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Náutica Texto e Fotografia Antero dos Santos / Yamaha Marine

Apresentação em Cannes do Yamaha V8 XTO 425

Capelli Tempest 44

Um Novo Yamaha

Com o Mais Poderoso Desempenho A Yamaha, de vez em quando, surge com produtos com algo muito especial que mexe com o mercado, como o novo Yamaha V8 XTO Offshore de 425 HP, que a Yamaha lançou oficialmente no Salão de Cannes em 11 de Setembro, montado nos topos de gama dos semi rígidos Capelli Tempest e Lomac.

O

desempenho extremo do novo motor da Yamaha atingiu um novo nível.de altas performances definindo

novos padrões, resultado das sofisticadas tecnologias introduzidas neste motor. Os clientes e os passageiros vão sentir experiências

de maneiras nunca antes sentidas. Tivemos a possibilidade de testar esta nova “bomba” da Yamaha montada nos

Capelli tempest 50 2

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seguintes semi rígidos: Tempest 40 com 2 Yamaha 425, Tempest 44 com 3 Yamaha 425 branco Tempest 50 com 4 Yamaha 425 e o Lomac GranTurismo14.0 que estava equipado com 3 Yamaha 425 branco. Também descrevemos o que foi essa experiência única e as performances que obtivemos nestes testes. Yamaha V8 XTO Offshore de 5,6 litros A Yamaha introduziu, pela primeira vez num motor a 4 tempos, a injecção directa e o sistema integrado de direcção eléctrica O novíssimo V8 XTO Offshore, com 5,6 litros, dispõe de com um torque brutal


Náutica

e um impulso de 425 HP de potência. Ele é realmente mais do que simplesmente um motor de popa. Na verdade, foi criado um sistema de energia integrado que cria um motor de uma classe totalmente nova de desempenho offshore extremo e de grande controle, particularmente quando se aplica no barco o Helmmaster da Yamaha de última geração, com o sistema de controle no monitor CL7. Yamaha uma reputação global de qualidade premium O novo Yamaha V8 XTO Offshore foi projectado para levar a marca de qualidade premium da Yamaha a um nível ainda mais alto, com uma imagem de elevado poder, funcionamento compacto, confiabilidade inigualável e sem precedentes. Para alargar mais o mercado e servir mais clientes, a Yamaha repensou o conceito de motor de popa e em todos os sistemas relaconados com a aplicação de novas tecnologias para a indústria, como a integração do sistema de controle e precisão. Tudo isto foi conseguido, graças aos muitos anos de experiência da Yamaha dedicada em tecnologia e produção de motores fora de borda, para a qual a Yamaha é conhecida mundialmente Máxima potência, torque e impulso O novo Yamaha V8 XTO Offshore fornece a força bruta necessária para “empurrar” os maiores e mais pesados ​​barcos de luxo em alto mar. Os RIBs requerem caixas de engrenagens muito robustas e as unidades de força mais resistentes já fei-

Capelli Tempest 40 tas, para trabalharem duro juntos para impulsionarem propulsores muito grandes e poderosos. Aqui o V8 XTO Offshore já é único, sendo o primeiro motor a 4 tempos na indústria a usar a injecção directa. A injecção de alta pressão de combustível, alimentando directamente a câmara de combustão, me-

lhora consideravelmente a atomização e aumenta a eficácia da queima de combustível para oferecer potência máxima e eficiência. Máxima eficiência de combustão O avançado sistema de injecção directa possui nada menos que cinco bombas

de combustível e gera na injecção pressão até 200 Bar. O sistema de pressão de combustível de três estágios também apresenta duas bombas que são activadas em níveis de RPM específicos, no Vapor Separator Tank (VST). Isso garante fluxo de combustível de alta precisão sem

Apresentação do Yamaha V8 XTO 2018 Outubro 382

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precedentes e entrega, mesmo em RPM máximas. O V8 XTO Offshore da Yamaha também possui uma incrível taxa de compressão de 12.2: 1. O recurso de escape do In-Bank dá ao gás um percurso para a unidade inferior e para fora através do centro do cubo da hélice, melhorando o fluxo. Simplificando, tudo isto significa mais “estrondo” de toda faísca, como também eficiência de combustão extrema e poder mais elevado. Engrenagens da unidade inferior

Características Técnicas Tipo de motor

4 tempos

Deslocamento

5559 cm3

Nº de cilindros / Configurações

V8 (60 °), 32 válvulas, DOHC com VCT

Diâmetro e Curso

96,0 x 96,0

Potência no veio do hélice

316,9 kW / 5,500 rpm

Regime de rotação

5.000 a 6.000 rpm

Sistema de lubrificação

Cárter húmido

Sistema de indução de combustível

Direct Fuel Injection

Sistema de Ignição

sistema avançado TCI

Sistema de arranque

starter elétrico

Control

Drive by Wire (DBW)

Relação de caixa

1,79 (25/14)

Bobine de iluminação / alternador

12V-90A com retificador / regulador

Capacidade de cárter de óleo

7,8 litros

Peso com hélice

X: 442 kg, U: 453 kg, E: 463 kg

Altura do painel de popa

X: 640 mm, U: 767 mm, E: 894 mm

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Falando de bombas... Não é apenas o combustível que precisa de uma tecnologia de bombeamento inigualável num motor tão avançado quanto este. O V8 XTO Offshore tem uma bomba de água exclusiva de dois estágios e uma bomba de óleo de duas câmaras, cada uma projectada para operação em alta RPM. A bomba de água possui um impulsor maciço de borracha para alta pressão, juntamente com um aço superresistente impulsor. Juntos, eles fornecem fluxo de água de resfriamento de alto volume e controle de temperatura a todos os níveis de RPM, mesmo sob as condições mais extremas do offshore.

Máxima resistência e confiabilidade Além de uma caixa de engrenagens superdimensionada, com engrenagens fortes, um suporte offshore robusto e um super-potente rotor, o V8 XTO também dispõe da tecnologia de fusão a plasma para as camisas do cilindro, não apenas para maior durabilidade destas, mas também para conseguir um motor mais compacto. A superfície micro-texturizada é 60% mais dura que o aço e significativamente mais leve, permitindo-nos criar uma maior capacidade do motor sem aumentar as dimensões da cabeça do motor. O menor atrito da superfície também ajuda a maximizar a economia de combustível. Válvulas de comando duplas, acionadas em cada cilindro, são conectadas através de um sistema de auto-tensionamento, imersas num banho de óleo para o sincronismo exacto da válvula e proporcionar longa vida, enquanto os levantadores das válvulas são revestidos de carbono, também para aumentar a durabilidade, proporcionando uma conexão silenciosa e precisa, por um longo tempo.

Injecção Directa


Náutica

Bomba de água Máximo sistema de Integração de energia e controle Outra estreia na indústria do V8 XTO Offshore é o seu sistema de direcção eléctrica totalmente integrado, o primeiro do seu tipo em qualquer motor de popa. Não tem fios nem linhas ou ligações hidráulicas, por isso responde mais rápida e suavemente do que os sistemas convencionais. Além disso, permite aparelhamento mais limpo e uma área de funcionamento ordenada. A solução final de controle máximo é a que está equipada no V8 XTO, exclusivo da Yamaha, um sistema de controle da embarcação

Helmmaster, totalmente integrado, com seu joystick revolucionário, com display a cores CL7. Máxima vantagem dos hélices entra também As novas hélices especiais XTO OS são feitas para complementar o enorme potencial de torque do Yamaha V8 XTO Offshore. Esses novos equipamentos produzem mais impulso, tanto para frente quanto para trás, usando diâmetros de 16 a 17⅛ polegadas. O design mais recente da lâmina, com sua enorme área de superfície, move embarcações maiores com menos esforço e mais controle.

Bomba de óleo de dois estágios

Sistema de combustível Graças ao novo sistema de expulsão de gases de escape, essas hélices têm outra vantagem; elas agarram a água no sentido inverso, o que ajuda a activar o impulso reverso em até três vezes o que foi desenvolvido pelo Yamaha F350… e isso significa manobras e controle mais fáceis. Além disso, com o V8 XTO Offshore, o cliente não precisa ir além da doca para uma assistência na unidade inferior, graças ao exclusivo sistema de troca de lubrificante para caixa de engrenagens que permite que isso seja feito sem que o barco saia da água. O V8 XTO Offshore também possui óptimas capacidades de carga, fornecendo até um

total de 90 amperes. Então o futuro “Máximo” já chegou! Em resumo, a Yamaha está liderando o desempenho “máximo” em todas as direcções com o novo V8 XTO Offshore, que oferece uma propriedade exclusiva e experiência de condução inigualável. Revolucionário design marítimo e tecnologia de engenharia, inovação suprema, qualidade e excelência Este é o futuro da Yamaha Nota de estilo: O novo V8 XTO Offshore está disponível numa nova e elegante cor branca perolada, bem como com o clássico Yamaha Gray.

Troca de óleo do motor 2018 Outubro 382

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Testes Yamaha V8 XTO 425 em Cannes

Espantosas Acelerações As embarcações semi rígidas que testámos em Cannes que começaram por se chamar os 4X4 do mar, evoluíram como barcos de recreio completos, sport cruiser e desportivos para o relax e o convívio, viagens rápidas e super-confortáveis. Neles se podem passar fins-de-semana, férias, e viver dias com o máximo conforto, graças aos designs ergonómicos e aos requintados equipamentos que comportam.

Tempest 44 atingiu 54,4 nós de velocidade máxima

O

s estaleiros apostam cada vez mais em projectar e construir embarcações grandes para motorizações fora de borda, porque são muito fiáveis e de mais fácil assistência. Esta é a razão deste mercado dos pequenos iates estar a crescer. Os semi rígidos que testámos são pequenos iates

com flutuadores. O Yamaha V8 XTO, com 425 HP, foi preparado para se utilizar nas acelerações e estas são de um espantoso poder. Medimos os arranques com os tempos para os barcos planarem, as velocidades máximas e de cruzeiro e também rotações e velocidades de planagem.

Posto de comando 6

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E sem dúvida o brutal binário do motor e a injecção directa, sistema inovador aplicado pela primeira vez nos motores a 4 tempos, os responsáveis pela aceleração. A injecção de alta pressão de combustível, alimentando directamente a câmara de combustão, melhora consideravelmente a atomização e aumenta a efi-

cácia da queima de combustível para oferecer potência máxima e eficiência. Quanto à condução, também o piloto beneficia de outra estreia que é o sistema de direcção eléctrica totalmente integrado, o primeiro do seu tipo em qualquer motor de popa.sem cabos ou ligações hidráulicas, num sistema de controle da embarcação Helmmaster, com joystick. Com este equipamento, consegue-se por um pocesso muito simples atracar as embarcações de lado, de popa ou de proa, com os motores a funcionarem em marcha-à-ré ou marcha-àfrente, obedecendo apenas ao movimento do joystick. No que diz respeito às performances, são pequenas as diferenças, devido aos pesos dos barcos, com todos a passarem os 52 nós na velocidade máxima. O poder de arranque do motor às 5.000 rpm, oferece uma aceleração extremamente poderosa e imprimiu nos barcos velocidades de 43/48 nós.

Engenheiro da Yamaha a ler dados do motor


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Helmmaster Capelli Tempest 40 com 2xYamaha V8 XTO 425 O Tempest 40, é um semirígido com 12,18 metros de comprimento, tem uma cabina e uma imponente coberta, da popa à proa, onde dispõe de muita oferta nas viagens e passeios. O ergonómico e espaçoso posto de comando fica ao meio, deixando um enorme espaço na coberta atrás onde dispõe de área de convívio com bancos, mesa, cozinha, frigorífico e bar. Atrás fica um grande solário com passagem por estibordo para a popa.

O Tempest 40 tem na coberta à frente um outro solário, porque com a lotação para 18 pessoas é de certeza necessário muita área para os banhos de sol. Numa coberta inferior, com entrada pela consola de comando, fica um quarto/ dinette com cama para duas pessoas dormirem e um quarto de banho separado com wc marítimo e duche Equipado com dois Yamaha V8 XTO 425, no arranque, o Tempest 40 entrou a planar em 1,36 segundos, portanto quase extantâneo. Para o tipo de casco com

A comandar a atracagem um V profundo a velocidade mínima a planar foi de 12 nós, às 2.000 rpm. No que respeita à velocidade de cruzeiro, com o motor a trabalhar numa rotação económica e o Tempest 40 numa boa velocidade, o barco navegou aos 23 nós com 3.000 rpm. Foi às 5.500 rpm que em acelerações excepcionalmente rápidas atingimos os 47 nós Acelerámos para ver a velocidade máxima e quando o motor atingiu os 5.800 rpm o Tempest 40 chegou aos 52 nós.

Os motores a serem comandados pelo joystick 8

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Aos 30 nós testámos o Tempest 40 a curvar e verificar a vantagem do V muito profundo, curvando muito agarrado em curvas muito apertadas. Tempest 44 3xYamaha V8 XTO 425 branco O Tempest 44, semi-rígido com13,10 metros de comprimento, comporta uma cabina/dinette com acomodação para quatro pessoas dormirem Domina neste Tempest 44 o largo, alto e ergonómico posto de comando central, protegido por um elegante Hard-Top. Para os banhos de sol, o barco inclui dois solários, um à frente e o outro na popa. O poço comporta um largo banco em U e um armário com cozinha, frigorífico, lavatório e bar. No poço nada falta, com uma mesa ao meio, na hora mais adequada, prepararem-se as bebidas e as refeições. Na coberta inferior fica a dinette, com sofá duplo convertível em cama e mais um espaço com cama para duas pessoas. Tem também um quarto de banho com duche e wc marítimo O Tempest 44 estava equipado com três motores Yamaha V8 XTO 425 bran-


Náutica

cos. Logo no arranque, se viu o poder dos motores, porque o casco do Tempest 44 tem um V muito profundo e o barco planou em 1,30 segundos. A velocidade de planagem com 12 nós às 2.000 rpm, resulta desta característica do casco. Quanto à velocidade de cruzeiro, consideramos que às 3.000 rpm o Tempest 44 a navegar a 23 nós é excelente, muito embora apeteça com este barco levar os motores até às 3.500 rpm e navegar a 29 nós, pois continua a ser uma velocidade ecomica. Acelerámos até às 6.000 rpm e a velocidade máxima que o Tempest 44 atingiu foi de 54,4 nós, resultado do trim em cima com o trim automático Com a direcção eléctrica, o trim automático e o conforto do posto de comando é um luxo conduzir este barco. Tempest 50 4xYamaha V8 XTO 425 O Tempest 50 com 15 metros de comprimento foi apresentado como estreia. Este modelo é agora o semi-rígido topo de gama Tempest do estaleiro Capelli. É um sport cruiser que apresenta como inovador,

um camarote ao meio e uma cabina à frente, onde predomina o estilo ergonómico com selo italiano. O largo posto de comando tem três bancos é um conjunto de impressionante ergonomia e design e dispõe da entrada para a coberta inferior à frente onde tem uma dinette convertível. Nesta cabina existe um quarto de banho com wc marítimo e duche privativo. A coberta da popa à proa é de uma funcionalidade excepcional, pois tem a oferta fácil e à mão do que for preciso. Logo na popa com passagens laterais tem um solário. E tem outro à proa para não faltar os banhos de sol a ninguém. No poço encontram-se dois bancos com uma mesa ao meio, armário de cozinha/bar com frigorífico. A cabina ao meio tem entradas laterais, banco convertível em cama e quarto de banho O Tempest 50 estava equipado com quatro motores Yamaha V8 XTO 425, mostrando logo no arranque a espantosa performance dos quatro poderosos 425 HP a deslocar o barco na larga popa. Medimos 1,22 segundos para planar e verificámos que em virtude do V profun-

Os barcos testados no Salão de Cannes 2018 Outubro 382

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O Tempest 50 a curvar do do casco, era aos 12 nós que planava, às 2,200 rpm. Quanto à velocidade de cruzeiro, às 3.000 rpm fez 21 nós, por isso recomendase as 3.500 rpm para a velocidade de 27 nós A velocidade máxima de 52,3 nós às 6000 rpm foi obtida com o trim automático, mais um luxo destes motores.

