o n y a v é c u et q u a n d on y a g o û t é , o n y r e t o u r n e T o m b e s sans n o m ,

toujours.

cadavres r o u l é s dans les cataractes, o s b l a n -

c h i s r e p o s a n t au f o n d des g o u f f r e s , dans u n e fissure d e r o c h e ; o u au p i e d d'un

a r b r e , l o i n des s e n t i e r s battus, les restes r o n g é s p a r


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANGIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

43

les fauves et les f o u r m i s , de c e u x q u i se s o n t p e r d u s sans b o u s s o l e : v o i l à le destin qui attend le p l u s s o u v e n t les m i n e u r s . La forêt a beau d i s t i l l e r ses p o i s o n s , les c h u t e s et les sauts g r o n d e r et m u g i r é t i n c e l a n t s d ' é c u m e au s o l e i l , les tigres a i g u i s e r leurs g r i f f e s , les s e r p e n t s l e u r s c r o c h e t s dans l ' o m b r e , l ' o u r a g a n casser les a r b r e s , avec

un

et les b r a n c h e s

bruit formidable,

la f o r ê t

écrasant t o u t

furieux

dans l e u r

l'amante p r é f é r é e , c e l l e q u ' i l s a i m e n t p a s s i o n n é m e n t et q u ' i l s blieront jamais, m ê m e

quand

chute,

v i e r g e sera t o u j o u r s p o u r

la m o r t ,

paisible

dans un

eux n'ou

lit de la

v i l l e , v i e n d r a les p r e n d r e . Ce sera l e u r d e r n i è r e p e n s é e à t o u s .


LE

MARONI

J e t o n s un regard vers le M a r o n i . le p l u s grand fleuve de la G u y a n e . C'est évidemment là q u e serait l ' a v e n i r , si o n voulait bien en

haut

ployer ves

les

vi-

forces

pénitentiaire

p r é p a r e r des res

s'occuper

d'em-

l'Administra-

de

tion

lieu

de

à

territoi-

colonisation

p o u r y créer des centres les

libres. fleuves

vières

qui

grands

Ce

sont

et les

ri-

sont

les

centres

de

g r o u p e m e n t et d e d é v e l o p p e m e n t de la p o -

UNE RUE DE SURINAM

(d'après une photographie de l'auteur).

pulation. C'est à l ' e m b o u c h u r e du M a r o n i . r i v e d r o i t e , q u e s'étend le g r a n d t r i a n g l e r e c t a n g l e c o m p r e n a n t le t e r r i t o i r e

pénitentiaire.

L e g r a n d c ô t é de l ' a n g l e d r o i t l o n g e a n t l e f l e u v e , q u i c o u l e

du

S u d au N o r d , a e n v i r o n 90 k i l o m è t r e s et l e petit c ô t é 35 k i l o m è t r e s en p r o f o n d e u r dans la forêt v i e r g e E.-O.


46

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN L e c h e f - l i e u , situé à 20 k i l o m è t r e s d e la m e r S a i n t - L a u r e n t

M a r o n i , r é u n i t toutes les c o n d i t i o n s p o u r d e v e n i r un g r a n d c o m m e r c i a l : une situation

du

centre

m a g n i f i q u e , un p o r t c o m m o d e et sur et

un c l i m a t sain. Mais le p e r s o n n e l l i b r e n ' e s t a d m i s sur le t e r r i t o i r e p é n i t e n t i a i r e qui c o m p r e n d t o u t e la p a r t i e du fleuve a c c e s s i b l e a u x n a v i r e s , d e l ' e m b o u c h u r e au saut H e r m i n a , q u ' e n v e r t u d ' u n e faveur spéciale

et il est e x p u l s é au p r e m i e r c a p r i c e du p r o c o n s u l

péniten-

tiaire. V o u s n e d e v e z pas t o u c h e r à c e t e r r i t o i r e , v o u s n e p o u v e z pas v o u s y é t a b l i r ? . . . S a i n t - L a u r e n t fut f o n d é par M. M é l i n o n d o n t les qualités de c o l o n i s a t e u r et d ' a d m i n i s t r a t e u r s o n t au-dessus de t o u t é l o g e . C'est lui q u i d o n n a le p r e m i e r c o u p de h a c h e . D'abord,

l'endroit

c h o i s i était, m a r é c a g e u x

et malsain,

mais

une

fois le d é b o i s e m e n t fini sur 2 k i l o m è t r e s d e l a r g e et 10 à 12 k i l o mètres de long, Aujourd'hui,

S a i n t - L a u r e n t s'assainit et p r o s p é r a . S a i n t - L a u r e n t est un s é j o u r d é l i c i e u x p o u r le f o n c -

t i o n n a i r e de la Tentiaire,

s u r t o u t p o u r c e l u i qui veut faire des é c o -

nomies. L e s m a i s o n s d ' h a b i t a t i o n et les b u r e a u x sont d i s s é m i n é s au milieu des jardins, à l ' o m b r e picaux.

Des r o u t e s

et d e s

des p l u s b e a u x a r b r e s des pays

avenues

bien entretenues s'ouvrent

trode

t o u s c ô t é s . M a l h e u r e u s e m e n t , e l l e s ne s ' é t e n d e n t pas l o i n , q u e l q u e s kilomètres seulement. D e b e l l e s p r a i r i e s e n t o u r e n t S a i n t - L a u r e n t . Dans ces p r a i r i e s paissent les t r o u p e a u x d e b œ u f s et de buffles de l ' A d m i n i s t r a t i o n , et le v i l l a g e v u d e p u i s le j a r d i n

botanique avec

avant le l e v e r du s o l e i l , o n a l'illusion

la f r a î c h e u r du

matin,

d'un c o i n de la N o r m a n d i e .

Et l ' i l l u s i o n est c o m p l è t e q u a n d le c h e m i n de fer D e c a u v i l l e passe en sifflant e m p a n a c h é d e f u m é e et d e v a p e u r , e m p o r t a n t

messieurs

les f o r ç a t s , tels les é l è v e s d ' u n g y m n a s e a n g l a i s , sur leurs c h a n t i e r s à S a i n t - M a u r i c e o u v e r s Saint J e a n , d é p ô t des r e l é g u é s , l o c a l i t é s v o i sines à q u e l q u e s

kilomètres.

On v o i t b i e n q u e les f o r ç a t s s o n t ici c h e z e u x , S a i n t - L a u r e n t

est

leur Terre Promise. Si le f o n c t i o n n a i r e est h e u r e u x i c i . personnes

libres

que

les

besoins

de

il n ' e n leur

est pas de m ê m e commerce

ou

de

des leur

i n d u s t r i e o b l i g e n t à s é j o u r n e r au v i l l a g e p é n i t e n t i a i r e . Ce n'est pas s e u l e m e n t le c o n t a c t a v e c les forçats c o n c e s s i o n n a i r e s

en

cours

de


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN p e i n e , o u les l i b é r é s , qui est d é s a g r é a b l e , j o u r s les v e x a t i o n s d ' u n e

47

mais c'est surtout et t o u -

p o l i c e j a l o u s e , d'une

autorité stérile

et

VOIE DECAUVILLE DE SAINT-LAURENT A SAINT-JEAN

(d'après une photographie)

tracassière, qui v o u s assimile et v o u s s o u m e t aux

mêmes règlements

q u e les b a g n a r d s , q u a n d c e n'est pas p i r e e n c o r e . Il serait p o u r t a n t f a c i l e , les terrains ne m a n q u a n t endroit mais la

pas. d ' a v o i r un

s p é c i a l e m e n t c o n s a c r é au c o m m e r c e et au p e r s o n n e l l i b r e ; régénération

du

f o r ç a t , la c o l o n i s a t i o n p é n a l e v o u s

dira-t-


48

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

o n ? Là-dessus on v o u s fera d e l ' h u m a n i t é à b o n m a r c h é , c o m m e

si

l ' h u m a n i t é était la j u s t i c e même ; p l u s i e u r s v o l u m e s d e p h i l o s o p h i e y passeraient p o u r

en a r r i v e r à p r o u v e r , parlant d ' u n e idée f o n d a -

m e n t a l e fausse, des t h é o r i e s

qui

le s o n t en

raison

du t r i p l e

carré

des a b s u r d i t é s qui les s é p a r e n t . Est-il

besoin

colonisation

d'insister

et de p r o u v e r en

pénale, qu'on

n e peut réussir

s'entête

à

quelques mots,

vouloir

faire

q u e la

exclusivement,

: 1° dans un pays n o n p r é p a r é , n'ayant pas d e g r a n -

des v o i e s de c o m m u n i c a t i o n et, p a r s u i t e , de m o u v e m e n t

commer-

cial ;

commen-

cent

2

e

q u ' i l est aussi i n d i s p e n s a b l e q u e c e u x q u i

la c o l o n i s a t i o n soient b o n s o u v r i e r s

conduite. n'est p a r ne

parce Or,

le

forçat

exception.

l'exécute

pas

et q u ' i l s aient u n e b o n n e

ne p o s s è d e a u c u n e

Il subit

avec bonne

de c e s q u a l i t é s , si ce

sa p e i n e , c'est-à-dire volonté,

avec

son

g o û t ; il

travail ; il n'a

d'autre

e s p é r a n c e q u e l ' é v a s i o n ; faire un b o n c o u p , se p r o c u r e r d e l ' a r g e n t et g a g n e r les pays v o i s i n s . La c o l o n i s a t i o n p é n a l e est c o n d a m n é e d e p u i s assez l o n g t e m p s par l'expérience (1). T o u t autre serait l ' a v e n i r , si on e m p l o y a i t transportation

pour

préparer

p e u p l e r a i t e n s u i t e , c o m m e on

les f o r c e s vives de la

des c e n t r e s de c o l o n i s a t i o n q u e

l'on

le fait en A l g é r i e , a v e c du p e r s o n n e l

libre. On p o u r r a i t

a c c o r d e r aux c o l o n s

les l i b é r é s d e b o n n e c o n d u i t e — p o r t é c o n c e s s i o n n a i r e en c o u r s de partie de

ces

libres —

les m ê m e s peine,

avantages ? C'est-à-dire

t r a n s p o r t g r a t u i t , lui a v a n c e r

lui

nous n'excluons

ou,

tout au

accorder

moins,

son v o y a g e

les o u t i l s les p l u s i n d i s p e n s a b l e s ,

payer une indemnité p r o p o r t i o n n e l l e

pas

avantages qu'au trans-

u n e fois sa case

une de lui

t e r m i n é e , et

lui a c c o r d e r la ration p e n d a n t un a n . Le paysan et l ' o u v r i e r p a u v r e d e F r a n c e n e savent o ù a l l e r p o u r faire f o r t u n e , o u p o u r se p r o c u r e r

tout au m o i n s , u n e m o d e s t e ai-

(1) Les leçons de l'expériemce ont porté leurs fruits. Il est juste de reconnaître que, grâce à la persévérance et à la louable initiative du haut personnel de l'administration pénitentiaire des colonies, de profondes améliorations ont été introduites dans le régime de la transportation, améliorations qui, tout le fait espérer, ne sont que le prélude de réformes plus parfaites, en ce qui concerne surtout l'emploi rémunérateur de la main d œuvre pénale.


LA GUYANE FRANÇAISE El L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN s a u c e . L e p l u s s o u v e n t . ces m a l h e u r e u x deviennent la p r o i e d'immigration

d'agents

é t r a n g e r s qui les t r o m p e n t , les exploitent, les rédui

sent à un état pire que l ' e s c l a v a g e , dans

les r é p u b l i q u e s

de l ' A m é r i -

que du S u d , sans a u c u n r e c o u r s aux l o i s , où ils grossissent s o u v e n t le n o m b r e des i n s u r g é s r é v o l u t i o n n a i r e s , o u mes

agents

49

les

conduisent

d é s e r t e et stérile d'un

le p l u s

b i e n ces m ê -

à la m o r t la plus h o r r i b l e sur

nouveau

la

cote

Cap-Breton.

Quand o n s o n g e q u e le p r o l é t a i r e français est

v o u é à la g r è v e et

t r o p s o u v e n t , hélas ! à une dalle d e la M o r g u e ou à u n e c e l l u l e dans les p r i s o n s ; q u a n d o n

prolétaire

français

m e u r t de faim et d e d é s e s p o i r , il y a de par le m o n d e , en

songe

Guyane,

des p a r r i c i d e s c o n c e s s i o n n a i r e s

que qui

lorsque mènent

le

une

vie

relativement

aisée et i n d é p e n d a n t e a u x frais des c o n t r i b u a b l e s , o n n e p e u t p ê c h e r d'établir

la d i f f é r e n c e e n t r e

l'utilité

s'em-

et les c o n s é q u e n c e s d e

l'une et de l'autre de ces c o l o n i s a t i o n s . J u s q u ' à p r é s e n t , d e p u i s plus de quarante ans, l ' a d m i n i s t r a t i o n p é nitentiaire n'a fait q u e ses efforts, absurbes

se d é c h i r e r e l l e - m ê m e , en a n n i h i l a n t

en faisant et défaisant

et c o û t e u s e s , en

successivement

disséminant ses

des

f o r c e s dans

tous

entreprises des

postes

é l o i g n é s et d e s c h a n t i e r s f o r e s t i e r s , a b a n d o n n é s , r e p r i s , p u i s abandonnés

encore. Il n'y a eu qu'hésitations et t â t o n n e m e n t s ;

défaisant ce qu'avait

Pierre

fait Paul, et Paul ce qu'avait fait P h i l i p p e . On

a m a r c h é sans but et sans g u i d e ; il n'y a jamais eu d e plan de c o l o n i s a t i o n arrêté d'avance. En s o m m e , par ses fruits, soyez-en

le

régime

condamné

pénitentiaire

a c t u e l , est un r é g i m e

jugé

par ses œ u v r e s , et v o u l o i r le c o n t i n u e r ,

c e r t a i n , est b i e n p l u s i m p r u d e n t q u e de v o u l o i r le

réfor-

mer.

En r e m o n t a n t le M a r o n i , v i s i t o n s en passant le petit

port

d'Al-

b i n a . é t a b l i s s e m e n t h o l l a n d a i s situé en face d e Saint-Laurent : q u e l q u e s j o l i e s m a i s o n s b l a n c h e s de c o m m e r ç a n t s q u i f o n t l ' é c h a n g e d e l ' o r et a p p r o v i s i o n n e n t les p l a c e r s . Il y a un c o m m i s s a i r e et q u e l q u e s troupes d'indigènes Hollandais. V o i c i l ' h a b i t a t i o n Bar, à g a u c h e , située sur l'île Portai (9 k i l o m é tres de l o n g sur 4 d e large) e n d r o i t d é l i c i e u x et f e r t i l e , o ù l'on fait


50

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

e n c o r e d e l'agriculture, n o t a m m e n t du r o u c o u très e s t i m é ; mais les travailleurs d é s e r t e n t p e u à p e u p o u r a l l e r aux m i n e s d ' o r . C'est le dernier

c e n t r e a g r i c o l e de la G u y a n e , et il se m e u r t

comme

sont

m o r t s t o u s les a u t r e s , tués p a r l ' o r . A d r o i t e , le l o n g de la r i v e h o l l a n d a i s e , q u e l q u e s v i l l a g e s i n d i e n s

SAINT-JEAN DU MARONI. — DÉPOT DES RELÉGUÉS.

(d'après une photographie).

a v e c l e u r s huttes

en o g i v e ,

quatre ou cinq petites

H o l l a n d a i s et un v i l l a g e d e n è g r e s Saint-Jean, dépôt

des r e l é g u é s ,

boschs.

rien

habitations

de

A g a u c h e , au-dessus

de

q u e la f o r ê t v i e r g e

péniten-

tiaire, territoire d ' e x p l o r a t i o n des évadés. E n c o r e un petit é t a b l i s s e m e n t d r o i t e , et n o u s

forestier

de l'Administration

a r r i v o n s au ravissant v i l l a g e d ' A p a t o u ,

à 90

rive kilo

m è t r e s e n v i r o n d e l ' e m b o u c h u r e , au p i e d du saut H e r m i n a , o ù n o u s attend u n e h o s p i t a l i t é v r a i m e n t é c o s s a i s e . A p a t o u q u i e u t s o n h e u r e d e c é l é b r i t é à Paris a v e c le r e g r e t t é d o c t e u r C r e v e a u x , c o m m e n c e à


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

51

g r i s o n n e r , m a i s , m a l g r é son â g e , sa taille d ' h e r c u l e se redresse très fière.

Il est e n c o r e

le p r e m i e r de sa tribu p o u r la f o r c e et

pour

l'adresse à t i r e r d e l'arc o u un c o u p d e fusil et p o u r g o u v e r n e r un c a n o t dans

les r a p i d e s .

G o m m e il

est d ' h a b i t u d e

à peu

près

nu,

p o u r n o u s faire h o n n e u r , il e n d o s s e un paletot à la b o u t o n n i è r e d u q u e l fleurit donna

le r u b a n

tricolore

de

la S o c i é t é de G é o g r a p h i e .

la m é d a i l l e

d'honneur

D e p u i s , il fut e n c o r e

q u e lui

officier du

Cambodge. A u saut H e r m i n a , n o u s s o m m e s à la p o r t e de la G u y a n e r i e u s e et p r e s q u e i n c o n n u e .

C'est ici

que

commence

le

mysté-

véritable

M a r o n i , le M a r o n i s u p e r b e , le fleuve m a j e s t u e u x a u x m i l l e îles v e r d o y a n t e s , a u x cascades r e s p l e n d i s s a n t e s d ' é c u m e . L e M a r o n i ! D i x ans de ma m e i l l e u r e j e u n e s s e

se sont

là, dans c e s r i v i è r e s t o r r e n t u e u s e s ; dans c e s f o r ê t s

écoulés

vierges

égrè-

nant des p a r f u m s sur le passage d e s b r i s e s ; dans ces m o n t s

boisés

q u e n u l p i e d de b l a n c n'avait f o u l é s avant m o i . Le Maroni ! Quelles v i s i o n s et q u e l s s o u v e n i r s durant les j o u r s de la saison manies les

de j u i l l e t à j a n v i e r .

n a v i g a t i o n s en p i r o g u e

voit nager sur

sèche,

et

se j o u e r les

Ce

sont

sur l'eau c l a i r e et l i m p i d e

poissons

bancs de sable pailletés d e

; les d o u c e s l ' o r des

haltes

micas.

beaux

les à

charo ù l'on l'ombre

Et les c a m p e -

ments du s o i r sur les i l o t s , a u t o u r d e s q u e l s l'eau ruisselle en m u r m u r a n t ; p u i s la n u i t s o u s le c i e l t r o u é d ' é t o i l e s : la et t r e m b l a n t e

rouge

des f e u x i l l u m i n e les f e u i l l a g e s , q u i se p e n c h e n t a v e c

des effets d e feu d'arbre

flamme

de B e n g a l e .

Dans les hamacs a p p e n d u s aux t r o n c s

et q u i f o n t des tâches grises de

d'or rêvent d'Eldorados

sans

s'inquiéter

ci

de

des

là,

les

chercheurs

hurlements

sinistres

des s i n g e s r o u g e s qui é p o u v a n t e n t les é c h o s d ' a l e n t o u r . Et le l o n g des b e r g e s et sur les îles du

fleuve,

les c o q u e t s

vil-

lages des n è g r e s b o s c h s . e n f o u i s sous les b a n a n i e r s , les o r a n g e r s et les citronniers,

avec

l e u r s cases en p a i l l e de p a l m i e r

tressé,

dissémi-

n é e s ça et là sur u n terrain net et balayé tous les j o u r s a v e c s o i n . Et les b e a u x j e u n e s h o m m e s

et les b e l l e s j e u n e s

filles

se

bai-

g n a n t p ê l e - m ê l e ; p u i s étalant n a ï v e m e n t au g r a n d s o l e i l (la p u d e u r est

une

laquelle

hypocrisie

inconnue)

roulent c o m m e

leur

robuste

beauté

bronzée,

d e s p a r u r e s , les p e r l e s d'eau du

sur

fleuve.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

52

A r r ê t o n s - n o u s un m o m e n t a u p r è s d'un de c e s passages si reux qui e n t r a v e n t le c o u r s du

dange-

Maroni.

V o i c i un canot là-bas, au-dessus des r a p i d e s : c e sont de j e u n e s m i n e u r s c r é o l e s a v e c leurs

femmes.

Ils

rapportent,

d'une

campa

g n e difficile et p é n i b l e , q u e l q u e s k i l o s d ' o r , u n e f o r t u n e p o u r e u x . Ils s o n t h e u r e u x . L e c a n o t s ' e n g a g e de

l'oiseau qui p l a n e à la s u r f a c e un

silence,

de

silence

attend d e r r i è r e

mort.

les r o c h e s ,

La

parmi

dans la passe a v e c Tout

mort,

effet, les g u e t t e ,

en

le

la r a p i d i t é

des e a u x .

monde

fait les

les t o u r b i l l o n s d ' é c u m e : e l l e

rit

la g u e u s e . Un faux c o u p de p a g a ï e : ça y est ! Le c a n o t se h e u r t e , se brise et disparaît dans l ' a b î m e .

La d é s o l a t i o n s u c c è d e à la j o i e .

Les cris d é s e s p é r é s ont r e m p l a c é les c h a n s o n s , tout est p e r d u deux

sauf

naufragés q u i o n t réussi à se s a u v e r et q u i p l e u r e n t sur l e n r s

c o m p a g n o n s et l e u r f o r t u n e e n g l o u t i s , au m i l i e u de l'éternelle j o i e des c h o s e s et du recommencement Ils recommenceront,

eux

tout.

de

aussi,

un autre v o y a g e ,

plus

prudents

cette f o i s . Un

autre

hommes

canot descend

le c o u r a n t ; il a p p r o c h e ; c e sont

d ' e x p é r i e n c e ; ils ne chantent pas, s e u l e m e n t , l e u r

bat p l u s v i l e . Avant d e b o u t ; il a j e t é

de

prendre

la passe, le

un r a p i d e c o u p

patron

d'œil vers l ' e n n e m i

s'est

des cœur

dressé

qui g r o n d e ,

m o n t r a n t la g a u c h e de son

bras é t e n d u à ses c a n o t i e r s q u i l'Obser-

vent attendant

Il fait

son s i g n a l .

m a n d e au Dieu des

le s i g n e de la c r o i x et se r e c o m -

r a p i d e s . Il s'est assis. Le c o r p s p e n c h é en a v a n t

c r a m p o n n é , sa pagaïe p l o i e sous son effort : le canot raît

dans l ' é c u m e

une

flèche.

Tout

au

milieu

d a n g e r est

des r o c h e s ,

reparaît

écarté.

poitrines

Les

vole,

et passe

dispacomme

s'allègent

d'un

gros soupir. A v e c u n e j o i e c o n t e n u e , les c a n o t i e r s se d é t o u r n e n t a l o r s , levant haut

leurs

pagaies, avec

m o r t q u ' i l s v i e n n e n t de Depuis

Apatou,

un

regard

une

bonne

atteindre

les premiers

villages

quelques

villages

Saramacas .

de

t e m p s du

fluent

de

centre

l'Awa

c a n o t a g e , les

de

la

fortes

des

tribus

journée

de

Paramacas. qui

Guyane

( M a r o n i ) et du

deux

t r i o m p h e et de défi à

la

braver.

il faut de

de

ont

des

Ensuite

émigré

hollandaise.

Tapanahony.

canotage

pour

viennent

depuis

Enfin,

au

cou

cinquième j o u r

Polygoudoux

et des

peu de

Hoschs


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN c o m p t a n t ensemble de 4 à 5000 i n d i v i d u s . S u r le c o u r s

53

moyen

de

l'Awa sont les B o n i s dont le v i l l a g e d'Apatou n'est qu'une c o l o n i e , Plusieurs jolis

villages ; en tout, c i n q cents i n d i v i d u s . La capi-

tale o ù réside le G r a n d - M a n , se n o m m e Grodet. C e n o m lui fut d o n n é par les B o n i s en r e c o n n a i s s a n c e d e s e n c o u r a g e m e n t s

et d e la p r o

NÈGRES BOSCHS DU HAUT-MARONI

(d'après une photographie de l'auteur).

tection q u e leur accorda M. Grodet, gouverneur, l o r s q u ' i l s durent émigrer de la rive

gauche

devenue

hollandaise

à la rive

droite

de l ' A w a . afin, disaient-ils, de rester Français et fidèles à la France. T o u t e s c e s t r i b u s d e n è g r e s tirent l e u r origine des m a r r o n s de l ' e s c l a v a g e r e t o u r n é s à la barbarie. Ils o n t p e r d u l e u r l a n g u e a n c e s trale, p a r l e n t

un i d i o m e

composé de créole

h o l l a n d a i s , et sont t o u s r e v e n u s a u x ont des chefs qu'ils appellent

français, anglais et

p r a t i q u e s d u f é t i c h i s m e . Ils

G r a n d - M a n , d o n t la c h a r g e est héré-


54

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

d i t a i r e par fois,

le

fils

éveillé

bruyantes,

la

de

la

nuit

m e suis-je

sœur,

c o m m e en A f r i q u e .

par

leurs danses

cru

encore

et

aux

Combien

par leurs

rives

de

de

orgies trop

l'Ogôoué

ou

du

Niadi. A p r è s les sans

Bonis,

trouver

de

on

peut

naviguer

v i l l a g e ; c'est

plusieurs

la z o n e

neutre

jours

en

canot,

entre

les

peaux

r o u g e s et les p e a u x n o i r e s . S u r l'Itani, après la l o n g u e

s é r i e d e sauts et d e c h u t e s , du c o n -

fluent d e cette r i v i è r e a v e c le M a r o u a n i , sur la d r o i t e , r i v e g a u c h e , n o u s laissons la r i v i è r e c o u l a i s (Oyari

des C o u l a i s , i m p r o p r e m e n t

appelée

Oyari-

veut d i r e r i v i è r e ) . Ces i n d i e n s s o n t r e b e l l e s à t o u t e

c i v i l i s a t i o n et r e f u s e n t toute c o m m u n i c a t i o n a v e c les autres t r i b u s . Ils s o n t

encore

tionner

de

dans l'âge

canots

f é r o c e s ; aussi, Ce s o n t

et

d e p i e r r e ; ils n e

naviguer.

Ce

sont

savent p o i n t

des

malheur à q u i c o n q u e s'aventure

probablement

Les R o u c o u y e n n e s

des qui

brutes

confec-

absolument

dans l e u r

région.

autochtones ? habitent

les d e u x

versants

du

Tumuc-

H u m a c , les O y a m p i s sur le haut O y a p o c k , les E m é r i l l o n s , les C a o u cichianes,

les

ment

groupe

un

l'Atlantique

Trios avec de

quelques

autres t r i b u s s e c o n d a i r e s , f o r -

quatre à cinq

C'est u n e r a c e b i e n i n t é r e s s a n t e , traditions, une connu

les

civilisée.

mille

individus

(versant

de

seulement). industrie,

ainsi

temps meilleurs Les

Oyampis,

( t o u p i ) et q u i

sont

ayant g a r d é des c o u t u m e s , des

que

d'une

des

c h a n t s attestant q u ' e l l e a

époque

notamment,

qui

plus

p r o s p è r e et

parlent

v e n u s du P é r o u fuyant les

la

plus

langue

cruautés

tupi

des

con

quistadores. La

poésie

sagesse

de

et d e

leurs

chants

est b e l l e et le sens en est p l e i n de

m o r a l i t é . Je citerai

comme

e x e m p l e la c h a n s o n

du

Yaya (petit p o i s s o n ) et du m a r t i n - p ê c h e u r , a n a l o g u e à n o t r e « L o u p et l ' A g n e a u » d e la Que dire de ceci rale :

Fontaine. qui

est,

p o u r ainsi d i r e , u n e t r a d u c t i o n

litté-


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Chant

indien

J e u n e i n d i e n n e , j e suis v i e r g e et j e s u i s b e l l e , Et j e c h a n t e l ' a m o u r c o m m e la t o u r t e r e l l e Qui r o u c o u l e et g é m i t appelant son a m a n t . J e c h a n t e les

rayons tombés du firmament ;

Je c h a n t e les p l a i s i r s , je c h a n t e le b o i s

sombre

Où les â m e s , la n u i t , v i e n n e n t e r r e r s a n s n o m b r e ; Je c h a n t e la forêt, les l i a n e s , les

fleurs.

Les p a l m e s q u e le vent s e c o u e et met en p l e u r s . J e u n e i n d i e n n e , j e s u i s v i e r g e et j e s u i s b e l l e , Dans m e s y e u x d e saphir le b o n h e u r é t i n c e l l e . C o m m e le j o n c

fleuri

se p e n c h a n t s u r les e a u x ,

Dans la s o u r c e l i m p i d e où b o i v e n t Je me suis a d m i r é e , et la tresse

les o i s e a u x

fidèle

De m e s l o n g s c h e v e u x n o i r s s ' e n r o u l e a u t o u r d e m o i . Des b r a v e s et d e s fiers le p l u s fort et le roi Carina m'a parlé : q u e j ' é t a i s la p l u s b e l l e .

Et m e s l è v r e s n ' o n t p o i n t baisé l ' a m a n t c h é r i ; Mais en m e r e g a r d a n t Carina m'a

souri.

Carina le plus fort, le plus g r a n d , le p l u s b r a v e , Fierté de la t r i b u . Nul e n n e m i n e b r a v e , En v a i n son œil de

flamme

et j a m a i s un

affront

N'a fait c o u r b e r sa tête et d é t o u r n e r s o n f r o n t . Et ses j o u r s s o n t c o m p t é s par d e s j o u r s d e v i c t o i r e ! Carina m o n a m o u r , m o n

a m a n t et ma g l o i r e !

Mes l è v r e s en t r e m b l a n t et le c œ u r en é m o i Je c h a n t e et j e t ' a p p e l l e , ô m o n m a î t r e , ô m o n roi ! S u r la m o u s s e

et les

fleurs

en c o u c h e

parfumée,

F r i s s o n n a n t e d ' a m o u r a t t e n d ta b i e n - a i m é e . V i e n s ! Oh ! v i e n s ! — E s t - c e lui ? J ' e n t e n d s m a r c h e r tout bas Et les feuilles s é c h é e s c r é p i t e r s o u s d e s p a s . H o r r e u r ! c'est un j a g u a r qui d ' u n Les o n g l e s m e n a ç a n t s d ' u n e affreuse

seul b o n d se d r e s s e caresse.

Un seul cri : Carina ! — Un trait c o m m e un éclair P a s s e , siffle et s'arrête et le f a u v e d a n s l'air E x h a l e un d e r n i e r souffle en sa g u e u l e s a n g l a n t e Et l'Indien m u e t p e n c h é s u r son a m a n t e

55


56

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Lui donne son premier baiser... Et le jaguar Auprès d'eux accroupi, l'œil grand ouvert, hagard Quoique mort épouvante encor les alentours, Comme un sphinx gardant leurs nuptiales amours !

INDIENS ROUCOUYENNES (d'après une photographie).

Leurs

villages

étage, gardés

par

sont des

propres chiens

avec

leurs

à oreilles

cases

pointues,

en

ogive

pareils

à un à

des

l o u p s à p o i l ras. M o i n s b r u y a n t s q u e les n è g r e s , ils s o n t p l u s réflé-


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

57

c h i s , o n t p l u s d e suite dans l e u r s idées e t , p a r cela m ê m e , ils s o n t plutôt

silencieux

et r ê v e u r s . Ils o n t l e c u l t e

esprits

b o n s o u m a u v a i s . Il y a les esprits

forêt, des eaux,

aussi

sur

roches des fleuves.

les g r o s s e s

voit-on

quelquefois

des ancêtres

et d e s

d e la m o n t a g n e , d e la des inscriptions

sacrées

S o u v e n t , p a r les s o i r s d e c l a i r d e l u n e , j e m e suis laissé e m p o i gner

p a r la d o u c e u r

jeunes

tilles

cheveux

m é l a n c o l i q u e d e leurs chants,

aux grands

yeux

alors

q u e les

d e g a z e l l e , a u x l o n g u e s tresses d e

n o i r s , q u i s ' e n r o u l e n t a u t o u r d e l e u r s s e i n s , dansent

c i e u s e m e n t suivant le r y t h m e . Et c e t t e m é l a n c o l i q u e

rêverie m'ap

paraît c o m m e un s y m b o l e d e la fatalité, q u i e n t r a î n e dans de

la mort Et c o m m e

tamouchy

silenl'oubli

c e t t e race q u i s'en va. m e disait,

d e sa v o i x

prophétique,

un bien

vieux

( c a c i q u e ) à q u i j e v o u l a i s p a r l e r d e c i v i l i s a t i o n et d ' a v e

nir : « N o n , n o n . m o n frère b l a n c , n o t r e

race a l'ait son t e m p s s u r la

t e r r e . Bientôt les h o m m e s d e ta nation

v i e n d r o n t et c o u p e r o n t n o s

forêts.

Déjà, disait-il, s e c o u a n t tristement

l'année

dernière (l'influenza),

ont l'ait

la tête, les maladies d e

mourir

une bonne

moitié

d ' e n t r e n o u s . M e s enfants s o n t partis avant m o i . C'est fini ! c'est fini ! N o t r e race va s ' é t e i n d r e et b i e n t ô t les d e r n i e r s I n d i e n s

iront

r e j o i n d r e l e u r s a n c ê t r e s dans la terre des esprits.)) En t e r m i n a n t , n o u s d e v o n s u n e m e n t i o n s p é c i a l e a u x A r o u a g u e s ou A r o u a q u e s . Cette tribu i n d i e n n e , a u t r e f o i s très n o m b r e u s e et très p u i s s a n t e , o r i g i n a i r e d e C o l o m b i e , avait c r é é d e s c o l o n i e s s u r toute la c ô t e du g o l f e d u M e x i q u e o ù e l l e avait s o u m i s à sa d o m i n a t i o n d e n o m b r e u s e s t r i b u s . On r e t r o u v e e n c o r e des A r o u a q u e s au N o r d l ' A m a z o n e — c e u x - l à v e n u s p a r le R i o - N e g r o — s u r le M a r o n i ques familles, à Surinam

el Démérari

et tout

de

quel

l e l o n g d e la c ô t e

j u s q u ' à la S c i e r r a S t e - M a r t h e , dans la p é n i n s u l e G o a g i r e o ù ils sont e n c o r e assez n o m b r e u x . plorateur bien c o n n u ,

M o n ami le c o m t e Joseph de Brettes,

l'ex-

les a é t u d i é s . P l u s f o n c é s d e c o u l e u r q u e l e s

G a l l i b i s et les Caraïbes, d ' u n teint b e a u c o u p p l u s b r o n z é , ils se distinguent

encore

d e s autres

I n d i e n s , e n c e q u ' i l s sont p l u s

indus

t r i e u x , p l u s c i v i l i s é s — ils p o r t e n t d e s v ê t e m e n t s — et q u ' u n e haine s é c u l a i r e l e s sépare

complètement

des descendants de ceux

qu'ils


58

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

avaient

a u t r e f o i s s u b j u g u é s . Q u a n d v o u s d e m a n d e z à u n Gallibi

lui d é s i g n a n t u n

Arouaque : « A quelle

d i e n ? » il v o u s r é p o n d , les d e n t s s e r r é e s

tribu avec

appartient

cet

en In-

m é p r i s : « Çà ! c e

n'est pas un I n d i e n ! » et si v o u s persistez : « A r o u a q u e ! » r é p o n d il avec dégoût. C'est a u x A r o u a q u e s q u e j ' a t t r i b u e les r u i n e s du t o m b e a u de Mapa-Grande ( V . 4

e

indien

partie).

Ces I n d i e n s , o u p l u t ô t l e u r s f e m m e s , f a b r i q u e n t des et des p o t e r i e s très e s t i m é e s .

gargoulettes


CONCLUSION

V o i l à d o n c la G u y a n e d é p e u p l é e i n s a l u b r e ; car, p a r t o u t est très p o s s i b l e aux Que

dirais-je

et i n c u l t e , mais n o n s t é r i l e et

o ù e x i s t e un d é b o i s e m e n t suffisant, la v i e

Européens.

encore,

en

terminant,

G u y a n e d e la m a u v a i s e r é p u t a t i o n

pour

laver

notre

chère

et du d i s c r é d i t q u ' o n t j e t é s sur

e l l e , c o m m e u n e l è p r e d o u l o u r e u s e , les racontars d e c e r t a i n s e x p l o rateurs p l u s m a l v e i l l a n t s q u e v é r i d i q u e s ? R a p p e l l e r a i - j e les d é p l o rables essais d e c o l o n i s a t i o n q u i , mal c o m p r i s et mal c o n d u i t s , o n t a b o u t i à des désastres, e t , e n f i n , les t r i p o t a g e s r é c e n t s de c e r t a i n e s affaires p a r a c t i o n s , q u i n ' o n t eu d'autre b u t , en drainant des taux, que

d'enrichir

v é r e u x , organisateurs

des a g e n t s d'affaires et des

capi-

commissionnaires

de b a n q u e r o u t e s .

En s o m m e , la G u y a n e est un m a g n i f i q u e et beau pays o ù il fait bon vivre ; où

l'Européen

s'acclimate

facilement,

où l'on

trouve

d e s c œ u r s g é n é r e u x , désintéressés et a i m a n t s , des c œ u r s q u i battent d ' o r g u e i l au seul n o m d e la F r a n c e . S o n s o l , en

d e h o r s de l ' o r qui

p e u t et d o i t

p r o d u i t des r i c h e s s e s n a t u r e l l e s i n c a l c u l a b l e s tion, caoutchouc,

balata, e t c . La c u l t u r e , si

café,

d e la v a n i l l e , du

du

roucou,

maïs,

du

s'épuiser ; bois

de

f a c i l e , du tabac,

un

jour,

construccacao,

des

du

légumes


60

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

d'Europe,

du

des

manioc,

patates, des b a n a n e s , y sont

autant

de

s o u r c e s d e r i c h e s s e s et d e b i e n - ê t r e q u ' e l l e offre à c e u x qui o n t un petit capital et de la b o n n e v o l o n t é à lui c o n s a c r e r . Q u ' u n plan de c o l o n i s a t i o n , a d o p t é u n e fois p o u r t o u t e s , s e r v e de base à l ' e m p l o i p l u s a p p r o p r i é des f o r é e s vives d e

l'Administration

UNERUEDEDEMERARI(d'après une photographie prise du tramway par l'auteur).

p é n i t e n t i a i r e , qui

dispose

de

trois m i l l e

forçats, p o u r

créer

des

voies de c o m m u n i c a t i o n

r a p i d e s et des t e r r i t o i r e s d e c o l o n i s a t i o n , et

une

insoupçonnée

ère

de

prospérité

e l l e e x i s t e déjà p o u r P o u r m o i , j'ai foi

s'ouvrira

pour

sa s œ u r c a d e t t e , la G u y a n e a n g l a i s e en son a v e n i r ,

et

s'imposent

g r è s et du b o n h e u r q u ' e l l e

comme (1).

je suis sur q u e les h o m m e s

n o u v e a u x qui p r é s i d e r o n t à sa d e s t i n é e , c o m p r e n d r o n t des r é f o r m e s qui

elle,

l'importance

p o u r la c o n d u i r e dans la v o i e du p r o mérite.

(1) M. David Levat, i n g é n i e u r c i v i l des m i n e s , é t u d i e en c e m o m e n t un

tracé

de c h e m i n d e fer q u i , p a s s a n t par l'Orapu et l ' A p p r o u a g u e , se b i f u r q u e à d r o i t e v e r s le M a r o n i et à g a u c h e v e r s l ' O y a p o c k

et s o n affluent d e d r o i t e la r i v i è r e

Yaoué p o u r a b o u t i r de C a y e n n e a u x p l a c e r s . N o u s p a r t a g e o n s d'autant p l u s c e s i d é e s , q u e M. Levat ne

fait q u e r e p r e n d r e a u j o u r d ' h u i , en le modifiant l é g è r e -

m e n t , n o t r e p r o j e t de 1889. ( V o i r n o t r e b r o c h u r e « La Colonisation tration

pénitentiaire

à la Guyane, 1889).

et l ' A d m i n i s -


DEUXIEME

PARTIE

L'AGRICULTURE

A LA

TERRES HAUTES ET TERRES BASSES. — PRINCIPALES CULTURES. CULTURES ÉLEVAGE

POTAGÈRES. DU

BÉTAIL.

— —

GUYANE

PRÉPARATION DES TERRES

LES VÉGÉTAUX PLANTES

LES

ANIMAUX

FRUITIERS

FOURRAGÈRES DOMESTIQUES


TERRES HAUTES ET TERRES BASSES PRÉPARATION DES TERRES

L e s terres les p l u s f e r t i l e s de la c ô t e sont les a l l u v i o n s de vase marine

ou

donne,

dans le p a y s ,

les terres sableuses

le n o m g é n é r i q u e

de

terres basses, q u i

de-

m a n d e n t un et

une

riches

en

terreau,

auxquelles

on

drainage

préparation

s p é c i a l e au m o y e n de fossés vannes

et

de

coffres-

faciles

à

éta-

blir. L e s terres p r o v e n a n t de

la

des

gneiss,

nites

décomposition des

donnent

graune

a r è n e sableuse et s o n t pauvres c o m m e

HOTEL

PARTICULIER

DE

DÉMÉRARl)

(d'après une photographie de l'auteur).

les

terres de schistes et d e m i c a s c h i s t e s q u i s o n t g é n é r a l e m e n t t r o p a r g i leuses. L e s terres hautes a v o i s i n a n t les r o c h e s l o u r d e s et

ferrugineuses


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

64

c o m m e les d i o r i t e s , également

les diabases

très c o m m u n e s à la G u y a n e , sont

très f e r t i l e s .

Il faut y a j o u t e r les terrains d ' a l l u v i o n

des

r i v e s des fleuves et

de leurs îles. Ce qui m a n q u e p a r t o u t , c'est peuvent

être

lage e m p l o y é Para surtout

améliorées comme

par

le c a l c a i r e . Aussi t o u t e s ces

le c a r b o n a t e

e n g r a i s . Les

Il est

chaux

ou

le

chau-

herbe

de

qui é p u i s e vite les terres, h e r b e Bar «à S a i n t - L a u r e n t ,

f o i n , et aussi les savanes devraient y donnerait

de

prairies artificielles,

terres

ê t r e c h a u l é e s , et c e t t e o p é r a t i o n

des résultats s u r p r e n a n t s .

curieux

de

penser

qu'on

n'a

jamais

songé

à cela

à la

Guyane. La p r e m i è r e o p é r a t i o n p o u r m e t t r e un

terrain en c u l t u r e est d'en

abattre et d ' e n b r û l e r le b o i s . Cette o p é r a t i o n se fait dans la saison s è c h e , de juillet

à octobre.

On laisse

sécher

l'abatis

pendant

six

s e m a i n e s e n v i r o n , p u i s o n le b r û l e . Rien voit

au

en

monde

Europe,

ne

r e s s e m b l e m o i n s à un c h a m p ,

qu'un

terrain ainsi

tel

qu'on

c o u p é s se d r e s s e

à 0.80 centimètres ou

brûlé enchevêtré

de r a c i n e s ; de ci d e là, de g r o s t r o n c s

demeurent parcourt

couchés

l'abatis.

à

terre

et

les

d é f r i c h é . Le pied des arbres un m è t r e au dessus du sol

il faut sauter par

Il y a aussi d e s t r o u s de

noircis

dessus q u a n d o n

tatou et d e

rongeurs;

m a l g r é cela le s o l , fertilisé par les c e n d r e s et les d é b r i s o r g a n i q u e s , est dans d e très b o n n e s c o n d i t i o n s tation au p l a n t a g e et le réseau

pour

même

assurer u n e b o n n e

végé-

des racines m o r t e s aide à la

p e r m é a b i l i t é du s o u s - s o l . Dans les terres basses o ù les b o i s sont m o u s et p o u r r i s s e n t

promp-

t e m e n t . après a v o i r j e t é le b o i s à t e r r e , o n l'y laisse p o u r i r , et c e n'est

que

quelques

années

plus

tard

qu'on

achève

le

défriche-

ment en c o u p a n t au sabre les r e p o u s s e s d e s b o i s . Cette m é t h o d e , r e c o m m a n d é e p a r G u i z a n , fertilise le sol et d o n n e les m e i l l e u r s résultats. Ces terres situées g é n é r a l e m e n t a u - d e s s o u s des g r a n d e s marées ont besoin

d'être

desséchées

et

de s u b i r u n e p r é p a r a t i o n

s p é c i a l e . On

c r e u s e le terrain m a r é c a g e u x de fossés d o n t le déblai sert à l ' e n t o u rer de d i g u e s

empêchant

fossés c o n d u i s e n t

les eaux

les

eaux

extérieures

i n t é r i e u r e s à un

d'y

pénétrer.

Les

coffre de s o u p a p e o u à


LA GUYANE FRANÇAISE ETL'ANCIENCONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN p l u s i e u r s coffres

65

q u i f o n t f o n c t i o n s d ' é c l u s e s a u t o m o b i l e s . A v e c le

f l u x , le n i v e a u d e s e a u x m o n t e , la s o u p a p e se f e r m e d ' e l l e - m ê m e ; avec

le r e f l u x ,

les e a u x e x t é r i e u r e s

se r e t i r e n t et les eaux

inté-

ATTELAGE DE BUFFLES (d après une photographie),

rieures ouvrent

la s o u p a p e

et r e p r e n n e n t

l e u r c o u r s n o r m a l peu

dant s i x h e u r e s . Il est p l u s a v a n t a g e u x p o u r u n e g r a n d e e x p l o i t a t i o n , d e c o n s t r u i r e

5


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

66

des é c l u s e s en m a ç o n n e r i e a v e c des v a n n e s . De cette f a ç o n , les eaux de l ' i n t é r i e u r , lâchées en

t e m p s c o n v e n a b l e , à marée

basse,

lavent

les fossés et les r é c u r e n t en enlevant la vase m o l l e qui s'y a c c u m u l e . Il serait f a c i l e , par un p r o c é d é a n a l o g u e , d e n e t t o y e r et de tenir p r o p r e la c r i q u e ou petit port m a r c h a n d de C a y e n n e t r o p hélas ! e n v a h i e signale

ici c e

par les vases qui s'y fait

que

l'honorable

déposent conseil

à chaque

municipal

souvent,

marée.

de

Je

Cayenne

devrait p r e n d r e en c o n s i d é r a t i o n . Par c e m o y e n , on peut e n c o r e i r r i g u e r la terre p e n d a n t la s é c h e resse. L e s terres ainsi p r é p a r é e s , il n'y aurait rien q u e de très s i m p l e à les

labourer

avec

des

buffles

qui

se sont très b i e n a c c l i m a t é s à

Saint L a u r e n t - d u - M a r o n i et q u i , paraît-il, rendent de g r a n d s s e r v i c e s au Para o ù g r â c e à e u x o n a pu l a b o u r e r et r e n d r e p r o d u c t i v e s des savanes m é d i o c r e s . M a l h e u r e u s e m e n t , la c h a r r u e est e n c o r e i n u s i t é e et le pays et le défaut de m a i n - d ' œ u v r e n'y p e r m e t q u e la p e t i t e c u l t u r e . L'humidité végétation

excessive

du

climat

f o n t de la r é c o l t e

qu'elle est e n E u r o p e . On n e expéditives

de

récoltes

une

et l ' a c t i v i t é opération

permanente

de

la

très d i f f é r e n t e

de

ce

p e u t pas y a p p l i q u e r

familières

aux

régions

les

l u i - m ê m e , la p l a n t e du pays qui r e s s e m b l e le p l u s à n o s ne

mûrit

pas

méthodes

tempérées. Le

riz

céréales,

a v e c e n s e m b l e , et sa r é c o l t e sur le même c h a m p y

dure plusieurs semaines. Le café,

le r o u c o u ,

le

c a c a o et le c o t o n

s u r t o u t , o n t des c u e i l l e t t e s p r o l o n g é e s q u i c o û t e n t é n o r m é m e n t

de

main d ' œ u v r e . Dans d'autres c i r c o n s t a n c e s cette p e r s i s t a n c e d e la v é g é t a t i o n c o n s titue des a v a n t a g e s ; Ici est le cas p o u r le m a n i o c et les b a n a n i e r s , par e x e m p l e ,

qui rapportent

en toute

s a i s o n . L e p l a n t e u r n'a

pas

ainsi à se p r é o c c u p e r d ' a c c u m u l e r ses p r o v i s i o n s dans des b â t i m e n t s t o u j o u r s très c o û t e u x à c o n s t r u i r e .


LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Insectes

67

malfaisants

Au premier rang se p l a c e n t les F o u r m i s d o n t l ' a b o n d a n c e el les variétés sont sont

i n i m a g i n a b l e s . Dans

ce

n o m b r e , les F o u r m i s m a n i o c

les plus malfaisantes. Files c o u p e n t en

et les j e u n e s

tiges

pour

les

feuilles

les c h a r r i e r dans leurs magasins

morceaux

souter-

rains. On

s'en débarrasse à p e u p r è s c o m p l è t e m e n t

fure

de c a r b o n e q u e l'on

que

l'on

bouche

ensuite avec soin :

d é l é t è r e suit les g a l e r i e s renouvelé

sur

l'évaporation

souterraines.

