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still frame do filme de david lynch eraserhead 1977, na foto david lynch e jack nance no set da rodagem © www.davidlynch.de/eraserdestroy.html

rentes à realização cinematográfica, e o realizador é o seu condutor. Não falo dos egos de alguns, mas sim na simplicidade e humildade em realizar um filme, mesmo com todas as dificuldades conhecidas. Essa será a permissa, embora este esteja pressionado por este ou aquele estúdio, por esta ou aquela estreia, etc. O objectivo essencial será realizar o filme, contar a história. O desafio de realizar um objecto artístico, neste caso um filme não pode estar ligado a eventos sociais de espécie alguma, a passadeiras vermelhas, ao aparecer nas fotos nas revista dedicadas aos eventos sociais e, até mesmo, a revista técnicas sobre cinematografia. O essencial reside num aspecto simples, directo,

a que muitos estão esquecidos: o filme, o de contar a história e o de mostrar esta história numa sala de cinema, numa sala escura, até – digamos – obscura, no silêncio, a ver e a ouvir… O filme é isto… E o regozijo para um realizador é mostrar o seu produto final, o seu filme na tela, no escuro, no bafio de um velho cinema, com fumos… cheiros que perduram para a eternidade… e termino com a frase do realizador David Lynch: “…as ideias são como peixes. Podemos encontrá-los à superfície das águas, mas lá em baixo, nas profundezas, é que eles são maiores. E sabem qual é o principal isco para os apanhar? O desejo. Temos de desejar as ideias. É o desejo que traz cá para cima esses peixes graúdos.” d

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Mutante 16  

Zaha Hadid • Adriana Barreto • Bloco 103 • Tiago Mourão • Ana Tecedeiro • Opera House (Austrália) • Made in Portugal • Conserva • Palácio da...

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