Graças ao casco em V profndo, o Tempest 50 a 35 nós, com a direcção apertada o barco curva com a máxima segurança, sem nada salpicar o interior Lomac GranTurism 14.0 3xYamaha V8 XTO 425 O Lomac Gran Turism14.0,

No Tempest 40 a velocidade máxima foi 52 nós

com 14 metros de comprimento, foi apresentado como novidade da Lomac no Salão de Canne. É um sport cruiser em semi-rígido com linhas muito desportivas. Destaca-se no Gran Turism 14.0 a forma elegante do Hard-top, que reforça a linha esbelta do barco e protege completamente o posto de comando, projectado e construído com extraordinária ergonomia. Na hora dos banhos de sol, existem dois amplos solários, um à frente junto à proa e outro na popa. No poço existem dois bancos, uma mesa e um armário com frigorífico e bar, para possibilitar preparar bedidas e refeições. À frente, com entrada pela consola do posto de comando, encontra-se uma

cabina/dinette, para quatro pessoas dormirem, incorporando uma cozinha e quarto de banho O Lomac GranTurism 14.0 tinha montado três Yamaha V8 XTO 425 brancos. No teste de arranque, em 1,32 segundos entrou a planar, mostrando que em virtude do tipo de casco, em V profundo, a velocidade era de 12 nós às 2.000 rpm. Quando vimos a velocidade de cruzeiro, verficámos que às 3.000 rpm navegava a 22 nós, e numa rotação também económica como as 3.500 rpm, atingiu os 29 nós, extraordinário para se navegar nas águas calmas do Mediterrâneo, sem consumir muito combustível. A velocidade máxima foi de 55 nós, quando puxámos pelos motores com o apoio do trim automático e atingimos as 6.000 rpm Como o Lomac GranTurism 14.0 tem o casco com um V muito profundo, quando curvámos a 30 nós com a direcção completamente trancada o barco mante-se sempre agarrado à água adornado com segurança e sem molhar o interior. No final o arrais italiano dizia entusiasmado: “o consumo em 12 horas foram apenas 600 litros e a maioria das vezes sempre a puxar pelo barco”.

Performances Tempest 40

Tempest 44

Tempest 50

Lomac GT 14.0

Arranque

1,36 seg

1,30 seg.

1,22 seg.

1,32 seg.

Velocidade cruzeiro

23 nós 3000 rpm

23 nós 3000 rpm

21 nós 3000 rpm

22 nós 3000 rpm

Velocidade mínima planar

12 nós 2000 rpm

12 nós 2000 rpm

12 nós 2200 rpm

12 nós 2000 rpm

2500 rpm

18 nós

17,5 nós

16 nós

19 nós

3000 rpm

23 nós

23 nós

21 nós

22 nós (

3500 rpm

28 nós

29 nós

27 nós

29 nós

4000 rpm

32 nós

34.8 nós

33.5 nós

33 nós

4500 rpm

38 nós

40.5 nós

38.5 nós

38 nós

5000 rpm

43 nós

46.4

43 nós

48 nós

5500 rpm

47 nós

50 nós

48.5

52 nós

Velocidade máxima

52 nós 5800 rpm

54,4 nós 6000 rpm

52,3 nós 6000 rpm

55 nós 6000 rpm

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Notícias do Mar

Bússola - PwC Arena Futuro Azul

Entrevista: João Carlos Reis

Portugal Fará Parte do Centro

Aproveitando a apresentação do Bússola – PwC Arena Futuro Azul e a escolha da PwC Portugal para o Centro de Competências da PwC Global (para as questões da economia azul), em Julho, o Notícias do Mar falou com Miguel Marques, Economy of the Sea PwC Partner.

F

ica a ideia de que as pessoas do sector têm trabalhado para colocar o mar no centro da estratégia de Portugal, havendo no entanto, ainda muito para fazer. A Economia do Mar tem uma margem de evolução grande em Portugal e de forma sustentada todas as indústrias azuis, que podem beneficiar da centralidade internacional do Centro de Competências da PwC Global, num tópico tão importante para

Miguel Marques 12

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o nosso desenvolvimento futuro. Entrevista O Mar é estratégico para Portugal e terá de fazer parte de uma estratégia de futuro. Acha que a acção de governantes e empresas já demonstram isso ou continuamos a descurar (adiar) este recurso e a consequente criação desta riqueza? Acho que quem está na água, quem navega, quem pesca, quem processa alimento do mar,


Notícias do Mar

quem pratica desportos náuticos, quem defende as nossas águas, quem gere os nossos portos, quem cuida do nosso turismo costeiro, quem investiga os nossos oceanos, quem investe na preservação azul e quem se preocupa com a nossa cultura e identidade marítima tem feito um grande trabalho que está a colocar o mar no centro da estratégia de Portugal. Embora muito se tenha já conseguido realizar, muito mais existe por fazer. A Economia do Mar tem um impacto muito relevante na economia Nacional. Estamos a investir nas áreas certas, a desenvolver as fileiras adequadas e a potenciar da forma correcta os recursos? Existem áreas relacionadas com o turismo de mar, a exportação de

Mapa da Economia do Mar

pescado e a gestão portuária em que estamos a evoluir bastante bem, sendo que se nos concentrarmos na atração de novos investimentos e financiamentos,

na formação prática das diversas atividades do mar, na desburocratização e na valorização das profissões do mar, poderemos evoluir muito mais rapidamente e

mais sustentadamente em todas as indústrias azuis. A PwC começou já há mais de 10 anos a trabalhar o pensamento estratégico sobre a economia

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Notícias do Mar

do mar e a partilhar informação (LEME, etc.). Quer falar-nos um pouco da estratégia então definida e da sua subsequente implementação? Há mais de 10 anos atrás a PwC entendeu que poderia dar um

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contributo importante no desenvolvimento das atividades do mar se investisse na recolha e análise de informação quantitativa para ser disponibilizada à sociedade, de forma gratuita e facilmente entendível,

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para que a comunidade marítima pudesse tomar as decisões e seguir os caminhos que considerasse mais adequados. Com base neste princípio efetuámos um diagnóstico sobre o estado da informação quantitativa sobre a economia do mar, que nos levou a fazer várias visitas a locais de referência das atividades marítimas em diversos países. Com base nos resultados desse diagnóstico nasceu o LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar que fornece à sociedade Portuguesa e ao Mundo dados quantitativos sobre a evolução da economia do mar. O lançamento da Bússola aconteceu no passado dia 13 de Julho, em Lisboa. É o culminar do percurso iniciado há 10 anos? Quais os principais objectivos? A Bússola – PwC Arena Futuro Azul é um Fórum é uma Arena. Este fórum toma como ponto de partida o cres-

cente reconhecimento da necessidade da humanidade se mover no sentido do “uso sustentável dos recursos dos oceanos gerador de crescimento económico, melhoria das condições de vida e dos empregos, e fortalecimento da saúde dos ecossistemas oceânicos”. A liderança do Centro de Excelência Global da PwC sobre Economia Azul, baseada em Portugal, identificou três pilares que formam a base da ação deste projeto: • informação quantitativa e inquéritos executados durante a última década através do projeto “LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar”; • compilação de previsões sobre a evolução futura das atividades do mar; e •  reuniões e visitas a locais em todo o mundo para perceber, in loco, junto dos líderes da Economia Azul, qual o rumo que estão a seguir. Com a “Bússola – PwC Arena Futuro Azul”, o projeto PwC sobre o desenvolvimento sustentável dos oceanos passará para um novo patamar que permitirá a antevisão das tendências futuras da Economia Azul no futuro próximo. Com este projeto acreditamos que estamos a ajudar a “construir confiança na sociedade e a resolver problemas importantes”, que é o propósito geral da PwC. O que pensa da esco-


Notícias do Mar

lha da PwC Portugal para este centro de competências da PwC? Penso que é uma oportunidade para Portugal beneficiar desta centralidade internacional num tópico muito importante para o seu desenvolvimento futuro, que foi conseguida com muito empenho e que só se conseguirá manter com muito mais trabalho e dedicação. O que significa para a PwC Portugal esta conquista e quais as principais consequências? Ser a voz da PwC Global para as questões da economia azul. Neste contexto, liderará a rede PwC nestas questões. Portugal tem história e condições únicas, uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo, a Agência Europeia de Segurança Marítima está sediada em Lisboa, a PwC Portugal ganha competências na Economia do Mar dentro do grupo, houve uma série de eventos internacionais, que decorreram em Setembro e Outubro em Portugal e o Mar parece estar a ganhar uma nova dinâmica. Acha que Portugal se pode afirmar internacionalmente com um Hub do Mar? São bons sinais que demonstram que uma nova dinâmica está a ganhar consistência, no entanto, faltam muitas concretizações no terreno para que Portugal afirme a sua liderança nas matérias marítimas. Será a ação concreta no mar, na água, no lei-

to marinho e no espaço aéreo marítimo que dará a Portugal afirmação nestas matérias, tudo o resto são importantes apoios. Para terminar e um bo-

cado à baila de provocação… o que acha da afirmação, que Portugal é um País periférico? Portugal só será um país periférico se os Portugueses acharem que

assim é. Como considero que existem muitos Portugueses que acreditam no nosso país, acho que em muitos temas Portugal fará parte do centro.

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Notícias do Mar

Economia do mar

2ª edição do “Mar em Português” decorre dia 23 de Outubro

A economia do mar em geral, a Náutica, a I&D, a energia, a soberania, a sustentabilidade, a periferia, o crescimento azul, mas acima de tudo a partir do presente projetar o futuro, são os objetivos da 2ª edição da conferência “Mar em Português”.

A

2ª edição da conferência “Mar em Português” vai de-

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correr no dia 23 de Outubro no Salão Nobre do Mosteiro dos Jerónimos, que uma vez

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mais irá abordar o mar como ponto estratégico no crescimento económico do país.

Após o sucesso do ano anterior onde se juntaram mais de 150 participantes, esta conferência visa debater o futuro do mar português, pelo que irão ser apresentados case-studies, tendências e as melhores práticas do setor. Este evento conta com a organização do Jornal Notícias do Mar, Media 4U, empresa de eventos, e do Sea of Portugal, participação conjunta na BOOT- feira internacional de náutica e desportos náuticos. Durante um dia várias entidades e personalidades irão abordar temas transversais relacionados com a economia do mar, numa lógica construtiva e a olhar para o futuro. O Mar é consensualmente estratégico pelo que é


Notícias do Mar

necessário definir os passos seguintes. Com esta conferência pretende-se fazer um ponto de situação do potencial e da riqueza do Mar e do seu futuro. As “Oportunidades e Desafios do Turismo Náutico em Portugal” será um dos temas onde irão ser abordadas as vantagens e as oportunidades de Portugal no panorama global e Europeu. As várias opções e ofertas, como trabalhamos o posicionamento, na promoção e face à concorrência, etc. Segue-se “A Centralidade de um País Periférico”, com questões ligadas às vantagens e oportunidades de Portugal no panorama global e Europeu. O alargamento do canal do Panamá, a nossa localização estratégica (embora periférica no mapa Europeu), as rotas Sul/Norte, os serviços de valor acrescentado, Transhipment, etc. Miguel Marques, partner da PwC, irá conduzir a mesa redonda subordinada ao tema “Processos Azuis no Contexto Internacional”, com enfoque nos bons exemplos de Portugal no panorama global. Do programa referência à apresentação sobre a Extensão da Plataforma Continental, a prospeção feita pelo ROV e a identificação dos

recursos vivos e não vivos, bem como a mesa redonda “Fazer em Português”, onde se vai debater o papel que Portugal tem tido e poderá

ter no sector da construção naval e estaleiros. Trata-se de um evento gratuito, dependente de inscrição prévia.

Confirmar sff a sua presença: nome + contacto (+ cargo + empresa, se aplicável), para maremportugues@media4u.pt

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Notícias do Mar

Boot Düsseldorf

Texto e Fotografia João Carlos Reis

A Boot na preparação dos 50 anos International Media Meeting 2018

A boot Düsseldorf aproveitou o International Media Meeting 2018, no mês passado, para apresentar a sua nova campanha publicitária FOLLOW THE CALL, preparada para a edição que celebra os 50 anos de actividade.