On détruit

tous les p o i n t s c o n t a m i n é s d'un

f o u r m i l i è r e s q u i s'y

au m o y e n du

sul-

verse l i q u i d e dans les trous de f o u r m i s , d e c e gaz par

ce

terrain,

très

moyen'

toutes

les

trouvent.

L e s C h a r a n ç o n s , les T e r m i t e s ( p o u x de b o i s ) s'attaquent p r i n c i p a lement Pour

aux

récoltes

éviter

ces

e m m a g a s i n é e s : Maïs,

Riz

décortiqué,

Fois.

i n c o n v é n i e n t s , o n doit enfermer ces r é c o l t e s dans

d e s daines j e a n n e s

de verre,

préalablement

y d é t r u i r e tous les g e r m e s o u

s é c h é e s au f e u ,

œufs d'insectes q u i p e u v e n t

pour

y exis-

ter. Le aux

meilleur

moyen

pour

détruire

les

T e r m i t e s , qui

v ê t e m e n t s , aux m e u b l e s et a u x c h a r p e n t e s ,

a v e c du savon arsenical

les p i è c e s d e c h a r p e n t e

peau

et

s'y

moustiques

le V e r

macaque,

développe,

les

Chiques

frotter

(Sarcopsyla

des

complètement.

p e t i t e larve q u i s ' i n t r o d u i t

et les M a r i n g o u i n s , les V e r s

les a n i m a u x et

à

et les a b o r d s

n i d s de ces a n i m a u x . Ils n e tardent pas à disparaître Les Taons,

s'attaquent

consiste

s o u s la

penetrans),

intestinaux,

font

les

souffrir

l'homme.

L e s m e i l l e u r s i n s e c t i c i d e s , les m e i l l e u r s r e m è d e s à e m p l o y e r dans c e s d i f f é r e n t s cas e x t e r n e s sont faciles

l ' i n f u s i o n de tabac et le p é t r o l e si

à se p r o c u r e r .

Nous devons une mention

s p é c i a l e à la m o u c h e vert sale

lia h o m i n i v o r a x ) h e u r e u s e m e n t

peu

commune,

qui

(Luci-

introduit

ses


68

LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

œufs

i m p e r c e p t i b l e s dans

j o u r sous

un a r b r e o u q u ' i l travaille les mains

vail q u e l c o n q u e . donnent

Dans

douleur,

tabac.

certain

larves

de v i n g t q u i se

m e u r t en q u e l q u e s

q u a t r e h e u r e s , ces

que

j o u r s dans les

le r e m è d e ,

est à la p o r t é e

de

le

o c c u p é e s à un tra-

développent

à tel p o i n t q u e le m a l h e u r e u x qui

frances. Heureusement plus

l'espace

n a i s s a n c e à des

et p u l l u l e n t de

le nez de l ' h o m m e , soit q u ' i l d o r m e

œufs

innombrables

en est atteint,

fou

p l u s a t r o c e s souf-

le s e u l , le p l u s efficace, le

t o u s : c'est

encore

l'infusion

de


PRINCIPALES

Manioc (Couac

CULTURES

et

Cassave.)

L e M a n i o c (Jatropha M a n i h o t L . ) est u n e p l a n t e

sous-frustescente

de la f a m i l l e des E u p h o r b i a c é e s . De toute a n t i q u i t é les I n d i e n s d e l ' A m é r i q u e du S u d tirent

leur

principale

nourriture végétale de c e t t e p l a n t e q u i se nomme

Kière

r a ï b e . Kierayen

en

ca-

galibi.

Caloli e n a r o u a g u e dans

Yuca les et

les

dans les r é p u

bliques espagnoles au

et

Antilet

Brésil. L e M a n i o c se p l a n t e

en

boutures

de 3 à

4 décimètres de

UN COIN DU MARCHÉ DE CAYENNE (photographie de l'auteur.)

long

qui s'enracinent avec une e x t r ê m e facilité. Vers deux

un

an et d e m i à

ans, q u a n d les tiges, de 1 à 2 m è t r e s a v e c b r a n c h e s latérales,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

70

donnent

des

fleurs,

le M a n i o c

est

bon à

m a n i o c s'espacent de 0,80 c. à I m è t r e . le p l a n t e r est le c o m m e n c e m e n t b r e . Le p r o d u i t habituel

récolter.

La

Les

meilleure

pieds

saison

de pour

des pluies en n o v e m b r e ou d é c e m -

de c h a q u e pied est de deux ou trois tuber

cules d o n t le p o i d s est de 1 à 2 et 3 k i l o g . On

sème

assez

fréquemment

g r a i n s de maïs ou

dans les abatis

m ê m e de riz e n t r e

les

résulte

une récolte

intercalaire

assez

culture

principale.

Les n è g r e s

boschs

neufs

p i e d s de

bonne et

qui

surtout,

Manioc.

ne

nuit

des

Il en

pas à la

les Indiens plantent

p e u de t o u t , p ê l e - m ê l e , dans les abatis : des h a r i c o t s ,

des p o i s

sept

ans. des ananas, des patates et des i g n a m e s , e t c .

Il faut

soin

de faire

des sarclages et de c h a u s s e r

la terre

un do

avoir

autour

de la

jeune p l a n t e . La c o n v e r s i o n (espèce

des r a c i n e s en

farine

de galette) est assez s i m p l e .

p e l e r les t u b e r c u l e s : o n

comestible

On

ou

commence

les lave e n s u i t e ,

en

par

Cassave

racler

et.

puis o n les rape sur u n e

p l a n c h e de b o i s h é r i s s é e d e petites aspérités de

f e r . dite grage, o u

m i e u x et b e a u c o u p p l u s vite a v e c u n e rape c i r c u l a i r e q u ' u n e trans" m i s s i o n fait t o u r n e r r a p i d e m e n t . O n laisse f e r m e n t e r

la p u l p e

râpée pendant vingt-quatre

heures

et o n l ' i n t r o d u i t

a l o r s dans de

l o n g s p a n i e r s c y l i n d r i q u e s et flexi

bles

dans le

de

qui portent

pays

tressés suivant l ' i n d u s t r i e

nom

traditionnelle

de

couleuvres et qui

des I n d i e n s , en

sont

jonc

d'Ar-

r o u m a . On c o m p r i m e la f a r i n e i n t r o d u i t e dans la c o u l e u v r e en susp e n d a n t c e l l e - c i à u n e anse qui est à s o n o u v e r t u r e , et en tirant l'autre b o u t par un p o i d s d o n t o n la c h a r g e au m o y e n

d'un levier.

Elle

s ' é t i r e ainsi d i m i n u a n t de v o l u m e et le sue a q u e u x du

manioc

qui

est

panier.

On

très v é n é n e u x

laisse

sécher

coule

la f a r i n e

à

travers

ainsi

le

obtenue

tissu et

tressé

après

du

l'avoir écrasée

et

t a m i s é e , o n p r o c è d e à sa c u i s s o n sur u n e p l a q u e d e f o n t e c i r c u l a i r e d'un

m è t r e de d i a m è t r e

l e u r d e 100

e n v i r o n , chauffée par dessous à une cha-

degrés environ,

qui la r o u s s i r a i t

si o n n e la

remuait

et r e n o u v e l a i t i n c e s s a m m e n t . La f a r i n e ainsi c u i t e se n o m m e C e C o u a c est en petits g r a i n s durs la s e m o u l e . A v e c de

qui

imitent

assez

Couac.

l'aspect

de

la farine de M a n i o c o n p r é p a r e aussi u n e e s p è c e

galette

nommée

Cassate

Christophe

Colomb

et

à

(nom

caraïbe,

ses c o m p a g n o n s ) .

la

Cassave si c h è r e à

La

farine

plus

soi-


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN g n e u s e m e n t p r é p a r é e et plus plaque,

puis

comprimée

qu'elle s'agrège.

fine,

très

est

étalée

légèrement

Elle est r e t o u r n é e d e u x

circulairement avec

ou

71

sur la

une palette

pour

trois fois pendant

la

cuisson. L e C o u a c et la Cassave sont en q u e l q u e sorte le pain des c r é o l e s , des n è g r e s et des I n d i e n s ; c'est un aliment sain, rafraîchissant, mais d ' u n e valeur n u t r i t i v e fois

inférieure.

à 30 c e n t i m e s , se

maintient

de 0 fr. 6O à 0 fr. 80 c e n t i m e s farine

de

blé et le p a i n .

Le

k i l o g r a m m e , qui valait autreaujourd'hui

à un p r i x

a c h e t é en g r o s , plus

H e u r e u s e m e n t , toutes

cher

moyen que

la

les habitations

en

p r o d u i s e n t , car on se ruinerait à l ' a c h e t e r . Feu M .

Bar. un g r a n d p r o p r i é t a i r e de la G u y a n e , estimait à envi

r o n 3 . 0 0 0 k i l o g r a m m e s de C o u a c , le p r o d u i t o r d i n a i r e d'un de M a n i o c

et à trois

journées

la

m a n i p u l a t i o n d'un

hectare

h e c t o l i t r e de

Couac.

Tapioca Pour préparer

le T a p i o c a ,

la farine de

l'eau, m a l a x é e el c o m p r i m é e . res qui p e u v e n t les matières

On

manioc

est

d é l a y é e dans

retire les parties les p l u s grossiè

être cuites et d o n n é e s aux a n i m a u x ;

les p l u s fines, en

laissant

on

recueille

l'eau d é p o s e r dans un

réci

p i e n t o ù se f o r m e le T a p i o c a en grains par u n e s o r t e de cristallisation. C'est a v e c d e la f a r i n e de M a n i o c f e r m e n t é e q u e les Indiens p r é parent u n e e s p è c e d e b i è r e q u ' i l s n o m m e n t

Cachiri.

Gamanioc Parmi les dix à d o u z e e s p è c e s de M a n i o c le M a n i o c d o u x o u C a m a n i o c

esl

à citer.

c o n n u e s à la C u y a n e , H contient

si p e u

de


72

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

principes

acres q u ' o n

mange c o m m e

fait

cuire

ses

des p o m m e s de t e r r e .

racines

à c i n q o u six m o i s ; plus tard, sa r a c i n e

La

au feu et

A u t r e avantage

les mûr

devient d u r e .

Patate

La Patate, Batatas edulis C h o i s y ( c o n v o l v u l u s p l a n t e de la f a m i l l e

qu'on

: il est

Batatas L . )

est

une

des c o n v o l v u l a c é e s , à tige r a m p a n t e , à r a c i n e

p r o d u i s a n t des tubercules farineux

s u c r é s , sains et d'un

excellent

usage a l i m e n t a i r e . Elle était c o n n u e et c u l t i v é e de t o u t e a n t i q u i t é par les

Indiens

Cayenne, de

de

l'Amérique

préférence

du

et d e t e r r e a u . On la n o m m e Patate l i b i , Mabi en

caraïbe,

Sud.

Elle

vient

dans les sols m e u b l e s

douce à la Guyane, Nâpi

en a r o u a g u e , Ietica

Aletchi

facilement

c o m p o s é s de et Mapi

à

sable en ga

en

rou-

couyenne. On p l a n t e au c o m m e n c e m e n t

des p l u i e s

les b o u t u r e s

de

patate

dans des m o t t e s d e terre p r é p a r é e s à c e t effet, à 0 . 6 0 o u 0 . 7 0 timètres loppent

de d i s t a n c e l ' u n e promptement

c o u v r e n t le sol d ' u n e

des

de

l'autre.

tiges

Elles s ' e n r a c i n e n t

feuillées

qui

et

à l a n g u i r et à se d é g a r n i r d e

à la base. C'est le m o m e n t d e la m a t u r i t é

déve-

r a m p e n t à terre

v e r d u r e é p a i s s e . A u b o u t de trois o u

m o i s , les tiges c o m m e n c e n t

cen-

et le

meilleur

et

quatre feuilles moment

p o u r en faire la r é c o l t e . Cultivée

dans d e b o n n e s c o n d i t i o n s , e l l e p r o d u i t

de 1 à 2 kilo-

g r a m m e s de t u b e r c u l e s par m è t r e c a r r é de t e r r a i n . Une variété d e Patate r o s e , p l u s p e t i t e q u e très f a r i n e u s e , est a p p e l é e p a r les I n d i e n s ,

l'espèce

b l a n c h e et

Patate C a c h i r i , du n o m

de l e u r b o i s s o n f a v o r i t e . J'ai bu de c e C a c h i r i , d o n t le g o û t assez a g r é a b l e a p p r o c h e d e n o t r e p i q u e t t e qui serait l é g è r e m e n t s u c r é e . La c u l t u r e de la Patate p r é s e n t e

de g r a n d s avantages et tout

en

étant u n e des p l u s g r a n d e s r e s s o u r c e s des f a m i l l e s p a u v r e s , e l l e est très a g r é a b l e et très g o û t é e sur les tables les p l u s r i c h e s .

On

prépare

excel

lentes.

de

diverses

façons

et o n

en

fait

des

confitures

la


LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 73 En somme, l ' e x t r ê m e

facilité

d e sa m u l t i p l i c a t i o n ,

sa

prompte

m a t u r a t i o n , son r e n d e m e n t é l e v é , la facilité d ' e m p l o y e r ses f e u i l l e s comme

fourrage

pour

les a n i m a u x

et

même

en

Calalou

(plat du

p a y s ) , en f o n t u n e des c u l t u r e s les p l u s p r é c i e u s e s et les p l u s é c o n o m i q u e s . S o n seul défaut est le p e u d e c o n s e r v a t i o n d e ses t u b e r cules.

Si l ' o n

arrivait à i n t r o d u i r e

la c h a r r u e à la G u y a n e

et à

o b t e n i r un j o u r des l a b o u r s , au m o y e n des Buffles dans les savanes, la c u l t u r e d e la Patate d e v i e n d r a i t prospérité pour notre

é l é m e n t de

r i c h e s s e et d e

colonie.

Les Classe

un

des Monocotylées,

Ignames

famille

des Dioscorinées

(Dioscorea

alata),

(Nombreuses espèces.) On les t r o u v e

dans les c i n q

parties du m o n d e ,

mais p l u s a b o n -

d a m m e n t dans les r é g i o n s i n t e r t r o p i c a l e s . Les Caraïbes les a p p e l l e n t Namani, Des

Couchou,

Cayarali,

trois e s p è c e s

l'Igname

franche

n o m galibi,

cultivées

Micoma.

à la G u y a n e ,

et l ' I g n a m e

indien

(D.

l'Igname

pays

nègre,

trilobata), cette dernière

est la p l u s r é p a n d u e et la m e i l l e u r e . Elle r é c l a m e un sol m e u b l e et riche

en

terreau ; e l l e

se m u l t i p l i e

de t u b e r c u l e s o u d e

faites dans un g r o s t u b e r c u l e p r é s e n t a n t des p o u s s e s . on

les

p l a n t e très

Manioc.

espacées,

intercalées

Chaque pied peut p r o d u i r e

dans

sections

Généralement

des p l a n t a t i o n s

annuellement

de 3 à 5

de

kilo-

g r a m m e s de t u b e r c u l e . L ' I g n a m e pays n è g r e d o n n e r a i t p l u s , s u r t o u t si on la récoltait s e u l e m e n t au b o u t de d e u x La r a c i n e d ' I g n a m e se cuit c o m m e dans l'eau de

la

o u dans la v a p e u r

v i a n d e et des

légumes.

ans.

les p o m m e s de t e r r e , b o u i l l i e

d'eau, ou c o u p é e

en m o r c e a u x

avec


74

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Tayoves

Les

T a y o v e s ou Choux-caraïbes,

des A r o ï d é s , g e n r e grandes collet

feuilles

Xanthomosa.

sont

des plantes

De terre

un

s'élève

la

famille

bouquet

de

c o r d i f o r m e s , longuement p é t i o l é e s ; s o u s terre, le

se renfle en

un t u b e r c u l e f a r i n e u x

autour

peut d'autres t u b e r c u l e s l a t é r a u x , qui sont à produire

de

de n o u v e a u x

plants.

Les

se

duquel

grou

dos bourgeons destinés

Indiens

les appellent

Taya

l e u r s t u b e r c u l e s cuits s o n t b o n s à m a n g e r . Cette plante est d ' u n e

culture facile ; mais e l l e est p e u

intéres

sante, car e l l e p r o d u i t p e u . La Maranta arundinacea qui porte, à la Guyane, le n o m

vulgaire

très i m p r o p r e de Sagou, c r o i t s a u v a g e dans les terrains sableux du littoral.

On

en

cultive

quelques

extraire

d e sa r a c i n e râpée, u n e

pieds

sur

les

fécule blanche

habitations et

très

fine

pour avec

l a q u e l l e on fait des p o t a g e s d é l i c a t s .

LES

CÉRÉALES

LE

Parmi

RIZ

les c é r é a l e s , le Riz et le Maïs seuls p e u v e n t ê t r e c u l t i v é s

à la Guyane. L e Riz (Oryza sativa L . ) est u n e p l a n t e de la f a m i l l e des g r a m i n é e s o r i g i n a i r e d e l ' A s i e intertropicale. L e R i z se plaît dans les terres r i c h e s et m a r é c a g e u s e s . Il se m u l t i p l i e d e g r a i n e s qui lèvent

très vite ; u n e s e u l e g r a i n e forme toute

u n e touffe. La m a t u r i t é a r r i v e au b o u t de 4 à 5 m o i s ; m a l h e u r e u s e m e n t , tous les é p i s n e mûrissent pas e n s e m b l e , c e q u i o c c a s i o n n e u n e p e r t e d e t e m p s et e n t r a î n e b e a u c o u p d e m a i n - d ' œ u v r e . On le r é c o l t e sur les t e r r e s basses d e la c ô t e d e p r é f é r e n c e ; mais


LE FORT CÉPÉROU LA CASERNE ET LA BATTERIE

(d'après une photographie deM.Chaumier. de Cayenne).

CAYENNE. —


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

75

les n o i r s B o s c h s et Bonis le cultivent dans l'intérieur sur les

rives

des fleuves et des rivières et sur les p l a t e a u x , à l ' o m b r e des g r a n d s a r b r e s qu'ils laissent d e b o u t de ci de là dans l e u r s abatis. Le m e i l l e u r Riz que j'ai m a n g é

à la G u y a n e avait été r é c o l t é c h e z

des n è g r e s

B o n i s sur l'Anna (Haut M a r o n i ) . La récolte d u r e à peu près un m o i s ou six s e m a i n e s ; on est o b l i g é de récolter les épis un à un au fur et à m e s u r e de l e u r maturité. Les épis c u e i l l i s en petites gerbes à la main sont rapportés à la case. On les bat avec un

bâton p o u r en détacher le g r a i n q u ' o n fait sécher

sur des nattes au s o l e i l . Une

première

récolte

rigueur,

en o b t e n i r

tombent

en m a i ,

pendant

2 ou 3 années

se faisant

une

juin

en

deuxième

et j u i l l e t ,

mars et a v r i l ,

après

et

les g r a n d e s

même

c o n s é c u t i v e s , sur

o n peut à la pluies

une troisième le même

qui cela

emplacement.

En saison s è c h e , le c h a m p a l'aspect

d'une p r a i r i e v i v a c e ,

dans les terrains bas el

Mais la p r i n c i p a l e

marécageux.

et

surtout

r é c o l t e est

t o u j o u r s celle de mars et a v r i l . Le Riz

est

aujourd'hui

la

base de la n o u r r i t u r e

des tribus

de

n è g r e s du Maroni et du T a p a n a h o n y . P o u r s é p a r e r le g r a i n

de

la balle qui l ' e n v e l o p p e , o n le p i l e à

la main au m o y e n d ' u n p i l o n en b o i s dans un m o r t i e r ad hoc lement

en

b o i s . A c h a q u e c o u p de p i l o n p é n é t r a n t dans la

des g r a i n s , le f r o t t e m e n t les d é c o r t i q u e . une

de ces d e r n i e r s les uns c o n t r e les autres

Le pilage

j o u r n é e et d e m i e .

éga masse

d'un

hectolitre

Mais o n

demande

une j o u r n é e à

n e le p i l e qu'au fur

et à

mesure

d e s b e s o i n s , car le riz d é p o u i l l é de son é c o r c e n e se c o n s e r v e

pas

longtemps.

LE

(Zea Mais),

Donache

en c a r a ï b e

et i n d i e n s O y a m p i s ) , Abatixi

MAÏS

et g a l i b i , Ixim

en

tupi

(Amazone

en A r o u a g u e .

L e Maïs est u n e p l a n t e o r i g i n a i r e d ' A m é r i q u e . Elle y était c o n n u e et c u l t i v é e d e t o u t e a n t i q u i t é par les I n d i e n s . C'est u n e p l a n t e

trop

c o n n u e p o u r en faire u n e l o n g u e d e s c r i p t i o n ; e l l e m û r i t à la G u y a n e 4 o u 5 m o i s après a v o i r été s e m é e e n g r a i n s qui d o n n e n t un seul p i e d . Il e x i g e un sol

très r i c h e .

chacun


76 LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN P o u r c o n s e r v e r le Maïs é g r e n é , il faut le m e t t r e e n d a m e s - j e a n n e s ; c'est la n o u r r i t u r e p a r excellence des v o l a i l l e s . Q u a n d le g r a i n est f o r m é et encore tendre, les n è g r e s et les I n d i e n s les c h a r b o n s et se p r o c u r e n t ainsi u n e n o u r r i t u r e

le f o n t r ô t i r

sur

agréable.

Q u a n d le g r a i n est d u r , o n le p i l e dans des m o r t i e r s et sa f a r i n e i n c o r p o r é e a v e c d e la p u l p e d e b a n a n e é g a l e m e n t p i l é e et c u i t e à l ' é t o u f f é e , p r o d u i t u n e e s p è c e d e gâteau q u ' o n n o m m e doconon

dans

la colonie. L e Maïs n e réussit pas très b i e n à la G u y a n e à c a u s e d e la t r o p grande

humidité

de l'air au v o i s i n a g e d e s f o r ê t s . Il

réussit

beau-

c o u p m i e u x dans les vastes savanes du C o n t e s t é .

Le Bananier Musa paradisiaca

L. ; Musa sapientum

A v e c le m a n i o c , le B a n a n i e r o c c u p e le p r e m i e r plantes

alimentaires

nomment Balatanna,

de

L.

rang p a r m i

les

la Guyane. Les Caraïbes et les Galibis

Palourou;

le

les Arouagues Platema. L a n g u e T u p i

du B r é s i l . Pacoba, etc. Il est originaire de l ' I n d e , de l ' a r c h i p e l Malais et d e l ' O c é a n i e . La G u y a n e e n p o s s è d e q u i n z e à seize v a r i é t é s qui se divisent dites

qui

en ne

deux

c a t é g o r i e s p r i n c i p a l e s : les Bananes

se m a n g e n t

que

c u i t e s , et

les B a c o v e s

proprement ou

Bananes

f i g u e s , q u i se m a n g e n t c r u e s et s o n t un e x c e l l e n t fruit d e

dessert.

L e B a n a n i e r , d e t o u t e v a r i é t é , v e u t un sol très r i c h e , chaud

et

humide.

On

un climat

le m u l t i p l i e des rejets q u i p o u s s e n t

autour

d e s o n p i e d . Il a c q u i e r t t o u t e sa c r o i s s a n c e au b o u t d ' u n an p e n d a n t l e q u e l se d é v e l o p p e n t s u c c e s s i v e m e n t 6 o u 8 g r a n d e s f e u i l l e s v e r t e s et f r a î c h e s q u i en f o r m e n t la c i m e . Il j e t t e a l o r s s o n r é g i m e , d'épi

incliné

portant

à sa base les fleurs f e r t i l e s

qui

sorte

deviendront

d e s fruits et à l ' e x t r é m i t é les fleurs s t é r i l e s q u i s è c h e n t et t o m b e n t a p r è s s'être é p a n o u i e s . Il s ' é c o u l e e n v i r o n 2 à 3 m o i s e n t r e la p r e mière apparition

du r é g i m e et s o n e n t i e r d é v e l o p p e m e n t .

t i g e est a n n u e l l e et p é r i t a p r è s a v o i r

fructifié.

Chaque


LA

GUYANE FRANÇAISE ET

CONTESTÉ

L'ANCIEN

FRANCO-BRÉSILIEN 77

Quand o n p l a n t e tout un terrain en B a n a n i e r s , il faut t e n i r c o m p t e des 4 o u 5 rejets q u e p r o d u i r a chaque p i e d v e r s la d e u x i è m e a n n é e et

laisser un e s p a c e

suffisant e n t r e

chaque

plant,

environ. C h a q u e p i e d p l a n t é à 60 c e n t i m è t r e s

3 ou

4

mètres

de p r o f o n d e u r

doit

être chaussé de terre m e u b l e a v e c s o i n à m e s u r e q u ' i l g r a n d i t . Un h e c t a r e p e u t d o n n e r ainsi j u s q u ' à 4 0 . 0 0 0 k i l o s de B a n a n e s . On cuit les Bananes en r a g o û t a v e c de la v i a n d e , b o u i l l i e s dans l ' e a u , s o u s la c e n d r e c h a u d e o u au f o u r et frites à la p o ë l e , sont

très a g r é a b l e s

les p i l e r

pour

Bananiers

en

au

palais

des E u r o p é e n s .

faire u n e pâte d o n t

produisent

en

toute

saison.

Les n o i r s

ils

sont

On

pourrait,

elles

aiment à

très f r i a n d s . en

Les

cultivant

les Bananes en g r a n d , en c r é e r u n e g r a n d e i n d u s t r i e c o l o n i a l e p o u r l ' e x p o r t a t i o n , soit s é c h é e s au s o l e i l o u au m o y e n d ' é t u v e s d e disséc a t i o n , soit en c o n s e r v e s a l i m e n t a i r e s s o u d é e s dans l e s q u e l l e s o n les c o n s e r v e r a i t dans le s i r o p de c a n n e s . On p e u t e n c o r e s é c h e r les Bananes vertes et m o u d r e l e u r s u b s t a n c e r i c h e en a m i d o n

en

farine

et d é p o u r v u e de s u c r e p o u r

l'ali-

mentation de certains convalescents.

L'Arbre (Artocarpus

La p r e m i è r e

incisa

à

pain

L ; Artocarpns

incisa

e s p è c e a p p e l é e A r b r e à pain

p e u d ' i n t é r ê t ; aussi n e p a r l e r o n s - n o u s q u e duit

des

fruits

tout

aussi

L'Arbre

farineux,

pain

Saint-Vincent

par

feuilles

est o r i g i n a i r e

ses

racines

et

des

l'igname

son

Tahiti arbre

du

servir

demande

Maroni

d'où

comme

une

il

présente pro-

goût

et

fut a p p o r t é à

magnifique

utilité p o u r

de rejets

terre

portant

l'alimentation

pour l'ornement

r o u t e s . Il se m u l t i p l i e

traçantes. Il

A Saint-Laurent

de

C'est un

Bligh.

qui, outre

pauvres, peut avantageusement publiques

à châtaigne

de la s e c o n d e qui

nourrissants. à

grandes

supérieurs à

apyrena).

riche

des p l a c e s

qui sortent et

de des de

perméable.

le sol est c o m p o s é d e sable et de


78 LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN terre sède

d'alluvion de

du

fleuve,

nombreux

A cinq ans, l'Arbre est

riche,

il

peut

pieds doivent

l'Administration

p i e d s qui

ont

à pain d o n n e

atteindre

de

arrondis

de diamètre, et

forme

très

viennent à l'extrémité

aréole

(vestiges

le f r u i t ) .

septembre

ou ovales,

et

donner

en

hectare

peut

On

des

fait d e u x

l'autre en

moyenne

70

à

en p r o d u i r e

A v a n t sa m a t u r i t é

80

on

soit au f o u r , o u b o u i l l i a v e c d e la a une grande

analogie

Dans les

qui

trouvent

facilement

cueillir d'une

pays

quelques

janvier. 2

des

récolte

la

en j u i l l e t ,

août

arbre

à

est

réunion et

peut

kilog.

Un

le fruit

et o n

le

cuit

tranches

avec lesquelles

il

t

nourriture: à pain,

L'épidémie

dont

Chaque

d e terre

de g o û t .

leur

décimètre

v i a n d e , soit c o u p é en

pommes

l'un

kilogrammes.

possèdent des A r b r e s

fruits

d'un

kilog.

15.000 à 20.000

complète,

et frit à la p o ê l e c o m m e

soudées

fruits de

Les

de distance

des r a m e a u x .

et

mètres.

des r a c i n e s .

r é c o l t e s : l'une

décembre

10

gros, plus

carpelles

pos-

fruits. Si le sol

9 à

ê t r e p l a n t é s au m o i n s à 10 m è t r e s

L e s fruits

en

réussi.

ses p r e m i e r s

une hauteur

d e l ' a u t r e , à c a u s e du g r a n d d é v e l o p p e m e n t

vert

pénitentiaire

parfaitement

avec

la

à pain,

peine

quelques

les

miséreux

seulement mangues

d'aller

au

bord

route...

Le Genre Theobroma L ;

tribu

Cacaoyer

des Buttueriées.

Théobrominées.

Famille

des

Sterculiacées. De

t o u t e s les c u l t u r e s i n d u s t r i e l l e s

que

l'on

à la G u y a n e , c e l l e du C a c a o y e r serait u n e et en

des

plus faciles.

a z o t e , s'y

dans

les

Les

pourrait

pratiquer

des p l u s r é m u n é r a t r i c e s

terrains a r g i l e u x ,

riches

en

potasse

p r ê t e r a i e n t à m e r v e i l l e . On p o u r r a i t aussi le

savanes

hautes

de peu

à l'état

sauvage

d'étendue

entourées

de

et

planter rideaux

d'arbres. On

le t r o u v e

Camopi,

au

Tumuc-Humac

le l o n g

et sur le

du M a r o n i ,

Counani.

sur

le

haut


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Parmi

les n o m b r e u s e s e s p è c e s q u i , suivant

la nature du

climat et le m o d e

de c u l t u r e en o n t c r é é c o m m e

tés, le T h e o b r o m a

cacao

79

sol,

le

autant de varié

L. et le T h . G u i a n e n s i s , A u b l e t , sont

les

plus répandues. Le C a c a o y e r est pivotante,

un arbre

à grandes feuilles

membraneux ; l a n i è r e rale dans le b o u l o n . de s i l l o n s éclater

alternant

la p u l p e

d'une

avec

des

cotes

d e s q u e l s se

se

autres.

extérieure rouge

le

pour

couvertes

avoir

de b o u t u r e s ;

par

paires.

ces

de t u b e r c u l e s

irré-

g r a i n e . 11 faut

faire

g r a i n s . Celles-ci

ont

enveloppées

mais les s e m i s sont b i e n p r é -

terrain

présente

4

le p i v o t du C a c a o y e r avant

mètres de distance les

dans

d u r e s ou d é c o m p o s é e s à u n e c e r t a i n e latérales à se

à calice

fleurs

adhérente.

multiplie Si

à racine

et l i n é a i r e , en s p i -

d e trois o u

trouve une

f é r a b l e s . On plante les p i e d s à 3 o u des

entières;

longue

conique ou p y r a m i d a l e i r r é g u l i è r e et sont

pellicule

L'arbre

ou

très

hauteur

est g r o s et o b l o n g , m a r q u é dans sa l o n g u e u r

sous chacun

forme

une

digitées

des pétales

Etamines par g r o u p e

L e fruit o u cabosse guliers,

de 4 à 8 m è t r e s de

son

sous-sol

profondeur, on

uns

des

roches

doit

couper

de le p l a n t e r , afin de f o r c e r les r a c i n e s

développer.

Les j e u n e s plants d e Cacaoyers étant très d é l i c a t s , o n plante dans les i n t e r v a l l e s vent

des

Bananiers

qui p o u s s e n t

d'abri p e n d a n t 3 ou 4 ans et d o n n e n t

attendant

très vite et

leur

ser

un r e v e n u suffisant

en

mieux.

T o u s les 100 m è t r e s , au m o i n s , il est b o n de p l a n t e r d e s r i d e a u x d ' a r b r e s p e r p e n d i c u l a i r e m e n t a u x v e n t s d o m i n a n t s : des R o u c o u y e r s , des O r a n g e r s o u des B a m b o u s . On p o u r r a i t essayer Le C a c a o y e r c o m m e n c e c'est à partir d e dix

à rapporter vers cinq

les E u c a l y p t u s .

o u six ans,

mais

ans q u ' i l d o n n e ses p l u s b e l l e s r é c o l t e s . A la

G u y a n e , l ' a r b r e p o r t e c o n s t a m m e n t des fleurs et des fruits.

Quand

la c a b o s s e est j a u n e et m û r e o n la d é t a c h e d e l ' a r b r e , et on l ' o u v r e soit a v e c un c o u t e a u , res p o u r aux p i e d s

en

extraire

les

pendant cinq visiter

o n l'écrase l é g è r e m e n t

les g r a i n e s ;

des Cacaoyers

On laisse f e r m e n t e r gar,

ou

pour

les g o u s s e s

servir

de

entre deux sont

pier-

abandonnées

fumier.

les g r a i n e s dans un r é c i p i e n t , sous un

han-

à six j o u r s , en ayant s o i n de les r e m u e r et de

journellement.


80

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Quand les

graines

sont

débarrassées

de

leur

pellicule

par

f e r m e n t a t i o n et o n t a c q u i s e x t é r i e u r e m e n t u n e b e l l e c o u l e u r brun

et j a u n e

paille

sécher pendant

à

l ' i n t é r i e u r , il n e reste

c i n q o u six j o u r s sur

ayant s o i n d e r e m u e r s o u v e n t cation

des

rouge

p l u s q u ' à les

nattes o u

la

faire

d e s t o i l e s en

les g r a i n e s p o u r a m e n e r

une

dessi-

uniforme.

Un C a c a o y e r e n p l e i n e p r o d u c t i o n , peut donner 100

de

kilog.

1 kilog. à 4 kilog.

d'amandes

sèches

dans

de

d'amandes

valent

de

bonnes

conditions,

s è c h e s par

130 à

170

fr.

année. Il y

a

lieu de faire r e m a r q u e r q u e ces p r i x s o n t m a j o r é s de 52 francs à l'entrée

en

France

p o u r les

provenances

des

colonies

françaises

et de 104 francs par 100 k i l o g . p o u r les p r o v e n a n c e s é t r a n g è r e s . Il y avait a u t r e f o i s dans l'île

de Cayenne,

de C a c a o y e r s , n o t a m m e n t du c ô t é

de

belles

plantations

du M a h u r y , mais ces

plantations

sont a u j o u r d ' h u i quasi a b a n d o n n é e s faute d e m a i n - d ' œ u v r e . M. C l é o b i e , de C a y e n n e ,

essaie

e n ce m o m e n t

de

relever

sur

ce

point

c e t t e c u l t u r e , en a s s o c i a t i o n a v e c M . F. P o t i n , d e Paris (1) ; n o u s leur s o u h a i t o n s la m e i l l e u r e des réussites p o u r e u x et p o u r la

Le

Le Caféier, originaire de

hauteur

Guyane duit

que

l'on

et j u s q u ' a u

Caféier

d e l ' A r a b i e , est un arbuste de 3 à i m è t r e s trouve

dans

Tumuc-Humac,

toutes

les h a b i t a t i o n s

c h e z les I n d i e n s . Il

se

de

la

repro

d e r e j e t s et d e s e m i s d e ses g r a i n e s . L e fruit a la f o r m e et la

grosseur

d'une

(1) M. Delbois

cerise.

est

le

La

pulpe

représentant

Montsinéry,

contient

autorisé

C a y e n n e . G r â c e à ses l o u a b l e s efforts, u n e (2)

colonie (2).

et

deux

de

compétent

ces

de

grains.

M. P o t i n , à

ancienne plantation abandonnée, à

faute de m a i n - d ' œ u v r e , v i e n t d'être n e t t o y é e et r e m i s e au point.

Pour plus amples

renseignements,

v o i r Le Cacaoyer

et sa culture,

H . L e c o m t e , d o c t e u r è s - s c i e n c e s , et C. C h a l o t , d i r e c t e u r d u j a r d i n d'essai L i b r e v i l l e , 3, r u e R a c i n e , P a r i s .

par de


FRANCO-BRÉSILIEN

81

q u e tout le m o n d e c o n n a î t , a p p l i q u é s l ' u n c o n t r e l'autre sur

leur

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ

partie plate f e n d u e

suivant

dans les terres hautes et ces o ù le r u i s s e l l e m e n t

le g r a n d a x e de la g r a i n e .

Il

se

naturel

des eaux

se

fait sans é r o s i o n .

vient aussi très bien dans les terrains de p l a i n e suffisamment nés.

plaît

s è c h e s , d e p r é f é r e n c e sur les p e n t e s d o u -

Il c o m m e n c e à p r o d u i r e à trois ans, d o n n e son m a x i m u m

production

de

7 à 14 ans et peut

vivre

une

cinquantaine

Il

draî de

d'an-

n é e s dans les terrains p r o f o n d s et m e u b l e s c o n v e n a b l e m e n t c h o i s i s . J u s q u ' à p r é s e n t , la g r a n d e

culture

industrielle

de c e t t e

plante,

n'a pas été faite à la G u y a n e , à cause s u r t o u t de la g r a n d e q u a n t i t é d e m a i n - d ' œ u v r e q u ' e l l e y e x i g e ; les Caféiers p o r t a n t en t o u t e saison des fleurs et des f r u i t s , il faut se l i v r e r à u n e c u e i l l e t t e tante et a t t e n t i v e , sans c o m p t e r

les n o m b r e u x sarclages

cons

que

l'on

d o i t r é p é t e r s o u v e n t sous un c l i m a t h u m i d e . C e p e n d a n t le Café réussit très b i e n à la G u y a n e et c e l u i q u e l ' A d ministration

p é n i t e n t i a i r e r é c o l t e à la m o n t a g n e

d ' A r g e n t et

celui

de M. P i e r r e t , à la m o n t a g n e T i g r e , p r o u v e n t s u r a b o n d a m m e n t l e u r q u a l i t é s u p é r i e u r e et l e u r a r o m e

délicieux,

que

cette

par

culture

m é r i t e à tous é g a r d s d'y p r e n d r e de l ' e x t e n s i o n et doit y être e n c o u r a g é e p a r des p r i m e s . L e s p l a n t a t i o n s se font

régulièrement

c o m m e p o u r le C a c a o y e r ,

à la d i s t a n c e de 2 à 2. m. 50 entre. c h a q u e p i e d , sur des terrains d e forêts en p e n t e d o u c e sur l e s q u e l s on laisse de distance en d i s t a n c e , après d é f r i c h e m e n t ,

des a r b r e s

inoffensifs à r a c i n e

pivotante

qui

s e r v e n t à a b r i t e r les plants des t r o p fortes c h a l e u r s . On p e u t aussi p l a n t e r des B a n a n i e r s ,

du

Manioc

et

des arbres f r u i t i e r s

m ê m e but eu terrain de p l a i n e . Ces p l a n t a t i o n s niront

au

d'attendre

colon

des

ressources

pécuniaires

dans

le

intercalaires four-

qui

lui

permettront

ses p r e m i è r e s r é c o l t e s d e C a f é .

Ces n è g r e s B o n i s et B o s c h s et m ê m e les I n d i e n s , plantent a u j o u r d'hui

du Café en p e t i t e q u a n t i t é p o u r

leur c o n s o m m a t i o n

person-

n e l l e , en p l e i n e forêt o ù il vient très b i e n . L e Caféier qui atteint 1 m. 8 0 de hauteur doit être étêté du b o u r g e o n central

et

terminal

afin d e

p e r m e t t r e le

développement

de

ses b r a n c h e s latérales, c e qui facilite la c u e i l l e t t e des c e r i s e s sans échelle. Un h e c t a r e

peut

contenir

2.000

pieds

produisant

dès

la 6

troi-


82

LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

s i è m e a n n é e de 5 0

à 100

250 à 300 g r a m m e s

grammes

par

p i e d et u n e

moyenne

à la fin de la q u a t r i è m e a n n é e . L e

prix

de d'un

k i l o g r a m m e d e Café étant

de 2 fr. à 2 fr. 5 0 . le c o l o n p e u t c o m p -

ter

café

que

chaque

pied

de

0 . 8 0 c e n t i m e s . Mais à partir

peut

de

la

rapporter 5

à la

me

une

12

moyenne

a n n é e , il

m e

de peut

t a b l e r sur u n e m o y e n n e de 1 f r a n c p a r p i e d , c e q u i fait 2 . 0 0 0 f r a n c s par h e c t a r e . C'est

surtout

sur les c o l l i n e s

de K a w ,

entre

l'Oyapock

et

le

M a h u r y , et dans l'ile d e C a y e n n e q u e réussiraient d e p r é f é r e n c e les p l a n t a t i o n s de Café à la G u y a n e . Il est

b o n de faire r e m a r q u e r q u e le p l a n t e u r

de Café des c o l o -

nies françaises j o u i t , sur le m a r c h é m é t r o p o l i t a i n , d ' u n

traitement

de f a v e u r : u n e d é t a x e de 0 fr. 78 par k i l o . j'ai

eu

l'occasion

Guyane, à Cayenne

Partout

ou

au M a r o n i , j'ai p u c o n s t a t e r q u e s o n

de

boire

du

Café

du

pays à

et sa s a v e u r s o n t de b e a u c o u p s u p é r i e u r s à c e u x q u i v i e n n e n t Brésil o u d ' a i l l e u r s .

du

Il est c e r t a i n q u e si le Café d e la G u y a n e était

p l u s c o n n u , il o b t i e n d r a i t la f a v e u r des g o u r m e t s élevé permettrait d'en

et s o n p r i x p l u s

faire a v e c p l u s d e s u c c è s la c u l t u r e .

Le

Roucouyer

Bixa Orellana.

Le Boucouyer, originaire temps connu

la

arôme

Famille

des Bixinées

de l ' A m é r i q u e tropicale, a été

et utilisé p a r les I n d i e n s

a r b r e t o u j o u r s v e r t , à g r a n d e s et b e l l e s celles ordinaires munis de

comme

teinture.

fleurs

rougeâtres

de tout C'est à

un

pédi-

c i n q g l a n d e s au-dessus d u c a l i c e . Il se

m u l t i p l i e de g r a i n e s et d e b o u t u r e s . S o n fruit est u n e c a p s u l e é p i n e u s e d é h i s c e n t e p a r d e u x v a l v e s et r e n f e r m a n t

un g r a n d

nombre

de graines o v o ï d e s , dont on extrait une matière colorante rougeâtre q u i a b e a u c o u p de m o r d a n t et est par cela m ê m e u n e

teinture

i n d u s t r i e l l e très r e c h e r c h é e . L ' a r b r e d e m a n d e un c o m p o s é

de

terres d e b r u y è r e

et

de

terre


CAYENNE — Avenus D'ESTRÉES

(d'après une photographie de M. Chaumier, de Cayenne).


LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 83 f r a n c h e . Si l ' o n v e u t en faire u n e p l a n t e d ' o r n e m e n t p o u r les jard i n s , les b o u t u r e s s o n t p r é f é r a b l e s p a r c e q u ' e l l e s d o n n e n t p l u s v i t e d e s fleurs. Mais à la G u y a n e , les s e m i s s o n t p r é f é r a b l e s . L ' a r b r e p r o d u i t au b o u t d e

t r o i s ans. Il p o r t e c o n s t a m m e n t des

fruits ; mais b e a u c o u p

m a t u r i t é se

reconnaît

facilement à

e x p é r i e n c e . Sur l'habitation Guyane, fondée

la

d'elle-même.

La f a b r i c a t i o n o u p r é p a r a t i o n du R o u c o u d e m a n d e u n e en

et d e s

p l u s en n o v e m b r e et d é c e m b r e et v e r s les

m o i s d'avril et de m a i . La gousse qui s'ouvre

fleurs

par

certaine

P o r t a i au M a r o n i , le m o d è l e du

feu

MM.

Bar,

dirigée

genre

aujourd'hui

par

M. D i c k , o n c o m m e n c e par r é c o l t e r les fruits m û r s dans des p a n i e r s . Ces fruits s o n t o u v e r t s à la m a i n , et o n r e t i r e les g r a i n e s q u i s o n t mises dans un r é c i p i e n t q u e l c o n q u e , un seau en b o i s de p r é f é r e n c e . Quand on

a ainsi o b t e n u u n e c e r t a i n e q u a n t i t é d e ces g r a i n e s , o n

les fait passer e n t r e d e u x c y l i n d r e s de f o n t e t o u r n a n t r a p i d e m e n t en sens i n v e r s e l ' u n de l ' a u t r e , p o u r les b i e n é c r a s e r et en e x p r i m e r l e jus

rougeâtre

que l'on

tamise et q u ' o n

laisse f e r m e n t e r

pendant

h u i t j o u r s dans des a u g e s ou c a n o t s en b o i s c r e u x , ( t r o n c s d'arbres c r e u s é s à c o m p a r t i m e n t s ) dans l e s q u e l s o n a soin de le brasser j o u r n e l l e m e n t . L e jus de B o u c o u e x h a l e u n e o d e u r p é n é t r a n t e et fétide qui

lui

est

particulière pendant

la f e r m e n t a t i o n

surtout.

tamise d e n o u v e a u a v e c des tamis très fins et o n le chauffe

On

le

ensuite

dans d e g r a n d e s c h a u d i è r e s ; la m a t i è r e r o u g e m o n t e à la s u r f a c e o ù e l l e est é c u m é e et m i s e d e c ô t é . On fait d e n o u v e a u b o u i l l i r les é c u m e s o b t e n u e s , p e n d a n t 12 h e u r e s , en ayant s o i n d e les r e m u e r a v e c u n e p a l e t t e . On r e c o n n a î t q u e la p r é p a r a t i o n est au p o i n t q u a n d la m a t i è r e c o l o r a n t e en f o r m e d e p â t e , est d ' u n beau r o u g e de f e u , et se d é t a c h e f a c i l e m e n t d e la p a l e t t e . En g é n é r a l ,

plus on

travaille p a r m a c é r a t i o n la pâte ainsi o b t e -

n u e , p l u s la c o u l e u r est v i v e . Il n e reste p l u s ainsi q u ' à la mettre e n fût p a r c o u c h e s

s é p a r é e s e n t r e e l l e s et s o i g n e u s e m e n t

p é e s p a r des f e u i l l e s d e Balisier o u

de

envelop

Bananier.

Un fût de 2 0 0 k i l o s a un p r i x v é n a l q u i varie de 100 à 600 francs. L e s I n d i e n s , o u p l u t ô t les f e m m e s i n d i e n n e s , f a b r i q u e n t le B o u c o u e n écrasant ses g r a i n e s a v e c

les mains e n d u i t e s d ' h u i l e

Christi. Cette d e r n i è r e p l a n t e p o u s s e un v a g e à la G u y a n e .

de

Palma-

p e u p a r t o u t à l'état sau-


84

LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRESILIEN

L a Canne à sucre spontaneum

Saccharum

Cette c u l t u r e c o l o n i a l e par excellence, est a u j o u r d ' h u i si

connue

q u e p o i n t n'est b e s o i n d'en parler l o n g u e m e n t . M. Vitalo, de Cayenne, l'a p r a t i q u é e a v e c succès à quelques k i l o m è t r e s de la v i l l e . On cul tive la Canné à .Mana et dans les c o n c e s s i o n s p é n i t e n t i a i r e s d e Saint M a u r i c e du Maroni où l'Administration où elle f a b r i q u e également

au f a m e u x r h u m de Mana d o n t j'ai déjà II est

facile de

acclimatés

el

d'or,

déjà

ayant que

comme

parlé.

se procurer dans le pays m ê m e , des plants fait

taines variétés réussissent prouvé

possède une usine à sucre,

un r h u m d é l i c i e u x qui fait c o n c u r r e n c e

leurs

p r e u v e s . Suivant

mieux.

les

déjà

terrains,

cer-

T o u t compte fait, l'expérience a

les Cannes T a m a r i n . B o i s

rouge blonde,

l'a démontré aussi M. Delteil (1),

Poudre

d i r e c t e u r d e la sta-

tion a g r o n o m i q u e de la M a r t i n i q u e , s o nt à la Guyane, les p l u s riches en

sucre

cristallisable.

La Canne à s u c r e est

une grande

herbe v i v a c e . atteignant de 1 à

4 mètres de h a u t e u r . Les tiges issues de son r h i z o m e sont d r e s s é e s , cylindriques, lisses, n o u e u s e s , de c o u l e u r j a u n e , r o u g e â t r e ,

violacée

ou tachetée suivant les variétés qui s o nt i n f i n i e s ; les feuilles

longues

s o n t d i s t i q u e s , rapprochées et emboîtées, f o r m é e s d ' u n e l o n g u e g a i n e l a r g e m e n t o u v e r t e , p a r c o u r u e s d'un g r a n d n o m b r e d e fines

nervures

l o n g i t u d i n a l e s et creusées sur la l i g n e médiane d ' u n p r o f o n d

sillon

p â l e , convexe en d e s s o u s . Quoique les s e m e n c e s très petites de la Canne soient a u j o u r d ' h u i c o n n u e s et puissent se développer à la f a v e u r d ' u n e g r a n d e h u m i d i t é à l'ombre, o n r e p r o d u i t

t o u j o u r s la C anne par b o u t u r e s et r e j e t s .

