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Conhecendo os seus projetos, pela insaciabilidade que o mundo da arquitetura exerce em mim, tenho mão consciente e não caio na tentação de os descrever um a um, de me perder em palavras caras ousando analisar as suas obras mais significativas. Tenho antes de encontrar um máximo, ou mínimo, denominador comum e nele me focar e “na paisagem, quase sempre urbana, ela cria dinâmicas fluidas...”. Pelo mundo tem projetos que rasgam a paisagem, procurando na geografia dos rios e dos terrenos linhas que lhe conduzam o traço, que orientem e justifiquem volumes. Na malha das cidades vê pontos de fuga, nos perfis agarra planos orientadores e na história sustenta um complemento para o seu futuro. Desenvolve projetos com uma complexidade estrutural, formal e estética, sem par. Delineia projetos que começaram a respirar em 1993 no Corpo de Bombeiros Vitra, na Alemanha, com um simples plano aguçado, que se tornou a denuncia de algo futuro. Foi como uma primeira edição da gramática Hadid que, em 2004, viu a sua genialidade reconhecida com mais alto prémio da arquitetura recebendo o primeiro Pritzker entregue Galaxy Soho / Pequim / China / 2008-2012 fotografia Iwan Baan a uma mulher...

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Mutante 16  

Zaha Hadid • Adriana Barreto • Bloco 103 • Tiago Mourão • Ana Tecedeiro • Opera House (Austrália) • Made in Portugal • Conserva • Palácio da...

Mutante 16  

Zaha Hadid • Adriana Barreto • Bloco 103 • Tiago Mourão • Ana Tecedeiro • Opera House (Austrália) • Made in Portugal • Conserva • Palácio da...

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