D

urante o International Media Meeting 2018, dias 3 e 4 de Setembro, em Düsseldorf foi possível interagir com um grupo de jornalistas de 23 países e assistir a um programa muito preenchido. As boas vindas ao IMM 2018, ficaram a cargo do Presidente da boot, Robert Marx e a abertura coube ao Managing Director da Messe Düsseldorf, Hans Werner Reinhard. O Director da boot, Petros Michelidakis fez a apresentação dos 50 anos e da nova campanha. Seguiram-se as apresentações do fotógrafo/cineasta e mergulhador Português Nuno Sá, que mostrou imagens em primeira mão do filme, que está a produzir no âmbito da biodiversidade do Mar Português, com a Fundação Oceano Azul. Foi ainda possível acompanhar duas conversas descontraídas e muito interessantes com a campeã do mundo de windsurf SarahQuita Offringa, da ilha de 18

Aruba e Sönke Roevers, na Vela, que nos descreveu a viagem de circunavegação que realizou, com passagem pela Horta. Emily Penn, activista marítima e defensora dos oceanos falou-nos do seu projecto e missão, na preservação dos oceanos e na protecção marinha. O Networking foi extraordinário e com uma “braçada” internacional muito boa. FOLLOW THE CALL A campanha “FOLLOW THE CALL” está cheia de momentos mágicos. Momentos em que os fãs dos desportos aquáticos e da náutica seguem a sua paixão e a “chamada” da água. Pretende também fazer a ligação entre o logo da boot e a “chamada” da boot Düsseldorf. São 11 imagens diferentes que ilustram o fascínio que esses momentos mantêm. Elas retractam cenas que emanam transcendência e paz, mesmo quando os seus personagens principais estão

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em acção. Momentos de contemplação, de reflexão interior, de estar completamente focado no aqui e agora. As cenas são todas localizadas em destinos de sonho de fãs de desportos aquáticos e da náutica. Locais conhecidos, significativos ou desafiadores, desde a Antárctida até os trechos mais setentrionais da América do Norte. Locais que parecem ter sido criados, especificamente para despertar anseios nos telespectadores e convidá-los a partir, para seguirem a “chamada”. Alguns exemplos como a Imagem “O Pescador”, cuja localização é no Parque Nacional de Yellowstone, EUA ou a imagem da canoa, na Antárctida, o “Windsurfer”, em São Francisco, EUA ou o “Mergulho”, em Palau, a “SUP”, nas Caraíbas, a “Superyacht”, em Kap Sounion, Grécia, “Kitesurf”, na Cidade do Cabo, a “Wakeboarder”, Cidade do Panamá, entre muitas outras. Há na campanha um cheiro e uma visão

realmente mundial para um evento, que é cada vez mais global, com mais 72.000 visitantes estrangeiros em 2018. Os desportos aquáticos e s trend sports em particular são cada vez mais praticados e apelam a um público jovem, que inicia assim a sua relação com a água e que de forma natural faz a sua evolução para a Náutica. A boot vê de forma natural esta relação e estimula os mais jovens a interessarem-se por tudo o que esteja ligado com a água, não fosse a sua assinatura: 360º Água. Düsseldorf é o destino número 1 para o desporto aquático A pouco mais de três meses do início da festa de aniversário da boot em Düsseldorf, prepara-se a 50.ª edição. De 19 a 27 de janeiro de 2019 haverá cerca de 2.000 expositores a bordo. Portugal esteve presente este ano com quase 50 expositores, com barcos, marinas, destinos turísticos para a prática de desportos náu-


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ticos, acessórios e serviços. Em 16 pavilhões de feira em 200.000 metros quadrados de área de exposição, terá lugar um enorme mundo de aventura em redor do tema “360º de desporto náutico”. Seja velejar, andar de barco a motor, mergulhar, fazer surf, kitesurf, remar ou simplesmente relaxar à beira da água, muitas propostas sobre o tempo de lazer dentro, em cima ou ao pé da água, serão mostradas em 2019. Um Show de desportos aquáticos e a Feira da Indústria “A Boot Düsseldorf representa verdadeiramente a diversidade da indústria. Com fabricantes de mais de 70 países do mundo preparados para participarem, somos os únicos a exibir uma ampla gama e diversidade de produtos. 1.500 Embarcações à vela e a motor encontram a sua feira na boot”, explica o Director da boot Petros Michelidakis. Os visitantes da maior feira de desportos aquáticos do mundo são igualmente diferentes: eles seguirão a “chamada” da feira para participar, vindo de mais de 102 países diferentes. Michelidakis: “Isso significa que boot não é simplesmente um show para os visitantes da região, mas sim um evento internacional reconhecido pela indústria, caracterizado pela sua plataforma B2B. É assim que os decision makers de grandes empresas charter, por exemplo, usam a feira: para obter uma visão abrangente do mercado, para fazer contacto directo com os fabricantes e fazer comparações.” Isso está a aumentar à medida que os charters se tornam mais e mais populares, entre os visitantes da boot e expositores e são uma tendência real na indústria.

A tendência de luxo: Embarcações de luxo e chase boats As tendências para a próxima boot, segundo a equipa da boot são as embarcações de luxo e chase boats. Eles são usados ​​para fazer viagens com amigos, como viagens de pesca ou para encontrar praias escondidas remotas. Os principais fornecedores nesta categoria são Sacs, Wally ou Skipper, só para citar alguns dos que estarão presentes na boot. Fabricantes em série como Fairline, Princess, Jeanneau, Hanse e muito mais também apresentarão seus novos produtos neste segmento. Muitos proprietários de iates se esforçam para atender aos altos padrões de estilo e design e podem realizar seus desejos adquirindo uma proposta de luxo que combine com seu iate. A equipa da boot aproveitou essa paixão e colocou todos os fabricantes de barcos e iates de luxo nas salas vizinhas: Pavilhão 5 (lanchas de luxo), 6 (iates de luxo) e 7a (Super Yacht Show). “Não há um centí-

metro de espaço disponível”, afirma Arne von Heimendahl, o Project Manager. A “Fractional ownership” um tópico interessante, que os expositores mostraram pela primeira vez na boot 2018, continuará em 2019. A propriedade partilhada significa que um iate é da propriedade de mais de uma parte. Onde você pode adquirir 1/9, 1/6 ou 1/3 de um iate grande e, assim, navegar pelos oceanos por 6 a 18 semanas. Procura de grandes iates e barcos multicascos O mesmo se aplica aos salões de vela, localizados nos salões 15,16 e 17. Quase todos os grandes estaleiros estão a bordo, com barcos de todos os tamanhos e classes. “O maior veleiro no boot 2018 foi o Oyster 745 e esperamos ver mais alguns iates dos estaleiros Oyster e Nautor’s Swan nesta escala no nosso aniversário”, disse Petros Michelidakis. Além disso, os barcos multicascos, nomeadamente catamarãs e trimarãs, também estarão em alta procura em 2019. Eles também são ideais para iniciantes, já que a largura desses barcos os torna mais estáveis.

Tudo a bordo para protecção marinha Uma característica especial da boot em Düsseldorf é que ela fornece um importante impulso económico para a indústria, mas tem sido activa no apoio a projectos para proteger nossos oceanos já há muitos anos. Também produziu as suas próprias acções, como o prémio “ocean tribute” e a campanha “love your ocean”, que têm forte ressonância nos Media e, assim, atraem a atenção para esse tópico altamente carregado e essencialmente importante. A boot em números 1.923 Expositores de 68 países em 2018, espalhados por 220.000 metros quadrados, em 16 Pavilhões. 247.000 Visitantes de 102 países. Mais de 2.000 jornalistas fizeram a cobertura a partir da boot. A maior feira de Náutica e Desportos Aquáticos do mundo. 110.000 Pessoas experimentaram a sensação de surf na THE WAVE e 1.500 surfistas atreveramse a surfar sozinhos, experimentando a onda estacionária com 1,50 m de altura e 9 m de largura.

Follow the Call, Petros Michelidakis 2018 Outubro 382

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Tagus Vivan

Crónica 1ª Parte: Carlos Salgado

Por este Rio Acima (Fausto)

O Futuro Está no Tejo! M. de La Palice diría: “ O Tejo português pode retribuir mais, mas ele só pode retribuir mais se investirem mais nele!”.

E

sta é a conclusão a que chegamos, nós Amigos do Tejo, da Tagus Vivan, ao cabo de quatro décadas, pelo menos, a pugnar por ele, e “a dizer que o Rei vai nu”, a informar, esclarecer, e a procurar sensibilizar para a defesa do Ambiente a Sociedade Civil em geral e a juventude em particular, e também as Tutelas e os Municípios, por meio de três Congressos, três Encontros Ibéricos, quase uma deze-

na de Encontros Intermunicípios ribeirinhos, inúmeras Conferências e dezenas de actividades de formação e animação, tanto de dentro do Rio para fora, como de fora para dentro, que foram consideradas ao tempo, bastante profícuas, nesse tempo em que a comunicação social nos acompanhava no terreno, liberta ainda do peso da sombra do “aumento das audiências” de hoje, à custa de escândalos, crimes e outras desgraças.

O Tejo, Lisboa e o seu Porto “Estão na MODA”, internacionalmente. 20

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De facto, a realidade é esta: Sem um investimento significativo no nosso Tejo ele vai continuar a acumular cada vez mais problemas e relativamente às valências muito particulares que ainda possui, será um “lesa Pátria” se por falta desse investimento, deixarem de ser aproveitadas e geridas com saber, para contribuírem para que ele passe a ser uma alavanca decisiva para o crescimento da economia e do emprego na sua Bacia Hidrográfica e do próprio país.

O Tejo Não Deixou de Poder Ser um Activo em Termos de Criação de Valor e Riqueza! Perante estes considerandos, concluímos que o próximo passo a dar é optar por seguir uma estratégia que consiga sensibilizar, atrair e cativar os players, os stakeholders, os municípios e os operadores e investidores no turismo, nas suas mais diversificadas modalidades, para os levar a optar por investir mais no nosso maior Rio, para que ele fique mais apetecível e atractivo,

Navegabilidade e transporte fluvial para montante, por reactivar.


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Valências culturais, ancestrais, do Tejo, para potencializar. para benefício das suas gentes e do próprio país. É esta a verdadeira razão que nos leva a propor que seja elegido como principal tema da BIENAL do TEJO de 2020, um grande apelo ao investimento no Tejo, dos parceiros acima referidos e outros investidores e demais empreendedores, não deixando de, obviamente, no seu programa pro-activo de actividades, que seja promovida a discussão do Tejo sobre o seu estado “Ambiental” e de fazer uma abordagem séria a par de uma grande “mostra” para a divulgação, avaliação e classificação dos “Valores Culturais Taganos” e das suas potencialidades, que são também preciosas ofertas para o turismo. Temos para nós que se houver o adequado investimento no Tejo, o cenário pode mudar completamente, porque será o poder económico que investiu nele a exigir, e terá força para isso, que as entidades competentes estejam mais atentas sobre a ocorrência de eventuais irregularidades que possam ter lugar no contexto dos crimes ambientais “industrial, agrícola, pecuária e urbana”, e da delapidação dos recursos naturais, piscícolas e outros, assim como sobre a adequação da lei e do seu cumprimento.

ÚLTIMA HORA Chegou-nos ao conhecimento pela mão da Ambiente Magazine de que estão abertas as inscrições para um novo programa denominado “EcoEscolas”  que desenvolve estratégias para trabalhar a cidadania participativa na área do ambiente, visando um dia-a-dia mais sustentável na escola e comunidade, o que já não era sem tempo, e dizemos isto porque “Os Amigos do Tejo”, hoje continuados pela Tagus Vivan, integraram como dinamizadores do programa, uma parceria protocolada com a Secretaria de Estado do Ambiente e a Secretaria de Estado da Educação para a implementação no ano lectivo 1987-1988, em 51escolas do ensino preparatório e secundário da Região do Vale do Tejo, o Programa “O TEJO NA ESCOLA”, e a partir daí vêm insistindo em que volte a ser implementada a educação ambiental nas escolas. O novo “Eco-Escolas” privilegia a educação ambiental para a sustentabilidade através de estratégias de envolvimento dos alunos em projetos, para e com, a comunidade escolar e envolvente (incluindo os municípios e juntas de freguesia). Pertencer à rede Eco-Escolas é ter acesso a diversos desafios, recursos, partilhas e novida-

Panóplia de ofertas turísticas para investir. des quer na rede nacional (mais de 1500 escolas), quer internacional (67 países). A base do Eco-Escolas é uma metodologia em 7 passos, multidisciplinar e baseada em projetos, que podem agregar diversos temas. Este ano para além de Água, Resíduos e Energia teremos como

temas do ano a Floresta e/ ou o Mar. O Programa EcoEscolas conta com o apoio de uma Comissão Nacional (constituída por elementos da APA, DGE, DGEstE, secretarias Regionais de Ambiente da Madeira e Açores, ADENE, ICNF, DGADR) e de diversos parceiros em projetos.

Navegabilidade, Turismo Náutico, de Lazer e Desportivo, para revitalizar.

Programa ECO-ESCOLAS 2018 Outubro 382

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Tagus Vivan

Crónica 2ª Parte Carlos Salgado

Carta de Lisboa

Portas de Ródão

(Continuação I.2) A sustentabilidade, embora constitua um dos conceitos fundamentais introduzido na Lei de Bases do Ambiente (Lei 11/87), começou a ganhar maior popularidade desde o relatório da Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento, também conhecido por Relatório Brundtland, e em particular desde a Conferência do Rio em 1992.

N

o que respeita aos recursos hídricos, a sustentabilidade nunca foi objecto de uma definição consagrada, pese embora haver alguns documentos que a abordam, como é o caso da Declaração de Dublin sobre Água e Desenvolvimento Sustentável, de 1992. Como se referiu, a água é não só essencial à vida como tem também um papel determinante no desenvolvimento

económico, na preservação dos ecossistemas, no bemestar e nos valores culturais das comunidades, particularmente nas que têm acesso próximo à água. Entende-se, assim, o termo utilização sustentável de recursos hídricos como a utilização da água que dá apoio à capacidade das sociedades humanas em se manterem e prosperarem num futuro indefinido sem adulterar a integridade

Vila Velha de Ródão com a fábrica da Celtejo ao fundo 22

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do ciclo hidrológico ou dos sistemas ecológicos que dele dependem. Estamos convencidos que uma vida humana sustentável não pode existir sem comunidades locais também elas sustentáveis. As autoridades locais estão conscientes dos problemas ambientais dos cidadãos, partilhando as responsabilidades a todos os níveis com as autoridades competentes de modo a alcançar

o bem-estar do homem e da natureza. Deste modo as autarquias desempenham um papel essencial no processo evolutivo dos hábitos de vida, da produção, do consumo e das estruturas ambientais. A justiça social terá que assentar necessariamente na sustentabilidade económica e na equidade que por sua vez requerem sustentabilidade ambiental. Sustentabilidade ambiental

As Lezírias, celeiro do país


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significa que os níveis de consumo de recursos renováveis, nomeadamente a água, não excedam a respectiva taxa de reposição. Sustentabilidade ambiental significa também que a taxa de emissão de poluentes não deve ser superior á capacidade de absorção e transformação, por parte do ar, da água e do solo. Além disso, a sustentabilidade ambiental garante a preservação da biodiversidade, da saúde humana e da qualidade do ar, da água e do solo, a níveis suficientes para manter a vida humana e o bem- estar das sociedades, bem como a vida animal e vegetal num futuro a longo prazo. Temos plena consciência, e é nossa responsabilidade e obrigação, que não podemos permitir a deterioração do capital natural que herdámos, tendo em vista o direito das gerações futuras a uma vida próspera, duradoura e sustentável. Nós, cidadãos, reconhecemos que a sustentabilidade não se reduz a uma perspectiva simples, nem um estado imutável, mas sim um processo criativo, dinâmico e equilibrado que deve abranger todas as áreas da administração e da população em geral. A sustentabilidade pressupõe a obtenção de uma informação permanente sobre as actividades que favorecem o equilíbrio do ecossistema, ou sobre aquelas que o prejudicam. Através deste processo, os cidadãos podem fazer escolhas

refletidas. Um sistema de gestão assente na sustentabilidade, leva a que as decisões tomadas tenham em conta, não só, os interesses das partes relevantes, mas também os das gerações futuras. Reconhecemos que as decisões e políticas de controlo, nomeadamente a vigilância do ambiente, avaliação de impactos, contabilidade, balanços e relatórios parciais ou globais, devem ser baseadas em modelos de avaliação ambiental suportados por diferentes tipos de indicadores, tais como, os de qualidade ambiental, qualidade de vida e, acima de tudo, indicadores de sustentabilidade dos recursos hídricos. Nós, cidadãos, reconhecemos que as autoridades devem estabelecer políticas de ordenamento do território que integrem uma avaliação estratégica dos efeitos de todas as iniciativas ambientais. O conceito de coesão territorial deverá permitir o equilíbrio dos fluxos entre a cidade e o campo dissuadindo as cidades de explorarem simplesmente os recursos das áreas periféricas. Nós, cidadãos, reconhecemos que um conjunto de políticas e atividades, com consequências ecológicas positivas, foram já aplicadas com algum sucesso, destacando-se um conjunto de medidas legislativas e os planos de gestão das regiões hidrográficas. Contudo, enquanto estes instrumentos forem considerados somente

Desportos náuticos

Pesca artesanal como meios disponíveis para reduzir o ritmo e a pressão da insustentabilidade, não serão suficientes para inverter essa mesma insustentabilidade no território e na sociedade. Num mundo em transformação, em que o uso racional dos recursos hídricos é cada vez mais importante, torna-se imperioso adoptar uma governança da água que envolva um conjunto de sistemas políticos, sociais, económicos e administrativos. A governan-

ça global da água visa o desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos e a disponibilização dos seus serviços, a diferentes níveis da sociedade. Os níveis de governança devem efectivar-se ao nível local, regional e global, pressupondo a proximidade, a participação, a gestão integrada baseada na bacia hidrográfica com enquadramentos institucionais compatíveis. CONTINUA NO PRÓXIMO NOTÍCIAS DO MAR

Tejo é Vida, bando de flamingos na RNET 2018 Outubro 382

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Voo do Guarda-Rios

Crimes Graves, Impunes Há Muito… Ponte Vasco da Gama, (foto APL) O Guarda Rios (GR) decidiu falar este mês sobre dois casos de crimes muito graves de que o país se deve envergonhar, o que o leva a perguntar olhos nos olhos, porque razão não os tiveram com a devida abertura, durante tanto tempo, os olhos daqueles a quem compete, tê-los bem abertos, para actuarem eficazmente, ou os de quem os comanda, e também os dos tribunais que devem fazer cumprir a lei, e já agora até também os dos partidos com assento na Assembleia da República, durante estes anos todos em que eles têm sido praticados impunemente.