Le climat h u m i d e de la Guyane est

très

f a v o r a b l e au développe-

ment de la Canne à s u c r e . Les petites vallées et les plateaux faible

altitude

adossés à des f o r ê t s ou

à des

d'une

m o n t a g n e s , s o n t les

m e i l l e u r s e n d r o i t s p o u r la culture. (1) V o i r de A . DELTEIL : La canne Manuel

de cultures

coloniales,

à sucre

1886, chez

par, SAGOT et RAOUL.

Challamel,

Paris.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN La Canne à s u c r e se c o n t e n t e de terres l é g è r e s , beaucoup humus.

mieux

et p r o d u i t

d'avantage

dans

les

85

mais elle terres

vient

riches

Dans les p r e m i è r e s , e l l e é p u i s e vite le sol et dépérit

en à la

deuxième ou troisième récolte. Le s o l d o i t être l a b o u r é et f o u i l l é a v e c s o i n . P o u r faciliter l ' é c o u lement des e a u x , o n d o i t faire les s i l l o n s dans le sens de la

plus

g r a n d e p e n t e p o u r les terrains à p e u p r è s plats et p e r p e n d i c u l a i r e s p o u r les g r a n d e s p e n t e s . 11 faut e n f o u i r dans le c h a m p les hagasses et les f e u i l l e s e n c o r e h u m i d e s , f u m e r et c h a u l e r s u r t o u t , 2000 k i l o g . par h e c t a r e . On n e r i s q u e pas d e se t r o m p e r à la G u y a n e , il n'y a de c a l c a i r e n u l l e part. Enfin, e m p l o y e r aussi l ' e n f o u i s s e m e n t à p o i n t , sitôt l e u r

floraison,

des p o i s mascate plantés p r é a l a b l e m e n t

dans le

c h a m p p o u r e n r i c h i r la terre d ' a z o t e . On p l a n t e la Canne par b o u t u r e s à la saison des p l u i e s en q u i n c o n ces à 1 m è t r e de d i s t a n c e , p o u r r é c o l t e r au b o u t de 18 m o i s e n v i r o n en p l e i n e saison s è c h e . coloration,

On r e c o n n a î t

à la d i s p o s i t i o n de

q u e la Canne est

ses feuilles

supérieures

m û r e à sa qui

seules

restent en éventail s e r r é , à la s o n o r i t é de la t i g e , e t c . La c o u p e se fait au sabre d'abatis au ras du s o l . le p l u s h o r i z o n t a l e m e n t p o s s i b l e , p o u r faciliter la p o u s s e des r e j e t s . A u s s i t ô t après la c o u p e , o n sarcle a u t o u r de la s o u c h e , et o n f u m e en r e c o u v r a n t l ' e n g r a i s à u n e c e r t a i n e p r o f o n d e u r , cela facilite

l'en

r a c i n e m e n t des r e j e t s . Dans la p r a t i q u e , o n se c o n t e n t e de p l a n t e r tous les q u a t r e , c i n q o u six ans dans les terres l é g è r e s , et o n va j u s q u ' à d i x et d o u z e ans dans les très b o n n e s t e r r e s .

Le Famille

Le

Tabac

est

T a b a g o . Il p o u s s e essai d e

culture

originaire

Tabac des

d'une

Solanées

petite

île d ' A m é r i q u e ,

nommée

à l'état sauvage à la G u y a n e française ; mais a u c u n s u i v i e n ' e n a jamais été fait

1° P a r c e q u e

cette


86

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

c u l t u r e est r é g l e m e n t é e et q u e les tracasseries

de l'Administration

compétente p o u r l'application de ces règlements surannés ont d é c o u ragé tous turc

c e u x q u i e n o n t essayé la c u l t u r e ; 2° P a r c e q u e la

du T a b a c

et sa p r é p a r a t i o n

demandent

beaucoup de

cul-

soins.

OYAMPISDUHAUT-OYAPOCK (d'après une photographie).

C e p e n d a n t , sa q u a l i t é n'est pas i n f é r i e u r e de P o r t o - R i c o . A u Contesté brésilien

à c e l u i d e La Havane o u

où n'existent

r è g l e m e n t s e n q u e s t i o n , o n le p r é p a r e e n carottes poignet,

fortement

pas e n c o r e l e s

d e la g r o s s e u r du

s e r r é e s , a v e c u n e l i a n e , et s o n a r ô m e s u p é r i e u r

le fait p r é f é r e r au T a b a c d e la R é g i e . L e s I n d i e n s et les B o s c h s d u Haut-Maroni e n c u l t i v e n t villages p o u r leur usage

q u e l q u e s p i e d s dans le v o i s i n a g e personnel.

de leurs


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Le

87

Coton

L e C o t o n , comme les é p i c e s , fut a u t r e f o i s

c u l t i v é à la Guyane ;

mais o n n'en

t r o u v e p l u s q u e d e p e t i t e s cultures c h e z

les n o i r s du

Maroni et du

T a p a n a h o m y et c h e z les I n d i e n s de la haute G u y a n e .

L e s f e m m e s i n d i g è n e s , à l'aide d ' u n e p e t i t e q u e n o u i l l e e n f o r m e de fourche

colon

au

q u ' e l l e s assujettissent sous moyen

d'un

r o n d e l l e de b o i s o u

fuseau

l e u r aisselle g a u c h e ,

t e r m i n é dans

le bas par

filent

le

une petite

d ' é c o r c e . A v e c le fil ainsi o b t e n u , les h o m m e s

t e n d e n t , s o u s l ' a u v e n t de l e u r case, u n e d o u b l e r a n g é e d e fils, c o u p é e d e d e u x lattes en b o i s p o l i q u i , par l e u r d i s p o s i t i o n très s i m p l e p e r m e t t e n t le tissage très s e r r é des hamacs d o n t la s o l i d i t é à toute é p r e u v e les fait p r é f é r e r à n o s tissus s i m i l a i r e s

d'Europe.


LES

VÉGÉTAUX

FRUITIERS

L'Ananas

L ' A n a n a s est o r i g i n a i r e d'Amérique. Il d e m a n d e un sol très r i c h e et p r o d u i t un fruit

quinze

mois

après sa p l a n t a t i o n en b o u t u r e s ou en rejets pris à la base d'un

pied

quelconque.

On

conique

cultive

et s a v o u r e u x

«à la

un

an

ou

G u y a n e p l u s i e u r s variétés :

l'Ananas

c o m m u n , l ' A n a n a s M a ï p o u r i (tapir) sans é p i n e s et l ' A n a n a s M a ï p o u r i épineux

qui

donnent

des

L'écorce

du f r u i t , d ' a b o r d

fruits

énormes

vert p â l e ,

pesant p l u s i e u r s

devient

en

mûrissant,

kilos. d'un

j a u n e o r a n g é très vif. L ' A n a n a s se m a n g e

cru et p e u t aussi se c u i r e en c o m p o t e ou en

confiture. On f a b r i q u e avec l ' A n a n a s f e r m e n t é un vin g é n é r e u x et f o r t agréab l e , assez a n a l o g u e a v e c les v i n s s u c r é s de F r o n t i g n a n .

L'Oranger L ' O r a n g e r a été i n t r o d u i t en

Amérique

par les c o m p a g n o n s

C h r i s t o p h e C o l o m b aussitôt a p r è s la d é c o u v e r t e .

de


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

90

A 6 o u 7 ans a p r è s a v o i r été s e m é , il fructifie p o u r fois.

Il atteint 5 à 6 m è t r e s de

hauteur.

A

cause

la

première

du g r a n d

déve-

l o p p e m e n t d e ses r a c i n e s traçantes, il faut é v i t e r d e le p l a n t e r au voisinage

de plantes auxquelles

il p o u r r a i t n u i r e , et n o t a m m e n t à

p r o x i m i t é des c a r r e a u x d e l é g u m e s . L'Oranger

donne

des fruits en

toute

saison, plus

abondamment

dans la saison des p l u i e s . Les O r a n g e s o n t l ' é c o r c e jaune et s o n t b e a u coup

plus douces que celles d'Europe.

mais d ' u n e

valeur

Elles sont

nutritive presque n u l l e ;

rafraîchissantes,

e l l e s se gâtent vite

et

on ne peut q u e les c u e i l l i r au p l u s vite p o u r la c o n s o m m a t i o n o u p o u r la v e n t e au m a r c h é .

L e Citronnier L e C i t r o n n i e r (Citrus spinosissima Mey. ) c u l t i v é à la G u y a n e est d ' u n e e s p è c e p a r t i c u l i è r e , ayant une g r a n d e a c i d i t é et la p e a u un a g r é a b l e p a r f u m . Sa c r o i s s a n c e est p l u s r a p i d e q u e c e l l e vu

des

C i t r o n n i e r s dans

des

de l'oranger.

placers a b a n d o n n é s

en

v i e r g e , d o n n e r des fruits m a g n i f i q u e s et a t t e i n d r e

pleine

J'ai forêt

une h a u t e u r

de

7 à 8 m è t r e s . Il d o n n e des fruits toute l ' a n n é e . Ou en c o m p o s e

de

la tisane c i t r i q u e a v e c d e l'eau s u c r é e ; très a g r é a b l e et rafraîchissante.

c'est

une

boisson

tonique

C'est un f é b r i f u g e q u i r e m p l a c e au

b e s o i n la q u i n i n e . Enfin, il est d ' u n

usage c o n s t a n t c o m m e

ment p o u r

et de c e r t a i n s

la p r é p a r a t i o n du p o i s s o n

s u r t o u t à a r o m a t i s e r le p u n c h au r h u m

Condi

mets et il sert

indispensable c o m m e

apé

ritif à t o u t c r é o l e q u i se r e s p e c t e .

Le Manguier Le

M a n g u i e r (Mangifera indica), d e la f a m i l l e des t é r é b i n t h a c é e s ,

a été i m p o r t é

de

l'Asie

en

A m é r i q u e à la fin du s i è c l e

dernier.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN C'est

un

arbre

o b l o n g s , de

magnifique

la g r o s s e u r

auquel on s'habitue Le

Manguier

blement

du

de

d'une

nom

s p h é r o ï d a l e , dont ont

un

ou

Manguier

de M. Saint-Michel habitation —

se

Saint-Michel

fruits

résineux —

proba-

Dunezat, qui en posséda

m u l t i p l i e par s e m i s

et d o n n e ses p r e m i e r s fruits à 7 ou 8 ans dans humide de

les

petit g o û t

vite.

commun

p r e m i e r sur s o n

forme poire,

91

de

le

noyaux

une bonne

terre,

préférence.

La r é c o l t e se fait p e n d a n t

les

p l u i e s , de

novembre

à mars

ou

avril. Le

manguier greffe,

donne

des

fruits p l u s g r o s et plus

r e u x ; p r o d u i t à l'âge de 3 ans et d o n n e des fruits en

savou-

toute

sai

exquis

qui

son. Les

M a n g u e s greffées de

la

Guyane

sont

un

p e u t s o u t e n i r a v a n t a g e u s e m e n t la c o m p a r a i s o n poires Amélie

et

les

et

la

meilleures Mangue

S a i n t - L a u r e n t du

pêches

Mélinon,

d'Europe, cette

fruit

avec les

meilleures

notamment

dernière

plus

la

Reine

commune à

Maroni.

L e M a n g u i e r est

très c o m m u n

c o u b o . Mana et les autres

à Cayenne,

communes.

On

à le

Sinnamary. à trouve

j u s q u e c h e z les Indiens R o u c o u y e n n e s du T u m u c H u m a c et en p l e i n e forêt

v i e r g e , sur les e m p l a c e m e n t s d ' a n c i e n s

même

villages ou

d e p l a c e r s a b a n d o n n é s . Il n'est pas rare d'en t r o u v e r sur les du M a r o n i , des p i e d s isolés q u e les i n o n d a t i o n s y o n t

Pomme

La P o m m e C y t h è r e (Spondias ginaire

de

l'Océanie.

rapidement, et s u c r é s ,

fructifie vers

très

6

ou

multiplie

Evi d e T a h i t i , de n o y a u x ,

7 ans et d o n n e des

p a r f u m é s , d ' u n g o û t très a g r é a b l e .

fait d e n o v e m b r e à mars et a v r i l .

rives

apportés.

Cythère

dulcis Forst).

L ' a r b r e se

Ira-

aujourd'hui

fruits

La

est o r i -

croît

très

acides

récolte

se


92

LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Le Monbin

Le M o n b i n ou p r u n i e r s a u v a g e , Spondias vage dans rantes

les

qui

forêts v i e r g e s , de préférence

aident

g r a i n e s sur les

à la r e p r o d u c t i o n

r i v e s . S o n fruit

de

ovale,

d'une

pulpe

acide

et

très

croît à l'état sau-

au b o r d

l'arbre

en

des e a u x c o u charriant

de la g r o s s e u r d ' u n e

d e c o u l e u r j a u n e , p r é s e n t é , a u t o u r d'un quantité

lutea,

noyau o b l o n g ,

aromatique.

ses

prune,

une

petite

Les g r a i n e s fer-

m e n t é e s d o n n e n t u n e b i è r e s u c r é e très t o n i q u e . Certains p o i s s o n s , c o m m e le C o u m a r o u , sont très friands de M o n b i n s , aussi les p ê c h e t-on

de

préférence

au d e s s o u s de ces a r b r e s ,

res ( 1 ) . Par la greffe

au b o r d des

et des s o i n s de c u l t u r e , le M o n b i n

riviè-

greffé à

la P o m m e C y t h è r e d e v i e n d r a i t un e x c e l l e n t fruit. Le Spondias

appelé à Cayenne

purpurea,

Monbin

J a m a ï q u e , a un

fruit v i o l e t c l a i r , d'un g o û t a g r é a b l e . L ' a r b r e se m u l t i p l i e d e b o u tures.

P o m m e de Cajou ( Anacardium

C'est un et qui

occidentale)

a r b u s t e q u i c r o i t sauvage sur

atteint 2 à 3 m è t r e s d e h a u t e u r .

q u a t r e a n s , un fruit

de f o r m e

et p o r t é e à l ' e x t r é m i t é

le

littoral

Il

p r o d u i t vers

singulière ; l'amande

de

la G u y a n e trois

ou

est e x t é r i e u r e

du f r u i t ; la c h a i r du f r u i t , a c i d e et

astrin-

g e n t e , d ' u n g o û t acre, est f o r m é e par le p é d o n c u l e renflé et d e v e n u pulpeux.

(1) V o i r le c h a p i t r e Chasses et

Pèches.


LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

93

Corossol L e C o r o s s o l , Anona Americana, f a m i l l e des A n o n a c é e s , a r b r e américain

peu é l e v é ,

d'une

croissance

r a p i d e q u i se m u l t i p l i e

par le

semis des n o y a u x d e son fruit assez v o l u m i n e u x , vert et hérissé de petites

pointes

parfumée, pas

et

longtemps

molles. possède

La des

m ê m e dans

chair

en est

propriétés un

sol

blanche,

molle,

soporifiques.

très

riche;

il

acide et

L'arbre ne donne

ses

vit pre-

miers fruits à t r o i s ans.

P o m m e canelle (Anona C'est un arbuste d ' u n e

squammosa)

v é g é t a t i o n a n a l o g u e au

précédent

qui

se

plaît sur les bancs de sable de la c o t e et dans les terrains s a b l e u x . Son

fruit r o n d et

beaucoup

moins volumineux,

a

une chair

a b o n d a n t e , mais s u c r é e et d'un

p a r f u m très d é l i c a t .

Une autre e s p è c e , l' Anona

du

obtusiflora

Brésil

et

du

peu

Contesté

d o n n e de très b o n s fruits.

L'Abriba Rollinia pulchrinervia

est v o i s i n e d e s c o r o s s o l i e r s . S o n fruit est des

plus délicats. Les I n d i e n s la n o m m e n t

Biriba.

Il y a e n c o r e dans la m ê m e f a m i l l e des A n o n a c é e s , le Chirimaya du P é r o u qui est m e i l l e u r e n c o r e et plus d é l i c a t . Il s ' a c c l i m a t e bien à la G u y a n e .

Infusé dans l'eau d e - v i e ,

a r o m a t i q u e e x c e l l e n t e , presque a u t r e . A v i s aux l i q u o r i s t e s .

inconnue,

il p r o d u i t

très

une

liqueur

sans a n a l o g i e a v e c

aucune


94

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Pomme (Eugenia

La Pomme rose est un originaire

petit

rose

Jambon

a r b r e de la f a m i l l e des Myrtacées,

de Malabar, qui se multiplie

la g r o s s e u r d'un

L.)

de g r a i n e s .

S o n fruit,

a b r i c o t , a un goût douçâtre, d un p a r f u m de

de rose

assez prononcé.

C'est u n e Clusiacée, cotier d'Europe. d'un

gros

Les

Abricotier

d'Amérique

(Mammea

americana)

qui n'a d e c o m m u n fruits

noyau ligneux,

arrondis

que le n o m

et très

u n e c h a i r j a u n e et

avec

gros, portent ferme

qui

l'abriautour

rappelle

v a g u e m e n t le g o û t de l ' a b r i c o t d ' E u r o p e . L ' a r b r e se r e p r o d u i t

de

graines. U n e autre e s p è c e , le M a n g o s t a n (Garcinia de l'Asie, s'acclimate

Mangostana),

très b i e n à la G u y a n e .

Le jardin

originaire botanique

de Cayenne en possède quelques pieds.

La

Psidium

porniferum,

Goyave

f a m i l l e des M y r t a c é e s , est c u l t i v é e à la G u y a n e ,

o ù e l l e c r o i t à l'état sauvage un p e u p a r t o u t . L e G o y a v i e r est un a r b r e p e u é l e v é q u i c r o î t r a p i d e m e n t et d e m a n d e u n e t e r r e r i c h e . L e c l i mat s e c lui c o n v i e n t d e p r é f é r e n c e ; il se m u l t i p l i e d e g r a i n e s et d e j e u n e s plants q u i p o u s s e n t a u t o u r des a r b r e s . Il r a p p o r t e au

bout


LA

GUYANE

d e 4 o u 5 ans douçâtre

un

FRANÇAISE

ET

et p r o d u i t

L'ANCIEN

CONTESTÉ

(Myrtacée)

fruit

o d o r a n t , d'un

goût

p e u f a d e . On en fait des c o m p o t e s

Cerisier

Arbuste

95

un fruit j a u n e très

très e s t i m é e s ; les I n d i e n s le n o m m e n t

petit

FRANCO BRÉSILIEN

rouge

confitures

d'Amérique

(Eugenia

Michalii)

au f e u i l l a g e

grêle

à arêtes

et des

Guayaba.

saillantes,

et s e r r é q u i

acide

e s p è c e r o n d e c o n n u e à C a y e n n e est u n e

et

produit

aromatique.

un Une

Malpigbiacée.

Ces arbustes se p l a i s e n t dans d e s t e r r a i n s s a b l e u x et u n e

exposi-

t i o n très a é r é e . On fait des c o n f i t u r e s a v e c l e u r s fruits.

Barbadine,

Deux

lianes d e la f a m i l l e

Maritambour

des Passiflores q u i

délicieux

et très r e c h e r c h é s . La B a r b a d i n e

ris) et

Maritambour

la

(Pass.

tinifolia Juss.

d o n n e n t des

fruits

(Passiflora quadrangulaet

Pass. laurifolia)

ou

P o m m e - l i a n e très c o n n u e a u x A n t i l l e s , se m u l t i p l i e n t d e r e j e t s d e souche ou de marcottes, on

les fait g r i m p e r s u r des t u t e u r s , sur

d e s a r b r e s o u sur des t r e i l l e s en b e r c e a u . L e u r c r o i s s a n c e est r a p i d e . Elles p r o d u i s e n t au b o u t d ' u n an et d e m i à 2 ans et d e m a n d e n t u n sol

riche, fumé

et c o n v e n a b l e m e n t

p r é p a r é . L e fruit d e la Barba-

d i n e est très g r o s , a l l o n g é , d'un v e r t p â l e , les s e m e n c e s sont e n t o u r é e s à l ' i n t é r i e u r d ' u n e e s p è c e d e g e l é e a q u e u s e d ' u n g o û t et d'un p a r f u m très d é l i c a t s . La M a r i t a m b o u r a des fruits j a u n e s , r o n d s o u o v a l e s d e la g r o s s e u r d ' u n p e t i t œ u f ; s o n é c o r c e est m i n c e ,

jaune

o r a n g e , et la g e l é e q u ' e l l e c o n t i e n t est e x q u i s e , b i e n s u p é r i e u r e à


LA

GUYANE

la fraise.

Elle

FRANÇAISE

fleurit

ET L'ANCIEN

CONTESTÉ

FRANCO-BRÉSILIEN

en n o v e m b r e et d é c e m b r e et d o n n e des fruits

en avril et m a i . On la t r o u v e à l'état sauvage dans l e s forêts v i e r g e s et sur les b o r d s des r i v i è r e s .

Papayer (Carica

Connu de

L.)

papaya

t o u t e a n t i q u i t é par les I n d i e n s de

l'Amérique

Caraïbes qui le nomment Ababai. C'est u n e p l a n t e h e r b a c é e

et

les

fibreuse

d ' u n e c r o i s s a n c e r a p i d e et d ' u n p r o d u i t a b o n d a n t . Il e x i g e u n e très bonne

terre

m e u b l e . Il est d i o ï q u e ,

les

fleurs

mâles et les

f e m e l l e s o u h e r m a p h r o d i t e s étant p o r t é e s p a r des p i e d s Son

tronc

feuilles sont

fin

et

découpées

élancé en

est t e r m i n é

pointe.

Les

j a u n e d o r é et situés a u - d e s s o u s

p a r un

fruits du

bouquet

nant au c o l l e t du t r o n c . Ces fruits ont un c o n f i t u r e n a t u r e l l e et un p a r f u m Les p i e d s mâles d o n n e n t

bouquet de

ovoïdes

grandes

volumineux

et de

fleurs

différents.

feuilles

atte-

goût s u c r é c o m m e

une

agréable q u i l e u r est particulier.

à l'aisselle des f e u i l l e s d e g r a n d e s

pani

c u l e s de fleurs d'un j a u n e pâle, o d o r a n t e s . Il y a p l u s i e u r s variétés d e Papayers d o n t o n p e u t c u i r e les fruits verts c o m m e un l é g u m e . L e s nègres b o s c h s et les I n d i e n s les c u l t i v e n t a u p r è s de l e u r s v i l l a g e s .

Sapotillier (Sapota

Achras,

famille

des

Sapotacées)

La S a p o t i l l e est un des m e i l l e u r s fruits d e s pays c h a u d s . On la t r o u v e à l'état sauvage dans les forêts des A n t i l l e s et de

l'Amérique


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

97

du S u d . L'arbre a u n e c r o i s s a n c e très lente, il se multiplie de g r a i n e s et ne d o n n e ses p r e m i e r s fruits que vers l'âge de 9 ou fruits r o n d s ou ovales, c o u l e u r f e u i l l e seurs, c o m m e

10 ans. Les

morte, de différentes

les p è c h e s d'Europe, ont

un é p i d e r m e

fin.

un

r u g u e u x , r e n f e r m a n t u n e chair f o n d a n t e et d é l i c i e u s e , d'un délicat, contenant

grospeu

parfum

u n e ou p l u s i e u r s g r a i n e s a p l a t i e s , n o i r e s ,

et luisantes. Les fruits se mangent

très mûrs au m o m e n t

dures

où ils se

ramollissent.

B a l a t a . Caïmite, Jaune d'œuf, Confiture Macaque (Famille

L e Balata, Mimusops

des

sapotacées)

Balata G., est un g r a n d a r b r e qui c r o î t à l'état

sauvage dans les f o r ê t s d e la G u y a n e , dont le fruit d o u x et s u c r é est bon à m a n g e r . S o n fruit est v e r t , de la g r o s s e u r d'un petit œuf lisse et r o n d , c o n t e n a n t un seul

noyau un p e u p l u s g r o s q u e celui de la

s a p o t i l l e . On p o u r r a i t le p l a n t e r en forêt o u dans des e n d r o i t s frais et en faire u n e c u l t u r e s p é c i a l e q u i , rait de b o n s résultats, étant

donné

tout en l ' a m é l i o r a n t , la v a l e u r q u ' a c q u i e r t

donne de

plus

en p l u s la g u t t a - p e r c h a q u e l'on extrait du latex c o n t e n u dans

son

é c o r c e ( N o u s y r e v i e n d r o n s au c h a p i t r e d e s g o m m e s ) . La C a ï m i t e , Chrysophyllum

Caïmito,

est un

bel a r b r e

qui

donne

des fruits r o n d s , g a r n i s d e p é p i n s p l u s petits q u e la s a p o t i l l e . On en c u l t i v e à C a y e n n e d e u x variétés : l ' u n e d o n n e des fruits verts à chair

pâle

grosseur

et

l'autre

d'une

donne

orange,

des fruits

à épiderme

un

noir

peu et à

plus

forts,

de

chair violacée

v i n e u s e . Ces fruits très r e c h e r c h é s , o n t un g o û t a g r é a b l e q u e m a n g e à la c u i l l è r e q u a n d ils s o n t b i e n L e J a u n e d ' œ u f , Lucuma chair

jaune,

n'est pas

et

mûrs.

c r o î t dans les forêts v i e r g e s .

pâteuse, analogue

l'on

au j a u n e

d'oeuf

Sa

bouilli,

agréable.

Une autre Confiture

sèche

rivicoa,

la ou

sapotacée

Macaque,

peu

connue,

se r e n c o n t r e

que

les

indigènes

nomment

r a r e m e n t dans les b o i s (les s i n g e s 7


98

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

e n d é t r u i s e n t les g r a i n e s grosseur d'un de m ê m e

couleur,

ne

la c o m p a r e r

peux

et les f r u i t s ) , p o r t e

gros citron,

couleur chocolat,

d'un parfum

et d'un

à aucun

g o û t si

fruit

d e la

une

gelée

délicieux, que

je

connu ! Pendant

huit

a n n é e s passées dans les f o r ê t s v i e r g e s , j e l'ai r e n c o n t r é d e u x

fois

s e u l e m e n t , dans l ' i n t é r i e u r .

autre

un fruit r o n d contenant

C'est un a r b r e de m o n t a g n e

probable-

ment e n c o r e non décrit ?

Avocat — Beurre végétal

L'Avocat

est

un

p e t i t a r b r e d e la

le n o m d é r i v e d u m e x i c a i n

famille

Ahua quatl

des

Laurinées,

dont

o u du c a r a ï b e Aouaca,

origi-

n a i r e des A n t i l l e s et d e l ' A m é r i q u e c e n t r a l e ; il était c o n n u et c u l tivé par les I n d i e n s avant l ' a r r i v é e des E u r o p é e n s . de graines fraîches, croit fruit

rapidement

particulier

très

subtil.

On

le

multiplie

et p r o d u i t à 4 o u 5 a n s .

p r é s e n t e , a u t o u r d ' u n n o y a u r o n d assez

fine, g r a s s e , f o n d a n t e e t f r a î c h e ,

Il se

gros, une pulpe

Le très

a n a l o g u e au b e u r r e a v e c un g o û t mange

avec

du

sel

ou

avec

du

sucre. L'arbre

fleurit

en n o v e m b r e

et d é c e m b r e et d o n n e des fruits en

avril et m a i . On e n c u l t i v e à C a y e n n e

p l u s i e u r s v a r i é t é s , à peau

verte ou violette, ronds ou ovales.

Cocotier

La

Guyane

ne

possède

pas

de

grande

culture

industrielle

de

C o c o t i e r , c e p e n d a n t il y v i e n t très b i e n , s u r t o u t sur le littoral, dans les t e r r e s sableuses et m ê m e dans le sable du b o r d d e la m e r . v i e n t é g a l e m e n t très b i e n dans les j a r d i n s et dans les t e r r e s vion

des

rives

des

fleuves.

On

en v o i t

toujours

quelques

Il

d'allupieds


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN a u p r è s des p l u s p a u v r e s

eabanes.

terre u n e n o i x f r a î c h e . Il p o u s s e

99

On le m u l t i p l i e en mettant en d'abord

lentement,

mais

quand

il a pris un beau b o u q u e t d e f e u i l l e s , il g r a n d i t vite et d o n n e ses premiers fruits

vers

7 o u 8 a n s . Un p i e d

peut

donner

d e 50 à

100 fruits p a r a n .

PÉNITENCIER —VUEPRISE DE LA PLAGE DES COCOTIERS (d'après une photographie de l'auteur).

L e s fruits se m a n g e n t verts o u à m a t u r i t é c o m p l è t e , é p o q u e o ù l e C o c o s e c se d é t a c h e

et t o m b e d e l u i - m ê m e à t e r r e .

L'amande

est c o l l é e s u r l e b o i s d e la c o q u e i n t é r i e u r e m e n t , s u r u n e é p a i s s e u r q u i v a r i e d e 1 à 2 c e n t i m è t r e s ; la c a v i t é i n t é r i e u r e est o c c u p é e par u n e eau d o u c e et f r a î c h e a g r é a b l e à b o i r e . La n o i x d e C o c o r â p é e e n t r e dans la c o m p o s i t i o n d e c e r t a i n s a l i -


100

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

m e n t s , n o t a m m e n t a v e c le riz au lait. On en l'ait aussi u n e

espèce

d e n o u g a t c r é o l e très e s t i m é . Le Cocotier et d ' u n

est, en

outré,

usage é c o n o m i q u e

une

plante

oléagineuse

productive

f a c i l e . On p e u t e s t i m e r q u e

12 C o c o s

p e u v e n t f o u r n i r un litre d ' h u i l e p u r e et d e b o n n e q u a l i t é . Le C o c o tier p o u s s e r a i t très b i e n dans c e r t a i n e s savanes s è c h e s à s o l

per-

m é a b l e et o n p o u r r a i t y faire de g r a n d e s p l a n t a t i o n s ; les a r b r e s , espacés colon

de des

10 m è t r e s cultures

les uns

des autres,

intermédiaires

c e qui

pendant

les

permettrait trois

au

premières

années. L'amende

mûre

contient

53

0/0

d'eau,

14

0/0

de

cellulose,

30 0 0 d ' h u i l e , 0,3 0 / 0 d ' a l b u m i n e , un p e u d e s u c r e , de g o m m e quelques

sels. L'eau

contient

1,6 0 / 0

de s u c r e , 0 , 1 6

et

d'albumine,

un p e u de g o m m e et q u e l q u e s sels. A

cause

cause de Cette

de sa

récolte

la n a t u r e m ê m e

l e n t e et du

successive,

fruit, nous

non

simultanée, à

n e c o n s e i l l e r o n s jamais

c u l t u r e c o m m e u n e des p l u s r é m u n é r a t r i c e s à la Guyane ; o n

d o i t lui p r é f é r e r à t o u s é g a r d s c e l l e d e l ' a r a c h i d e , q u i p o u r t a n t y est é g a l e m e n t

d é l a i s s é e . L e seul parti q u ' o n

p u i s s e t i r e r , dans la

c o l o n i e , d ' u n e p l a n t a t i o n d e C o c o t i e r s d e q u e l q u e é t e n d u e , est dans la v e n t e et l ' e m p l o i

des C o c o s frais, c o m m e o n le fait à Cayenne

p o u r la p l a n t a t i o n de M

m e

C h a t o n , v o i s i n e du P é n i t e n c i e r .

P a l m i e r s , C o m o u , Pataoua,

Le Comou et l e Pataoua,

P i n o t , M a r i p a , Paripou,

Ænocarpus

Aouara

M a r t . , et .En.

Bacaba

M a r t . , c r o i s s e n t a b o n d a m m e n t dans les forêts v i e r g e s ; ils des r é g i m e s c h a r g é s de fruits a r r o n d i s o u

ovales,

qui

Pataoua donnent

présentent

a u t o u r du n o y a u , u n e p u l p e m i n c e très r i c h e en h u i l e d o u c e . On jette

de

l'eau

puis on

verse

chaude sur le

sur ces

fruits ; o n

m é l a n g e , d e l'eau

les b r o i e

qui

forme

légèrement, é m u l s i o n . On

tamise et o n a u n e s o r t e d e lait v é g é t a l q u e l ' o n s u c r e et qui est très rafraîchissant

et a g r é a b l e au

goût.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN On fait de m ê m e a v e c le Pinot ou p a l m i e r des marais (en arbre

Oyasai,

l'émulsion

est

rites des Le

d'eau

colorée donne

très g r o s ,

Le Paripou, et

palmier en

caraïbe

d'eau) Euterpe oleracea, s e u l e m e n t

pourpre.

C'est u n e

des b o i s s o n s

favo

Indiens.

Maripa

régime

ou

des

fruits

oblongs

la c h a i r qui

entoure est

Guillielmia speciosa,

et le

très

coniques, noyau

formant

est

répandu

très à

la

p r u n e , se une

mangent

cuits

avec

saveur très a g r é a b l e . semis

et

de

du sel

comme

Guyane, d'une

un l é g u m e , ils

L'arbre est g r ê l e , é p i n e u x

un

bonne.

c u l t i v é dans les j a r d i n s ; ses fruits f a r i n e u x de la g r o s s e u r

p l i e de

101

ont

et se

multi-

aculeatum M e y , et le Pataoua sont

surtout

rejets.

L'Aouara, Astrocaryum

des p a l m i e r s à h u i l e . La m i n c e p u l p e

qui en

couvre

les

noyaux

en c o n t i e n t , ainsi q u e l ' a m a n d e i n t é r i e u r e d u r e qui tapisse la paroi ligneuse

de

la

graine.

l'émulsion

produite

nient dans

l'eau

La

en

première s'obtient

triturant

chaude,

puis en les p r o j e t a n t dans on

curer Le

la d é c a n t e .

En

fortement

trempées

de h u i l e d ' e x c e l l e n t e

forêt qualité

d'Afrique,

oléagineuse plus productive

vierge,

préalable

l'huile on

vient

peut

qui devrait

surnager. surnager

ainsi se

p o u r faire c u i r e les

Elœis

bouillir

les n o y a u x dans un p i l o n

l'eau b o u i l l a n t e ;

pleine

palmier à huile

faisant

et r e c u e i l l a n t l ' h u i l e qui vient

La s e c o n d e s'obtient en brisant et

les g r a i n e s

en

guineensis, est

pro-

aliments.

une

plante

être i m p o r t é e à la G u y a n e .

11 v i e n d r a i t très b i e n sur toute la c ô t e e x p o s é e aux brises de m e r , dans les

terrains

de

sable.

Arachide (Arachis

hypogœa

L.,

Légumineuses)

L ' A r a c h i d e o u P i s t a c h e q u e les Caraïbes nomment Maali, les Espa g n o l s Cacahuets, v i e n t du m e x i c a i n Cacahuata, est o r i g i n a i r e d e l ' A m é rique. et

On p l a n t e

tendre.

Aux

les g r a i n e s , il fleurs

qui

en

sort une tige h e r b a c é e ,

apparaissent

d'abord,

basse

succèdent

de


102

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

petites g o u s s e s

courtes,

duellement

terre où elles

5

mois

en

après

ovales ou arrondies, se

la plantation. Chaque

r o n d e s très oléagineuses, de la réussirait

chide

très bien

riches, plantée en avril pendant

la saison

l'arrachage la cultivent ou

ments

serait

gousse

grosseur

et

mai p o u r Il

sèche.

être

éviter

faut

manger g r i l l é e s

mûrissent

contient

doux

4

récoltée terres

ou

graines

chevrotine. les terrains

les

trop difficile. Les nègres les

et

d'une

à la Guyane, dans

régulièrement et en font pour

qui s'enfoncent gra

développent

L'arasableux

septembre

en

argileuses

Boschs du haut Maroni

usage pour cuire

leurs ali-

feu.

au

Le Sésame (Sesamum

indicum)

Cette plante q u i p o r t e à Cayenne le n o m d'Ouangue se développe et mûrit en 4 m o i s environ. Elle atteint un m è t r e o u demi de

de

hauteur et p o r t e dans de

graines Vers

dans

les

très

fines,

le m o i s de abatis

riches en h u i l e

novembre,

nouveaux

la

on

les a r r a c h e o u

bottes s u s p e n d u e s légèrement

sous

un les

Dans un sol

fatigué,

drait b i e n . Il serait

riche,

on

entre

les les

h a n g a r . Il suffit

sécher

accommoder.

jeunes

en

e n s u i t e de

nous

ne

petites

les

battre

p e n s o n s pas q u e le S é s a m e v i e n -

difficile

en

d'en guère

faire de sarcler

grandes les

cul-

mauvaises

partie.

Il suffit de p i l e r ses g r a i n e s en pâte et de les m ê l e r aux p o u r les

sème

graines.

également

l'étoufferaient

et comestible.

p o u r les faire

tures à la G u y a n e où on ne p o u r r a i t herbes qui

est

multitude

les feuilles c o m m e n c e n t à j a u n i r ,

o n les c o u p e

pour avoir

douce

meilleure s a i s o n ,

le sol

plants de m a n i o c . A u s s i t ô t q u e

un m è t r e et

petites capsules u n e

aliments


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

La

Vigne

La V i g n e , d'après M. J u l e s B o u r q u i n , G a r d e a u x i l i a i r e de m a r i n e et p r o p r i é t a i r e

103

d'artillerie

à Cayenne. peut être cultivée avec succès

à la G u y a n e . Cette c u l t u r e avait été

entreprise,

autrefois,

en

grand, notam-

m e n t par les P è r e s j é s u i t e s , qui a v a i e n t , à f o r c e de s o i n s , a c c l i m a t é des c é p a g e s

et o b t e n u u n e r é c o l t e de vin qui

ne le cédait

en rien

à c e l u i des îles Canaries. Mais ces V i g n e s furent a r r a c h é e s par o r d r e s u p é r i e u r , en vertu du pacte c o l o n i a l qui faisait de n o s c o l o n i e s des marchés

r é s e r v é s et l e u r interdisait toutes les p r o d u c t i o n s

faire c o n c u r r e n c e à c e l l e s de la

pouvant

Métropole.

M. J u l e s B o u r q u i n s'est c o u r a g e u s e m e n t mis à l ' œ u v r e p o u r r e t r o u v e r les p r o c é d é s de c u l t u r e et la m e i l l e u r e a r r i v e r à de b o n s

méthode à suivre p o u r

résultats.

Je c i t e M . J u l e s

Bourquin:

« L e plant de V i g n e mis en terre peut d o n n e r ses p r e m i e r s p r o d u i t s au bout de d e u x ans. au

maximum.

» Certaines b o u t u r e s , bien c h o i s i e s , d o n n e n t m ê m e l e u r s p r e m i è r e s g r a p p e s a p r è s q u a t r e m o i s . Mais c'est

une e x c e p t i o n .

» La V i g n e , à la G u y a n e , p r o d u i t r é g u l i è r e m e n t trois fois par an. » L e raisin p a r v i e n t d o n c à m a t u r i t é en q u a t r e

mois.

» T o u t d é p e n d de la taille. Il faut y p r o c é d e r sitôt après la r é c o l t e p o u r en o b t e n i r

u n e n o u v e l l e après la p é r i o d e

indiquée.

» On p e u t d o n c a v o i r du raisin toute l ' a n n é e , si l'on d i s p o s e d'un n o m b r e d e p i e d s de V i g n e suffisant p o u r en o p é r e r u n e les

taille

tous

mois..

« Il n'y a pas à s ' i n q u i é t e r

de la s a i s o n .

» L ' i n f l u e n c e p r é p o n d é r a n t e sur la taille, c'est

c e l l e d e la l u n e .

» A la G u y a n e , o ù la c h a l e u r s o l a i r e est t o u j o u r s à p e u près é g a l e , l ' a c t i o n de la l u n e c o m m a n d e tous les m o u v e m e n t s d e la s è v e . C'est d o n c à celle-ci

q u ' i l faut o b é i r .


104

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

» Mes récoltes n'ont jamais manqué depuis huit ans que je m'oc cupe de cette

culture et q u e je procède dans

les conditions

indi-

quées. » Des essais de culture de la Vigne sur une grande échelle, en plein champ, pourraient être faits à la M o n t a g n e nistation

d'Argent,

par l' A d m i

p é n i t e n t i a i r e qui p o s s è d e , o u t r e la main-d'œuvre, une d e s

meilleures situations p o u r

cette

culture.


CULTURE

Joignant

l'utile

à

l'agréable,

POTAGÈRE

une

intelligente

combinaison

c u l t u r e s p o t a g è r e s et de plantations d'arbres à fruit de c h o i x des ceux A

habitations est qui la

beaucoup Au

veulent

Guyane,

encore

s'adonner on

réalise

trop d'arbres

voisinage

se p r o c u r e r

une

des

à

source ce

de r e v e n u s suffisants

genre

de c u l t u r e

imparfaitement

à fruit

ce

en

el

à l'arrosage

et

plantant

sans

maisons et des é t a b l e s . o ù il est p l u s

l'eau n é c e s s a i r e

pour

spéciale.

but

sans d i s c e r n e m e n t

de

autour

le f u m i e r

ordre.

facile pour

de

amé-

l i o r e r le s o l . q u a n d o n n'aurait p o u r cela q u e les é p l u c h u r e s d i v e r ses, détritus

et d é c h e t s de c u i s i n e

mis en

fosse

avec

des f e u i l l e s ,

d e la p a i l l e et de la t e r r e , o n p e u t d i s p o s e r s o n terrain en destinés aux s e m i s et à l ' é l è v e cates, p a r t i c u l i è r e m e n t éloignées

de

la

fumées porteraient

des plantes p o t a g è r e s les p l u s d é l i -

les l é g u m e s d ' E u r o p e .

maison

et

de

carreaux

la

L e s parties les p l u s

prise d'eau,

les l é g u m e s i n d i g è n e s , P o i s

moins

richement

d e sept ans.

Cala

lou ou Gombaud, A u b e r g i n e , Pois ruban. Pois d ' A n g o l e . Camanioc, Patates, e t c . On disposerait en a v e n u e

o u en q u i n c o n c e des Bana-

n i e r s , et par ci par là assez é l o i g n é s les uns des autres des a r b r e s fruitiers : Cocotiers. A r b r e s à pain,

Paripous. Papayers, Manguiers

greffés, e t c .

et

prévalent

suivant

la

quelquefois.

disposition

la

n a t u r e du

terrain

qui


106

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Dans

un

sol

f u m é , filtrant

parfaitement

bien

l'eau

ameubli

et d i s p o s é

à la b ê c h e ,

de f a ç o n

très

richement

à laisser é c o u l e r les

eaux t r o p a b o n d a n t e s , les l é g u m e s d ' E u r o p e qui d o n n e n t p r o d u i t s s o n t , au p r e m i e r rang : le C h o u q u i p r o d u i t

de

bons

3 ou 4 mois

après la plantation des b o u t u r e s , le Radis qui p r o d u i t à

un m o i s

d e la p l a n t a t i o n par s e m i s , la C i b o u l e q u i se m u l t i p l i e d'éclats s o u c h e , le H a r i c o t d ' E u r o p e qui

p r o d u i t à 1 m o i s et d e m i pendant

trois s e m a i n e s et qui se m a n g e v e r t , le C o n c o m b r e , la C h i c o r é e vient

très

bien.

Au

second

de

rang

demandant

plus

de

soins,

qui un

t e m p s sec et de l ' a r r o s a g e : le Navet, la Carotte, la T o m a t e , la Lai l u e . Ceux qui ne sont pas s u s c e p t i b l e s d e c u l t u r e s o n t la P o m m e d e t e r r e , l ' O i g n o n , l ' A s p e r g e , le Petit p o i s , la F è v e , la L e n t i l l e . L e s e s p è c e s q u i ne fleurissent pas dans le pays, c o m m e le Radis, le

Persil,

le Céleri

demandent

à c h a q u e semis

des g r a i n e s

d'Eu-

r o p e très f r a î c h e s . Les terres sableuses d e la c ô t e et des e n v i r o n s de C a y e n n e c o n v i e n nent très b i e n a u x c u l t u r e s p o t a g è r e s . Un h o m m e ,

un E u r o p é e n m ê m e , travaillant

2 heures

le

matin

et 2 h e u r e s l ' a p r è s - m i d i , p e n d a n t les h e u r e s f r a î c h e s de la j o u r n é e , p e u t e x p l o i t e r ainsi un o u d e u x h e c t a r e s d e terre et a v o i r un revenu de 4 o u 5 0 0 0 francs, s'il est à p r o x i m i t é où u n e T o m a t e se paie

du

0 , 3 0 c e n t i m e s , un

marché

petit

de C a y e n n e ,

paquet d e Persil

0,30 cent., u n e b o t t e de Radis de 0 , 3 0 à 0 , 5 0 c e n t i m e s , un p i e d d e salade 0 , 4 0 et 0 . 5 0 c e n t i m e s , le reste à l ' a v e n a n t . M. J u l e s B o u r q u i n c u l t i v e a v e c s u c c è s les plantes p o t a g è r e s a u x e n v i r o n s de Cayenne. Les g r o s travaux d e s a r c l a g e , d e n e t t o y a g e et autres p e u v e n t être faits d e u x o u trois fois par an, par des c o r v é e s de forçats q u e lui p r ê t e le P é n i t e n c i e r m o y e n n a n t 1 fr. 50 à 2 fr. par h o m m e . A v e c c e l a , le c o l o n j a r d i n i e r p o u r r a t i è r e s , un M u l e t , des

é l e v e r q u e l q u e s V a c h e s lai-

P o r c s en pare et autres a n i m a u x d o m e s t i q u e s

q u i . tout en assurant le c o n f o r t a b l e de sa t a b l e , s e r v i r o n t à l ' é c o u l e m e n t d e ses p r o d u i t s d e c u l t u r e s u p e r f l u s et lui c o û t e r o n t p e u d ' e n tretien.


PLANTES

Les d e u x de

FOURRAGÈRES

plantes f o u r r a g è r e s c u l t i v é e s à. la G u y a n e sont

G u i n é e , Panicun altissimum Brousse et

molle

l'herbe de

Sw.

L ' h e r b e d e G u i n é e n ' e x i g e pas une b o n n e peu p a r t o u t dans les terres division

des touffes q u ' o n

les p l u i e s . point

l'herbe

Para. Panicum

Elle pousse

hautes plante

s u r t o u t . On au

la

laissait

1 m. 50 de h a u t e u r . C h a q u e t o u f f e d'un sabre

d'abatis

h e c t a r e peut p r o d u i r e

la m u l t i p l i e

de

la

r e t o u r des p l u i e s o u p e n d a n t

très r a p i d e m e n t ; en 2 ou 3 m o i s e l l e est à

1

p o u r être c o u p é e . Si on

au m o y e n

terre, e l l e p o u s s e un

grandir, elle

atteindrait

très épaisse est f a c i l e à c o u p e r

très affilé.

Un

champ

d'herbe

d'un

p l u s de 4 0 . 0 0 0 k i l o s de f o u r r a g e vert ; mais

c e t t e p l a n t a t i o n é p u i s e vite le s o l . Il serait je crois pratique

de laisser croître et sécher l'herbe

complètement

et d'y mettre le feu. puis de chauler par dessus le soi calciné, en ajoutant peu de fumier.

On rendrait

L ' h e r b e de Para, p l u s t e n d r e q u e touffes

serrées, elle tend

ses n œ u d s ; aussi, les

sols v a s e u x ,

un

ainsi à la terre toute sa vigueur. la p r é c é d e n t e n e c r o î t pas en

à se c o u c h e r à

rien

de

riches

et

plus

facile que

humides

r e n c e . Elle p o u s s e p l u s r a p i d e m e n t

terre et à s ' e n r a c i n e r à de

la r e p r o d u i r e

qu'elle affectionne

de

encore que l'herbe de

dans préfé-

Guinée,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

108

tendre et

est

tous les

juteuse

et

mois,

et

deux

q u ' à la saison sidérable

résultats et

terre basse. S o n tée,

seul

il

est

fort

l'herbe

de

Guinée,

On

doit

la

assez

à

tirait de

elle

mais très

la d é t r u i r e

Elle

recherchée

à

de est

du

une masse con-

Para et

la

pâture. ans,

de nouvelles est

poussant

Feu M.

une

Houry

la

et

la

forces. graminée

comme

un peu plus forte q u e

bétail.

obtenait

cette culture en

tous les d e u x

la terre

ralentit

par le f e u . Comme

même

sèche,

se

o n l'a une fois plan

Oplismenus polystachyus

semblable à l'herbe

les terrains v a s e u x .

que

couper

de Cayenne,

ne supporte g u è r e

rendre

lamantin,

fournit

Houry.

se

ne

un g r a n d profit de est

à la saison

pour

peut

incessante

De p l u s , e l l e Feu M.

défaut

difficile

brûler

chauler e n s u i t e L'herbe

vert.

Elle

bétail.

végétation

sa

la p l u s s è c h e .

de fourrage

d'excellents

p r é f é r é e du

elle

dans

précédente,

l'avait

plantée

à

C a y e n n e m é l a n g é e à l ' h e r b e de Para, et e l l e d o n n a i t ainsi des p r o duits

excellents.

