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Ao longo das últimas décadas, vários actores colectivos, como movimentos sociais e outras organizações, têm vindo a constituir-se em torno da saúde levantando algumas questões sobre a sua governação que demonstram ter uma especial interesse para a investigação em sociais sobre saúde e medicina. De entre esses actores colectivos e em diversos países, destacam-se as associações de doentes pelo contributo na (re)configuração sobre a forma como a saúde é definida, o seu conhecimento é produzido e as suas políticas são desenhadas. Este artigo pretende discutir essas e outras questões de relevo para a governação da saúde a partir do olhar das associações de doentes em Portugal. A hipótese desenvolvida no texto propõe uma análise destas associações enquanto e em torno de três projectos – político e social; epistemológico e cognitivo; identitário e associativo – nos quais elas assumem, simultaneamente, um carácter e um papel de tipo distinto no domínio da saúde.

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