E

stá em causa a apanha da amêijoa japónica no estuário do Tejo, e já agora, também a captura do “Meixão”, a enguia bebé, nos principais rios portugueses, particularmente no Tejo e, como é evidente, por causa disso está a haver cada vez maior escassez da enguia adulta nos nossos rios e na mesa dos cidadãos, obviamente, porque os fora da lei, impunemente, não permitem que ela possa viver até atingir o tamanho natural para consumo. O GR também acha estranho que aquelas associações e movimentos de defesa do ambiente, que ganharam a preferência de certos órgãos de comunicação social para falarem 24

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“Garimpeiros” da amêijoa japónica (foto Expresso)

a defender causas, nunca ou muito raramente tenham falado nestes crimes que estão a ser cometidos em larga escala e já há bastante tempo. É por demais evidente que estes casos para além de serem ilegais são um grave crime ecológico, ao ponto da Ministra do Mar na sua intervenção no Congresso do Tejo III os considerar não menos graves do que o caso do derrame da espuma da Celtejo, os quais para além de estarem a delapidar os recursos nacionais, são também um crime económico significativo pelo facto dos produtos em causa estarem a ser contrabandeados para o exterior do país, e não se sabe onde para a ASAE, enquanto as Finanças que


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estão a ver “0” destes negócios milionários, têm uma mão tão pesada para o cidadão comum! Relativamente à amêijoa, a que chamam “japónica”, não é porque ela seja do Japão, mas por ser oriunda do oceano Pacífico, e segundo consta o seu aparecimento no Tejo é devido ao facto das primeiras terem chegado ao estuário do Tejo agarradas aos cascos dos navios ou até talvez também, por terem vindo nos tanques de água de lastro de navios com destino aos estaleiros da Lisnave, e como esta espécie de bivalves tem uma reprodução e crescimento muito mais rápido do que a da amêijoa autóctone, é por essa razão que proliferou tanto em quantidade no estuário do nosso Tejo. O que é também um sério perigo para a saúde pública porque estes bivalves estão a ser apanhados em locais de duvidosa salubridade e até junto de esgotos urbanos, que são vendidos à candonga no mercado nacional sem serem depurados, bem assim como aqueles que são contrabandeados para fora do país, numa quantidade muito superior. As análises que lhes foram feitas detectaram índices elevados de E.coli, para além de metais tóxicos resultantes de décadas de exploração industrial pesada que esteve instalada nas imediações dos locais da apanha. A maioria da apanha destes bivalves é destinada à nossa vizinha Espanha, que a comercializa como sendo de origem espanhola, das Rias Bajas de Vigo. Este crime que envolve mais de trinta intermediários e quase dois mil mariscadores que operam na sua maioria na cala do Montijo e do Samouco, mas também quando o GR sobrevoa a ponte Vasco

Amêijoa japónica, na venda pública, sem ser depurada da Gama, vê centenas deles, entre os quais pescadores artesanais, que preferem dedicar-se a esta actividade por ser-lhes mais rentável, porque esta amêijoa está a valer 7,00€/kg logo após ser apanhada, antes de entrar na cadeia comercial, o que para os intermediários é um negócio de muitos milhões, com um lucro próximo do negócio da droga, sem problemas, porque até agora, ao que parece, ninguém foi devida ou significativamente

incriminado, que se saiba. O GR também já tinha ouvido poi aí, mas por aí também tudo se vai sabendo, mas como é sabido, quem quer fazer ouvidos moucos finge que não sabe, que neste caso trata-se duma organização poderosa que usa e controla muitas centenas de seres humanos, entrados no país ilegalmente, trazidos por via rodoviária com todo o à vontade e descarregado a céu aberto, vindo propositadamente para a apanha

desta amêijoa, com a predominância de tailandeses e romenos, que trabalham durante o dia e a noite na área da ponte Vasco da Gama e não só, e estão alojados em condições sub-humanas, segundo tem vindo publicado nalguns periódicos nacionais. Calcula-se que nos dias de hoje são apanhadas diariamente no estuário do Tejo entre vinte e trinta toneladas deste bivalve. O GR entretanto teve conhecimento de que, em cum-

Redes do meixão, por vezes amarradas a terra, provocando a obstrução/encalhe de embarcações de quilha, causando-lhes danos graves 2018 Outubro 382

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Meixão embalado para transporte de contrabando (foto Expresso)

Meixão, enguia bébé. primento das orientações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, um centro ou estação de depuração destes bivalves no Barreiro foi adjudicado pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera

(IPMA), uma construção da primeira unidade do género em Portugal, após os trâmites do concurso público, com um valor de investimento de cerca de 1 milhão e 340 mil de euros (com IVA incluído).

Central Nuclear de Almaraz 26

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A Captura do Meixão é Outro Crime, não Menos Grave, que é Praticado há Muito Mais Tempo! O “meixão” ou “enguia de vidro” é o alevim (enguia bebé) da enguia que proliferava nos nossos rios em quantidades apreciáveis no estado adulto, situação que ficou completamente alterada desde que há dezenas de anos se infiltrou e continua a actuar uma organização internacional, não obstante esta captura no nosso país só estar autorizada no rio Minho em quantidades restritas. Sendo uma espécie protegida, onde os pescadores estão a cobrar 300€/ Kg, continua a ser capturada ilegalmente nos nossos rios, nomeadamente o Tejo, do que resulta, obviamente, na escassez da enguia com idade própria para consumo. Pois se ela é capturada à nascença é evidente que não pode crescer! É caso para se dizer que “estão a matar a galinha dos ovos de ouro”, não é verdade? O “meixão” é igualmente um recurso nacional que está a ser contrabandeado para o estrangeiro, com a ASAE desaparecida, e as duras Finanças a verem “0”, tal como no caso anterior da amêijoa japónica, com a

diferença de que esta captura já se verifica no nosso país há dezenas de anos, e o crime é compensado por largos milhões de Euros. É fácil saber-se onde é que o produto é descarregado em terra, por que estradas circulam os transportadores, quais os locais onde fica armazenado, por que estradas e fronteiras passam os transportes terrestres que passam a fronteira, e até já foram detectados casos de tentativa de exportação por via aérea, e não se sabe quantos já terão seguido por este meio sem serem detectados, com os alevins acondicionados em embalagens especiais, conservados em gelo e oxigénio, o que evidencia bem o elevado valor que o produto tem para merecer estes cuidados. O GR não pode deixar de achar muito suspeito o facto de tudo isto se processar tão às claras e durante tantos anos, sem haver qualquer punição real para, pelo menos conseguir mitigar este crime, que se saiba, isto não é caso para estranhar? O GR teve conhecimento entretanto de que a Central Nuclear de Almaraz, no Tejo em Espanha, que está instalada relativamente próximo da nossa fronteira, foi já autorizada oficialmente a instalar um armazém de resíduos nucleares no seu terreno, e a pô-lo a funcionar. Isto vai pôr em causa, muito provavelmente, que o encerramento desta Central, cujo período de vida está estabelecido em 40 anos, aconteça na data devida, a partir de 2020. Convidamos o leitor a ver os vídeos no YouTube, intitulados “Com a Alma no Tejo” e “Cruzeiro do Tejo Vivo e Vivido”.


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Notícias do Mar

Texto Carlos Cupeto Fotografia Helena Januário

O Tejo a Pé

Pão e Barro

Antes de tudo fomos brindados pela arte de bem receber da presidente da junta – Natalina Luís. O mês passado preguntámos: “a onde te levam os teus passos?” Este mês respondemos que os nossos passos nos levaram a terras de pão e barro. Para sermos sinceros, na PR TVD 12 azul a coisa é um bocado forçada: no oeste há moinhos por todo o lado e barro também. Também é justo dizer que se andarmos na rota amarela o barro é mais distintivo e evidente.

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Casario e asfalto também não faltaram. 28

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om, na verdade, os nossos passos andaram pela freguesia de Campelos e Outeiro da Cabeça, na boa terra de Torres Vedras. Encontrámo-nos no moderno mercado da freguesia com Natalina Luís, a simpática presidente da Junta. A boa conversa começou logo ali, antes de começar a andar. Soubemos uma boa curiosidade, o PR 12 TVD foi marcado também para unir os dois lugares que antes da suposta reforma eram duas freguesias distintas. O grupo era pequeno mas de grande qualidade o acrescenta sempre muito à caminhada. O tempo também ajudou. A parte inicial


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Nesta abençoada terra até os becos são felizes.

Oeste, pois claro. abusou um pouco do urbanismo, Oeste sem nos enganar, aliás, como os troços mais rurais. Sem grandes subidas, o ondulado, tão característico desta terra, não nos atrapalhou, antes pelo contrário, foi-nos dando janelas de paisagem diferentes, como todo o caminheiro gosta. Dentro do tempo calculado, mas com o sol já a fazerse sentir, chegámos ao ponto de encontro. As pequenas rotas (PR) circulares são muito justas e perfeitas pelo bom sentido prático e facilidade que nos possibilitam. Digamos que são ideais para este tipo de prática domingueira em família. Em Torres Vedras bem o sabem. No fim o habitual repasto em grupo, como que selar uma manhã muito bem passada, enriquecida pela gentileza da Junta de Freguesia que nos ofereceu os incontornáveis pasteis de feijão e

um excelente vinho do lugar, como agora fica bem dizerse. Até já Oeste.

Este foi o vinho que enalteceu o nosso convívio.

O testemunho da boa disposição de todos 2018 Outubro 382

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Salão Náutico de Barcelona 2018

Salão de Barcelona Apresenta Edição Mais Inovadora e Empreendedora

O Salão de Barcelona quer trazer mais fãs náuticos, incentivando a prática de vela desportiva

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novação, tecnologia e empreendedorismo são as principais áreas em que vai decorrer a 57ª edição do Boat Show Internacional de Barcelona, ​​que terá lu-

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gar de 10 a 14 de Outubro no Port Vell de Barcelona. O salão vai crescer 8% em relação à edição anterior, com mais expositores, barcos, espaço e atividades para

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descobrir o futuro da vela e desfrutar do mundo da vela. Organizado pela Fira de Barcelona, ​​com a colaboração da Associação Nacional de Marine (ANEN), o Barce-

lona Boat Show vai no seu aspecto profissional com a celebração do primeiro Fórum de Investimento Internacional Nautic Tech, uma competição na qual eles tomaram parte 35 startups nacionais e internacionais ligados a indústria naval, e a segunda edição dos encontros profissionais, uma série de reuniões para promover contactos comerciais entre profissionais do sector náutico. Além disso, o Boat Show será anunciado mais de 120 novidades em barcos, motores e eletrônia, que mostram como grandes marcas líderes em todo o mundo estão apostando em incorporar a tecnologia para aumentar o desempenho de seus veleiros, iates, barcos ou motores. Entre as novidades, destacase uma dezena de modelos nomeados para Melhor Barco Europeu do Ano. Assim, as docas España e


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de la Fusta em Port Vell contarão com uma das maiores amostras flutuantes dos últimos anos e o melhor que se pode encontrar hoje em Espanha. Por sua vez, em seco, estão em exposição pequenas embarcações, pneumáticos e semi-rígidos, bem como os mais recentes produtos de electrónica, motores, pinturas, sailmakers, reboques, afretamento e serviços náuticos serão exibidos. Mais oferta, mais inovação Marcas como Astondoa, Hanse, Solaris, Dufour, Jeanneau, Beneteau, Sunseeker, Azimut, Bayliner, de Antonio Yachts, Yacht Pardo, Prestige ou Quicksilver vão estar presentes num Salão que refletindo o melhor na indústria. A edição de 2018, contará com 275 expositores e mais de 700 barcos (171,dentro de água), que ocupam mais de 25.400 metros quadrados de área de exposição líquida, 8% mais que a edição anterior. Além disso, terá um

espaço de corretagem para barcos de ocasião com comprimentos entre 18 e 30 metros. O Presidente do salão, Luis Conde, acredita que “a inovação e compromisso para apoiar jovens empresários mostram que o Barcelona Boat Show é a melhor plataforma comercial e promocional do setor náutico em Espanha e um dos mais importantes da Europa. Espero que o volume de negócios a ser gerado este ano, como parte do evento vá contribuir para a recuperação que está sendo experimentado pelo setor “. Neste sentido, o secretário-geral da Associação Nacional de Marine (ANEN), Carlos Sanlorenzo, explica que “a temporada náutica 2018 manteve-se positiva, com um crescimento de registo de barcos de recreio até Agosto de 4,3 % “. E destaca o efeito do impacto económico e o efeito multiplicador da náutica de recreio, que contribui com 12.000 milhões para

a produção total real de Espanha e gera 82.345 postos de trabalho entre empregos directos e indirectos”. Fãs de Vela Um extenso programa de actividades e experiências para promover a prática da vela será outra grande atração do Boat Show deste ano. Assim, a Fira de Barcelona lança novo slogan, ‘Os fãs do mar’, com o qual desejase alcançar novos públicos. Seu diretor, Jordi Freixas disse que “ano após ano revela-se um dos melhores instrumentos de que o setor cresça o número de aficionados.” Além disso, o Barcelona Boat Show vai atribuir especial protagonismo à vela desportiva graças à colaboração da Fundação para Ocean Sailing Barcelona (FNOB) e da Federação de Vela Catalão (FCV). O salão contará com 12 barcos de vela ligeira para iniciação e vela oceânica tanto no próprio espaço aquático em terra e divulgando ( ‘Fãs de

vela’) no Moll de la Fusta. Também oferecerá experiências diferentes para que os visitantes possam aproveitar o mar. Assim, na Área de Diversão de Praia será um campo de testes para a vela com sessões de vela ligeira, caiaque ou paddle surf e será realizada uma nova edição do Barcelona SUP Festival, encontrando fãs para a prática desta modalidade nas águas do Port Vell e o segundo Barcelona Paddle Race, uma competição de mar aberto com partida do Salão e chegada em Badalona. Ao lado deles, a área da Marina Tradicional, haverá uma exposição de barcos clássicos e onde serão realizadas oficinas e atividades para toda a família, e a “Noche de la Náutica”, com música ao vivo, desfiles, degustações e completo atraente programa de atividades. Da mesma forma, a mostra reforçará as propostas relacionadas à gastronomia, por isso, mais uma vez terá a oferta das áreas One Ocean Club e Nautic Food Plaza.