Nous qu'on liste fit le

devons

ici une

nomme au qui sut

Maroni

tirer un

tiaire imitant

son

Sorgho

fourragère.

du n o m de

Panicum de

ce c o l o n

cette g r a m i n é e

au M a r o n i

Tige

peu

peut

Il pousse dans

haute,

feuille

être c u l t i v é à

natura-

et

qui

en

péniten-

de vastes

prairies

tendre. la Guyane c o m m e

toutes les terres,

et o n p o u r r a i t

plante étudier

la colonie.

les d e Patates, les feuilles d ' A r a c h i d e s ,

tendres, le Maïs, les f e u i l riches en m a t i è r e s

très t e n d r e s , le Riz en h e r b e , le S a i n f o i n , servir à l'alimentation

du bétail.

azotées

p l u s i e u r s Stylosanthes

d o n t trois e s p è c e s a b o n d e n t dans les savanes, sont tes p o u v a n t

platycaule,

spéciales. L'Administration

Les f e u i l l e s de Canne à s u c r e e n c o r e et

au

c e l l e herbe très vivace, poussant d r o i t e en touf-

sucré

c e t t e plante dans

parti

exemple, p o s s è d e

de

fes très s e r r é e s .

spéciale,

herbe Bar,

grand

premier des p l a n t a t i o n s

t o u j o u r s vertes Le

mention

autant

de p l a n -


DES ANIMAUX

DOMESTIQUES

L e Cheval, le M u l e t , l ' A n e , la V a c h e

Ce q u i

est

vrai

pour l'acclimatement de l'homme : un

sain, a é r é , découvert, assaini, bonne n o u r r i t u r e , d e p r o p r e t é , est ceux

surtout

également

vrai

pour

les

endroit

h y g i è n e et s o i n s

animaux

domestiques,

qui sont o r i g i n a i r e s des pays t e m p é r é s .

Le Cheval est le premier parmi ceux-là. Le

premier soin du c o l o n

doit

se p o r t e r sur la n o u r r i t u r e

1

qui

doit être choisie abondante, variée et r é g u l i è r e . Elle doit ê t r e d i s tribuée deux

quatre l o i s par j o u r :

h e u r e s et le s o i r p o u r

tes, q u a t r e fois p l u s en grains

plus

de g r a n d

matin,

à dix

heures,

la nuit : du loin see. des herbes ver-

p o i d s comme équivalent du précédent,

n o u r r i s s a n t s que

à

le f o i n

et de

la paille

o u des

des raci-

nes. A

la Guyane le climat t r o p

f o i n , mais o n

p e r m e t pas d e faire du

en r e ç o i t d ' E u r o p e de b o n n e q u a l i t é .

Il est b o n de par j o u r

humide n e

m ê l e r avec le f o u r r a g e un p e u de sel, 30 g r a m m e s

environ.

La r e p r o d u c t i o n

des a n i m a u x d o m e s t i q u e s est m o i n s a c t i v e q u ' e n

E u r o p e , la lactation m o i n s a b o n d a n t e et b e a u c o u p d'animaux veau-nés. meurent

de

maladies.

non


110 LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Dans la s u c c e s s i o n d e s g é n é r a t i o n s , la taille d i m i n u e et les f o n c t i o n s de r e p r o d u c t i o n doit et

pas désespérer

au

finissent de c r é e r à

Para, u n e r a c e c r é o l e

s'adapter complètement au ques

Chevaux

par d i s p a r a î t r e . C e p e n d a n t , la Guyane

de

petits

climat.

q u i , suffisamment

Sinnamary b i e n traités

races des pays v o i s i n s d o n n e r a i e n t M. H é r a r d , a n c i e n v é t é r i n a i r e m a u x tirés pour

comme

Chevaux

des

le croisement

et l'on

les

déjà

croisés

vampires.

à détruire

les Feu

des

excellents

cela d e s

écuries

c o n t r e les i n s e c -

pansement

Un

les i n s e c t e s

m a c a q u e s et a u t r e s , q u i s'attachent e n g e n d r a n t des dartres o u

avec

à la Guyane.

b é t a i l . Il faudrait p o u r

chauves souris,

s'attachera

quel-

d e C a y e n n e , prétendait q u e les ani-

et l'acclimatement de l ' e s p è c e du

par

résultats satisfaisants.

b i e n c o n s t r u i t e s , b i e n a é r é e s , q u i le d é f e n d i s s e n t tes

Venezuela

possède et

ne

finiront

du Brésil ou des Etats-Unis du S u d , seraient

Il en est de m ê m e

au

qui

on

très

soigné,

: chiques, tiques,

à la p e a u o u

vers

la p é n è t r e n t en y

ulcères.

V o i c i la r a t i o n o r d i n a i r e d ' u n Cheval à la G u y a n e ; F o i n s e c , 6 k i l o g . ; h e r b e v e r t e , 15 à 2 0 k i l o g . ; a v o i n e , 4 litres o u maïs 6 l i t r e s , o u s o n 10 l i t r e s . En

m o n t e o u au travail, 4 litres d ' a v o i n e o u de g r a i n

en

plus.

Dans ces c o n d i t i o n s , o n c o m p r e n d q u e l ' é l è v e du Cheval e n s a v a n e , à la G u y a n e ,

est à p e u

près

impossible.

L e M u l e t résiste m i e u x q u e le Cheval dans les pays c h a u d s ; pour

l ' é l e v e r et l ' a c c l i m a t e r ,

il

très b i e n dans les vastes Llanos rait

essayer

juments

du

son

élevage,

pays o u

du

lui

Il

réussit

(savanes) d e l ' O r é n o q u e . On

surtout Para,

faut un c l i m a t s e c . au

Contesté,

croisées

avec

avec

un

les

baudet

L'Ane chauds reste,

vit

très

et secs ; peut-être

demande

presque

600

francs.

grands

services

b i e n et

rend

mais

la G u y a n e , o ù

une

à

de

à 1.400

cinquantaine,

à

autant d e s o i n s q u e

dans

il e n e x i s t e

Cayenne le

et

cheval.

au

pour petites

venu

P o i t o u o u d ' A l g é r i e , o u , m i e u x , des p r o v i n c e s c e n t r a l e s du Un M u l e t vaut à C a y e n n e , d e

mais

du

Brésil.

les

pays

très p e u Maroni.

du il


111

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN Il est

moins

cher

et sert,

dans

les

habitations

v i l l e o u d e s b o u r g s , à p o r t e r les l é g u m e s au Les

Vaches

beaucoup

de

laitières soins

en

domesticité

et d o n n e n t

peu

à

la

voisines

de

la

marché. Guyane,

de lait, l e m i e u x

demandent est d e

les

faire v e n i r d ' E u r o p e et de les c h o i s i r de p r é f é r e n c e d e p e t i t e taille et

très

rustiques.

Il

y a ainsi

à la G u y a n e

quelques

Vaches

lai-

tières b r e t o n n e s q u i d o n n e n t d e b o n lait et e n suffisante q u a n t i t é . A

la t r o i s i è m e

g é n é r a t i o n , la

Vache

domestiquée

ne

donne

q u e d e u x litres de lait en m o y e n n e , c o m m e les m e i l l e u r e s créoles

du

pays.

»

plus

Vaches


/


ÉLEVAGE

Jusqu'à

DU BÉTAIL EN

présent, l'élevage

du

SAVANE

bétail en savane, à la G u y a n e , a

d o n n é des résultats peu probants, cela tient à d i v e r s e s causes principales

: la première est l'apathie de la race noire p o u r cette sorte

d'industrie, qui demande de chement

aux

animaux;

la p a t i e n c e , de la douceur et de ratta-

la s e c o n d e

réside

dans

le peu

relative des savanes guyanaises, m ê m e e n t r e K o u r o u e l l e s sont p o u r t a n t

d'étendue

et .Mana. o ù

plus larges; la t r o i s i è m e et la p r i n c i p a l e , c'est

q u e les n e u f d i x i è m e s d e ces savanes sont d e v é r i t a b l e s m a r é c a g e s , q u e les forêts h u m i d e s qui les c o u p e n t s o n t t r o p d e n s e s ,

infestées

de Jaguars, d e S e r p e n t s et d e Couleuvres et q u ' e n s o m m e elles ne s o n t pas doubles trop sèches,

comme

ni t r o p

dans la r é g i o n du C o n t e s t é , c'est-à-dire ni

noyées.

La p r e m i è r e d e s c o n d i t i o n s

est d o n c d ' a v o i r

un c l i m a t

relative-

ment

s e c . c e qui a r r i v e dans les savanes d e g r a n d e é t e n d u e , et de

l'eau

claire ou

Peu

c o u r a n t e en

de savanes, un

toute s a i s o n .

dixième

e n v i r o n , r é u n i s s e n t ces

à K o u r o u . S i n n a m a r y et I r a c o u b o

conditions

(Organa). Dans c e s q u a r t i e r s , le

bétail a le l i b r e p a r c o u r s du terrain et les c u l t u r e s d o i v e n t y être clôturées. Il

faut

dire

ici,

qu'entre

la

domesticité

proprement

dite 8

et


114 LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN l'élevage

en

pratiqué

à

savane, la

il

y a

Guyane

d e 20 à 6 0 tètes.

un

par

régime

beaucoup

Ces petits t r o u p e a u x

tantôt dans d ' a n c i e n n e s

intermédiaire

de

ou

propriétaires

p â t u r e n t tantôt

cultures abandonnées,

tantôt

mixte

possédant en

savane,

même reçoi-

v e n t à l ' é t a b l e u n e m e i l l e u r e n o u r r i t u r e en f o u r r a g e o u en r a c i n e s . Ce s y s t è m e d o n n e les m e i l l e u r s résultats. M . F. C a i l l o t le du c ô t é

d e K o u r o u . Les a n i m a u x

dans les savanes et sont très e s t i m é s à C a y e n n e b o u c h e r i e (viande provient

de

Quand on bétail p e u t on doit mettre

qui

a fait le c h o i x

v i a n d e de

que

celle

qui

d ' u n e savane double assez vaste, o ù

t r o u v e r en t o u t e saison

choisir de

comme

se v e n d p l u s c h e r

l'Orénoque.

autant

truisant

du pays)

pratique

s o n t p l u s f o r t s et p l u s gras q u e

une que

vastes

place

saine,

possible carbets

élevée

à l'abri d e s ou

le

de gras p â t u r a g e s et d e l ' e a u ,

hangars

pour

le

parquer

et

le

grandes pluies, en c o n s -

dans

le haut d e s q u e l s

on

d i s p o s e un r é d u i t p o u r le o u les g a r d i e n s . On c h o i s i t de p r é f é r e n c e , à c e t effet, un b a n c d e s a b l e . L e p a r c q u e l ' o n n o m m e cornai dans les pays

e s p a g n o l s , d e v r a ê t r e agrandi

multipliera. enceintes

Autour

de pieux

partiments qui isoler

hangar

à ciel

propice

e n c o r e les

on

pourrait

se

des

découvert

q u e le

hangars, on

assez

animaux

vastes, a v e c des

servir

ou

enfermer

qui o n t des petits t r o p j e u n e s souffrants.

avantageusement

de

la

P o u r ces

enceintes

ronce

artificielle m

50.

Ces d i s p o s i t i o n s p r é l i m i n a i r e s étant p r i s e s , o n p e u t m e t t r e la

savane les p r e m i è r e s

tètes

de

plus

bétail. L e

propice.

saines, d o c i l e s s u r t o u t , a c c l i m a t é e s déjà bien

garder

par e x e m p l e

très r i c h e dans u n e

de

veut

fumé naturelle-

f o r t e m e n t t e n d u e e n t r e des p i q u e t s e s p a c é s d e 1 m è t r e à 1

d é c e m b r e , est la saison la

des com-

qu'on

herbe choisie on peut

celles

blessés

troupeau

limitera

les a n i m a u x

Dans c e s e n c e i n t e s , o ù le sol

à la v e n u e d ' u n e

les V a c h e s p r ê t e s à v ê l e r , ou ou

ou

s e r v i r o n t à m e t t r e à part

et s u r v e i l l e r .

m e n t est

du

à mesure

transporter

retour

dans

des p l u i e s

en

Il faudra c h o i s i r des bêtes à la v i e de des b œ u f s

la s a v a n e ; se d'une

savane

savane p l u s p a u v r e ; c'est l e c o n t r a i r e q u i d o i t

a v o i r l i e u . On ferait b i e n p o u r c e l a

d e p r e n d r e des b è t e s au C o n -

testé, à Mapa par e x e m p l e , o u à M a r a j o , o ù u n e j e u n e V a c h e c o û t e 2 5 à 3 0 f r a n c s . Il n e faut pas n o n p l u s a l l e r t r o p vite d e f a ç o n à h a b i t u e r les V a c h e s n o u v e l l e s a u x h a b i t u d e s du t r o u p e a u déjà f o r m é


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN que

l'on

l'herbe

oblige à revenir verte

choisie,

t o u s les s o i r s au

mélangée

d'un

parc

peu

de

o ù il

sel,

115

t r o u v e de

un

abreuvoir

d'eau c l a i r e , et des f e u x

p o u r la n u i t , la boucane,

c o m m e o n dit à

la G u y a n e , q u i

les insectes

les

chassent

n u i s i b l e s et

moustiques.

Il est b o n d ' a c c o u t u m e r le bétail à r e n t r e r à l ' a p p e l d ' u n e

trompe

ou c o r n e . T o u s les matins le o u les g a r d i e n s passent en r e v u e les a n i m a u x , p o u r v o i r s'il n'y

a pas d e blessés o u

b e s o i n les tiques à c e u x

de

malades et d é t r u i r e

sur l e s q u e l s o n e n a p e r ç o i t . L e

au

troupeau

sort s o u s la c o n d u i t e du Taureau a p p e l é M a î t r e - p a r c . Un seul

Maî

tre-parc suffit à 30 v a c h e s et m ê m e à 5 0 , s'il y a q u e l q u e s

jeunes

T a u r e a u x . Q u a n d le t r o u p e a u est p l u s n o m b r e u x , il faut le

diviser

et faire

de nouvelles

installations.

On d é t r u i t les T i q u e s

en

les t o u c h a n t a v e c un p i n c e a u

trempé

dans la b e n z i n e ; les autres i n s e c t e s A c a r i d e s , C h i q u e s , Vers q u e s s o n t d é t r u i t s p a r le p é t r o l e et l ' i n f u s i o n On doit v i s i t e r Veaux

pour

quatre

dans u n e

hatte qui

pas d e

réussit, le

ver.

t r o u p e a u d o u b l e en

ans.

On c h â t r e trois et Il

tabac.

tous les j o u r s la c i c a t r i c e o m b i l i c a l e des j e u n e s

s'assurer q u ' i l n e s'y e n g e n d r e

En g é n é r a l ,

de

maca-

les

quatre

mâles au fur et à m e s u r e et o n

les

vend

entre

ans.

faut a v o i r s o i n

d'incendier

les savanes

tous

les ans, p e n d a n t

la saison s è c h e , avant les p r e m i e r s grains d ' o c t o b r e

et de

novem-

b r e . Cette o p é r a t i o n d é t r u i t les h e r b e s hautes et d u r e s et p r o v o q u e de j e u n e s

repousses tendres;

quantité d'insectes En

résumé, on

bêtes à c o r n e s peuvent

au s u r p l u s , e l l e d é t r u i t u n e

et d ' a n i m a u x peut

malfaisants.

assurer qu'à

bien soignés

grande

la

G u y a n e , les t r o u p e a u x

et p l a c é s dans de

bonnes conditions,

p r o s p é r e r et m u l t i p l i e r , et l ' é l e v a g e pourrait

grand dans les l o c a l i t é s déjà n o m m é e s .

de

s'y

faire

en


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

116

Le Buffle Le Buffle o r i g i n a i r e de l ' A s i e et

de

travail

plaît dans

par

Il réussit très pénitentiaire rant.

des

excellence

les m a r é c a g e s

et

i n t e r t r o p i c a l e , est la pays chauds

un

humides. Il se

et

les herbes les plus

pâture

b i e n à S a i n t - L a u r e n t du M a r o n i o ù en p o s s è d e

bête de trait

magnifique

grossières.

l'Administration

troupeau

qui

va

prospé-

Les Buffles sont dociles et se r e p r o d u i s e n t très b i e n . Ils sont

e m p l o y é s aux charrois et aux plus rudes travaux, attelés à la mode italienne,

par

couple.

La c o u l e u r du Buffle malais est d'un

g r i s f o n c é tirant sur le b l e u .

La peau p o r t e q u e l q u e s p o i l s n o i r s rares, sauf dans l'intérieur des oreilles o ù

ils

sont

gris;

p l u s g r o s et p l u s l o n g

le

muffle

est

très n o i r . Il est

un

q u ' u n Bœuf ordinaire, ses c o r n e s sont

lées et pourvues d ' u n e arête Les femelles p o r t e n t

peu anne

longitudinale.

10 m o i s et p e u v e n t

être f é c o n d é e s à 3 ans.

Sa v i a n d e n'est pas aussi b o n n e que c e l l e du B œ u f ; mais les jeunes ont

une v i a n d e

lait

du

est

riche

plus

tendre qui

Buffle femelle a en

matières

Comme n o u s l ' a v o n s

un

goût

peut

servir

à l'alimentation.

musqué auquel o n s'habitue

Le et

nutritives. déjà

dit,

le

Buffle

pourrait

être

employé

au labourage. Il rend de grands services au Para dans ce g e n r e

de

préparation des terres.

L a Chèvre et le M o u t o n

La C h è v r e ou Cabrit, c o m m e o n l ' a p p e l l e à la G u y a n e , réussit très b i e n , mais cause de

grands

p l a n t a t i o n s . La C h è v r e de la c e l l e de F r a n c e ,

dégâts dans les Guyane

mais e l l e d o n n e

cultures

et

dans

les

est p l u s p e t i t e de taille q u e

b e a u c o u p de lait. C'est u n e r e s -


UN

SAUT

DE L'OYAPOCK (d'après une photographie).


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN s o u r c e du p a u v r e . Elle vil très bien l ' i n t é r i e u r ou dans

sur le littoral et dépérit dans

les p l a c e r s à cause de

Le M o u t o n a un grand

l'humidité.

avantage sur la C h è v r e , facile à g a r d e r ,

paissant par terre et par t r o u p e , il n'est

pas difficile sur le c h o i x

de la n o u r r i t u r e et sa m u l t i p l i c a t i o n et sa c r o i s s a n c e sont Il s'acclimate bien

facilement

trième

ou

rapides.

à la G u y a n e sur les terrains secs filtrant

l ' e a u , e x p o s é s aux brises de

d u n e s de sables,

117

mais il perd

mer sur le littoral, ou sur les

peu à peu sa

cinquième génération,

elle est

laine,

remplacée

et.

à la qua-

par

un

poil

c o u r t et très fin. Il faut é v i t e r , autant q u e p o s s i b l e , l ' h u m i d i t é et faire p a r q u e r troupeau

dans

un

endroit

sec,

de

préférence

sur

un

le

plancher

élevé. On

t r o u v e des M o u t o n s

à la G u y a n e à I r a c o u b o et à Saint Lan

rent o ù l ' A d m i n i s t r a t i o n p é n i t e n t i a i r e en p o s s è d e un petit qui serait b e a u c o u p m i e u x bouchure sont

établissement

des Haltes, à l ' e m -

du M a r o n i .

On arriverait, qui

à son

troupeau

je crois, à d'excellents

acclimatés

l ' O g ô o u é et du

à la G u y a n e a v e c

résultats en croisant les

m o u t o n s à poil

ceux ras de

Congo.

Le Porc

Le P o r c lui. s'acclimate p a r t o u t . A la G u y a n e il est g é n é r a l e m e n t petit, tète

trapu, g r o s et c o u r t , en g é n é r a l n o i r ou taché de b l a n c , la est

large et c o u r t e ,

c r o i s s a n c e est plus

les o r e i l l e s sont

lente q u ' e n

dressées el petites.

E u r o p e ; il est m o i n s f é c o n d

Sa

et il

p o r t e b e a u c o u p inoins de graisse. Sa v i a n d e est f e r m e et a g r é a b l e , sinon A

m e i l l e u r e q u e ('elle la G u y a n e ,

des Pores

il y a d e u x

d'Europe.

façons d'élever

le P o r c

en troupeau

libre. Dans

les savanes, ou i n d i v i d u e l l e m e n t

et eu petit n o m b r e dans


118

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

les h a b i t a t i o n s , dans des p a r c s f e r m é s o ù rement leur Dans les des

petits

palmier

leur apporte

réguliè-

nourriture. savanes, le P o r c t r o u v e

animaux,

des

de

la f o r ê t ,

sa n o u r r i t u r e dans les marais :

mollusques

v e r s , des h e r b e s , des r a c i n e s , des fruits

on

des

et

même

n o t a m m e n t le graines

des p o i s s o n s ,

Maranta

tombées,

des

arundinacea,

commes

celles

du

a o u a r a , d o n t il est très friant.

L'instinct v a g a b o n d des P o r c s les p o u s s e q u e l q u e f o i s à e r r e r très loin,

il en

est ainsi q u i

se p e r d e n t et

reprennent

les

habitudes

sauvages dans les f o r ê t s v i e r g e s o ù o n les t r o u v e a u j o u r d ' h u i par

bandes

même

au

de d i x à cinquante, du

littoral

il faut h a b i t u e r

P o r c s à rentrer au

parc chaque soir,

en leur distribuant

matin et s o i r

racines

farineuses

et d e p o i s s o n L'élevage demande ni le

au T u m u c - H u m a c

o ù o n les attire

principalement,

o u m ê m e de

avec

en p a r c f e r m é est de

facilement

leur

plaisent,

des d é b r i s de

morue

assez mal p r a t i q u é à la Guyane. Il pas t o u j o u r s

le

temps

pratiquer.

Il serait a v a n t a g e u x de c o n s t r u i r e a v e c des palissades, des assez vastes,

p o r t e s , de

à faire passer les a n i m a u x

façon

communiquant

entre

eux

de l'un

t e m p s le terreau et la l i t i è r e q u i

être e m p l o y é s c o m m e

e n g r a i s dans les c u l t u r e s p o t a g è r e s

Il faudrait d o n n e r à m a n g e r et à b o i r e a u x par j o u r , u n e moyenne d e 5 à 7 k i l o s par tète. L e P o r c étant o m n i v o r e o n de matières animales ou Maïs,

les r a c i n e s les

de

conviennent de p r é f é r e n c e .

les

morue,

des et

pourraient surtout.

a n i m a u x , trois fois

au m o i n s d ' a l i m e n t s

solides

p e u t lui d o n n e r toute e s p è c e

v é g é t a l e s ; mais

farineuses,

rognures

parcs

par

à l'autre

n e t t o y e r de t e m p s en

d'Aouara,

de

viande.

des s o i n s q u e les habitants n ' o n t

goût

les t r o u p e a u x

des a l i m e n t s qui

à compartiments

le

et

Brésil.

P o u r éviter cet i n c o n v é n i e n t ,

des

vivant

la v i e i l l e

f a r i n e , le

Bananes-cochon, de p o i s s o n et d e

les

son,

graines

viande

lui


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

119

L e Chien

Le Chien vit très bien et s'acclimate f a c i l e m e n t à la G u y a n e ,

même

le Chien de race : Chien d'arrêt, Chien c o u r a n t , G r i f f o n . Basset, Canic h e , e t c . Les g r o s s e s e s p è c e s : D a n o i s , T e r r e - n e u v e , M o n t a g n e , s e u les y d é p é r i s s e n t

au

bout

de q u e l q u e s a n n é e s .

Toutefois,

grâce à

des s o i n s attentifs et à u n e n o u r r i t u r e s u b s t a n t i e l l e , o n p e u t les c o n s e r v e r assez l o n g t e m p s . L e Chien est très u t i l e à la G u y a n e p o u r la g a r d e et p o u r la chasse en f o r ê t .

Par

le

croisement,

taille, et à la 3" o u 4

e

diminuent

de

g é n é r a t i o n n e s o n t p l u s q u e des r o q u e t s

les

espèces d'Europe

de

0 , 3 5 à 0 , 4 0 c . de h a u t e u r , e x c e l l e n t s p o u r la c h a s s e . Pour

la

chasse

en savane, o n peut se

servir

du Chien

d'arrêt,

mais dans la forêt v i e r g e , ils n e s o n t g u è r e u t i l e s . Les Bassets c o u r a n t s et les T e r r i e r s sont la m e i l l e u r e race à i n t r o d u i r e dans le p a y s . Ils passent p a r t o u t dans les f o u r r é s et les l i a n e s et rentrent

même

dans les t r o u s , à la p o u r s u i t e des A g o u t i s o u des

P a c s . Les c h i e n s c o u r a n t s de g r a n d e taille se p r e n n e n t par dans les lianes e n t r e l a c é e s et il m'est

arrivé souvent

d'être

le

cou

obligé

d e m ' a r r ê t e r dans u n e chasse i n t é r e s s a n t e , p o u r a l l e r d é l i v r e r un de mes grands chiens

enchevêtré, à demi

é t r a n g l é par des n œ u d s

de

lianes. Il y a «à la G u y a n e p l u s i e u r s e s p è c e s n u e s des naturalistes,

notamment

de C h i e n s sauvages

une

petite

à poil

0 , 4 0 c . de h a u t e u r sur 0 , 8 0 de l o n g u e u r ; le c o u museau n o i r , les y e u x

roux

à pupille

dorée

et p o u s s e n t

de q u e u e .

Ils

v i v e n t par

taille

g r o s et c o u r t , le

tirant

les o r e i l l e s c o u r t e s et d r o i t e s n o i r â t r e s et d é p o u r v u e s petit m o i g n o n

incon-

fauve, sur

le

rouge,

de p o i l ;

c o u p l e ; ils n ' a b o i e n t

un pas

un petit h u r l e m e n t aigu et s t r i d e n t q u i l e u r est parti

c u l i e r . Les Indiens les c a p t u r e n t

q u a n d ils traversent à la n a g e les

fleuves à la p o u r s u i t e d e q u e l q u e daim ; ils é l è v e n t l e u r s petits les c r o i s e n t a v e c l e u r s C h i e n s p o u r en o b t e n i r u n e race p o u r la c h a s s e .

el

excellente


120

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

La P o u l e

Trouvant

p l u s de facilité à se n o u r r i r dans les b o i s et les

fourrés

de la G u y a n e , p l u s d ' i n s e c t e s , p l u s de vers et autres s u b s t a n c e s qui lui c o n v i e n n e n t ,

la P o u l e réussit m i e u x à la G u y a n e q u ' e n

Europe.

Les habitants qui en o n t ne s'en o c c u p e n t p o u r ainsi d i r e p a s . Elles v i e n n e n t p e r c h e r le s o i r sur les a r b r e s , dans le v o i s i n a g e des

habi-

tations. Mais dans les e n d r o i t s où existent les Chauve s o u r i s v a m p i r e s , il est b o n de leur c o n s t r u i r e un p o u l a i l l e r , qui d e m a n d e u n e a t t e n t i o n particulière, exactement

(clos a v e c

des o u v e r t u r e s f e r m é e s

a v e c du

g r i l l a g e m é t a l l i q u e , de façon à d o n n e r le plus d'air p o s s i b l e . L e s p e r c h o i r s et les n i d s sont d i s p o s é s c o m m e faut a v o i r s o i n de les tenir

en

France;

dans un étal d ' i r r é p r o c h a b l e

Il faut r a c l e r et balayer le p o u l a i l l e r tous les

mais il

propreté.

jours.

On doit y faire de t e m p s en t e m p s des f u m i g a t i o n s à la v a p e u r d e résine

o u de

s o u f r e , p o u r y d é t r u i r e la v e r m i n e et les i n s e c t e s . 11

faut autant q u e p o s s i b l e a v o i r

une

chambre

p a r t i c u l i è r e attenante,

plus o b s c u r e , r é s e r v é e aux c o u v e u s e s . La S a r i g u e ou Pian en c r é o l e , est un e n n e m i r e d o u t a b l e p o u r les p o u l a i l l e r s où e l l e c h e r c h e à s ' i n t r o d u i r e ; mais on peut s'en p r é s e r v e r en allumant tous les soirs dans le

poulailler une petite

d o n t la l u m i è r e l ' é b l o u i t

à ce point

et la t r o u b l e

qu'elle

lampe

se laisse

f a c i l e m e n t s u r p r e n d r e . De p l u s g r o s carnassiers : l ' A ï r a , le Coati C o u a c h i , le Chat

ou

t i g r e , v i e n n e n t aussi r ô d e r a u t o u r d e s h a b i t a t i o n s ;

mais les Chiens les é l o i g n e n t . Les A i g l e s et autres o i s e a u x de p r o i e exercent

aussi des ravages dans les

poulaillers

p o i n t g a r d é s . De g r o s Lézards, des C o u l e u v r e s , meux dévorent

aussi q u e l q u e f o i s

les petits

p o u r c e l a , g a r d e r près de l'habitation

quand

ils ne s o n t

des S e r p e n t s

veni-

Poussins q u e l'on

doit,

q u a n d ils

sont

encore

trop

petits. Une

P o u l e c o û t e à C a y e n n e 4 fr.

50 et 5 francs

et

un

œuf

de

0 fr. 20 à 0 fr. 30 c e n t i m e s ; o n voit par là de q u e l l e r e s s o u r c e est p o u r le c o l o n l ' e n t r e t i e n d'un b o n p o u l a i l l e r .


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

121

L e Dindon

Le D i n d o n , o r i g i n a i r e d ' A m é r i q u e , une sur

nourriture plus coûteuse le m a r c h é de C a y e n n e

que

d e m a n d e b e a u c o u p d e s o i n s et

la P o u l e ; mais son

est de 15 à

20 francs.

p e r s o n n e s dans le pays les é l è v e n t a v e c

prix

Aussi

vénal

quelques

succès.

L e Pigeon

Le P i g e o n ques

réussit très bien à la G u y a n e .

points.

II

faut

avoir

soin

Il y p u l l u l e sur q u e l -

de p r é s e r v e r les p i g e o n n i e r s

des

atteintes des Rats, des F o u r m i s et des V a m p i r e s . Il faut aussi a v o i r soin

de s'attacher le P i g e o n

par une n o u r r i t u r e a b o n d a n t e et

con

venable. La œufs.

femelle

pond

cinq

A

mois

les petits s o n t

trois

m o i s ils c o m m e n c e n t L'élève

du P i g e o n

ports ; reproduction v e i l l a n c e et

fois

et

donc

vage du beaucoup

croissance

la G u y a n e

pays, que

et c h a q u e

et

fois

deux

b o n s à m a n g e r . A six

très avantageuse

g r a n d e é c o n o m i e de

de

l'année gros

à pondre. est

Le

Le Canard

dans

est

rapide,

le

ou

tous

les r a p -

p o i n t de

sur-

le g r o s Canard

sau-

nourriture.

Canard.

probablement

la d o m e s t i c a t i o n

plus gros que

peu

sous

a légèrement

Canard c o m m u n

modifié.

d ' E u r o p e , est

Il

est

aphone


122

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

et p o r t e au b e c p l u s fort q u e

une

étroite

c a r o n c u l e . L e mâle est p l u s

la f e m e l l e . A trois m o i s , les petits s o n t

Un Canard du pays vaut à la Guyane d e

8 à

g r a n d et adultes.

10 francs et dans

les q u a r t i e r s 5 et 7 f r a n c s .

L'Aigrette

L'Aigrette des

est

un

Echassiers qui

mer.

On

les

Les

blanc

du

genre

Héron

les r i v a g e s v a s e u x des

chasse s u r t o u t

l e s q u e l l e s o n fait sement

oiseau habite

pour

leurs

plumes

d e la f a m i l l e

r i v i è r e s et de la avec

précieuses,

ces magnifiques A i g r e t t e s q u i o r n e n t si gracieu-

les c h a p e a u x de n o s malheureux

belles.

q u i f o n t c e t t e chasse s o n t en m ê m e

temps

c h e u r s ; ils v o n t a v e c l e u r s c a n o t s l é g e r s j u s q u e sur les b a n c s de vase b o r d é s d e palétuviers o ù fréquentent d e p r é f é r e n c e les A i g r e t t e s . Ils s o n t o b l i g é s de se m e t t r e nus p o u r aller dans la vase ramasser l e u r gibier,

et,

pour

échapper

aux

Maringouins q u i o b s c u r c i s s e n t

piqûres

des

moustiques

l'air de l e u r s i n n o m b r a b l e s

ils s ' e n d u i s e n t , au p r é a l a b l e , tout le c o r p s d ' h u i l e Une

paire

d ' A i g r e t t e s vaut

les m o m e n t s ; ces p r i x coté,

rien

chasseurs, quand

légions,

suivant

d o u b l e n t et t r i p l e n t e n E u r o p e . D'un p l u s en

plus

et d é t r u i s e n t

leurs

autre

Malheureusement cet à disparaître , p a r c e 1

n i d s dans

les

inté-

que

v i e n t la saison de la p o n t e , s ' e m p a r e n t e n

de tous l e u r s œufs

des

pétrole.

à C a y e n n e de 3 à 4 f r a n c s ,

n'est p l u s facile à e x p é d i e r .

ressant animal tend de

de

et

les

masse

palétuviers.

J'ai v u à C a y e n n e , au m a r c h é , des barils e n t i e r s d ' œ u f s d e

ces

oi-

seaux . N o u s p e n s o n s b i e n q u ' i l n o u s suffira de s i g n a l e r le d a n g e r et le mal p o u r q u e l ' A d m i n i s t r a t i o n y p o r t e r e m è d e rement

en i n t e r d i s a n t s é v è -

c e t t e chasse p e n d a n t 3 o u 4 m o i s de l ' a n n é e , é p o q u e de la


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 123 ponte.

Comme

c'est au m a r c h é

œ u f s , il serait f a c i l e Les

Aigrettes

de d r e s s e r

s'apprivoisent

que

l'on

porte

la

viande

et

les

pourrait

les

contravention. très

facilement.

On

d o m e s t i q u e r et en faire l ' é l e v a g e , c o m m e o n le fait de

l'Autruche.

On arracherait les p l u m e s p r é c i e u s e s d e u x fois par an — au tous les

huit

mois.

moins


TROISIÈME

EXPLOITATION

PARTIE

DES

FORÊTS

CLASSIFICATION DES BOIS SUIVANT LEUR USAGE CONSEILS PRATIQUES POUR L'EXPLOITATION DES FORÊTS

CHASSES

ET

PÊCHES


EXPLOITATION DES FORÊTS

Dans

les épaisses

française,

on

t r o u v e p l u s de 6 0 0 e s p è c e s d ' a r b r e s p l u s ou m o i n s utilisables.

Ils

poussent

droits,

forêts

qui

couvrent

la

Guyane

élan-

cés, à une bailleur qui atteint

souvent

45 et

5 0 m è t r e s et l ' o n p e u t é v a l u e r à 3 0 et 35 m è tres la taille m o y e n n e des g r a n d s a r b r e s q u i croissent de préférence dans les terres hautes, les plateaux et les p e t i tes m o n t a g n e s de l'intérieur. Les n o m b r e u ses r i v i è r e s q u i s i l l o n nent

en

tous sens

DANS LE PORT DE SURRINAM

(d'après une photographie de l'auteur).

le

p a y s , p e r m e t t e n t par le flottage, dans

les

un t r a n s p o r t

économique,

criques, facilitent

et de n o m b r e u s e s c h u t e s d'eau

l'installation

de s c i e r i e s

économiques,

soit au m o y e n d e t u r b i n e s o u de g r a n d e s r o u e s . Les essais faits j u s q u ' à p r é s e n t de c e t t e g r a n d e et b e l l e i n d u s t r i e ,


128 n'y

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN ont

pas p r o d u i t

droit d'espérer

les résultats q u ' o n en attendait et q u ' o n est

si c e g e n r e d ' e x p l o i t a t i o n

tient à d i v e r s e s causes, parmi rang,

l'inexpérience

des

lesquelles

y est il

bien

faut

conduit.

citer

d i r e c t e u r s et e n t r e p r e n e u r s

pas, au d é b u t , suffisamment

préparés

q u e p r é s e n t e à la G u y a n e ce g e n r e

aux

au qui

difficultés

en

Cela

premier n'étaient

particulières

d'exploitation.

M a l g r é t o u t , d i s o n s tout de suite, q u e l ' i n c e r t i t u d e

ne saurait ê t r e

p e r m i s e et q u e les forêts de la G u y a n e p e u v e n t y être e x p l o i t é e s en grand très a v a n t a g e u s e m e n t . Les a r b r e s ne

se t r o u v e n t

grande quantité

de

bois

p r e s q u e jamais en f a m i l l e s , et

utilisables, b e a u c o u p

E u r o p e el ont été peu é t u d i é s e n c o r e volume

important

faire une é l u d e qui

sur la

inconnus

en

dans l e u r u s a g e . Il faudrait

un

p o u r traiter a v e c fruit de la q u e s t i o n et p o u r en

a p p r o f o n d i e ; nous

devons nous

g é n é r a l i t é s et de c o n s e i l s p r a t i q u e s qui ceux

sont

voudraient

contenter

ici

de

p e u v e n t mettre sur la v o i e

c r é e r à la G u y a n e o u au C o n t e s t é , ce

genre

d'industrie. L ' e x p l o i t a t i o n des forêts à la G u y a n e doit ê t r e surtout obligé

des c u l t u r e s

industrielles,

d'autres

industries p r a t i q u é e s par de g r a n d s

grandes

compagnies.

la

v i e r g e d e s t i n é e aux

forêt

tous

les

frais

certains. distance

un

défrichement cultures

d'installation,

Beaucoup

défricher

Le

terrain

de de

mais

petits forêt

l'accessoire

des e x p l o i t a t i o n s des m i n e s

doit n o n

encore

colons en

propriétaires

raisonné

et

guyanais

de de

des

couvrir bénéfices

commencent

y construisant

des m e u l e s p o u r la f a b r i c a t i o n

ou

pratique

seulement

donner de

du c h a r b o n

ou

distance

par en

de b o i s , q u ' i l s

vendent à la ville ou dans les b o u r g s c i r c o n v o i s i n s 2 et 2 fr. 50 l ' h e c tolitre.

Or,

un

stère de

b o i s d o n n e en

moyenne

3 hectolitres

de

c h a r b o n . Il est facile d ' é t a b l i r a v e c c e s d o n n é e s , le b é n é f i c e p l u s q u e suffisant

p r o d u i t par cette f a ç o n de

travailler.

Au s u r p l u s ,

le petit

c o l o n met au fur et à m e s u r e les bois p r é c i e u x d e c o n s t r u c t i o n q u ' i l v e n d à la ville OU q u ' i l e m p l o i e réparation de son h a b i t a t i o n . productif,

il fait ainsi

p o t a g è r e s qui humus fertile.

en partie à la c o n f e c t i o n

T o u t en c o n t i n u a n t son

progressivement

prospèrent

aussitôt

ou à la

défrichement

ses p l a n t a t i o n s a g r i c o l e s o u

dans un

terrain

neuf,

riche

en


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 129 En r é s u m é , la c o n d i t i o n sine qua

non de la réussite

j u d i c i e u x et r a i s o n n é du p l u s g r a n d

est

l'emploi

n o m b r e p o s s i b l e d ' a r b r e s qui

p o u s s e n t dans la f o r ê t v i e r g e .

Liste

par

ordre alphabétique,

des bois

les plus connus de

Guyane

française, p r é s e n t é s sous leur dénomination

Acajou,

Cedrala

(méliacée), bucabally,

A i o u a , aiaoua i c i c a , Angélique,

Connarus

Démérary.

(thérébinthacée).

(légumineuse),

Dicorenia

la

créole

Kabakally,

Dém. ;

barklat.

Surinam. Bagasse, Bagassa

guianensis

(artocarpée).

R o i s b a g o t , u n e l é g u m i n e u s e p e l t o g y n e ? copaifera ? p u r p l e heart. D é m , ; zudrat,

Sur.

Balata, Mimusops

(sapotacée), bullet

balata

tree.

bully.

buruca,

Dém. Balata i n d i e n , Labatia Banane

(bois)

Boco bocoa.

(tilliacée).

Apeiba

B o u g o u n y , Inga Bois

calalou

Bois

cannelle

Canari

(sapotacée).

aublet (légumineuse) ; étaballi,

B o i s b a l l e Guarea

Calebassier,

macrocarpa

(méliacée). (légumineuse).

bougoni

apeiba

(tilliacée).

(laurinée) Acrodiclidium

Crescentia

Caoutchouc,

Hevea

Bois c a n o n

cécropia,

canella.

cujete.

m a c a q u e , Lecythis

Carapa, Carapa

Dém.

guianensis

Dém.

(euphorbiacée).

pourouma

guianensis

kakarally.

grandiflora,

(artocarpée).

( m é l i a c é e ) , c r a b w o o d , D é m . ; krapa S u r .

Cèdre, diverses laurinées, sirnabally,

g e e l hart, b i s i , p i s i . b i r i b u

beeberu. Cœur dehors, Copahu

Diplotropis

Eopaifera

Copaia o u c o u p a i a , C o u a y e , qualéa

(légumineuse).

(légumineuse). Jacaranda

copaia

(bignoniacée).

(vochysiée). 9


130

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Coupi, coupia, Couratari,

water

(chrysobalanée)

Couratari (lécythidée),

Courbaril tree

acioa

ropic, Sur.

ingipipa, Sur.

(légumineuse), locust ou zocus, S u r . ; locust

Hymenœa

ou s i m i r i , Dém.

Bois c r u z e a u , Bois d a r t r e , Ébène

Vismia

verte,

Encens, Bois

Vochysia

(vochysiée).

(hypéricinées):

Tecoma leucoxylon (bignoniacée).

Icica

(thérébinthacée).

flambeau,

Touticia ( s a p i n d a c é e ) .

Bois de fer, Sideroxylon

( s a p o t a c é e ) ; Mouriria

(mémécylée).

F i g u i e r . Ficus urostigma (artocarpée). Fromager,

Eriodendron (bombacée). s y n . coumarouna,

Gayac, diptérix, cuamara,

ou

Génipa, Bois

(légumineuse)

;tonka

Dém. (rubiacée).

Genipa?

grage,

Goyavier

Aubl.

Apcida aspera ( t i l l i a c é e ) .

ou

bois

goyave,

divers

psydium,

eugénia.

myrcia.

(myrthée). Grignon, Bucida (combrétacée), W a n e Sur. Grignon

f o u , qualea

( v o c h y s i é e ) , casearia

procera

(samidées) b y r

diverses

mélastomacées.

s o n i m a ? (malpighiée). Bois g r i g r i , Parinarium Bois

gaulette,

(crysobalanée).

diverses

chrysobalanées,

Guinguamadou, Myristica

bali

surimamensis (myristicées)

ou dari,

Dém. Immortelle.

Erythrina

J a u n e d'œuf, Lucuma Bois S a i n t - J e a n , Jéjérécou. Bois

lait

Bois

de

(légumineuse). rivicoa ( s a p o t a c é e ) . (araliacée).

Panax morototoni

Xylopia

, ( a n o n a c é e ) , yari yari, l a n e e w o o d ?

(apoeynée), hyabya. yaruri. lettre,

Brosimum

paddewood.

aubletii, s y n .

Dém.

Dém.

piratinera,

aubl.

(arto-

carpée). Letter

houte, bourracoura,

Langoussi,

Terminalia

Bois macaque,

paira,

tanibouca

Pithecolobium,

letter

w o o d . Sur. Dém.

(combrétacée).

acacia

(légumineuse).

M a h o , a r b r e s très d i v e r s , Lecythix ( l e c y t h i d é e ) Hibiscus etc.

(malvacée)


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN 131 Mani.

Moronobea coccinea ( c l u s i a c é e ) ,

Maria

congo,

Mencoa Mora.

Lecythis.

( a n t i d e s m a c é e ?) excelsa ( l é g u m i n e u s e ) ,

Mora

la G u y a n e a n g l a i s e , se t r o u v e dans

maniballi.

le M a r o n i . Très

M o m b i n . Spondias,

bon

(malpighiée).

Ouapa.

Voyez

Wacapou,

Wapa.

(feastramiacée).

Caraipa

Bois p a g a ï e . Swartzia Cordia

(légumineuse). (borraginée).

umbraculifera

P a l é t u v i e r b l a n c , Avicennia ( v e r b é n a c é e ) Palétuvier Petit

rivières,

(légumineuse).

Moutouchi suberosa

Bois p a r a s o l .

de

mauria ( t é r é b i n t h a c é e ) .

M o u r e i l a , Byrsonima

Ragelet,

l'intérieur

é g a l e m e n t dans le haut des

spec.

Ouacapou,

dans

bois.

M o u c h i g o , Myristica Moutouchi.

exploité

rouge

palétuvier.

Rhizophora

baboen,

Sur.

mangle ( r h i z o p h a r é e ) .

Languacularia ( c o m b r é t a c é e ) .

Palétuvier

montagne,

Panacoco,

Ormosia ( l é g u m i n e u s e ) ,

Clusia,

Terustrœmia. barakara,

Sur.

P a r c o u r i , Clusia, Rheedia. Calophyllum ( c l u s i a c é e ) , c o o p a , w i l d mammey.

cowassa.

Pékéya,

Dém.

caryocar

(rhizobolée).

Bois pian, dit aussi b o i s p u a n t . Gustavia pterocarpa. aubl.

(myrthée

Poirier,

Couma

guianensis ( a p o c y n é e ) .

Préfontaine

(légumineuse).

Bois

rouge

(légumineuse).

Bois

rouge

tisane,

Humirium

(humiriacée).

diverses

lanées. Rose

mâle

Sassafras

(laurinée),

Acrodiclidium.

( l a u r i n é e ) , Acrodiclidium

S a t i n é . Ferolia Schawari

chrysophyllum.

(artocarpée). washiba. Dém.

caryocar

Simarouba,

(rhyzobolée)

Simarouba

sewari.

(simaroubée).

Taoub (laurinée). Tamarin.

syn. pirigara,

tribbarringtoniées).

Tamarindus

indica ( l é g u m i n e u s e ) .

chrysoba-


132

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Bois purpur Wapa

violet p e l t o g y n e

(légumineuse). syn.

Vouaoa simira,

Aubl

hart. gras.

Eperea falcata A u b l .

Wapa sec,

Vouapa

bifolia A u b l .

Wacapou,

Andira

Aubletii,

n e u s e ) b r u i n hart

Sur.

syn.

(légumineuse)

wallaba,

Dém.

Aubl.

(légumi

(légumineuse). Vouacapoua

am,


CLASSIFICATION

Suivant la

DES

leur emploi

BOIS

et l e u r

usage, o n

G u y a n e en q u a t r e c a t é g o r i e s très

durs

incorruptibles ,

pro-

pres

Bois la

à

SUIVANT

LEUR

USAGE

p e u t classer les b o i s de

principales:

charpente

dans les pays c h a u d s ; 2°

Bois

de

sciage

à t e x t u r e é g a l e et h o mogène ; 3°

Bois

d'ébéniste-

rie ; 4° B o i s p o u v a n t s e r v i r à la d i s t i l l a t i o n (essence

de rose,

pyroligneux , acétique) de bois. Les

et

bois

acide acide

à lafabricationdu

d u r s et i n c o r r u p t i b l e s o n t un tissu très

aubier m ê m e , d'une Ils s o n t

PIROGUES ET CANOTS DU PAYS

charbon

grande

généralement

s e r r é et l e u r

d u r e t é , se d i s t i n g u e à p e i n e du c œ u r .

imprégnés

de

substances

plus

ou

moins


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

134

gommo-résineuses, b a r i l , qui

alliées au l i g n e u x ; tels sont le g a ï a c , le

f o u r n i t la g o m m e

du v e r n i s du m ê m e

nom;

r é s i n e c o p a l qui sert à la

cour

fabrication

le b o i s de c a m p ê c h e . D'autres

contien-

nent b e a u c o u p de tannin qui aide é g a l e m e n t à leur i n c o r r u p t i b i l i t é , qualité

très

précieuse

sous

les

climats chauds

et

humides.

L e W a c a p o u est le m e i l l e u r b o i s de c h a r p e n t e et le p l u s e m p l o y é à la G u y a n e . .Malgré sa d u r e t é , en

vieillissant.

son la

tronc,

On

le

reconnaît

la

dans

les

c o u l e u r gris

foncé

de son

beaucoup moins

assez bien et d u r c i t

forêts

m a r q u é d e c ô t é s saillants et de

Le P r é f o n t a i n e et le C œ u r ploient

il se travaille

de

l'intérieur à

d é p r e s s i o n s et

aussi à

bois. dehors viennent

e n s u i t e , mais

s'em-

à c a u s e d e l e u r rareté p l u s g r a n d e et

de

difficulté de les t r a v a i l l e r . L e Gaïac est e n c o r e p l u s d u r et p l u s l o u r d q u e les p r é c é d e n t s .

Peu e m p l o y é

à cause de sa d u r e t é ; il se p r ê t e bien au travail

t o u r et pourrait grande Le

s e r v i r à la f a b r i c a t i o n

du une

résistance.

Balata est

aussi

très e m p l o y é

C a y e n n e . S o n grain est très qu'on

de p i è c e s d e m a n d a n t

n'y

distingue

fin,

pas de

d'un

b o i s de

L'Ébène

charpente, à

s o m b r e et si c o m p a c t un

arbre

commun

qui

comme a r b r e à g u t t a - p e r c h a

que

charpente.

verte, bois

La W a p a

bois de

rouge C'est

pores.

présente b e a u c o u p p l u s d ' i n t é r ê t comme

comme

jaune,

très

dur

très é g a l .

et

gras est un des plus e m p l o y é s avec le w a e a p o u . C'est

un a r b r e très

intéressant, qui

relativement léger, rouge et des r i v i è r e s et p o u s s e h a u t e s . A la G u y a n e

mérite

une m e n t i o n

spéciale . Il 1

f o n c é , très c o m m u n au b o r d indifféremment

dans les

est

d e s fleuves

terres

basses et

il sert à la c o n f e c t i o n des b a n d e a u x .