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Pesca Submarina

Mundial de Pesca Submarina em Sagres

Jody Lot Campeão pela Segunda Vez e Teresa Duarte Vence 1ª Taça do Mundo A Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS), sob a alçada da Confederação Mundial das Atividades Subaquáticas (CMAS) e em parceria com a Câmara Municipal de Vila do Bispo, organizou de 6 a 10 de Setembro a 31ª edição do Campeonato do Mundo de Pesca Submarina e a 1ª Taça do Mundo de Pesca Submarina Feminina, na vila de Sagres e representam um marco importante para Portugal na área das actividades subaquáticas.

O

evento arrancou com a recepção aos participantes, no dia 6, seguindo-se, na sexta-feira, dia

7, as habituais reuniões técnicas de capitães e de comissários. No início da tarde teve lugar uma simbólica acção de libertação

de espécies marinhas no oceano, na Ilha do Martinhal. Esta iniciativa orquestrada pela FPAS, em parceria com o IPMA e a

Equipa de Portugal 32

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Marinha Portuguesa, teve como intuito promover o equilíbrio ecológico e realçar a preocupação ambiental dos praticantes de pesca submarina.


Pesca Submarina

Campeonato do Mundo de Pesca Submarina em Sagres

Adelino Soares, Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar e Ricardo José, Presidente da FPAS 2018 Outubro 382

33


Pesca Submarina

Libertação de espécies marinhas no oceano, na Ilha do Martinhal

Seguiu-se a Cerimónia de Abertura do Campeonato, no final da tarde, com o desfile pelas ruas de Sagres e respectiva

apresentação das 30 selecções participantes. Estas iniciativas contaram com a presença da Ministra do Mar, Ana Pau-

lo Vitorino, do Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, com o Secretário de Estado das Pescas, José Apo-

Concentração dos barcos de apoio no porto de Sagres 34

2018 Outubro 382


Pesca Submarina

linário, com o Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Adelino Soares, e a Presidente da Confederação Mundial de Atividades Subaquáticas, Anna Arzhanova. O Mundial teve lugar nos dias 8 e 9 de Setembro e participaram 72 atletas em representação de 23 países – Portugal, Grécia, Espanha, Croácia, Itália, Bulgária, Turquia, Ucrânia, Finlândia, Chipre, Rússia, Eslovénia, Tunísia, África do Sul, Brasil, Chile, Estados Unidos da América, Argentina, Equador, Nova Zelândia, Taiti, Dinamarca e San Marino. A Taça do Mundo, no dia 8 de Setembro, con-

tou com 16 atletas femininas em representação de 7 países - Portugal, Grécia, Espanha, Croácia, Chile, Estados Unidos da América e Equador. Ambas as competições contaram com excelentes condições de mar e únicas em Sagres para a prática da modalidade, foram disputadas com o apoio de embarcação, que totalizaram cerca de 86 embarcações entre atletas e organização, reuniram um total de cerca de 400 pessoas, entre atletas, comitivas dos 23 países, comissários e organização. Nestas provas, a equipa portuguesa foi orien-

tada por Rui Torres que teve na sua lista de convocados os atletas Jody Lot, André Domingues, Pedro Domingues, Matthias Sandeck, João Peixeiro e Miguel Santos e as atletas Teresa Duarte e Catarina Santos. 1ª Taça do Mundo de Pesca Submarina em Feminino No feminino, a primeira prova do género, decorreu na zona de prova mais a Norte do Cabo de São Vicente, foi muito bem disputada durante as 5 horas, com todas as atletas a realizarem capturas e o maior exemplar foi um Bodião, com 1,152kg,

capturado pela atleta portuguesa Teresa Duarte. Ao pódio, além da vencedora Teresa Duarte, subiram também as atletas norte americanas Rosibel Perurena, no segundo lugar, e Kelsey Albert, no terceiro. Em equipas, a Selecção Nacional dos Estados Unidos da América levou a taça para casa, seguida de perto por Portugal e Espanha, respectivamente. 31º Campeonato do Mundo de Pesca Submarina O Mundial realizou-se em duas jornadas, com a duração de 5 horas cada, no sábado na

Jody Lot com um peixe 2018 Outubro 382

35


Pesca Submarina

À procura do melhor lugar de peixe

zona a Norte do Cabo de São Vicente e no domingo entre o Porto da Baleeira e a Sul da Pe-

dra do Gigante, com os atletas a distribuíremse bem pelas zonas e a apresentarem uma

boa diversidade de espécies, nomeadamente pargos, robalos, douradas, sargos, abróteas,

rascassos, salmonetes, tainhas, salemas, safios moreias e pampos. O maior exemplar foi um

Um pescador submarino a preparar um mergulho 36

2018 Outubro 382


2018 Outubro 382

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Pesca Submarina

Em Sagres mergulharam fundo

O pódio do Mundial 38

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Pargo Mulato, com 6,630 kg, capturado pelo atleta da Turquia Firat Yagci. No final, os dois primeiros lugares do pódio foram ocupados pelos portugueses Jody Lot que sagrou-se Campeão do Mundo pela segunda vez, seguido por André Domingues que arrecadou a medalha de prata, em luta renhida até ao final com o espanhol Xavier Blanco que acabou no terceiro lugar do pódio. Na classificação colectiva, Espanha conseguiu a melhor pontuação no somatório dos dois dias de competição dos


Pesca Submarina

seus atletas, com Portugal a conquistar, mais uma vez, o segundo lugar e a selecção Chilena o terceiro. Este evento teve como objectivo promover a prática da pesca submarina, desconstruindo alguns mitos relacionados com este desporto como a contribuição para a extinção das espécies. Nesse sentido, importa referir que só são permitidas capturas das espécies com valor desportivo, identificadas no regulamento particular da prova, com limites mínimos de peso e quotas por espécie. As capturas realizadas foram oferecidas ao Banco Alimentar Contra a Fome e à Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo e ainda alguns dos maiores exemplares foram sorteados pelo público presente no evento. De recordar que o último mundial organizado em Portugal aconteceu em Sines, em 2006, no qual Portugal foi Campeão Mundial por Equipas. Já em 2011, em Peniche, sagrou-se Campeão Individual na prova Euroafricana e Campeão Mundial Individual, em Vigo, no ano seguinte pelo mesmo atleta algarvio Jody Lot. A FPAS agradece a colaboração de TODOS (voluntários, empresas e instituições) quantos se mobilizaram para colaborar directa ou indirectamente na organização e tornaram este evento desportivo uma realidade.

O pódio da 1ª Taça do Mundo (Feminino) Classificação Final 1º

Jody Lot

POR

103.320 P.

André Domingues

POR

99.809 P.

Xavier Blanco

ESP

98.970 P.

SergioDejulian

ESP

96.008 P.

Giorgius Vasiliou

CYP

92.728 P.

Angel Lopez

ESP

91.256 P.

Pedro Domingues

POR

85.558 P.

Angelo Ascione

ITA

75.366 P.

Cristian Corrias

ITA

64.664 P.

10º

Jorge Zepeda

CHI

63.004 P.

Espanha

Portugal

Chile

Chipre

Croácia

1ªTaça do Mundo (Feminino) 1º

Teresa Duarte

POR

32.992 P.

Rosibel Perurena

USA

19.782 P.

Welsey Albert

USA

17.578 P.

Elena Sarri

GRE

13.116 P.

Rosa Anreus

ESP

12.188 P.

Alexandra Prat

ESP

11.548 P.

Joana Vercaria

CHI

8.442 P.

Catarina Santos

POR

7.500 P.

Silvia Vilarong

ESP

6.542 P.

10º

Samantha Mase

USA

5.762 P.

USA

Portugal

Espanha

Grécia

Chile

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Electrónica

Notícias Nautiradar

Novidades Fusion

A perfeição torna-se ainda melhor com o serviço de stream Airplay da Apple para a Série Apollo

N

a Fusion, foi adicionada uma nova funcionalidade aos sistemas de entretenimento marítimo da Série Apollo: compatibilidade com plataforma de streaming Apple AirPlay! Esta funcionalidade, pioneira no setor marítimo,

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assume-se como um marco para todos os utilizadores de aparelhos Apple. Streaming perfeito de áudio de elevada qualidade via Wi-Fi encontra-se agora disponível com uma atualização gratuita de software para os novos sistemas de som da

2018 Outubro 382

Série Apollo. O AirPlay é extremamente fácil de utilizar, permitindo uma transmissão perfeita de áudio aparelho a aparelho, com todos os equipamentos Apple iOS. Uma vez que o AirPlay depende de ligação Wi-Fi e não Bluetooth para

transmissão áudio, oferece um alcance significativamente superior, sem comprimir os ficheiros áudio, permitindo uma cobertura a toda a embarcação, a 4.1kHz e pura reprodução de áudio. A par da Série Apollo ser a primeira no mundo a apresentar sistemas de entretenimento com ecrã tátil e a funcionalidade PartyBus, agora estabelece uma nova e mais elevada fasquia ao adicionar a compatibilidade AirPlay, com vista a melhorar a sua experiência de áudio com o seu iPhone. “Submetemo-nos a um extenso processo de aplicação, para demonstrar à Apple a razão pela qual os sistemas de som marítimo da Fusion são únicos na sua tecnologia e dignos da designação “AirPlay”, afirma Chris Baird, Diretor-Geral da Fusion Entertainment. “Ao contrário da concorrência, reconhecemos que


Electrónica

um barco não é um automóvel e como tal, concebemos os nossos sistemas especificamente para dar resposta às necessidades do mercado marítimo. Possuir a distinção oficial AirPlay da Apple solidifica ainda mais a posição da Fusion enquanto inovadora de topo, no mercado de áudio marítimo, e distingue ainda mais a série Apollo de todos os outros sistemas de entretenimento áudio.” O Apollo RA770, símbolo da série Apollo, eleva o design criativo e brilhantismo tecnológico com o seu ecrã tátil, streaming Wi-Fi integrado, tecnologia Processamento de Sinal Digital (DSP), capacidade PartyBus e agora, com a funcionalidade AirPlay para levar a experiência de entretenimento áudio a bordo a outro nível. O sistema Apollo SRX400, tal como o RA770, possui as funcionalidades AirPlay, streaming Wi-Fi, DSP e PartyBus, tudo numa estrutura compacta e versátil, para uma elevada qualidade

de entretenimento áudio em cada zona áudio a bordo. Em simultâneo com a atualização Apple AirPlay, os utilizadores dos sistemas Apollo irão beneficiar da mais recente atualização para a aplicação Fusion-Link. Esta

última atualização apresenta uma interface de utilizador modernizada, com atualizações de software “over-theair”, capacidade de definir perfis DSP diretamente da aplicação e controlo remoto PartyBus; oferecendo um

controlo intuitivo e simples dos sistemas Apollo, a partir de um aparelho compatível Apple ou Android. Para mais informações, por favor visite o site www. nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.

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Electrónica

Notícias Nautiradar

Novos rádios de VHF Ray90 e Ray91 Fale em qualquer lugar a bordo com os novos rádios de VHF Ray90 e Ray91, preparados para comunicações Wireless

O

s rádios de VHF marítimo tradicionais, mantêm os utilizadores confinados à consola de navegação com os microtelefones com cabos curtos que limitam a capacidade de se movimentar. Os novos rádios de VHF modulares Ray90 e Ray91 da Raymarine oferecem a liberdade para se movimentar e comunicar a partir de qualquer lugar a bordo, graças aos microtelefones opcionais sem fios. Os versáteis rádios modulares Ray90 e Ray91 oferecem a conveniência de duas estações com fios e três estações opcionais sem fios. Seja com fios ou sem fios, os utilizadores terão acesso e controlo completo de todas as funcionalidades que os rádios de VHF de elevado desempenho têm para oferecer. Ambos os modelos possuem um poderoso rádio

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transcetor de VHF marítimo com a mais recente tecnologia DSC para uma maior conveniência e segurança. Os rádios Ray90 e Ray91 têm também integrado as funcionalidades de megafonia e sirene de nevoeiro que podem ser facilmente ativadas com recurso a um altifalante/corneta opcional. Para além das comunicações, embarcação-terra e embarcação-embarcação, ambos os modelos oferecem a capacidade de intercomunicação. Esta funcionalidade poderá ser utilizada para comunicações internas entre estações. O modelo Ray91 possui também um recetor de

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AIS Classe B. Ao conectar o Ray91 ao display multifunções e instrumentos da embarcação, os utilizadores poderão visualizar a sua posição e identificar nas proximidades as embarcações equipadas com sistema de AIS. Opções de Expansão Simples O sistema básico Ray90 e Ray91 traz um módulo transcetor tipo caixa-negra e um kit de microtelefone e altifalante para uma ligação com fios. O módulo transcetor pode ser instalado fora de vista e possui ligações para uma estação secundária opcional com fios, assim como um hub sem fios. O hub sem fios permite aos Ray90 e Ray91 suportar até três estações sem fios. A tecnologia sem fios é uma solução ideal para adicionar a capacidade de rádio VHF a locais difíceis para passar cabos como por exemplo flybridges, cockpits distantes ou torres de observação. Os microtelefones sem

fios são alimentados por baterias de iões de lítio recarregáveis de longa duração. Estes utilizam já a mais recente tecnologia de carregamento por indução. Basta colocar o microtelefone na doca de carga fornecida. Não existem entradas, contactos ou cabos. Cada microtelefone sem fios possui ainda um alarme localizador para facilitar a sua localização a bordo. Ao se despoletar o localizador em qualquer estação, o microtelefone emitirá um alerta sonoro. Os rádios de VHF marítimo Ray90 e Ray91 cumprem com as mais recentes normas para rádios com DSC e possuem ainda um recetor de GPS e conexão para uma antena de GPS externa. Estes rádios podem comunicar a bordo com outros displays multifunções e instrumentos, graças à rede padrão NMEA2000 ou NMEA0183. Para mais informações sobre este novo produto da Raymarine, por favor visite o site www.nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.


Electrónica

Novo Rádio Fixo de VHF Marítimo, IC-M605E

IC-M605E rádio fixo de VHF Marítimo com configurações de flexíveis de sistema.