L e c œ u r du W a p a ne p o u r r i t , ni dans la terre ni dans l'eau ; il y d u r c i t au c o n t r a i r e . Il servirait a v a n t a g e u s e m e n t p o u r le p a v a g e en bois de de

n o s rues et c o m m e traverses de c h e m i n

de fer et b o i s a g e

mines. Il se scie

très f a c i l e m e n t

et

p o u r cette

raison

peut

aussi

être

classé dans les b o i s d e s c i a g e . On le r e c o n n a î t f a c i l e m e n t à ses fleurs roses et à ses g o u s s e s plates p e n d u e s au bout d'un l o n g p é d o n c u l e . L ' A n g é l i q u e , p l u s l é g e r q u e le W a p a , p o s s è d e à un m o i n d r e d e g r é les q u a l i t é s d e c e d e r n i e r . Il fait r o u i l l e r les c l o u s q u ' o n y e n f o n c e .


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN 135 T o u t e f o i s , il d u r c i t et se c o n s e r v e très bien qui

dans l'eau de

ce

mer

le r e n d p r o p r e aux c o n s t r u c t i o n s n a v a l e s . C'est un arbre assez

commun

dans

les forêts, de g r a n d e d i m e n s i o n ,

portant

à sa c i m e

de fortes b r a n c h e s c o u r b é e s . Le C o u r b a r i l , g r o s

a r b r e c o m m u n sur

les bancs de sable

de la

c ô t e , r e c o n n a i s s a b l e à ses g r o s s e s b r a n c h e s en c o u r b e vers la c î m e . S o n b o i s est brun se travaillant pente,

en

rougeâtre. d'une dureté

moyenne,

h o m o g è n e et

bien dans tous les s e n s . Il peut être e m p l o y é en char-

menuiserie,

constructions

en

ébénisterie,

navales. Le C o u r b a r i l

en

m é c a n i q u e et

pour

les

fournit une variété de g o m m e

copal. Le Bois pagaïe à grain lin et

liant se travaillant

bien dans tous

les s e n s ; de d u r e t é m o y e n n e , sert surtout dans le pays à f a b r i q u e r des Le

pagaïes, c o m m e Rose

mâle

est

son

nom

l'indique.

un des m e i l l e u r s

b o i s de

conservation

de la

c o l o n i e . S o n bois est j a u n e p â l e , o d o r a n t , se travaille p a r f a i t e m e n t . On en e x t r a i t , à C a y e n n e , Do toutes façons

de l ' e s s e n c e

c'est un

L e Bois v i o l e t qui est uni

et

il

rose

d u r c i t en

trie. L'arbre est c o m m u n

la

plutôt un b o i s d ' é b é n i s t e r i e , très b i e n q u a n d

vieillissant.

distillation. remarquable

il est

frais.

Son

Les I n d i e n s en Font d e s

a r c s , des p e i g n e s en b o i s et d i v e r s o b j e t s le t r o u v e dans c e r t a i n e s

par

bois très e s t i m é .

par sa b e l l e c o u l e u r , se travaille g r a i n est

de

sculptés

dans l ' i n t é r i e u r ,

de

leur

indus

il flotte dans l'eau et o n

r é g i o n s du M a r o n i en a b o n d a n c e .

Le Bagasse se travaille très bien dans tous les s e n s . C'est un b o i s d e c o n s e r v a t i o n , sans ê t r e l o u r d , qui sert s u r t o u t à la c o n f e c t i o n p i r o g u e s i n d i g è n e s dans la c o l o n i e . Très

bon bois de

des

constructions

navales. Le S c h a w a r i

est s u r t o u t e m p l o y é dans

les c o n s t r u c t i o n s

navales

du p a y s . Après

Ces e s p è c e s de b o i s i n c o r r u p t i b l e s

qu'on

n o m m e dans le

pays, les b o n s b o i s , il en est d'autres q u ' i l c o n v i e n t d e c i t e r et qui p o u r r a i e n t être e m p l o y é s aux A n t i l l e s par e x e m p l e , dans des

pays

c h a u d s et secs ; tels sont : les d i v e r s e s e s p è c e s de b o i s de f e r , q u i , m a l g r é l e u r tissu

extrêmement

serré, lourd

et résistant, très d u r ,

les r e n d r a i e n t p r o p r e s à d i v e r s usages ; le B o i s g o y a v e et d i v e r s e s myrtées,

le

Canari M a c a q u e

et

divers Mahots,

g r a n d s et

beaux


136

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

arbres de la f o r ê t , r e c o n n a i s s a b l e s à l e u r s fruits c r e u x d é h i s s a n t en forme de

marmite o u de c o u p e

et à l e u r écorce f e u i l l e t é e , c o m m e

c e l l e des

p a p y r u s . Les I n d i e n s frappent

cette

écorce,

la

divisent

en m i n c e s f e u i l l e t s et r o u l e n t d e d a n s , l e u r tabac, p o u r en faire d e longues cigarettes. D é c o u p é e en lanières m i n c e s , e l l e leur

sert

à confectionner

des

c o r d e s , des hamacs et d i v e r s o b j e t s d e l e u r i n d u s t r i e . Elle p o u r r a i t avantageusement être étudiée

et e m p l o y é e c o m m e

t e x t i l e dans l ' i n -

dustrie e u r o p é e n n e . Divers Bois M a c a q u e s ( A c a c i a ) g r o s a r b r e s très durs,

résistant à la h a c h e ,

nus.

Des

mériteraient

d'être é t u d i é s et p l u s c o n -

variétés d u r e s de Bois g a u l e t t e ; le C o u p i et d i v e r s b o i s

dits Dois r o u g e s tisane s o n t a b o n d a n t s dans les f o r ê t s , et m é r i t e r a i e n t aussi

d'être

é t u d i é s dans l e u r

Bois

usage.

de

sciage

Les m e i l l e u r s b o i s de s c i a g e d e la Guyane s o n t p a r dessus tout le G r i g n o n , les Cèdres et l ' A c a j o u . Le G r i g n o n est un g r o s a r b r e très g r a n d

et très d r o i t ; son

bois

est très égal et très sain, d ' u n e c o u l e u r r o u g e â t r e p â l e . Il n'est pas tout

à l'ait aussi d u r q u e le C h ê n e d ' E u r o p e ,

mais il se s c i e

bien

plus

f a c i l e m e n t , s u r t o u t q u a n d il est frais. Il est d'un usage c o n s -

tant

dans

les p l a c e r s , p o u r

Cayenne,

on

l'emploie

bordages,

en

charpente

dans la m e n u i s e r i e Une forêts,

au

la c o n f e c t i o n des dalles de l a v a g e . revêtissage

et

en

lames

des cases, de

en

aussi

et dans la construction des p i r o g u e s .

variété : le G r i g n o n f o u o u C o n a ï e . est d ' u n e

en c l o i s o n s ,

p l a n c h e r . Il sert

A

qualité

i n f é r i e u r e , mais

très commun dans les sert a v a n t a g e u s e m e n t

à

d i v e r s usages dans l ' i n t é r i e u r des m a i s o n s , à l'abri des i n t e m p é r i e s . Un défaut du G r i g n o n est d e se r é t r a c t e r en s é c h a n t . Les Cèdres ( l a u r i n é e s ) m o i n s d u r s et p l u s l é g e r s q u e le G r i g n o n .


DE

MINEURS

(Haut

Sinnamary)

PLACER

(d'après une photographie (Para au Tour du

CASES

ST-ELIE.

Monde).


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 137 ont un b o i s d ' u n e c o h é s i o n très égale et d ' u n e

résistance

dans tous les s e n s , se sciant

L ' o d e u r dans le Sas-

très

facilement.

homogène

safras et dans le Bois cannelle ( q u ' i l n e faut pas c o n f o n d r e a v e c

le

Cannelier) est très v i v e el sert à éloigner les insectes et à assurer leur

conservation.

Le C è d r e

jaune

le

et

Cèdre

brun

foncé,

le Sassafras ou

Rose

femelle, très o d o r a n t , de c o u l e u r j a u n e , sont les p l u s estimés et servent aux mêmes usages que le Grignon. Le Rois cannelle est un p e u p l u s d u r q u e les p r é c é d e n t s et c o m m e e u x . d'une o d e u r très v i v e et

de

bonne

conservation.

L e T a o u b se t r o u v e surtout au Contesté où il sert à la c o n s t r u c tion des t a p o u y e s . B e a u c o u p de l a u r i n é e s d e terre haute que j'ai trouvées dans

les

b o i s du M a r o n i et sur les p l a c e r s d e C a r s e v e n n e p r é s e n t e n t un

bois

excellent et sont c o n n u e s seulement des

cou-

reurs lavage

de 1

bois,

qui les e m p l o i e n t dans

vieux

placériens

et

la confection de dalles

de l ' o r et des p i r o g u e s . L e u r b o i s , o d o r a n t , à l'aspect

et c h a t o y a n t ,

se travaillant

bien

de

soyeux

dans tous les s e n s , pourrait

servir

à la confection de très b e a u x m e u b l e s . L'Acajou,

analogue

est p l u s tendre et se amer d o n t

aux p r é c é d e n t s c o m m e b o i s et comme aspect, conserve

très l o n g t e m p s ,

principe

il est i m p r é g n é . Il est très recherché p o u r la fabrication

des a r m o i r e s et autres m e u b l e s , aussi est il d'un c o l o n i e m ê m e . C'est un bois différent France,

grâce au

ce d e r n i e r

venant

d'Haïti

prix

é l e v é dans la

de l ' A c a j o u des é b é n i s t e s de

et du

Honduras

lui

esl

supé-

rieur. Le Carapa p o s s è d e à un Il se

m o i n d r e d e g r é les p r o p r i é t é s de l ' a c a j o u .

travaille b i e n , se conserve

de se f e n d r e quelquefois

l o n g t e m p s ; mais l'arbre

quand on l'abat. Parmi

a le défaut

les b o i s d u r s q u e

n o u s a v o n s déjà c i t é s . beaucoup sont p r o p r e s au sciage en madriers et en planches : le W a p a . le Bagasse, le R o s e mâle, le S e b a w a r i . le Courbaril. mous,

l'Angélique,

tels q u e le

le

R o i s p a g a i e , le P a r c o u r i l . Certains

Simarouba,

inattaquable

par les

insectes,

bois bois

b l a n c , t e n d r e et l é g e r ; le Rois r o u g e , le M o u c h i c o r o u g e , le Coussapoa, le R o i s

sucré

Guingamadou.

Parmi les a r b r e s i n u t i l i s a b l e s c o m m e b o i s F i g u i e r , le: F r o m a g e r , arbre

de s c i a g e , c i t o n s :

le

énorme qui atteint .50 et 60 mètres d e


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

138

hauteur, le M a n i . les a r b r e s à e n c e n s , le Moureïla, le M o n b i n . etc. En r é s u m é , les divers b o i s de sont

bien

s u p é r i e u r s aux

sciage q u e

nous

bois blancs d'Europe

venons

de citer

où ils s c i a i e n t d'un

très b o n u s a g e .

Bois

Les bois trouvera

précieux d ' é b é n i s t e r i e

bénéfice à e x p o r t e r

base à l ' e x p l o i t a t i o n . du l u t h i e r , de

sont par e x c e l l e n c e , c e u x Europe, et qui d o i v e n t reconnue

qu'on

servir

de

aujourd'hui,

les

p l u s p o u r la c o n f e c t i o n des meubles, l'art

la marquetterie, la sculpture en b o i s , la c a r r o s s e r i e , e t c .

transport

billes

en

L e u r supériorité,

fera demander de p l u s en Le

d'ébénisterie

de ces

même

bois

débités

en madriers de 4 mètres o u

l o n g u e u r , serait f a c i l e m e n t et à p e u

par les navires de c o m m e r c e

de frais

en fait

de Nantes, de B o r d e a u x et du Havre

qui t o u s , r e l è v e n t de Cayenne sur lest pour les A n t i l l e s . Les p l u s beaux

bois d'ébénisterie

de la Guyane et du

Contesté

sont : L e B o i s d e Lettre, ainsi nommé à cause des petites

mouchetures

n o i r e s , p l u s ou m o i n s s e m b l a b l e s à des lettres, dont il est

marqué.

C'est

un b o i s très d u r , c o m p a c t et l o u r d , s u s c e p t i b l e du p l u s

poli,

mais très

noueux

et

difficile

à travailler.

d e u x s o r t e s ; le L e t t r e moucheté, le Lettre beau

que

le p r é c é d e n t , est d'un

veines noirâtres, faiblement apparentes, on

le n o m m e

brun

rouge;

On en

beau

distingue

ce dernier, moins

rouge clair, avec

accusées. Q u a n d les v e i n e s

quelques sont

plus

Bois de Lettre r u b a n n é . L ' a u b i e r de c e s

a r b r e s est pâle et i n u t i l i s a b l e . Les m e i l l e u r s de c e s b o i s s o n t

ceux

q u e l ' o n t r o u v e abattus et s é c h é s d e p u i s l o n g t e m p s à terre dans la f o r ê t ; le c œ u r , q u i s'est c o n s e r v é intact, a p r i s en vieillissant

une

riche coloration. L e S a t i n é r o u g e o u B o i s de F é r o l e s , est un b o i s m a g n i f i q u e , il est très

uni, compact

et

d'une

très b e l l e c o u l e u r r o u g e , se

travaille


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN bien

et

se d é b i t e sans d é c h e t .

Une variété : le Satiné

p l u s p â l e , à v e i n e s o n d u l e u s e s qui lui a valu son

ont

139

r u b a n é , est

un m i r o i t e m e n t s o y e u x

qui

nom.

Ces d e u x sortes de b o i s s o n t les p l u s p r é c i e u s e s et les plus r e c h e r c h é e s , p o u r l ' o r n e m e n t a t i o n et la f a b r i c a t i o n des m e u b l e s . Le B o c o bien

est

un

dans tous

b o i s très d u r et très l o u r d , mais se

les s e n s , d ' u n e c o u l e u r

n o i r très

foncé.

L'aubier,

ses d e u x

couleurs

même,

jaune

est utilisable

c a r a c t é r i s t i q u e s et tranchant

c ô t é d e l ' a u t r e , il est

travaillant

b r u n , a v e c un et très d u r . vivement

cœur Avec

l'une

à

très e s t i m é p o u r les p a n n e a u x des m e u b l e s ,

des t i r o i r s , p o u r la s c u l p t u r e en b o i s , l'art du l u t h i e r et les travaux de tour. Le Bois Bagot est a v e c le B o c o un b o i s des p l u s b e a u x ; l ' a u b i e r , entièrement

utilisable,

est d'un

b l a n c p u r el

le c œ u r

est du p l u s

beau p o u r p r e . C'est un b o i s m a g n i f i q u e , dont les c o u l e u r s bien en

tiennent

vieillissant.

Le Bois v i o l e t , dont n o u s a v o n s déjà parlé dans les b o i s d u r s , est d ' u n violet très franc, qui s'assombrit

en vieillissant. Très c o m m u n

dans l ' i n t é r i e u r , facile à travailler et à s c i e r , c'est un des b o i s dont o n p e u t tirer le p l u s de p r o f i t . Le M o u t o u c h y

grand

bois

est

v e i n é par de l o n g u e s

lignes

de

v i o l e t , d e b r u n c l a i r et de b l a n c p u r . L e P a n a c o c o est n o i r , de g r a n d e c o n s e r v a t i o n ; mais il est

moins

beau q u e l ' é b è n e du c o m m e r c e . L ' A c a j o u ( V o i r a n t é r i e u r e m e n t bois de sciage). Le C o u r b a r i l l'Acajou ;

a le c œ u r

il se

s c u l p t u r e en

travaille

bois.

b r u n r o u g e â t r e c l a i r , r e s s e m b l e assez à facilement,

Il a l'avantage

d e g r a n d e s d i m e n s i o n s et il se de sable de

qui

le

rend p r o p r e à la plateaux

t r o u v e en a b o n d a n c e sur les

bancs

la c ô t e .

L ' É b è n e v e r t e est un b o i s b r u n un

ce

de p o u v o i r f o u r n i r des

b o i s très d u r ,

très sain

et

f o n c é q u a n d il a été v e i n é . C'est

susceptible

de f o u r n i r ,

comme

le

p r é c é d e n t , de vastes tables sans n œ u d s ni c r e v a s s e s . Le Pataoua est un p a l m i e r d o n t le b o i s est f o r m é d e v e i n e s aller n a t i v e m e n t n o i r e s et

b l a n c h e s , qui peut être p o l i

et a un

aspect

p a r t i c u l i e r qui le fait r e c h e r c h e r p o u r la c o n f e c t i o n des c a n n e s , d e s encadrements

et

comme

incrustation

en

bandes

étroites

dans

la


140

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN On

marquetterie.

l'expédie en

l'on r e t i r e de la p é r i p h é r i e Tels peut

s o n t les

principaux

France s o u s forme

du t r o n c , bois

d'ébénisterie

y ajouter e n c o r e quelques arbres,

le Copahu. etc., principalement

de

lattes,

là o ù il est le p l u s de

tels q u e

que

dur.

la c o l o n i e ; o n le Cœur

dans la f a m i l l e des

dehors,

légumineuses.

En g é n é r a l , les b o i s q u e n o u s v e n o n s de c i t e r o n t p e u d e rétrac t i o n en s é c h a n t . Quelques-uns : l ' E b è n e v e r t e , le B o c o , le G a y a c , le Bois B a g o t . le Bois v i o l e t , ron ;

ils s o n t ,

plus p o r e u x

pour

cette

et les b o i s

n'en ont p r e s q u e pas. 1 / 2 d i x i è m e e n v i raison,

plus

susceptibles

mous, qui perdent

jusqu'à

que

les

4, 5 et

bois même

6 d i x i è m e s de l e u r p o i d s en s é c h a n t , de supporter les c l i m a t s

secs

de l'Europe sans se d é t é r i o r e r

pour

et se f e n d r e ; c'est la raison

laquelle ils d o i v e n t s e r v i r de base à l ' e x p l o i t a t i o n

forestière.


CONSEILS PRATIQUES POUR L'EXPLOITATION DES FORÊTS

N o u s l ' a v o n s déjà dit : l ' e x p l o i t a t i o n é c o n o m i q u e toutes les essences, pagnée ou suivie cou,

etc.,

et p r a t i q u e d e

telles q u ' e l l e s se p r é s e n t e n t , d o i t être

accom-

p a r d e s c u l t u r e s i n d u s t r i e l l e s : Café, C a c a o , R o u -

( v o i r ante),

et

peut surtout être pratiquée

avec

succès

par un g r a n d p r o p r i é t a i r e o u u n e g r a n d e c o m p a g n i e . Les

terrains

vierges à

r i v i è r e s , sur des

exploiter

terrains en

seront

p e n t e , de

toujours

préférence,

riverains pour

des

faciliter

le halage des p i è c e s . RÈGLE GÉNÉRALE : Il faut c o u p e r les a r b r e s à la saison s è c h e ,

ou

au m o i n s dans la saison des p l u i e s m o d é r é e s , au m o m e n t des faib l e s m a r é e s , p e n d a n t le q u a r t i e r de l u n e , alors q u e la m o n t é e de la s è v e se r a l e n t i t ; laisser l ' a r b r e à terre a v e c toutes ses b r a n c h e s p e n d a n t q u e l q u e s j o u r s , de f a ç o n à en é p u i s e r t o u t e la s è v e ; ébrancher,

t r o n ç o n n e r et é q u a r r i r

sur p l a c e

les

bois

poreux

d o n t l ' a u b i e r est i n u t i l i s a b l e : les e s s e n c e s d u r e s et peuvent, forêt.

sans

inconvénient,

rester

longtemps

à

et

ceux

incorruptibles terre

dans

la


LA

142

A

GUYANE

la saison

amener

FRANÇAISE

L'ANCIEN

des fortes p l u i e s ,

CONTESTÉ

on profite

FRANCO BRÉSILIEN

des

mélange

les

les

une

les l i a n e s d e Dans les nombre

les

et

flottaison

la f o r ê t ;

petites

g u e aux d e u x

l o u r d s de

on

se

telle

larges,

façon

on

qu'on avec

franche.

sert a v e c avantage d ' u n e

piro-

de l a q u e l l e sont attachées des p i è c e s de

ou en p o i d s

bois

égal.

rière si l ' o n est m e n a c é

d'un

on e m p ê c h e ainsi le radeau

danger

quelconque.

d e se h e u r t e r

contre

c o n t o u r s o ù le c o u r a n t est t r o p r a p i d e .

Le d a n g e r

r e v e n i r en a r r i è r e .

l'ancre

pour

L e s a m a r r a g e s se f o n t

n o t a m m e n t la Liane

criques,

côtés

bois

suffisante.

radeaux s e r o n t m u n i s d ' a n c r e s à j e t , q u e l ' o n

Les

radeaux

assez

r a d e a u x , dans les r i v i è r e s

b o i s légers

puisse avoir

peut

en

pour

scierie.

P o u r Construire

les

hautes eaux

les b o i s au b o r d d e l'eau et les d i s p o s e r

les c o n d u i r e à la

en

ET

Au

m o u i l l e à l'arOn

retient rives,

les

besoin

et

dans

même, on

évité, une embarcation

relève

à jet et la r a m è n e au r a d e a u .

L e s s c i e r i e s les p l u s é c o n o m i q u e s et les p l u s p r a t i q u e s sont qui seront établies mètres

de

recevant

sur une chute

l a r g e , au

moyen

latéralement

de

d'une

turbines

celles

m o y e n n e c r i q u e de 8 à 9 horizontales

immergées,

le m o u v e m e n t par un puissant c o u r a n t

d'eau

o u v e r t dans la m u r a i l l e n a t u r e l l e de la r o c h e . Les

m e i l l e u r e s scies sont les scies c i r c u l a i r e s et la s c i e à r u b a n

e n r o u l é e c o m m e u n e c o u r r o i e sur d e u x t a m b o u r s . On p o u r r a i t aussi p r a t i q u e m e n t se s e r v i r

roues v e r t i c a l e s ,

pour la

transmission de la f o r c e , d e g r a n d e s

faisant l e u r p r i s e d'eau au m o y e n

de

dalles

et d e

c a n a l i s a t i o n s à flanc d e m o n t a g n e . Ces installations faciles n e seraient q u e p r o v i s o i r e s et p o u r r a i e n t

être r e n o u v e l é e s et

transportées

sur

des p o i n t s p l u s r i c h e s e n b o i s p r é c i e u x , en a m o n t o u en aval d e la r i v i è r e et de ses affluents. C'est le p r o c é d é à e m p l o y e r dans les petites c r i q u e s , d'où il sera t o u j o u r s p l u s f a c i l e e n s u i t e moyen de

pirogues

ou

de

légers

c h a l a n d s , les

de t r a n s p o r t e r au planches,

les

ma-

d r i e r s , et m ê m e les p l a t e a u x de b o i s d ' é b é n i s t e r i e . Dans les r a p i d e s et les sauts des g r a n d s c o u r s d ' e a u , o n encore adopter

une hélice

teur

c o n s t a m m e n t , et au m o y e n

tournerait

engraînée

sur un p i g n o n

n o y é e dans d e g r a n d s c o u r a n t s . mobile

d'une

sur s o n a x e ,

pourrait Ce m o -

c h a î n e sans

avec embrayage

fin et


UN CHANTIER FORESTIER (d'après u n e photographie)


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN 143 débrayage,

en m o u v e m e n t

mettrait

l'arbre

de f o r c e d ' u n e

grande

scierie, ou l'arrêterait à v o l o n t é . Une scierie établie sur un bateau plat, au m o y e n d ' u n e v a p e u r chauffant

machine à

au p é t r o l e ou au b o i s , serait é g a l e m e n t

très pra-

t i q u e . On obtient a u j o u r d ' h u i facilement u n e f o r c e d e 15 à 20 c h e chevaux avec des m a c h i n e s de peu d e p o i d s et d'un

petit

volume.

Une transmission s p é c i a l e p o u r r a i t a c t i o n n e r une h é l i c e , et la s c i e r i e flottante p o u r r a i t se t r a n s p o r t e r à v o l o n t é , le l o n g des fleuves et des r i v i è r e s n a v i g a b l e s , sur les l i e u x mêmes de l ' e x p l o i t a t i o n a c c o s t e r les n a v i r e s

et

même

a u x p o r t s d'embarquement pour y t r a n s b o r d e r

p l a n c h e s , plateaux et m a d r i e r s . Ce système n o u s parait être mique

et

mériterait

d'être

le

p l u s p r a t i q u e et le p l u s

essayé à la Guyane o u

écono-

dans q u e l q u e

autre de nos c o l o n i e s .

Le

Caoutchouc

L e c a o u t c h o u c , o u g o m m e é l a s t i q u e , est a u j o u r d ' h u i

un

produit

si c o n n u , si u n i v e r s e l l e m e n t e m p l o y é , q u ' i l d e v i e n t d e p l u s en p l u s une s u b s t a n c e p r é c i e u c e d o n t le p r i x a u g m e n t e t o u s les j o u r s . C'est une des p r i n c i p a l e s r i c h e s s e s d e s f o r ê t s i n t e r t r o p i c a l e s . L ' a r b r e qui le

produit :

l'Hevœa

guianensis

G u y a n e par p i e d s i s o l é s , gions pour

l'Oyapock

d'alluvion et s u r t o u t

espèces),

mais assez n o m b r e u x

y être e x p l o i t é fertiles

du

assez r a r e . Maroni

et

croît

ses

la ré-

b i e n à tort

II est c o m m u n de

à

dans q u e l q u e s

avec a v a n t a g e , et c'est

l ' o n a c r u j u s q u ' i c i q u ' i l était terrains

(plusieurs

que

dans les

affluents,

dans

dans l ' a n c i e n C o n t e s t é f r a n c o - b r é s i l i e n , o ù

on

l ' e x p l o i t e a v e c s u c c è s , dans l ' A r a g u a r y , à Mapa et à C o u n a n i . J u s q u ' à p r é s e n t , les i n d i g è n e s , I n d i e n s et n è g r e s B o s c h s et B o n i s n e v e u l e n t pas o u p l u t ô t n e savent pas tirer parti d e c e t t e

principale

r i c h e s s e d e l e u r s f o r ê t s , si facile à r é c o l t e r p o u r t a n t . Il faudrait les i n s t r u i r e dans c e s e n s , et il est c e r t a i n q u ' u n e é q u i p e d e c h e r c h e u r s p r i s e au Para et c o n d u i t e au M a r o n i y o b t i e n d r a i t d e b e a u x résultats


144 LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN L'arbre

se r e c o n n a î t

a i s é m e n t à ses f e u i l l e s t r i f o l i é e s , à son fruit

t r i g o n e , s ' o u v r a n t en six valves et r e n f e r m a n t trois amandes, et s u r t o u t à s o n suc l a i t e u x q u i s è c h e et se c o a g u l e en g o m m e é l a s t i q u e de c o u l e u r b r u n e et n o i r e , Au

commencement de la saison

sèche,

les c h e r c h e u r s

de

caout-

c h o u c r e m o n t e n t les r i v i è r e s et e x p l o r e n t les f o r ê t s , Ils c a m p e n t sur un p o i n t q u e l c o n q u e r e c o n n u f a v o r a b l e à l ' e x p l o i t a t i o n . Ils les b o i s e n v i r o n n a n t s

de l i g n e s

m a r q u e n t les a r b r e s . P o u r une

incision

verticale avec

ou

s e n t i e r s dans tous

recueillir

le s u c , ils f o n t

coupent

les sens et

généralement

d e s r a m i f i c a t i o n s latérales o b l i q u e s

f o r m e de V p e r m e t t a n t au latex d e c o u l e r dans l ' i n c i s i o n

en

principale

au bas de l a q u e l l e est d i s p o s é e u n e p e t i t e calebasse fixée s u r le t r o n c . On aide g é n é r a l e m e n t à la c o a g u l a t i o n , par la c h a l e u r . A u Contesté et au Para, p r e s q u e t o u j o u r s le latex de l ' H e v œ a , q u ' o n n o m m e S e r i n g u e r a , est m é l a n g é a v e c le s u c l a i t e u x d'autres a r b r e s q u i n e se c o a g u l e pas aussi b i e n . Dans ces c o n d i t i o n s , o n fait chauffer le m é l a n g e dans d e g r a n d e s c h a u d i è r e s q u e l ' o n r e m u e a v e c u n e l o n g u e et fine b a g u e t t e . Cette b a g u e t t e s ' e n t o u r e d ' u n e p r e m i è r e c o u c h e de g o m m e q u e

l'on

ex-

p o s e dans t o u s les sens au-dessus du feu et d e la f u m é e , o ù e l l e s è c h e et d u r c i t

r a p i d e m e n t en q u e l q u e s

s e c o n d e s . On r e p l o n g e

successi-

v e m e n t la b a g u e t t e dans le r é c i p i e n t et de n o u v e l l e s c o u c h e s se s u c c è d e n t ainsi les unes sur les a u t r e s , de f a ç o n à f o r m e r u n e b o u l e

de

c a o u t c h o u c d u r e , f a c i l e à t r a n s p o r t e r et à c o n s e r v e r . L e p r o d u i t ainsi o b t e n u est i n f é r i e u r à la g o m m e é l a s t i q u e p u r e d e l ' h e v œ a . Il serait f a c i l e de se p r o c u r e r des g r a i n e s de c e t a r b r e et de p l a n t e r s o u s le c o u v e r t

les

d e la f o r ê t , le l o n g des s e n t i e r s , dans des

e n d r o i t s c o n v e n a b l e m e n t c h o i s i s , en é c l a i r c i s s a n t un p e u la b r o u s s e autour d'eux. L ' a r b r e p o u r r a i t ê t r e s a i g n é à 8 o u 10 ans. L'Administration a t t e n d r e , aurait pu

pénitentiaire,

qui

n'a

t i r e r parti de c e g e n r e

c h a n t i e r s f o r e s t i e r s de l ' O r a p u , du

pas d ' â g e ,

et

qui

peut

d ' e x p l o i t a t i o n dans ses

N o u v e a u C h a n t i e r et du M a r o n i ,

et il n'est pas d o u t e u x q u ' e l l e y eût t r o u v é u n e s o u r c e d e r i c h e s s e et de p r o s p é r i t é . Mais il est t o u j o u r s t e m p s p o u r b i e n f a i r e , et on p o u r rait c o m m e n c e r dès a u j o u r d ' h u i c e g e n r e de p l a n t a t i o n

f a c i l e , en y


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRESILIEN

145

j o i g n a n t la c u l t u r e du balata. a r b r e peu délicat qui p o u s s e l e n t e m e n t mais d e m a n d e r a i t e n c o r e m o i n s de soins que l'hevœa. L e Manihot glazioviï,

ou

caoutchouc

de Céara, déjà i n t r o d u i t

S é n é g a l , m é r i t e s u r t o u t d ' ê t r e c u l t i v é à la G u y a n e o ù il

au

réussirait

très b i e n . A Fortalezza et au Para, on le n o m m e M a n i ç o b a . V o i c i un extrait

du

journal

« Republica de

Fortalezza » s i g n é :

Rodrigues-

L i m a et Cie : « Il faut planter les s e m e n c e s au commencement l i g n e de c i n q en c i n q

des p l u i e s

en

m è t r e s , dans les terrains de glaise r o u g e o u

n o i r e en p e n t e d o u c e , ni t r o p h u m i d e s ni

t r o p s e c s , c o m m e le s o n t

g é n é r a l e m e n t c e u x a v o i s i n a n t les r i v e s des rios. « La p r e m i è r e

a n n é e , l ' a r b r e r e s s e m b l e au m a n i o c . . , A l'âge

4 o u 5 ans, il atteint son c o m p l e t » Dès

de

développement.

q u e le d i a m è t r e du t r o n c aura atteint 10 c e n t i m è t r e s ,

on

p o u r r a commencer la r é c o l t e de la g o m m e é l a s t i q u e . On incise a v e c u n e h a c h e t t e , l ' é c o r c e du v e r t i c a l , en ayant soin

t r o n c en d i v e r s e n d r o i t s et dans le sens

de ne

pas e n t a m e r le b o i s de l ' a r b r e .

fixe a u - d e s s o u s de c h a q u e f e n t e , à l'aide d'un des petits r é c i p i e n t s dans dure environ

lesquels

s'égoutte

le

liquide lait,

l'écoulement

trois h e u r e s .

» Le latex, amassé dans des r é c i p i e n t s , o n p r o c è d e au

» On

verse

On

gommeux.

le latex

dans un vase de f o r m e

comme

bizarre,

r e p r é s e n t e ta figure c i - c o n t r e . S o u s c e vase, o n fait un

fumage.

le

feu d e b o i s

en e m p l o y a n t les e s s e n c e s q u i p r o d u i s e n t le p l u s d e f u m é e . » On p l o n g e dans le lait u n e b a g u e t t e de b o i s de f o r m e c y l i n d i q u e et pas t r o p g r o s s e , la m a t i è r e y a d h è r e en u n e c o u c h e m i n c e l'on

fait s o l i d i f i e r

en

l ' e x p o s a n t à la f u m é e du

la b a g u e t t e dans l e vase, et l ' o n obtenu

le v o l u m e

foyer;

on

continue jusqu'à ce que

que

replonge l ' o n ait

désiré. 10


146

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

« Un pied de Maniçoba de 10 centimètres de diamètre peut donner sans inconvénient, 40 centilitres de liquide par an. Les troncs plus gros supportent proportionnellement une plus forte récolte. » Le prix de la gomme élastique se vend à Londres actuellement, 200 mil-reis les 15 kilos. Un

terrain

planté

méthodiquement

d'arbres

à

caoutchouc,

don-

nera toujours des bénéfices plus considérables que l'exploitation en forêt, qui ne doit être, dans certains pays, comme dans notre Guyane et dans la Guyane brésilienne, qu'une tion, permettant

d'arriver,

petit

à petit,

culture de transi-

à la culture idéale et

méthodique. Il faudrait que le Gouvernement accordât des primes pour encourager ces sortes de cultures. Le Brésil, qui est pauvre, accorde des primes de 25 contos de reis (25.000 francs) à toute personne qui, dans le délai de trois ans, prouvera avoir planté et formé dans la province de Sao-Paulo, le plus d'arbres de Mangabeira. La Mangabeira de Sao-Paulo ne viendrait pas bien en Guyane, parce qu'elle demande des pays secs.

La G u t t a - p e r c h a ou G o m m e B a l a t a La gutta-percha est une gomme résine, assez semblable au caout chouc, plus dure et moins élastique, se ramolissant par la chaleur, se durcissant par le froid, Elle est presque aussi demandée que le caoutchouc et devient, comme lui. un produit de plus en plus précieux. On la tirait autrefois de l'Archipel Malais et des Indes Orientales, mais on l'extrait aujourd'hui des arbres d'Amérique de la famille

des sapotacées.

Celle

surtout

extraite

Guyane, donne une gutta-percha extrêmement

du Balata de la fine,

dont j'ai pu

admirer l'excellence et la pureté à Cayenne et au Maroni. chez M. Hayes, le savant ingénieur agronome de l'Administration pénitentiaire, qui a pu obtenir avec cette gomme les moulages les plus


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN délicats

et

jusqu'à

des

semelles

de

chaussure

d'une

147

grande

dureté. On extrait le latex du Balata comme celui du caoutchouc; mais il faut avoir soin que le système d'incision n'intéresse que l'écorce et légèrement la surface du bois. Le suc laiteux recueilli au bas des incisions, dans une calebasse, se coagule assez promptement ; mais l'ébullition hâte cette coagulation. La meilleure saison pour la récolte, est toujours la saison sèche, le commencement et la fin, c'est-à-dire en août et novembre ou décembre. Il ne faut inciser l'arbre que d'un seul côté à la fois, et attendre que la plaie d'un côté soit suffisamment cicatrisée pour l'inciser de nouveau du côté opposé. Le produit ainsi obtenu, donne une gutta-percha

extrêmement

fine. On peut en tirer une grande quantité en abattant l'arbre, en le tronçonnant et en aidant à l'issue du suc par des feux allumés autour de son tronc, mais on comprend que cette méthode, qui dépeuplerait vite les forêts, soit rigoureusement interdite par des arrêtés locaux, qui punissent de l'amende et de la prison, ceux qui abattent ainsi ces arbres précieux (1). (Voir ante Balata. au chapitre

Fruits).

Le Balata et les sapotacées sont des arbres assez communs dans les

forêts

de la Guyane française et de

la Guyane brésilienne,

leurs fruits abondants et bons à manger ont des noyaux qui ger ment facilement. En outre des sapotacées, les apocynées et les figuiers, très communs dans

certaines régions, donnent un latex abondant, qu'il

serait, je crois, facile de rendre coagulable au moyen de l'ébullition et d'un mélange de caoutchouc et de noir de fumée, par la méthode que j'ai décrite au chapitre précédent.

(I) M. Henry Richard, négociant, maire de Cayenne, Président de la Chambre d'agriculture, a fait un travail intéressant su; le Balata. 1


148

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Gomme Cette

gomme,

dure,

copal

transparente, de couleur

jaune

ambrée,

insoluble dans l'eau, est utilisée pour la confection des vernis. Elle est tirée du

Courbaril hymenœa, exploité

à Surinam.

noirs la trouvent souvent en terre, au pied de l'arbre.

Les

Jusqu'à

présent, on ne s'est guère donné la peine, à la Guyane, de la rechercher ou de l'exploiter. Cependant, j'en ai vu de beaux échantillons, trouvés dans les bois. Ce prix en est peu élevé.

B a u m e de Copahu Le Copahifera guianensis fournit

un

baume de

copahu

d'excel-

lente qualité. L'arbre est assez commun sur les rives des petites rivières de l'intérieur, où on le reconnaît aisément à son fruit en forme de gousse courte, épaisse et légèrement aplatie, renfermant ce baume à l'odeur si caractéristique. On incise l'arbre pour en récolter le baume et on peut estimer à 6 ou 7 kilogrammes, en moyenne, la quantité que peut fournir un seul pied. La meilleure saison pour

la récolte, comme pour la sève du

Caoutchouc et de Balata. est la saison sèche : août et septembre, novembre et décembrae, après les premiers grains. Pendant la saison des pluies, la sève est trop aqueuse, en pleine saison sèche, elle est trop peu abondante.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

149

Résines L'Icica aracouchini el quelques autres espèces analogues, laissent suinter de leur tronc une résine odorante d'un gris foncé dans son épaisseur et blanchâtre à la surface, qui répand une odeur vive et agréable. On l'emploie en médecine

et comme

encens dans les

églises. Les Indiens et les nègres Boschs s'en servent dans leurs cases pour éloigner les moustiques. Le Mani, Moronöbea coccinea, arbre très commun au bord

des

rivières de l'intérieur, très reconnaissable à ses petites baies rouges en grappes, fournit une résine noire, très collante, inodore, qui durcit en se séchant. Elle sert aux Indiens surtout et aux nègres, pour faire des torches, allumer leurs foyers et surtout pour fixer au moyen des fils de pite, enduits do cette résine, leurs pointes de lances ou de flèches, ou leurs divers engins de pèche. Cette résine mérite d'être plus connue et le. commerce et l'industrie européens pourraient en tirer parti.

Tannin Beaucoup de végétaux de la Guyane contiennent du tannin en plus grande abondance que le chêne de France, notamment l'écorce de Palétuvier rouge. Rhixophora mangte, pour ne citer que celui-là, qui pousse en famille et en abondance sur le littoral, surtout le long

des fleuves et des rivières,

on

l'exploite

très facile-

ment . On pourrait préparer le tannin sur place et en extraire facilement un produit concentré qui pourrait être envoyé en Europe ou dans l'Amérique du Nord.


150

LA

GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Essence de rose On peut extraire de l'essence de rose par la distillation du Sassafras ou Bois de rose femelle

de la Guyane (Acrodiclidium chryso-

phyllum). Des essais faits à Cayenne, par feu MM. Alexandre Volmar et Goudin,

leur ont donné d'excellents

résultats,

et cette sorte

d'industrie leur assurait de beaux bénéfices. Tout le monde connaît

le prix élevé de l'essence de rose en

Europe. Au surplus, c'est un produit facile à exporter en flacons. La matière première, le Bois de rose, si facile à reconnaître par son odeur caractéristique, ne coûte pas grands efforts à se procurer avec les indigènes du Maroni

ou des autres rivières

de

la

Guyane, auxquels on n'a qu'à fixer un bon prix, pour qu'ils appor lent, dans leurs canots, descendant presque toujours à vide des placers ou de leur village, des chargements de ce bois précieux. Dans tous les cas, cette industrie peut et doit accompagner avantageusement toute grande exploitation des forêts.

Les Textiles Parmi les plantes textiles de la Guyane, la Pite indienne mérite une mention spéciale. M. le docteur Weber, ancien directeur de l'Ecole de médecine du Val-de-Grâcé, qui s'occupe des Agaves, en fait, d'après notre description, un Fourcroya gigantea, avec doute. Cette plante, qui donne le meilleur textile connu, est cultivée à Maurice et à l'Ile Bourbon. Cisqlana,

fait

la richesse

annuelle s'élève

Une autre espèce. Agave rigïda

du Vucatan

mexicain;

sa

ou

production

à plus de 50 millions de francs. A la

Guyane,

où (die pousse à l'état sauvage un peu partout, sa culture serait des plus faciles.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

151

Les Indiens se servent de la Pite pour confectionner des cordes d'arc, des lignes de pèche et autres objets de leur industrie, qui demandent une grande solidité. Ils se servent aussi de l'écorce de Maho (voir ante), pour faire des hamacs et des cordages. Le Moucou-Moucou, arbuste ligneux herbacé (famille des Aruns ), qui croît

en abondance

(exploité à Démérari,

sur les bords

vaseux

pour la fabrication

des rivières, est

du papier de luxe. Il

pourrait l'être en Guyane, dans les mêmes conditions.


CHASSES

Dans les forets vierges de la Guyane, où l'homme ne fait que de rares et courtes apparitions, la chasse et la pèche peuvent fournir au voyageur, au coureur des bois, au mineur et à l'indigène noir ou indien, les principales ressources de leur subsistance. Sur quelques points du littoral surtout, les pêches laites à la mer sont des plus abondantes et des plus intéressantes; aussi, le poisson frais entre pour une part importante dans l'alimentation des habitants. Pointant aucune grande pêcherie industrielle et régir lière n'y a. jusqu'à présent été organisée d'une façon comme

sur les

suivie

côtes de

Guyane brésilienne,

de

la Ma-

raca au Cap d'Orange, où l'absence de prororoca, et les eaux troubles des courants

UN PONT DANS LAFORÊTTIERCE

venant

de l'Amazone favorisent exceptionnellement les pêcheurs venus du Para et des îles du Grand Fleuve.


154

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

Les principaux mammifères qui forment le gibier du pays sont : le Tapir ou Maïpouri, gros comme un bœuf, plusieurs espèces de daims qu'on appelle biches, une petite espèce très gracieuse de chevreuil qu'on nomme Cariacou, deux espèces de sangliers de petite taille (Pécaris), dont le nom indigène est Pâtira et les Cochons marrons qui vivent en troupes dans les forêts, le Capiaï (Capibarra) le plus grand des rongeurs qui atteint la taille d'un cochon ordinaire; l'Agouti (Dasyprocta

L.) rongeur de la grosseur du Lièvre qui se terre dans

les trous de Tatou et dans les arbres creux ; l'Agouchi, espèce voisine, mais beaucoup plus petite ; le Pac (Paca Cuvieri), autre rongeur quasi amphibie se terrant aussi dans les trous de Tatou, généralement sur les rives des ruisseaux ou des rivières dans les eaux desquelles il ne manque pas de se sauver en plongeant aussitôt qu'il est poursuivi ; le Coati ou Couachi (Nasuarufa),

museau très allongé, corps long,

queue empanachée de longs poils, pattes courtes mais armées de cinq doigts courts terminés par des ongles acérés qui l'aident à grimper sur les arbres avec l'agilité des Singes; les Tatous qui, sous leur carapace osseuse ont une chair délicate et blanche, légèrement musq u é e ; les Fourmiliers (trois ou quatre espèces); les Paresseux (cinq ou six espèces); les Singes de jour (une douzaine d'espèces); les Singes de nuit, dont la plupart sont encore inconnus des naturalistes, notamment une petite espèce noire absolument frugivore, à queue non prenante, et une grande espèce presque aussi forte que le Coata à poil laineux très serré, sans queue. Parmi les oiseaux : le Hocco (Crax), de la grosseur d'un dindon, chair délicieuse; l'Agami (Psophia), famille des Alectorides ; deux espèces de Perdrix (Colins) : la grande, grosse comme une Poule, et la petite de la grosseur d'un Pigeon ; le Tocro, espèce de grosse Caille des bois à la chair succulente ; la Maraïe (Pénélope marail). de la grosseur d'une Poule,

deux

espèces, l'une à tète rouge, habitant

littoral et l'intérieur jusqu'à

l'Inini sur

le Maroni

le

et le Camopi

sur l'Oyapock; l'autre, à tète blanche (Coujoubi), habitant la haute Guyane, rive droite du Maroni et la Guyane brésilienne (particularité remarquable: là où habite la variété à tête blanche, ne parait jamais la variété à tête rouge. 11 en est de même des trois espèces d'I rubus : tète noire

habitant Cayenne et ses environs

et Saint-Lau-

rent; tète blanche, habitant le littoral de Makouria au Maroni, et


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 155 tête jaune d'or

habitant les forêts) ; le Paraqua ou Paracoua, es-

pèce de Faisan;

des

Ramiers, des Tourterelles,

des Ortolans qui

pullulent sur le littoral de Kourou au Maroni. Parmi les Grimpeurs: les Toucans (Ramphastes), les Aras rouges, (Guyane) et bleus

(Guyane brésilienne), les Perroquets verts et

bleus, les Perruches. Parmi les Palmipèdes : de gros Canards sauvages plumage n o i r ; des Sarcelles en grand nombre dans les savanes du littoral,

notamment

une

très petite espèce ; une

grosse

espèce de Plongeon. Parmi les Échassiers : une grosse espèce de Flamant nommé Tococro ; le grand Jabiru, au bec énorme, habitant

l'Oyapock

et

l'ancien Contesté;

l'Ibis

rouge

improprement

appelé Flamant; l'Ibis noir, fréquentant les rivières de l'intérieur, improprement appelé Flamant-bois ; plusieurs espèces de Hérons qu'on nomme en c r é o l e : Onouré ou Onoré;

l'Aigrette, habitant les

bords de la mer et aussi les rives des cours d'eau de jusqu'au Tumuc-Humac ; le Touyouyou sieurs espèces de Poules Courlis,

l'intérieur

(Mycteria americana),

plu-

d'eau au plumage éclatant et varié; des

des Bécassines, des Chevaliers, des Râles,

des

Alouettes

d'eau, etc. Sont encore compris comme gibier, plusieurs reptiles des ordres des sauriens et des chéloniens; les Tortues des bois et les grosses Tortues de mer, deux espèces de gros Lézards terrestres el d'Igua nés amphibies qui vivent au bord des rivières, grimpent sur les arbres et se laissent tomber dans l'eau au moindre bruit qui leur signale un danger. Enfin, le Caïman, deux espèces très recherchées par les indigènes, malgré leur chair coriace et

un peu

musquée.

La poursuite du gibier esl assez difficile en Guyane et l'Européen qui vient pour la première

fois dans les forêts vierges ne

sait guère surprendre et distinguer le gibier. 11 faut avant tout en connaître les mœurs et les habitudes. Un volume entier ne suffirait pas pour traiter cette question

si intéressante; je vais néan-

moins décrire les principales chasses pratiquées dans la colonie. La chasse au Chien d'arrêt

se fait comme en Europe, dans les

savanes et les marécages du littoral et dans les terrains boisés permettant au chasseur le tiré au vol et à la course. On peut chasser ainsi les Sarcelles, les Bécassines, les Râles, les Perdrix, quelquefois


156

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

l'Agouti

et

l'Agouchi

qui viennent rôder autour des plantai ions.

Mais cette chasse est peu pratique et il faut des chiens bien habitués et bien dressés. La chasse la plus habituellement suivie est celle où le chasseur part seul dans la foret, marchant de préférence contre l è v e n t , lentement et sans bruit, l'oreille attentive, le fusil prêt, de façon à surprendre les animaux et à les tirer à l'improviste. Quand on connaît le pays et les habitudes du gibier, cette chasse est très émouvante parce qu'elle présente beaucoup d'imprévu. On visite de préférence les arbres à fruits dont les animaux sont friands, tels que les palmiers Comou, Pataoua et Maripa. Au moindre bruit, le chasseur s'arrête, se dissimule et le cœur battant, il écoute et attend anxieux. Est-ce un Jaguar, une Biche, ou simplement un agouti ? — Il aperçoit soudain mitre les feuilles des arbustes et des palmiers

nains une tête de daim, broutant

les jeunes

pousses. 11 ne s'agit pas de se presser. Encore faut-il voir les points vulnérables : le poitrail foudroie sur place.

et l'épaule

de l'animal,

où la balle le

Un daim ou un sanglier simplement

blessés,

sont presque toujours perdus pour le chasseur, à moins que celui ci ne revienne ensuite sur les lieux avec une meute de chiens qu'il n'a pas toujours à sa disposition. Le chasseur ajuste lentement et sans bruit, visant un des points vulnérables, qui apparaît enfin. Le coup part, et l'animal l'épaule brisée, les poumons ou le cœur perforés, tombe pour ne plus se relever. Pour l'Agouchi et l'Agouti, le plomb n" 4 est suffisant, le plomb 00 est bon pour les Singes de grande taille. Coata et Macaques, et pour les gros oiseaux comme le Hocco, la Maraïe et le Canard sauvage, et très suffisant pour les Pécaris et les autres gibiers à poils, c'est même le plus généralement employé avec le n° 4. Suivant

la nature des graines tonifiant

régulièrement

du

haut

d'un gros arbre et la façon dont elles sont rongées ou coupées, elles

indiquent au chasseur

la présence, dans les

hautes bran

ches. des Singes, des Hoccos, des Maraïes ou des Aras, quand ces animaux ne signalent point leur présence par les cris qui leur sont particuliers. Souvent, le chasseur isolé va simplement se poster à l'affût, non loin de ces arbres à graines. Assis sur un tronc d'arbre,

dissimulé


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN sous les branches des jeunes palmiers pendant

157

plusieurs heures,

il attend patiemment la venue des oiseaux ou des singes qui manquent

rarement de venir, surtout

quand

les fruits sont à point.

Quelquefois, le gibier ne vient pas vile, alors, le chasseur l'appelle eu imitant son cri particulier, soit au moyen d'un sifflet spé cial pour l'Agouti et l'Agouchi. soit avec une large feuille tendre pliée

d'une

Agoutis,

certaine

les Perdrix,

façon, ou simplement

avec sa bouche.

Les

les Agamis, les Hoccos, les Singes, se lais-

sent prendre à ce subterfuge. Les Jaguars, les Pumas et les Aigles même accourent à ces appels, croyant avoir affaire à une proie. Les Indiens sont passés maîtres en ce genre de chasse. J'en avais un avec moi, engagé comme chasseur, qui me demandait le matin, en créole, avant de partir pour la chasse : « Qui çà. Mouché, oulé mangé joud'hui là ? — Qu'est-ce que Monsieur veut manger aujourd'hui ? Et si je lui répondais : un Cochon, ou un Hocco, ou une Perdrix,

il m'apportait

vers midi OU un

peu

plus tard,

la

pièce

demandée. Souvent on suit en canot

une rivière ou une crique navigable

et l'on a l'occasion de tirer du canot même et au vol. les oiseaux qui

traversent la rivière ;

ou

bien, avertis par des cris ou des

bruits particuliers du voisinage du gibier, on met doucement

pied

à terre et on le surprend comme dans la chasse à pied. Il arrive quelquefois que le OU les chasseurs tombent à l'improviste au milieu d'une bande de Pâtiras ou de Cochons marrons. Si le troupeau est en plaine, il faut vite faire son choix et tirer avant qu'il soit décampé. Si le troupeau suit un petit vallon entre deux montagnes, il vaut mieux se dissimuler, le dépasser en

longeant

les montagnes à droite et à gauche, et aller l'attendre au passage, embusqué au-dessus du ravin qui va se rétrécissant. Alors, c'est un véritable

massacre ; on tire à volonté, les animaux affolés ne sa

chant trop de quel côté fuir. Après une chasse ainsi faite, mes compagnons et moi avons fait saler et boucaner une telle provision de viande que

nous en

mangions encore deux mois après, parfaite-

ment saine et bien conservée sous la croûte noire et enfumée qui l'enveloppait. Les plus belles chasses en canot ou en pirogue

sont celles que


158

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

font les nègres Boschs et Bonis et les Indiens

avec des

chiens

dressés à cet effet sur le Maroni et ses grands affluents. Deux hommes sont

dans une pirogue descendant lentement et

sans bruit le courant d'une rivière, en longeant l'une

des rives.

Deux ou trois chiens se tiennent à l'avant de l'embarcation, debout, le nez en l'air, humant les odeurs ou écoutant les bruits qui

leur

arrivent de la forêt. Soudain, ils aspirent l'air fortement, comme pour avertir les chasseurs, s'élancent à l'eau, nagent vers la rive et disparaissent dans les fourrés. Un des deux hommes saisit doucement

une branche qui pend vers l'eau ; la pirogue s'arrête, et

tous les deux attendent et écoutent. Ils n'attendent pas longtemps. Les chiens donnent

de la voix

en aval ou en amont ; vite,

les

pagaïes ploient en s'enfoneanl dans le courant et la pirogue s'élance et s'écarte de la rive, suivant autant que possible sur la rivière, une direction parallèle à celle suivie par la chasse dans le bois. A ce moment, les chasseurs savent, d'après l'allure et l'aboiement de leurs chiens, à quelle espèce de gibier ils ont affaire. Les chiens se rapprochent. Attention ! Comme une flèche, un Daim de la r i v e , et plonge

s'élance

dans les eaux du fleuve où il disparait un

moment, nageant sous l'eau, pour dépister les chiens qui arrivent un à un et sautent à l'eau derrière lui. Les hommes de la pirogue debout, la pagaïe à la main,

l'apparition sur l'eau

attendent

du

fugitif, qui ne tarde pas à venir respirer. Sa tète apparaît, là-bas, à trente ou quarante mètres environ de la rive. Les chiens 1

distancés, déroutés le plus souvent ; les chasseurs.

La pirogue s'élance

sont

mais alors, entrent en scène de nouveau, sous

l'effort

des

pagaïes, savamment dirigée, de façon à couper la route au daim, surtout à l'empêcher de gagner la rive opposée

ou un bas-fond où

il pourrait les distancer par des bonds prodigieux. Sur le d'être atteint, l'animal replonge ; mais il se fatigue vite et entre les chiens et le canot, il est bientôt à bout de force.

point pris 11 se

laisse prendre par un nœud coulant de liane qu'un des canotiers lui passe habilement autour du cou. Maintenu contre le bord du canot, il ne reste plus qu'à l'égorger ou lui envoyer une balle. Quand les chasseurs ont affaire à un Tapir, à un Agouti ou à un Pac, animaux qui nagent et plongent comme des Loutres, le canot se tient à peu de distance de la rive en suivant la chasse et l'un des


IL NE RESTE PLUS QU'A L'ÉGORGER OU LUIE N V O Y E RUNEBALLE(p. 158).


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LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

deux hommes se tient prêt avec son fusil armé, à tuer le gibier au moment où il sort de la forêt pour gagner la rivière. Quand les chiens dépistent des Sangliers ou des Cochons marrons les chasseurs attachent leur pirogue à la

rive, suivent la chasse

dans la forêt et se postent le mieux possible, suivant les circonstances . Par les temps orageux de la fin de l'été, en novembre et décem bre, quand

l'ouragan

furieux se déchaîne, hurlant sur la forêt,

accompagné de tonnerre et d'éclairs, cassant et brisant les arbres 1

et les grosses branches avec des bruits formidables, les bandes de Pécaris et de Cochons marions s'enfuient affolées vers les rivières, où elles se jettent en désordre. Alors, c'est grande fête et réjouissance pour les villages riverains qui, sous la pluie battante, arment toutes leurs pirogues et s'en vont à la curée. Point n'est besoin de fusils, les sabres ou machettes ou de petites haches font

toute la

besogne. Les Cochons, sanglants, le crâne ouvert, emplissent

les

pirogues jusqu'à les faire couler. Le soir, au village, après le partage du produit de la chasse, pendant que les quartiers de viande grillent et boucanent sur des grils de bois dur improviste, au-dessus de grands brasiers, ce ne

sont

que cris de joie, chansons, danses et festins qui dégénèrent

sou

vent en orgies, toute la nuit durant. Sur le littoral, où le gibier est plus rare, dans les environs des habitations, les Noirs créoles tuent souvent les bêtes à l'affût. Les champs de manioc ou de patates enclavés ou voisins de grands bois, où le chasseur a observé des traces de passage d'animaux, sont très propres à fournir

un poste d'affût,

soit à la chute du jour,

ou

pendant la nuit. Les Noirs dressent souvent, à cet effet, un petit échafaudage élevé contre un tronc d'arbre resté debout, dissimulé avec des branches vertes; montés dessus, ils dominent le

champ

et sont mieux à même de voir les animaux entre les branches de manioc. La chasse à l'affût se pratique encore avec succès dans l'intérieur, pendant la saison sèche, en plein jour, auprès des bassins d'eau et des petites criques, où le gibier vient se désaltérer. C'est ainsi que chassent le Puma et le Jaguar, dissimulés derrière un fourré ou

accroupis

sur un arbre mort, tombé

en travers d'un

ravin,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

161

au-dessus d'un bassin d'eau ; ils attendent patiemment le moment favorable pour se jeter d'un

bond,

sur une proie.

Quelquefois,

le chasseur à l'affût voit avec stupéfaction son gibier tué,

enlevé

lestement par un de ces fauves, qui tranquillement l'emporte

au

fond des bois. Mais il arrive aussi que le chasseur revenant bredouille, profite à son tour de

la chasse du Jaguar. Chassant un

jour

avec

sur

les rives de

voyage. M.

Pierre

l'Inini,

un de

mes compagnons de

Luce, de Cayenne, nous entendîmes dans un

fourré voisin le bruit d'une lutte; nous avançâmes

avec précau-

tion, le fusil armé, en avant, quand nous vîmes un superbe Jaguar qui venait de capturer

un énorme Pac. Le fauve lui avait déjà

ouvert la gorge et le malheureux

rongeur

se débattait, le corps

labouré par les griffes puissantes qui l'étreignaient. Le Jaguar nous apercevant, lâcha sa proie, se recula lentement, la glante, en

grondant et montrant

gueule

san-

les dents, puis, s'enfuit, sans

que j'aie pu le tirer à l'épaule, empêché que j'étais par un tronc d'arbre qui me cachait

le point vulnérable. Le Pac blessé, essaya

de se jeter sur nous quand nous

approchâmes ; mais un vigou-

reux coup de sabre de mon compagnon l'étendit à terre, le crâne ouvert. Ce Pac. un des plus gros que j'ai vus. pesait 18 kilos 500. La chasse au Chien courant est assez pratiquée par les Cayennais qui

y consacrent

d'habitude la journée du dimanche et les

autres jours de fête. Dans cette chasse, les chiens suivent la piste du gibier, indiquant sa marche par les aboiements, et le rabattent sur le chasseur, qui suit la chasse autant qu'il peut, et se porte là où

il pense que la bêle pourra passer.

Les Agoutis et les Agouchis sont les gibiers les plus communs partout. Avec des chiens bien dressés et habitués au bois comme ceux qui sont nés dans les villages d'Indiens, de Bonis et de Boschs ou dans les placers. la chasse à ces animaux est facile et peut se faire sans fusil, avec seulement une bonne hache et un sabre. Les chiens forcent un Agouti à rentrer dans un arbre creux ou dans un trou de Tatou. Dans l'un et l'autre cas. avec un peu de patience, il est facile de le capturer. Si l'animal est terré dans un trou de Tatou, on bouche tous les trous environnants, et on allume du feu 11


162

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

à l'entrée principale ; il ne tarde pas à grogner et à sortir. Au moment où il paraît, à demi-asphyxié, on le

tue d'un coup de

sabre. Dans les bois secs et creux, c'est encore plus facile ; on bouche

l'entrée

avec

un sac

maintenu

par

un

homme

et

on

ouvre à la hache, sur le tronc, le plus souvent vermoulu, un trou suffisant

pour tuer l'Agouti, qui

ne peut plus se retourner, ou

avec une longue gaule, on l'oblige à reculer ou à sortir jusque dans le sac où il se trouve pris vivant. La chasse aux Singes est une des plus vont toujours par

bandes

faciles. Ces

nombreuses. Ils sautent et

animaux cabriolent

de branche en branche, d'un arbre à l'autre, et signalent toujours leur présence aux chasseurs par leurs cris particuliers, ou le bruit qu'ils font en cueillant et mangeant les fruits dont ils sont friands, et

qu'ils laissent tomber en grand nombre du haut des arbres

pour le plus grand profit des rongeurs. Agoutis et autres, qui les suivent à terre. Les Coatas et les Macaques sont les plus estimés. Aussitôt que le chasseur est éventé par eux, ou bien

à son pre-

mier coup de fusil, on les voit courir sur les grosses branches, et, arrivés à leur

extrémité flexible,

s'aidant de leur balancement,

s'élancer d'un

seul

à huit et dix mètres de

bond

en

distance,

sur un grand arbre voisin. Rien n'est plus

curieux

que

cette gymnastique

désordonnée,

dans l'enchevêtrement et les arabesques des branches, des lianes et des palmes. Dans leur précipitation, quelques-uns manquent le but visé et dégringolent

assez

bas dans

les feuillages

inférieurs ;

c'est

le

moment de les tirer en les poursuivant. Les femelles qui portent un petit déjà gros sur le dos, se laissent ainsi surprendre quelquefois. La mère, blessée à mort, tombe, entraînant à terre son petit, qui pousse des cris aigus, cramponné après elle. L'agonie

quasi

humaine de ces pauvres êtres n'a pas été sans me toucher bien des fois. On ne chasse le Singe rouge ou Singe hurleur, que pour se procurer

les magnifiques fourrures d'un rouge

ardent

doré des

femelles, qui feraient de si belles capes pour nos belles blanches d'Europe.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

163

La chasse au Caïman ne se fait qu'accidentellement, quand, à défaut de tout autre gibier, les habitants suivent en pirogue les rives d'une rivière. On surprend facilement ces animaux quand ils dorment sur le rivage ou

la tète à fleur d'eau sur les bas-fonds

vaseux. Pendant l'été, la femelle pond ses œufs dans un nid fait de branches et de feuilles sèches, dans les brousailles de la berge. Elle veille, non loin de là, sur sa chère couvée. Il est dangereux alors de toucher au nid et aux œufs qu'elle défend avec un grand courage. C'est aussi pendant la saison sèche que les habitants du pays visitent avec soin les bancs de sable des rivières pour s'emparer des œufs que les Iguanes et les Tortues y enfouissent. Souvent l'Iguane luimême est surpris fouillant son trou. Il est facile alors de le capturer, soit en bouchant le trou que l'on fouille ensuite, soit en le saisissant avec la main par sa longue queue. Les indigènes sont très friands des œufs et de la chair de ce saurien et les tribus de Nègres et d'Indiens de l'intérieur organisent de véritables expéditions pour aller lui faire la chasse pendant les mois d'août et de novembre. Les Tortues de mer sont une grande ressource pour les populations du littoral, notamment à Kourou. Sinnamary et Organabo. On les guette quand elles viennent à terre pour pondre leurs œufs dans le sable. On les met dans l'impossibilité de fuir en les tournant sur le dos. Quelques-unes pèsent plus de 100 kilos. On va aussi à la recherche de leurs œufs qu'elles pondent en grand nombre dans le sable de la plage. Les Noirs pratiquent encore la chasse au moyen de pièges et de trapp e s . Le collet est rarement employé, quoique je l'ai vu réussir souvent pour la Perdrix, le Pac et même le Tatou. Les Noirs se servent plus volontiers de ce qu'ils appellent la trappe-bille et la trappe-fusil. La trappe bille est une grosse pièce de bois élevée et soutenue en équilibre instable; ranimai qui passe dessous détruit cet équilibre, la fait tomber et est écrasé par sa chute. On aligne un certain nombre de trappes, réunies entre elles par des haies artificielles, en travers d'une petite plaine entre deux montagnes, et le gibier ne trouvant


164

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

d'autre passage libre que sous le piège, s'y engage. On peut aussi l'attirer sous la pièce de bois par un appât. La trappe fusil est beaucoup plus simple et facile. On tend un fil ou une mince ficelle en travers d'une passée et on dispose un fusil armé, braqué solidement sur deux piquets dans la direction de ce fil qui communique par un retour avec la détente de l'arme. Le gibier suivant sa route habituelle, vient heurter le fil, le coup part et le tue. Une chasse intéressante est encore la chasse aux Sarcelles, la nuit, avec un fanal à réflecteur et un filet. C'est une chasse pratiquée avec succès dans l'ancien Contesté, notamment à Carsevenne. Vers la fin de l'été, les Sarcelles quittent les savanes marécageuses qui se dessèchent et émigrent par bandes innombrables sur le bord de la mer. C'est le moment de les chasser. Une nuit sans lune, on parcourt la plage sans bruit, avec un fanal éclairant seulement d'un côté, en avant, et laissant les chasseurs invisibles dans l'ombre, en arrière. L'un d'eux porte avec lui un épervier prêt à être lancé. Les Sarcelles éblouies par la lumière, se groupent instinctivement les unes contre les autres et se laissent prendre à merci par le filet habilement déployé. En résumé, pour toute autre classe de population que l'Indien, le coureur des bois et le nègre Boni ou Bosch, la chasse à la Guyane est plutôt

une

agréable distraction qu'une

industrie

utile, quoi-

qu'elle soit pour certains professionnels de Cayenne ou des bourgs du littoral, une ressource importante qui réussit à les faire vivre avec la pèche sur la côte et la chasse à l'Aigrette, cet oiseau si intéressant qui tend de plus en plus à disparaître et qui disparaîtra complètement de nos rivages Guyanais, si on n'en réglemente point la chasse et si l'on n'empêche point rigoureusement la destruction de ses œufs et de ses nids, Ce serait quand même une grave erreur économique, pour le colon et l'Européen surtout qui arrive dans la colonie, que de compter sur elle comme moyen d'alimentation et de lui accorder plus d'impor-


LA GUYANE FRANÇAISE ET LA ' NCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 165 tance qu'elle ne mérite. Tout compte fait, la viande des animaux domestiques que l'on peut élever avec intelligence, et la viande de boucherie (1 fr. 20 et 1 fr. 30 le kilo, à Cayenne) reviennent moins cher que le gibier qu'on va tuer dans les bois. Dans ces conditions, celui ou ceux qui persisteraient à vouloir faire de la chasse un des principaux

moyens de leur subsistance, auraient fait un bien mau

vais calcul. Elle n'est réellement utile qu'aux chercheurs d'or, aux voyageurs en exploration et aux indigènes habitant les forêts de l'intérieur.

LEFAUVELUI AVAITDEJAOUVERT LA GORGE (p. 161).


V I L L A G E DES PÈCHEURS A N N A M I T E S

(d'après une photographie de l'auteur).

CAYENNE. —


PÊCHES

La pèche à la Guyane et dans l'ancien Contesté, la pêche mari time surtout, offre à l'alimentation des ressources bien plus sidérables que la chasse. Le poisson entre au moins

con-

pour moitié

dans la nourriture habituelle des habitants pauvres et des indigènes. Jusqu'à présent, cette industrie ne s'y est guère

développée

à cause de la prompte détérioration du matériel, barques, lignes et filets, conséquence naturelle de la chaleur et de l'humidité excessives du pays; la petite quantité de poisson frais que l'on pourrait écouler étant donné le peu de population, et, aussi et surtout, la difficulté de former et de garder des aides pêcheurs expérimentés, actifs et soigneux. Malgré tout, la pêche y est faite à la mer et sur les côtes par les Noirs créoles du pays, les Métis et par les Annamites et les Chinois déportés, ces derniers, très habiles, et dans les fleuves, les lacs et les rivières de l'intérieur par les Nègres, les mineurs et les Indiens. On divise, dans l'usage domestique, les poissons de mer en poissons écaille et poissons limon. Les premiers,

et

plus

estimés, valent à Cayenne 0 fr. 60 le 1/2 kilo et les seconds

plus recherchés

plus

communs et moins délicats, valent de 0,25 à 0.30 centimes. Le Ma choiran

blanc

(Silure), le

Machoiran jaune

(Silure) qui atteint


168 LA

GUYANE FRANÇAISE ET

L'ANCIEN

CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

quelquefois le poids de 100 kilos, la Raie, le Requin, le Requin marteau. l'Espadon, la Torpille, etc., sont des poissons limon ; la Vieille, le .Mulet, le Gros-Yeux, le Parassi sont des poissons écaille. En mer au large, on pèche la Bonite, la Dorade et le Poisson volant. Dans les rivières et les lacs, on pèche le Machoiran blanc, parfai tement acclimaté dans l'eau douce et dont une variété se rencontre jusque dans les petites rivières du Tumuc-Humac, l'Aymara, analogue à notre brochet, mais bien plus gros, le Coumarou, le Moroco, l'Acoupa, le Pacou, la Piraïe (Caribe), le Patagaïe, le Palica, le Yaya, un peu plus gros que le Goujon, plus large et plus plat, l'Atipa (Asprèdo Hypostomus) famille des Cuirassiers, l'Anguille tremblante, (gym uote électrique) la Carpe, les Raies d'eau douce (famille des Trygon), le Ouaoua, enfin, le Piraroucou ou Cury, énorme Morue acclimatée dans l'eau douce où elle s'est à la longue transformée passant peu à peu des eaux saumâtres aux eaux de plus en plus douces des estuaires fermés qui composent aujourd'hui la région des lacs de Mapa. Cette espèce semble habiter (exclusivement cette région ? Les plus belles pèches se font à l'époque de la saison sèche, quand les eaux salées s'approchent de la côte et remontent avec les marées assez avant dans les rivières. C'est aussi le moment le plus favorable pour la préparation du poisson séché. Sur la côte du Cap d'Orange à l'île de Maraca, sur les fonds de vase molle où la mer est toujours calme, dès le commencement de la belle saison, apparaissent les tapouyes des îles de l'Amazone, de Vigie et du Para — petites goélettes plates, non pontées, pouvant porter ."> à 6 tonnes, avec un roufle ou tillac assez grand où s'abritent les cinq ou six pêcheurs qui composent leur équipage, quelquefois avec leurs femmes et leurs enfants. Ce sont pour la plupart des blancs portugais, originaires de Madère, des Açores ou des îles du Cap Vert, des Islanos, comme on les appelle, des Indiens et des métis d'Indiens, et aussi quelques Noirs et Mulâtres. Plus de 250 bateaux tapouyes vien nent ainsi, tous les ans, faire la pèche du Machoiran, recherché pour sa vessie natatoire, riche en colle de poisson, et le Parassi, gros mulet que Ton prépare salé et séché. La pèche se fait à la ligne de traîne à la main, avec, pour amorce ou boëte, des morceaux d'autres poissons plus petits. Après une campagne de trois ou quatre mois au plus, chaque bateau, chargé suffisamment, s'en retourne vers l'Amazone ou


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN 169 le Para où la cargaison est aussitôt vendue. Le Parassi, ainsi préparé, est de beaucoup supérieur à la Morue. Au surplus, son prix de revient est moins élevé. La vie nomade de ces pêcheurs est des plus attrayante pour eux. Ils vivent dans l'abondance et la bonne chère. Le soir, ils rentrent dans les fleuves, ou les rivières de la côte où ils ont des campements provisoires pour la préparation et le séchage du poisson. Ils font leur provision de bois et d'eau douce et reparlent joyeux. Entre temps, ils font aussi la chasse aux Sarcelles dont nous avons déjà parlé et la chasse aux Aigrettes, pour leur viande et leurs plumes précieuses. La pèche étant abondante, quelques-uns ont le temps d'aller vendre une première

cargaison à Counani, à Mapa.

ou à Carsevenne, et alors on danse, on boit, on chante, on s'amuse au son de la mandoline, de l'accordéon, du violon, du rebec et de la clarinette. Nombreux sont les saints du calendrier qui sont ainsi fêtés, du coucher au lever du soleil. Vers l'embouchure des fleuvesdu Maroni à l'Oyapock el à l'Araguary, la pêche du Machoiran est très abondante. On la fait à la ligne à main ou au moyen de flotteurs formés d'une grosse Calebasse vide revêtue d'un filet sur lequel on attache une ou deux lignes de différentes longueurs portant à leur extrémité deux gros hameçons amorcés

avec des poissons ou un

morceau de viande saignante. Cette pèche est très divertissante. On abandonne au courant, de ci de là, cinq ou six de ces engins et les pêcheurs

immobiles dans leur pirogue

surveillent activement les

flotteurs, comme une araignée surveille sa toile. Soudain, une des calebasses s'enfonce, reparait, disparait de nouveau et fuit

éper-

dûment à la surface des eaux. Un poisson est pris. La pirogue s'élance sous l'effort

des pagaïes et les pêcheurs suivent un moment

sa course désordonnée. Le Machoiran se fatigue vite et finit par se laisser approcher. On le capture alors facilement, au moyen d'un harpon ou d'un crochet aigu qui le ramène auprès de l'embarcation où un vigoureux coup de machette (sabre) derrière la tête le réduit à l'impuissance. Dans les lacs du Contesté, où les eaux sont claires, la pèche si intéressante des Curys se fait surtout au moyen d'un harpon à plusieurs branches, fixé

à l'extrémité d'un long manche de 3 à 4 mètres.

Sur l'armature du harpon est fixée une ligne de 2 à 300 brasses de long qui longe le manche en passant dans une

filière.

L'embarca


170

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

tion où sont les pêcheurs avance lentement comme une ombre glissant à la surface des eaux, un homme debout, à la proue, se tient immobile et muet,

tenant son long harpon, le corps légèrement

penché en avant, la main gauche, en bas, maintenant le harpon en direction et la main droite en haut, le bras allongé, prêt à frapper. Voici un Piraroucou qui dort au fond des eaux. Un petit sifflement avertit l'équipage anxieux. Le bras du pêcheur se détend comme un ressort. Rapide comme une flèche, le harpon

pénètre

au fond des eaux avec un bruit flou, la ligne file en sifflant sur le plat-bord de l'embarcation; le poisson est pris et fuit à toute vi tesse emportant, cloué à son flanc, le terrible engin. L'embarcation suit de toutes ses pagaïes, et plus le fugitif lutte de vitesse, plus la longue corde se déroule en sifflant sur la filière du long manche qui

s'est déboëté et flotte à la surface des eaux. Soudain, la

ligne mollit, le poisson a fait un crochet ou revient. Vite,

on

haie la corde en la lovant avec soin sur un banc et le harponneur prépare un nouveau

harpon, dont il fait rarement usage, car le

malheureux Piraroucou ne peut lutter longtemps ; amené à la surface des eaux, le crâne défoncé par un vigoureux coup de hache ou de fusil, il est bientôt élingué, enlevé dans l'embarcation, ou échoué sur une plage voisine. La chair du Piraroucou

est blanche

et bonne comme

celle de

la Morue. On la prépare en lanière minces ou en plaques minces que l'on sale et que l'on sèche ensuite. C'est une grande ressource pour les habitants du pays de Counani

à l'Araguary, car la cap-

ture d'un seul de ces poissons leur donne de 100 à 150 kilos de provision. La pèche sur la côte et dans les fleuves, notamment aux environs de Cayenne, se fait au moyen du palan : longue ligne de fond garnie de plombs et d'hameçons, que l'on mouille en travers des fleuves, ou auprès des bancs de vase de la côte où se plaisent de préférence toutes sortes de poissons. La pêche au tramail est aussi pratiquée avec succès dans les eaux troubles de l'hivernage. Les Chinois et les Annamites de Cayenne disposent des barrages sur ces bancs et y établissent des filets d'où le poisson ne peut plus sortir, une fois entré.


EN DEUX OU TROIS COUPS DE SEINE, LA PROVISION EST PLUS QUE SUFFISANTE (p.

(Paru au Journal des Voyages, d'après un croquis de l'auteur.)

171).


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

171

A la saison du frai, quia lieu pendant la saison sèche, sur les plages sablonneuses de Kourou, de Sinnamary, d'Organabo et d'Iracoubo principalement, les habitants t'ont, avec la seine, des pèches miraculeuses. C'est aussi la saison de ponte des Lézards et des Tortues. De véritables expéditions de plaisance s'organisent alors. On campe sur la plage, et ces installations provisoires ont un aspect des plus pittorresques, des plus bizarres et des plus fantasques. — Dans le milieu de la journée, l'alise de N.-E. souffle du large

apportant

une délicieuse fraîcheur. Les hommes dorment dans le sable fin 1

à l'ombre d'une tente, ou dans des hamacs appendus à des piquets solidement

fichés

en terre, à

l'ombre d'un arbre.

Les femmes

préparent la vaisselle sur des nattes, ou font cuire la pimentade, la sauce de Tortue ou l'omelette ; les enfants courent sur la plage à la poursuite des Crabes et autres animaux marins. Les filets sèchent au vent sur des piquets. Dans la fraîcheur du soir ou du matin, à l'heure de la marée, toute la smala

est dans

l'eau, à tendre les filets. En deux ou trois coups de seine, la provision est plus que suffisante et encore choisit-on les meilleurs poissons, les autres servent de pâture aux chiens, ou sont rejetés à la mer. La nuit, on sale et on boucane, et l'abondance, les joyeux devis, les contes merveilleux, la gaîté la plus franche, rendent tout le monde heureux, auprès de grands feux allumés. Comme la vie est douce parfois pour l'habitant du littoral de la Guyane, et quand je compare cette vie facile avec celle du pauvre mercenaire de nos usines de France et même celle du paysan pauvre dont le travail de tous les instants lui assure mal son pain noir de tous les jours, je ne puis m'empêcher de songer combien ce paysan et cet ouvrier seraient

plus heureux comme

colons

en

Guyane. Généralement, la pèche dans les rivières de l'intérieur, pas plus que la chasse dans les forêts, n'offre pas de telles ressources, qu'on puisse attendre d'elle d'importants

résultats, et lui accorder uti-

lement plus de temps que quelques moments de loisir. Les Indiens et aussi quelques nègres Boschs et Bonis qui sont plus chasseurs et pêcheurs qu'agriculteurs, la pratiquent avec une perfection qui leur est particulière ; mais il n'est pas donné à tout le monde de faire comme eux.


172

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

Cependant, dans la région des lacs

de

Mapa à l'Araguary, la

faune d'eau douce est d'une telle richesse, et les poissons de ton le espèce y pullulent en quantité si énorme, que le pêcheur peut y trouver en toute saison, tous les éléments de sa subsistance. Nous ne risquons pas de nous tromper en affirmant que quelques espèces n'ont pas encore de nom latin dans les .Muséum. Les savanes et les forêts

en

contiennent et le plus petit cours d'eau comme la

moindre flaque d'eau en sont amplement pourvus. Tous les ans. à l'époque

des crues, les poissons émigrent dans

les savanes herbeuses, et dans les forêts riveraines inondées, ils

se

gorgent

de

nourriture,

surtout

de fruits sauvages

dont

quelques espèces sont très friandes. Les poissons de mer, au c o n traire, quittent les estuaires et s'en vont au large, vers la pleine mer. Comme c'est la saison où les arbres abondent en fruits

mûrs,

tombant sans interruption dans les eaux, les poissons viennent en masse se grouper au pied de ces arbres. C'est le moment de pécher les délicieux Coumarous, au moyen de la ligne volante. Cet engin se compose d'une longue gaule de il à 4 mètres, avec une extrémité longue et flexible

au bout de laquelle

est fixée une

de Pite de même longueur, portant un hameçon

ligne

moyen de 3 ou

4 centimètres de largeur, sur lequel on amorce un fruit de sapotacée à peine mûr. La pêche se fait en pirogue montée par deux hommes, l'un qui gouverne et conduit doucement l'embarcation à l'orée de la forêt , et

l'autre tranquillement assis sur un banc, à

l'avant, tient sa ligne de la main droite comme un fouet. Arrive t o n auprès d'un arbre à fruits, d'un mouvement de moulinet, l'amorce décrit une parabole dans l'air et vient tomber, plouc ! dans l'eau. Les Coumarous voraces, se précipitent sur l'appât. Le pêcheur n'a qu'à tenir coup sans tirer trop fort pour ne pas rompre sa ligne, et le poisson pesant quelquefois 4 et 5 kilos est amené à la surface des eaux, le long de l'embarcation et facilement capturé. La saison des crues est aussi le moment de la pèche aux trappes et aux caminas pour prendre les Aymaras. Ces deux pèches se font la nuit. La trappe est disposée au bord de l'eau, comme

l'indique la


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

173

figure, et se compose de deux piquets. Le plus long, en bois vert, légèrement flexible de 1 ,50 environ, m

aminci par le bout, porte à

UNE TRAPPE (dessin de l'auteur).

l'autre bout laiton.

Le

0 4 0 de ligne avec un gros hameçon armé de fil de m

plus court, de

0,60

à 0,75 centimètres de

environ est aminci également par un bout et

longueur

vers l'autre

bout.


174 LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN porte une encoche faite à côté d'un

nœud ou dans l'épaisseur du

bois, perpendiculairement à l'axe. On enfonce

le premier piquet

obliquement dans la vase dure du bord de l'eau, et le second perpendiculairement, à un mètre de distance environ en face de lui, vers la rivière, l'encoche sortant un peu

au-dessus du niveau des

eaux.

UN CAMINA (dessin de l'auteur). On met un appât de viande saignante ou de poisson sur l'hameç o n ; on incline le premier bâton flexible vers le second rigide, de façon à ce qu'il soit retenu dans cette position par l'encoche renversée. Dans ces conditions, on comprend que le poisson qui vient mordre à l'appât

se prend immanquablement, et il ne peut plus

que battre l'eau de sa queue, bruit qui avertit les pécheurs qui campent dans le voisinage et se lèvent pour renouveler l'appât et tendre à nouveau la trappe. Les caminas sont des pièges en forme de panier cônique de 0,80 c. à 1 mètre de hauteur, portant à leur sommet un arc de bois vert dont l'extrémité tendue, maintient fermée par un amarrage de corde ou de liane franche, le couvercle adapté à la base.


LA

(Paru au Journal des

Voyages).

PÈCHE A U C O U M A R O U DANS LES R A P I D E S DUH A U T - M A R O N I(d'après

un croquis de l ' a u t e u r ) .


176

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

On attache cet engin à une branche ou à un piquet en disposant l'appât et le piège au moyen de deux chevilles. On bande l'arc en assujettissant une petite cheville disposée sur la ficelle dans un petit triangle formé par une cordelette fixée de chaque côté du sommet du cône, et, en travers de la première cheville, pour la maintenir en équilibre, on dispose une deuxième cheville à l'extrémité de la première, tout juste ce qu'il faut pour maintenir le piège bandé. Le poisson vorace se prend là-dedans comme dans une souricière, il tire sur l'appât, la 2 cheville glisse ne maintenant plus la première ; l'arc se e

détend violemment, la porte se ferme et le poisson est pris. Les Aymaras se prennent ainsi et les rivières et les étangs voisins des villages indigènes contiennent un grand nombre de ces sortes d'engins. L'Aymara est un des plus délicieux poissons que je connaisse avec le Parassi, le Coumarou et la Carpe. On fait avec l'Aymara de la pimentade délicieuse,

la tête surtout

est un mets recherché des

gourmands et des gourmets. A la fin des crues et des pluies, quand les eaux plus claires rentrent dans leur lit, quand les chutes et les cascades roulent et déroulent leurs volutes limpides autour des roches

frangées d'écume,

quand leurs flots tumultueux s'élancent, bondissent, se heurtent, se brisent, éclatant en gerbe étincelante sous le clair soleil, comme des perles et des fleurs qui retombent sur le courant qui les emporte au loin; c'est le moment des belles pèches du Coumarou, avec la flèche. Ce poisson ne trouvant presque plus de fruits, fréquente les bancs de roches avoisinant les rapides et se nourrit d'une espèce d'algue d'eau douce qui fleurit alors et jette au-dessus des eaux qui missel lent, une tige creuse cylindrique de 0,40 à 0,50 cent, de hauteur, surmontée de magnifiques fleurs bleues qui s'épanouissent à la hâte pour mourir presque aussitôt sous les caresses brûlantes d'un soleil dévorant. On en rencontre sur le Maroni de véritables champs : des Coumarou-gnagna sur les champs de roches, comme disent en leur langue

imagée les nègres Boschs — Coumarou gnagna, mangé des

Coumarous. ou nourriture des Coumarous. Les eaux baissent fin juillet et pendant le mois d'août et. au fur et à mesure, de nouvelles fleurs surgissent, suivant les niveaux, sur d'autres roches qui vont se découvrir. Il faut se hâter pour la pêche, car les algues desséchées ne seront bientôt plus sur les roches brù-


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

177

lantes qu'une mince couche de drap marin de couleur fauve foncé. Aussi les indigénes accourent ils avec leurs pirogues légères dans les rapides. Debout, immobiles, comme la roche qui les porte, isolés dans le bruit des eaux, l'arc dans la main gauche, la flèche dans la main droite, leurs regards aigus, épient dans la profondeur de l'eau verte fleurie d'écume, les Coumarous qui passent, comme des ombres à peine distinctes entre les rochers. L'arc se tend, la flèche part en sifflant et se débat frémissante dans le courant avec le poisson percé d'outre en outre. Le pêcheur bondit sur une roche voisine en aval, se penche, saisit sa flèche, ou descend au besoin dans l'eau pour la rattraper avec sa capture. Quand son bras ne peut l'atteindre, il la saisit très habilement avec son arc, au moyen d'un tour de main spécial. Deux grands sauts du moyen Maroni, le Grand Coumarou gnagna et le Petit Coumarou-gnagna, comme leur nom l'indique, sont la grande patrie, la grande cité des Coumarous. Les journées passent vite à cette pêche pratiquée surtout par les Indiens, qui sont certainement les maîtres en ce genre. J'ai souvent

vu, en

cours

de route, en remontant l'Itani, l'In

dien de l'avant de la pirogue poser sa pagaïe sans bruit, lever sa main en l'air pour prévenir le patron et ses compagnons et prendre silencieusement son arc, et ses flèches. La pirogue ralentit sa marche. L'Indien tend son arc, fixe sa flèche entre son pouce et ses autres doigts, la pointe suivant vers le fond des eaux claires, dans la direction de son regard, quelque poisson que mes yeux

d'Européen

ne distinguent pas. Soudain, l'arc se détend, la flèche disparait en sifflant au fond des eaux. Le poisson est très gros et insuffisamment atteint, s'enfuit avec la flèche qui, de temps à autre, reparaît sur l'eau, frémissante, éperdue. La pirogue la poursuit en sa course désordonnée et l'Indien ne peut pas toujours l'atteindre. Il dépose son arc au fond de sa piroque, prend son machette et, d'un bond pique une tète

dans

le fleuve. Quelques secondes, une demi-mi-

nute s'écoulent et on le voit apparaître à quelques brasses, son machette dans les dents et sa proie sanglante dans la main gauche. J'ai vu des Indiens aller chercher ainsi au fond des eaux des Caïmans percés d'une ou deux flèches et revenir triomphants avec leur 12


178

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

capture harponnée, ou la tête à moitié tranchée par un coup de sabre, auprès de leurs camarades de leur embarcation, des femmes et des jeunes filles souvent qui assistent impassibles à cette lutte inconnue de nos cirques et des habitués de nos sports. La grande saison sèche, d'août à fin novembre, est une époque de disette pour les poissons,

qui se retirent alors dans les petits

cours d'eaux sous le couvert de la forêt vierge ou dans les bassins profonds des rivières, ne communiquant

entre eux, le plus

souvent, que par un mince filet d'eau ruisselant sur des cailloux. En ce moment, les gros poissons habitant ces bassins sont tellement voraces, qu'il est dangereux de plonger sa main dans

l'eau

le long d'une embarcation. Il suffit de jeter un hameçon amorcé de viande au bout d'une

corde, pour le retirer aussitôt avec un

Aymara, une Haie, ou une Anguille tremblante (Gymnote électrique), dont

la décharge électrique

peut étourdir et renverser un

homme robuste. A propos des Haies d'eau douce, famille des Trygon, dont les piquants situés au-dessus de la hase de la queue, sont si dangereux que leur piqûre

donne le plus souvent la mort. Certaines

tribus et certains auteurs croient qu'elles ne sont pas bonnes à manger. Elles sont tout au contraire excellentes. Il faut les échau der et les dépouiller de leur peau visqueuse avant de les préparer, soit au beurre noir, soit en pimentade. Bien souvent,

dans

les campements, sur les bancs de sable du haut Maroni, j'en ai tué d'énormes, de près d'un mètre de diamètre. Il suffit de leur appliquer un violent coup de tacari (perche qui sert à pousser le canot) entre les deux yeux,

pour les tuer, quand

nent immobiles, à plat, sur les bas-fonds

ne les mange pas, on les tue toujours comme gereux. Les Indiens font

elles se tien-

sablonneux. Quand on des ennemis dan-

avec leurs piquants à double

tranchant

à fines dents de scie, des pointes de flèches qu'ils empoisonnent au curare,

ce

poison

stupéfiant

qui

paralyse spontanément

la

victime qui en est atteinte dans le sang. Si l'Européen admire quelquefois l'Indien pour son adresse et son courage, il n'en est pas moins payé de retour,

quand, au


(Paru au Journal des Voyages d'après un croquis de l'auteur).

LES I N D I E N S S'EN VONT A U FOND DES E A U XCHERCHERLES C A Ï M A N S PERCÉS

D'UNE OU DEUX FLÈCHES


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

170

moyen d'une cartouche de dynamite jetée dans l'eau, au-dessous de certains arbres à fruits, ou dans ces bassins où les poissons pullulent, une formidable explosion en ramène à la surface des centaines foudroyés; ou bien quand il fait de la photographie, quand il crayonne un portrait ou un dessin sur un album, ou encore quand il abat un Coata d'un arbre, d'une rive à l'autre de la rivière, à 250 ou 300 mètres, avec une balle de sa carabine. Pour eux. le blanc est un sorcier,

un grand médecin qu'ils consultent volon-

tiers, mais qui doit bien se garder de trop paraître

ignorer

cetaines

choses, s'il

veut

questionner ou conserver

de

son pres-

tige. La pèche à l'enivrage ou au poison, se pratique avec succès l'été. On jette dans les criques ou dans les bassins d'eau

fermés

des

rivières ou des savanes, des plantes enivrantes contusées et pilées que

l'on

fait au

préalable fermenter

donner plus de force au poison. On le

pendant

24

heures, pour

mêle ensuite dans l'eau,

dans le haut des criques ; il ne tarde pas à se répandre en coulant vers l'aval, le poisson subissant une action narcotique, vient flotter

à la surface et on le prend à la main ou on le tue facile-

ment à coups de sabre. Les plantes employées à cet effet, sont généralement le Sinapou (Tephrosia toxicaria), le Couami (Clibadium surinamense), le Couami indien (Eupkorbia cotinoides et Phyllanthus couami), la Liane Nicou, dite Liane nivré en créole, (Leuchocarpus nicou), le Barbasco

(Jacquinia annillaris).

Souvent on établit un barrage en gaulettes à l'embouchure la crique ou sur son parcours et on recueille

de

le poisson

auprès

du barrage. Les Caïmans eux-mêmes, se laissent prendre

et gri-

ser aussi, s'ils ne prennent la fuite bien vite, affolés, la queue en l'air, à travers bois ou dans la savane. Les Caïmans, eux, font

en cette saison la grande pêche

pour

leur compte. Dans la région du Ouassa, surtout, où ils pullulent, ils se mettent en troupe nombreuse, tenant toute la largeur et la profondeur d'un cours d'eau et on les voit remonter ainsi, en bandes serrées, les petits affluents,

broyant

dans leurs formidables

mâchoires, les poissons éperdus qui se jettent d'eux-mêmes dans


180

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

cette barrière de gueules ouvertes, qui leur

ferme

toute

autre

issue. On fait encore en cette saison de bonnes pèches en fermant les petits cours d'eau par de petits barrages de baguettes et de pieux légers, auprès

desquels le poisson,

fuyant

la sécheresse,

vient

s'accumuler. Vers l'embouchure des fleuves, on installe à demeure, sur les rives sablonneuses que les marées couvrent et découvrent successivement, des barrages en bambous ou en gaulettes, où l'on jette les déchets de cuisine et toutes sortes de choses qui peuvent attirer le poisson. A la marée montante, par une large ouverture,

les

poissons rentrent dans le barrage. A la pleine mer. on ferme la porte au moyen d'une corde ou de tout autre système, et, quand les eaux se retirent, elles laissent le poisson à sec sur le sable, où on n'a plus qu'à le ramasser. Dans les habitations riveraines, notamment chez feu M. Bar, au Maroni, ce genre de pèche bien facile, donnait d'excellents résultats. On y prenait, au moyen de paniers, des quantités d'une espèce de grosse Crevette d'eau douce, délicieuse à manger. A la fin de la sécheresse, quand les eaux très basses s'accumulent dans les parties déclives des savanes, on y trouve le poisson en si grande abondance, quelquefois dans de simples flaques d'eau où il grouille, qu'on peut le prendre à la main sans difficulté. Ce sont principalement des Atipas, des Curites (Callichtys-Aspredo hypostomus) famille des Cuirasses ( 10 à 12 centimètres de long sur 3 à 5 centimètres d'épaisseur.)

Ces poissons s'enfoncent dans la vase

molle du sous-sol où ils peuvent vivre un certain temps sans venir respirer,

mais obligés de venir prendre l'air de temps en temps,

ils grouillent dans la mare de la surface ; c'est ce qui explique que pendant des mois entiers . les indigènes envoient

tous les

jours

en remplir des seaux ou d'autres récipients sans que pour cela on les voit sensiblement diminuer. D'ailleurs, quand l'hiver revenu transforme les savanes en vaste lacs, les Atipas se multiplient vite. Ils se construisent un nid entre deux eaux de 15 à 29 centimètres de diamètre avec des algues entremêlées d'herbes et d'écume, où


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

ils déposent leurs œufs qu'ils

181

surveillent et défendent courageuse-

ment pendant tout le temps que dure l'incubation. En résumé, la pêche à la Guyane est plutôt une distraction utile et productive qu'un travail pénible, et l'indigène ou le colon pauvres peuvent, à défaut d'autres moyens, y trouver largement leur subsistance, sur tout le littoral et dans la magnifique et pittoresque région des lacs de Counani et Mapa jusqu'à

l'Araguary.


QUATRIÈME

LA

GUYANE ANCIEN

CONTESTÉ

CONSTITUTION A S P E C T G É N É R A L DU P A Y S .

PARTIE

BRÉSILIENNE FRANCO-RRÉSILIEN

GÉOLOGIQUE —

GENERALE

POPULATIONS.

TERRITOIRES DE COLONISATION.

L'OR. —

A V E N I R DU T E R R I T O I R E C O N T E S T É . —

PRODUCTIONS LA HOUILLE

CONCLUSION


L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Le dernier protocole du 10 avril 1807, signé entre la France et le Brésil, se basant sur les articles 7 et 8 du traité d'Utrecht

dont

l'interprétation assez difficile a laissé jusqu'à ce jour, la question de frontière

diplomatiquement

insoluble,

détermine d'une

façon

à peu près précise, les limites de ce territoire. Au Nord : les Guyanes anglaise et hollandaise, le Tumuc-Humac et l'Oyapock ; à l'Est : l'Océan Atlantique ; au Sud ; l'Araguary (Oyari Arouari) jusqu'à sa source, et de cette source, une ligne parallèle à l'Amazone jusqu'au Rio Branco ; à l'Ouest, le Rio Branco. Dans ces conditions, il est inutile de retracer ici l'histoire de la question ; il suffit de rappeler sommairement la cause de la contestation. Le traité d'Utrecht dit en substance (art. 8) « Que la navigation de l'Amazone, ainsi que les deux rives du fleuve, appartiendront au Portugal, et que la rivière de Japoc ou Vincent Pinson servira de limite aux deux colonies : » 1° Pour les Portugais et les Brésiliens, la rivière de Japoc ou Vincent Pinson, c'est l'Oyapock ; pour les Français, l'Araguary ; » Voilà pour la limite de la côte. » 2° Pour ce qui est de l'intérieur, les Brésiliens disent que la


186

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

rive nord de l'Amazone signifie : tout le bassin nord de ce fleuve, les Français disent que la rive seule est brésilienne et que

l'inté-

rieur est français. » L'arbitre accepté par les deux gouvernements, le 10 avril 1898, le Conseil fédéral suisse, s'est prononcé complètement

contre

nous et a donné

raison au Brésil en lui accordant pour limites : le

thalweg de l'Oyapock jusqu'à sa source, et de cette source, la ligne (le partage des eaux des bassins de l'Amazone et de l'Océan, dans le Tumuc-Humac, jusqu'à la Guyane hollandaise. Toutefois, il est curieux de connaître quelques-uns parmi les principaux

arguments de la France servant de base à sa contestation :

» En outre des autres documents que nous possédions — négocations de 1856, Protocole p. 144 : La France, pour lu première fois, dit le plénipotentiaire français, vient de produire l'ensemble de ses preuves et d'en développer les détails — il semblait facile de réduire à néant, les prétentions du Brésil en lui prouvant que les mots Oyac. Oyapoc et Oyari sont, en langue indienne, des appellations géographiques communes à toutes les rivières. Oyae veut dire rivière ; Oyae qui. petite rivière ; Oyapoc, la grosse rivière ; Oyassa, dont on a fait Ouassa et Ouessa, veut dire rivière à droite ; Oyari, dont

les

explorateurs ont fait le Yari, le Jari el Aouari, d'où Araguary. veut dire

indifféremment

avec Oyapoçk,

la grande

rivière,

la grosse

rivière ; en conséquence, on ne peut pas en inférer que l'Oyapock actuel, soit précisément le Yapoc ou le Japoc du traité

d'Utrecht.