O

IC-M605E não é apenas um rádio. É um sistema que permite ao utilizador escolher como pretende configurar o rádio até três estações. Os navegadores podem agora adicionar um display exclusivo e completo como uma outra estação na embarcação, em conjunto com dois comandos COMMANDMICTM. Os utilizadores irão apreciar o display brilhante de grandes dimensões deste rádio, que inclui um modo noturno de iluminação para permitir uma melhor leitura no escuro. Além disso, o ICM605E, repleto de funcionalidade, oferece a opção de rádio com recetor de AIS integrado. O melhor ficou ainda melhor! “O IC-M605E da ICOM recebeu em 2017 o prémio NMEA para o melhor Rádio de VHF.” Configuração Flexível O IC-M605E oferece ao utilizador a flexibilidade na configuração do seu sistema de rádio VHF a bordo. Controle

o rádio remotamente, com uma configuração até três estações, utilizando todas funções do IC-M605E com o controlador HM-195 da série COMMANDMICTM e/ou o RC-M600. Qualquer uma das opções pode ser utilizada como intercomunicador entre a unidade e o rádio. Utilize uma das seguintes três combinações de configuração do IC-M605E: IC-M605 + três COMMANDMICs IC-M605E + dois COMMANDMICs + uma estação de controlo RC-M600 IC-M605E + duas estações de controlo RC-M600 + um COMMANDMIC Display de Grandes Dimensões a Cores O display TFT LCD de 4.3” a cores do IC-M605E oferece um ângulo de visualização de quase 180 graus. Os caracteres de alta resolução, ícones de função e o teclado direcional fornecem uma interface intuitiva de utilizador. O ecrã de modo noturno permite uma operação confortável no escuro. As funções mais utilizadas podem

ser atribuídas a teclas (abaixo do ecrã) para um acesso rápido à função desejada. O teclado grande de dez teclas permite uma introdução suave dos números dos canais, MMSI com nomes de identificação e muito mais. Conectividade NMEA 2000™ e NMEA 0183 Graças a conectividade NMEA 2000™ o IC-M605E poderá partilhar dados GNSS, relatórios AIS, informação de dados de chamadas DSC, frequências de rádio e dados PGN, em rede. Os dados de localização NMEA 0183 / -HS GNSS podem ser convertidos também em dados NMEA 2000 para outros aparelhos.

Recetor Integrado de AIS O IC-M605E com recetor de AIS integrado pode apresentar informação de tráfego de embarcações, equipadas com AIS, no display. A combinação de ecrã com AIS permite a monitorização do plotter AIS durante a operação básica. O IC-M605E permite ainda efetuar diretamente uma chamada ao alvo de AIS selecionado, a partir do ecrã, utilizando uma chamada individual DSC. Características Adicionais Cancelamento Ativo de Ruído Grava automaticamente os últimos dois minutos da última chamada recebida e permite gravação manual Recetor GNSS integrado DSC Classe D Canais Meteorológicos e de Alerta Função de drenagem AquaQuake Acesso instantâneo ao canal 16 PVP: 1.224,00€ c/IVA Para mais informações sobre este produto da Icom, por favor visite o site www. nautiradar.pt ou contacte através do 21 300 50 50.

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Pesca Desportiva

Big Game Fishing Tournament 2018 SATA Azores Airlines

Êxito Colossal do Europeu EFSA nos Açores Este ano o tradicional Big Game Fishing Tournament que se disputa nos Açores há vários anos, organizado pelo Clube Naval de Ponta Delgada e patrocinado pela Sata Azores Airlines, era EFSA European Game Fishing Championship, o primeiro Europeu da modalidade, que se disputou entre os dias 14 a 20 de Setembro e terminou com um enorme êxito, graças à quantidade de combates, peixes capturados e organização impecável.

A

primeira vitória foi para a EFSA, que conseguiu interes-

44

sar seis países a participar, num campeonato com três dias de competição. Inscreveram-se equipas da Escócia/ Inglaterra, França, Gibraltar,com duas equipas, Inglaterra, Islândia e Suiça. A segunda vitória foi para a organização qu teve também que decidir sobre o ciclone Elene e teve mais uma vez um Programa de Pesca e Programa Social que satisfez toda a gente e motivou todas as equipas

2018 Outubro 382

estrangeiras a voltar. A terceira vitória foi para os Açores, pois contaramse um total de 17 combates que contemplaram todas as equipas e houve 6 que pontuaram, provando a enorme qualidade do arquipélago como destino para o big game fishing. Para lutar pelas cores de Portugal neste Campeonato Europeu, veio do Continente a equipa “Barca Velha”, campeã nacional e

já vencedora deste Troféu., capitaniada por Eduardo Picolo e constituída por Maria João Gaioso, Jorge Brito e Rui Teixeira O Big Game Fishing está difundido em todo o arquipélago dos Açores, mas é em Ponta Delgada que existe a maior frota, muito bem equipada de barcos para o Big Game, com embarcações de empresas em actividade marítimo-turística. Todos os barcos têm ca-


Pesca Desportiva

Texto Antero dos Santos Fotografia Antero dos Santos/EFSA/CNPD

Largada no porto de Ponta Delgada

nas, carretos e amostras para satisfazer os clientes mais exigentes, porém, há pescadores mais aficcionados que não deixam de levar, para tentar uma captura, as últimas novidades de amostras. E muitas vezes é mesmo nessas que os peixes pegam. Esta prova que se disputa anualmente é da maior importância, pelo facto de ser um extraordinário meio para a promoção turística dos Açores e promover igualmente o conhecimento de todo o arquipélago, incentivando a visita às outras ilhas e dar a conhecer a gastronomia, rica em marisco e peixe e também da

carne especal, que, resulta das espantosas pastagens ecológicas dos Açores. A organização do Clube Naval de Ponta Delgada é fantástica na promoção turística da Ilha de São Miguel. No programa existem sempre dois dias reservados para passeios com almoços típicos e visita aos locais mais belos, as Furnas, as Lagoas e muitos outros característicos da Ilha Embora se pudessem pescar outros peixes, a competição era dirigida aos espadins azuis, espadins brancos e atuns. Os nove barcos à disposição da organização, fo-

ram sorteados pelas nove equipas concorrentes de modo que estas foram para o mar sempre em barcos diferentes. No primeiro dia no mar, pesca ou ciclone Às 08h00 a frota largou do porto de Ponta Delgada, sob a ameaça do ciclone Helene que ainda se fazia sentir nas ilhas do Corvo e das Flores e poderia ainda afectar o tempo em São Miguel. Embarcámos no “Shanghai”, juntamente com a equipa da Irlanda neste primeiro dia de pesca. Fizemos rumo ao Mar da

A última largada foi muito bem acompanhada 2018 Outubro 382

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Pesca Desportiva

Fotografia: Dmitry Gorbunov/Brasilia Fishing Charters 2012

No rumo 230 encontrava-se o Mar da Prata

Prata que fica a 17 milhas da ilha a navegar nos 230 graus. Viam-se pássaros ao longe e dirigimo-nos logo para lá. Montaram-se as canas e os “outrigger”. E rápido colocaram-se as amostras na água. Era uma grande área coberta pelos garajaus dos Açores, também conhecidos por andorinha-do-mar , muitas vezes pousados na água á espera da melhor oportunidade para comer. Estavam centenas de aves. A sonda marcava uma profundidade:de 400 a 500 metros, com muita comodia quase até à superfície O barco sempre às voltas naquela área, mas nada. Por volta das 09h30 um espadim branco, rápido ataca uma das amostras. E uma das canas começa a cantar.Um dos elementos da equipa vai para a cadeira de combate lutar com o peixe, mas este foge. Com o temporal e o vento a crescerem cada vez mais e muita ondulação a castigar os barcos a organização deu a prova como

A Equipa Barca Velha representou Portugal 46

2018 Outubro 382

suspensa pouco tempo depois. 1.º Dia de pesca, Equipa Barca Velha no “Doub Marlin” O início da prova foi às 08h00. Interessava-nos acompanhar a equipa portuguesa e


Pesca Desportiva

Um combate no “Shanghai” com a equipa da Irlanda

viver o grande entusiasmo que esta equipa aplica nestas competições. O “Doub Marlin” era um barco da Ilha do Pico com a particularidade de ter os “outriggers” em cana de bambu. Passado pouco tempo do começo da prova notava-se que o piloto tinha difi-

culdade em manter o rumo também nos 230 graus na direcção do Mar da Prata Uma hora depois o leme não obedecia e o barco apenas se conduzia com os dois motores a rotações diferentes. Nessa altura, o capitão da equipa, Eduardo Picolo, manda o barco regressar

O primeiro espadim azul capturtado pelos vencedores Gibraltar B foi no “Alabote” 2018 Outubro 382

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Pesca Desportiva

mais. Era preciso encontrálos. Tanto na equipa de Portugal como com todas as outras, a táctica foi a mesma, os barcos às voltas, atrás dos pássaros e dos golfinhos, mas mais nenhum ataque se deu. As linhas sairam às 18h00 da água e os barcos foram entrando no porto, com o limte das 19h00.

No “Scorpion” a equipa inglesa capturou um espadim azul

ao porto de Ponta Delgada e informa a organização disso, pois em caso do ataque de um espadim, o barco não tinha condições para manobrar na luta com o peixe. Entretanto um dos tripulantes consegue arranjar o problema do leme e voltámos novamente para o Mar da Prata

Como é habitual, equipada com novidades de amostras, Eduardo Picolo e a sua equipa, Maria João Gaioso, Jorge Brito e Rui Teixeira, lançaram-se na tarefa de montar e lançar as amostras para a água. Agora era só esperar. Por volta das 10h30 no “Alabote” “ “onde estava a equipa de Gibraltar B anun-

cia-se o ataque dum espadim azul. que acaba vencido e libertado uma hora e meia depois por Danny Gaban, pontuando 300 pontos Como foi o primeiro peixe capturado, vencerá em caso de empate de pontos. Esta captura animou todas as restantes equipas, porque realizou-se a captura de um peixe é porque há

Captura de um espadimk azul 48

2018 Outubro 382

2.º Dia de pesca, Equipa da Islândia no barco “Galáxia” Às 08h00 foi dado o sinal do Início da prova Fomos no Galáxia com a equipa da Islândia. A zona escolhida para todas as equipas foi mais uma vez o Mar da Prata. Todos os sinais de pássaros, comodia e golfinhos. Todas as sondas marcavam cardumes de comodia, o chicharro dos Açores, que no Continente são os pequenos carapaus, os joaquinzinhos. A equipa da Islândia tra-


Pesca Desportiva

No “Scorpion” a equipa de França espera capturar um segundo espadim azul

balhou com o equipamento do “Galáxia”, um dos melhores e mais bem equipados barcos de Ponta Delgada Quase à mesma hora do dia anterior é anunciado pelo “Shanghai”, onde ia a equipa Suiça o ataque de um espadim azul. Ao fim de duas horas o peixe é capturado. Ao longo do dia são anunciados diversos combates, e houve vitórias nos barcos “Oskar” pela equipa de França e no “Scorpion “ com a equipa inglêsa. O dia termina com um espadim azul da equipa Gibraltar B capturado no barco “Frontino”. Com dois

peixes e com 600 pontos, reforça a liderança. 3.º Dia de pesca, a equipa de França no “Scorpion” Para ver se a equipa de França capturava um segundo peixe fomos com ela no “Scorpion”. Com 14 metros de comprimento e vários camarotes, o “Scorpion” era o maior barco na prova. Foi nele que numa saida de treino na véspera da prova a equipa Barca Velha lutou com dois espadins azuis. Neste último dia de prova foi no barco “Frontino”, que a equipa Barca Velha embarcou. Infelizmente, a morte de um amigo, levou

No “Tekila” a equipa Suiça capturou o segundo espadim azul 2018 Outubro 382

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Pesca Desportiva

A equipa da Islândia capturou um espadim azul no “Oskar”

No “Frontino” a equipa de Gibraltar B capturou o segundo espadim azul

Eduardo Picolo a deslocarse de manhã a Lisboa e só regressar à noite. Com a ausência do capitão, a equipa passou a ser liderada por Maria João Gaioso e ficou reduzida a três elementos. As condições do mar estavam exelentes e continuava a haver pássaros e comodia com fartura. E tanbém houve espadins azuis. Pois foram diversos barcos a anunciar luta com eles.

Um espadim azul a ser libertado 50

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O “Shanghai” com uma equipa Escócia/Inglaterra anuncia a captura de um espadim azul. Depois foi no “Oskar” com a equipa da Islândia a anunciaar o mesmo, mais um espadim azul capturado e libertado Às 16h15 atacou um espadim azul no “Frontino”. Saltou para a cadeira Maria João Gaioso para lhe dar luta. Ao fim de 20 minutos o peixe desanzolou e perdeu-se. No final Maria João dizia: “quando o peixe atacou foi um confusão a bordo porque eramos só três. O peixe levou logo mais de 600 metros de linha e não cosegui recuperar o peixe que se soltou” Entretanto a equipa Suiça no “Tekila” anuncia que capturou o seu segundo espadim azul. A prova termina com a vitória da equipa de Gibraltar B com 600 pontos porque tem um peixe do primeiro dia. A Suiça também com 600 pontos termina em 2º. Seguem-se na classificação Inglaterra, França, Islândia e Escócia/Inglaterra, todos com 300 pontos, ordenadas pelas horas de captura. No final, o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada dizia “Faço um enorme agradecimento ao Clube Naval de Ponta Delgada e à EFSA pela excelente organização da prova, aos patrocinadores e muito especialmente à SATA Azores Airlines, por proporcionarem a realização do European Game Fishing Championship, porque é muito importante esta prova de big Game fishing e reforçar o seu prestígio e o reconhecimento internacional”.


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Náutica

Notícias Rodman

Novo Rodman 33 Offshore, um Desempenho ao Mais Alto Nível A Rodman apresentará no meio da próxima temporada, um novo modelo de barco aberto, estilo consola central, onde o estaleiro conseguiu combinar perfeitamente toda a sua experiência na construção de barcos profissionais de alta velocidade com o seu conhecimento na concepção e construção de barcos de recreio e pesca desportiva.

O

novo Rodman 33 Offshore, é um novo conceito de barco, que herda todos os diferentes atributos de todos os barcos Rodman: robustez, navegação, qualidade de construção, com a funcionalidade e alta performance que esse tipo de embarcação exige. New Rodman 33 Offshore: o equilíbrio perfeito entre experiência, know-how e inovação As equipas técnicas e de desenvolvimento da Rodman conseguiram combinar perfeitamente o know-how do estaleiro, sua experiência e qualidade de construção, com os elementos de design necessários para ser capaz de conceber um novo modelo, que mantém os atributos de Rodman, mas que 52

será apresentado ao mercado como uma opção muito competitiva e completa, no segmento do tipo de consola central e aberto de 10 a 11 metros e com motores fora de borda. O resultado, o novo Rodman 33 Offshore, é um bar-

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co balanceado e completo, capaz de navegar a mais de 45 nós com a segurança e o conforto que todos os barcos Rodman oferecem. Um barco versátil, dirigido a um vasto leque de público, para a própria concepção do barco, para a definição dos

seus espaços e para o seu equipamento e diferentes opções, que lhe permitirão configurar o barco de acordo com a principal utilização que o seu armador exigir. O novo Rodman 33 Offshore, será a melhor escolha para quem procura uma alternativa acessível, com a qualidade e prestígio dos barcos Rodman. Um barco de alta velocidade, com espaços amplos e confortáveis ​​no exterior, para desfrutar da navegação. Ele também tem um espaço interior prático sem sacrificar um espaço interior confortável que tornará a vida a bordo mais confortável. Sem dúvida, este é um barco diferente, funcional, confortável, ao mesmo tempo, muito rápido, robusto, poderoso e para excelente navegação. Para mais informações: Departamento de Marketing e Comunicação Rodman Polyships, SAU Tel. +34 986 393 964, e-mail: m.herrero@rodman.es, www.rodman.es


Notícias do Mar

Notícias Docapesca

Docapesca Lança Novo Concurso de Dragagem Zona Interior da Doca de Faro Foi já publicado em Diário da República o anúncio do novo concurso público para a empreitada de dragagem da zona interior da Doca de Faro.