» Il fallait placer la question sur un autre terrain. » Par exemple : pour la limite à l'intérieur, il n'est pas possible qu'il soit jamais entré dans l'intention des négociateurs du traité d'Utrecht, de vouloir choisir comme limite le cours complet Oyapock

quelconque jusqu'à sa source ;

peuplées

d'Indiens

d'un

les rives de ces rivières

rebelles et redoutables,

étant

complètement

inconnues en 1713. Ensuite, il tombe sous le bon sens que l'Araguary, dont le cours inférieur connu, se dirige de l'Est à l'Ouest, ait été pris comme ligne de prolongation d'une limite parallèle à l'Amazone, sensiblement

tandis qu'au contraire l'Oyapoc, qui, lui, a un perpendiculaire

au

grand

être naturellement écarté de la question.

fleuve

amazonien,

cours a dû


(Paru auTourdu

Monde).

LEPREMIERPOSTEF R A N Ç A I SA C A R S E V E N N E (d'après UNE PHOTOgraphie de l ' a u t e u r ) .


188

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

» D'un autre côté, Vincent Pinson ayant eu deux navires emportés par le prororoca, ce naufrage historique ne peut avoir eu lieu qu'au sud de l'ile de Maraca — le prororoca n'existe pas au nord — vers l'Araguary et l'Amazone où ce mascaret est encore si dangereux que les grands navires mêmes évitent avec soin de se trouver dans ces parages à chaque pleine lune ou à chaque nouvelle lune, au moment des fortes marées. » Le Brésil nous a déjà offert, en 1856, de partager le territoire Contesté en prenant pour limite le fleuve Carsevenne ou Calsoène. La France a refusé ce partage qu'elle croyait non justifié. » Depuis, vers l'an 1600. commencement de la contestation avec le Portugal, jusqu'à

présent, l'intérieur de cette vaste étendue de

territoire est demeuré à peu près blanc sur les cartes. » Les tracés les plus fantaisistes ont été donnés par les explora teurs, aux rivières du Contesté, et il a fallu l'importante verte des mines d'or

de Carsevenne-Cachipour pour

décou-

remettre à

l'ordre du jour cette contestation et donner à la question

une

importance qu'elle n'avait jamais eue. » Cette découverte a eu aussi d'autres résultats, en corrigeant le cours et en déterminant la source de certains fleuves, tels que le Cachipour, le Counani, le Carsevenne, le Mapa-Grande et le Prêchai . » Elle nous apprend également que les sources du Cachipour, que l'explorateur Coudreau croyait avoir découvertes, dans ses derniers voyages, dans le voisinage de celles de l'Oyapock, ne peuvent être aujourd'hui, que les sources de l'Araguary, le seul fleuve important existant entre le Yari et l'Oyapock. D'un autre côté, des renseignements dignes de foi, des relevés

récents même, nous auto-

risent à dire que le cours de l'Araguary, aussi inconnu des diplomates d'aujourd'hui

que de ceux de 1713, se dirige Est-Ouest en

partant de l'embouchure, puis tourne ensuite sensiblement vers le Nord. » De plus, l'Araguary, dans son cours supérieur, se divise en deux branches principales, et comme l'on ne sait pas encore des deux

laquelle

est la plus importante, on peut s'attendre de ce fait à

une nouvelle contestation. Le Brésil ne manquera pas d'affirmer c'est la branche

de gauche qui est le fleuve ; et la France

sou

:


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

189)

tiendra que la branche de droite est la continuation naturelle de L'Araguary. » Ne serait-il pas préférable de faire, s'il en est temps encore, quelques modifications à l'arrangement du 10 avril 1897 ; modifications qui correspondraient mieux à l'esprit de l'ancien traité qui, lui, n'indique que le point de départ à la côte de la frontière et n'indique pas l'attribution des terres de l'intérieur ; il dit seule ment que les deux rives de l'Amazone appartiennent au Portugal. » Il était facile, par exemple, de limiter la frontière inférieure. L'Araguary, depuis son embouchure ; une ligne à 200 kilomètres de l'Amazone jusqu'au Rio-Branco. » A notre humble avis, si cela avait été possible, il eut mieux valu se réserver sur ce point du cours supérieur et de la source de l'Araguary encore inconnus. On comprendra l'importance de cette réserve en jetant les yeux sur une carte et en tirant une ligne de l'embouchure

de l'Araguary, suivant son cours,

puis le quittant

lorsque ce fleuve tourne au Nord, et allant rejoindre le Bio Branco parallèment

au

l'esprit

traité

du

cours de

l'Amazone.

d'Utrecht

Nous restions ainsi,

et, cependant,

de

vastes

et

dans riches

régions peuplées d'Indiens et les vastes savanes du Rio-Branco, où pullulent les bœufs, nous échapperont certainement si on limite à l'Araguary jusqu'à sa source. » L'arbitre nous a donné tort. Il n'y a plus à y revenir.

Superficie La partie littorale d'entre Oyapock et Araguary compte environ 00.000 kilomètres carrés, avec près de 450 kilomètres de côte. Les territoires de l'intérieur, de l'Araguary au Rio-Branco, mesurent environ deux cent mille kilomètres carrés : soit 260.000 kilo mètres carrés pour le territoire que nous contestions au Brésil, superficie deux fois plus importante que la Guyane française actuelle.


190

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

L'embouchure de l'Araguary l'île

de Maraca

est

aux

portes

de l'Amazone

possédant des abris sûrs en eau profonde,

et

com-

mande, dans une certaine mesure, l'entrée du grand fleuve.

Montagnes — Fleuves En dehors du

Tumuc Humac et du faite de partage des

eaux

qui limitent les Guyanes anglaise et hollandaise, trois chaînes de montagnes principales sont à citer : 1° Le prolongement du Tumuc-Humac, qui vient former le nœud où prennent leurs sources la rivière pour et la rivière Carnol. affluent

Yaoué. le Couripi, le Cachi-

principal du Carsevenne;

2° La chaîne Lombard, qui se dirige

N.-S.

sur la rive gauche

du cours du Cachipour. 500 mètres d'altitude; 3° Une autre chaîne en courbe, longeant d'assez près le cours de l'Araguary. C'est dans cette chaîne et ses prolongements que prennent leurs sources le Mapa Grande, le Fréchal et le Tartarougal. Ces montagnes n'ont guère plus de 250 à 150 mètres d'altitude. Cependant le relief s'accentue en allant vers l'Ouest cl l'on trouve au sud de l'Itani le Mont Mitaraca, de 750 mètres, et sur la fron tière anglaise, le Mont Uassare. de 1.500 à 1.700 mètres d'altitude et même des pics de 2.000 mètres.

Climat — Saisons Tout le pays est merveilleusement arrosé par un grand nombre de fleuves et de rivières. Le littoral sur l'Atlantique, reçoit constamment les vents alizés du S.-E. ou du N.-E., qui apportent la


LE CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN (D'après les explorations de l'auteur et de M . Coudreau pour le bassin supérieur de l'Oyapock.)


192

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

fraîcheur et les pluies jusque sur les plateaux de l'intérieur. vent ne souffle presque jamais de la partie Deux 15

saisons

février

au

se partagent 15

août,

l'année

et

la

Ouest.

: la saison pluvieuse,

saison

Le

sèche,

du

15

août

du au

15 février. La température moyenne de la journée est de 26 à 27 degrés à la côte, 22° dans les appartements et les montagnes de l'intérieur.

Etat L'état

sanitaire

sanitaire de l'ancien Contesté est excellent. Aucune des

épidémies qui

sévissent au Para et dans l'Amazone, fièvre jaune

et variole, n'ont encore apparu dans le pays. Les vents du large préservent toute la côte. Les maladies les plus communes sont la lièvre paludéenne et la dysenterie, et encore n'atteignent-elles que les chercheurs d'or, qui vivent

de fatigues et de privations

dans

les forêts de l'intérieur. Les maisons doivent être aérées le plus possible et leur façade principale exposée à l'Est, de préférence au bord d'une rivière ou d'un lac. Même en forêt vierge, partout où existe un déboisement suffisant, d'un ou deux hectares, la vie est très possible aux Européens et avec quelques travaux

de drainage et d'assainissement,

les accidents paludéens ne sont pas à craindre. En général, il faut éviter, en forêt vierge de l'intérieur, de s'établir sur des montagnes ou des mornes. Plusieurs propriétaires de placers en ont fait l'expérience.

Les ouvriers couchant sur un point élevé, étaient

toujours atteints des

fièvres,

tandis que ceux des ravins ou des

plaines demeuraient indemnes. Porter des vêtements légers, éviter la piqûre des s'abstenir de boissons alcooliques,

moustiques,

boire de l'eau filtrée et faire

bouillir son filtre au moins une fois la semaine, sont des précautions

hygiéniques

indispensables.

Avec cela, bien

logé et

nourri, on n'a pas à craindre l'anémie et les maladies.

bien


CONSTITUTION GÉOLOGIQUE GÉNÉRALE

Nature des terrains En général, le facies géologique peut se diviser, comme dans la Guyane française occupée, en Laurentien et Huronien de Hart. Le Laurentien composé de roches très cristallines : roches granitiques, gneiss et miscaschistes ; le Huronien formé par des roches moins cristallines: Quartzites, quartzites schisteux et micacés, parfois flexibles (itacolumite, itabirite, hemalite), schistes micacés et chloriteux, mi nerais de fer en grands dépôts. Ce sont ces roches qui forment la charpente du grand plateau des Guyanes, et qui affleurent, en outre, dans les plaines, sur tous les points où l'érosion des eaux les a dénudées. Voici schématiquement la nature et la position des roches de la région aurifère de Carsevenne Cachipour, où l'on trouve aussi quelques lits de houille : gneiss granitoïde affleurant vers le Grand-Dégrad et dans le voisinage des placers. Injecté à travers le gneiss qu'il recouvre, vient ensuite un granité porphyroïde à microcline avec mica noir, parfois chloriteux, ou des variétés de la même roche à grain plus fin passant à la granulite. Cette roche forme un massif compact qui couvre près d'un tiers du Contesté d'entre Oyapock et Araguary sur une largeur de 100 kilomètres dans le Carsevenne. On la trouve à Cachipour et à Mapa. Elle peut fournir de beaux maté riaux d'ornementation. En quelques points elle a injecté le gneiss 13


194

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

granitoïde sous jacent en le traversant et formant avec lui un mélange intime, elle

apparaît,

quelquefois, comme un gneiss granulitique

rose. Elle forme, en outre, la presque totalité des montagnes comprises depuis le Grand-Dégrad à la crique R o c h e ; seulement, ici, le feldspath (orthose) est blanc au lieu d'être rose chair. Au-dessus de ce granité à microcline apparaissent des schistes argileux, des argiles, des conglomérats, des grès ferrugineux et des minerais de fer qui représentent peut être, mais cela est encore très douteux (on n'a pas encore trouvé de fossiles) le Dévonien et le Permo-carbonifère. C'est dans ces roches que j'ai trouvé des échantillons de houille (Bulletin de la Société de géographie de Paris

du 0

nov. 1896, pages 310 et 311). Ces échantillons de houille analysés par M.

Fouqué,

de l'Institut, Professeur

au Collège de France, sont

un excellent combustible.... De puissants dykes de diorite et de diabase éruptifs, criblés de filons et filonnets de quartz très riches en or, traversent el bouleversent l'ensemble de ce système. Ces dykes forment les principaux sommets des montagnes des placers. Dans toute l'île des Guyanes. de l'Orénoque à l'Amazone, la présence de la diorite, de la diabase et des trapps, roches lourdes où dominent

l'amphibole, l'augite, le péridot et le mica noir, est une

caractéristique annonçant le voisinage de l'or. Partout où apparaissent ces roches on est sûr de trouver le précieux métal en plus ou moins grande quantité. Sur le littoral, l'ossature de roches métamorphiques est recouverte d'une couche de l i m o n s provenant en majeure partie du dépôt des vases de l'Amazone dont le courant, comme on sait, longe les Guya nés. Ceux qui ont vu comme moi, avec quelle abondance se font ces dépè-ts à chaque marée, pendant la saison sèche, ne doivent point s'étonner de trouver les cartes anciennes en désaccord complet avec la position des côtes actuelles qui ne cessent de s'exhausser et de gagner sans ('esse sur l'Océan, par les apports successifs de chaque année. Les fleuves sont obstrués; les lagunes séparées de la mer, deviennent en peu de temps des lacs d'eau douce dans l'intérieur. C'est ainsi que s'est formée la région des lacs de Mapa à l'Araguary. anciens appareils littoraux abandonnés par la mer.


A S P E C T G É N É R A L DU P A Y S

Le voyageur qui, partant de l'Oyapock. veut

traverser

Contesté du Nord au Sud. doit s'enquérir de canotiers, qui

l'ancien pourront

aussi être des porteurs, et se munir de vivres suffisants pour une route de plusieurs mois. Il lui faut partir autant que possible au commencement

de la saison sèche, c'est-à-dire fin juillet ou

com

mencement d'août. Cinq jours de canotage, en remontant le Ouassa où l'on

trouve

quelques rares habitations, l'amèneront à la rivière Couripi. L'affluent de gauche le plus important de ce fleuve. Nous sommes ici en pays indien : les rivières ont presque toutes une Lisière de forêt épaisse quelquefois d'un kilomètre et plus, interrompue de temps à autre par une échappée qui donne vue sur d'immenses savanes propres à l'élevage du bétail. Le pays, en grande partie noyé pendant la saison des pluies, est sec et brûlé à la saison sèche. Au milieu de ces immenses lacs qu'on appelle savanes, se trouvent des îlots de terre ferme et fertile; c'est là que l'Indien construit sa case et fait ses plantations. En hiver, il peut entrer dans sa cuisine avec sa pirogue; mais il n'en est pas de même en été : ces immenses lacs se vident et se desséchent en grande partie et la moindre étincelle, tombée dans les herbes séches, allume des incendies qui durent quelquefois

des mois entiers. S'il arrive que l'on soit


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

196

surpris par un de ces incendies poussés par un vent violent, pour éviter d'être brûlé et quasi asphyxié il faut immédiatement allumer soi-même à ses pieds un nouvel incendie qui, dévorant de suite un certain espace vite refroidi permet de se garer de l'ouragan de flammes et de fumée qui passe à droite et à gauche. Pendant l'été, l'Indien quitte sa case de la savane et vient habiter

sous

les frais

ombrages

bordant

la

rivière. Il y construit

ordinairement un petit carbet, avec des feuilles de palmiers, pour se mettre à l'abri de la

fraîcheur des nuits. Le plus souvent, il

ne se donne même pas cette

peine ; il dort

feuilles

marais), sous une grande mousti-

de pinot (palmier de

en famille sur des

quaire carrée, soutenue aux quatre coins par des piquets. En cette saison, la vie est douce pour lui : dormir, manger et boire, se baigner,

pécher,

chasser,

chanter

le soir au

clair

de lune, en

buvant du cachiri, sont ses occupations favorites. Parmi ces populations,

il faut distinguer

les habitations plus

confortables des métis et des créoles de l'Oyapock. Après deux nouveaux jours de navigation, on arrive, toujours sur le Ouassa, aux premières habitations

des Indiens Palicours,

de la rivière Roucawa. Sur la rive gauche, se trouve un petit sys tème montagneux, où l'on remarque la montagne Sousouris, nom créole, qui veut dire chauve-souris. Comme ce nom l'indique, c'est le repaire préféré des vampires. Les bords de la rivière sont très fréquentés par les caïmans et il n'est pas rare de les rencontrer par bandes tellement nombreuses, qu'elles arrêtent les canots qui vont à la pèche ou à la chasse, dans les petits affluents de droite et de gauche.

« Sur une étendue de cinquante mètres de long

sur six ou huit de large, dit le P. Fabre, dans sa relation d'une mission apostolique dans cette région, les tètes des caïmans, à fleur d'eau,

étaient serrées comme les

pavés d'une rue. » (Voir ante

Pêches.) Un peu plus haut, c'est, toujours sur la rive gauche, la montagne Tipock, et après la montagne, la rivière du même nom. Tout le long de la rivière, sur une étendue de GO kilomètres sont disséminées,

par petits groupes de 3 ou

4,

environ,

les cases des

indiens Gallibis. Cette tribu, autrefois très puissante, occupait tout le littoral, depuis

Surinam

jusqu'au

Carapaporis ; mais il

n'en


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

197

reste plus aujourd'hui que quelques débris au Maroni, Mana. Sinnamary, l'Oyapock et Ouassa. Sur la rive droite de l'Ouassa, un peu avant le confluent avec la rivière Tipock eaux de grands

on trouve la crique Macaouane, qui draine les marécages où pullulent les caïmans et toutes les

espèces de gibier d'eau du pays. Par cette voie, à la saison des pluies, on peut aller en canot du Ouassa au Cachipour. Enfin, en remontant toujours le fleuve, à 136 kilomètres envi ron de son embouchure,

on arrive à la montagne Pelée (Pelado

en brésilien), gigantesque monolithe granitique avec minerais de fer dépourvu de végétation, qui se dresse sur la rive droite. point, en marchant

au Sud pendant

De ce

trois ou quatre heures, on

peut atteindre le Cachipour, en traversant la fameuse savane de Pomme, l'ancien député de la Guyane française sous la Convention. Ici se rencontraient autrefois, des établissements prospères et de grands troupeaux de bœufs paissaient dans ces riches savanes, où le bétail trouvait en toute saison de gras pâturages et de l'eau. On aperçoit encore au bord

de la rivière, les ruines de ces habitations, qui

furent pillées et ruinées par les Portugais, pendant les guerres de la Révolution.

Cachipour A Cachipour,

l'aspect

change, les habitants sont en

majorité

des Brésiliens et des métis. Les habitations sont séparées, le long du fleuve, par des

vastes espaces. Peu

de savanes, et

d'ailleurs

impropres à l'élevage, aussi, peu ou point de bétail. Cependant, on peut trouver à s'y approvisionner de couac (farine de manioc), de bananes et de poisson sec. La population a été considérablement augmentée en

ces derniers

temps,

par les soi-disant

colons et

travailleurs de colonisation, qu'une Compagnie brésilienne subventionnée, y a introduits. Cette Compagnie y a fondé un établissement nommé Cologne, sur un plateau, rive gauche du fleuve.


198

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

La région

du Cachipour est très riche en or, des

récentes viennent

d'y

être faites et on peut

découvertes

prévoir et prédire;

l'avenir prospère et certain qui s'y prépare. De Cachipour. un petit sentier à travers la forêt vierge (point de savanes), conduit est

favorable ;

en trois jours à Counani, quand

dans

le

cas

contraire,

il

faut

le

compter

temps quatre

jours.

Counani Counani est

un bourg florissant de 350 habitants, situé sur la

rive gauche du fleuve de ce nom embouchure.

à 20 kilomètres environ de son

Il y a un quai ombragé de beaux manguiers, avec

appontement au débarcadère, l u e église assez bien entretenue et quelques maisons avec planchers, couvertes en tôle métallique, ont un aspect assez confortable. Quelques-unes sont de véritables magasins de commerce,

l'on

trouve

un

peu

de

tout, comme à

Cayenne. Dans la rivière, à un ou

deux

jours de canotage,

on trouve

d'assez belles habitations où l'on fabrique du couac ; on y un peu de caoutchouc.

On exploite

aussi

récolte

des bois de construc-

tion et d'ébénisterie ; on y peut acheter du machoiran salé et du poisson sec en abondance. L'élevage du bétail Counani ne

n'y

réussit

pas parce que les savanes

sont pas doubles, comme on dit

de

dans le pays ; elles

sont trop sèches ou trop noyées. Quant à la fameuse Cacaoyère des Pères Jésuites, dont M. Coudreau a fait une belle description, elle est située à 3 heures de canot, en amont du village, sur la rive droite. Il en reste encore pas mal de

pieds sur une longueur de 4 à 500 mètres et une

moyenne de 60 à 70 mètres de largeur. Les plants énormes et très vieux portent encore

des fruits, malgré les lianes et les plantes

parasites qui les dévorent.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

199

Deux fois par mois, à chaque quartier de lune, un vapeur brésilien subventionné vient directement

du Para à Counani.

faisant

escale au retour à Carsevenne et à Mapa, et une fois par mois, à l'Araguary. A partir d'ici, le voyage est facile et l'on est presque en pays civilisé.

UNE HABITATION CONFORTABLE. — JARDIN (d'après une photographie de l'auteur).

(Paru au Tour du Monde).

Au Sud, entre Counani et Carsevenne,

se

trouvent les

belles

savanes de Rio-Novo (la Nouvelle Rivière) dont une branche se jette dans un vaste lac d'eau douce et une autre se perd dans les sables et les marais, avant d'arriver à la mer. On peut à la rigueur, à la belle saison, traverser à pied cet espace de 45 à 50 kilomètres qui sépare les deux fleuves, en 2 ou 3 jours de marche ; mais il y a peu de guides qui connaissent cette route, et les plus malins se per dent, même avec une boussole, dans ces plaines pareilles, coupées de

herbeuses

toutes parts par des bouquets de

toutes verdure

également pareils et par des rivières aux sinueux contours se per-


200

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

liant dans des fondrières ou des marécages où elles se reforment pour aller encore plus loin se perdre de nouveau sous un lit d'herbes vertes et de fleurs où l'imprudent égaré trouve un tombeau qui l'engloutit

vivant.

Carsevenne Le

voyage par

mer de Counani à Carsevenne

avec

un

grand

canot, peut, s'il y a bon vent, se faire en une seule journée. Le Carsevenne est un fleuve un peu plus fort que notre Charente. Son embouchure est large et spacieuse, mais tortueuse et complètement cachée à la vue du large. De plus, elle est obstruée par des bancs de sable et vase qui rendent la navigation difficile. Heureux pays de chasse et de pêche où pullulent les palmipèdes et les échas siers vivant côte à côte sur le même banc de vase ou le

même

tronc d'arbre mort, où on les voit perchés p ê l e - m ê l e , depuis la petite alouette de mer, la bécassine et le chevalier, jusqu'au grand jabiru

au bec énorme. Comme dans toutes les autres rivières de

l'ancien Contesté, ce sont d'abord des rives marécageuses, couvertes de palétuviers, puis des palmiers en grand nombre avec des carapas ; des palétuviers rouges et des bois plus durs, précieux pour les constructions et l'ébénisterie. Les aras bleus et rouges, ruches,

les perroquets verts et bleus, les per-

les toucans, les ibis éclatants couleur

de pourpre et les

aigrettes plus blanches que l'hermine, remplissent de bruit, de mou vement et de poésie, les rives du fleuve enchanté qui conduit aux mines d'or. Avant la découverte de l'or, Carsevenne n'avait que 45 à 50 habitants disséminés dans cinq

ou six

habitations situées sur la rive

du fleuve, auprès de vastes savanes propres à l'élevage,

sur un

espace de 45 kilomètres environ. Aujourd'hui, depuis 1894, cela a bien changé ; le bourg principal, situé à 24 kilomètres de

l'em-

bouchure, en face de la seconde chute, possède plus de cent cases,


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ

presque

toutes rebâties à neuf,

bre 1897 qui le dévora

FRANCO-BRÉSILIEN

après L'incendie du

28

201

septem-

presque en entier. Quelques unes de ces

cases sont à étage et presque toutes sont habitées par des commerçants français et quelques anglais s'approvisionnant

à Cayenne ou

en transit des autres pays. Démérari, les Antilles et même directement de France, par la Société Française de l'Amérique

Equato-

riale, nouvellement établie sur ce point (1). Il est bien malheureux de constater ici, qu'aucune autorité, sinon le caprice plus ou moins fantasque des habitants, n'ait

présidé à

l'établissement de ce bourg important, pour faire au moins aligner les rues et les places et laisser entre elles un espace suffisant. Les maisons de bois, disparates, en désordre, ont l'air de se pousser et de se bousculer le long de petites rues tortueuses et trop étroites dans le voisinage immédiat du banc de roches qui sert de débarcadère. Il en résulte de graves inconvénients pour l'état sanitaire de la population, sans compter en 1897,

peut embraser

qu'une

simple étincelle,

comme

en quelques heures tout le groupe cen-

tral du village. Les vapeurs et navires, ne calant pas plus de 2 8 0 à 3 mètres m

peuvent

venir mouiller en face

du bourg, où le transbordement

et le débarquement se font facilement à l'aide

d'embarcations.

Le village de Firmine, en face, rive gauche, compte une vingtaine de cases où habitent surtout les métis du pays et les brésiliens,

60

environ.

La

population

totale

des deux rives atteint

500 habitants. A 50 kilomètres de l'embouchure, on ne trouve plus de savanes, la forêt vierge règne en maîtresse avec ses hôtes mystérieux cou vrant de sa ténébreuse humidité des débris organiques de toutes sortes où grouillent des milliers de mondes d'animalcules vivant de la putréfaction. A 100 kilomètres à vol d'oiseau dans l'O.-1/4-S.O, 150 au moins par la rivière, se trouve le Grand-Dégrad, village assez important où se fait le transbordement des marchandises pour le Petit-Dégrad. à 13 kilomètres à vol d'oiseau dans l'Ouest. (1) Cette société fait é g a l e m e n t établir un m o n o r a i l qui d o i t r é u n i r C a r s e v e n n e aux placera. S u r 108 k i l o m è t r e s à c o n s t r u i r e , 67 s o n t c o m p l è t e m e n t

terminés.


202

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN

CONTESTÉ

FRANCO BRÉSILIEN

Le Petit-Dégrad est le point le plus peuplé de l'intérieur : on y compte encore aujourd'hui 250 à 300 cases, et de G à 700 habitants suivant la saison. C'est

dans

le bois, à peine éclairci, sous les grands arbres, au

bord de la petite rivière Tamba de 8 à 10 mètres de large, encore

Village de FIRMINE A Carsevenne (daprès une photographie de l'auteur)

navigable pour les petits canots et les pirogues, des cases disséminées sans ordre, de ci, de là. parfois agglomérées par 4 ou 5 avec un embryon de rue, coupées de petits sentiers au bord .desquels gisent des ordures et des détritus sans nom. Quelques coins cependant de ce campement cosmopolite sont tenus avec soin par leurs propriétaires premiers occupants. Nous sommes heureux de constater que ce sont pour la plupart des Français. Du Petit-Dégrad part l'unique sentier qui conduit aux placers. Il s'enfonce à l'Ouest

dans la forêt vierge, sur une longueur de 35 à


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

203

40 kilomètres et franchit ou contourne 32 montagnes peu hautes : 250. 300 et 400 mètres d'altitude, mais quelques-unes presque à pic. Quand le sol de glaise rouge, sur les pentes, est détrempé par les pluies, on redescend, souvent sans le vouloir, la montée glueuse et glissante que l'on a eu tant de peine à gravir. Autre agrément : il y a les marécages entre deux montagnes où l'on enfonce jusqu'au ventre. Malgré tout, les approvisionnements de 1500 à 2000 mineurs, se font par cet unique

sentier, à dos d'homme, et, une charge

de

25 kilos coûte encore 0 grammes et 8 grammes d'or pour aller au fond, comme disent les mineurs. Au beau temps du « rush », le transport d'une charge du PetitDégrad aux placera se payait 60 grammes, une boîte de sardines coûtait

10 grammes, une boite de lait 20 grammes, et j'ai acheté au

mois d'août 1894 au Grand Placer, un quart de bouillon gras en bouteille. 15 grammes d'or, le reste à l'avenant. Aujourd'hui ces prix sont à peu près raisonnables : une boîte de lait coûte 1 gramme, un pain d'une livre I gramme, deux boîtes de sardines I gramme, etc. Le voyage du bourg de Carsevenne au Grand-Dégrad se fait en cinq ou six jours, au moyen des pirogues des Boschs Saramacas ou de canots créoles, pouvant porter chacun de une à deux tonnes de marchandise, suivant la saison. Ce voyage d'aller coûte 35 francs par 100 kilos et par passager ayant droit d'apporter avec lui son pagara ou une petite malle. Le voyage de retour ne coûte que 15 à 20 francs par passager et peut se faire en deux jours et demi ou trois jours au plus.

Mapa Au sud de Carsevenne se trouve la plus belle et la plus importante région du Contesté. C'est ici qu'est l'avenir. Cette région peut nourrir plus d'un million de colons : pêcheurs, agriculteurs, éleveurs et mineurs.


204

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Là, en effet, tout est préparé pour recevoir des habitants: pas de routes à faire, elles existent; les lacs pullulant de gibier et de poisson et les mille canaux qui les relient; pas de défrichement ou près que pas ; les savanes sont immenses et fertiles et nourrissent déjà une race de bœufs très appréciés au Para et à Cayenne. Les chevaux et les moutons s'y acclimatent très facilement. De Carsevenne on peut aller à Mapa, par les savanes du Trapyche, situées rive droite, à quelques lieues en amont du village ; mais il vaut mieux aller par mer. Si le vent est favorable, en douze heures on arrive au mouillage des vapeurs, à La Croix de Mapa (8 mètres d'eau à marée basse). On nomme ainsi l'intersection de quatre branches, l'une principale, ou rivière de Maragnan, qui draine les eaux des lacs de l'intérieur et de leurs affluents, fleuves importants: Fréchal, Tartarougal et Petit-Tartarougal, où l'on va chercher les bœufs si estimés de la région de l'Apurema ; l'autre, par la branche de rivière nommée Dassert et du Grand-Lac qu'on nomme aussi Rio Grande; la petite rivière du

village qui sert d'écoulement

au lac

de Campo ou le Petit-Mapa. et enfin, une quatrième branche à l'est qui va vers la rivière Macary et le Carapaporis. Au nord de La Croix de Mapa se trouve le Mapa-Grande qui mêle ses eaux .à son embouchure avec toutes ses rivières. Dans le Mapa Grande, rive gauche, en face de la première chute, à un kilomètre de l'habitation de Pedro de Frêtas, on voit un monticule surmonté des ruines d'un tombeau en forme de tronc de pyramide construit en pierres granitiques colossales et taillées. On ya

trouvé des urnes remplies de cendres analogues à celles trou-

vées dans les sépultures indiennes. Ce monument, certainement très ancien, indique la force et la civilisation du peuple qui a su tailler, aligner et mettre en place des blocs aussi durs et aussi lourds. De la Croix de Mapa on arrive au chef-lieu en une heure de canotage.

Mapa est un village d'une cinquantaine de cases, avec une

église et un blockhaus construit par Cabrai. Une vingtaine de mai sons sont planchéiées et fermées sur les côtés. Il y a deux grandes rues principales, larges de plus de dix mètres et les cases sont séparées les unes des autres. L'une de ces rues est parallèle à la rivière et l'autre perpendiculaire à la première. Toutes deux sont situées sur


(Paru

au

Tour

du

Monde).

LE QUAI DE CARSEVENNE, d'après une photographie de l'auteur.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

205

deux langues de terre rouge entourées de tous côtés par la vase et les palétuviers, excepté sur un seul point où passe le sentier qui rejoint. 15 kilomètres plus loin, la branche du Maragnan à l'habitat ion Thomé. Ainsi entouré de marais et de palétuviers, on comprend que Mapa soit un point stratégique de première importance. En partant de Mapa, de quelque côté que se dirige le voyageur, il trouvera partout, de loin en loin il est vrai, des habitations prospères, et la pèche et la chasse ne le laisseront jamais manquer du nécessaire. Avec les petits caboteurs du pays, nommés tapouyes, on peut aller, en trois ou quatre jours, jusqu'au Tartarougal, en passant par le Maragnan, le lac Kémado, le lac Rédondo, les lacs Jabourou (Jabiru) Toucounaret, Paracouba, Tapaye, Comprido, Coujoubi, Itoba. Plusieurs sentiers traversent en outre le pays depuis Mapa et, en remontant vers les (campos grandos) savanes à bœuf de l'intérieur, (en tout trente mille têtes), on peut aller en cinq jours par terre jusqu'à l'Apurema. Par l'Apurema, la région la plus riche en savanes et en bétail, nous touchons à l'Araguary. C'est aussi la partie la plus prospère, sinon la plus peuplée du Contesté. Dans les campos coupés de petits cours d'eau aux rives boisées de ci de là, le voyageur qui suit un des nombreux sentiers du pays, aperçoit au milieu de la savane un petit morne ombragé de grands arbres et d'autres plus petits: arbres fruitiers pour la plupart : manguiers, orangers, citronniers, goyaviers, bananiers, e t c . , au milieu desquels se dissimule l'habitation ou fazenda du fazendeiro ou éleveur du campo. Le voyageur inconnu y trouvera toujours la plus franche et la plus cordiale hospitalité. Ici. c'est la vie patriarcale, douce et facile. En dehors du lait frais, du fromage, des volailles et des œufs, des porcs vivant en liberté, des moutons dont le fazendeiro peut

user à volonté, ses vaqueros à cheval, qui

surveillent

le jour les grands troupeaux de bœufs, lui apportent à leur rentrée chaque soir un approvisionnement de gibier suffisant qu'ils ont eu le loisir de tuer dans leurs longues courses de la journée. A la tombée de la nuit, les vaches nourrices et leurs petits rentrent au parc près de l'habitation, où elles sont plus à l'abri des attaques des jaguars. Après le repas du soir et la prière qui se fait en commun, dans la


206

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRESILIEN

nuit douce et parfumée, au clair de la lune, commencent les réjouissances : les danses et les chants accompagnés des violons, du rebec, de la mandorre, et de la clarinette, jusque bien avant dans la nuit. Les soirs moroses, de pluie ou d'orage, assis en cercle dans la salle commune, les fazendeiros, leurs vaqueros et leurs femmes aiment à conter leurs aventures de chasse ou de pèche ou des histoires plus tragiques sur les indios bravos, le diable et les sorciers. Je cite en passant une des jolies légendes de ce pays : « Touchaou, le fils du chef, est triste, triste comme un chant de mort et sa vieille mère, qui l'observe dans l'ombre, pleure en silence, de voir la tristesse profonde assombrir ainsi son enfant préféré. Il se lève, la nuit, seul et taciturne et s'en va rêver au bord de l'eau, qui balbutie doucement, et des mots entrecoupés de soupirs sortent de ses lèvres tremblantes. La pauvre mère n'y tient plus : « Mon fils. dit-elle, s'approchant de lui, un nuage sombre obscurcit ton front et de douloureuses pensées te font courber la tète. Dis-moi de quel mal tu souffres, je pourrai peut-être t'en guérir ? » Touchaou, relevant la tète : « Mère, écoute, mon secret m'étouffe

et je veux

me soulager

à te raconter les tristesses qui me torturent. » C'est une jeune fille si jolie... si belle, que je n'en ai jamais rencontré ainsi dans toute notre tribu. » La nuit était belle, la brise était douce, le ciel pur troué d'étoiles et dans ma pirogue, je voguais légèrement dans la direction de notre village. Soudain, j'entendis comme un chant plaintif et lointain, une voix harmonieuse et si douce, si douce, qu'on la distinguait à peine d'avec le sussurrement

de la brise entre les

feuilles et les palmes. » Ma pirogue s'avançait,

légère, sur les eaux transparentes du

lac, où se miraient les étoiles et plus distinctement

m'arrivaient

les sons de cette voix qui chantait. » Tout à coup, je la v i s . . . Comme elle était belle, mère. Comme elle était belle, la femme que je vis. » Elle était assise sur un tronc d'arbre penché sur le bord de la rivière, ses longs cheveux d'or étaient noués avec des fleurs de


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

et elle chantait comme jamais je n'ai

morérou

207

entendu chanter

ainsi. » Elle fixa ses yeux verts sur moi, me sourit un moment, étendit les bras comme si elle eût voulu

m'enlacer

et disparut

en

chantant, à travers les eaux, qui s'ouvrirent pour la recevoir. Oh ! mère,

comme elle

était jolie, la jeune fille que

je vis ainsi...

Comme ils étaient mélodieux, les sons de cette voix qui chantait. » Pendant que son fils parlait, les yeux de la vieille indienne se remplirent de larmes silencieuses, qui roulaient une à une sur sa face ridée : « Mon fils, répondit-elle, ne retourne jamais plus la nuit, sur le lac. La femme que Uyara;

la fée

des e a u x . . .

Son

tu as vue, sourire

venin du crotale. Malheur et malédiction

n'est autre que la

est plus mortel que à celui

le

qui écoute sa

voix et qui cède à son enchantement. » Et Touchaou, assis

au

seuil de

la maloca

(case

maternelle),

laisse pendre ses bras découragés et son front pensif s'incline vers la

terre

:

« Mère,

dit-il,

avec

un

soupir,

je

n'y

retournerai

le soleil se couche

à l'horizon,

pas. » Le jour suivant, à l'heure où

au-dessus des collines sombres couvertes d'épaisses forêts, Touchaou prend son arc et ses flèches, une pagaïe, et. furtivement, va détacher sa pirogue au bord de l'Iguarapé. Qu'a t il à craindre ; il est bien armé ; son coup d'œil est sûr et son bras ne tremble pas. Et, la nuit venue, il vogue silencieux comme une ombre, vers les eaux calmes du lac. Sa vieille mère vient tous les soirs sur le dégrad, où dorment les pirogues, interroger de ses yeux secs, taris de larmes, l'amont et l'aval de l'iguarapé (rivière). Elle attend son fils, qui ne revient pas. Qu'est-il advenu de lui ? nul ne le sait, puisque personne ne l'a jamais revu. Cependant, quelques pêcheurs attardés sur le lac. aux heures mortes de la nuit, ont vu plusieurs fois, le long de la berge, une femme couronnée de fleurs, qui passait en chantant, et, derrière elle, un homme la suivait. Une fois, l'un d'eux, plus audacieux que les autres, s'approcha


208

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

pour voir de plus près; mais les eaux s'entrouvrirent et la femme et l'homme disparurent. » Tel est, dans ses grandes lignes, L'aspect général du pays compris entre l'Oyapock et l'Araguary. Ce dernier fleuve est au moins égal comme débit à celui du Maroni et les vapeurs y remontent à plus

de 2 0 0 kilomètres dans l'intérieur, jusqu'à

Ferrero-Gomez.

village situé sur la rive droite, de formation récente et d'avenir certain, où se centralise le caoutchouc, de plus en plus exploité, de plus en

plus abondant,

que

l'on

récolte

dans

le bassin de

L'Araguary.

Populations La population d'entre Oyapock et Araguary peut se décomposer comme suit :

Soit un total de 7.650 habitants environ.


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

209

Fuyant les conquistadores et après eux les cruautés des Portugais qui

les réduisaient en esclavage,

toutes les tribus

indiennes de

INDIENS DE LA GUYANE BRÉSILIENNE (d'après une photographie).

l'Amazone se sont réfugiées vers les montagnes centrales, dans la région comprise entre les sources de l'Oyapock et de l'Araguary et le Haut Rio-Branco. 14


210

LA

GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Voici, de l'Ouest à l'Est, les principales tribus c o n n u e s : les Macouchis, les Ouapichianes. les Taroumas, les Atorradis, les Chiricoumes, les Coucoïchis, les Conitias, les Hirichamans, les Toucanes, les Assabys, les Japïïs, les Ouayéoués, les Tarinos, les Garas, les Ouatcbas, les Paricotes, les Coudouis, les Xérès, les Piânnocotes, les Tounayanes, les Trios, les Houeouyennes, les Apalaïs, les Oyampis, les Coussaris, les Tamocones, les Comiachis, les

Arénaïbous,

les

Houeouyennes.

les

Pirious, les Caoucichianes, les Aramichaux. Quelques-unes

de

ces tribus,

comme

les

Oyampis (venus du Pérou, parlent la langue Tupi), les

Apalaïs,

les Piânnocotes, les Trios, les Coussaris, les Ouayéoués, comptent chacune plusieurs milliers d'individus. Je ne crains pas d'évaluer au moins à cent vingt mille le nom. bre total des indigènes du territoire contesté. Si l'on ajoute à cela que de puissantes compagnies, auxquelles le Brésil a concédé entièrement, le Jari, le Parou, le Jamunda, le Trumbettas, etc., exploitent avec de nombreux à caoutchouc

très abondants

ouvriers, les arbres

dans les forêts avoisinant ces gran-

des rivières et leurs affluents, ensuite, les éleveurs des vastes prai ries

du

immense

Rio Branco, on territoire

aura une idée

encore vierge

de l'importance

de cet

où dorment tant de richesses

naturelles qu'il n'est besoin que de récolter comme le caoutchouc et l'or. Le colon européen arrivera dans la Nouvelle Guyane brésilienne avec un stock de marchandises, parmi lesquelles il faut mettre au premier rang : le tafia, le vin, la farine,

les tissus (toile bleue,

toile blanche, cotonnades, indiennes, mouchoirs, paliacas, broderies à bon marché), saindoux en boîtes de 5 kilos, 1 kilo et 1/2 kilo, beurre, sucre en boîtes, huile d'olive, savon, lait concentré, biscuits en caisse, chapeaux de laine et de paille, quelques outils, pioches,

pelles, houes, sabres d'abatis,

haches américaines, fusils

de chasse, poudre, plomb et cartouches, quinine et médicaments, etc. Cela

lui permettra de s'acclimater d'abord et de

s'orienter

sur ce qu'il pourra faire dans la suite. Avec cela, la vie du colon sera douce ; dès son arrivée, il réalisera de beaux bénéfices, et, en toute sécurité, il pourra procéder, tout en ayant les loisirs de la pèche et de la chasse, à une

plus


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

211

importante installation dans l'avenir. Bien logé et bien nourri, on ne craint pas la

fièvre.

Voici la liste de quelques prix de vente des marchandises arrivées à Carsevenne, sans payer de droits, au mois de mars 1898. Morue en caisses en fer soudées de 25 kilos. 1 fr. 20 le

kilo.

2 fr. 50 au détail. Vin ordinaire, la dame Jeanne de 15 litres, 14 fr.: au détail : 2 fr. le litre. Bière en paniers. 1 fr. la bouteille. 2 fr. au détail. Saindoux français : 2 fr. le kilog.. par boîte de 10 et 5 kilos. Saindoux américain : 1 fr. 50 le kilog.. par boîte de 10 et 5 kilos. Sucre scié sous zinc : 1 fr. le kilog, au détail 2 francs. Lait concentré par caisses de 48 boîtes : 1 franc la boîte. Biscuits sous z i n c : 30 et 35 francs la caisse de 25 kilos. Huile d'olive surfine (Plagniol) : 2 fr. 50 la bouteille, 3 et 4 francs au détail. Vermouth : 22 et 24 francs la caisse de 12 bouteilles, 2 fr. et 3 francs au détail. Lentilles : 1 fr. à 1 fr. 50 le kilog. Haricots : 0 fr. 80 à 1 fr. 50 le kilog. Oignons : 2 fr. et 3 fr. le kilog. Ail : 3 fr. le kilog. Pommes de terre :

12 fr. et 14 fr. les

25 kilos ;

au

détail

1 fr. le kilog. Tissus,

cotonnades,

indiennes :

1 fr. 20. 1 fr. 50 et 2 fr. le

mètre. Calicot : depuis 0 fr. 35 le mètre. Toile bleue : 2 fr. le mètre. Ces prix doublent et

triplent

dans

les autres centres du Con-

testé.

Productions En tête des principales productions, se trouve l'or ; aussi, lui consacrerons nous

un chapitre spécial et détaillé. La seule région


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

212

jusqu'ici mètres

exploitée et connue carrés

environ )

de

donne

Carsevenne-Cachipour (30 une

moyenne

qui

se

kilo-

maintient

encore à 100 kilos par mois. L'approvisionnement

des

commerçants

et

chercheurs

d'or

de

UNE FEMME DE CARSEVENNE (d'après une photographie de l'auteur).

Carsevenne, nécessite une consommation mensuelle d'environ deux cents

tonneaux

de

provisions

de

toute

nature,

qui arrivent de

Cayenne tous les mois ou en transit des autres pays. Ce tonnage tend

tous les jours à augmenter, car les autres centres du Cou

testé viennent de plus en

plus échanger

leurs

produits et s'ap-

provisionner à Carsevenne. En outre

des

caboteurs .

Cayenne à Carsevenne celui-là,

fait

la

ligne

deux

et

un autre

du

Para.

vapeurs vapeur

Araguary,

font

le

brésilien

service

de

subventionné

Counani, Carsevenne.

Mapa, deux fois

par mois, à chaque quartier de lune, pour évi-

ter le prororoca

du Cap de Nord, très dangereux au temps des


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

fortes marées.

Aucun

nouvelle l u n e ,

dans

navire

ne

les parages

se

risque

à la pleine ou à la

de l'embouchure de l'Araguary

au Carapaporis. Ensuite viennent : le caoutchouc, très abondant et reconnu de première

qualité

au

Para ;

les bœufs et les moutons dont nous

avons déjà parlé ; les chevaux et les porcs ; la pèche sur la côte qui fait vivre bateaux

plus de deux

tapouyes,

mille

revenant

pêcheurs et occupe 200 à 250

après

chaque

saison au Para avec

1.000 tonnes de poisson sec ; la pêche dans les lacs, très rémunératrice avec

une

espèce

de

morue

monstre

acclimatée

dans

l'eau douce et qu'on nomme cury et piracoucou ; les bois de construction et d'ébénisterie et surtout le wapa (ouapa) bois résineux qui

ne

pourrit

avantageusement de manioc

ou

ni

dans la terre, ni dans l'eau, et qui servirait

pour

le pavage en bois de nos rues ; la farine

c o u a c , les

bananes, le café ; le cacao qui ne de.

mande pas une grosse main d'œuvre ; le maïs, le tabac, la canne à sucre, etc. ; pour l'avenir, sent aux bords des rivières, sinon en exploités.

familles, mais assez

les

carapas et les balatas qui pous-

servant de bordure rapprochés pour

aux

être

savanes, facilement


TERRITOIRES DE COLONISATION

Le territoire contesté possède environ 90.000 kilomètres carrés de savanes et de prairies, à peu près 10.000 à la côte, 40.000 sur la rive gauche du Rio Branco et 10.000 dans la région intermédiaire. Les savanes et les prairies de l'intérieur sont saines; leur climat tempéré et sec, un peu semblable au climat de l'Algérie, convient à la colonisation européenne. La région de Mapa et des lacs surtout, semble plus particulièrement

désignée pour devenir une région de peuplement pouvant

nourrir plus d'un million d'habitants. Ici, en effet, peu ou point de routes à construire, elles existent : les lacs et les nombreux canaux qui les relient; point de travaux préparatoires pénibles et malsains: dessèchements et défrichements. Le colon des prairies sera avant tout un éleveur, ce qui le dispensera de remuer la terre. Ensuite, la plupart de ces cultures industrielles, café, cacao, roucou, tabac, c o ton, se contentant des terres légères du pays pourront être faites en savane. Avec un petit capital, il pourra s'installer et trouver tout de suite en abondance pour son alimentation : poisson et viande de bœuf à bon marché. La région possède aujourd'hui 30.000 tètes de bétail, sans compter les chevaux et les moutons. Le kilog. de viande y coûte 0 fr. 50 au détail. Sur pied, avec marchandises d'échange, ta-


216

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

fia, vin. farine, tissus, etc., le kilog. de viande y revient à 20 ou 22 centimes. Une particularité digne de remarque, c'est que la viande des bœufs de Mapa,

si appréciée à Cayenne, est bien supérieure à celle des

bœufs de l'Orénoque qui revient aussi c h e r ; et enfin, autre avantage non

moins important, la distance de transport est trois fois

moindre. En résumé,

établissement facile, climat relativement

tempéré,

pèche et chasse abondantes, nourriture confortable, voilà réunis les éléments nécessaires, indispensables à la prospérité de toute colonisation.


L'OR

Sa découverte Vers la fin de l'année 1893, deux habitants du Contesté franco-brésilien, de passage à Cayenne, racontaient que le père de l'un deux nommé Germane, avant de mourir, leur avait déclaré qu'il avait un jour vu en songe saint Antoine. Ce bienheureux lui avait dit qu'il y avait de très riches mines d'or vers les sources du Carsevenne et que le temps était venu de les exploiter. Les gens qui ne croient point à saint Antoine se

moquèrent

d'eux et

quant aux bons catho-

liques de Cayenne, ils se contentèrent de sourire avec incrédulité et refusèrent de faire crédit de leurs marchandises et de leur argent pour organiser une expédition. Ils commençaient à désespérer, quand une sorte d'armateur,

et

patron de cabotage, Pierre Villiers, de Cayenne, brave homme qui croit aux miracles, aux songes et un peu aussi aux pratiques du fétichisme (piaï) envoya son ami Clément Tamba (KrOuman d'origine, venu à Cayenne à 20 ans comme émigrant), avec une expé" dition pour aller prospecter le territoire en question. Après une neuvaine à saint Antoine à Carsevenne, Germane servant de guide à Tamba et à son expédition, remontèrent le fleuve pendant quatre jours et arrivèrent à un confluent important.


218

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Le saint consulté indiqua la plus petite rivière à droite. Cette rivière encore inconnue et innommée alors est aujourd'hui relevée et inscrite sur les cartes : rivière Carnot (voir la carte de cette région publiée dans le Bulletin de la Société de Géographie du 8 novembre 1895, p. 312 et 313). Nos prospecteurs remontèrent cet affluent et à la fin du cinquième jour, ils furent arrêtés par un grand saut, ou mieux une suite

de sauts, de près d'un kilomètre de longueur.

Traînant leurs canots à terre et transbordant leurs marchandises, ils

arrivèrent

d'une nouvelle rêter.

après deux nouvelles journées de canotage série

C'est là qu'est

de chutes aujourd'hui

auprès

infranchissables. Ils durent s'ar le

Grand-Dégrad.

La rivière n'avait plus que 20 à 25 mètres de largeur, elle se divisait en plusieurs branches torrentielles au-dessus des chutes ; les sources ne devaient pas être très éloignées ; Tamba et Germane décidèrent de continuer leur route à pied dans la direction générale de la rivière, c'est-à-dire dans l'Ouest. Alors commença

pour eux une véritable odyssée. La direction

suivie par les mineurs rencontrait une suite non interrompue de montagnes peu hautes,

mais quelques-unes presque à pic. (Cette

route coupe suivant un angle aigu, la ligne de partage des eaux du Carsevenne et du Cachipour, en un point qui s'appelle aujourd'hui le Carbet-Roche). Ils allaient doucement, visitant et fouillant les criques; mais pas un grain d'or ne se montrait au fond de la batée. Ce n'était pas ce que saint Antoine avait promis, et déjà nos braves gens maudissaient tout bas le saint. Ils marchaient ainsi depuis une vingtaine de jours, leurs vivres s'épuisaient, leurs hommes exténués, découragés, prenant peur de l'inconnu, parlaient de revenir sur leurs pas : « On s'était trompé de route bien sûr. Il fallait passer à gauche., etc... » Tous ces détails sont nécessaires, parce que ici se place un fait caractéristique qui laisse à notre compatriote Clément Tamba tout l'honneur et le mérite de la découverte d'or qui devait être faite quelques jours plus tard. Le guide Germane et les siens, découragés, abandonnèrent Tamba à 35 kilomètres environ du Grand Dégrad : « Je ne suis pas venu


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

219

si loin, disait Tamba, pour revenir bredouille. Tant que j'aurai des vivres, je marcherai » . Et on

marcha e n c o r e .

Le lendemain, une batée faite dans le gravier de la crique auprès de laquelle campait l'expédition, ques

points d'or

laissa voir dans son culot

(la couleur comme disent les mineurs).

quelC'était

T Y P E DE mineur FRANÇAIS (d'après une photographie de l'auteur).

l'espoir qui naissait. Aussi, la crique et la montagne en cet endroit, ont elles conservé le nom caractéristique : Espoir. Après une ou deux journées d'infructueuses

recherches dans le

massif Espoir, nos mineurs arrivaient enfin dans une crique où la bâtée,

enfoncée

comme

après

les premiers

une pelle dans le gravier, laissait

tours de décantage, comme

voir,

une fourmilière

d'or. En quelques points, les mains des prospecteurs, comme celles du roi Midas, semblaient posséder la merveilleuse faculté de changer en or le sable qu'elles touchaient.


220

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

Des bâtées de 100 et 150 grammes d'or furent ainsi obtenues. La joie

inénarrable. Les malades furent guéris et les

fut immense,

plus fatigués recouvrèrent des forées ! La découverte des riches mines d'or de Carsevenne était faite et faite par des Français avec des capitaux français. Deux mois après son départ. Clément Tamba revenait à Cayenne avec 12 kilos d'or natif, produit de quelques jours de travail. La nouvelle de la découverte

se

répandit

aussitôt

de Cayenne aux

quartiers les plus reculés. Tout travail fut aussitôt mis de côté. les placées

réguliers

mêmes

furent

abandonnés.

valides

des communes et beaucoup

Tous les

hommes

de femmes, accoururent

masse à Cayenne pour partir à Carsevenne. Tout l'argent ble servit furent

à acheter des provisions.

Les bijoux

en

disponi-

et les meubles

vendus ou mis en gage.

Au mois d'avril 1804. quelques expéditions parties en avant, revenaient après quelques 50, 60 et 80

kilos

jours de travail, avec des productions

d'or.

Alors

de

ce fut un délire, une ivresse :

Carsevenne! Carsevenne! on ne connut plus que ça à Cayenne : ce nom merveilleux comme l'Eldorado, était dans toutes les bouches. En quelques

jours, le

kilogramme

de mercure monta de

6 francs, son prix ordinaire, à 60 et 80 francs et même 100 francs, les autres marchandises à l'avenant. On s'entassait

pêle-mêle,

en troupeau, sur le pont

des petits

caboteurs par deux cents, trois cents, et dans les petits vapeurs par cinq et six cents. Les navires n'étaient pas assez nombreux pour porter tout le monde et on devait attendre son tour d'embarquement pendant vingt et trente jours. Je terminais, en ce moment, les levés de détail au

1/100.000

des principaux affluents du Haut Maroni, quand la nouvelle de la découverte me fut apportée par un canot de ravitaillement. Mes hommes refusant de me suivre, je me vis obligé de retourner à Cayenne, où la fièvre de l'or possédait tout le monde. J'organisai à la hâte une expédition composée de six hommes et une femme et qui

me coûta 0.500 francs environ et je partis pour le Con-

testé. C'est alors, de mai en août 1894, que je fis le premier les levés au 1/100.000 du Carsevenne et de son affluent, Carnot.

la

rivière


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

221

Dans le bas Carsevenne. sur deux kilomètres de longueur, de la première

à la seconde

improvisés,

chute,

encombrés

de

ce

n'était

que carbets

marchandises et d'ouvriers.

(paillotes) Rien

ne

rebutait les mineurs, ni la boue, ni les pluies torrentielles, ni les crues du fleuve, dont les tourbillons et les rapides ont englouti

UNE RUE DU PETIT-DEGRAD (d'après une photographie de l'auteur). (Paru au Tour

du

Monde)

tant de victimes, de marchandises et de kilos d'or. et des ballots passaient au (il de l'eau sur les bancs

de sable.

Ce

ou s'arrêtaient

Minautore,

fleuve et des trésors, faisait payer son

Des cadavres

gardien

des

au hasard passes

du

tribut.

Au mois de mai 1894, le nombre des mineurs venus à Carse venne

était de 6.000 environ,

le quart

de la population de la

Guyane. Après

huit

ou dix

jours de

canotage, on

arrivait

au

Petit-


222

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

Dégrad, d'où

doux jours de marche par terre conduisaient aux

chantiers d'exploitation. Le procédé employé pour le lavage était et est encore le sluice (plan incliné simple), composé généralement

de

trois dalles

de

quatre mètres ajustées bout à bout, quelquefois deux seulement, avec amalgamation de mercure, procédé que nous avons décrit dans la première partie de ce travail. Dans les placers réguliers, les opérations de lavage se font avec beaucoup de soin. Mais à Carsevenne, on précautions,

ne prenait pas tant de

sans compter que la majorité des

connaissaient à peine le travail. C'est deux

fois

scier,

comme

ainsi qu'on a pu

les criques riches. Vite on coupait l'acajou, le cèdre,

nouveaux

venus

repasser

un arbre facile à

le grignon,

et on

construisait

trois dalles que l'on niellait en chantier. Quand on débouchait

par l'étroit sentier en lacet qui descend

de la montagne, sous le couvert de la forêt vierge, et que

l'on

arrivait dans la clairière obstruée de troncs d'arbres et de chan tiers dans tous les sens, les uns sur les autres, dans la boue et les graviers, c'était un spectacle unique à contempler. Au milieu de longs bruits de pelles, de pioches, de marteaux, et du tohu-bohu des voix qui

commandent,

qui s'appellent,

qui

se disputent dans toutes les langues, on voyait des hommes, des noirs en

majorité, toile

demi-nus

tablier

de

bleue,

comme

de forcenés, comme

ou

souillés,

simplement

vêtus

barbouillés

de

d'un

glaise,

court s'agiter

des dénions au milieu d'un

boule-

versement et d'un chaos pareils à des ruines. Ici. un homme courbé dans la vase liquide qui lui arrive aux genoux, remplit un seau de cette

vase, se relève, et. d'un

élan

des bras accompagné d'un « ban ! » de la voix, toujours le même, qui rythme ses mouvements, vide mécaniquement dans une dalle, au-dessus de sa tète, le contenu déborde et lui coule

sur

de son seau

la figure ; et ainsi

dont une pendant

partie

des heu-

res. A côté, le piocheur

affouille avec son pic. la couche précieuse

de gravier surplombée par deux mètres cubes de terre stérile qui menacent à tout instant de l'engloutir.

Il

se hâte, changeant sa

pioche par une pelle, de ramasser le gravier délité avec son nou-


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

223

vel outil, pour le jeter par un mouvement de moulinet, dans les dalles au-dessus de lui, et ainsi pendant des heures. D'autres courbés sur l'instrument (le sluice) ou dessus, s'usent les cailloux

à

califourchon

les ongles et les mains à débourber,

au passage,

de quartz

à arêtes aigües qui peuvent

contenir

de

l'or. Plus loin, une équipe, non placée encore, dresse sur un établi composé de deux rondins, et pour confectionner

des planches

les cloue

les dalles avec lesquelles

solidement

elle doit

faire

for-

tune en peu de jours ? Là

bas. quatre hommes coupent des arbres à grands coups de

hache, et, avec

leurs tronçons

débités d'une

certaine

longueur,

construisent un bâtardeau , pour élever l'eau et obtenir la pente nécessaire au lavage ; envahis par les e a u x ,

mais les menacent

hommes

des chantiers

de tout r o m p r e ,

et,

d'amont ceux des

chantiers d'aval réclament également pour la cause contraire ;

on

se dispute, on se menace, on se frappe souvent ; mais les adversaires s'aperçoivent

à la fin que cela n'avance à rien de se faire

la guerre, et on finit toujours par s'arranger. Dans un étroit emplacement, encore d'une une

pelle

libre,

un

solitaire, armé

tranchante, creuse un trou de sondage allongé, telle

tombe, qu'il

vide au

fur

et à mesure

de l'eau

qui

l'en-

vahit. Un autre, accroupi près d'une

flaque d'eau, lave une bâtée à

l'abri des regards indiscrets : « Eh bien ! ça paye *? » lui dites-vous en passant. Détournant

à demi la tête sans se redresser, il vous

décoche un mauvais regard oblique et soupçonneux dans l'espoir de se débarrasser de vous. El si vous insistez : « Ho ! ho ! ça ne paye pas lourd ! » et il cache avec soin le contenu de sa bâtée. Soudain, un craquement, une détonation se font entendre ; un gros arbre, un géant de la forêt, que les mineurs aiïouillaient sous les

racines se

penche

général dans tous les sens. tent

et s'y

accroupissent

s'ils vont y être enterrés dans

leur

accélérant

retraite,

ne

sa vitesse,

lentement.

C'est

un

sauve-qui-peut

Ceux qui sont dans les trous y res-

auxieux

et pantelants,

se demandant

vivants, ou si une branche

pénétrant

viendra pas les y e m b r o c h e r . et rompant ses maîtresses racines,

L'arbre, tombe


242

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

avec fracas,

broyant

et tuant tout

ce qui se trouve à la portée

de ses grosses branches et de son tronc é n o r m e .

Des dalles sont

brisées en miettes, des productions perdues, des bâtardeaux démo lis, des chantiers éboulés et inondés et dans le silence relatif qui se fait aussitôt, les cris de douleur et d'angoisse des victimes cet accident . se mêlent aux

lamentations de

leurs

de

frères et de

leurs amis qui vont à leur secours. Quand j'aperçus pour la première fois cette vision de l'enfer du Dante, j'ai reconnu là le de notre humanité. songeant damné

Et je n'ai

pu

m'empêcher

malgré moi, à la Volonté

l'homme

ges pour donne

symbole suprême de la triste

à se courber et à s'avilir

en arriver à posséder

la gloire et la puissance,

vainqueur,

supérieure

les vanités

ce

frisonner

en

qui a ainsi cou

dans toutes les fan-

métal jaune : l'or ! l'or

l'or qui

triomphantes,

de

destinée

qui

fait les lâchetés à l'air

les

haineuses

les sanglantes colères, l'or qui corrompt et

l'or

flatteries

et

qui tue.

Les expéditions pour Carsevenne se font pour une durée de six mois et s'organisent encore de deux façons : 1" Il y a l'expédition

envoyée

par

un bailleur de fonds,

demeure à Cayenne, ou qui accompagne ministrateur de la société cinq

qui

comme directeur et ad

ou six ouvriers ou davantage qui

fournissent leur travail comme apport dans l'association. 2° Il y a l'association de quatre ou

six ouvriers,

jamais p l u s ,

rarement moins, qui mettant 500 ou 600 francs chacun expédition,

forment

ainsi

dans une

un capital, choisissent un chef

parmi

eux. presque toujours le plus fort, qui n'est pas toujours le plus habile,

mais qui saura faire respecter par la force de ses argu-

ments, les clauses de leur contrat. Dans le premier cas. tous les frais sont à la charge du bailleur de fonds et le coût d'une

expédition ordinaire se monte à 4.000

ou 5.000 francs. Les premières productions faites sur les placers serviront d'abord à rembourser les frais de

cette expédition. Ce

résultat obtenu, la production de chaque jour sera partagée, une moitié pour le bailleur de fonds, l'autre moitié pour les ouvriers qui se partagent entre eux cette moitié. Le plus souvent, toutes les fois qu ils ouvriers noirs arrivés sur les lieux

en

ont les

d'exploitation,

moyens, les abandonnent


(Paru au Tour du Monde).

LE.S E N T I E RDUPLACER(d'après u n e photographie).


226

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

leur patron pour travailler à leur compte. Celui-ci n'a plus qu'un moyen de

sauver sa mise en leur vendant le plus cher

possible

les vivres qu'il a apportés, bien heureux encore quand ces n'ont pas été gaspillés pendant la route. En

vivres

dehors des obstacles

naturels à vaincre, on voit qu'il faut, en outre, être bien trempé et avoir un certain courage pour mener à bien une expédition de ce genre. Dans le deuxième cas, les choses sont simplifiées, le partage se fait à part égale tous les soirs: seulement, le chef prélève quelquefois des appointements en plus. Ces

deux

systèmes

d'association

se pratiquent même dans la

Guyane ; mais le plus souvent, surtout dans les placées réguliers, les ouvriers ont des livrets où sont inscrites toutes les conditions de leur engagement et le solde de leur compte. Au bourg actuel de Carsevenne, la journée d'un manœuvre non nourri, se paie 5 francs et celle d'un ouvrier d'art 10 francs. Quoique ces prix tendent à baisser de plus en plus, une grande Compagnie qui voudrait fonder une grande entreprise quelconque à la Guyane comme au Contesté, devrait songer, avant tout, a se munir de travailleurs

: Kroumans,

Annamites

ou Javanais,

ne

parlant pas la langue du pays, afin qu'ils ne puissent être détournés par les chercheurs

d'or.

Les criques les plus riches, Tamba. Laurens. et leurs branches, Onemarck, Sannemougon, Brousseau furent d'abord exploitées. Presque toutes ces criques étaient d'un travail facile ; il y avait peu ou point

de

terre végétale- stérile au-dessus de

la couche

riche. Les racines des arbrisseaux, des fougères et des palmiers nains, contenaient

de

l'or ;

aussi,

tout passait

au lavage dans

l'instrument. Généralement,

la profondeur

ou

épaisseur de la couche

d'or

alluvionnaire, varie avec les lieux, l'importance et la pente des criques. La crique

Onemarck, Grand Crique

Tamba. présentaient,

et

le

bas

de

la

crique

recouvrant la couche de gravier quartzeux

riche, une épaisseur de terre végétale de 2 à 0 pieds (le déblai) qu'il fallait, après avoir coupé les arbres, déblayer et rejeter sur les cotés, pour pouvoir laver la couche

riche sous-jacente. Cette


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

227

terre végétale devait ainsi être remaniée plusieurs fois quand on portait l'instrument à droite ou à gauche, pour ne point laisser de murs

contenant de l'or.

La routine veut que l'on procède ainsi d'habitude a la Guyane; mais on comprend que si la prise d'eau se fait à droite ou à gauche sur le flanc de la montagne, avec un nombre suffisant de dalles, on puisse mener l'avancement d'un seul côté, en travers du thalweg, sans avoir à remanier pour cela les terres de déblai. L'or

natif se trouvait en plus grande

abondance, suivant une

veine le long du thalweg, où la moyenne des bâtées de trois à quatre décimètres cubes, était de trente à quarante grammes d'or environ. Mais la

moyenne

générale

ne

dépassait

guère dix

quinze grammes la bâtée, crique Tamba, sur deux kilomètres longueur, et crique Onemarck

sur un kilomètre environ, ce qui

nous donne une moyenne de 1 kilog. 500 d'or natif

par mètre

cube de gravier lavé. Les

criques

Laurens

et de

» et

Sannemougon

présentaient

la

même

richesse en quelques points ; mais sur la totalité de leurs cours de plusieurs kilomètres (3 kilomètres chacune environ), on pouvait établir une moyenne de 800 grammes par mètre cube. La crique Brousseau, à trois ou quatre heures de marche dans le N.-N.-O. du Grand Placer, 10 kilomètres à vol d'oiseau, présente un nouveau type assez rare dans les Guyanes. Ici il n'y a pas eu d'érosion, le terrain est à peu près plat, la pente à droite et à gauche est à peine sensible, la couche à fleur de terre, sans déblai stérile, provient d'une

décomposition sur place d'un épanchement quart-

zeux qui déborde le filon situé rive droite. De ce côté seulement, on trouve des bâtées de 5 grammes et de 10 grammes sans veine régulière. Bien d'autres criques payant un gramme, deux grammes et trois grammes la bâtée ont été exploitées; mais vers la fin de 1894 et à l'époque où j'explorais la région, de mai en août 1894, les mineurs dédaignaient encore les bâtées d'un gramme. Après le premier emballement, vers le commencement de 1895, le nombre des chercheurs d'or a commencé à diminuer. Beaucoup mouraient de diarrhées, de dysenterie et de la fièvre; un grand nombre retournaient malades à Cayenne et avaient peine à se remet-


228

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'.ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

tre. Le mercure et les vapeurs mercurielles empoisonnaient tout, les mineurs Reprenaient aucune précaution, chauffant des kilos d'amalgame sur les mêmes foyers qui servaient à cuire leurs aliments; de là des accidents à la bouche et aux gencives d'abord, puis des coliques, des diarrhées et souvent la mort. Dans le courant de 1895, les mineurs n'étaient plus que 4.000, et 3.000 seulement à la fin. .Mais à ce moment, sont arrivés les noirs anglais de Démérari et des Antilles, comblant les vides; la population de Carsevenne, grâce à eux. a remonté en 1896 et 1897 à 3.500 et 4.000 environ. Les Brésiliens, quelques uns venus de Vigie et du Para ont exploité l'or en 1894 et 1895 au nombre de 200 environ. Une crique dans les parages de Carbet-Roche, porte encore le nom de crique des Brésiliens. Mais, obéissant à un mot d'ordre venu du Para, ils ont subitement disparu en décembre 1895. En estimant à 250 kilos l'or passé par le Para, à 500 kilos celui envoyé directement à Démérari, par des goëlettes ou par le vapeur Saint-Pierre, à 1000 kilos l'or passé en fraude à Cayenne, et en ajoutant à ces chiffres, ceux officiels de la douane de Cayenne jusqu'à ce jour, on aura la quantité totale de l'or natif extrait des alluvions de Carsevenne-Cachipour, Passés en douane provenant de Carsevenne :

Soit un total de près de 10.000 kilos extraits jusqu'au janvier 1898.

premier

Aujourd'hui, l'exploitation de l'or alluvionnaire par petites compagnies, touche pour ainsi dire à sa fin. Les mineurs se contentent encore de repasser les criques riches, de fouiller les murs et de bricoler comme ils disent, dans les petits ravins. A la saison séche, la majorité d'entre eux va travailler Grand Crique; mais le déblai de deux mètres et la couche noyée par les eaux, rendent le travail de plus


LA

GUYANE

FRANÇAISE

ET

L'ANCIEN

CONTESTÉ

FRANCO

BRÉSILIEN

229

en plus p é n i b l e vers l'aval. L e s bâtées p a y e n t e n c o r e c i n q u a n t e c e n t i g r a m m e s et d e ci d e l à , u n e p e t i t e p o c h e d o n n e 1 g r a m m e la b â t é e . T e l l e q u ' e l l e est a p r é s e n t , c e t t e c r i q u e et q u e l q u e s

autres, dont

le lit m a j e u r ( l e m a r é c a g e des m i n e u r s ) est l a r g e , p r é s e n t e n t e n c o r e du travail p o u r p l u s i e u r s Il faudrait

années.

ici d e s p r o c é d é s p l u s puissants et p l u s

car il y a c e r t a i n e m e n t

perfectionnés,

u n e a u t r e o u p l u s i e u r s autres c o u c h e s e n

profondeur. Des p r o s p e c t i o n s a n c i e n n e s peu p a r t o u t pour

d e l ' o r un

dans l e t e r r i t o i r e c o n t e s t é et d e s p r o s p e c t i o n s récen

tes o n t d o n n é mieux

o n t s i g n a l é la p r é s e n c e

d e s résultats satisfaisants q u i p e r m e t t e n t

d'espérer

l'avenir.

Filons Comme nous

l ' a v o n s déjà d i t . dans toutes

les G u y a n e s , les filons

r i c h e s sont t o u j o u r s e n relation d i r e c t e a v e c l e s d i o r i t e s et les d i a bases. Il suffit d e j e t e r les y e u x

s u r u n e d e s c o u p e s p . 37 et 3 9 ) ,

p o u r se r e n d r e c o m p t e d e l e u r a l l u r e . Beaucoup affleurent a u x lianes é r o s é s d e s m o n t a g n e s

et dans le

lit des p e t i t e s c r i q u e s o ù les m i n e u r s les attaquent f a c i l e m e n t à c o u p s de pics duit

dans la r o c h e

par l'hydratation

m o r t e ( d é c o m p o s é e ) o ù le f o i s o n n e m e n t p r o et l ' o x y d a t i o n

d e la r o c h e

se d é c o m p o s e l e n t e m e n t , a m o d i f i é s e n s i b l e m e n t

encaissante qui

leur position p r e

mière. Généralement,

cette

roche décomposée

(diorite

p l u s s o u v e n t ) p r é s e n t e l'aspect d ' u n e a r g i l e

à a m p h i b o l e le

r o u g e très c h a r g é e d e

fer ( l i m o n i t e c o n c r é t i o n n é e s u r p l a c e ) q u e l q u e f o i s s c h i s t e u s e , o ù s o n t intercalées de nombreuses

v e i n u l e s d e quartz d é p l a c é e s , b r i s é e s , à

arêtes a i g u ë s , c o n t e n a n t d e l ' o r , q u e l e p i o c h e u r h a b i l e sait d é n i c h e r et f o u i l l e r j u s q u ' à u n e c e r t a i n e p r o f o n d e u r . V i s i b l e o u i n v i s i b l e dans l e q u a r t z , l ' o r natif est à p e u p r è s p u r m é l a n g é à u n p e u d ' a r g e n t ; mais jamais c e d e r n i e r métal n'a dépassé


230

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN

CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

la proportion de sept pour cent dans les Guyanes, et à CarsevenneCachipour trois ou quatre pour cent. Quoiqu'il n'y ait eu encore aucune étude sérieuse en profondeur, la richesse des filons est incontestable pour les endroits où, comme à Carsevenne, les alluvions ont une telle richesse uniforme et résultent de la destruction presque sur place d'une infime partie de ces filons. Dans leur ensemble, les criques Tamba, Laurens, Sannemougon, Onémark et leurs branches forment ou comprennent une région de plusieurs kilomètres carrés de surface où la richesse de la couche alluvionnaire se maintient à peu près égale partout. Et de cette richesse, nous pouvons inférer sans crainte que, les sept à huit mon tagnes qui composent ce que nous appellerons

le Grand

Placer,

contiennent dans leurs flancs des richesses incalculables. En effet, quelle étude de géologue, quel travail d'ingénieur

se-

condé par des milliers d'ouvriers, quelle analyse de chimiste auraient pu, mieux que l'érosion des eaux et de l'atmosphère, aidant à la décomposition des roches pendant des milliers de siècles, mettre à jour la preuve palpable de tant de richesses. Le critérium de la richesse

filonnienne

n'avons pas besoin d'autre preuve

est là tout entier et nous

pour affirmer l'existence de ces

richesses.

Formation Géologique Les géologues ont essayé d'établir des lois pour déterminer

le

plus ou moins de richesse des filons, les zones riches alternant régulièrement avec les zones pauvres, d'autres ont affirmé la richesse en profondeur. Jusqu'à présent, les avis les plus dissemblables et les facies les plus différents, sont venus confirmer, tout au contraire, que ces lois n'existaient pas, ne pouvaient pas exister. Ce que l'on sait bien, par exemple, c'est que généralement, la


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

231

plupart, sinon la totalité des filons connus s'appauvrissent en métaux avec la profondeur. Chaque région aurifère a son faciès particulier. Voici succinctement dans le temps et l'espace, la suite des phénomènes géologiques qui

se sont succédés dans la région qui nous

occupe. D'abord, les premières formations de gneiss, de micaschistes, de gneiss granitoïde au travers des cassures desquels s'est épanché le granité à microcline avec mica noir. Ensuite, sont venues au jour des pegmatites, des diorites quartzifères qui ressemblent parfois aux amphibolites des gneiss qui sont plus anciennes et ont une toute autre origine que les diorites, aussi ne renferment-elles jamais d ' o r ; les diorites proprement dites et les diabases. Dans les périodes suivantes se sont déposés des conglomérats, des argiles, des quartzites schisteux, des schistes argileux micacés, des grès ferrugineux, des schistes ardoisiers, quelques minces couches de charbon. Après sont venus les puissants filons de trapps (roches noires à grain fin) qui traversent l'ensemble du système et les filons de quartz. Période

de plissement, de dislocation

et de fractures qui a pré

paré et facilité le creusement de ces nombreuses petites vallées qui contournent et entrecoupent ce système, mais qui, à cette époque de formation, formaient certainement des couloirs et des bassins sans issue. Nulle part on ne trouve trace de roches éruptives de la série moderne. Aussitôt que l'érosion plus puissante des grandes précipitations atmosphériques a commencé son œuvre, les filons de quartz, que la décomposition plus facile et plus avancée de la roche encaissante avaient laissés en relief et en place, ont été alors brisés et entrailles dans les thalwegs avec l'or natif qu'ils contenaient, et par conséquent recouvrent toujours les argiles. Si, en quelques points, la couche de glaise manque et si le gravier repose directement sur la roche décomposée (roche morte) c'est presque toujours quand la pente favorisant l'érosion, cette érosion a enlevé la glaise que l'on retrouve cependant dans les poches où les plis du terrain ont pu la protéger Dans la coupe,

(l

r e

partie, p . 37), la couche d'argile bleue est


232

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

d'origine probablement récente et pliocène; la couche de gravier peut être attibuée à l'époque pliestocène comme les alluvions des grandes vallées, des grands fleuves de l'Europe; et la couche

de

terre végétale et d'humus est contemporaine de l'époque actuelle. Il y a eu certainement plusieurs époques où le régime des eaux est devenu torrentiel, comme le prouvent l'alternance des couches de gravier aurifère avec les couches d'argile dans certaines petites vallées, argiles qui proviendraient du remaniement des argiles de base situées sur des points de surélévation.

F o r m a t i o n des filons de quartz

Les filons de quartz très nombreux traversent en tous sens les diorites et les diabases de la région Carsevenne Cachipour, mais plus généralement, semble-t-il, suivant des directions comprises entre le N-E.et l'E. et le S-0. et l'O., Petits et grands (quelques-uns ont jusqu'à 2 mètres de puissance), ils sont tous concrétionnés et formés sans aucun doute par des phénomènes thermo-chimiques. Les parties éruptives récentes, encore très chaudes en profondeur et se refroidissant très lentement, se criblaient de cassures. A cet le époque où les continents étaient à peine dessinés et où les océans n'avaient pas encore été absorbés pour un bon tiers au moins par l'hydratation et l'oxydation toujours croissantes de la croûte du globe, les eaux chlorurées devaient être en relation constante avec les cas sures des roches. Si l'on songe à la facilité

avec

laquelle se dé-

compose le chlorure d'or, il paraîtra vraisemblable que ces eaux chlorurées et sulfureuses sous une forte pression empruntant aux parties profondes de la roche encaissante les matières dissoutes : quartz, or. fer sulfuré, etc., et les amenant à la surface, les déposaient ensuite par évaporation et oxydation sur les parois et à la


LE VAPEUR « Saint-Pierre

(Paru au Tour du Monde).

»SURLEfleUVECarsevenne

(d'après une photographie de l'auteur).


234

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ

FRANCO-BRÉSILIEN

surface des cassures de la même façon que l'opale des geysers résul tant de la décomposition du tuf palagonitique sous-jacent (1). Le gros or en paillettes et en pépites se formait ainsi bien plus facilement vers la surface extérieure du filon. C'est une des raisons qui font qu'on trouve plus généralement les pépites et le minerai le plus riche en or immédiatement au-dessus de la couche de glaise où se sont faits les premiers dépôts de quartz. En profondeur, comme dans la plupart des filons de ce genre connus, l'or est en grande partie dans les pirites de fer, et vers la surface, l'or est séparé de la pirite qui s'est hydroxydée en formant des concrétions irrégulières de limonite, comme on peut le voir en (examinant les affleurements du chapeau de fer des filons. Il me reste à signaler deux filons ou plutôt deux lentilles dont le remplissage assez problématique me semble provenir d'un phénomène de contact de la diabase avec des schistes argileux micacés, modifiés par ce contact. On trouve dans le voisinage de ce filon, dans la crique Sannemougon, quelques petits morceaux de charbon pêlemêle avec les débris de schistes, de quartz et de minerai de fer. Le plus puissant de ces

filons,

crique qu'il traverse, pénétrant

mis au jour par l'érosion de la obliquement dans la montagne à

droite et à gauche, est formé par un remplissage de quartz granulaire et de feldspath mélangé de silice où le minerai riche est disséminé en petits grains. Cette espèce de gangue décomposée sur place, se laisse pénétrer facilement par la pioche du mineur et ap paraît comme un sable argileux légèrement teinté par le fer. payant 10, 15 et 20 grammes la batée de 3 décimètres cubes. Plus de trois cents kilos d'or ont été extraits de cette poche sur une quinzaine de mètres de puissance: l'Usine, comme l'appellent les mineurs. Mais à quelques mètres de profondeur, on a dû abandonner l'exploitation

à cause de l'eau et des éboulements et aussi

du minerai plus dur, à grand regret, car la richesse continue en profondeur. Une lentille analogue se trouve dans le N.-O du Grand Placer, à deux heures de marche environ. (1)

De

L a p p a r e n t , de l ' I n s t i t u t , Traité

levard Saint-Germain, Paris.

de Géologie,

librairie

S a v y , 77, b o u -


HOUILLE

Autres mines Quant à la houille, elle existe; mais je ne me risque pas encore à affirmer

son abondance,

sans une étude sérieuse

en profondeur,

pour en reconnaître l'épaisseur et le nombre des couches. Mais nous pouvons affirmer sa qualité.

M. Fouqué, de l'Institut, le savant

professeur du Collège de France, l'a analysée et a reconnu c'était un excellent combustible.

Dès lors, il est permis

que

d'espérer

que l'exploitation filonnienne trouvera sur les lieux mêmes, le com bustible nécessaire au traitement et au transport du minerai et du matériel assurant à bon

marché dès le début, sa prospérité

déjà

assurée. Un filon de quartz riche en manganèse affleure à la source même de la branche de gauche de la crique Laurens. Ce filon est juxtaposé sur un filon de quartz aurifère, dont la cassure a dû se rouvrir bien après sa formation,

pour livrer passage au filon de manga-

nèse. Le minerai de fer se trouve un peu partout en grands dépôts. Les grenats et les rubis se rencontrent souvent dans les micaschistes et dans certaines variétés de gneiss granulitique. Les diamants se trouvent au Brésil, dans des terrains analogues à ceux que nous venons d'étudier et l'on doit s'attendre tous les jours à la découverte de gisements de cette pierre précieuse.


AVENIR

DE L'ANCIEN TERRITOIRE CONTESTÉ

Après ce qui vient d'être dit, on comprend que l'avenir de l'ancien territoire contesté n'est qu'une question de temps; mais surtout une question d'organisation et d'administration. Premièrement, on ne doit pas, on ne peut pas en faire une colonie intimement unie

à l'État du Para, parce

que nous

sommes

ici en présence d'éléments de population trop divers, de races hostiles même. Ainsi, dans le Sud, la population est presque exclusivement composée de blancs portugais et brésiliens ; a Carsevenne, on ne rencontre que des noirs français, anglais et hollandais; à Counani et Cachipour des métis de Brésiliens, et enfin, dans tout le reste du territoire, des tribus indiennes très diverses, dont quelques-unes sont ennemies et se font la guerre le plus souvent une guerre de poisons, de surprises et d'enlèvements. La Nouvelle Guyane brésilienne, comme on pourrait volontiers l'appeler, est dans sa période d'évolution et de peuplement : « ... Et au début de cette évolution, dit M, de Varigny. dans une étude très étudiée sur la colonisation, toujours et partout où la colonisation a réussi, nous voyons le despotisme, tantôt paternel, le plus souvent brutal et violent,

mais nécessaire, soit

qu'il s'agisse de

grouper en une nationalité résistante et solide des tribus divisées et hostiles, soit qu'il s'agisse de fixer l'homme au sol, de substituer la


238

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

vie sédentaire à l'existence nomade et d'unir en un faisceau commun les forces individuelles éparpillées. Que ce régime

s'appelle

protectorat, tutelle d'une race inférieure par une race supérieure, féodalité, esclavage ou despotisme, il répond à une nécessité impérieuse » . Sans aller aussi loin que M. de Varigny, il y a avant tout ici, une œuvre à accomplir qui demande une volonté supérieure et persistante, non pas un despotisme, mais un pouvoir sans obstacle, ayant toujours pour objectif, le même but immuable, le même plan de colonisation une fois adopté dans ses lignes générales. Le premier besoin est le peuplement. Ce peuplement se fera naturellement le jour où la sécurité pour les capitaux et les personnes sera assuré. Déjà, un

mouvement d'émigration

suffisant

arrive des Antilles et des pays voisins attiré par l'or alluvionnaire. Il s'agit de savoir le conserver en laissant le travail de l'alluvion absolument libre, tout à fait en dehors des concessions à donner aux grandes compagnies, pour l'exploitation du tréfonds ou autres. Le travail de l'alluvion est la ressource principale du petit capital. Quatre ou cinq ouvriers ont vite fait de s'associer avec leurs petites économies, pour partir à la recherche de l'or, et là où une grande compagnie se ruinera, les ouvriers ainsi associés réussiront toujours, tout en enrichissant le pays. La réglementation du travail alluvionnaire doit donc plus particulièrement attirer l'attention

et la sollicitude

du

gouvernement

brésilien. Voici, à notre humble avis, les bases fondamentales de ce qui conviendrait le mieux en ce genre. Art. 1 . — L'Administration délivre des permis ou droits de proser

pection au prix de six francs, valables pour six mois, autorisant la prise de possession de cinq claims de 50 mètres dans l'axe général d'une crique quelconque, sur une largeur de 20 mètres de chaque côté de cet axe. Art. 2. — Le découvreur de gisements aurifères, aussitôt sa première production qui ne pourra dépasser 1 kilo, est tenu de faire sa déclaration au garde-mine ou commissaire spécial. 11 nomme la crique, désigne la position de ses claims et demande inscription au


LA GUYANE

FRANÇAISE

ET L'ANCIEN

CONTESTÉ

FRANCO BRÉSILIEN

239

r e g i s t r e d e l ' A d m i n i s t r a t i o n , a v e c le c o n t r ô l e d e d e u x t é m o i n s

qui

p e u v e n t ê t r e ses o u v r i e r s . A r t . 3. —

Le d é c o u v r e u r est tenu d e m a r q u e r l u i - m ê m e la l i m i t e

de ses c l a i m s a v e c quatre

des poteaux

a n g l e s , r é u n i s par

poteaux

porteront

sur

une

une

d e 4 m è t r e s de

h a u t e u r dans

les

trace d e 2 m è t r e s

de largeur.

Ces

plaque

ou

p l a n c h e t t e le

numéro

du

p e r m i s d e r e c h e r c h e , la date du c l a i m a g e et le n o m du p r o p r i é t a i r e . A r t . 4. — T o u t e s les p r o d u c t i o n s d o i v e n t ê t r e a p p o r t é e s et d é c l a rées au g a r d e - m i n e q u i p e r ç o i t un d r o i t de 60 francs p a r k i l o . A r t . 5 . — T o u t c l a i m n o n d é l i m i t é et n o n m a r q u é très a p p a r e m m e n t , est c o n s i d é r é c o m m e d é c h u . A r t . 6 . — T o u t c l a i m n o n e x p l o i t é trois m o i s après sa d é c l a r a tion sera d é c h u d e ses d r o i t s et p o u r r a ê t r e r é c l a m é par un propriétaire.

Toutefois,

pour

des

délai de trois m o i s p o u r r a ê t r e A r t . 7. —

raisons

légitimes,

un

autre

nouveau

accordé.

C h a q u e p r o p r i é t a i r e est tenu d ' e x p l o i t e r a v e c un

muni de c i n q

mini

h o m m e s par c l a i m , c'est-à-dire au m o i n s un c h a n t i e r

ordinaire. A r t . 8. — T o u t e c o n t r a v e n t i o n a u x a r t i c l e s la

saisie

de

l'or

et

les

contrevenants

1, 2 , 3 et 4 e n t r a î n e

sont,

en

outre,

passibles

d ' u n e a m e n d e d e m i l l e à trois m i l l e f r a n c s .

Mais

la

base f o n d a m e n t a l e

ments réciproques rien sans

de

entre ouvriers

t o u t est et

le r e s p e c t

patrons. Tout

des

engage-

le reste

n'est

cela....

En G u y a n e , l o r s q u ' u n c h e f d ' e x p é d i t i o n o u e x p l o i t e u r d ' o r

engage

v i n g t o u v r i e r s p a r d e v a n t le M a i r e , un tiers o u la m o i t i é au p l u s consentent

à p a r t i r , les

l'impunité,

le

r é c l a m a t i o n s des p a t r o n s . invariablement: D'un l'or

et

autres g a r d e n t

les a v a n c e s et assurés

c i g a r e a u x l è v r e s , se m o q u e n t Inutile

pas

mal des

d e se p l a i n d r e . On v o u s

de

vaines répond

« C'est u n e affaire c i v i l e ? »

autre c ô t é , pas mal d ' a v e n t u r i e r s

partis à la r e c h e r c h e d e

revenus bredouilles, refusent de payer

les o u v r i e r s

qu'ils

o n t e m p l o y é s . On p e u t , o n d o i t r e m é d i e r à c e l a . . . C'est la base d e


240

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

tout. Et nous ne craignons pas de nous tromper en affirmant que le budget de la Guyane, produit presque tout entier par l'indus trie aurifère qui de ce fait a droit à quelque protection, serait considérablement augmenté le jour où une mesure radicale serait prise et tout le monde s'en trouverait mieux. On pourrait, par exemple, condamner les ouvriers infidèles à la restitution des avances et à une amende de cent francs ou huit jours de prison. Il en serait de même pour les patrons

visa-vis

de leurs ouvriers : saisie à l'exclusion de tous autres de leur production et cent francs d'amende .Maintenant, une

particularité

avec le système de claims que

ou huit jours de prison. digne

de

c'est

remarque,

que,

nous proposons, il n'est pas

du

tout nécessaire de posséder exactement et avant tout la carte des territoires prospectés et exploités. Tout au contraire, les véritables éléments de cette carte se réuniront ront être contrôlés

ainsi petit à petit et pour-

facilement les uns par les autres. Si illettré

qu'il soit, le chercheur d'or saura toujours inarquer son claim et indiquer les principales rivières où il est passé. En second centres

lieu,

il sera facile de

de colonisation

ceux qui

en

s'attacher à la

même temps qu'à

création de

l'amélioration

de

existent déjà. Il faudra ouvrir plus largement les roules

ou sentiers qui réunissent Mapa à l'Apurema et à l'Araguary et Mapa par Mapa-Grande à Carsevenne. Telle qu'elle est, avec sa population qui augmente tous les jours, avec son commerce, son industrie et la pêche, dont nous avons déjà parlé, la Nouvelle Guyane brésilienne peut avoir un budget à part qu'il serait facile de prévoir si nous ne devions limiter ce travail déjà long. Bien mieux, on peut être assuré que son boni

annuel

sera suffisant pour aider et favoriser les centres de colonisation. Ainsi, il ne nous paraît pas plus difficile de donner au colon honnête et pauvre, les mêmes avantages qu'au transporté concessionnaire en cours de peine à la Guyane française ? C'est-à-dire

lui accor-

der son voyage de transport gratuit, lui avancer les outils les plus indispensables, lui payer une indemnité proportionnelle une fois sa case terminée, et lui accorder la ration pendant dix-huit mois. Sans aller aussi loin, on pourrait accorder au colon pauvre, sur le

rapport

de l'autorité compétente,

le médecin de colonisation


LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN par exemple,

une prime

semestrielle

pour

la

première

241

année

d'établissement et au besoin pour six mois de prolongation. Des primes spéciales seraient également accordées aux planteurs de café, de cacao et de manihot glazovïï.

UN BATEAU DE PÊCHE TAPOUYE DE MAPA (Dessin de Boudier. — Tour du Monde).

En retour, on pourrait exiger des colons des engagements réciproques pour l'entretien et la mise en culture de leurs concessions. Toutes les conditions d'assainissement et d'établissement

faciles

préparées, le nombre des colons déterminé, le recrutement de ces derniers pourrait être assuré au moyen des renseignements

fournis

au Ministère, par les maires ou préfets du Brésil qui pourraient ainsi faire un choix dans les communes rurales des jeunes ménages de travailleurs les plus laborieux et les plus

intéressants. C'est

là,

nous le croyons, un des côtés les plus pratiques de la colonisation. Mais lorsque le gouvernement brésilien lui-même prendra l'initia16


242

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN

tive de la création de centres de colonisation, nul ne pourra douter et tous viendront avec confiance. Enfin, dans les régions occupées par les Indiens, interdire absolu nient L'importation des spiritueux, parce qu'il est certain que le jour où quelques-uns de ces poisons arriveront chez ces peuples primitifs, l'ivrognerie et la paresse ruineront la population au profit d'un petit nombre d'importateurs. Et pour c e u x qui savent tout le parti que les mineurs et les chercheurs de caoutchouc savent tirer de la race indigène, en outre de l'acclimatement plus lointain de la race européenne par le métissage, et, enfin, pour le développement général de la prospérité des contrées

vierges, ne

considéreront

pas

comme de moindre importance cette interdiction. Quoique Carsevenne

soit le centre le plus peuplé, le véritable

chef-lieu indiqué est Mapa. Les navires de guerre de fort tonnage même peuvent venir mouillera La Croix de Mapa, à une heure de canotage du village, en face de l'ancien

poste français.

L'endroit

est sain, les rues sont larges, les maisons d'assez belle apparence pour le pays y sont très aérées, et il suffira, au début, de quelques travaux d'installation et d'assainissement pour les préparer à recevoir colons, fonctionnaires et soldats. De plus, la vie y est meilleur marché que partout ailleurs et on pourra toujours s'y approvisionner de viande et de poisson frais à volonté. Deux cents hommes de troupes suffiraient, cent cinquante au besoin, pour occuper les principaux points du Contesté : 50 hommes à Mapa, 50 à l'Araguary, 25 à Carsevenne et autant à Counani. Pour ce qui est de l'intérieur, les territoires indiens limités recevraient une organisation spéciale ultérieure en s'appuyant sur les chefs et les fils de chefs que le premier

devoir du gouvernement

serait d'instruire et d'amener peu à peu à la civilisation et à la nationalité brésilienne. L'œuvre des missionnaires chrétiens qui rendent de si grands services en Afrique, est ici toute tracée.


CONCLUSION

En somme, comme on le voit, l'ancien Contesté vaut qu'on s'en occupe sérieusement, et vouloir l'abandonner ou s'en désintéresser, serait une faute grave. Depuis longtemps ses richesses ont excité les

convoitises de la

France. Aussi ne faut-il pas s'étonner de l'interminable contestation dont elles ont été l'objet. Espérons que le Brésil saura en tirer parti comme il convient. Cet immense territoire offre à la colonisation, au commerce et à l'industrie, des débouchés et des garanties plus que suffisants, au point de vue des conditions climatologiques, de la richesse de ses mines, de ses pêcheries et de la facilité avec laquelle prospèrent déjà l'élevage des bestiaux et les quelques cultures que l'on y a essayées, pour que, dès le début, immédiatement, on puisse en retirer de beaux bénéfices. Pour nous, nous croyons fermement à l'avenir de la

Nouvelle

Guyane brésilienne et nous espérons que la grande République brésilienne se fera un devoir de garantir dans son nouveau territoire


244

LA GUYANE FRANÇAISE ET L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO-BRÉSILIEN

les droits et les intérêts que nos nationaux ont déjà su acquérir dans ce pays si riche d'avenir. Désormais, sur l'Oyapock, tout élément de discorde paru, les la

main

deux

Républiques

dans une étreinte

amies peuvent de

loyale

profitera également à l'une et à l'autre.

FIN

en paix

amitié

ayant dis se

qui. je

donner l'espère,


TABLE DES MATIÈRES

PREMIÈRE PARTIE Pages

I.

La Guyane

française

3 13

II.

Les Communes 21

III.

Colonisation

IV.

Les Placers

29 V.

Le Maroni Chant

45

indien

55 59

CONCLUSION

DEUXIÈME PARTIE

L'AGRICULTURE A LA GUYANE I. Terres hautes et terres basses. Insectes malfaisants

II. Principales

cultures. — Manioc

Préparation des terres

. . . .

63 67

69

Tapioca

71

Camanioc

71

La Patate

72

Les Ignames

73

Les céréales. Le Riz

74

Le Maïs

75


TABLE DES MATIÈRES

246

Le Bananier L'Arbre à pain Le Cacaoyer Le Caféier Le Roucouyer . . La Canne à sucre Le Tabac Le Coton

Pages 76 77 78 8 0

.

.

.

.

.

.

. . . . . . . .

82 84

.

8 5 8 7

III. Les végétaux fruitiers. — L'Ananas

8 7

L'Oranger Le Citronnier Le Manguier Pomme Cythère Le Monbin Pomme de Cajou ............ Corossol Pomme canelle L'Abriba Pomme rose Abricotier d'Amérique La Goyave Cerisier d'Amérique Barbadine, Maritambour Papayer Sapotiller Balata, Caïmite, Jaune d'œuf, Confiture Macaque Avocat, Beurre végétal Cocotier Palmiers, Comou, Pataou, Pinot, Maripa Arachide Le Sésame La Vigne

89 90 90 91 92 92 93 93 93 94 94 94 95 95 96 96 97 98 98 100 101 102 183

IV. Culture potagère

105

V. Plantes fourragères

108

IV. Les animaux domestiques

109

VII. Elevage du bétail en savane Le Buffle. . . . La Chèvre et le Mouton Le Porc Le Chien La Poule Le Dindon

113 . . . ....

116 116 11 119 120 121 7


247

TABLE DES MATIÈRES

Le Pigeon Le Canard L'Aigrette

.

Pages 121 121 122

.

TROISIÈME

PARTIE

EXPLOITATION DES FORÊTS. — CHASSES ET PÊCHES I. Exploitation des forêts Liste par ordre alphabétique des bois les plus connus de la Guyane française présentés sous leur dénomination créole . II. Classification des bois, suivant leur usage Bois de sciage Bois d'ébénisterie

127 129 133 136 138

III. Conseils pratiques pour l'exploitation des forêts Le Caoutchouc La Gutta-percha ou Gomme Balata Gomme Copal Baume de Copahu Résines. Tannin | Essence de rose Les Textiles

141 143 146 148 148 149 149 150 150

IV. Chasses

153

V. Pèches

167

QUATRIÈME

PARTIE

L'ANCIEN CONTESTÉ FRANCO BRÉSILIEN. I. L'ancien Contesté franco-brésilien

185

Superficie Montagnes. — Fleuves Climat. — Saisons Carte du Contesté Etat sanitaire II. Constitution géologique générale. — Nature des terrains

189 190 190 191 192 . . . .

193


248

TABLE DES MATIÈRES

III. Aspect général du pays Cachipour Counani . . . . . Carsevenne Mapa Populations Productions

.

.

Pages 195 197 198 200 203 208 211

.

IV. Territoires de colonisation

215

V. L'or. — Sa découverte

217

'

.Filons. Formation géologique Formation des filons de quartz

2 2 9

230 232

VI. Houille. — Autres mines

,

VII. Avenir de l'ancien territoire contesté .

.

.

CONCLUSION

235 ......237 243

FIN

Château.oux. - Typographie et LITHOGRAPHIE P. Langlois ET C°


Limite reconnue au BrĂŠsil par l'arbitrage du 30 N o v e m b r e 1900.


Les richesses de la Guyane Française et de l'ancien contesté franco-brésilien : 11 ans d'exploration  

Auteur :Jacques Brousseau / Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antil...

Les richesses de la Guyane Française et de l'ancien contesté franco-brésilien : 11 ans d'exploration  

Auteur :Jacques Brousseau / Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antil...

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