Dragagem da Doca de Faro

O

lançamento deste novo concurso resultou da necessidade de revisão do projeto inicial de dragagem que esteve na origem do concurso público lançado em 16/08/2018, no qual todas as propostas rececionadas ultrapassavam o preço base estabelecido. O novo projeto inclui uma revisão do preço base (de 100.000€ para 375.000€) e do prazo de execução (de 1 para 4 meses). A necessidade de revisão do projeto relacionou-se com

as atuais condições de navegação nos canais da Ria

Formosa, as quais implicam um alargamento significativo

do período necessário à realização da empreitada.

Doca de Faro 2018 Outubro 382

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Notícias do Mar

Novos Livros

Apresentação: Luís Medeiros Alves

Apresentação do Livro de Jorge Silva Paulo

por Ocasião do Seu Lançamento no ISCTE-IUL em 2018 Out 02 Co m e ç o p o r c u m p r i m e n ta r a P r o f e s s o r a D o u to r a   Ma r i a d e Lu r d e s Rodrigues,  Magnífica  Reitora   do  Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa, que ao presidir a esta singela mas importante cerimónia, muito honra, dignifica e dá lustre ao lançamento formal do mais recente livro de Jorge Silva Paulo titulado “A Autoridade do Estado no Mar - Génese e Ordenamento da Autoridade Marítima”.

F

elicito Jorge Silva Paulo, que é militar da Armada na situação de reforma e doutorando em políticas públicas sobre a vertente institucional da Autoridade Marítima neste Instituto, bem como a Editora Chiado  pela confiança reiterada no autor ao publicar mais uma obra sua. Saúdo todos os que aqui se encontram, destacando os familiares do autor, que constituem a sua agregação de valor que lhe potencia e garante a tranquilidade para o seu trabalho, assim como os professores da Academia e  os estudantes desta Instituição de Ensino Superior pelo que representam, e podem vir a representar, alicerçados no conhecimento adquirido nesta casa, para a edificação das políticas públicas no Estado de Direito Democrático da República Portuguesa. Agradeço ao autor o convite que me endereçou para apresentar o seu livro, o que muito me honra, tarefa que procurarei cumprir tão adequadamente quanto me for possível. Por norma, fazer a apresentação de um livro é por si só uma tarefa algo melindrosa, na qual com muita facilidade nos podemos perder em análises supérfluas, fora de contexto ou exíguas de conteúdo, prejudicando não só o livro mas também o autor, e criando falsas imagens a quem lê. 54

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Notícias do Mar

Para evitar cair em tais engenhos perturbadores entendi ser  preferível  centrar a minha atenção no todo e contornar possíveis exames individualizados desta ou daquela situação. Assim, optei pela apresentação analítica de carácter geral assim como da  consequente síntese conclusiva e, por fim, pela expressão resumida da minha opinião acerca da linha de acção a ser prosseguida no âmbito da temática envolvida neste livro. Serve pois esta minha nota  prévia para sustentar a forma que considerei mais adequada para apresentar os meus pontos de vista sobre o trabalho que Jorge Silva Paulo nos oferece. Sem esquecer que a Autoridade  Marítima emergiu da Alfândega,  onde se dá ao manifesto, regista e lança tributo sobre direitos de entrada e saída de mercadorias do país, que antes de 1886 teve a competência de fiscalização da pesca e,  de um modo geral, das costas marítimas de Portugal, a obra descreve uma política pública onde durante cerca de um século  e meio vigorou um modelo de exercício da autoridade do Estado no mar que permitia o emprego das Forças Armadas em funções não-militares, ou seja, civis, e que não tinha contacto com a organização administrativa do espaço terrestre do país, definida logo em 1836 pelo primeiro Código Administrativo.  Para tal, muito terá contribuído certamente a fronteira  estabelecida pela “linha de costa”, um limite geográfico natural,  entre os dois espaços, levando a que, em relação ao mar, funcionassem como códigos administrativos o Regulamento para a Polícia dos Portos e os Regulamentos Gerais das Capitanias.

Como é natural, ao longo de um tão dilatado período de tempo, este modelo sofreu aperfeiçoamentos, melhorias e algumas modificações, a mais significativa das quais terá sido operada em 1974, quando a marinha mercante - constituída pelas embarcações de comércio, de pesca, rebocadores e auxiliares -, os pilotos, as pescas e uma parte dos registos deixaram a Autoridade Marítima e formaram o que veio a chamar-se a Administração Marítima. No entanto, o que para o caso interessa realçar, e reter, é o facto de se ter mantido sempre a característica dominante do modelo, isto é, o envolvimento e emprego de militares das Forças Armadas. O momento de ruptura com a ordem assim estabelecida, como muito bem assinala o autor, verifica-se em 1982 por via da 1ª revisão da Constituição da República aprovada e decretada em 2 de Abril de 1976. A enorme importância desta revisão resulta de por ela terem sido criadas fronteiras bem definidas entre a defesa nacional e a segurança interna e, nessa conformidade, ter sido restringida objectivamente a missão das Forças Armadas à defesa militar da República e atribuída a garantia e salvaguarda dos direitos dos cidadãos à Polícia, ou seja, às Forças e Serviços de Segurança, assim se institucionalizando o Constitucionalismo de supremacia civil que transformou Portugal, pelo menos formalmente, num Estado de Direito Democrático, em que a autoridade legitimamente representada e apresentada em situação de normalidade institucional é civil. Neste novo quadro constitucional de  supremacia  civil,  em que  ficou determinado o afastamento

das Forças Armadas  das funções civis,  a Autoridade Marítima,  não se incluindo na defesa militar contra ameaças externas, ficou fora das missões constitucionais incumbidas às Forças Armadas. Por esse motivo, e pela sua  natureza policial, tinha de sair do âmbito do ramo militar do mar, ou seja, do ramo naval, determinando o afastamento da Armada das funções não-militares,  pelo que passou a só poder colaborar com, e já não dirigir, os serviços que tinham atribuições e competências civis. Seguiram-se depois algumas iniciativas legislativas pormenorizadamente analisadas no livro, sendo de referir  a  criação dos  tribunais marítimos em 1986,  a  colocação em 1991 do  Sistema da Autoridade Marítima na dependência directa do Ministro da Defesa Nacional onde também se vincou a separação entre a Administração Marítima e a Autoridade Marítima, a extinção da Guarda Fiscal em 1993 e sua integração na Guarda Nacional Republicana,  a conversão da Polícia Marítima, civil até  1975,  em Força de Segurança nacional, através de um diploma de 1995  que  ficou aquém de uma lei orgânica, e uma lei constitucional em 1997 estabelecendo que o regime das forças de segurança passava a ser da reserva absoluta da Assembleia da República. Até que em 2002, na sequência da integração  no ordenamento nacional  da  Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a Lei do Mar, através de ratificação  em 1997  por decreto do Presidente da República,  surge finalmente um pacote legislativo de amplo alcance visando  simultaneamente  a reforma da Administração Marítima  e a reforma da Autoridade Marí-

tima, ainda que em relação a esta não se tenha sequer aflorado a hipótese de a dotar de lei orgânica própria. O autor dedica especial e justificada atenção aos diplomas que regem as reformas mencionadas, bem como a outros normativos que lhes sucederam e que, de algum modo, com eles estão relacionados, analisando detalhadamente os respectivos conteúdos e observando a realidade prática da sua aplicação. E o que neste contexto merece maior realce é o rigor, a minúcia, a profundidade e a solidez da investigação desenvolvida,  que permitiu trazer à luz, e fazer sobressair, determinadas situações e aspectos que muitos gostariam de conservar  permanentemente  enevoados  sob o manto diáfano da ignorância e do esquecimento. Trata-se de situações e aspectos que um leitor atento facilmente constatará que uns podem  suscitar  desalinhamento, desconformidade ou incongruência face ao quadro legal de referência, e outros, de diferente jaez, com maior gravidade, podem eventualmente não cumprir  a ordem constitucional estabelecida, não devendo ambos, por maioria de razão, ter lugar num Estado de Direito Democrático  como  é suposto ser  a República Portuguesa. Ao reflectir sobre o que precede, o leitor atento facilmente poderá deduzir: Por um lado, que a complexidade estrutural e a diversidade  material  que envolvem a caracterização dos diferentes espaços marítimos nacionais, sujeitos a diferentes regimes de jurisdição e soberania, obrigam ao seu conhecimen-

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Notícias do Mar

to em diversos domínios, a fim de se garantir a adequada condução dos processos inerentes ao exercício da autoridade do Estado a que os diferentes órgãos com competências no mar e poder de autoridade marítima se encontram obrigados perante a lei, nos respectivos âmbitos. Importa referir e anotar que o poder de autoridade marítima não está cometido às Forças Armadas. Por outro lado, que a Autoridade Marítima continua a ter um modelo e práticas muito específicos, cuja complexidade e  diversidade  serão  porventura a razão principal para que sejam recôndidos ou mal conhecidos pela generalidade dos cidadãos e até pelos próprios responsáveis  pela sua direcção e operação - civis, militarizados, militares e militarizados da Polícia Marítima -  continuando a não se verificar  ainda, em termos materiais e de substância, a remissão da Armada à condição de ramo naval das Forças Armadas e o seu consequente afastamento das funções não-militares, ou seja, civis, apesar das imposições decorrentes da revisão constitucional de 1982. E por outro lado ainda, que  os órgãos de soberania  competentes, aparentemente,  toleram e pactuam com  os comportamentos,  práticas e atitudes apontados e que, os efeitos decorrentes da 1ª Revisão Constitucional ainda não foram interiorizados em todo o Estado, nem sequer nos escalões mais elevados da Administração Pública, onde poderá residir a procura de protagonismo corporativo,  bem como, nomeadamente, na sociedade civil representativa dos interesses dos cidadãos contribuintes seus associados  e na comunidade dos  navegantes e utilizadores dos espaços 56

marítimos nacionais. Aqui chegados, e assumindo eu próprio também o papel de leitor atento, devo dizer, em jeito de síntese conclusiva, que esta obra, - em primeiro lugar, vem reforçar  o meu  entendimento, quiçá partilhado, que manifesto nesta ocasião, de que, no  actualquadro constitucional, onde pela primeira vez na história do constitucionalismo nacional, não é referido o inimigo interno, a jurisdição marítima é a actividade exercida pelas autoridades civis e de polícia com poder de autoridade marítima para o desempenho da sua competência e que, a produção de segurança  se divide entre  a Diplomacia, a Justiça,  a Tributação, a Defesa Militar,  a Defesa Civil ou da Cidadania, os Serviços de Informações,  a Protecção Civil e o Desenvolvimento,  sustentado no crescimento económico, no ambiente confortável e no progresso social, com  as restrições impostas à inerente acção de polícia, à devida salvaguarda do segredo de justiça, à investigação de natureza criminal e à avaliação de segurança. - e em segundo lugar, demonstrando que as estruturas envolvidas no exercício da autoridade do Estado no mar são fungíveis, podendo ser adequadamente melhoradas através de edificação incremental ou em espiral, visando a especialização de função e de conhecimento, sustentado na modelação representativa do espaço marítimo nos diversos domínios geográficos e marinhos, do seu ambiente e respectivos contornos, apresenta excepcionais condições para que dela possam ser retiradas eventuais sugestões para alteração  correctiva da actual situação  na Autoridade Marítima, suportada na adequada definição do nível de

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ambição e na  identificação de  necessidades,  validados com credibilidade, para satisfazerem os propósitos a serem prosseguidos  e que deve  passar  em  termos orientadores e enquadradores de racionalidade estrutural, em razão da matéria e do espaço:  - pela edificação,  conformada com a Constituição, onde é imposta a necessidade de quaisquer outras funções de natureza complementar a incumbir às Forças Armadas, para além da defesa militar da República, estarem previstas neste  estatuto jurídico do Estado, de um modelo de Código Administrativo para a Autoridade Marítima  integrado na organização administrativa do país onde a “linha de costa” não constitua uma fronteira entre dois modelos; -  e pela  desmilitarização das estruturas  da Autoridade Marítima Nacional, da Polícia Marítima, da Unidade de Controlo Costeiro, da Unidade de Acção Fiscal, do Instituto Hidrográfico e dos Centros Coordenadores de Salvamento Marítimo com  a sua consequente  integração na estrutura da Administração Marítima  onde deve residir a condução dos assuntos do mar, visando a edificação de uma Guarda Costeira  enquanto força de segurança de natureza civil, e polícia criminal, conformada com a Constituição, com as inerentes e correspondentes atribuições e competências normalmente cometidas às Guardas Costeiras, a fim de garantir o exercício da autoridade do Estado nos espaços soberanos, de jurisdição, de responsabilidade e de domínio público  marítimos  nacionais  através do exercício da função guarda costeira. Está deste modo finalizada a apresentação, pre-

tendida ser realizada em termos gerais e de uma forma abrangente, sobre o livro da autoria de Jorge Silva Paulo onde se encontra traduzido com profunda e sustentada argumentação a sua perspectiva do quadro institucional da Autoridade Marítima, cabendo ao leitor, ao estudioso, ao debate público e publicado a sua crítica. Estou plenamente convicto de que a abrangência e a profundidade do tratamento dado às diferentes dimensões que envolvem directa e indirectamente a política pública da Autoridade Marítima, na contemporaneidade portuguesa, farão desta obra uma referência obrigatória para  órgãos de soberania,  cientistas sociais, educadores, formuladores de políticas,  entidades públicas e privadas assim como  cidadãos em geral que reconheçam no exercício da autoridade do Estado no mar  uma prática social estratégica  na construção de um  Portugal  soberano, com salvaguarda de direitos, liberdades e garantias, e com Justiça.  Agradeço  à Magnífica Reitora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa,  Professora Doutora  Maria de Lurdes Rodrigues, a sua presença assim como as facilidades disponibilizadas para a concretização do lançamento do livro da autoria do doutorando neste estabelecimento de ensino superior Jorge Silva Paulo. À editora Chiado e ao autor do livro, Jorge Silva Paulo, o amigo que admiro, estimo e considero,  apresento votos de sucesso na continuação das suas actividades. Terminado.


Notícias do Mar

Notícias Docapesca

Repostas as Condições de Acesso à Ponte-Cais Sul do Porto da Baleeira/Sagres

Porto da Baleeira em Sagres Um porto onde a pesca local, se queixa há largos anos de falta de condições para atracar e falta de guinchos para subir o peixe para a lota, vai começar a receber alguns pequenos benefícios.

Comunicado da Docapesca: A Docapesca lançou um procedimento de contratação pública para a reposição das condições de embarque e desembarque de tripulantes das embarcações que operam na ponte-cais sul do Porto de Pesca da BaleeiraSagres. O procedimento tem o preço base é de 31.200 euros e visa a aquisição e montagem de 10 novas escadas de cais e a remoção das escadas

atualmente existentes. Esta melhoria das condições de segurança da pontecais sul resulta de um compromisso assumido entre a Docapesca, os pescadores profissionais deste porto e seus representantes associativos no passado mês de agosto. Também a identificação dos locais para a instalação das novas escadas e o modelo de a adotar foram definidos em estreita articulação com estes profissionais.

Pontão degradado em Sagres

Na Docapesca de Sagres os pescadores não têm guincho para puxar o peixe 2018 Outubro 382

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Notícias do Mar

Notícias Korean Register Portugal

Korean Register Portugal apresenta-se na Feira SMM Hamburgo

Esquerda para a Direita, Michael Suhr (Diretor Técnico e Comercial –Europa do Norte), André Duro (KR Escritório de Lisboa), Wilhelm Loskot (Gestor Técnico e de Qualidade – EUROMAR Hamburgo), Min Byung-son (Diretor Geral - KR Escritório de Hamburgo)

K

orean Register of Shipping (KR) participou, como habitual, na principal e maior Feira da Indústria Marítima – SMM em Hamburgo de 4 a 7 de Setembro com a presença de vários especialistas e de dois Vice-Presidentes Executivos, Sr. Hyung-Chul Lee (Divisão de Negócios) e o Sr. Chang-wook Kim (Divisão Técnica) juntamente com o Sr. Min (Diretor Geral de Hamburgo) e do Sr. Suhr (Diretor Técnico/Comercial da Europa do Norte). Desde o final do ano passado, KR está autorizada 58

a entregar serviços estatutários e a atuar como OR – Organização Reconhecida, em nome da Administração da Bandeira Portuguesa (DGRM), incluindo os navios registados na Madeira. Com a aceitação da Bandeira Portuguesa, KR aumenta o número de Administrações autorizadas para 78 e a sua rede de sucursais cresce mundialmente. Este é um passo importante na Sociedade Classificadora devido ao aumento do interesse em registar os navios mundiais com a bandeira nacional. Algumas

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empresas-chave mundiais estiveram presentes no stand da Korean Register demonstrando interesse em registar os presentes e futuros navios com a bandeira de Portugal, incluindo a Oldendorff Carriers. Na SMM, KR aproveitou a oportunidade para introduzir o novo inspetor, André Duro da Korean Register Portugal para o mercado. André Duro já trabalhou alguns anos na indústria marítima e estudou Engenharia de Máquinas Marítimas na Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH),

em Paço d’Arcos. Antes de se juntar a KR, trabalhou com Superintendente Júnior numa empresa de gestão de navios baseada no Dubai. Presentemente, será o responsável pela sucursal do mais recente escritório da KR, em Lisboa, e fará a ligação e cooperação entre a Administração da Bandeira Portuguesa (DGRM), Armadores e a classe KR suportando da melhor forma. EUROMAR, também presente na SMM, é uma empresa de consultoria que apoia os armadores no registo dos seus navios em Portugal (International Shipping Register of Madeira – MAR) a partir da sucursal em Cascais. A oportunidade foi aproveitada para trocar pontos de vista em relação à cooperação futura e a ligação conjunta para apoiar clientes comuns. KR olha para a Europa como um mercado para continuar a explorar e expandir a rede de clientes, fornecendo um serviço célere e de alta qualidade independentemente da localização, Sr. Lee Jeong-Kie, Presidente e CEO da KR comentou “A obtenção de autorização para atuar como uma OR para a Administração Portuguesa demonstra claramente os nossos esforços contínuos para aumentar os níveis de serviço ao cliente e aumentar a satisfação do cliente em toda a Europa. Também demonstra o nosso compromisso em fornecer a melhor qualidade e a mais ampla gama de serviços, para apoiar os negócios de nossos clientes onde quer que eles estejam.”


Notícias do Mar

Notícias do Ministério do Mar

Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo Nacional (PSOEM)

Ponto de situação - A elaboração do PSOEM obedece ao DL 38/2015, de 12 de março e ao Despacho nº11494/2015, de 1/10/15, da então Ministra da Agricultura e do Mar, onde consta a indicação das entidades responsáveis pela sua elaboração, o âmbito espacial e as disposições relativas à Comissão Consultiva que apoia a elaboração do plano. - A Consulta Pública (CP) do PSOEM da responsabilidade da DGRM – Direcçãogeral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (área limitada pela subárea do Continente da ZEE portuguesa e pela Plataforma Continental Estendida) ocorreu entre 30/4/18 a 31/7/18 (três vezes mais do que o previsto por lei) e a CP da parte específica delimitada pela subárea da Madeira da ZEE nacional, da responsabilidade da DROTA – Direcção Regional de

Ordenamento do Território e Ambiente, entre 18/5/18 a 31/7/18. A CP na Madeira decorreu sem críticas significativas e as entidades ambientais do Governo Regional da Madeira não levantaram problemas. Os documentos que foram sujeitos às duas CP partilharam a mesma metodologia e estratégia. - Está ser efetuado, pela DGRM, o relatório da CP (que será público), com os resultados das mais de 200 participações e o relato de como serão ponderadas na nova versão do PSOEM. Prevê-se a conclusão do Relatório da CP ainda no mês de Outubro ou início de Novembro. - Estão a decorrer reuniões de concertação entre a DGRM, APA – Agência Portuguesa do Ambiente e ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, para resolução dos problemas ambientais não resolvidos em sede de

Comissão Consultiva, cuja parte substantiva recai sobre a necessidade de uma análise de incidências ambientais (AincA). No dia 29/08/18 foi apresentada à APA e ICNF a metodologia da AincA que está a ser realizada pela Universidade de Aveiro. Os trabalhos estão a ser atualmente acompanhados de perto pelo ICNF: em 19/09/18 realizou-se mais uma reunião de trabalho entre estes três organismos e esta semana realiza-se uma reunião final de seguimento. - A ENMC (agora Entidade Nacional para o Sector Energético, EPE) propôs alterações significativas ao plano, reclamando mais áreas de recursos energéticos fósseis. Ocorreu uma reunião de concertação em 12/04/18, no entanto, a pretensão não foi acolhida. - O IPMA suscitou a necessidade de alterações pontuais do plano quanto à

zona de aquacultura em Sagres, tendo já sido construída uma solução de espacialização. - A DGRM prevê que o novo projeto de PSOEM esteja concluído até dezembro, com as questões ambientais resolvidas, e que o início de nova consulta pública possa ocorrer antes do final do ano. - A DGRM prevê para o primeiro trimestre de 2019 a conclusão das peças integrantes do relatório final do PSOEM, a que se seguirá a submissão a Conselho de Ministros de uma proposta de Resolução para aprovação do PSOEM. - O PSOEM relativo à subárea dos Açores da ZEE nacional, da responsabilidade do Governo Regional dos Açores, é expectável que seja concluído em 2020, na sequência de um projeto internacional em curso. 2 de outubro de 2018

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Pesca Desportiva

Notícias GO Fishing

Lançamento dos Anzóis FUDO

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GO Fishing Portugal, depois das amostras e vinis Smith, de origem japonesa, está a proceder ao lançamento nacional dos anzóis FUDO, uma produção do país do sol nascente, com a qualidade, o rigor e precisão próprios de quem tem de se impor perante uma concorrência enorme no seu próprio país. Sendo o Japão um país com um mercado disponível de 125 milhões de 62

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habitantes, e uma cultura de pesca que excede qualquer outro país no mundo, as marcas não têm alternativa senão ser muito boas, produzirem apenas qualidade acima da média, para assim superarem a pressão de serem apenas uma segunda escolha. O conceito chinês de produção em larga escala, a preço baixo com qualidade baixa, não é algo que possa ser considerado por


Pesca Desportiva

quem pretende pescar de forma selectiva, em segurança, e com efectivo prazer. A FUDO chegou a Portugal, e a GO Fishing foi a empresa escolhida para a promover em Portugal.

Tremenda qualidade, leveza, resistência e segurança, a um preço extremamente baixo. Não deixe de visitar a loja em Almada, onde pode escolher anzóis topo de gama, a preços incrí-

veis, só possíveis a quem fez uma aposta muito forte numa fábrica japonesa conceituada, que veio para

ficar. A GO Fishing aceita distribuidores para todo o país.

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Surf

Viana World Bodyboard Championships

Armides Solivares

Viana com Final em Beleza no Mundial Júnior Após um adiamento que o nevoeiro obrigou, no derradeiro dia do Viana World Bodyboard Championships,que terminou no dia 30 de Setembro, o sol e as ondas sorriram ao espanhol das Canárias Armides Soliveres, o novo campeão mundial de juniores, e a Tristan Roberts, sul-africano queu ganha o título Open.

O

penúltimo dia, na Praia da Arda, em Viana do Castelo, foi também o dia da despedida das esperanças portuguesas, com os juniores Marco Vieira e Miguel Fer-

reira a serem eliminados nos quartos de final do projunior e o nazareno Dino Carmo a sofrer o mesmo destino às mãos do sul-africano Tristan Roberts, nos quartos da competição Open.

Armides Soliveres, de 16 anos, oriundo da Gran Canária, concluiu a final que havia sido interrompida da mesma forma que a deixou: no comando, batendo Luan Tavares por convincentes

Tristan Roberts 64

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15.65 pontos contra 12.75 do adversário brasileiro. Soliveres admitiu que a final nem foi a sua bateria mais difícil: “Definitivamente, tive mais dificuldade na meia-final com o Noah Capdeville.” Mesmo sem o testemunho do canarino, os números dizem tudo, com o heat a ser decidido por décimas, 11.35 contra 11.25 do filho do antigo campeão mundial Nicolas Capdeville. Mas o novo campeão sempre foi dizendo que “todas as baterias foram difíceis”, até pelas características do mar, explicou: “É normal que seja difícil, afinal, é um Mundial, todos os competidores são bons. E, ainda por cima, parecia que havia mais esquerdas e eu sou mais forte para a direita, mas os treinos compensaram!” Quanto ao futuro, o sonho


Surf

Dino Carmo é uma carreira profissional de bodyboard, mas há outros objetivos para o espanhol que se fez acompanhar dos pais: “Tenho apenas 16 anos e a minha prioridade são os estudos. Mas sim, sonho um dia ser campeão do Mundo Open.” Um pouco mais velho, com 21 anos, e um pouco mais experiente, o sul-africano Tristan Roberts está também mais próximo de realizar o sonho que partilha com Armides Soliveres. Para já, mostrou capacidade para tal ao vencer a competição Open do Viana World Bodyboard Championships, deixando pelo caminho aquele que era apontado como o principal favorito, o francês Pierre Louis Costes, nas meiasfinais, e batendo o basco Alex Uranga na final (12.50 contra 11.90). Também presente na praia, para entrar no Open,

esteve Mike Stewart, lenda mundial do Bodyboard que, aos 55 anos, continua a competir ao mais alto nível. É mais que simbólica a presença do 9 vezes campeão mundial em Viana, o primeiro lugar onde competiu fora do Havai, em 1996: “Tenho aqui uma longa história. Para mim, Viana é um dos berços do bodyboard mundial. Faz-se um trabalho muito progressivo e moderno aqui e é gratificante contribuir.” Tristan mostrou-se muitíssimo contente e até surpreendido com o desfecho do seu percurso na prova minhota: “Estou super contente. Tive muitas dificuldades neste campeonato, sem confiança e desencontrado com as ondas, mas finalmente consegui reencontrar-me e levantarme do chão. Penso que o ponto de viragem foi mesmo o heat com Pierre Louis

Pierre Louis Costes

Costes, ele estava a fazer um campeonato incrível, com notas de 9 e 10, e passei muito tempo a pensar como ia ultrapassá-lo até que decidi fazer o meu surf e ver o que acontecia...” Quanto à cidade de Viana, que Roberts visita pela terceira vez, o desejo é de regressar, se possível, defendendo o título: “Gosto muito de Viana. Faz-me lembrar um pouco a minha cidade natal, Onrus Hermanus, na África do Sul, com a sua atmosfera descontraída, gente hospitaleira e a proximidade com o mar. Adorei estar cá e espero repetir.” Para a organização, foi o culminar de um trabalho hercúleo mas com retorno assegurado, conforme explica o presidente do Surf Clube de Viana (SCV), João Zamith: “Mais uma vez, fez-se história em Viana, ao assumir um risco inédito para

o circuito mundial, como foi alargar o período de competição em mais um dia. Mas todo o esforço da APB, atletas, staff técnico e, sobretudo, organização a cabo do Surf Clube de Viana, teve um prémio merecido: um novo campeão mundial e um notável espetáculo de bodyboard.” Esforço traduzido também em investimento financeiro, conforme detalha o dirigente máximo do SCV: “Este campeonato teve um investimento financeiro na ordem dos 140 mil euros, suportado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, IPDJ e patrocinadores. É o sexto Mundial que organizamos em Viana, o terceiro em anos consecutivos e temos registado um crescimento no número de atletas, divulgação e público, pelo que é, garantidamente, uma aposta ganha e para continuar.”

Ricardo Rosmaninho 2018 Outubro 382

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Notícias do Mar

Últimas Notícias Quiksilver

Quiksilver Abre Nova Loja em Lisboa

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Quiksilver trás a Lisboa alguns dos nomes do Team WCT para apresentação do novo Vídeo Quiksilver Genarations. Situada na nova zona Trendy de Lisboa (Rua Poço dos Negros nº9) a marca instala-se assim na Capital, com um carácter urbano com o principal objectivo de fazer um canal com as praias da zona da capital. Continuando a estratégia da marca de se instalar nas principais capitais como já acontece em Madrid, Londres, Paris, etc. Com 60 m2 de área útil, podese encontrar nesta loja as 2 marcas do grupo Boardriders

– Quiksilver e Roxy, assim como toda a gama de produtos incluindo os boardshorts, bikinis, fatos de surf, pranchas, etc... destas marcas. Para além de tudo isto os clientes poderão marcar surf tours, aulas de surf e até mesmo reparar as suas pranchas Como já acontece com a loja Boardriders da Ericeira esta nova loja será também o polo central da comunidade do surf na área da grande Lisboa. É já nesta Quinta Feira que vais poder estar alguns dos nomes do Team WCT, como Zeke Lau, Kanoa Igarasih, Mikey Wright, Leo Fioravanti entre outros para apresentação do novo Vídeo

Quiksilver Genarations Sobre a Boardriders, Inc.: A Boardriders, Inc. é a empresa líder mundial em desportos de ação e estilo de vida, que projeta, produz e distribui vestuário, calçados e acessórios de marca para Boardriders em todo o mundo. As marcas de roupas e calçado da empresa representam um estilo de vida casual para pessoas jovens que são inspiradas pela paixão dos desportos ao ar livre. As marcas Quiksilver, Roxy, DC Shoes, entre outras, da empresa possuem raízes e herança autênticas no surf, neve e skate. Com aproximadamente 10.000 clientes em

todo o mundo, os produtos da Empresa são vendidos em mais de 110 países numa ampla variedade de lojas, incluindo: lojas de surf, lojas de skate, lojas de neve, lojas bandeira, as Boardriders, e através de vários canais de comércio eletrónico. Para obter informações adicionais, visite os sites da marca em: www.quiksilver. com,  www.roxy.com,  www. dcshoes.com Rua Poço dos Negros 9, 1200335, Lisboa 210995343 Instagram – quiksilverlisboa Facebook – Quiksilver Store Lisboa quiksilverlisboa@gmail.com

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar n.º 382  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 382, Outubro de 2018.

Notícias do Mar n.º 382  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 382, Outubro de 2018.

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